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História Natureza Impura (Is It Love? Drogo) - Capítulo 28


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Notas do Autor


Não recomendado para todos os públicos.

Capítulo 28 - Despedida


Fanfic / Fanfiction Natureza Impura (Is It Love? Drogo) - Capítulo 28 - Despedida

Agora:

Assim que eu chego em casa, não havia ninguém nem mesmo Nicolae, vou direto para o meu quarto e abro o que Ravi me enviou.

Era um livro com um buraco no meio aonde havia um colar de prata envelhecido, com um formato redondo com uma parte faltando.

Em uma página do livro vejo como é o pingente por inteiro através de um desenho: Uma caravela com três safiras azuis no meio, no contorno tinha uma pérola o topo do pingente, 3 pérolas na lateral esquerda, 3 na lateral direita e 3 pérolas embaixo.

Atrás da página havia um endereço, em que está a entrada para A Fonte.

Vejo uma mensagem de Ravi com o meu e-mail e senha criptografado e com um número de conta bancária, um número telefônico e um preço bem alto de 9 mil dólares.

Abro o meu aplicativo do banco e faço o depósito para a conta e mando uma foto do extrato para o número que Ravi me mandou e logo a pessoa me responde.

Recebido.
O trabalho já foi enviado para o seu e-mail.

A mensagem foi apagada assim que eu terminei de ler. 

Clássico;

Essas pessoas não vão deixar rastros.

Abro meu notebook e sento na cama. Entro no e-mail criptografado.

Abro o primeira mensagem e é vídeo das câmeras de segurança e são 5 minutos de gravação.

Aproximo a imagem e vejo dois rostos conhecidos:

Violet Birdwhistle e Alexis Wilson.

A data é o horário são de 17 de maio de 2015 às 15:39.

Abro o segundo e-mail e vejo os nomes  deles na lista de voos da Inglaterra para Amsterdã, mas o de Isis não.

Fecho o e-mail e abro o próxima mensagem é de uma notícia em que diz que um cruzeiro que saia da Inglaterra indo para Bahamas náufrago em 2010.

Vejo a foto dos passageiros desse navio e eu quis vomitar quando eu vejo a foto de Isis Birdwhistle Wilson bem no fundo da imagem. 

Ela não pode ter morrido, isso é impossível... 

– Ela tá viva. Eu tenho certeza... Ela tá viva!

Eu quis dar um tapa no notebook para quebrar por inteiro, porém eu tenho que me manter calma e término de ler a notícia.

Alguns corpos não foram achados pelas equipes de buscas ou pela guarda costeira.
(...)
Não há indícios de sobreviventes.
(...)

Eu começo dar risada.

– Que morte patética. – Sussurro para mim mesma rindo da situação. – Que ridículo!

De risadas, eu me pego chorando de soluçar, mais uma perda para a coleção de amores que se foram.

E se eu continuasse com ela na Inglaterra, Isis teria morrido? E se ela não morreu? Eu tô tendo uma crise de ansiedade atoa?

Minha intuição é desativada e eu não tenho nenhuma opinião se a morte dela é real ou se é forjada.

...

Olho mais uma mensagem do e-mail e vejo um laudo de um médico legista da Inglaterra.

Nome: Desconhecido
Idade: 28 - 30 anos (desconhecida)
Sexo: Feminino
Nacionalidade: Desconhecido
Local do Nascimento: Desconhecido
Endereço: Desconhecido
Data do Óbito: Entre 10 a 15 de dezembro de 2010
Descrição: caucasianaolhos verdes, cabelos claros.
Sem cicatrizes, marcas de nascimento, tatuagem ou piercing.
Laudo:
A desconhecida foi encontrada pela guarda costeira próximo dos destroços do náufrago. 
Não foi encontrados dados da vítima ou parentes.
(...)
Impossibilidade de reconhecimento facial. Animais aquáticos lesionaram face após a sua morte.
Causa da Morte: Afogamento

...

Apesar de não ter foto, tudo batia, realmente Isis havia morrido... Por que ela simplesmente não voou para longe? Será que ela queria morrer? 

Se foi isso, a culpa é minha, pois foi na mesma época que eu fui embora.

 ...

Eu sentia meus órgãos querendo pular pela boca, porém apesar de estar chorando continuo olhando os e-mails e vejo que Alexis e Violet realmente abriram uma boate em Amsterdã.

E que não há mais notícias deles.

Todos eles estão vivos e bem longe de mim... Quero dizer pelo menos dois dos irmãos.

...

Saio da cama, fecho todos os programas abertos no meu notebook e vou para o banheiro.

Tranco a porta, tiro toda a roupa e abro a torneira da banheira e deixo encher de uma água quente.

Entro lá dentro, minha pele queima na banheira, eu só queria esquecer do que eu li. 

