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História NCT in the house! - Capítulo 18


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Notas do Autor


Sinto muito em não ter atualizado semana passada. Boa leitura, espero que gostem <3

Capítulo 18 - Honeypie


― Eu sei que você vai postar no Insta com a cara de pau de não me creditar ― reclamou Johnny, uma ruga formando-se entre as sobrancelhas. Segurava a câmera Fujifilm de forma que parecia se aconchegar em suas palmas, como se suas mãos fossem seu lar. ― Não sou fotógrafo particular, mulher!

― Não é mesmo, porque se fosse, não estaria reclamando feito um aquariano. ― Mostrei-lhe a língua. ― Tá pegando o rio?! 

Buscando um ângulo, com a ventania que fustigava nossos cabelos e roupas à beira do Han, segurei a grade de proteção do píer. O metal gelado arrepiou meus braços. Depois de férias curtas no Brasil, aterrissei novamente em Seul. Em um dia úmido e nebuloso, movimento raro no nosso caminho, mesmo em início do solstício de verão.

― O rio, a ponte, o seu cabelo e essa língua que você acabou de me mostrar ― respondeu ele, retornando a pose de fotógrafo, acertou mais alguns cliques. ― Satisfeita?

― Muito. Sabe bem que não marco você nas fotos porque a empresa ainda não permite. ― Voltei a andar ao lado de John para darmos continuidade a nossa jornada.

Saímos no intuito de procurar o lugar ou tema para filmar um novo episódio de JCC. Mas essa, como todas as nossas voltas, se tornou uma desculpa esfarrapada para bater perna pela cidade e fotografar. 

― Pausa para o café. ― Ele ergueu o indicador ao avistar uma loja próxima da altura onde andávamos.

O sino da porta tiniu ao passarmos por debaixo dela. O lugar era revestido de madeira branca, o aroma do grão de café flertava com nosso olfato. Tinha uma vista gloriosa do rio Han, mesmo que a neblina encobrisse parte dela, mas estava vazio; nós éramos os únicos clientes.

― Que clichê mais lindo ― anunciei ao entrar. ― John Suh, câmera e café.

Andamos ao balcão, onde o atendente pacientemente nos aguardava.

― Se eu abrir um café, vai ter esse nome.

― E vai me contratar?

― Sócia. ― Johnny estendeu-me a mão.

― 50% das vendas?

― 45.

― Aí não magrão, eu que dei o nome… Aposto que se eu não tivesse falado você nem tinha pensado em abrir.

― Shhh, vamos fazer o pedido. 

― Vamos ver se você sabe o que eu quero... ― Dei uma rápida olhada no cardápio e escorei-me no balcão para checar minhas redes sociais, esperançosa de que Johnny se virasse com meu pedido. Aproveitei o lugar charmosinho para fazer um Stories no Instagram.

― Não aguento essa sua síndrome de influencer ― zombou ele. ― Um expresso e um latte ― informou ao balconista.

― Aham. E sempre dá visualização nos meus Stories porque então?

Johnny sorriu. A máquina de café tomou conta da quietude com seus sons mecânicos enquanto o bartender preparava nosso pedido. Ficamos ali, mudos. Pareceu até que estávamos numa cidade inabitada.

― Acertei seu pedido? ― Johnny virou-se com nossos cafés em mãos e alcançou-me o expresso.

― Na mosca. 

Nos sentamos e uma das mesas. Johnny constantemente encontrava aquela dificuldade de encaixar suas pernas embaixo de uma.

― O que vai ser pro JCC?

― Faço a menor ideia. ― Seus olhos arregalaram como pratos e ele riu de nervoso.

― Olha, você ficou sujo de leite. ― Estendi-lhe um guardanapo de papel.

― Para de bancar a minha mãe. ― Johnny me encarou, mas logo a careta deu lugar a um sorriso bobo.

A batida de um pop retrô eletrizou o silêncio. Johnny instantaneamente bateu os pés no assoalho, os cabelos esvoaçando ao balançar a cabeça.

― Já ouviu essa? ― perguntou-me animado. ― Honeypie. Ficou famosa no tik tok.

― Você usa tik tok?! Vou parar de trabalhar se eu descobrir que virou tik tokeiro, tik tokzeiro... sei lá como se chama.

― É tik toker ― corrigiu. ― Não é engraçado como essas palavras, do nada, começam a fazer parte do dicionário? Tipo, imagina uma pessoa de anos atrás ouvindo isso.

― Ia acusar os millenials de destruir a linguagem, aposto ― conclui. ― Espera aí, já sei!― Estalei os dedos com minha própria epifania. ― Vamos te transformar em e-boy pro próximo JCC! 

― Você está se ouvindo?! Porque acabou de me dizer que se eu virasse tik toker… ― Johnny riu incrédulo.

― Bora lá, a gente precisa comprar um monte de coisas! 

Dei um pulo da cadeira, arrastando-o comigo porta afora. 

Corremos de novo pelo píer, aproveitando a solitude que se estendia por metros diante de nós. Ao estender os braços, o vento nos varreu como se fosse capaz de erguer-nos, a música ouvida lá atrás no café soprando no meu ouvido. E de certo no de Johnny também, pois pôs-se a cantarolar.

― Espera, espera aí! ― Atrapalhei-me, quase me embolando no meu próprio saltitar ao sentir o celular vibrar no meu bolso.

Johnny, estampado de falsa incredulidade porque o forcei a parar, tentou pentear os cabelos rebeldes, ofegante.

― IH! ― grunhi ao ver a notificação de Taeyong respondendo ao meu Stories, e pela quantidade de emojis presumi que estivéssemos ferrados. ― O manager-nim está fulo com a nossa demora, acho melhor voltarmos.

― Manda uma foto nossa, ele só quer garantir que estamos vivos. ― Johnny encolheu os ombros.

― Porque não me disse que tinham agenda hoje?! ― Meus olhos acompanharam minha boca aberta de indignação. ― Eu bem faceira achando que era seu dia de folga...

Johnny tapou a boca com o copo de café, desviando seu olhar do meu tão rápido quanto um foguete.

― Johnny, ele vai me matar! ― Empurrei-lhe. Suh mexeu-se apenas um centímetro, e de propósito, para eu não me sentir tão mal em minha força não surtir efeito sobre si.

Honey, ele não vai fazer nada com você. Não no meu turno. ― Piscou-me.

― Você tem cinco segundos. Cinco fucking segundos, Suh ― ameacei.

― Peraí, não está falando sério, né?!

― CINCO... QUAT-

Antes que eu pudesse dar sequência a contagem, Johnny disparou em direção ao carro. Ele era inacreditável.

 


Notas Finais


Oi gurizada, tudo bem? Espero que sim! Obrigada por me acompanhar e ler, tenham um bom dia/tarde/noite e até <3


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