História O Renegado dos Jung (Yoonseok) - Capítulo 41


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Categorias Bang Yong Gook, Bangtan Boys (BTS), EXO, Monsta X
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Ki Hyun, Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Criminal, Hoseok Bottom, Lgbt, Romance, Taekookmin, Yaoi, Yoongit Tops, Yoonseok
Visualizações 340
Palavras 3.257
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Policial, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 41 - Apenas um mau presságio?


-- A noite foi tão boa que ele ainda nem acordou? -- Suga fuzilou Jimin com o olhar, sem o menor senso de humor para aturar as piadinhas de duplo sentido do mesmo.

-- Pare de ser tão pervertido! . -- Taehyung advertiu, dando lhe um soco no ombro. -- Pela carinha de cansaço, deve ter gasto muito tempo para colocá-lo para dormir.

-- Que tipo de vidente você é? -- O loiro questiona, aumentando ligeiramente o tom de voz.

-- Está escrito no seu rosto.

-- As suas olheiras são a prova disso, não tente negar. -- Suga revira os olhos, se acomodando em uma das cadeiras em volta da mesa redonda.

Ele se lembrou do sacrifício que foi para acalmar Hoseok depois de lhe contar sobre o que aconteceu na tarde do dia anterior. Teve que usar toda a sua paciência para acalmá-lo do surto, das palavras emboladas, dos soluços e do choro sofrido, foi gasta quase meia hora apenas para tirá-lo da banheira e colocar uma roupa seca.

Escolher algo para o vestir foi ainda mais difícil. O que era para ser uma tarefa simples acabou perdurando por quase uma hora, o ruivo não aceitava pôr nenhuma peça do seu próprio guarda roupa, alegando que todas eram muito “chamativas” ou “desconfortáveis”, preferindo colocar uma blusa larga que Suga tinha usado alguns dias atrás, era melhor não discutir com alguém tão emocionalmente abalado.

Por último, mas não menos complicado, o colocou para dormir

-- Quando você quer, vira um namorado bem protetor, não é Suguinha?

-- Cala essa boca. -- Ele replicou entre dentes, tentando conter ao máximo a sua irritação com aquele diminutivo besta para não voar no seu pescoço.

-- Vamos logo com isso. -- Jungkook se pronunciou pela primeira vez naquela conversa, recebendo olhares de desaprovação ao seu comportamento dos demais.

Taehyung, notando a tensão instalada no ambiente, assumiu que aquela seria uma boa hora para começar a apresentar o seu plano, traçado cuidadosamente até a alta madrugada. Jimin estava decepcionado consigo mesmo por não ter sido capaz de retirar as informações do - agora morto - agente, Jungkook parecia estar imerso dentro da sua própria bolha de amargura e arrependimento e Suga e Hoseok tiraram a noite para realizarem a maior aventura sexual de suas vidas, então só sobrou ele para traçar aquele plano de última hora, escolheu a dedo os melhores homens para a missão enquanto o resto ficaria de vigia nos arredores da casa, o que lhe rendeu bastante dor de cabeça.   

-- Separamos todo mundo em equipes, compostas por sete pessoas cada, a primeira será a única exceção, com somente quatro membros, para não provocar nenhum alarde durante todo o processo. A linha de frente, onde o nosso falso Hoseok estará, será responsável por tentar fazer a negociação pacificamente, mas contando com o auxílio das equipes dois e três, que estarão escondidas entre os containers para qualquer possível eventualidade. A última equipe ficará responsável por cobrir a floresta em volta da região. Nós seremos a equipe especial, ficaremos dentro de um carro na estrada que leva ao porto, para nenhuma chegada surpresa vinda por terra, seja a polícia, capangas ou algum curioso, ninguém aqui quer arrumar mais problema.

-- Mas e quanto a comunicação?

“Eu já esperava por essa Jimin.” -- Taehyung pensou.

-- Ainda temos aqueles walkie-talkies da nossa primeira missão, se lembra.

