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História Natiese: o romance - Capítulo 4


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Notas do Autor


Finalmente estou de volta!!! Me desculpem pela demora, mas eu estou em um bloqueio criativo e não fazia a menor ideia de como continuaria a fic... sem falar que a faculdade está de volta, mesmo com essa pandemia, então eu tenho ficado meio sem tempo... mas eu estou de volta e vou tentar adiantar a fic ainda mais.
Mas chega de explicação e vamos a mais um capítulo!

Capítulo 4 - As reais intenções


Priscilla narrando...

Sentem-se que lá vem um desabafo...

O Bruno ia trabalhar comigo e eu estava muito feliz com isso, já que ele sempre foi um grande amigo na infância. Pena que nos afastamos na adolescência, assim que ele teve de mudar de escola, por problemas com a rematrícula dele. (Sim, o diretor não aceitou que ele fosse rematriculado, já que ele dava muito trabalho, ia todo dia à direção.) Por mais que ele fosse um péssimo aluno, com certeza seria um excelente profissional, já que foi contratado pelo Rodrigo. E, mais uma vez, o Rô acertou: o cara era bom! Pena que aconteceu tudo o que aconteceu, mas isso é história para outro momento. Eu só me julgo por não ter entendido logo. Estava na cara que havia algo bem estranho entre a Naty e o Bruno, mas eu não conseguia perceber. Meu amor pela Naty e a nostalgia de reencontrar o Bruno me cegaram, fizeram com que eu não percebesse o quão burra, eu fui. Eles me enganaram, mentiram pra mim. Eles acharam que eu não entenderia, acharam que eu os julgaria, que eu não saberia separar presente e passado. Agiram comigo como se eu fosse uma criança mimada que deveria ser protegida, até enganada, se fosse preciso. Tudo para que eu não descobrisse a verdade. E qual o problema na verdade? A não ser que houvesse mais alguma coisa, além do que eu já estava sabendo. Se existe motivo para esconder a verdade, é porque ela não está sendo totalmente dita. Eles podiam ter me contado sobre como se conheceram, eu não ia desconfiar de nada. A não ser que houvesse algo para desconfiar. Só podia ser isso! Eles estavam me enganando, rindo de mim pelas minhas costas. Já se passou um tempo desde o acontecido e eu ainda não consigo acreditar que a Natalie foi capaz de fazer isso comigo. Da parte do Bruno, até que não me atingiu tanto. Como eu falei, estávamos afastados. Mas a Natalie... A Natalie foi a minha maior decepção. Continuamos com a nossa amizade, até porque, já éramos amigas antes de tudo. Sem falar que éramos sócias da PAÇP e do novo canal que havíamos criado, o Natiese Channel. Eu não iria jogar todo o meu trabalho no lixo por causa da minha vida pessoal. Mas confesso que estava sendo difícil para mim, ter que gravar com ela, ir à reuniões com ela. Fazer tudo o que fazíamos sem poder tocá-la, sem querer tocá-la. Não me estranhem, eu queria tocá-la, eu ainda quero. Eu ainda a amo, mesmo depois de tudo. Mas não dá. Não sou tão evoluída a ponto de perdoar, de esquecer o que eu vi.

Como eu disse, nós continuamos a nossa amizade, mas estava difícil vê-la sempre. O que sempre me alegrou estava, agora, me matando por dentro. Não estava bem. Tive que sair. Sair da presença de todos. Me afastar o máximo que eu pudesse. Após as gravações da 2 temporada de AMADN e do curta "Minhas regras", que foi dirigido pela Natalie, eu decidi que ia me afastar, nem que fosse por um tempo, eu tinha que me afastar.

Natalie narrando...

Não acredito que o Bruno estava de volta! Era muito azar para uma pessoa só! Nós tínhamos uma amizade incrível, mas ele estragou tudo quando imaginou que poderia tentar algo a mais comigo, mesmo sabendo que o meu coração já tinha um alguém. Uma alguém, no caso. Resisti. Sempre deixei bem claro que, apesar de me sentir atraída, também, pelo sexo masculino, não queria me envolver com ninguém naquele momento. Nem homem, nem mulher. Eu estava sensível, pela gravidez e pela perda da Pri, e o Bruno não me dava descanso. Estava o tempo inteiro na minha cola, sempre arrumando algum jeito de tentar me roubar um beijo. Nunca conseguiu, é claro, até um certo dia. Aquele fatídico e maldito dia:

Flashback on:

