1. Spirit Fanfics >
  2. Nascido de Um Eclipse - Namjin >
  3. Eterno

História Nascido de Um Eclipse - Namjin - Capítulo 30


Escrita por: Gabi-Chan-Jm

Notas do Autor


Perdão por tanto demorar para que os capítulos sejam soltos, posso simplesmente justificar a demora pela qualidade e tamanho do capítulo, contando que tenho deveres a mais em minha vida pessoal, mas não seria justo se comparado com outros autores, por tanto a punica coisa que posso fazer e pedir perdão por isso.
De qualquer forma, espero que goste do capítulo, que é o penúltimo dessa história que me acompanhou por anos e que deixa claro minha evolução, comparando o começo com o final, confesso que não me arrependo e que agradeço a todos que ficaram.
Boa leitura.

Capítulo 30 - Eterno


Naquela manhã o jardim parecia mais bonito do que de costume, o cheiro doce e agradável das flores lá plantadas que no momento já se encontravam abertas, indicando que já se encontravam no meio da estação das flores, conhecida então como primavera. Sendo as características vindas dos olhos daquele que se encontrava sentado no gramado, o Seok observava a visão que tinha, tentando guardar todos os seus detalhes, enquanto se lembrava de tudo o que passara juntamente dos que orgulha-se de chamar de amigos. No tempo transcorrido não tiveram novos imprevistos, alguns tempos se encontrava com os companheiros, apenas para conversar e firmar mais seu relacionamento com esses. Costumava, quando não podiam se encontrar, mandar cartas para os que moravam mais distantes. Tentaram reorganizar suas vidas, cada um de uma forma da qual se sentiam melhor, caso obtivesse a chance, jamais se arrependeria ou mudaria o seu passado, as perdas são inevitáveis, mas decidiu por superá-las e seguir em frente.

Min Yoongi e Kim Jennie foram liberados para passarem um tempo no reino de gelo, ou no caso do Min, passar para o Reino de Terra assim que os assuntos estivessem resolvidos. A Kim fora resolver problemas pessoais, o Min ficara por apenas uma semana, indo para o próximo destino em seguida, onde, pelo que esse o disse, se encontraria com Taehyung e Hoseok. estando lá até os recentes dias, assim como a Kim, logo voltará. Os noivos costumam conversar sobre os preparativos, os garantindo um convite, que gera conversas animadas completa com risos. Kai esteve por um tempo em seu reino natal, mas fora questão de tempo até se mudar para Nisshoku, sendo ele o mais próximo do Lee e vice-versa. Mesmo com tantos acontecimentos, casal ainda tinham breves momentos juntos, aproveitados com carícias e conversas que o aqueciam por dentro.

 

Desde o começo do namoro, seus dias se tornaram mais contentes, como se o Kim houvesse se tornado um dos motivos para que estivesse vivo todos os dias, não como uma necessidade emocional, mas como alguém que que o faz bem. Sua companhia quando conseguimos estar juntos no meio de tantas obrigações ao decorrer do dia é o melhor que poderia pedir, mesmo que por poucos minutos já se e sente satisfeito, assim como uma dose de serotonina toda vez que suas covinhas pintam suas bochechas. Após a reunião, todos já tinham consciência de nosso relacionamento, nos deixando livres para demonstrar o amor que sentimos. Ainda nos encontramos jardim, lugar onde tudo começou, passando por mais uma primavera, esse ano a tudo parece mais animado, tendo mais flores de diversas cores e tipos, ao contrário das anteriores. Ficamos por horas apenas apreciando as flores e a companhia. Namjoon  permanece como meu guarda, trabalhando noites e dias, tenho permissão para o acompanhar algumas vezes, enquanto eu cuidas das minhas responsabilidades para com o reino, essas que ficaram maiores, acumuladas devido ao tempo que não pude controla-las, diminuímos os encontros e focamos em nossos deveres até que estejam parcialmente cumpridos.

Ainda conversamos sobre os ocorridos, procurando mais detalhes em nossas lembranças, talvez para jamais esquecermos dos ocorridos. Ainda que nossa relação não tenha mudanças tão grandes. Os demais reinos nos receberam de braços abertos, explicando os desaparecimentos em cartas abertas nas páginas principais dos jornais, tentando não assustar os moradores. Hoseok me enviará uma carta, contando-me sobre tudo que vem acontecendo, desde quando chegou ao seu reino junto a sua real família e seus poderes. No momento ele tem estado no castelo, tento aulas  para conseguir entender e controlar melhor seus poderes. Agora, por estar no reino de Jigu, será ajudado pelo Kim e pelo Min. Acarta não irá demorar para ser entregue assim que ele a mandar, isso me faz ficar ansioso.

 

 

Estava andando pelos corredores abertos e repletos de plantas, naturais de Jigu, essa é a estação mais comemoradas pelos que moram aqui, onde eu um período que se encaixa exatamente no meio da estação ocorre o festival das luzes, ele ocorrerá hoje e eu e meus dois companheiros iremos passar juntos, isso a pedido do Kim, sendo encontrar os dois no ponto de encontro que planejamos mais cedo o motivo do meu andar apressado. Assim que nos encontrarmos ele nos  explicará o que teremos de fazer. 

Estou por aqui já se faz um bom tempo, desde que descobri a verdade, minha nova, talvez na verdade velha, família, assim como as pessoas que residem no castelo, vem preparando uma coroação, que eles a julgam como digna, por mais que em minha opinião, não seja necessário. No dia em que cheguei, minha avó recebeu-me com diversos questionamentos, dos quais não dei importância em responder. Após as repostas, comecei a perguntar com a presença da rainha me auxiliando. Ela respondeu-me com uma breve explicação, sem muitos detalhes, mas que em considerei válida. Assim que foi descoberta a gravidez, minha mão foi colocada em uma casa afastada do castelo e dos olhares do povo, somente os que ficam dentro do castelo tinham noção da situação, Minha vó havia se voluntariado para cuidar de mim, assim que não fosse mais dependente de seus cuidados maternos. Assim foi feito, tudo como panejado. Pelos meses de gravidez, ninguém teve mais notícias da rainha, e assim que não teve mais necessidade de sua mãe, foi levado, não tendo mais ninguém que tivesse consciência de sua existência. O dia que ela considera o mais triste de sua vida. Tendo perdido seu filho, sabendo que não o veria mais. Perdeu uma parte de si. Para aumentar sua proteção, devido a violência que passavam no momento, foi decidido que não os visitariam, pela sua proteção, ela perderia o seu filho e teria de seguir em frente, como se aquele momento sequer houvesse existido, bloqueando suas memórias e seguindo em frente.

Pelo que ela contou, na época ficou muito abalada, tendo desenvolvido depressão, tendo se recuperado com a ajuda das pessoas ao seu redor, que mesmo curiosas quanto ao que aconteceu, não a pressionaram, apenas a dando apoio, e ela é grata por isso. Ter noção de todos esses detalhes e tudo ser confirmado pela mais velha presente, alguém que eu mantive confiança por toda minha vida, foi como um peso de emoções jogados em minhas costas, eu ouvi e compreendi o lado deles, entendi suas motivações, mas ainda consegui me sentir abalado e brevemente enganado. Por tanto, pedi a eles que me dessem um momento para concluir meus pensamentos, por isso vim para Jigu, onde, agora, se encontram as duas pessoas que garantem um lugar seguro para mim em seus braços, assim como eu os daria os meus caso precisassem. Mandei e recebi cartas onde conversamos sobre nossos sentimentos, e dai veio a permissão minha estadia no reino por alguns dias. 

Hoje, faltam poucos dias para que eu e Yoongi voltemos para nossos reinos, confesso que caso pudesse, ficaria com eles, abraçados s cama de Taehyung, pelo resto de minha vida. Por não ser possível, tento passar o maior tempo possível ao lado dos dois, descobrindo cada vez mais coisas sobre eles, que me faz os amar cada momento mais. Não me importo em aceitar de prontidão o pedido, sabendo o quão importante era a comemoração para o reino, também sendo de grande confiança quando alguma pessoa chama outra para a acompanhar. O festival irá ocorrer nas bordas do Rio Han, que corta diversos reinos. Estaremos cercados por flores, iremos jogar lanternas na água corrente que pouco tempo depois irão flutuar até cobrir o céu, como pequenas estrelas. Não se sabe como elas flutuam e nem para onde vão, simplesmente desaparecem, mas não fazem muita importância em descobrir, Chegaremos primeiro, como anfitriões do festival, também para iniciarmos a criação de nossa lanterna, juntamente a família real, assim que Taehyung explicar o que iremos fazer, começaremos a cria-la. Uma para nós três, e juntos a colocaremos no rio. Pelo céu escuro do anoitecer, será possível vê-las de longa distância. Um silêncio de um minuto será feito para aqueles que se foram em batalhas, protegendo o reino. 