Suga se lembrou de como aquele dia tinha sido um fiasco. Eles ainda eram um bando de amadores prestes a assaltar um banco, tendo como única forma de se comunicarem aqueles rádios, ninguém sabia ao certo como usar aquelas coisas então tiveram que aprender na marra. Foi um grande sufoco, principalmente para o Jeon, que quase arremessou o seu pela parede pela falta de ‘obediência’ do objeto.

-- De jeito nenhum, eu me recuso a usar esse negócio. -- Como esperado, Jungkook protestou contra o uso do aparelho na missão.

-- Você prefere que eles captem a frequência de um celular, talvez? -- O loiro retrucou, claramente provocando o outro.

-- Suga está certo, não podemos arriscar em levar qualquer outra porque não sabemos se alguém estará com algum detector. Temos que contar com todas as possibilidades.

-- Não se preocupe, Jeon, aposto que o Tae está louco para te ensinar como funciona. -- O loiro deixou as palavras saírem em um tom debochado, feito exatamente com o propósito de ridicularizar o homem pela sua falta de conhecimento tecnológico.

-- Se esse for o problema eu ensino. -- Jimin discretamente coloca uma das mãos sobre as coxas de Jungkook, impedindo que ele se levante.

Um ruído agudo irrompe pelo ambiente, algo semelhante a um grito vindo de um cômodo próximo.

“Hoseok “ Foi tudo que Suga conseguiu pensar naquele momento, possíveis cenas do mesmo sendo sequestrado, torturado ou quem sabe aquele maldito microchip?

Foi ele quem teve a reação mais rápida, correndo pelas escadas como um louco, pulando alguns degraus, completamente cego para qualquer outra coisa que estivesse fora do seu objetivo principal.

Os outros, com alguns poucos segundos de diferença também engatilham suas armas, indo atrás do loiro para lhe dar cobertura, não era nem um pouco normal alguém sair gritando por aí assim então certamente há algo de errado.

A porta foi aberta com força quase suficiente para derrubá-la, de tamanho desespero, mas o loiro ficou ligeiramente mais calmo quando encontrou Hoseok enrolado como uma bola entre as cobertas, sentado no chão como se tivesse caído da cama.

“Ufa, pelo menos não era nenhuma invasão. “ Suga pensou, dando um suspiro de alívio.

Ao ser notado, o ruivo se levanta tropeçando ainda ébrio pelo sono. Na sua caminhada totalmente torta, acaba batendo com o dedinho do pé na quina da cama, soltando um muxoxo de dor.

Aquela seria uma cena engraçada, se o seu rosto não tivesse molhado de suor, assim como os cabelos, o que foi suficiente para despertar a preocupação do loiro.

-- O que aconteceu, Seok? -- Ele soltou um suspiro de alívio antes de soltar a pergunta, tentando manter a calma.

-- S-uga -- O ruivo acabou com a distância entre ambos, o abraçando como se a sua vida dependesse daquilo.

Mas para piorar ainda mais as coisas, Hoseok começou a chorar copiosamente, o peito subindo e descendo com violência devido aos soluços saindo de sua garganta.

Suga não sabia o que fazer, se perguntasse se estava tudo bem, era possível receber como resposta algo bem grosseiro, porque as pessoas choram quando nada está bem.

-- Porque está chorando? -- Foi a primeira pergunta que lhe veio a cabeça naquele momento.

-- E-u tive um pesade-lo e parecia tão real. -- Ele se aninhou ainda mais no outro, dessa vez subindo para seu colo e apoiando a cabeça em seu peitoral, talvez o desespero do momento não o fizesse perceber aonde estava se sentando, teve que conter todos os pensamentos impuros e ajeitá-lo para longe daquela área perigosa.  

Foi então que lembrou do que Taehyung tinha lhe dito algum tempo atrás, para manter a pessoa falando quando estivesse em um momento de tristeza, choro, que botar para fora tudo o que se sente pode melhorar - mesmo que minimamente - qualquer caso.  

-- Não quero te obrigar a falar nada, ok? Mas gostaria de contar o que aconteceu?

