História Necromancer - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Madara Uchiha, Mikoto Uchiha, Orochimaru, Sasuke Uchiha
Tags Sasuhina
Visualizações 229
Palavras 2.456
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente ♥
Espero que vocês gostem, nesse capítulo temos um pouco do passado dos dois. A música que a Hinata canta é Lament of the Highborne, uma música maravilhosa feita por Derek Duke e Russell Brower, vou colocar o link nas notas finais.

Capítulo 2 - Lament of the Highborne


Fanfic / Fanfiction Necromancer - Capítulo 2 - Lament of the Highborne

Adorado filho mais novo do soberano de um dos maiores reinos humanos, único mortal, em séculos, a nascer com o dom da magia e abençoado com a vida eterna dos elfos. Seria uma vida perfeita, mas Uchiha Sasuke descobriu com o tempo que a vida era tudo, menos perfeita. Fora mandado, ainda jovem, para ser treinado por Hatake Kakashi – um humano milenar manipulador de energias arcanas – nas terras de eterno verão dos elfos e fora lá que os eventos que mudariam sua vida aconteceram.

Os seres de vida eterna ainda recuperavam-se da tragédia que assolara sua terra adorada e sofriam pelas inúmeras vidas que foram perdidas na guerra contra Madara. O traidor marchara pelas terras com um exército de mortos e criaturas malignas, causando uma cicatriz que levaria centenas de anos para ser curada. Ele seguiu até a joia dos elfos: a Nascente do Sol, onde drenou os poderes de uma esplendorosa luz e os distorceu na mais profunda sombra.

 Os elfos pensaram que aquele seria o fim, mas em um pequeno milagre os humanos e M'uru, um Naaru - a representação mais pura da luz - apareceram para lhe ampararem no momento mais escuro. A guerra fora vencida, Madara morto por seus pecados e, num último sacrifício feito por M'uru, a Nascente fora restaurada. O braço direito do traidor, um humano manipulador das mais vil das magias, escapara naquele dia, mas nenhum dos lados possuía força e recursos para ir atrás do necromante.

A aliança que fora instaurada naquele dia foi o que permitiu o jovem Uchiha adentrar as muralhas de Ellyrion e estudar sobre seu dom de nascença. Não tinha mais do que dez anos quando passou pelo enorme portão da fênix, os olhos pequenos e curiosos pulando de um lado para o outro. Segurava orgulhosamente a mão de sua mãe, a Rainha Mikoto, uma bela e poderosa meio-elfa que auxiliara na guerra contra o traidor. Uma bela festa foi feita em homenagem aos Uchiha e fora no meio das cantorias que Sasuke conhecera aquela que se tornaria a dona de seu coração: Hyuuga Hinata, a herdeira do trono élfico.

As bochechas de ambos coraram quando foram apresentados um ao outro, mas logo a vergonha fora posta de lado e uma profunda amizade crescera ali. Hinata, por mais que fosse mais velha que o Uchiha, ainda era uma criança aos olhos élficos, então sempre estavam juntos, mesmo quando o moreno estava enfurnado nas bibliotecas com a mente mergulhada nos livros sobre magia. Cresceram lado a lado e, com o passar dos anos, a amizade fora substituída por algo maior.

Por mais que as sombras na mente do Uchiha mais novo tentassem afastar as boas memórias, ele nunca esqueceria do dia que teve certeza que seu coração seria, para sempre, da herdeira. Eles estavam em um dos lugares mais belos das terras élficas: a cachoeira Anahaeim. Os raios de sol reluziam na água límpida e os pássaros cantavam alegremente pelas árvores floridas. O humano estava, como sempre, enfurnado em um livro e a Hyuuga dedilhava habilmente uma enorme e bela harpa.

Anar'alah, Anar'alah belore

Pela luz, pela luz do sol
Sin'dorei

Filhos do sangue
Shindu fallah na

Eles estão rompendo nossas defesas

Sin'dorei

Filhos do sangue

O mundo pareceu fazer silêncio quando a melodia passou a sair dos lábios rosados. A Hyuuga passava todo o sofrimento contido naquela letra e o jovem mago não pode evitar desviar os olhos do livro sobre o culto das sombras esquecidas e encarar a bela cena que se desenrolava na sua frente.