Tudo que sei foi dito pelo Kim mais cedo. Flores ainda me acompanham pelo caminho, As cores e aromas ficaram marcados em minha memória, em Suisei não costumam ter muitas flores, as que possuímos tem tons entre vermelho, amarelo e laranja, e considero como inexistente outras cores na região. Estou me aproximando do ponto onde nos encontraremos, sendo em um pequeno parque, onde Tae tinha costume de visitar. Assim que cheguei, pude ver uma silhueta parada olhando para o lado contrário do que eu vinha, Deduzi por ser Taehyung pelo seu corpo e altura, sendo Yoongi o menos entra nós e Tae o maior. Ele se virou em minha direção assim que me aproximei, o barulhos das folhas que estão no chão o atraiu a atenção, sorrindo largamente ao me ver, tendo eu feito o mesmo, assim que ceguei a sua frente o abracei apertado, sendo devolvido com um breve selo em meus lábios. Esperamos o Min entretidos com conversas desconexas, Taehyung não havia chego muito tempo antes, logo Yoongi estaria aqui, ele me conta sobre o festival com animação, sendo nós as primeiras pessoas que ele convida, confesso que me senti lisonjeado, como um elogio desferido a mim. 

Assim que ouvi passos, me virei e passei a encarar aquele que está se aproximando sorrindo com as mãos escondidas atrás das costas, Nos olhamos com a mesma curiosidade, esperando que ele se aproxime, para o cumprimentar devidamente. Ambos o dando um breve selinho, com ele tentando esconder mais suas mãos, garantindo que eles não pudessem vê-las. 

- Boa noite, chegaram a muito tempo? - Sua voz levemente rouca, causava arrepios em ambos os mais altos.

- Não muito, apenas a alguns minutos.- Um pequeno selas em seus lábios. ele nos pergunta sobre o que conversávamos antes de sua chegada.

- Ele me contava sobre o festival, enquanto estivermos no caminho lhe contarei sobre isso.

- Antes de irmos, eu tenho um presente para vocês. Sei que não demonstro muito, mas eu os amo mais do que consigo resumir em palavras, então, aqui está, espero que gostem. - Disse, não dando tempo para retrucarmos, ele tira dois buquês coloridos, em suas mãos, nos encarando com anseio, por mais que tentava encobrir.

O dei um sorriso caloroso,. - Obrigada, meu bem. Mas se isso te incomoda, não se preocupe. reconhecemos sua forma de nos amar, e o amo da mesma forma.

Nos juntamos juntamos em um abraço caloroso, tentando demonstrar o que sentimos. Não menti quanto ao que disse, compreendo todas suas formas de amar, assim como a do Kim, e espero o mesmo deles. Suas ações falam mais que mil palavras. Assim ficamos no abraço apertado por longos segundos. pra nos separarmos e então começar a andar, se demorar mais para irmos iremos nos atrasar. No caminho contamos para Yoongi o que ele não havia ouvido anteriormente, também Taaehyung nos contou o que aconteceria e o que teríamos de fazer. Mais tarde pensaria em uma forma de retribui-lo. Com o caminho repleto de conversas até nos aproximarmos do rio, onde a família do Kim já estava nos aguardando, juntamente a Rosé, que nos recebe, será o nosso último encontro, por ele receber férias que iniciarão amanhã.

Assim que cumprimentados, nos colocamos ao lado deles, enquanto algumas pessoas já se aproximavam com suas lanternas enfeitadas em mãos. O festival logo se iniciava assim que mais pessoas se aproximassem, assim nos dando tempo de montarmos nossa lanterna. Os buquês ainda estavam em mãos, assim como o molde das lanternas para então ser decorado.

- O que acham de usarmos as flores? -  Diz aos outro, enquanto estavam um ao lado do outro, com a lanterna pronta para ser decorada ao centro. 

- Pode ser uma boa ideia,.

- De certo ficará lindo, mas vamos usar somente um, para não pesar e a lanterna conseguir subir.  - Diz o Min.

Assim começamos as montar a lanterna, escolhendo a dedo cada flor que seria usada, organizando-as e depois as colando em volta da luz. Os diferentes padrões de cores e formas das flores formam uma bela arte, na qual logo preencheria o céu. Grande parte do buquê não foi usado, assim como foi pedido. diversas pessoas chegaram assim que terminamos, o suficiente para que o festival se inicie. Pelo que Taehyung diz, logo mais o discurso do rei e de seus familiares começaram, com seus desejos e coisas que farão quanto a estabilidade do reino, sendo esse o quinquagésimo terceiro festival das luzes de primavera do reino. 

- Sejam todos bem-vindos ao nosso  quinquagésimo terceiro festival, onde temos o prazer de observar nossas lanternas carregando nossos mais profundos desejos flutuarem pelo céu e vagam pelo universo, procurando uma estrela que realizará esse desejo, assim como a leda conta. esse que alegra pela estação que alimenta a beleza, força e compaixão presente em nosso reino, nossa casa. Fortalecendo as plantações e o elemento que nos rege. Em especial, esse ano também agradecemos pela volte e recuperação dos que, junto a nosso príncipe, foram levados para longe de suas casas. Além do antes citado, meu filho, temos a participação de Jung Hoseok , que batalhou ao seu lado bravamente, e Min Yoongi, guerreiro do reino Nisshoku. Ambos batalharam ao ledo de meu filho, por isso devemos o agradecer e acolhe-los hoje.

A atenção de todos fora voltadas a nós assim que fomos citados, nos deixando constrangidos perante ao povo, enquanto Tae sorria abertamente, nos curvamos em sinal de respeito ao rei e o povo, que repetiram o ato. Assim que encerrado o discurso,, se iniciou uma salva de palmas e sussurros entusiasmados dentre a multidão. 

- Sem mais delongas, segurem bem suas lanternas que o festival acaba de se iniciar. - Anuncia com empolgação o mestre de cerimonias, seguido da animada rainha, que conversa com alguns cidadãos próximos.

Após o anunciado, todos seguiram para as proximidades do rio, onde foram colocadas as lanternas, que flutuavam para longe, dando espaço para as próximas. Os convidados, realeza e os serviçais colocam por último, cantarolando seus desejos entre as luzes que refletiam na água, a noite já cobria o céu, fortalecendo o esplendor  brilhante provindo destas, Os antes ditos se encontravam em cima da ponte que cruzava o grande rio, observando o flutuar das lanternas sobre o rio, as primeiras  começavam a sair da água, como se asas as guiassem para um lugar no alto desconhecido. Assim que o momento d chega, os três, juntos segurando a lanterna, a empurrando levemente para que siga a corrente de água.  Observando-a afastar-se se juntando com as demais em maio a água reluzente.

- Me sigam.- Diz Taehyung, segurando em nossos pulsos, correndo por de trás de seus pais, indo em direção a multidão. Observamos estarmos acompanhando nossa lanterna, sorri animado, curiosos com a onde chegaríamos.

 - Daqui a um tempo vá procura-los e os traga de volta. - Sussurra a rainha para Rosé, que sorria de volta, concordando prontamente.

Correndo e sorrindo, acompanhando o mais alto, agora, depois de passar dentre as pessoas e ter-nos afastado, subíamos uma pequena colina, ainda dentro do reino, onde outrora fora usado para plantio. Perdemos de vista a florida lanterna assim que está começou a flutuar para os céus, ainda sim, a visão que tinham do alto da colina era de certo esplêndida, as lanternas, agora apenas como pequenas luzes transformando-se em vaga-lumes em certa distância que se desfaziam em estrelas pequenas demais a olho nu, enchiam os corpos de esplendor. Agora sentados na grama, apreciamos a visão que temos. Olhos refletindo os pontos luminosos, como um universos refletido. 