Me afundo mais naquelas águas quentes, que chega a machucar todo o meu corpo.

Causar dor em mim mesma me deixa mais fora da realidade e agora eu só preciso focar nessas queimaduras.

...

Saio enrolada na toalha, coloco um top preto esportivo, uma calcinha da mesma cor, tiro da gaveta uma regata lilás, calça moletom branca, meias pretas e sapatilhas pretas.

Me visto com um pouco de dificuldade, a pele estava muito dolorida.

Ao terminar vejo meu reflexo pela tela do celular, meu rosto está extremamente vermelho.

– Cacete. – Me assunto com a notificação da mensagem.

Oi Fran.

Sai da casa da minha avó (•‿•)... Acho que já posso voltar para universidade.

– Sarah

Respondo.

Oi Sarah

Fico feliz por você...

Em falar em universidade... Loan não deu as caras na aula e nem o reitor.

...

Você acha que eles estão com medo de nós?

– Sarah

Não, já que eles são de uma linhagem pura, eles não tem o que temer... Já a gente...

...

Ou eles estão se preparando para atacar.

– Sarah

...

Existem alguma alcatéia aqui?

...

Não que eu saiba, mas posso perguntar para algumas bruxas do coven.

– Sarah

...

Ok, eu também vou perguntar aqui com os meninos.

...

Meninos? (ಠ_ಠ)

– Sarah

...

Você entendeu, não vamos discutir.

...

Tá certo... Vê o que você descobre e eu vou dar uma sondada por aqui...

Boa sorte <3

– Sarah

...

Boa sorte <3

... 

Término de mandar as mensagens e eu vou para o quarto de Lorie, ela estava lá rabiscando alguma coisa.

Me aproximo devagar e pergunto.

– Quem é essa? 

Lorie não responde e continua a desenhar algo bem realista.

– Ela é muito bonita. – Me ajoelho ao lado dela.

– É sim. – Lorie responde com neutralidade.

– Essa é a Mabel? – Pergunto.

– Não seja tola. – Lorie da risada e aponta para a boneca. – Aquela é a Mabel.

– Então quem é essa? – Olho para o desenho.

– Eu não sei. – Admitiu. – Eu só sei que eu sonho com ela todas as noites.

– Lorie... Foi Viktor quem deu as bonecas para você? 

Lorie balança a cabeça afirmando que sim.

– E a história de Maxwell? Foi ele quem contou para você?

– Sim, por que? – Lorie parecia neutra.

– Nada. – Minto indo em direção a estantes de bonecas.

Me levanto e automaticamente vou ver o boneco Maxwell, me sentia fazendo a brincadeira da Bloody Mary, sentia que se eu falasse 3 vezes o nome Viktor, boneco criaria vida.

– Você quer brincar com o Maxwell? – Lorie segura a minha mão me tirando da transe.

– Não... Vamos continuar seu desenho... Ele tá ótimo. – Literalmente eu a forço a voltar para seu desenho.

...

Depois fazer desenhos, brincar com Lorie e ajudar de ela com as atividades de matemática e inglês finalmente ela me dá um descanso.

– Frances. – Disse Lorie vestido a camisola.

– Sim?

– Você acha que meu pai vai vir me ver? – Lorie pega a escova os cabelos. – Faz muito tempo que ele não me vê.

– Claro que ele vai vim te ver Lorie... Seu pai ama você. – Digo sem saber se isso é verdade.

– Promete. – Disse se sentando na cama e me dando o dedinho mindinho.

– Prometo. – Pego seu dedinho com o meu, fazendo uma promessa sem fundamentos.

Lorie então se deita na cama se cobrindo com o cobertor, enquanto eu saio com culpa na consciência. 

Meu dia não tem como piorar.

...

Depois que Lorie tirou um cochilo eu pude respirar um pouco.

Nicolae passou o dia no escritório, Peter ficou o tempo todo em seu quarto tocando piano.

Eu depois do meu almoço que foi um espaguete com molho de tomate e suco de maçã, eu vou para o jardim e o vejo com o semblante triste.

Caminho em sua direção.

– A gente precisa conversar. – Ele diz em um tom sério.

– Eu sei. – Respondo evitando um embate. 

Nós começamos a andar dentro da  floresta, aquilo foi cansativo, já que andamos até a cabana.

Entramos lá dentro me sento na cama, o único móvel que tinha para relaxar e Drogo se senta do meu lado na cama.

– Eu acho... – Drogo começa como se fosse uma entrevista de emprego. – Que nossa briga foi... 

– Desnecessária...

– Acho que eu me precipitei. – Assumiu.

– É... E eu estourei muito rápido. – Respondo. 

– Temos problemas de temperamento...

– Você tem que entender que somos de mundos diferentes... Eu não vou mudar, nem por você... Nem por ninguém. – Digo. 

– Por que você tem que ser tão... Teimosa? – Drogo parece que ia virar uma bomba atômica.

