História Natiese - Uma patricinha em minha vida - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Tags Lesbicas, Natiese, Ponto Ação
Visualizações 355
Palavras 1.290
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - Capítulo 10


Depois das aulas, Priscilla foi para casa. Ela estava animada durante todo caminho. Com certeza, a tarde iria ser maravilhosa, porque estaria ao lado do melhor amigo Ygor e de Laura, a irmã da patricinha.

            Ao chegar em casa, ela foi direto para a cozinha. E de lá, estava saindo um cheirinho maravilhoso de lasanha. Priscilla e o pai sentaram na mesa, e dona Cássia colocou a travessa em cima da mesa.

            — Mãe, essa lasanha está com uma cara ótima! — disse Priscilla com água na boca.

            — Obrigado, filha. Eu espero que gostem.

            Após se servirem, Augusto comentou:

            — Priscilla, eu contei para o Sérgio Smith que você estuda com a filha dele.

            — Hum... E o que ele disse?

            — Ficou muito feliz. E disse que a Natalie precisa fazer novas amizades.

            — Mas o problema é que ela não quer, pai.

            — Como assim? Vocês não estão se dando bem?

            — Desde o primeiro dia de aula, ela não foi com a minha cara. Só gosta de ficar perto de uma amiga dela, a Kely. Não está nem aí para mais ninguém. Mas a irmã dela, a Laura, é um amor de pessoa.

            — Hum... Que bom, filha. Mas seria bom se você se aproximasse dela. O Sérgio me contou que a Natalie, apesar de ser bastante popular na escola, se sente muito sozinha.

            — Pai, é melhor não. A Natalie é uma missão impossível para mim.

            Dona Cássia sorriu e disse:

            — Nada é impossível, filha.

            Priscilla também sorriu e falou:

            — A irmã dela, a Laura me convidou para tomar banho de piscina na casa dela. O Ygor também vai. Posso ir?

            — Claro, filha. Olha... Já é uma oportunidade de se tornarem amigas. — disse o pai, animado.

            Priscilla ficou calada e continuou a comer. Apesar de não parar de pensar na patricinha, ela queria se manter afastada dela. Mas será que iria conseguir com esse pedido do pai?

            Na mansão, Kely, Natalie e Laura estavam almoçando em silêncio. A empregada Maria até estava achando estranho, porque elas sempre ficavam conversando durante o almoço.

            Laura percebeu que a irmã estava com uma cara muito abatida e resolveu perguntar o que estava acontecendo.

            — Aconteceu alguma coisa, Natalie?

            — Não te interessa, Laura. Me deixe em paz. Tá legal?

            Natalie levantou-se da mesa e subiu a escada. Kely ainda não sabia qual era o motivo da amiga estar daquela forma e resolveu ir atrás dela. Laura até pensou em falar que os seus amigos viriam para a piscina logo mais, mas a irmã não queria conversar.

            No quarto, Natalie sentou-se no centro da cama e se agarrou a um unicórnio de pelúcia. Em seguida, começou a chorar. Kely se aproximou não entendendo nada e perguntou:

            — Natalie, o que está havendo? Conta para mim!

            — Eu não quero falar sobre isso.

            — Eu sou sua amiga, lembra? Pode confiar em mim.

            — A Laura tinha razão...

            — No quê? Apesar de ser sua irmã, aquela garota nem sabe se vestir, amiga. Como ela pode ter razão de alguma coisa?

            — Não é hora de brincar, Kely. O negócio é sério.

            — Ok. O que é então?

            — Ela me disse que o Rodrigo não gosta de mim e não quer nada sério comigo.

            — Amiga... Você mesma estava segura de que isso não era verdade.

            — Eu sei, mas hoje o Rodrigo deu a entender que essa é mais pura verdade.

            — Eu percebi que você sumiu mesmo na hora do intervalo... Onde vocês dois foram?

            — Ele me levou para uma sala desativada no andar de cima do colégio. Eu fiquei indignada, porque a sala está cheia de poeira e teia de aranha. Foi aí que perguntei por que não podíamos ficar juntos na frente de todo mundo. E ele me disse que ainda não era o momento.

            — Ai, amiga... Não sei o que dizer.

            — Mas eu sei! O cara mais lindo do colégio não me quer. Será que sou tão feia assim?