 

- Sabe, eu sempre passei aqui quando ocorria o festival, observar está vista é a melhor diversão que pode ter, e, agora, estar  com vocês compartilhando desse mesmo sentimento, faz tudo parecer tão bem, melhor do que o possível. Mas sabem? Eu descobri coisas bem mais belas que toda essa imensidão de estrelas.

- Algo mais bonito que tudo isso?- Jung abriu os lábios em surpresa.

- O que seria? - Pergunta curioso o Min.

- Vocês. Jamais trocaria olhar vocês por todo esse horizonte, seus sorrisos refletem seus sentimentos mais que mil milhões de estrelas, seus olhos brilham mais que todas essas luzes flutuantes, e eu não ousaria perder um segundo de poder aprecia-los. - Estes que agora refletem pela água ali acumulada, prestes a derramar de alegria.

- Eles não podem ser comparados ao universo que reside nos teus.- Olhei para ambos, seus rostos iluminados, ressaltando cada detalhe enquanto lágrimas salgadas já rolavam por seus rostos.

- Nem estes se comparam ao todo, desde corpo a mente, de vocês. - Anunciou animado, o Min. Confesso não esperava algo assim vindo dele, já que essa nunca foi sua forma de amor, que me abrir um largo sorriso, aquecendo meu coração.

- De certo, nem se compara. - digo.

Puxo os dois para uma abraço apertado, sem dizer nada, apenas  retribuíram.

- Eu amo vocês. - Sussurro.

- Os amo muito, também. - diz o Jung no mesmo tom.

- Amo vocês. 

Assim ficamos por minutos, apenas aproveitando. silenciando nossa mente por momentos.

- Os encontrei! Temos que voltar, seus pai lhe chama, já faz uma hora que estão aqui.- Nos viramos para encarar Rosè, que sorria com a cena, parada nos observando a nossa espera.

Assim que nos levantamos e começamos a segui-la me veio uma pergunta em minha mente :

- Jennie ainda está em Kõri?

- Está, suponho que volte junto a mim. - Diz o menor, que andava um pouco a frente.

- Por que motivo ela foi para Kõri juntamente aquela mulher? - Pergunta o Jung.

- Anunciar algo a meus pais, não sei ao certo, ela havia me dito que assim que nos encontrarmos me cantaria o que está acontecendo. - Rosé havia parado de andar assim  que o nome da garota foi dito.

- Como a conhece? - ela pergunta intrigada.

- Jennie? - pergunto procurando o motivo de seu aparente nervosismo.

- Ela faz parte da linha de combatentes de Elite de Nisshoku. Lutou ao nosso lado, seria impossível e imprudente não a conhece-la. - aclama Hoseok, ainda que confuso.

- Por que pergunta? Por acaso a conhece?

A questionada solta um longo e profundo suspiro, após o ato da um breve sorriso, balançando a cabeça lentamente.

 - Não por acaso, de certo. Sabia que se tornaria uma grande guerreira. _ Solta em mistério, voltando a andar, deixando-nos confusos para trás.

- Ei, conta a história de forma que nós entendemos, não faça isso conosco. - Grito para que ela escute, dando em conta os seus passos apressados. Começamos acorrer para alcança-la e a encher de questões sobre sua frase misteriosa, ela que ainda ria da situação, 

Assim que estamos ao seu lado, começa a falar, não dando tempo para perguntas.

- Quando mais nova, costumava brincar nas fronteiras, em um desses dias onde costumava rodopiar dentre as árvores, cruzando reinos e me divertindo pela imaginação infantil, apareceram três garotas, todas de aproximadamente minha idade, como pude julgar, perguntaram-me se poderiam brincar junto a mim e eu logo permiti, sequer sabia seus nomes, mas desgostava da solidão de minha diversão. Lembro-me de brincarmos até o anoitecer, com uma animação que jamais tive, fui o caminho todo desejando que no dia seguinte elas aparecessem, para brincarmos mais, assim todos os dias, pois havia gostado de suas companhias, em menos de um dia já as considerava amigas. todos os dias nos encontrávamos, para minha felicidade, no mesmo ponto, fazendo diversas coisas até o anoitecer, enquanto crescíamos. Até ficarmos jovens adultas, assim se iniciaram as responsabilidades, o tempo se encurtando. Um dia paramos de nos ver. Lembro do último dia com pesar, já não brincávamos como crianças inocentes aproveitando a vida, conversávamos sobre nosso dia a dia, situações estressantes do começo da vida adulta, tudo que se foi e que viria. Teus nomes são Jisoo, vinda de Kõri, ela desapareceu a muitos anos, antes mesmo de pararmos de nos encontrar, passou-se tantos tempo que apenas ficamos sem energias para procura-la. Jennie, de Nisshoku e Lisa, de Hikari, entretanto ela não fica em um lugar só por muito tempo, digamos que ela saiba bastante sobre os reinos e todas as suas vertentes, agora está em Suisei.

 

 

Estando ao seu lado, me embolei nas palavras no momento da despedida. Assim estávamos no momento atual, na frente do grande castelo de Kõri. Jisoo estava a minha frente, encarando-me em suplica. passamos muito tempo juntas, por tudo que aconteceu, sua memória ainda estava repleta de neblinas a impedindo de entendê-las claramente, mas seu rosto permanecia vivido em minha memória, tanto quanto Lisa e Rosé.

- Não quero te deixar, não agora.  - Seus olhos implorando-me para que conceda seu pedido derreteu-me internamente.

- Então me acompanhe, por favor, ao menos até as fronteiras. 

- Sabe que não deve se afastar perante a situação, filha. - Srta. Min diz, sua feição entrega quão tamanha é sua preocupação.

- Se esse é teu medo, mande guardas que nos acompanhe, apenas peço para que nos permita mais um tempo juntas. Existem muitas coisas que quero, e necessito saber. - Implorou Jisoo.

- Mandarei, ainda que com receio, confiarei em você, Kim Jennie, cavaleira da elite de guerreiros de Nishokku, a proteção de minha filha até as fronteiras. É tudo que posso fazer há alguém que não pode ver o mundo além de muros a tantos anos. - Disse o rei, seguindo os olharei por entre as duas mais novas.

- Não demore, ainda temos muito o que conversar. 

A Min mais nova sorriu abertamente, olhando para mim animada, segurando minha mão e se virando em direção as distantes fronteiras, assim que os guardas que iriam as acompanhar chegaram. Talvez, para melhor compreender melhor a situação, voltaremos algumas páginas, onde as dúvidas ainda rondavam o reino, e a confusão de Jisoo ainda era pouca, comparada a atual.

...

Assim que o momento em que voltaremos para os respectivos reinos, pedi a permissão para acompanhar Yoongi em Kõri, o motivo foi ter assuntos em abertos para resolver no reino, envolvendo a família real diretamente, não houve como negar, e a srta. Min aceitou a minha presença, assim que foi anunciada a partida, acompanhei a família, juntamente a Jisoo, que confusa permaneceu em silêncio durante o percurso, tentou esconder o sentimento quanto a situação entre sua feição pacífica. a rainha hora ou outra me fazia perguntas, sorria orgulhosa pelos quatro ventos sempre que desviava teu olhar para a Min, confesso que sua reação animou-me quanto minha teoria. Com a motivação de confirmar com mais provas a tese, a questiono sobre a paisagem, onde passava pelas fronteiras, local que reconheceria apenas por sentir o aroma natural presente por todos esses anos.

- Consegue se lembrar desse local? Ao menos lhe é familiar?

- Sim, quando criança, passava muito tempo aqui, lembro de vir por aqui todos os dias até certo ponto. Lembro de pessoas que brincavam comigo, se não me engano. três, mas não me lembro de nada mais sobre elas - Meu sorriso entregava minha felicidade, não podendo ser condido em minha mente o quão grande estava minha alegria. Sua frase deu-me duas certezas, assim que chegarmos, pretendo conversar sobre sua falha memória, assim então terei a certeza que preciso.