-- A gente estava em um confronto com alguns caras, junto com Taehyung, Jimin e Jungkook em uma espécie de porto. Não sei o motivo, mas nós parecíamos estar em vantagem e eu comecei a comemorar, esse foi o meu pior erro, porque apareceu um homem sei lá de onde que estava prestes a atirar em mim, só que você foi mais rápido, me empurrou para o lado, acabou levando a bala de raspão, no entanto, não conseguiu prever que ia de encontro a um objeto de metal. Você bateu a cabeça e desmaiou, achava que tinha morrido, para me salvar.

Suga ficou estático ouvindo o sonho alheio, ou seria aquilo uma visão?

-- Foi só um sonho, é melhor não se preocupar com isso.

Ele só não sabia se estava dizendo isso para acalmar a si mesmo ou somente ao mais novo.





 

Hoseok encarou seu próprio reflexo no espelho da porta do guarda roupa. As vestes negras cuidadosamente bem ajustadas para seu corpo, o tecido maleável e confortável o dá liberdade de realizar movimentos rápidos, precisos.

Repassou mentalmente onde colocou - com a ajuda de Suga - algumas facas escondidas aqui e ali, para caso ficassem sem balas na pistola em sua cintura, algo muito bem pensado para uma situação de emergência.

Ainda bem que não comeu muito no jantar, seu estômago parecia mais sensível com a expectativa de estar realizando a sua primeira missão, propriamente dita, já que as tarefas de hoje não se resumem a supostamente entregá-lo nas mãos de Min Ho, mas também de matar aquele mafioso safado de uma vez por todas, antes que o prazo final de pouco mais de uma semana acabe. Talvez essa fosse a última chance de executá-lo, então não poderiam a desperdiçar.

Parecia ter se esquecido completamente do pesadelo de minutos atrás durante todo o trajeto, não era do seu feitio ficar remoendo seus sonhos, se sentir paranoico com algo que provavelmente nem sequer viria a se concretizar. Tudo só aconteceu dentro de sua cabeça, nada mais que isso.

A ansiedade, no entanto, falou mais alto quando Suga estacionou o carro em uma parte mais elevada da estrada, tendo o veículo negro estrategicamente escondido pela escuridão e pelo matagal enquanto ainda poderiam observar de lá de cima grande parte do porto.

Teve que dar um longo suspiro e contar até dez para acalmar o seu coração batendo freneticamente no seu peito.

Nem tempo de olhar para a sua própria cópia, o seu falso eu, no qual Jimin havia maquiado cuidadosamente para ficar o mais parecido com o verdadeiro Hoseok. Queria poder conferir o resultado do trabalho alheio de perto, mas tudo que viu foi uma cabeleira ruiva passando por alguns containers antes de sair do seu ângulo de visão.

-- Alguém na linha, código vermelho. -- O ruivo leva um susto com o chiado vindo dos walkie talkie, seguido de sons mais agudos, que o mesmo assumiu como tiros.

Mas o que diabos é código vermelho?

-- Onde vocês estão? -- Taehyung perguntou alarmado.

-- Na parte leste da floresta, senhor. Três dos nossos já foram mortos, é uma emergência.

-- Já estamos indo. -- Jimin respondeu rapidamente.

E foi aí que as coisas começaram a dar errado.

Em questão de segundos, já tinham decidido uma nova estratégia enquanto Hoseok ainda processava a informação de que algo de errado estava acontecendo naquela floresta.

Acabou descobrindo na prática que o novo plano é deixar ele, Suga e Jungkook  ali, comandando toda a operação, enquanto os outros dois foram em direção a floresta com reforços.

Só podia rezar para não ser nada de tão grave estivesse acontecendo, e foi exatamente isso que fez.




 

Taehyung e Jimin já andavam naquela trilha por pouco mais de cinco minutos em um silêncio mórbido, o completo oposto do que esperavam quando receberam aquele chamado por rádio. Talvez o tempo ainda seja curto para chegar a alguma conclusão, mas ninguém precisava ser um gênio para saber que aquela falta de gritos, sons de tiro e correria não poderia simbolizar algo bom.

O único indício de que ocorrera ali um confronto foi achado a partir de um acidente, no qual o mais baixo tropeçou em uma superfície não tão rígida, que sujou suas pernas de um líquido vermelho viscoso.

