História Natiese - A gêmea da minha namorada - Capítulo 31


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Drama, Feju, Natiese, Originais, Romance
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Tive uma prova pesada na faculdade esses dias, mas de volta o mais rápido possível para resolvermos esse B.O. 😇😇
Love yous 😍😍

Capítulo 31 - Temos que terminar. Não é você, sou eu.


Fanfic / Fanfiction Natiese - A gêmea da minha namorada - Capítulo 31 - Temos que terminar. Não é você, sou eu.


Priscilla ainda fazia carinho na minha cabeça quando a porta foi aberta pela gêmea idêntica à ao meu lado. Fernanda deu passagem para Garret e Ariel, que entraram sorrindo. O loiro estralou os dedos enquanto a ruiva apenas passava a língua nos lábios. Fernanda caminhou até mim e me pegou pelo braço, não tive nem tempo de me segurar com tamanha força que ela pôs. Priscila tentou me segurar, coisa que eu desejei com todas as forças que tivesse funcionado, mas não funcionou.

– Escutem aqui... – Fernanda olhou para os dois. – Já disse, é só para prendê-la. Ninguém vai fazer nada com minha irmã. – ela mandou um olhar tão frio aos dois, que até eu assenti.

– Minha flor... – a ruiva tentou em um tom de quem tenta convencer, mas Fernanda a deu um empurrão.

– Cuida dela... Peixe fora d’água. Siga minhas ordens, ou eu mesma acabo com tudo isso e você vai presa.

Fernanda saiu e fechou a porta com força. Estremeci ao ouvir os gritos de Priscilla para que a soltassem. Olhei para trás, apenas para ver a porta fechada. Lembrei-me do que ela falara noite passada, então fiz o que ela mandou quando Fernanda olhou para o lado antes de passar por uma janela.

Diferente do que imaginava, Fernanda não me levou para a salinha de tortura. Não. Ela fez melhor, a Pugliese me puxou para o porão. Quando chegamos lá, percebi que era arrumadinho demais e que não tinha nada de tortura. Ela me sentou em uma cadeira, prendeu minhas pernas e amarrou minha cintura. Pude vê-la pegar uma colher, um prato e algo dentro de um micro-ondas. Fernanda pôs o prato com arroz, frango assado e batata na minha frente com a colher e um copo de Coca-Cola.

Olhei-a com uma sobrancelha arqueada. Fernanda suspirou e sentou na cadeira a minha frente.

– Vai, come. Não come tem quase três dias.

– Como se você ligasse. Quer me matar com isso aqui? – olhei para a comida, ouvindo meu estômago embrulhar.

Fernanda bufa.

– Não, são os restos da ceia de Natal. Guardei as coxas dos dois perus que tinha, uma para você e as outras três para minha gêmea esfomeada.

Ri de leve.

– Ela é esfomeada mesmo.

Dei uma mordida na coxa. Senti meu corpo inteiro melhorar, então comecei a comer. Pude ouvir a risada de Fernanda, ergui meu olhar para ela sem tirar a boca da coxa. O sorriso divertido dela, que passei tantos meses sofrendo por não poder vê-lo. Eu conseguia ver a diferença delas só de olha-las, melhor, só pelo sorriso. Priscilla tinha o canto do lábio direito sempre levantava quando ria e sempre deixava os dentes da frente de cima a mostra quando sorria, já Fernanda, ela sorria com os dois lados erguidos e nenhum dentes aparecia. Eram tão diferentes e tão iguais.

Engoli um pedaço da carne.

– Por que está rindo?

– É que você chamou Priscila de esfomeada e está agindo como uma. – ela riu. – Bem, termine. Tenho um último presente de Natal para você.

Assenti e voltei a comer. Assim que terminei, Fernanda pegou meu prato e pôs em cima do balcão. Ela caminhou até um sofá que tinha ali, se debruçou e voltou com um pacotinho no colo. Era tão pequena que eu nem tinha coragem de olhar direito. Os cabelinhos davam para ser vistos saindo do chapéu verde bem clarinho; o macaquinho verde maçã estava um pouco grande, mas a blusinha branca com listras amarelas fazia aquilo parecer quase inexistente; os sapatinhos eram verdes com maçãs amarelas clarinhas. Era a coisa mais fofa que eu já vira.

– Becca. – murmurei.

Fernanda sorriu puxando uma cadeira e sentando com a pequena a minha frente.

– Garret é um péssimo pai. – ela me olhou. A menina dormia em seus braços. – Os pais dele ficaram com raiva quando Emily foi presa, então mandaram que ele cuidasse da criança só, disseram que ela poderia ficar igual a mãe. Rebecca tem ficado uma boa parte do tempo comigo, aqui embaixo. – ela sorriu para a criança. – Emily achava que eu podia ser a madrinha dela... – o sorriso de Fernanda sumiu e o rosto dela ficou cheio de dor. – Até que eu concordei em manda-la fazer aquilo.

– Fernanda... Por que?

A loira ficou em pé e pôs o bebê em meus braços. Senti meus olhos cheios de lágrimas enquanto um sorriso crescia em meus lábios.