As fronteiras permaneciam da mesma forma, como se o tempo não pudesse intervir em sua beleza natural. Apenas três pessoas, além de mim, reconheceriam o lugar. Quando criança, sempre desgostei da vida que tinha em minha casa, fugindo todos os dias, sem horas ou lugar, apenas para fugir da realidade naquilo que ao menos deveria ser chamado de casa. Desbravando as florestas ao redor de Nisshoku até encontrar as fronteiras, onde achava que seriam, por onde os mapas indicavam. Lugar onde criei histórias que jamais serão esquecidas. Encontros diários, somente quatro pessoas, como se pudesse dominar o mundo caso este fosse contra nós, bom, isso até uma de nós desaparecer, para nunca mais aparecer.  Naquele dia descobri que a princesa do reino de  Kõri estava desaparecida. Um vazio se formou em meu âmago, mas não impediu que no dia seguinte aparecer nas fronteiras, compartilhando angustias por dias, até nos tornamos velhas, com compromissos e a procura de sustento para sobreviver na realidade do mundo, não na mente de crianças inocentes. Jamais nos esquecemos, apenas suprimos nossos sentimentos e tentamos seguir em frente. Seus traços jovens ainda marcados em minha memórias ainda desenham o rosto da que senta ao meu lado, trazendo uma melancólica nostalgia ao encarar sua face. Pergunto-me quando poderei saudar a volta da princesa, ajoelhada a sua frente, assim como tal nobreza merece.

O reino próximo já dava pequenos sinais, essas que a outra não desviava o olhar por sequer um momento. O tempo disperso doo mundo que a cerca, sendo impedido de ser visto por paredes frias a faz querer guardar todos os detalhes que seus olhos podem ver, como se fosse a última vez que poderá vê-los novamente. O ventar frio comum da estação mãe do reino já se fazia presente, dando-me mais ansiedade sobre as reações possíveis da matriarca, assim como as dos demais, perante a sua filha perdida, também da dito cuja, ao descobrir a sua antiga realidade, perdida por todo esse tempo presa como uma marionete em manipulações. Sem presa, encaro seus traços bem marcados de felicidade que me contagiam. Sem saber das surpresas do teu futuro próximo, sua felicidade ainda é aproveitada.

Os muros que  envolviam o palácio se aproximavam, sendo bem recebidos por guardas, que cuidavam da entrada principal na parte de fora. Assim que anunciada a chegada da grandiosa carruagem, serviçais se aproximam, cumprimentando e oferecendo serviços aos que saiam. Conversas abafadas sobre  a reunião e os inusitados convidados preencheram o espaço, os envolvidos apenas sorriram entrando pelas majestosas portas. Dado a ordem de silêncio, a Min mais velha anuncia que irá ter uma reunião no salão, que não será tolerada interrupções, esperando a confiança e compreensão, se vira, sendo acompanhada como um último aviso, anunciado que seria breve, logo esperando que tudo esteja pronto para os convidados, que segundo suas palavras, estariam cansados e não seria nada ético que seus quartos estejam desarrumados. 

Prontamente todos os presentes acenaram em concordância, jamais indo contra as ordens diretas da matriarca, que até então tinha um semblante animado. Separando-se dos demais, foram para o salão, seguindo os residentes, o Min foi para outro corredor, desinteressado com a conversa, saberia do que foi dito mais tarde, antes de uma discussão com os familiares, justificou que estaria na sala de instrumentos, quaisquer coisa era apenas pedir que o chame. Jisoo então, assim que o outro se distanciou começou a murmurar uma suave melodia, a mais velha pareceu se surpreender, sua reação não tendo escapado do olhar de Jennie, que se empolgou com os sinais, a porta foi aberta pelo homem, que até o momento se manteve imparcial. As cadeiras foram sendo ocupada pelos quatro, a mesa não continha nada além de um pequeno arranjo de flores azuis, que não incomodava a visão para os outros presentes. 

- Então, o que desejava conversar conosco?- Srta. Min, a visivelmente mais animada, começa a pequena reunião.

- Tenho uma suposição sobre a missão que a um tempo a senhora me encaminhou.- Confiante, disse.

- Acha que pode ser ela?

- Des do momento que a vi, venho notando reações e detalhes que me fazem acreditar que Jisoo seja aquela que tanto procuram.

- Consegue provar? - O Homem que até então se manteve em silêncio, apenas observando a conversa que se mantinha, questionou.

- Posso fazer algumas pergunta?

- Claro.

Assim que a permissão lhe foi dada, virou-se para a Min, que aparentou confusão, tendo mil coisas passando pela sua cabeça, sendo ela a suposta pessoa que eles comentavam?

- O que cantava momentos atrás?

- Uma melodia que lembro ter escutado quando era criança, não sei seu nome, apenas que era tocada em um grande piano.

- Sabe algo sobre sua infância, antes dos teus quatorze anos?

- Pouco, com pessoas que não sei quem são, mas parece que eu tinha um relacionamento muito próximo com elas, que me lembre eram três. - Sua feição não mudava, por mais que a confusão em sua voz confirmasse o esforço que fazia para recordar.

- Você reconheceu algum lugar no caminho. -  Poucas perguntas serão feitas, sei que sabem da verdade.

Concordou com um movimento. - A maior parte do caminho, desde quando passamos pela fronteira. Senti-me familiarizada com o percurso, e consegui lembrar que muito passei quando criança.

- Qual seu primeiro nome? - Essa informação, sendo ditas na frente daqueles que seriam seus pais, pode ser a última que preciso para que acreditem em mim.

- Min, mas Morfeu me disse que meus parentes estão mortos, acho que está se confundindo. - Sorri com seu último destaque, era de se esperar que ele iria manipula-la um hora. Minha missão foi finalizada.

- Min, tem algo que devemos conta-la, caso já não tenha conectado os pontos abordados.

- O que? - Ela sabia, mas não queria acreditar, minha primeira dedução a sua pergunta.

- Jisoo, você é a princesa que foi dada como desaparecida, a cerca de doze anos atrás. Próxima na linha do trono do reino de Kõri. - Ela nega freneticamente. 

- Como? Ele não mentiria.

- Ele te sequestrou, mentir não causaria um esforço, a esse ponto, não há duvidas. Este são teus pais. Você sabe, negar a realidade, não vai adiantar muito. Yoongi é seu irmão e eu, sou uma das três meninas que você encontrava nas fronteiras, sendo essas na floresta doa solitários, assim como apelidamos a muitos anos. - O esforço para que não saia de forma rude, aparentou não fazer diferença, quando a outra abaixou a cabeça, se levantando em seguida.

- Podem me dar um tempo? Preciso pensar, se não se importarem.

-Tudo bem, seu quarto é no terceiro corredor a direita e depois esquerda. Não foi modificado. Quer que alguém te acompanhe? - A Min aparentava estar aflita, confesso que já esperava, portanto não pude evitar a frieza perante suas reações.

- Não, obrigada. - com uma reverencia desajeitada ela sai do cômodo. Assim que ela sai, os dois me agradecem, pelo visto a reação não os afetou.

- Espero que não tivessem esperado que ela os abrace e os chame de pai e mão, vai demorar para que se acostume com a nova realidade, não a forcem a nada e lembrem que ela já é uma mulher adulta de 25 anos. - Os alertei, mas não houve reações de ambos.

- Tem algo que possamos fazer para recompensa-la?- O homem pergunta.

- Desejo ficar por aqui por mais um tempo. Se importam?

-  Não vamos te proibir de ficar longe dela. Fique a vontade. - Sua voz contradiz com o que diz, ela não quer que eu fique.

- Temos que contar para Yoongi, mas acho que ele já sabe ou não vai se importar. - Ele concorda e se levanta, - Seu quarto já deve estar arrumado, é ao lado do de Jisoo.

Concordei e me retirei do cômodo, teria uma longa noite, sinto que não irei conseguir dormir, por mais que essa conversa tenha me cansado profundamente. Pelo menos não terei mais missões por um tempo. O quarto, agora organizado, era confortável, me fazendo pensar por horas sem me incomodar com os detalhes que poderiam me incomodar. Refleti sobre o que irei dizer a Jisoo, não me agradou a forma como acabei soando, o que passava em sua mente me incomoda, sendo vítima de minha imaginação. Pensei sobre nosso grupo, o quanto gostaria de vê-las novamente, insegurança é o pior dos meus problemas, me impede de fazer muitas das coisas que gostaria, e espero que, talvez ao seu lado, possa reverter esse defeito e, de fato, viver por um tempo. Não consigo passar a minha estadia aqui sem falar com ela ao menos uma vez. Ela me chamou o interesse, quando criança era a que tinha mais proximidade e me senti como um se meu coração tivesse sido partido pela metade quando  seu desaparecimento foi anunciado publicamente. Pensando dessa forme, senti meu corpo pesado, e então o cansada me deixei descansar, nem que por uma hora.