Estávamos brincando, correndo na escola, como as duas crianças grandes que éramos. Era uma corrida, coisa que ele sempre ganhou de mim, mas eu não iria desistir fácil. Corri feito uma doida atrás dele, na intenção de alcançá-lo, porém quando ele dobrou, indo para trás do banheiro e eu o segui, ele estava parado, encostado na parede.
-Te alcancei!- Disse, dando um soquinho de leve em seu braço.
-Não. Eu te alcancei.- Ele respondeu, enquanto me puxava pela cintura. Ele estava, denovo tentando me roubar um beijo. O impedi.
-Bruno, não! Você já devia ter entendido que eu não quero nada com você! Nem com você, e nem com ninguém!- Disse, tentando empurrá-lo para longe, mas sem sucesso. Ele havia me colocado contra a parede e seu corpo estava bastante colado ao meu. Eu não sabia se ele iria parar e quando iria parar. Queria gritar, queria pedir socorro, mas travei. Não saía uma única palavra de dentro da minha boca. Respirei fundo. Quando, finalmente, tive coragem para gritar, fui impedida por ele, que colocou sua mão em minha boca.
-Pra quê gritar, Natyzinha? Eu não vou te machucar, acredite em mim!
-Bruno, me solta! É sério, me solta!- Eu dizia. Ou tentava, já que a minha boca estava completamente tampada pela mão grossa e cheia de calos que ele possuía. Eram tão diferentes das mãos da Priscilla. Ela sim tinha mãos macias. Como eu amava aquelas mãos. Mas não eram as dela que estavam ali e eu não queria outra mão me tocando. Não conseguia, sentia nojo só de pensar na possibilidade de alguém ali que não fosse ela. Quando me dei conta, Bruno estava ainda mais próximo e iria me beijar, a não ser que eu fizesse alguma coisa. E foi o que eu fiz. Fechei as minhas pernas e ele abriu as dele em volta. Dei-lhe uma joelhada bem dada e ele se contorceu de dor, me soltando e me deixando ir embora correndo daquele lugar. Fiquei muito preocupada com o estado em que eu me encontrava porque eu havia passado por uma situação de muito estresse e estava grávida. Ainda bem que não aconteceu nada com a Mari. Já com a nossa amizade... Bem, digamos que eu passei a preferir evitá-lo durante o restante do ano e, no ano seguinte, ele mudou de escola.

Flashback off

O fato é que ele está de volta e eu precisava saber se ele ainda queria alguma coisa comigo. Vi que ele e a Pri eram bastante próximos e não queria estragar a relação deles e, muito menos, a que eu tinha com ela. Assim que o nosso expediente acabou, fui falar com ele.
E aí, Bruno? Há quanto tempo?- Perguntei como quem não queria nada.
E aí, Naty? Realmente, faz muito tempo que a gente não se vê! Você saiu doo RJ depois que a gente estudou junto?- Ele perguntou.
Saí sim. Assim que eu me formei, fui morar em São Paulo. E você? Saiu no último ano e mudou de escola. Se formou aqui no Rio mesmo, ou saiu daqui também?- Continuei.
Digamos que eu fiquei muito envergonhado  pelo que fiz à você naquele dia. Cheguei em casa e conversei com meu pai. Ele me deu uma baita bronca. Disse um monte de coisa, falou que eu era um moleque, que eu não merecia a sua amizade. Disse que eu poderia passar a vida te pedindo desculpas, que não iria ser o suficiente. Só não falou mais nada porque viu que não tinha como me deixar pior do que eu já estava. Decidi que iria sair da escola no ano seguinte. Fui para um colégio em Niterói e lá me formei.- Ele continuou. Deu para ver que ele realmente estava arrependido, mas eu não conseguia confiar nele denovo. Não, do jeito que era antes. Mesmo assim, fiquei mais tranquila com relação às intenções dele. Ele não queria mais nada comigo e, se quisesse, estava disfarçando muito bem. Era um ator até melhor do que os contratados pela PAÇP.

Fato futuro on:
MAS QUE DIABOS EU ESTOU VENDO AQUI?- Gritou Priscilla, ao nos ver juntos.
Não é nada disso que você está pensando, meu amor.- Tentei explicar a situação à Pri, mas ela não me ouvia.
NÃO É NADA DO QUE EU ESTOU PENSANDO? AAAAAAHHH! EU ESTOU LOUCA ENTÃO? ESTOU COMEÇANDO A VER COISAS ENTÃO? FAÇAM O SEGUINTE: VOCÊS DOIS, SUMAM DA MINHA VIDA! NÃO QUERO MAIS SABER DE VOCÊS!- Disse Priscilla, terminando com o nosso namoro, com a nossa amizade e com o meu coração, denovo.

Fato futuro off.


Notas Finais


Tô de volta!!! Ainda tôo passando por um bloqueio, mas estou dando a volta por cima e me reanimando para escrever... por favor, não desistam de mim ;)


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