1. Spirit Fanfics >
  2. Nascidos para matar >
  3. Abraço

História Nascidos para matar - Capítulo 46


Escrita por:


Notas do Autor


Um surto de uma doença... Tempo para escrever, mas sabe, eu queria mesmo era um abraço... Tranformar dor em texto, mas ainda é dor

Capítulo 46 - Abraço


Quando pousei na Casa de Vento. Fui recepciona por barulhos de pancadas vindo da sala de treinamento, seja la quem quer que estivesse treinando parecia focado, tola, era claro que quem estava treinando era Fênix, quem mais bateria com aquela força e rapidez.

Andando pelo corredor até chegar, os barulhos foram aumentando e até mesmo era possivel ouvir o barulho acelerado das batidas de um coração e a respiração profunda. Devagar abri a porta e olhando pela fresta antes de entrar eu vi, sem camisa com suor lhe escorrendo pleo corpo todo, com os cabelos loiros emaranhados pelo rosto, e uma calça moletom verde escura. Assim que entrei para a grande sala ele parou seu treinamenbto e se virou para mim ofegante. O peito subia e descia e suas mãos estavam enfaixadas por um pano branco.

-Não veio treinar hoje.

Ele disse. Era verdade eu tirara um dia para visitar meus tios e tão pouco tinha me importado em lhe avisar que eu não treinaria naquela manhã. Podia ter passado o dia resolvendo outras coisas e quem sabe no dia seguinte eu não desse uma desculpa. Mas, la estava eu.

-Estive ocupada.

Respondi tranquila enquanto me encostava na paredee ao lado da porta. Ele me olhou com as sombrancelhas franzidas por um longo minuto, e quando o silencio estava se tornando agonizante eu decidi quebra-lo.

-Estava pensando... Se hoje você não queria um dia mais tranquilo.

-Continue

Ele disse trocante o peso do corpo entre os pés e cruzando os braços em frente ao corpo.

-Quem sabe, se você não quer passar a tarde lendo ou...

-Poderia fazer isso sem que você me gastasse seu precioso tempo vindo me dizer.

Antes de terminar a frase fui imterrompida. Ele parecia irritado, mas, em que hora ele não estava?

-Deixe-me terminar. Ou então, conversando.

Ele bugou e sorriu ironicamente.

-Acho que pelo tempo que tivemos já saberia que eu não gosto muito de trocar palavras.

Mas, que homem dificil. Mostrei as palmas da mão em rendimento levantando as sombrancelhas e disse saindo da sala.

-Tudo bem. Não precisa ser tão rude.

E quando estava quase fechando a porta ele me segurou levemente pelo braço e disse, como najas ele havia chegado tão rapido ali?

-Porem, não vpou recusar um convite de minha anfitriã.

Um sorriso malicioso se formou em seu rosto e eu pude ver seu rosto levemente coradoapo terminar a frase. Então ainda brincando eu disse soltei sua mão de seu braço e disse.

-Tome um banho antes. Seu cheiro esta terrivel.

E então rindo eu sai andando até a sala de estar, eu o esperaria lá. E foi possivel o ouvir rindo. Tão pouco era verdade que ele cheirava mal, ja que o cheiro citrico de suor combinava bem com o doce aroma de rosas recem colhidas.

/FÊNIX\

Depois de sair do banho. Eu cheirava leve como uma brisa de verão, havia colocado uma bermuda e uma camiseta de tons claros e fui até a sala de estar da casa aonde a morena lilyriana me esperava sentada com duas taças de vinho, eu ja havia ido até uma vez enquanto reconhecia as saidas da casa, era uma sala elegante e projetada para reuniões causuais. Uma mesa de centro de vidro negro, sofas e poltronas grandes o suficiente para acomodar asas, grandes janelas com vistas para nuvens, as paredes eram cinzas e o chão de ladrilio preto, um grande tapete vinho cobria uma parte do chão, uma adega se encontrava ao lado de uma lareira apagada. Sentada em uma das poltronas com os pés recolhidos ao seu lado, Lilyana estava vestindo uma calça larga que ia da sua cintura ate seus joelhos e uma ombro a ombro azul escura e chegava ate seu umbigo deixando uma fita de pele a mostra. Os cabelos estavam amarrados em um coque simples em cima da cabeça, mas ainda sim alguns cachos emolduravam seu rosto de forma simples e elegante.