Não consegui descansar corretamente, minha mente continuou conturbada, sem conseguir dormir e com uma grande ansiedade, levantei em um pulo, indo para o quarto ao lado, decidida a conversar com ela, mesmo que profundamente desejando que ela esteja dormindo. Em passos silenciosos, cheguei em frente a sua porta, não sei se me sentia feliz ou triste em notar que as luzes estavam acesas, significando que ela possivelmente estava acordada. Fiquei encarando a porta sem coragem de bater. Era agora ou nunca, Em um breve surto de coragem, dei três batidas que diminuíram a força conforme eu notei o que fiz. Assim que feito, não esperei muito para que a porta seja aberta, mostrando Jisoo, com os cabelos meramente desarrumados e notórias olheiras que na minha visão não diminuem sua beleza natural. Seus olhos, um pouco avermelhados, indicam que em algum momento dessa longa noite, lágrimas escorreram pela sua derme.

- Olá, eu, - Enrolei, alongando a última letra. -  bom, gostaria de apenas conversar, sabe, não consegui dormir. - È indescritível o tamanho do meu desconforto em ter seus olhos em mim.

- Tudo bem, teremos que conversar de qualquer forma, seria inevitável. - Tão constrangida quanto eu, ela abre mais a porta e da espaço para que eu consiga entrar, tendo fechado com seu pé assim que já estava dentro.

- Sobre o que gostaria de falar? - demoro para a responder.

- O que te incomoda? O que quer saber? - Direto ao ponto, começo.

- Por que acha que tenho dúvida sobre algo e ainda que tenha, você seria a melhor pessoa para responde-las?- Tentou ser séria, mas sentia-se curiosa quanto a resposta.

- Ainda que não pareça, já vivi muitas experiências que sequer imagina, Como guarda já visitei diversos lugares em diferentes missões, convivendo com muitas pessoas. Como pessoa, assim como você, desejei ser livre, sendo levada pela curiosidade. Foi desta maneira que fui para as fronteiras, encontrei três garotas tão confusas eu e você, mas já conhecemos essa história. - Calmamente disse, olhando em seus olhos com intensidade.

- Eu sei, quer mesmo saber a resposta?

Afirmo apenas com um sinal. - Me incomoda saber que estive vivendo uma vida repleta de mentiras e eu nem sei se isso pode ser chamado de vida. Fatos que minha própria mente ocultou, minha liberdade foi tirada e eu não sei o motivo até agora, onde não apenas fui uma marionete por mais de dez anos da minha vida por puro egoísmo, e eu jamais vou recuperar o que já passou. O sentimento de pavor e desespero é sufocante, e sei que jamais você sentirá um sentimento como esse, sinto como se fosse me afogar. Ter em mente o tanto de possibilidades perdidas é agoniante e eu não consigo  ficar em paz com tantos demônios me atormentando freneticamente.

- Ao contrário de se culpar e imaginar possibilidades sobre o tempo já passado, porque não cria novas possibilidades sobre o presente, o que você pode fazer agora que está livre e coletar memórias dignas de sua felicidade? Aproveite o agora, o passado  não poderá ser recuperado, então de que adianta lamentar-se por ele quando você vive agora, aproveite sua liberdade. Me deixe te mostrar como é ser livre. 

- Temos pouco tempo, eu não nego, entretanto, logo você irá embora. 

- Aproveitaremos esse tempo , a liberdade não espera o tempo, ainda que curto não devemos descarta-lo.

Suspirou, pensando em todos os problemas possíveis, fazendo o coração da outra palpitar em ansiedade, mas logo sorriu. - Certo, eu aceito sua proposta, me mostre como ser livre.

- Ainda não me respondeu quanto a outra pergunta, - sua face entrega que sequer lembrava da outra pergunta. - não é muito difícil de notar sua batalha interna.

- São muitos pontos além dos que eu citei que levam a isso, mas acho que isso posso resolver comigo mesma e o tempo pode ajudar nisso, compreender todas as minhas inseguranças, não se preocupe.

Por mais que as dúvidas ainda estivessem presentes, por um momento ignoro todos e aproveito enquanto a paz momentânea acomodavam o lugar, até que em tempos conversando o sono finalmente toma lugar, conseguindo adormecer, juntas compartilhando a cama que em algum momento daquele amontoado de emoções dividiram seu conforto, sem quaisquer incômodos, enfim, dormiram, tão bem como jamais antes sentiram.

A partir daquele dia, daquela fria madrugada, a intimidade entre as jovens aumentou, sendo a madrugada cúmplice dos encontros e das conversas que duram horas, Não nega que o sentimento que um dia teve por Jisoo se mostrou mais aparente, como uma paixão que se fortaleceu, passando para amor, se perdendo entre o passado e o atual encontro, mas que ainda esteve presente por todos estes anos que se passaram. Poderia não ser o melhor momento para envolver sentimentos, a cada suspiro de simplicidade na companhia da Min, causava sensações difíceis de ignorar, mesmo que a insegurança em ser retribuída com o mesmo sentimento. Por tanto o sentimento ainda seria um silêncio de segredos mal explorados, mas ainda sim, confortável. Assim chegamos ao atual momento, onde teria de partir, como prometido. Voltando para o ponte de partida.

A calma vinda da caminhada alimenta o conforto da outra presença, compartilhando conversas abafadas com segredos sussurrados para que os outros presentes não possam ouvi-los, como crianças de tempos atrás. Cada minuto uma boa memória entre ambas estava sendo compartilhada, os bons momentos como grupo não deixavam para ser esquecidos, mas a curiosidade de viver o presente constante não dava tempo para ser gasto no passado. Jisoo, por outro lado, sequer pensa no tempo, em apenas estar vivendo é o que a prende a mente, em o quão melhor pode viver sem perder tempo com quanto tempo está se passando no agora. Pensava também nas outras, as coisas que lhe foi contada nas fugidas noturnas, onde apenas sentavam e encaravam as estrelas, a faz querer conhecê-las novamente, ver a quem um dia sentou e conversou, brincou e passou dias de sua vida, como uma nostalgia que não tem por onde terminar. As acharia, apenas para vê-las e sorrir de novo, mais uma promessa, essa que faz questão de cumprir. Enquanto as fronteiras se aproximavam, vinha o medo de abandonar a outra, os guardas em silencio contemplavam a união e agonia das jovens, deixando a quem quiser ver, a paixão cativante que contém.

Vozes de longe chamaram a atenção, duas vozes femininas, conversavam entre si, coisas que não conseguiam entender. Como uma chave sendo destrancada na mente da mais velha, essa por meses de diferença, a fez andar em passos rápidos, ansiosa para chegar no lugar que a segundos temia. Dentre as árvores as vozes se tornavam mais audíveis, e seus rostos se tonam possíveis de serem vistos. A mudança de vegetação se mostrando que enfim chegaram as fronteiras, o destino marcado., nele os cabelos curtos de Lisa e longos de Rosé foram notados, sentadas em troncos, animadas conversavam. Lisa, por estar de costas não viu a movimentação, essa que pouco participou do conflito contra Morfeu, mas ainda esteve presente, de todas, ela era a que menos conheciam, ainda que muito costumava falar, Rosé, por outro lado, era animada e madura se comparada as demais, notando a movimentação e se assusta com os rostos conhecidos, parou de falar e ficou parada, apenas encarando-os. Cada uma, a tanto tempo separadas em seus próprios reinos, com suas obrigações, se distanciaram, hoje é como se fossem estranhos conhecidos. Vê-las, conversando como amigas de longa data, em tanto tempo, decide então, não pensar, apenas viver o momento. Lisa, ao notar o silêncio da outra, se via para entender para onde ela olha, igualmente se surpreendendo quando vê as duas se aproximando, sorrindo, como a muito tempo não faziam. 

- Vocês? - Sua fala se perde.

- Jisoo? - Entusiasmada , Rosé pergunta, se levantando indo de encontro com ela.

- Quem mais seria?

A abraça apertado. - Pode começar a explicar, o que aconteceu com você? 

- Bem, é uma longa história. 