Anar’alah

Pela luz

Shindu Sin’dorei

Crianças inocentes pagaram com sangue

Shindu fallah na

Eles estão rompendo nossas defesas

Sin’dorei

Filhos do sangue

Ela estava sentada em um pequeno e belo banco de madeira, as costas voltadas para a admirável cachoeira. O corpo esguio era coberto por um delicado vestido de mangas longas verde musgo e um arranjo de lírios enfeitava os longos fios escuros. Os olhos claríssimos estavam fechados e o rosto encontrava-se sereno. A harpa, grande e dourada, era acariciada com maestria e a melodia era ainda mais majestosa com a voz suave da elfa.

Anar’alah belore

Pela luz do sol

Shindu Sin’dorei

Crianças inocentes pagaram com sangue

Shindu fallah na

Eles estão rompendo nossas barreiras

Sin’dorei

Filhos do sangue

Com um movimento rápido das mãos, o Uchiha invocou alguns materiais de pintura, não poderia deixar que aquela cena passasse sem eterniza-la em uma de suas telas. Ele nunca seria como os elfos nas artes, sabia disso, mas seu coração necessitava pintar Hinata. Seu corpo humano era sempre preenchido por sensações belas e quentes quando estava perto da pérola dos elfos, mas daquela vez as sensações pareciam quadruplicadas.

Anar’alah belore

Pela luz do sol

Belore.

Pelo sol.

A magia rodeava o casal e auxiliava o rapaz em seu trabalho. O pincel acariciava a tela de forma precisa, não deixando de lado nenhum mínimo detalhe. Quando a melodia chegou ao fim, a elfa abriu os olhos e sorriu ao observar o mago focado na pintura. As bochechas tomaram um leve tom avermelhado e seu coração se aqueceu, ela adorava ver Sasuke pintar desde que o jovem humano descobria o gosto pelas tintas, mas mesmo com o passar dos anos ainda sentia-se envergonhada por sempre estar representada nas pinturas dele.

— Qual o problema? — O mago balançou as mãos novamente e os apetrechos de pintura sumiram. A morena balançou a cabeça negativamente e sorriu em resposta.

Olhos negros e perolados encaravam-se com carinho, a magia que os rodeava era reconfortante e doce como um amanhecer nos dias de verão. A elfa levantou e seguiu até a beirada da pequena lagoa formada pela cachoeira, gotículas de água fresca atingiam-na, mas ela adorava aquela sensação. Um longo suspiro escapou de seus lábios rosados enquanto seu coração ainda absorvia os sentimentos que aquela canção lhe trazia e os que Sasuke provocava em si.

Os deuses sabiam o quão agradecida estava pelos anos de paz. Não era mais do que uma criança quando a tragédia atingiu seu povo, mas ainda sim lembrava-se da dor, do desespero. Lembrava-se das mortes e da cerimônia que queimou o corpo de sua bela mãe.

Uma lágrima escorreu pelo rosto alvo e antes que pudesse enxuga-la seu punho foi puxado, fazendo com que ela virasse de frente para o mago, que a encarava com uma expressão preocupada. A mão masculina enxugou delicadamente as lágrimas cristalinas que insistiam em cair e depositou beijos carinhosos em ambas as bochechas e uma na testa, por cima da franja espessa.

— Lembranças, não é? — Perguntou e ela assentiu. Não tinha como esconder nada de Sasuke, ele a conhecia bem demais.

O polegar dele acariciava a bochecha macia da elfa e seus olhos não se desgrudavam. Eles podiam enxergar suas almas um no outro e isso fazia com que os corações batessem rapidamente. Quando os lábios encontraram-se, tímidos, pela primeira vez, Hinata quase não acreditava que a dor que estava sentindo a poucos segundos pudesse ser substituída por uma felicidade tão grande. As mãos esguias e delicadas rodearam o pescoço masculino, levando ambos a aprofundarem o beijo. Quando as línguas se tocaram, necessitadas pelo contato, Sasuke soube que, pela primeira vez, não encontraria respostas sobre o que estava sentindo nos livros da grande biblioteca élfica.