Sentei-me na grande poltrona a sua frente e no caminho peguei uma das taças de vinho, o girando na taça e cheirando, logo após bebi, pela mãe, era doce e fez com eu arrepiasse dos pés a cabeça.

-Não, não esta envenenado e sim, é maravilhoso.

Ela disse e tomou um pouco de olhos fechados.

-Nunca se sabe quando se pode ser envenado.

Ela então olhou para mim com uma sombrancelha levantada e então sorriu.

-Se eu mesma não tivesse pegado o vinho de um lacre fechado poderia dizer que a envenenada seria eu.

-Não superamos essa fase?

Perguntei e ela riu fechando os olhos e levantando levemente a cabeça, e então suspirou e disse alongando os dedos.

-De certo, superamos.

-A não ser que você queria se vingar.

Respondi e apreciei mais um gole do vinho, aquilo estava relaxando meus musculos demasiadamente, eu nunca havia ficado embriagado e teria de tomar cuidado para que não fosse aquela a primeira vez.

-Não, tudo esta pago Fênix. Só quero realmente apreciar sua companhia.

Aquilo fez algo dentro de mim queimar o suficiente que eu tive de fitar seus olhos para ter certeza de que era verdade, seus olhos violetas se pentraram nos meus de uma tal forma que eu tive que verificar que meus escudos estavam erguidos, por que me senti totalmente prendido.

-Acho dificil apreciar  a presença de alguem tão rude.

Eu quis sorri depois de falar, mas era verdade, ela então respirou fundo e se serviu de mais vinho, me oferecendo. Eu me levantei e fui até ela com a taça e enquanto me servia disse.

-Você não é rude o tempo todo, ate mesmo é doce, assim como o vinho.

Ela então puxou os pés para mais perto de si. Eu sabia que aquele não era um convite direto para me sentar ao seu ladom tão pouco indireto, mas se eu tivesse que levantar toda a vez que minha taça se esvasiasse então era melhor ja estar ali. Me sentei ficando de frente com ela, coloquei a perna dobrada em cima do sófa de forma que meu pé se apoiou em meu outro joelho.

-Assim como o vinho eu tambem embriago?

Perguntei e ela respondeu franzindo as sombrancelhas.

-Não, de forma alguma, como isso seria possivel?

-Não sei, somente pensei.

-Como vinho, você relaxa, talvez.

Eu relaxo? Eu a relaxava?

-Como?

Perguntei.

-Bem, o vinho relaxa.

-Disso eu sei.

-Pois então, você tambem traz calma.

-Eu trago?

Ela então levantou os olhos e respondeu impacinente.

-Ora, se eu estou dizendo.

Eu ri pela seu imcomodo e decidi entrar naquela brincadeira.

-Então a que bebida eu te compararia?

Perguntei e ela respondeu olhando em volta.

-Não faço ideia.

-Talvez com uma limonada, azeda.

Então ela me lançou um olhar furioso o que só aumentou minha diversão,

-Hum... Que tal leite?

Ela então lançou-me uma almofada fazendo com que eu só risse mais.

-Esqueça, estar em sua presença e te ver se divertir as minhas custas.

Ela disse e então deixou ate a bebida de lado, eu tambem coloquei a minha na mesinha e disse manso.

-Quer que eu cite suas qualidades?

Falei me curvando para frente, e ela se inclinou  na minah direção e respondeu.

-Duvido que fosse capaz de reconhecer minhas qualidades, nem que eu as escrevesse em ordem alfabetica.

Então em um olhar demorado eu a percorri de cima a baixo, me detendo a cada centimetro seu e então respondendo.

-Consegue ser radiante quando quer, teimosa, luta com esforço apesar de sempre perder.. E tem um pessimo gosto para livros.

