História Natureza ilusória - Capítulo 45


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Personagens Boo Seungkwan, Hansol "Vernon" Chwe, Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Personagens Originais, Seungcheol "S.Coups", Soonyoung "Hoshi"
Tags Boo Seungkwan, Hansol, Hansol Vernon Chwe, Hoshi, Jeonghan, Meanie, Mingyu, S Coups, Seungcheol, Seungkwan, Soonhoon, Soonyoung, Verkwan, Vernon, Wonwoo
Visualizações 268
Palavras 1.548
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AI QUE DOR!!! COLOCAR A HISTÓRIA COMO TERMINADA DOÍ DE MAIS!!!!

Desculpa não ter postado esse capitulo ontem, é só que eu não tava gostando de como tava ficando o final e precisei de um tempo para poder repensar e ver ele...
agora estou contente com ele... mas triste pela fic no geral
não queria que meu bebe acabasse! ;-;

bom, espero que gostem desse ultimo capitulo anjos!
fiz com carinho!!

boa leitura, até as notas finais!

Capítulo 45 - Único


Desde pequeno Seungkwan sempre fora criado como menina, laços, vestidos, saias, tudo o que deixasse o rapazinho mais feminino possível, esse costume havia se tornado algo natural para o mais novo Boo, que havia iniciado tal rotina com o intuito de agradar sua família e diminuir as dores que sua mãe parecia ter passado após uma separação inesperada.

Para o jovem Boo aquilo não era nada mais nada menos que um fato. Houve épocas em que o rapaz se acostumara com a visão que tinham sobre si tornando-se um infortúnio somente anos mais tarde. Após um período de dúvidas e incertezas tudo parecia tomar um rumo melhor, sendo assim, aos seus 17 anos, o jovem aos poucos se acostumava com a idéia de não precisar mais usar babados ou rendas, seus atos ainda se mostravam delicados e sua forma de agir ainda era condizente com sua antiga aparência, mas aos poucos seus modos se adaptavam ao mais cômodo para si, sem uma necessidade constante de ter que falar no feminino ou tomar cuidado com certos gestos. Boo Seungkwan não suportava não poder ser ele mesmo, era um perfeito rapaz, divertido e tagarela, com um bom humor incrível, as vezes sendo até meio ácido e provocativo. Sempre fora assim, não importava o jeito com que se vestisse, mas o rapaz agora se sentia mais livre para poder agir da forma que bem lhe entendesse.

Em seu colégio todos o conheciam como “a garota Boo Seungkwan” e aquele talvez fosse o maior empecilho para si no momento. O jovem se via com problema, mesmo que seus amigos já estivessem cientes de tudo e que aquilo o acalmasse enormemente, ainda não retirava totalmente aquela sensação estranha de frio na barriga. A escola não era mais nova, como fora no ano passado, onde ninguém sabia quem ele era.

Tudo acontecera de forma deliberadamente rápida na mente do moreno, em um dia ele estava sentado na sala de Mingyu, e no outro se via em seu uniforme masculino, andando em direção a sua nova sala de aula, ansioso para ver a reação de todos que foram e ainda seriam seus colegas. Ao adentrar o recinto, sentira alguns olhares vindo em sua direção, a grande maioria curiosa em relação ao “aluno novo", ou o que eles achavam ser, de fato, muitos deles ainda não haviam entendido o que ocorrera, fazendo o Boo se perguntar se poderia somente fingir ser outra pessoa e recomeçar tudo, espantando essa ideia logo em seguida, percebendo o absurdo que seria se acreditassem que ele tinha o mesmo nome e aparência de uma antiga aluna que, misteriosamente, havia sumido sem mais nem menos.

Seungkwan não poderia negar, aquela parecia uma idéia tentadora. Espantando-a de sua mente, o rapaz se dirigiu a uma carteira qualquer próxima a janela. Sentou-se de forma comportada, tentando não chamar muita atenção e sentindo seu coração batendo nervosamente em seu peito ele abaixou o rosto, fingindo mexer em seu celular, brincando de entrar e sair e aplicativos aleatórios.

Tudo parecia confuso para ele, as vozes que ressoavam pela sala, batiam nas paredes e pareciam entrar em seus ouvidos com toda força. Frases desconexas e ininteligíveis era reorganizadas por seu cérebro, fazendo-o acreditar que estavam falando de si, observando-o com todos os olhos possíveis e julgando-o de todas as formas possíveis. Talvez já tivessem percebido que ele na verdade já fora “ela” e agora estavam xingando-o e fazendo piadas de mal gosto sobre si, acusando-o de calúnias e palavras que ele mesmo não gostaria de saber o significado.

Seungkwan engoliu em seco, fechando os olhos fortemente e tentando se concentrar, suas mãos apertavam o tecido áspero que cobria a alça de sua mochila, seus pés tamborilavam inquieto sobre o piso, quicando no ar antes que atingisse qualquer coisa que não fosse sua própria confiança estatelada no chão. A concentração era tamanha que o rapaz não sentiu a presença de outra pessoa em suas costas, assustando-se quando a figura loira de um certo mestiço se fez presente, soprando de leve o canto seu rosto, atingindo em cheio o lóbulo avermelhado de vergonha do moreno.

- Posso te levar até o refeitório se quiser, você não deve conhecer muito por aqui, não é mesmo? - o rapaz loiro surgiu atrás de si, olhando-o de cima a baixo e orgulhando-se da mudança de visual do Boo. A brincadeira com a primeira frase trocada entre eles fora proposital, demorando alguns segundos para que o menor captasse a referência.

