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História Near - Isulio - Capítulo 1


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Notas do Autor


Aaaaaaah, olha quem chegou no Spirit!
Nervosa? Talvez, nunca experimentei essa plataforma, e as confusões que houveram no wattpad afetou grande parte das pessoas que eu conheço. Mas tô animada pela experiência! Espero que em acompanhem por aqui :)

Capítulo 1 - "Chamar de casa"


Fanfic / Fanfiction Near - Isulio - Capítulo 1 - "Chamar de casa"

Era uma bela tarde de domingo. Onde eu poderia estar indo ao shopping para renovar meu guarda roupa para o primeiro dia de aula, ou simplesmente na casa de alguma amiga fazendo as unhas e fofocando sobre como os meninos devem estar lindos depois desse verão.


Mas não, estou presa no carro da minha mãe indo para o meio do nada/casa da minha avó/meu novo lar. Tento abrir alguma rede social, mas minha missão é falha ao perceber que estou sem sinal, bufo. Por sorte ainda tenho o Cheddar, meu cachorro. Ele é um grande Golden Retriever que entrou na minha vida quando eu tinha 12 anos. Ele meio q cresce comigo, é como se fossemos amadurecendo juntos, acho que ele é o único que entende como eu me sinto em relação a tudo.


- Isabela, você poderia por favor pôr um sorriso no rosto? Sua avó não vai gostar nada de te ver emburrada - Conheçam a minha mãe, a queridinha Estela Souza. Mega protetora e mandona. Eu amo minha mãe, mas as vezes ela é muito controladora.


- Nem tenta mãe, ela está completamente insatisfeita de estarmos indo morar com a vovó - May, minha querida irmã de apenas 12 anos, que as vezes tem mentalidade de 15. Eu e ela sempre fomos muito próximas, principalmente depois da separação dos nossos pais. Eu e May temos uma ótima relação com o papai, mas as vezes, é difícil saber que ele tem outra família.


- E você está bem satisfeita né May? - Digo a provocando, eu sei que ela tem um crush por um amigo que ela teve que deixar para trás, por conta da nossa maravilhosa viagem.


- Chega vocês duas! - minha mãe gritou. Eu achava incrível o fato dela conseguir se concentrar na estrada, e dar bronca ao mesmo tempo - Eu sei que essa viagem está difícil, pra todas nós, mas pensem pelo lado positivo! Vocês terão de companhia a Tia Gabi e a Vovó! - Tia Gabi era a irmã da minha mãe. Ela estava a beira dos trinta e ainda morava com a vovó, solteira. Mas era uma pessoa incrível, e eu sei que ela ainda vai encontrar alguém


- Viu Bela? Não vai ser tão ruim, eu sei que você adora a tia Gabi - May disse, tentando me fazer sentir melhor, sempre fomos assim, tínhamos essas coisa de não gostar de ver uma a outra triste.


- Tem razão - Digo fazendo carinho no Cheddar, que agora, estava deitado no meu colo - A tia Gabi é uma pessoa incrível


- E doida! - Disse minha mãe em reprovação. Eu sei que ela ama a tia Gabi, afinal, é impossível não amar ela, mas minha mãe sempre foi uma pessoa "rilex", e a minha tia... Bom, a minha tia é uma pessoa como minha própria mãe disse, "doida".


O resto do caminho fomos cantando músicas de alguns artistas que gostávamos, conversando besteiras, e irritando minha mãe.


Avistei a casa da vovó já no fim da tarde. Sinceramente, eu já quis morar aqui, mas quando eu tivesse uns 65 anos, aposentada e com netos. Eu sempre quis aproveitar minha juventude, mas não capinando.


Uma coisa que eu reparei, foi a grande árvore que havia crescido, e separava a "nossa" casa e a casa vizinha. Eu e May havíamos plantado aquela árvore quando éramos pequenas, e agora, era uma grande árvore e extraordinária.


Lá estavam a minha avó e a Tia Gabi, nos esperando na frente de casa com dois grandes sorrisos, e minha tia com seu chale inseparável. Ela sempre gostou de roupas clichês e chás! Assim que minha mãe estacionou o carro, May desceu ao encontro da vovó. Elas sempre tiveram um relacionamento adimiravel, e eu, com a tia Gabi.


Desci correndo ao encontro dela e a abracei. Não a via faz anos, e ela ainda tinha cheiro de hortelã.