.Ela então me deu um tapa leve no braço e falou.

-Disse uma qualidade e  então citou defeitos que tão pouco são verdades. Mas, quer saber de um pequeno detalhe senhor Fênix, è que você é um teimoso de T maisculo! E usa de nossos treinos mais para minha humilhção do que para aprendizado, e que não sabe reconhecer um bom livro.

Me movi no sofa e segurei suas pernas pela canela a me inclinei sobre ela de forma de ela teve que se deita sobre o braço do sofá.

-Se fosse esforçada e vinhesse nos treinos não seria tão humilhada.

Ela segurou um de meus ombros com a mão e com a outra mão segurou meu queicho fazendo-me a encarar, aquele toque a forma com nossos corpos estavam tão proximos fez com que meus musculos estremessesem e uma onda de calor percorresse meus ossos. Tirei minhas mãos de suas pernas e as coloquei ao lado de seu corpo me sustentando. E antes que eu pudesse notar o que estava pensando as palavras saltaram de minha boca.

-Linda

-Como

Seus olhos se arregalaram e suas mãos se afrouxaram quando sem perceber eu disse o que estava pensando, mas, ou pela loucura ou entao pelo pouco alcool que percorria meu corpo eu a respondi.

-Uma qualidade sua... È que você é linda.

Então fitando seus olhos eu vi quando um suspiro saiu de sua boca entre aberta, a mão que estava em meu queicho subiu até o lado do meu rosto lenta e graciosamente. Te-la ali sem a arrogancia, sem meu medo, e sem ninguem, meu coração bateu mais forte e meu estomago se embrulhou, bastaria um movimento descuidado e...

-Seu rosto.

Acordando de meus devaneios seus olhos percorriam meu rosto e sem entender eu perguntei.

-Como?

Ela então acariciou minha pele com o polegar e respondeu.

-Seu rosto é  lindo, digo –Suas bochechas coraram e ele virou a cabeça para desviar o olhar para o lado- O formato de seu rosto é lndo, ainda mais quando as marcas sumiram.

-As marcas?

Perguntei e ela voltou a me encarar.

-Quando te via nos primeiros dias os ossos no seu rosto estavam sempre marcados e haviam lugares escuros, como seus olhos.

Então me levantei  e sentei passando a mão sobre meu rosto e ela levantou ficando de frente comigo e segurando minhas mãos com delicadeza.

-Mas, agora não mais.

Então olhei para ela e aquelas feições calmas, o cabelo agora um pouco balançado, os olhso emitiam tanta paz, sua boca se abria em um sorriso sincero e brando, tudo naquela mulher era perfeito, e eu temia não ser bom o suficiente para estar ao seu lado, digo, ali, como estava conversando com ela. Mas, o cheiro de anoitecer que ela exalava, eu queria o sentir mais de perto, então lembrei de um trecho do livro que ela havia me emprestado.

-Ly... Digo Lilyana.

Ela então segurou minhas mãos com mais força e disse antes que eu presseguisse.

-Pode me chamar de Ly, eu gosto.

-Pois então, Ly, eu li em um dos livros que você me emprestou, que um abraço era capaz de mudar a forma que alguem via o mundo, e no momento, o mundo parece um lugar muito sombrio e...

Antes que eu terminasse de falar suas mãos se soltaram das minhas e seus braços foram para em volta de meu pescoço, e sem ao menos nunca ter passado por uma situação assim , meu corpo sabia o que fazer, meus braços se prenderam em volta de sua cintura a trazendo mais para perto e eu afundei meu rosto na curva entre seu ombro e seu pescoçom inspirei fundamente e ela se aconchegou perto da minha orelha de forma que eu ouvia sua respiração.

Naquele momento o mundo sombrio era nada mais que, meu mundo era... Digo, meu mundo estava se tornando, ou então meu mundo sempre foi, eu realmente não sabia, só pensava que naquele momento não havia nada alem de Lilyana e nem sei algum dia seria mais que aquilo.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...