– Eu fui fraca, Natalie. Ariel soube me manipular, se eu recuar agora, poderei morrer de cadeira elétrica. Eu era a líder.

– Não. – eu a olhei. – Você se arrepende, não é? Podemos sair daqui, contratar um bom advogado e provar sua inocência. Bem... Quase inocência. Ariel era a cabeça, não você.

Fernanda negou, pegou Rebecca e a pôs no sofá de novo, ligando uma babá eletrônica. Ela voltou até mim, amarrou minhas mãos e me soltou. Voltou a me puxar escada acima.

– Ela não pode ser presa. Não tem como comprovar que ela era a cabeça por tudo, seria minha palavra contra a dela. – nós paramos no meio corredor. Ela me olhou se desculpando. – Te vejo mais tarde.

Braços me arrastaram. Debati-me para me soltar, mas provavelmente a pessoa já sabia que eu faria isso. Ouvi a risada de Garret. Nós entramos em uma sala, a porta se fechou e eu logo fui presa na mesa de metal novamente.

– Garret, me solta! Me solta! – berrei tentando me soltar.

Garret riu.

– Nunca, minha rainha! Você é minha, completamente, e hoje vamos brincar um pouco mais. – ele se aproximou de mim rindo.

Eu já tinha ligado a boneca, por que Tyler não aparecia com o tal de John? E Natalie? Será que Fernanda tinha dado comida a ela? Eu esperava que ela não tivesse sido tão orgulhosa ao ponto de não comer.

– Vai se foder, Garret.

Ele riu se ajoelhando na altura do meu rosto, ele pressionou os lábios dele contra os meus e então lambeu meus lábios. Eu fiz careta. O loiro suspirou.

– Bem que eu queria poder continuar aqui brincando com você, mas a chefinha mandou eu parar. – ele ficou ereto e me olhando de cima.

O loiro abriu a boca para falar algo, mas se calou quando ouvimos os sons de sirenes e helicópteros. Garret olhou para a janela, coisa que eu também fiz. Um sorriso cresceu em meus lábios ao ver as luzes invadindo o lugar pelas passagens de vidro. Ouvi o garoto ao meu lado grunhir e logo me puxar para encara-lo, segurando meu rosto com força entre a mão dele. Eu podia sentir a unha dele me arranhar enquanto os dedos fortes ameaçavam deixar marca no meu rosto.

– Foi você que os avisou?

Juntei o máximo de saliva que consegui e cuspi na cara dele. Garret me deu um tapa para logo em seguida ficar em pé e sair do quarto batendo a porta com força. Comecei a me debater enquanto gritava por socorro. Eu esperava que alguém me ouvisse, além dos que se encontravam na casa.

Não sei como, eu consegui soltar um dos meus braços da maca gélida de aço. Não perdi tempo, fui logo me soltando. Quando estava completamente livre, fiquei em pé. Senti minha visão ficar escura e tudo rodar por alguns instantes, então culpei o movimento brusco que fiz. Dei graças por Priscila ter me dado aquela coisa para eu vestir, caso contrário, eu já teria congelado no frio que ali fazia.

Caminhei com dificuldade até a porta, abri e escorei-me na parede. Meus os olhos se ergueram e eu vi, no outro quarto, Priscila lutar contra um Garret armado. Ela estava fraca, cheia de cortes e parecia não estar se aguentando mais em pé, mas se mantinha firme. Ouvi a voz de Ariel e olhei para a entrada: a ruiva maluca estava com uma arma de fogo apontada para fora ameaçando nos matar caso alguém entrasse.

Ouvi um choro de bebê ecoando. Ao olhar para o lado, vi a porta do porão aberta, mas, no quarto em que Priscila lutava contra Garret, Fernanda estava desacordada. Rebecca provavelmente estava só.

Arrastei-me até o quarto onde os dois lutavam, pulei em cima de Garret, puxando-o para trás. Nós dois nos tacamos na parede, ele me esmagando, e comecei a chacoalhar a mão dele para ele soltar a faca que segurava. Priscila sorriu para mim. Garret, por outro lado, conseguiu voltar a ele e me puxou com a mão livre. Eu fui arremessada contra a Pugliese em pé.

– Amor... – murmurei.

– Está tudo bem, meu bem. – ela ficou em pé, me pondo com cuidado encostada na parede. Agora, eu via duas dela e eu sabia que não era coisa da minha cabeça, pois a outra Priscila usava roupas diferentes.

Priscila e Fernanda se entreolharam e me deram as costas. Pude ver pelas pernas delas Garret ficar pronto para um ataque. Priscila correu até ele, jogando-se por baixo das pernas dele enquanto Fernanda corria até ele. A Pugliese atrás do loiro deu um golpe em Garret- não consegui ver- e o grandão caiu para frente, dando espaço para que a outra Pugliese desse um chute na cara dele. Fernanda segurou o rosto dele com o pé e logo subiu nos ombros dele, segurando a cabeça dele para o lado, Priscila chutou a perna de Garret, que caiu de joelhos, e deu o ultimo golpe: um soco bem no nariz dele. As duas sorriram uma para a outra e bateram as mãos, fazendo um HIGH-5, mesmo que logo em seguida Priscila tenha cruzado os braços e virado o rosto enquanto Fernanda olhou para baixo.

