1. Spirit Fanfics >
  2. Need a hand? >
  3. One: Por sorte, você estava lá

História Need a hand? - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Shipp perfeito esse, não concordam?

Nenhum aviso para dar, a história não possuí nenhum conteúdo adulto e nada que seja vulgar.
(Milagre, não é mesmo?)

Bem, boa leitura, espero q gostem.

Capítulo 1 - One: Por sorte, você estava lá


Fanfic / Fanfiction Need a hand? - Capítulo 1 - One: Por sorte, você estava lá


Já faziam em torno de 10 minutos, que Akashi tentava — Inutilmente — pegar um objeto que se mantinha em cima da platereira; esta que ficava a bons 15 centímetros acima de si. Era uma altura considerável? Sim, óbvio. Mas nem por isso ele iria desistir tão fácil de pegar o ítem, tinha e achou que precisava fazer aquilo sozinho. Porém, “Querer Não É Poder”, e Akashi realmente se deu conta de que ali, sozinho, sem nenhuma cadeira, jamais conseguiria alcançar a bola de basquete, que estava em um ponto exageradamente alto do armário. 

Ele se colocava na ponta dos pés, se esticava até onde já não podia, e erguia o corpo o mais alto possível: Tudo para um completo resultado de tentativas falhas. 

Bufou com aquilo, estava perplexo de que logo ele — alguém perfeito — Não conseguia pegar uma simples bola sozinho. Será possível? Aquele ítem, só pode ter sido colocado tão alto de propósito por alguém. 

Ficou pensando no que poderia fazer para alcançar o objeto sem medir esforços, até porque não tinha nada próximo para o ajudar a se erguer. Isso até ter uma “Brilhante Idéia”, que ele julgou perfeita para a ocasião. Se a bola não viria até ele, ele iria até a bola. E estava decidido sobre isso, iria escalar a estante de objetos, até concluir seu objetivo e se dar por vencido! Era esse o plano, certo? 

Mas como nem tudo que queremos vai como o planejado, isso estava prestes a acontecer. O ruivo pisou em algumas das platereiras, subindo e se apoiando nas que vinham a seguir, para enfim estar perto da última parte. Olhou agora para a bola a sua frente — Porém, estava ocupado demais se segurando no móvel, e suas mãos e pés serviam de apoio para não cair. Então, a melhor solução era pegar rápido, e descer imediatamente, certo? 

Errado. E Akashi provou desse grande erro quando se soltou da estante para ir ao encontro do objeto. Oh, grande erro. 

No momento em que soltou a mão do móvel, quase que de imediato teve um desequilíbrio, e se viu pisando em falso na pletereira: Assim, caindo para trás. Fechou os olhos em antecipação, cair dali não seria uma queda fatal, porém teria belas dores em suas costas e bunda, tais dores que seriam de total incômodo no jogo. Esperou para que a dor viesse a tona — junto do bac que daria contra o chão —, porém, mesmo esperando, nenhum dos dois veio. 

E quando se deu por conta, não estava estirado em um chão duro e desconfortável, na verdade a situação atual o surpreendeu minimamente: Era segurado por braços fortes, que passavam por de baixo de seus próprios braços e o davam apoio, assim fortalecendo seu corpo e o impedindo de desmoronar no chão. Ficou em um êxtase momentâneo, mas logo se desfez do transe e virou-se para a pessoa em questão. 

– Precisa de ajuda? – A voz calma e tranquila logo se pronunciou, e Akashi a reconheceu na mesma hora. 

Quase se assustou ao virar, e reparar na grande diferença de tamanho que era óbvia ali. Murasakibara tinha bons 2,00 de altura — aproximadamente, e Akashi, passar de 1,70 era muito. Com 20 ou talvez 30 centímetros de diferença, era fácil notar aquela altura estrondosa do de cabelos roxos. 

Ele olhou para baixo, com os olhos parcialmente fechados, em sua face tediosa de sempre. Encontrou os olhos do bicolor, e depois se dispôs a olhar para o armário, vendo nada mais e nada menos que a Bola no pico mais alto do móvel — que obviamente para ele era como pegar um alvo fácil. Ele agarrou o objeto, e o estendeu para Seijuro, este que de imediato negou e bateu na mão do maior rejeitando sua ajuda. Atsushi o olhou confuso, uma pitada de dúvida surgiu em si, ao menos até o menor dentre eles quebrar o silêncio. 

– Não preciso da sua ajuda, mas obrigado. – Falou simplesmente, não queria parecer rude ou ignorante, e queria manter sua educação padrão de sempre – Se eu não conseguir ao menos pegar uma bola sozinho, que tipo de jogador de basquete eu sou? – Perguntou, era visível em seu olhar o brilho competitivo que usava nos Jogos. 

Mas, era simplesmente uma bola, e apenas isso. Murasakibara se questionou incontáveis vezes do porquê de apenas não aceitá-la de uma vez. 

O de cabelos ruivos acenou com a cabeça, e entendendo aquilo, Atsushi suspirou derrotado levando a bola de encontro ao armário, a deixando no mesmo lugar de antes. E Akashi, parecendo querer provar algo para si mesmo, voltou a se aproximar do móvel, como se estivesse competindo ou algo assim. E foi dito e feito: ele não aprendeu com a primeira queda, e achou que talvez seu ditado pudesse funcionar da segunda vez, novamente cometendo um erro. E foi o mesmo e inevitável erro de antes, se desequilibrou, e acabou que por cair para trás. Já não era de se impressionar que o maior o tivesse segurado pela segunda vez, vendo a expressão frustrada que ele mantinha por simplesmente e apenas não conseguir pegar uma bola. 

Até que, percebendo que o ruivinho não iria desistir daquela idéia idiota tão cedo, Atsushi se dispôs a ajudar: Não soltou o menor como antes, e sim envolveu seus longos braços na cintura alheia, apenas para o erguer, o suficiente para a altura do mais baixo superar a do armário. Agora sim: Akashi estava completamente sem saber como reagir, e um forte rubor se estendeu por seu rosto. Aquilo era basicamente como ser pegado no colo, como uma criança — ou como uma garotinha. Apesar de se irritar com aquele ato, sua vergonha era tamanha que não conseguiu responder, e em silêncio agarrou a bola, com ambas as mãos. 

Vendo o objetivo concluído, Murasakibara o desceu, soltando-o com toda a delicadeza do mundo, sem nem ao menos mudar o semblante para tal feito. Via de relance as bochechas ruborizadas de Seijuro, que segurava fortemente a bola com as duas mãos. Riu anasalado dando de ombros, e se abaixou — Consideravelmente — para alcançar o rosto do 'amigo', e assim que o fez, depositou ali um selinho na parte lateral de seu rosto, na bochecha. 

Akashi não esperava nenhum pouco com aquele ato, e teve até sua última parte de pele alva tingida por vermelho. Aquela reação, era deveras fofa na opinião do mais alto, que sorriu bobo com aquilo, e se afastou na direção da porta em menção de se retirar. 

Sem Atsushi, Akashi nunca que teria conseguido pegar a bola; teria insistido infinitamente em alcança-lá escalando, mesmo que fosse praticamente impossível. 

Mas, por sorte — ou destino — Murasakibara estava lá para dar uma mãozinha. 










Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...