A magia que os envolvia era a mais antiga, pura e poderosa de todas. A partir daquele momento, ambos perceberam que pertenciam um ao outro.

Para sempre.

֍

 

E assim como tentava afastar as boas memórias, os sussurros enlouquecedores de Xal’atath – a adaga que lhe dava grande parte do poder da magia do caos – sempre lhe traziam os sentimentos de pesar e ódio de suas piores lembranças. Por mais que tivesse um exímio controle sobre a adaga, Sasuke temia que um dia os sussurros dela pudessem o enlouquecer de vez. A magia das sombras era caótica, instável e extremamente propensa a levar seus usuários a loucura.

E estar tão perto de Hinata parecia intensificar os sussurros, as lembranças e o leve arrependimento por a ter deixado anos atrás. As palavras dela na floresta, as imagens que a elfa mostrou a ele. Como era possível que o necromante estivesse vivo?

Suspirou pesadamente e levantou da enorme cama que dividia com a perolada. Conjurou uma roupa e saiu para a floresta escura, precisava espairecer e tentar entender os fios soltos. O manipulador das sombras sentia-se confortável no meio das árvores, por mais que elas fossem apenas um eco das florestas de Ellyrion. Ali, tão perto do local que chamava de lar, a natureza não era tóxica como onde encontrou a Hyuuga, era até bela em suas sombras e silêncio. Encostou em uma das árvores e deixou o corpo escorregar até o chão, se entregando a lembrança que tomava conta de sua mente.

 

Eles tiveram centenas de anos de paz, centenas de anos de luz e prosperidade. A cicatriz causada pela invasão fora curada e todos acreditavam que aquela paz duraria para sempre. Mas então, aquele que escapara na guerra voltara com sua magia podre e vil.

Aquele seria um dia como qualquer outro, o mago e a elfa caminhavam de mãos dadas pelo centro da enorme cidade élfica conversando sobre uma ordem de sacerdotes que tinham conseguido o que era, até então, impossível: mesclar a luz e sombras. Eles se auto denominaram sacerdotes disciplina e diziam que essa era a chave para controlar ambas as forças juntas.

Estavam tão entretidos que só perceberam a movimentação quando os gritos começaram. E então veio o desespero e o cheiro pútrido tão conhecido.

— Não, não, não. — Hinata murmurou. — Isso não pode estar acontecendo de novo.

A Hyuuga saiu correndo na frente, amaldiçoando-se por não estar com seu arco pronto. Seu coração batia extremamente rápido e quando chegou ao belíssimo portão da fênix, a porta de entrada para seu reino, o choque tomou conta de seu corpo. O necromante estava lá e liderava uma horda de morto vivos contra o portão. Aberrações enormes batiam-se contra as muralhas e os arqueiros tentavam, inutilmente, conter a ameaça.

 Sasuke logo apareceu ao seu lado, trazendo consigo o belo arco dourado da elfa e Kakashi. A elfa não demorou a pular habilmente em um dos pontos mais altos da muralha e passar a atirar flechas imbuídas em poder sagrado. A luz queimava impiedosamente os mortos vivos e, por alguns instantes, ela pensou que eles poderiam rechaçar aquela ameaça. O Uchiha e seu mentor disparavam rajadas de poder arcano, enormes bolas de fogo e congelavam os inimigos, os guerreiros élficos – magos, sacerdotes, arqueiros – tomaram conta da entrada de Ellyrion e lutavam com toda a força de seus corações.

Eles não deixariam outra tragédia tomar conta de seu lar.

Mas então um leve desviar de olhos, uma pisada em falso e uma flecha sombria atravessou o coração do Hatake. A reação da elfa e do Uchiha foi instantânea, enquanto o último invocava uma enorme fênix de fogo, ela invocou uma enorme flecha sagrada e atirou diretamente no coração do necromante.

Uma barreira vil impediu luz e chamas, uma risada sombria saiu dos lábios pálidos e ele levantou as mãos, puxando todas as flechas sombrias que havia atirado. Mas não foram as flechas que caminharam lentamente até o homem.