- Isabela Souza, você está uma verdadeira mulher! A quanto tempo eu não te vejo?! - Ela mexe seus óculos como se tivesse ajustando para me enxergar melhor, ri.


- Olha tia, já faz alguns anos! - Digo.


- Mas eu ainda tenho a May. Que ainda é pequena o suficiente pra eu dar conselhos amorosos - Minha tia disse orgulhosa de si, realmente, ela tinha ótimos conselhos amorosos, mas nenhum serviu para si mesma.


- Isabela! - Minha avó disse com lágrimas nos olhos. Eu sinceramente, pensei que nunca mais a vería. A abracei com toda força que tinha, me curvando um pouco pelo fato de eu ser maior que ela. Ainda tinha o cheiro de conforto, de amor e carinho, cheiro de vó.


- Bom, venham me ajudar com as malas! Elas não vão se carregar sozinhas! - Minha mãe disse, encerrando o momento do reencontro. Minha vó não podia pegar peso, então apenas nos deu instruções de onde poderíamos colocar as malas.


Depois de um tempo,  já havíamos escolhido os quartos. Eu estava com o meu de sempre, ele era o mesmo de quando eu ia passar as férias de verão com a vovó. Ele estava um pouco diferente. Mas as paredes e os móveis de madeira, ainda eram iguais. Talvez as coisas que eu coloquei nele agora, eram diferentes. Antes eram bonecas, canetinhas e papéis. Hoje são maquiagens, materiais de cabelo e acessórios.


Abri a janela e senti a brisa fresca da noite sobre o meu rosto. Vi a árvore. Ela era enorme, mas tinha como um galho enorme que conectava a minha janela, a do vizinho. Como se fosse um caminho projetado, era possível andar alí, e tinha espaço suficiente para se sentar.


Derrepente vi, a luz do quarto do vizinho acender, revelando um garoto, que aparentemente havia acabado de sair do banho. Seus cabelos estavam molhados e sua toalha estava amarrada na cintura, revelando seu belo peitoral. Não era uma barriga tanquinho dos sonhos, mas aparentemente, Deus havia sido generoso com ele. Assim que percebi que ele ia começar a se trocar, fechei a janela.


Eu não ia ficar vendo ele se trocando. Seria constrangedor demais, principalmente porque agora eu quero conversar com ele amanhã, não sei,  fazer amizade. Afinal, somos vizinhos. Desperto dos meus pensamentos ao ouvir batidas na porta.


- Posso? - Tia Gabi pós a cabeça em uma brecha da porta, me pedindo permissão para entrar, assinto. - Você não deveria estar dormindo? Amanhã já tem aula!


- Não estou com sono - Respondi simples, me sentando na cama, acompanhada de Tia Gabi.


- Você não queria estar aqui, né?


- Olha tia, de primeira eu não queria. Mas agora que estou aqui e não tenho outra alternativa, vou aprender a aceitar essa nova vida - suspirei. O silêncio se instalou no quarto por alguns segundos, eu sei que não era a resposta que ela queria ouvir, mas sempre fomos sinceras uma com a outra.


- Isa, eu sei que a vida na cidade pode parecer bem mais atrativa - ela segurou minhas mãos - mas você é como se fosse minha filha, e eu senti muito, a sua falta. Pense que aqui, você tem a mim! - A abracei. Tinhamos aquele clichê, ações valem mais do que palavras, sempre fomos assim. Ela também era minha segunda mãe, uma pessoa na qual eu sabia que podia confiar.


- Obrigada tia, acho que agora sim eu quero morar aqui - rimos.


- Bom, eu já vou porque a senhorita, tem que dormir - ela disse se levantando e indo sorrateiramente até a porta.


- Hey tia! - Digo antes que ela pudesse sair.

- Sim?


- Quem são os nossos vizinhos?


- Sinceramente, ninguém sabe. São uma mulher e um garoto, que deve ter mais ou menos a sua  idade. Mas eles nunca saíram da casa, de vez em quando, uma mulher trás as compras do mês pra eles, mas nunca os vi saírem de casa. Por que a pergunta?


- Nada! Eu só fiquei curiosa, bons vizinhos sempre vem trazer tortas aos novos vizinhos não? - Digo lembrando da sua política de boa vizinha, entregar tortas de morango aos nossos novos vizinhos.


- Exatamente! - rimos - boa noite Isa.


- Boa noite tia. - Ela saiu.


Agora sim estou determinada a usar a política da minha tia, preciso descobrir quem é esse vizinho misterioso.


Notas Finais


:)


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