– Eu estou falando a verdade... Se quiser terminar... Eu vou entender... Porque eu não vou mudar... Eu não vou pedir desculpas ou prometer que isso ou aquilo não vai acontecer de novo. 

Um minuto de silêncio após eu dar o meu veredito.

– Você deve ser maluca. – Drogo pega meu rosto e sem dizer nada ele me dá um beijo demorado.

...

Aos poucos nos resolvemos, até ficarmos no final da tarde falando sobre o que iremos fazer nas férias.

– Nas férias podemos fazer uma reforma aqui... Instalar energia elétrica, uma aquecedor...

– Ou uma lareira. – Disse Drogo. – Construir uma suíte alí. – Ele aponta a sala. – Fazer uma sala aqui...

– Instar a internet...

– Fazer um segundo andar com alguns quartos para nossos filhos. – Drogo entra em um devaneio.

– Filhos?... A gente pode falar disso em 10 anos?

Drogo da risada, porquê ele foi tão precipitado em falar em filho, pois não temos nem um ano de relacionamento.

...

3 Meses Depois...

Final de Junho:

Depois do fim do semestre da universidade, Drogo e eu fizemos algumas mudanças e reformas na cabana.

Colocamos duas poltronas longas verde clara, uma mesinha de centro redonda de vidro e uma televisão fixado na parede.

Em outro cômodo tem uma lareira e uma cama de casal de edredons da cor branca.

A energia elétrica vem graças um dispositivo que eu criei e assim temos eletricidade para aproveitar melhor a casa.

A estética da casa com paredes e reparos foi tudo conta de Drogo, como as paredes pintadas de brancas da sala e as paredes rochosas com a lareira no quarto. 

...

Deitados nas poltronas eu e Drogo estávamos lendo no jornal quando eu pergunto.

– Mês que vem Mystery Spell vai abrir o parque de diversões. – Leio. – Porém só vai até agosto.

– Você gostaria de ir?

– Claro. – Deixo o jornal na mesinha. – Mas não quero que nossas férias se resuma a um parque de diversões por temporada.

– E o a Coitadinha quer fazer durante o resto das férias? – Drogo me encara.

– Que tal uma viagem?

– Para onde? – Drogo ainda me olha.

– Veneza... Eu sempre quis andar em uma gôndola. – Revelo. 

– Vou pensar. – Brincou.

– Enquanto você pensa... Eu vou dar uma volta. – Me levanto pegando meu cardigan amarelo.

– Quer que eu vá com você? – Drogo descansa seus olhos.

– Não... Eu tenho que fazer isso sozinha... E também você não pode ir no cemitério. – Respondo.

Drogo não responde, ele apenas joga a chave da Ferrari para mim.

– Obrigada. – Pego a chave na mosca. 

– De nada. – Respondeu Drogo.

Confiro se estou com o meu celular e a carteira de motorista além do cartão de débito.

Saio da cabana e caminho até a Ferrari, abro a porta do carro e dirijo saindo da floresta em direção a uma floricultura.

Lá eu compro um buquê de rosas brancas e vou em direção ao cemitério quando vejo um Buick de 1970 estacionado na frente do cemitério.

Pego o buquê e saio do carro e entro no cemitério e la estava ele deixando um buquê amarelo e então me aproximo dele.

– A gente deveria parar de se encontrar aqui. – Deixo o buquê no túmulo dela.

– Não se preocupe, isso não vai acontecer. – Ele segurava uma cachorrinha muito fofa.

– Por que não? – Coço a cabeça do cachorrinha. 

– Eu vou embora, já devolvi as chaves do apartamento. – Ele põe uma aliança de ouro em cima do túmulo. – Já tá na hora de dizer adeus.

– Eu vou te ver de novo? – Engulo a seco.

– Eu acho que não. – Ele se vira para mim. 

Abaixo minha cabeça e ele também.

Tiro o colar que está minha aliança e meu anel de noivado e ponho os dois em cima do túmulo ao lado da aliança de Cassius.

...

Saímos do cemitério e então eu me encosto em seu carro.

– Para aonde você vai?

– Para longe. – Respondeu Cassius colocando a cachorrinha no chão a segurando uma guia acoplado a uma coleira.

– Eu vou sentir a sua falta. – Digo. – Você sabe...

– Sei... Para sempre. – Cassius pega minha mão e beija. – Eu te amo Frances.

– Eu também te amo... Para sempre.

Daquela calçada vejo ele entrar dentro do seu carro segundo um rumo ao desconhecido, pelo menos para mim.

E naquele verão foi a última vez que eu vi Cassius Pallavicini em Mystery Spell.

...

Julho:

...

Contínua...


Notas Finais


https://youtu.be/KBHGp251EXA

As férias dos Estados Unidos começam em junho a agosto.


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