- Temos todo tempo para ouvi-la. - Interrompe Lisa, nos convidado para sentar. Jennie os guardas, pedindo em silêncio por esse tempo, sendo entendido, com uma retirada abafada.

- Em resumo, fui sequestrada por Morfeu, passando todos esses anos acreditando que fui abandonada e que não tinha lembranças pelos traumas que passei. Ele me manipulou por todo esse tempo, apenas para me usar como teste para seus experimentos, esses que usaria contra Namjoon e Seokjin. Fiquei presa e confiando cegamente em um tirano egoísta. 

- Então, era você mesmo? - Lisa riu com seu próprio pensamento.

- Já se viram antes? Além de quando eram mais jovens claro.

- Sim, quando estive dentro do calabouço, mas eu achei ser apenas minha imaginação. - Lisa responde.

- Me intriga não lembrar de você lá. - Comenta a Kim.

- Eu estive presa durante toda batalha, me libertei apenas quando o castelo foi destruído.

- Ficou bem? - Lisa sabia pouco do aconteceu, ainda que presente se manteve distante, ajudando no que pode, não tem habilidades que possa a ajudar em momentos como esse.

- Apenas com ferimentos leves, agradeço a preocupação.

- Me sinto excluída dessa conversa. - Murmurou com drama em seu tom de voz. 

- Onde esteve nesse tempo? 

- Em Chikyu, reino onde sou conselheira. Mal consigo sair pelos trabalhos. Fiquei morrendo em preocupação.

A conversa flui com calma, como faziam anos atrás, até o final do entardecer, onde, com pesar no coração, se despedem, Rosé teria de ir para o festival, os guardas chamaram Jisoo, alertando de que em pouco tempo a escuridão tomaria conta da floresta. Seguindo então pelas fronteiras até os reinos pertencentes, após uma longa conversa, terminada em um apertado e confortável abraço, com a promessa de que voltariam para mais tardes como essa.

 

 

 

Os preparativos para a cerimônia já se iniciaram, sendo pequeno e simples, como foi decidido pelos noivos. Sem religião, apenas simbólico. Não tendo tempo para descansar, não falavam de outro assunto sem ser o matrimônio, assim o jovem casal se encontrava. A cor seria predominantemente roxo, pelo casal ter um apego pela coloração, se diferenciando do branco convencional, sendo ambos usando terno, jimin, por escolha própria, usará um branco com detalhes dourados, uma peônia roxa em seu bolso. Já Jungkook, um preto, também de detalhes dourados e uma tulipa lilás em seu bolso, sendo essa por escolha no mais novo Park, que logo se tornará Jeon. Seus conselheiros, por própria escolha, seriam os amigos mais íntimos, antes mesmo do ataque, já eram amigos e um casal muito bajulado pelos amigos. Sendo esses solteiros ou não, não é um critério a ser relevado. Todo detalhe  minimamente observado, o lugar foi decidido como na área externa do castelo de Jimin, onde havia um lago com cisnes atravessado por uma ponte, depois de muito discutirem decidiram que o dia será no final da estação das flores, dia 22 de Junho. Jimin ainda se mantinha menos ativo para uma recuperação completa, assim estando sem preocupações no dia. Com diálogos e um pouco de ajuda estão conseguindo bons resultados, nunca levantando a voz por motivos bobos. A animação é evidente, todos a sua volta notavam que aquele sentimento que fortalece os dois é. de certo, puro e verdadeiro. Sendo notoriamente a primeira vida de ambos, desejando que fiquem juntas nas próximas. Mesmo que gostem desse momento, sentem a necessidade de um tempo para descanso, descansar suas mentes do trabalho constante, coisa que ainda não foi possível de ser feito. Em uma tarde onde conversam com o arquiteto sobre as proporções dos enfeites, Jimin espera até o encerrar da conversa para falar com o noivo, que não demorou para acontecer.

- Jung, posso falar contigo? - Chama o menor.

- Claro meu bem, o que quer? 

- Eu só quero te perguntar de poderemos ficar juntos no quarto mais cedo essa noite? Recentemente não temos tempo para conversar algo sem ser sobre o noivado.

- Pra você estarei sempre livre, meu amor, não precisa se justificar. - Deu um breve selar em sua testa, notando o suspiro aliviado e a calma que pairou sobre o olhar do sue amor.

- Te espero a noite.

- Estarei lá, prometo. - Selaram os lábios, como se fosse a primeira vez dentre tantas outras.

...

A lua já aparecia em meio as montanhas, sendo vista da janela do quarto do jovem casal, ambos presentes no cômodo, sentados na cama encarando as orbes cintilantes um do outro. Uma silenciosa conversa foi iniciada apenas pelo olhar devoto, sem palavras por minutos.

- Eu gostaria de passar um tempo com você, sem preocupações ou tocar no assunto do casamento, só falamos sobre o dia todo. - Suspirou cansado, Jeon apenas ouvia em silêncio, reconhecendo a veracidade em suas palavras. - Apenas gostaria de aproveitar mais tua presença.

- Sinto muito por te fazer vir e me pedir um tempo para nós, não percebi que me esqueci de te dar atenção. Tem algo que posso fazer para que me perdoe? - Perguntou, sem malícia em suas intenções.

- Tem uma.

- E qual seria?

- Encher-me de beijos e atenção, o que acha?

- Só isso? - Observou o concordar animado do outro. - Faço com prazer, meu bem, lhe encherei de caricias até que se canse e enjoe de minha cara.

- Jamais me enjoarei de você. Aceito a proposta.. - Riu como uma criança recebendo seu doce favorito, tendo seu sorriso aumentado quando o cônjuge o jogou na cama, enchendo-o de beijos estalados por toda sua face.

Sua risada ecoa pelo cômodo, alegrando o maior, tendo conseguido divertir o menor, que parecia amuado pela falta de atenção, trazendo esse sentimento para o noivo, o deixando na necessidade de soltar sorrisos em seu rosto. A melodia que saia dentre seus lábios era, com certeza, a favorita do Jeon, nunca cansado de ouvi-la por toda a sua eternidade, estando ele ao seu lado.

- Imagine que, após nos casarmos, teremos toda eternidade para partilharmos um ao lado do outro.

- E quando será isso? - Provocativo perguntou, não se referindo ao casamento.

- Pode ser agora ou depois, não é importante. - Mais uma sequência de beijos se iniciou, mas desta vez em seus lábios.

-Sei que não devia falar disso agora, mas os convites serão entregados amanhã.

- Tudo bem, meu amor, estou ansioso para ver suas reações. - Ri animado.

- A maior parte das pessoas já receberam. - O Park comenta.

- Entregaremos pessoalmente aos conselheiros.

- Sim, você sabe, mas estou animado, me apeguei bastante a eles.

- Sei, eu também. Jin vai enlouquecer com a notícia.

- De certo, vai encher a cabeça do Namjoon com isso. - Riram, mesmo sabendo que a surpresa não seria tanta, era divertido imaginar. Assim ficaram, conversando, se amando e compartilhando a presença, como um carinho, até sentirem o cansaço se acomodando

- Vamos dormir, meu anjo, logo teremos muitos reinos para percorrer, quando mais cedo começarmos, mais tempo teremos juntos. - Jungkook diz.

- Tudo bem. - Se cobre com o cobertor meio bagunçado, deitando-se em uma conchinha confortável em meio a noite de primavera.

A manhã se iniciou com a luz solar pintando as nuvens em tons de rosa, como pinceladas soltas no céu. Para os noivos com grande empolgação, finalmente iriam entregar os convites, planejados feitos a mão com tamanho carinho, escolhendo a do aqueles que seriam os conselheiros, como uma prática de gerações, caso tivessem a oportunidade, todos com quem nutriam uma sincera amizade, seriam convidados. Para estes, se dedicariam em chegar de surpresa, caso não estivesse presente, viriam outra hora, entretanto, fazem questão de vê-los, depois de tanto tempo sem conversar frente a frente. A aparência dos convites é delicada e simples, assim como quem fez com tanto amor, sendo esse Jimin. O selo dourado com o brasão dos reinos desenhados na cera dava graça a sua aparência, fechando o envelope bege, guardando o convite em seu interior, escrito de letras bonitas. Seriam entregues para pessoas que gostam, independente de sua classe. Em caso de sorte, todos a quem entregariam a mão moravam próximos ao reino. 