Foram as almas daqueles que foram atingidos.

Os elfos encontravam-se chocados demais e não reagiam. O grito de fúria e desespero do mago humano que os despertou de seu estupor e eles avançaram contra o necromante. Os olhos malignos brilhavam e ele passou a língua nos lábios, como se saboreasse as almas que poderia absorver. A Hyuuga, prevendo o que o vilão pretendia, invocou uma enorme barreira dourada, impedindo que os mortos vivos a ultrapassassem e que seu próprio povo corresse direto para as mãos da morte.

Da morte não, pensou ela, de algo ainda pior.

Outra risada maligna e num vortex de sombras o necromante sumiu, levando consigo seu exército abominável e as almas pálidas dos guerreiros caídos. A elfa desfez a barreira e correu até o humano, que estava paralisado olhando onde segundos antes estivera o necromante.

— Sasuke. — Chamou com sua voz melodiosa e os orbes negros focaram no rosto da Hyuuga. Uma das mãos delicadas foi até o rosto masculino e a luz dourada passou a brilhar, curando qualquer ferida que o humano possuísse.

O Uchiha segurou a mão que estava em seu rosto e suspirou. Ele não poderia continuar ali, seu interior fervia e tudo o que conseguia pensar era em formas de matar cruelmente o Necromante, aquele maldito não sairia impune aquela vez. Os olhos perolados vasculhavam os negros, tentando entender o que se passava na mente humana.

— Não. — Ela sussurrou, o medo tomando conta de seu corpo esguio quando percebeu as intenções do mago. — Você não pode ir atrás dele.

— Não se esqueça de mim, dalah’surfal. — Sussurrou em resposta e depositou um carinhoso beijo na testa da elfa. Ele não a arrastaria para aquela trilha de vingança.

E num piscar de olhos ele se foi, deixando-a sozinha com seu luto, seu sofrimento e a sensação de impotência de não poder ter salvado seu povo ou o amigo dos elfos, Hatake Kakashi.

 

 

— Lembranças, não é? — A voz melodiosa soou alta demais no silêncio da floresta e o humano abriu os olhos, encarando a elfa que caminhava em sua direção. Ele levantou das raízes retorcidas e limpou as vestes negras, apenas assentindo levemente em resposta.

A elfa trajava seu uniforme de batalha, o arco dourado preso as costas e adagas afiadas no cinto de couro. Os fios negros estavam soltos e Sasuke assustava-se com o quanto ela mexia com o seu ser. Momentos da noite anterior passaram por seus olhos e ele permitiu que um pequeno sorriso pintasse seu rosto.

— Eu vou ter sua ajuda? — Ela perguntou, parando na frente do homem com o rosto sério e determinado. — Juntos nós podemos botar um fim nele de uma vez, Sasuke.

O humano sabia que ela tinha razão, juntos eles eram mais fortes, eram melhores. Suas magias combinadas poderiam destronar o necromante.

Mas ele tinha medo de perde-la definitivamente.

— Eu não quero que você corra riscos. — Disse, por fim. — Foi por isso que deixei Ellyrion centenas de anos atrás.

— Nesses anos em que estive sozinha, eu aprendi muitas coisas. — Ela suspirou e ergueu a mão direita, uma pequena luz dourada se formou ali, dançando pelos dedos esguios. — Na luz, Sasuke, todos nós produzimos sombras.

O tom arroxeado e tão conhecido ao humano passou a dançar ao lado da luz dourada em uma belíssima espiral. Ele arregalou os olhos negros e sorriu logo após: Hinata havia conseguido mesclar luz e sombras, o equilíbrio perfeito. Se aproximou da elfa e depositou um beijo na testa coberta pela franja espessa.

O necromante encontraria seu fim, agora de forma definitiva, pela mão dos dois.

 

֍

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Link da música: https://www.youtube.com/watch?v=s5Y4GerrnZg

Então, o que acharam? Confesso que adorei escrever esse capítulo e explorar um pouco mais o passado deles. Espero que tenham gostado ♥ Qualquer erro, me deem um toque pois ainda não foi revisado ♥

Um grande beijo e até o próximo!


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