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História Negação - Capítulo 3


Escrita por: CherryNoriaki

Notas do Autor


Hi, bitches! I'm back!!! Olha quem apareceu em menos de um mês! E vocês provavelmente entenderam que eu só apareço de madrugada.
Sentiram minha falta? Aposto que sim. Vou começar logo com as explicaçãozinhas:

— Vocês também não acham estranho a Charlotte fazer parte de um esquadrão que tenha um nome haver com ela mesma? Pois é, por isso eu acho que igual ao Yami e o William Vingancinha ela formou o próprio esquadrão (Não lembro se isso já foi dito no mangá ou anime, então perdoem-me se eu estiver falando o óbvio). Como ela criou seu esquadrão depois, no início da fic ela vai ficar nesse esquadrão fictício (criado por minha pessoa), ele vai ficar sem nome por enquanto, eu estava sem saco👁️👄👁️ já foi um sacrifício pra criar o nome da mulher ai, a minha paciência foi para o ralo na hora de criar o nome do esquadrão.

— Lembram que eu falei no capítulo "Recepção" que a fic ia ter time skip? então, o próximo capítulo vai ter o primeiro.

— Não é bem uma explicação, e sim uma curiosidade inútil para vocês verem o quanto eu me empenho na hora de criar as fanfics: "Ayla" significa luz da lua, e "Grannus" significa brilho, então o nome da Muié ai basicamente significa "Brilho do luar" eu demorei TRÊS ENCARNAÇÕES para achar nomes que encaixasse na personagem, acho que eu zerei o Google de tantos sites que eu entrei pra achar o nome dessa fdp, demorou mais ainda para achar um sobrenome legal, e quando eu achei Grannus, decidi que combinava perfeitamente.

— Assim que eu acabei de descrever a Ayla, eu fiz ela no pricrew.me, mas eu não achei um picrew com o traço parecido com o de BC pra colocar aqui, então eu fiz, mas não vou colocar. "Ahhh, mas Nori, você sabe desenhar, por que você mesma não desenhar???" Simples: pq eu tô com preguiça.

~ Boa leitura 💙🖤

Capítulo 3 - O garoto estrangeiro.


Assim que acabou o jantar, Charlotte Roselei, uma menina loira dona de olhos azuis e uma beleza encantadora, decidiu subir em direção ao seu quarto, admitia que só jantou naquele dia por pura educação. Os membros do seu esquadrão estavam comemorando durante o jantar — e com certeza iriam seguir com a festa até bem tarde. —, pois um dos novatos tinha conseguido uma estrela no “joguinho” de mais cedo. Mesmo na maioria dos dias preferindo ficar no salão comunal e interagir com os demais membros, nesse dia em específico preferia ficar sozinha em seu quarto lendo um livro ou coisa assim. Todo sem bom humor daquele dia tinha ido pro ralo quando foi eliminada, ficar sozinha e esfriar a cabeça era, sem dúvida, melhor opção.

Quando estava prestes a subir as escadas, parou ao ouvir uma voz feminina familiar atrás de si, chamando-a.

— Charlotte?

Virou-se para olhar a pessoa, era Ayla Grannus, sua capitã, uma mulher de pele morena e aparentava estar na casa dos trinta. Ela a tinha cabelos negros rebeldes, olhos prateados que lembravam muito a luz da lua e sua vestimenta era inteira em tons de verde — com exceção do cinto onde prendia seu grimório, que era de couro.— , estava descalço e uma tornozeleira de ouro enfeitava um dos seus calcanhares. Charlotte estranhava a frequente falta de uso de manto, enquanto estavam no QG, por parte de sua capitã, mas nunca ousou perguntar nada em relação a isso.

— Sim, capitã?

— Não vai se juntar a nós na comemoração? — Perguntou de uma forma gentil.

— Ah... Sobre isso... Eu prefiro ficar no quarto hoje, sinto muito.

— Não se desculpe, querida. — disse sorrindo. — Eu só estava preocupada, você não almoçou e mal comeu durante o jantar. Aconteceu algo que você queira me contar? — a garota abaixou o olhar, lembrando-se da “bronca” que recebeu mais cedo. Isso confirmou as suspeitas da capitã.

— Não, senhora. — negou.

A mulher mais velha suspirou, percebendo a mentira. 