 A manhã calma com conversas que preenchem a residência, como vem acontecendo desde que mencionaram o desejo de casarem, comiam animados, falando sobre o que, no passado fizeram, e o que irão fazer. Após o meio dia, saímos para entregar os convites, permitindo a saída dos cavalheiros que levariam para os demais reinos, esses que seguiram em sua frente. Começarão pelos mais próximos, sendo esses Suisei e Chikyu, seguindo pelas duas bases, Taiyõ e Tsuki, e então Nisshoku. Serão estes o que os dois vão entregar pessoalmente, já com maletas organizadas com o necessário e os convites, subiram na grande carruagem, essa que é levada por cavalos feitos de cristal, presente do reino próprio, despediram-se da família pela pequena janela, dando inicio a jornada, seguindo para o reino regido pelo quente reino. Jungkook acaricia os cabelos de Jimin, sendo eles loiros que brilhavam em contraste dos tom preto que cobria os fios de Jeon, assim como suas vestimentas. O silêncio reconfortante do local com seus pensamentos não os incomodam. Assim esteve até a entrada por entre as casas, onde chamavam a atenção dos que lá transitam. O castelo já pode ser visto, com as janelas decoladas em um clima confortável.

As grandes portas foram abertas ao ser notado o brasão das famílias estampado, logo mais pode se ver rei e rainha se aproximando, o Jung recém descoberto não está presente, provavelmente o encontrarão no caminho para algum próximo reino, se não no próprio. Abriram a porta assim que a carruagem foi parada, descendo primeiro o Jeon, que logo auxiliou o esposo, segurando em sua cintura enquanto o casal mais velho se aproxima.

- Olá, que bela surpresa. Como estão? - A mulher os cumprimenta.

- Muito bem, e vocês?

- Igualmente, entrem, e nos diga o motivo da ilustre presença. - O mais velho homem anunciou sorrindo.

-  Não se incomodem, estamos de passagem, viemos os convidar diretamente para nosso matrimônio. - Exclama calmamente o menor, erguendo os convites em uma mão.

- Nele estão todas as informações que precisam, como lugar e hora. 

- Que notícia maravilhosa, com toda certeza iremos comparecer. 

- Sim, que tudo de certo entre vocês. O amor jovem, é sempre o mais apreciável. - O Ho, com simpatia, diz.

- Muito obrigada, Ho, ficaremos felizes em vê-los. - De certo, suas famílias eram amigas de longa data. - Hoseok está? - jimin questiona.

- Ele ainda não chegou, deve de estar ainda em Chikyu. - A Ho diz.

- Obrigada por avisar. Já temos de ir, mas é sempre magnifico os encontrar. - O Jeon diz sorrindo pequeno.

- Uma pena, voltem para um chá assim que possível.

- São bem vindos sempre, nos encontraremos lá.

- Até mais ver.

Assim que se despediram com sorrisos enfeitando os rostos, partiram novamente para o reino seguinte, onde, com sorte, encontrariam três das pessoas convidada em apenas um lugar, diminuindo o trajeto a ser percorrido. Com um caminho de conversas animadas sobre a empolgação do casal mais velho. O clima fresco e as flores recém abertas, embelezavam em abundância os caminhos que passavam, o reino se aproxima, dando para ver as casas afastadas de aparência rustica se aproximando. O cheiro adocicado marcado pela estação está em destaque no reino de solo fértil, se atentavam ao fato de Jung e Min permanecem no reino, os entristecendo em lembrar que pouco poderiam conversar e matar a saudade pelo tempo em que ficaram distante. A carruagem para ao lado de dois cavalos assim que entra nas proximidades do castelo, um de pelagem branca, comum em Kõri, enquanto o outro em tom de mel, o povo não notou a movimentação, o que os fez lembrar que na noite anterior ouve o conhecido Festival de Luzes do reino. Assim que saíram, guardas que os notaram, entraram para dentro do castelo, anunciando a chegada. Em poucos momentos os três conhecidos rostos foram vistos. As malas na cintura de dois indicam que logo partirão.

- Olá! - Disse em voz alta Jimin.

-Como vão? - Pergunta o Min.

- Bem, e vocês? Uma surpresa ainda estarem aqui. - diz o Jeon.

- O mesmo, qual o motivo da visita? Sei que não viriam por nada.- Animado, deduz Taehyung.

- viemos integrar os convites para nosso casamento. 

- Também para fazer um pedido a vocês três.

- Que notícia fantástica, peça o que desejar. Nossa presença já é garantida. - Com sua costumeira felicidade, Hoseok diz.

- Bom, aproveitando que os três já estão juntos, nós gostaríamos de convida-los para ser nossos conselheiros.

- Aceitam?

- Com certeza, de modo algum negaríamos um pedido desses vindo de vocês. - Hoseok vai a encontro do casal, dando um abraço apertado, desejando mil maravilhas para os noivos, sendo acompanhados dos parceiros, que agradecem imensamente o convite.

- Sabe onde está Rosé? Não a vi até agora. - diz Jimin.

- Ela saiu a um tempo, não sei para onde, mas disse que voltaria pelo menos até entes do escurecer. Por que não entram para melhor conversarmos? - Oferece taehyung.

- já estamos indo em bora, mas logo nos veremos, e depois teremos todo tempo para uma tarde conversando com vocês.

- Não queremos os atrasar mais.

- Que nada, tempo é só um detalhe, conversar com vocês, mesmo que por cartas, é sempre um prazer.

- Entendemos a presa, muito obrigada pelo pedido.

- Nós que agradecemos por terem aceitado, nele tem as informações que precisam.

- Faríamos sem pensar duas vezes. Agora vão, não quero que voltem para casa tarde.- Responsável diz Yoongi.

- Espero vocês apenas na cerimônia. - Rindo diz Hoseok.

Divertidos, riam dos comentários, realmente as conversas eram as mais divertidas e que os fazem esquecer o mundo real e todas as responsabilidades.

- Vou lembrar, mas depois ainda nos veremos mais vezes.

- Até mais. - e despediram rapidamente.

Após a despedida, saíram sorridentes até a próxima parada, cortando da lista um reino, uma surpresa agradável e rápida, que se repetirá mais vezes sem sombra de dúvidas. Essa mudança os fizeram desviar o caminho traçado anteriormente, cortando caminho pelas fronteiras do norte, que dividem os reinos de Chikyu, Hikari e Nisshoku. O caminho com pequenas conversas abafadas, sobre o casamento e coisas cotidianas, tudo em seus devidos lugares, logo carregariam o título de casados. O dia do pedido jamais será esquecido, por ambos, tão memorável quanto o de namoro, mesmo que muito novos para entender a importância. Quando notaram, já se aproximavam do grande muro, pessoas comentavam, reconhecendo o brasão pela vez em que estiveram aqui anteriormente. Os portões foram abertos assim que o casal se aproximou.  Jin estaria no jardim assim que chegaram, pela forma rápida em que se aproximou, com Namjoon logo atrás, sendo esse último, pelo observado, não notado pelo Seok até se encontrar ao seu lado.

- Olá, como estão? 

- Ótimos, e vocês? Desculpa-nos atrapalhar. - responde Jungkook para Jin.

- Bem também. O que os trazem aqui? - Namjoon pergunta com suas covinhas aparentes.

- Viemos para convida-los para serem nossos conselheiros do nosso casamento, O que acham. - Jimin começa, sendo completado por Jungkook.

- Sim, claro que aceitamos tamanha honra.

- Não poderíamos negar de forma alguma. Agradecemos profundamente pelo convite.- Conversaram por longos minutos, até que os noivos se lembram dos restantes convites que levam.

- Agora que me lembrei. - Disse Jimin, atraindo os olhares. - Taemin está?

- Sim, deve estar treinando junto com Kai.

- Ele está aqui por estes dias?  Achei que já havia voltado para sei reino. - Se referindo a Kai, diz o Jeon.

- Achamos sua força notória no campo, então, como um reino com grandes fortes em questão de guerreiros, também a pedido de Taemin, decidimos ser melhor que ele aperfeiçoe seus poderes aqui por um tempo, ele então preferiu por se mudar.

- Poderiam nos dar licença por um momento. - Deu uma breve despedida com uma reverencia aos mais velhos.

- Toda.

- Com licença. - Diz Jungkook, seguindo juntos para a área onde se praticam lutas, pelo que lembram do tempo que estavam aqui, onde viram diversas partes da construção.

