História Neblina e Fumaça - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Erótico, Ficção, Romance, Sobrenatural
Visualizações 19
Palavras 806
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo Um


Fanfic / Fanfiction Neblina e Fumaça - Capítulo 1 - Capítulo Um

Fósforo, cigarro e um aceno com a mão para chamar o garçom. Eu queria um café. Era o quarto dia do ano e eu estava prestes a quebrar a promessa que tinha feito na semana anterior de parar de fumar, mas tinha explicação, o dia estava um caos. O garçom anotou meu pedido e acendi o cigarro. A fumaça do primeiro trago entrou e uma parte considerável do estresse saiu. Naquele momento eu cheguei à conclusão de que achava justo lidar com problemas de saúde futuros sem reclamar, pois não pararia de fumar.

O que acontece é que não consigo terminar nada que começo e naquele dia eu tinha desistido das aulas de francês. No ano anterior tinha desistido das aulas de violão e das metas de leitura, e estava começando a achar que seria melhor se eu não me matriculasse na faculdade para não correr o risco de eu largar mais a frente e aumentar a lista. A única coisa que não largava era o cigarro.

Olhei para a banca de jornal que estava logo a frente e analisei os livros usados que estavam empilhados no balcão. Me perguntava se deveria comprar algum, apesar de estar com várias leituras acumuladas. Tive que interromper minha reflexão porque o celular começou a vibrar em meu bolso. Era uma mensagem de Daniel dizendo que estava a caminho, virei o olho. Não estava pronta para interagir com humanos naquele dia, apesar de Daniel ser uma das únicas pessoas com quem eu interajo.

O café chegou e eu acendi outro cigarro para acompanha-lo. Engraçado que sempre que eu tento parar, quando volto fumo o dobro de antes, mas acho que é assim com todos. Já aconteceu com Daniel inclusive. Eu tenho tendência a me distanciar de algumas coisas ou pessoas às vezes. Pode ser por estar saturada da rotina, por ter me estressado ou por simplesmente querer um tempo pra mim, longe de tudo e de todos, funciona tão bem que me revigora um pouco e fico me sentindo como se nunca tivesse precisado de um tempo pra começar. No caso de quando me afastei de Daniel foi porque não me sentia muito bem em relação à minha vida, e isso estava refletindo nas minhas relações, então comecei a problematizar tudo que ele fazia, até não conseguir mais estar perto. Fiquei quase um mês sem vê-lô e quando o vi novamente não queria sair de perto. É engraçado, mas um pouco injusto. Tenho medo dessa mania me prejudicar um dia.

Daniel é a pessoa mais próxima me mim fora da minha família, e a única. Nos conhecemos há alguns anos, quando entramos no ensino médio. Ele tinha uma personalidade mais madura do que o normal para a idade dele, e foi por isso que nos aproximamos, não tolerávamos os adolescentes ao nosso redor. Ainda é assim hoje em dia, mas ele consegue se encaixar melhor que eu. Não é atoa que tenho minhas crises e me isolo com uma certa frequência.

Tinha começado a fazer um desenho no guardanapo quando Daniel chegou. Sentou, pegou o cigarro da minha mão e desatou a falar da discussão que tinha acabado de ter com seu irmão. Aparentemente não era só eu que estava tendo um dia ruim.

 

- Eu sei que ele tem os problemas dele, mas não querer fazer faculdade é burrice. Você não desperdiça uma oportunidade assim. Se eu ganhasse uma bolsa, eu não pensaria duas vezes antes de aceitar, independente da minha vontade. - Daniel dizia, agitado e gesticulando. - E ele me vem com essa de que não é isso que ele quer pra vida dele. Ele vai se arrepender depois, espero que seja só drama e ele perceba do que está abrindo mão.

 

- Boa tarde pra você também. - Falei rindo e ele bufou

 

- E eu não vou nem comentar sobre o fato de que ele não tem intenção nenhuma de arrumar um emprego agora.

 

- É, você parece estar bem irritado com isso mesmo. Qual o problema? Ele sabe que se não fizer faculdade vai ter que se virar de algum outro jeito, ele não é idiota.

 

- E ele vai se virar como? Meus pai já estão velhos demais pra ficar se preocupando com esse tipo de coisa.

 

- Daniel, você não acha que seu irmão já tá grandinho pra decidir o que quer fazer com a vida dele não? Deixa ele, se der errado ele vai perceber que fez merda. Ele nunca demonstrou interesse pela escola e essas coisas, mas ele sabe se virar. É bom que da garra. - Ri e dei um gole no meu café.

 

- Melhor deixar isso pra lá mesmo. Ele sabe o que faz.

 

- Isso aí. Agora vamos, temos que entregar esses documentos logo pra fazer a matrícula porque a exposição abre daqui a duas horas.



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