Os olhos atentos de alguns alunos se elevaram alguns poucos graus, notando por fim a figura familiar que Seungkwan representava. O burburinho da sala aumentou, fazendo com que o moreno prendesse a respiração, nervoso por qualquer coisa que pudesse estar acontecendo naquele momento, relaxando somente quando Hansol entrelaçara seus dedos mornos nos do Boo, em um movimento que nem mesmo o menor notara.

Os olhos castanho do rapaz foram capturados pelo mar adocicado que eram as íris cor de mel do Chwe e uma conversa mental fora trocada por alguns segundos. O moreno então sentiu-se mais calmo, suas pernas pareciam menos fracas, seus braços menos trêmulos e seu coração mais seguro.

Hansol sorrira de forma despretensiosa. sabendo do efeito que tivera sobre o outro, feliz por saber que ajudara um pouco. Aos poucos a percepção de que não estavam sozinhos adentrou a mente de ambos, fazendo com que finalmente voltassem a notar o restante da sala, que por sua vez, fitava-os em resposta e expectativa ao que estava acontecendo ali.

Nenhum dos demais alunos fez menção de se aproximar, deixando com que o silêncio ficasse suspenso por alguns segundos que, para o menor, pareceram horas. Uma menina adentrou a sala, sua aparência mais nova destoava das feições das garotas da sala, mas o casal de rapazes sabia que Sofia havia amadurecido horrores naquele último ano. A garota parecia procurar por alguém, deixando seus olhos se iluminarem quando notara a presença de seu irmão e do Boo.

-Seungkwan! Pode me ajudar em uma coisa? - a menor disse gentilmente, usando seu tom mais animado e educado possível, chamando a atenção do restante da sala ao pronunciar o nome já conhecido - meu irmão idiota esqueceu a chave de casa comigo e preciso devolver para ele… - a menor continuou, fingindo não notar o irmão ao lado do moreno e atropelando qualquer reação ansiosa ou preocupada que o Boo poderia demonstrar em relação a descoberta da sala sobre sua verdadeira identidade.

De fato aquele era o primeiro momento em que seus colegas ouviam seu nome se referindo a sua aparência masculina e aquilo o assustava, mas a surpresa com a tranquilidade com que Sofia parecia o tratar depois de descobrir seu segredo, e a situação que ela criara para revelar tal coisa a sala o pegaram desprevenido. A suspensão dos pensamentos do Boo fora cortada somente quando Hansol demostrara indignação pelo fato de ter sido “ignorado” pela irmã, mimicando estar bravo com a mesma e fazendo o moreno rir inconscientemente pela relação que os irmãos Chew possuiam.

A multidão de vozes parecia aumentar em nível quase esmagador, consumindo aos poucos a segurança de Seungkwan, que por sua vez, sentia as juntas de seus dedos serem acolhidas pelas de Hansol, que apertava sua mão em um entrelaçar confiante e seguro, passando coragem para o Boo ao fazê-lo notar de que não estaria sozinho enfrentando os boatos e teorias que, muito provavelmente, já corriam pela sala.

Os olhos do moreno se desviaram, indo de encontro com a figura de Sofia, que sorria em resposta a si, murmurando um baixo pedido de desculpas, antes de elevar os poucos graus que separavam-nos do contato visual direto. Ver a garota ali o fez lembrar de quando Hansol o contara sobre a reação dela quando descobrirá seu segredo, despejando uma enxurrada de perguntas sobre o irmão mas, por fim, contentando-se com uma única questão. “Você é gay agora maninho?”

Seungkwan mentiria se dissesse que não ficará surpreso, mas mentiria ainda mais se dissesse que ficará. Sofia era uma menina madura e com pensamentos bem evoluídos, ela não precisará do tempo que Mingyu, por exemplo, precisou para entender totalmente a situação. A Chwe mais nova simplesmente abandonará a ideia de tentar compreender exatamente o que acontecerá com o Boo e simplesmente aderiu à seu novo visual.

Pensar em Sofia fez sua mente vagar para o resto dos amigos, percebendo que, mesmo que a sala toda o achasse estranho, ele ainda teria ajuda para passar por tudo aquilo. De certo, Seungkwan ainda havia o que entender sobre si, Hansol e seus amigos ainda haviam que entendê-lo, mas talvez essa fosse a graça, tentar se descobrir ao mesmo passo que era descoberto por outros.

Seungkwan ja havia passado por tanta coisa que, a realização de saber que ainda havia o que se enfrentar não o assustava mais. Lembrar que agora ele poderia ser aceito pelo que era e, mais do que tudo, que poderia se amar e ser amado por sua própria natureza o reconfortavam. Seungkwan percebia que se ele se aceitava como era, as outras pessoas aos poucos também aprenderiam a aceita-lo sendo o garoto animado e divertido que sempre fora, mesmo que isso durasse dias, semanas, anos ou o tempo que fosse.

O importante era que Boo Seungkwan agora era Boo Seungkwan.


Notas Finais


AHHHHH EU NÃO QUERO QUE ACABEEEE!!!
VOCÊS VÃO VOLTAR NAS MINHAS PRÓXIMAS FICS NÉ?
PRA ME DAR MUITO AMOR IGUAL ME DERAM COM NATUREZA ILUSÓRIA NÉ?

to bem triste real!!!
quero muito saber o que acharam e talz...
vamos chorar juntos nos comentários ok! ;u;


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