O caminho permaneceu silencioso enquanto Jimin procurava em sua bolsa onde estavam os convites. Tendo esses silêncio permitido que ouvissem os sons dos dois enquanto se aproximam. A conversa animada dos outros dois.

- Não dou nem 5 meses. - Soltou o menor divertido.

- Acho que talvez 6. - Comenta entrando na brincadeira.

a porta de vidro do grande espaço, agora aberta, entretanto nem por isso. os deram a visão dos dois brincando, conversando animado sobre coisas que, para eles, eram fora de sentido, pela falta de contexto, sentiram-se culpados em ter de interrompe-los, por isso tentam ser ágeis quanto a chegada e entrega. O maior bateu levemente na porta, o suficiente para que dirijam a atenção para si.

- Olá, perdoe-nos o incomodo, tentarei ser breve.

- Sem problema, é um prazer vê-los novamente. - Diz Taemin.

- Viemos dar a vocês o convite para nosso casamento, aproveitando que estão aqui. - Jimin já temos braços esticados com os envelopes nas pequenas mãos, que prontamente foram pegos.

- Muito obrigada, irei sim, tem de ser com um par?

- De forma alguma, apenas se quiser. - Viu Kai acenas brevemente enquanto Taemin analisava o bonito envelope.

- agradeço o convite, irei comparecer. - Fez uma breve reverencia para os dois noivos.

Uma agitação do lado de fora chama a atenção dos quatro presentes para o lugar de onde vinha. Ao se encontrarem do lado de fora, entenderam a animação, a guerreira que estava fora do reino voltou depois de um tempo no reino dos Min's. Tendo sobrado exatos dois convites, decidiram em olhares os entregar a ela, e que ela chame, caso queira, outra pessoa, esses que não havia um destinatário definido. se aproximaram da mulher, essa que estava sendo recepcionada pelos amigos próximos, com educação a chamaram para uma conversa.

- Perdão por incomoda-la, mas aproveitando que chegou, gostaria de fazer um convite.

- Não tem importância, o que desejam?

- Certo, viemos convida-la para nosso casamento, como sobrou mais um convite, pode chamar mais alguém, não precisa ter laços românticos, apenas que lhe seja agradável. - Logo explica a razão dos dois convites.

- Aceito de muito bom grado, não sei ao certo para quem, mas vou ficar com os dois mesmo. - Sorriu largamente, sendo retribuída por Jungkook e Jimin.

- Aqui estão.

Em uma breve despedida como haviam avisado, voltaram para a carruagem, que iniciou a caminhada de volta para o reino, para casa onde irão descansar assim que chegar. Conversas abafadas pelo sono juntamente com o sentimento confortável de ter finalizado o compromisso, enquanto atravessavam novamente as fronteiras, vilas e florestas. A cabeça do Park descansava no ombro de Jungkook, enquanto esses fazia um leve carinho em sua cabeça, logo dormiriam pelo resto do percurso. Sentem que os recentes amigos se tornariam algo mais, tendo em base a si próprios e alguns de seus amigos, sendo relacionamentos de diferentes gêneros, muitos se assumiram casais começando dessa forma.

Aqueles com quem os noivos se referiam em pensamento acabaram de voltar para o salão após cumprimentar a mulher recém-chegada, sendo um lugar afetivo para eles, se sentindo bem e confortável nos momentos em que estão juntos ali. Em parte, Kai acreditava ser uma possível carência momentânea provinda da falta de casa. Enquanto para Taemin, apenas aproveita a outra presença, permitindo que as coisas fluam do jeito que for para ser. As ideias combinadas quando expressas, sentem-se livres na presença compartilhada, com tolas conversas. A forte amizade que ambos tem sendo como a de almas gêmeas nas mitologias locais. Suas personalidades entram em sinfonia sempre que juntos. Enquanto treinam juntos, Taemin é seu treinador, o tempo dado em prol da proteção o fez ter tamanho potencial. Esse confessara nas noites silenciosas sentir algo além de uma simples amizade pelo outro, quando o via treinar de longe ou ao seu lado, sente como se milhares de borboletas estivessem dançando no mesmo ritmo em seu estômago. Jamais revelaria a Kai tal sentimento, mas promete a si mesmo que algum dia fará o outro notar. 

Para Kai, aceitar que sente um sentimento assim por alguém do mesmo sexo, ainda é uma grande dificuldade. Vindo de um reino regido de um elemento secundário e pouco relevante, sendo também pouco explorado, o faz ser, como consequência de sua criação, tradicional, tendo sido ensinado a crescer, se casar e criar uma família, assim como a maior parte do pequeno reino. Havia tentado diversas vezes se sentir atraído por uma, mas nunca teve resultados positivos para si. Agora sentindo diversos sentimentos nunca explorados por si, por um homem, sente-se perdido em como seguir em frente, gostaria de tentar, entretanto, sua mente ainda o cobra dos perfeccionismos de sua criação. Mesmo com seus superiores tendo um relacionamento, se referindo a Namjoon e Seokjin, mesmo com o casamento da qual foi acabado de ser convidado de seus amigos, permanecia no seu subconsciente a culpa, da qual daria de tudo para não mais existir. Acredita que um dia, ainda que distante, aceitará completamente a si mesmo, quando isso acontecer, tentará algo com seu companheiro de treinos, companheiro e pessoa na qual está genuinamente atraído, do qual nenhuma mulher causou. O nó que forma em sua respiração sempre que o Lee se aproxima mais que o comum. Esperará por ele, tendo a esperança que Taemin sinta o mesmo, e também que espere por si.

 

 

As, agora cinco, mulheres descansam na sala de uma pequena casa próxima do mar, sendo possível ouvir a maresia batendo contra as roxas, devido a tamanho silêncio. Esse que foi interrompido pela mais nova. 

- Ele se foi, não vejo motivo para permanecermos nos escondendo.

- Você sabe, ele sabe nossos nomes, não guardaria para si tamanha relíquia. - A segunda mais velha exclama.

- Não se preocupem quanto a isso. - Diz a mais velha.

- Como não? Tem consciência do quão importante isso é.

- Já disse para se acalmarem. - Silêncio se fez presente novamente, preenchido pelas dúvidas, esperando para que ela prossiga. - Sei de que tens noção de que apenas duas pessoas podem guardar um segredo, se uma estiver morta.

Os pequenos sorrisos evidentes vindos do alívio instaurado.

- O que fez? - Aquela que não havia se pronunciado até o momento, exclama curiosa.

- Apenas acabei com os que sabiam de nosso segredo. - Sorriu, depois iniciou uma fraca melodia dentre os finos lábios.

- Os ventos me sussurraram de que logo mais haverá um casamento, príncipes de Mizu e Kûki. O que acham?

Risadas fracas ecoaram, se sentem aliviadas em finalmente conquistar a liberdade tão desejada. O nome Black Velvet está enterrado, sendo agora só mais um grupo de velhas amigas dentre os outros, mesmo que tenham peculiaridades. Joy encara o convite recebido com devoção, então recomeçará sem mais fugas, sem medo de ter sua liberdade novamente roubada. Naquele dia um recomeço é marcado, viverão o que sobrava de suas vidas o mais agradável e memorável possível, o passado não mais as atormentariam, sendo isso, um juramento.

 

 


Notas Finais


Peço perdão pelos possíveis erros.
Para caso de duvidas:
A história não segue de acordo com a estações do mundo, por ser fictício, sendo os nomes com motivos diferentes, sendo primavera pelas flores, inverno pela neve, outono pelo ressecamento das folhas e verão pela sua vegetação abundante. Não necessariamente na ordem que seguimos, mudando um ano a cada quatro.
A partir do começo da declaração de Taehyung, o ponto de vista passa para ele.
Nessa história, conselheiros seriam o mesmo que padrinhos.
*Duvida minha, eu já escrevi sobre o pedido de casamento e namoro do Jimin e do Jungkook? Perdão, eu realmente não lembro.
De qualquer forma, espero que depois de tanto tempo tenha trago um capítulo agradável e que traga bons finais as diferentes linhas soltas pelo decorrer da história.
Falta apenas um capítulo para que a história que percorreu três anos de minha própria história tenha um final, espero não os decepcionar e que seja bom o suficiente.
Enfim, até o próximo capítulo.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...