Priscila se aproximou de mim sorrindo com Fernanda logo atrás. Sorri para as duas. A Pugliese de saltos parou ao lado da que estava toda cortada. Era tão estranhamente eufórico ver as duas juntas, lado a lado. Eu imaginava que fosse odiar Fernanda quando a visse de novo, ao lado de Priscila, e, antes de ser torturada, imaginava que as duas fossem totalmente o oposto uma da outra. Elas são, mas tão semelhantes ao mesmo tempo.

– Isso não acabou.

Nós olhamos para Garret, que ficou em pé com a faquinha e correu até nós. Priscila se meteu na frente de Fernanda, que ficou na minha frente. Logo em seguida vi Priscila ser jogada para o lado e Fernanda também enquanto o brutamontes se aproximava de mim. Fechei os olhos gritando e esperando o ataque- senti-me uma tremenda covarde por fazer aquilo-, mas esse não veio, tudo o que veio foram gotas de algo molhando o meu pé. Ao abrir meus olhos, não consegui fazer nada, além de prender a respiração.

A mão direita de Priscila e a esquerda de Fernanda estavam segurando a faca que estava a centímetros do meu pescoço. A minha namorada segurava a cabeça de Garret para trás pelos cabelos enquanto a perna ferida dela estava no meio das pernas dele ao lado do salto da outra morena, que por sua vez segurava Garret pelo peito e se equilibrava em uma perna, assim como a irmã.

Priscila chutou o corpo de Garret para longe, mas ele deixou a faca na mão delas. As duas olharam fazendo careta de dor para a mão.

– Ok... Eu vou tirar, calma.

– Não pode tirar! – bradou Fernanda.

– Como não posso, não vou ficar com essa porra em mim!

– Em nós. E não pode, e se você deixar ainda pior?

– Você ficou maluca? Eu fiz curso para isso, sabia?

– Eu sei, eu estava lá e você dormia, Priscila!

Bufei, usando a parede para ficar em pé enquanto as duas discutiam. Eu puxei a faca sem que elas vissem, cada uma caiu para um lado segurando a mão enquanto ficavam boquiabertas segurando o grito.

– Au! – disseram elas juntas. Soltei a faca no chão e cai para o lado de Priscila, que me segurou.

– Amor? – murmurou ela me olhando preocupada.

Sorri. Sentei com dificuldade e olhei para Fernanda.

– Temos que terminar. Não é você, sou eu. – ela sorriu e assentiu. Olhei para Priscila e a beijei, segurando o rosto dela entre meus dedos. Quando nos separamos, ela me olhava sorrindo.

– Que bom... – olhei para Fernanda me segurando para não apagar. – Rebecca...

Fernanda assentiu e ficou em segurando o pulso da mão esquerda, a minha ex-namorada-cunhada  saiu do quarto, já entrando no outro quarto. Ouvimos uma barulheira e logo Tyler apareceu ao lado do mesmo cara que viera com Priscila da outra vez. Eles deram passagem e logo médicos chegaram, me puseram em uma maca confortável. Antes dos caras me levarem, Priscila beijou minha testa.

– Te vejo logo.

– Te vejo logo, linda.

O que vi depois, me deixou um pouco preocupada. Eu vi Clara e Noah do lado de fora. Não era uma preocupação ruim, era boa. Enquanto me colocavam na ambulância, pude ver a família Pugliese dar um abraço antes de Fernanda ser levada até uma ambulância/viatura. Becca ficou nos braços de Clara enquanto Priscila fazia um curativo na mão. Eu tomo um susto quando vejo aquele rosto na minha frente.

- Mãe? O que a senhora está fazendo aqui?

- Own meu bebê... Me perdoa. – Ela coloca meu rosto entre suas mãos me dando vários beijos. – Eu não consegui te proteger.

- Você não tem culpa mamãe. – Eu falo com os olhos cheios de lágrimas vendo o dela também do mesmo jeito. – Eu prometi que ia te proteger dela.

- Agora eu entendi porque você não gostava da minha namorada. – Eu falo rindo para descontrair o clima. – Espero que você goste da atual. – Olho para minha atual namorada que estava atrás da minha mãe.

- Você não poderia ter escolhido um anjo melhor. – Minha mãe passa o braço pelo braço da Priscilla – Me orgulho dessa menina desde que era meu pupilo do FBI.

- Pera aí, como assim vocês já se conheciam antes dela estudar na faculdade.

- É uma longa história meu bem, que eu acho melhor a gente deixar para depois né. – Priscilla me dá um selinho. – Eu te amo.

- Eu também amo vocês. – Olho para as duas que me olhavam com um brilho de lágrimas nos olhos.

As portas da ambulância se fecharam. Sorria ao ver o olhar de Priscila cair em mim, aliás, foi a última coisa que vi antes de tudo ficar escuro e eu apagar.



Notas Finais


Saímooooos... 😬😬😬😬
E agora o que vai acontecer??? 😇😇


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