Sangue, ainda fresco.

Uma pessoa comum poderia até se assustar ao se deparar com um homem morto no meio do mato, mas ambos já se acostumaram com esses incidentes. Para não dizer que não fizeram nada a respeito, tentaram identificar o corpo, mas nenhum dos dois conseguiu o reconhecer, o sujeito tampouco estava fardado, então assumiram ser parte da máfia rival.  

-- Acha que pode ser uma armadilha? -- Jimin foi o primeiro a quebrar aquele silêncio desconfortável, verbalizando o seu medo.

Ele se assusta com um barulho vindo da mata, ficando gradativamente mais próximo. Um arrepio lhe corre na espinha, será que seus próprios homens haviam armado para eles? Um animal selvagem? Combate frente a frente nunca foi sua melhor habilidade, então era melhor se esconder, pegar a presa desprevenida ao invés de tornar-se uma.

Segurou firmemente em um dos pulsos de Taehyung e assim os pois puseram-se a correr, sem se preocupar com o barulho que estava fazendo, apenas tentando despistar o que quer que estivesse os perseguindo.

Com a sua visão periférica conseguiu enxergar algo passando rente aos seus ouvidos, fazendo até mesmo um ventinho próximo a elas, sua mão foi bruscamente largada de um segundo para o outro.

Ele olhou para o lado e quase deu um grito de pavor, o que viu naquela hora foi o lançamento de uma pedra, que acabou por atingir Tae na lateral de sua cabeça, um sinal de que o mesmo tentou desviar do ataque, mas não foi rápido o suficiente.

Jimin se abaixou, colocando o corpo inerte do outro nos seus braços. Levou uma de suas mãos até o pescoço alheio, deu um breve suspiro quando percebeu a pulsação contínua naquela área, foi só um desmaio.

Mais um som irrompeu no ambiente, estalos agudos feitos em um mesmo intervalo de tempo, que estranhamente parecia com… Palmas?

-- Você se saiu melhor do que eu esperava, ratinho. -- Ele levantou a cabeça, virando-a em um movimento rápido em direção a voz.

-- O único ratinho aqui é você, prefere agir por trás das sombras, no esgoto ou em qualquer lugar imundo que ninguém desconfie de nada. Você roubou o rádio para nos atrair até aqui, não foi?

Min Ho, esse é o nome por trás da negociação no porto, por trás da máfia com a polícia e agora também por trás desse ataque surpresa.

-- Vejo que pelo menos pensar você sabe, mas e quanto a lutar? -- O homem lhe perguntou com um sorriso cruel nos lábios.

Ouviu três dos seus capangas chegando por trás de si, em passos leves, mas audíveis pela vegetação. Isso pode o dar uma leve vantagem se pegá-los de surpresa, mas precisa confiar nos seus instintos para acertar a mira.

Essa era a sua melhor chance, não poderia desperdiçá-la.

Rotacionou o corpo, já com a pistola destravada nas mãos. Para a sua sorte, conseguiu alvejar dois alvos logo nos primeiros disparos. Se esquivou do tiro vindo do terceiro capanga , usando uma das árvores como escudo.

Quando saiu detrás de seu esconderijo, não imaginava que o sujeito já estaria tão perto de si, o que resultou em uma coronhada na sua cabeça, forte o suficiente para o deixar zonzo por alguns segundos.

Foi empurrado para o chão pelo outro cara, que passou a desferir uma série de socos em sua face. Tentar trocar de posição não era uma alternativa, já que o sujeito estava encurralando seu corpo com as suas pernas, além de ter o porte físico bem mais forte que o seu, teria que usar um golpe baixo. Levantou um de seus joelhos, atingindo bem entre o vão das coxas alheias.

Aproveitou aquele segundo de distração para ficar por cima, pegando uma das facas escondidas por debaixo de sua blusa e desferindo uma facada certeira em seu coração.

-- Eu não sou uma donzela em perigo, seu covarde. -- Jimin disparou, ainda ofegante pelo esforço feito segundos atrás.

-- Então porque não vai em frente e me mata? Você pode tentar a vontade.  