            — Não. Claro que não, Natalie. O Rodrigo só não está pensando direito. Vamos combinar, né? Ele não é tão bonito assim.

            — Kely!

            — Tá bom, amiga. O Rodrigo é um homão da porra, lindo, maravilhoso, o mais desejado... Mas não quer te namorar. Era isso o que você queria ouvir?

            Nesse momento, Natalie disparou ainda mais a chorar. Kely sentou-se na cama também e apoiou a cabeça da amiga em seu colo.

            — Fica assim não, amiga. Nessa crise, está difícil arrumar homens como o Rodrigo. Mas não é impossível, né? Você é a mais popular do colégio.

            — Kely, tem certeza que você quer mesmo me ajudar?

            — Claro que sim. Não vou sair daqui até você ficar melhor!

            — Então podemos encomendar nossos caixões.

            — Credo, amiga. Vou te ajudar a sair dessa bad. Poderíamos ver um filminho e comer pipoca. O que acha?

            Natalie não disse nada, apenas continuou chorando. Uma hora depois, um carro apontou na frente da mansão e o motorista buzinou.

            Neste momento, Natalie e Kely estavam terminando de assistir a um filme.

            — Quem será? — perguntou Natalie.

            — Deixa eu olhar, amiga.

            Kely foi até a janela e ficou observando o carro. Em seguida, até arregalou os olhos ao ver quem eram as visitas. Então se virou e contou para a amiga.

            — Amiga, você não vai acreditar.

            — Meu Deus! É algum famoso?

            — Não. Menos, né, amiga?

            — Valeu por quebrar meu barato!

            Kely riu e disse:

            — Na verdade, é o Ygor e a Priscilla que estão aí.

            Natalie quase teve um infarto e levantou-se rapidamente da cama para ver se a amiga estava realmente falando sério.

            — Não, Kely. Não é possível! O que esses dois estão fazendo aqui?

            — Laura.

            — Só podia... Minha irmã perdeu o medo de morrer!

            Natalie saiu do quarto e Kely foi atrás.

            — O que vai fazer, amiga?

            — Eu vou acabar com essa palhaçada.

            A empregada Maria deixou Priscilla e Ygor entrarem na casa. Enquanto isso, Natalie foi até o quarto da irmã para exigir explicações.

            — Posso saber por que você convidou o Ygor e a Priscilla para cá?

            Laura fechou o laptop e olhou para a irmã.

            — Do mesmo jeito que os seus amigos frequentam aqui, os meus também podem.

            — Seus amigos? O Ygor, tudo bem. Mas aquela garota você mal conhece. Então como você traz alguém aqui que mal conhece?

            — Olha, Natalie, eu já te disse que essa menina é maravilhosa. E você pode ser amiga dela, porque vai te fazer muito bem. Só que eu quero ser mais que amiga dela... Entendeu?

            Neste momento, o sangue de Natalie ferveu e ela voou no cabelo da irmã, fazendo com que as duas caíssem no chão. Kely estava do lado de fora e entrou bastante assustada.  

            — Meninas, parem com isso, pelo amor de Deus!

            Kely viu que não ia dar conta e foi chamar Ygor para dar um jeito. Ele e Priscilla então acompanharam a amiga de Natalie até o quarto.

            Mas ao chegarem, o garoto também ficou sem saber como reagir.

            — Ai, Deus, o que eu faço? O que eu faço? Socorro!

            Priscilla balançou a cabeça negativamente e viu que tinha de dar um jeito naquilo. Então entrou no meio da confusão toda. E assim, entre tapas e beliscões entre as irmãs, a garota conseguiu separá-las.

            Natalie e Laura ficaram se olhando todas descabeladas. E Priscilla disse:

            — Se acalmem, por favor, meninas.

            Ygor resolveu então perguntar o motivo da briga.

            — As duas podem nos dizer o que estava havendo aqui?

            Natalie e Laura estavam sem saber o que dizer. E Kely nem queria se aproximar para não sobrar para ela.

            Ygor perguntou de novo, e Natalie resolveu se pronunciar.

            — Não tenho nada a declarar. Vem comigo, Kely. — disse ela, chamando a amiga para sair do quarto.

            Depois que as duas saíram, Ygor disse:

            — Eu e a Priscilla vamos te aguardar lá embaixo, amiga.

            — Ok. Vou ajeitar meu cabelo aqui. A Natalie quase me deixou careca, cara. 



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