Jimin não levaria aquele desaforo para casa, não sem antes acabar com a raça daquele desgraçado. Usou a mesma faca que ensanguentada que foi usada para esfaquear o homem agora morto ali no chão, para fazer um lançamento diretamente na face de Min Ho.

Ele desviou no último segundo, vindo para cima de si com tudo. Jimin aparou os golpes vindos em sua direção, mesmo que precariamente, esperando uma brecha onde pudesse dar uma investida.

Já estava ficando cansado, bloquear ataques gastam o mesmo tanto de energia que desferí-los. Em um deslize, acabou levando um soco no estômago que o fez gritar de dor.

-- Como eu pensava, não passa de um fracote.

Jimin levantou a cabeça, não deixaria o seu orgulho ser ferido daquela maneira por um rato imundo. Aproveitou a guarda vulnerável do oponente, devido ao excesso de confiança, para lhe dar uma rasteira, se pondo em cima de seu corpo apenas para acertar um soco em sua cara.

Ao longo da sua vida já o chamaram de baixinho, gordo, covarde, vagabundo e mais uma batelada de nomes pejorativos, para ferir o seu âmago e o fazer desistir, mas nunca se importou muito, porque era justamente isso que as pessoas queriam, deixá-lo para baixo para se sentirem melhor com as suas próprias fraquezas.

No entanto, existe uma única coisa capaz de o fazer sair completamente dos eixos, incitar toda a sua fúria, que é quando é chamado de fraco. Se fosse algo frágil não teria chegado onde chegou no mundo do crime, se não fosse resistente o bastante já estaria morto.

-- EU NÃO SOU UM FRACOTE! -- Ele vociferou, dando mais uma série de golpes na face alheia, para descontar toda a sua raiva.

Min Ho não teve dificuldade em inverter as posições, agarrou o seu pescoço, fazendo questão de deixar alguns arranhões com as suas unhas grandes no processo.

-- Não passa de um garotinho mimado fazendo birra. -- Jimin fez uma careta de dor pelo aperto forte, tentando inutilmente tirar aquelas mãos nojentas de cima de si, ou quem sabe se libertar daquela posição tão constrangedora.

-- Abra os olhos, eu quero ver a sua expressão antes de… -- O homem não completou a frase e pareceu estar diminuindo o aperto em volta de seu pescoço diminuindo. Será que estava começando a perder os sentidos?

-- Você quer jogar sujo? ENTÃO VAMOS JOGAR SUJO! -- Aquela voz grave lhe parecia estranhamente familiar, mas em meio às tosses e lufadas de ar que seu próprio corpo emitia era impossível saber ao certo.

Só depois de alguns minutos conseguiu recobrar completamente a consciência. Se levantou com dificuldades, usando um tronco de árvore como apoio, tendo a visão completa do que está acontecendo na sua frente.

Taehyung está com o corpo em cima de um Min Ho com a face completamente desfigurada, provavelmente pelos golpes feitos com a pedra em suas mãos. Movido por vingança por ter sido apagado de um jeito tão covarde, ele parece cego por completo para o que está acontecendo ao seu redor, movido pela ira e pela vingança.

-- Taehyung! -- Ele grita alto, tendo a atenção do outro de imediato. Agradeceu aos deuses por não ser Jungkook, porque o mesmo com certeza não teria parado.

-- Jimin, o que fizeram com você? Te machucaram? -- Tae pegou sem muita delicadeza em seu rosto, passando as mãos pelo seu corpo na tentativa de encontrar algo de errado.

-- Não muito, obrigada por me salvar. -- Ele passou os dedos por um filete de sangue já seco na lateral da cabeça do mais alto, onde a pedra havia acertado.

Os dois se abraçaram por alguns segundos somente, pois acabaram descobrindo ainda ter um dos walkie talkies intactos da pior maneira possível.

-- Taehyung, Jimin, tem alguém me ouvindo? Por favor, eu preciso...ajuda!

Ambos reconheceriam aquela voz em qualquer lugar e a julgar pelos soluços, fungadas e tiros ao fundo, Hoseok está em perigo.

 



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