Diferente dos outros novatos, Charlotte era mais quieta, mais reservada e interagia com os outros membros apenas com conversa. Claro que era completamente normal para uma garota da idade dela ser mais tímida, afinal estava em um ambiente novo, com pessoas que mal conhecia e em um trabalho que exigia muito de si, mas Ayla não pôde deixar de notar que além disso, ela também era mais séria e cobrava mais de si mesma que os outros. Apesar de não saber de detalhes, como também era nobre, ouvira falar da maldição que a filha do senhor da casa Roselei carregava, e estava disposta a ajudar Charlotte com o que estivesse ao seu alcance. — Mesmo tendo quase certeza que ela não queria ajuda de ninguém. — Estava determinada a tirar a garota de sua "toca".

Okay...

Charlotte deu de ombros de forçou um sorriso, quando a garota estava prestes a sair, a capitã teve uma ideia.

— Charlotte, querida. Você poderia me acompanhar até meu escritório?

Ela assentiu silenciosamente e ambas subiram as escadas. Chegaram no corredor que dava acesso ao escritório e pararam em frente a porta, Ayla tirou de um dos compartimentos do seu cinto uma chave grossa de ferro e destrancou a porta, entrando logo em seguida.

— Entra. — A mais nova obedeceu.

Nesse ponto, Charlotte já estava mais pálida do que normalmente era, pensando que tinha feito algo de errado e tomaria mais uma bronca.

Observou quieta a sua capitã procurar algo dentro do escritório, era um pouco cômico vê-la dar voltas e voltas no cômodo, murmurando “onde foi que eu deixei aquela porcaria?” dentre outras coisas.

— Achei!!! — Foi praticamente um grito de vitória, Charlotte, que estava distraída, se assustou com o grito repentino e deu um pequeno pulo, Ayla percebeu. — Desculpa. — Sorriu, indo em direção a mais nova, entregando o que tinha em suas mãos.

Era um livro. Um belo livro por sinal, ele era preto e tinha detalhes em dourado que formavam um lindo padrão.

— Eu realmente não sei o tipo de livro que você gosta, mas eu acabei esse recentemente e imaginei que você fosse gostar.

Claro que não sabia o que tipo de livro que ela gostava, afinal, era a primeira semana dela no esquadrão. A única coisa que Ayla sabia era que ela gostava de ler, e só sabia disso porque por um acaso notou alguns livros nas coisas da menina. Essa era a única coisa que podia usar para se aproximar de Charlotte e mesmo assim não fazia a mínima ideia do que a garota gostava, então ficou dando voltas e voltas pelo escritório, ganhando tempo enquanto pensava em algo que ela poderia gostar. Quando lembrou-se deste clássico que leu recentemente — ele falava sobre um homem que atravessou o inferno, purgatório e paraíso por sua amada. —, deduziu que seria perfeito, quem não gosta de clássicos, afinal?

Charlotte segurou firme o exemplar com ambas as mãos, um sorriso lhe cobriu o rosto. Ayla a encarou satisfeita, pelo visto tinha acertado no presente, agora um sorriso também decorava o seu rosto.

— Muito obrigada, capitã.

— Disponha, querida. Aproveite o livro e depois me conte o que achou.

— Eu irei. — Disse ainda sorrindo.

•°•°•

Já passavam de meia noite, a festa no andar de baixo já havia acabado a algum tempo e todos estavam em seus respectivos quartos, mas a garota loira continuava presa no livro que ganhara de presente da sua capitã. Estava deitada a horas na mesma posição, se mexendo apenas para virar as páginas. Seu pijama branco largo nunca pareceu tão confortável e sua cama parecia mais aconchegante que nunca. Devorou o livro com voracidade, alimentando sua mente com cada verso ali escrito. Cada palavra, cada linha, cada canto... Tudo era fascinante! Porém, um trecho em específico lhe chamou mais atenção que os outros.

“Sou um que escreve apenas

quando me fala o amor e tenta relatar fielmente

o que ele dita dentro de mim”

— Dante Alighieri.

Amor. Diferente da maioria das garotas da sua idade, Charlotte não sonhava com o amor. Não era dessas garotas fantasiosas que ficava sonhando acordada com um príncipe que viria em um cavalo branco e lhe levaria para um castelo, onde se casariam e seriam felizes para sempre. Desde criança, ou melhor, desde que fora amaldiçoada, estava decidida que se fosse casar com alguém, seria com o campo de batalha.

Charlotte bocejou, sinal que o sono estava chegando. Concluiu que era melhor continuar no dia seguinte, fechou o livro e deixou de lado em sua cama, numa distância segura que tinha certeza que não o danificaria enquanto dormia. — Vantagem da sua cama ser casal, coisa que não tinha ideia do porquê, mas desconfiava que sua capitã decidira que todas as camas do quartel seriam de casal por pura estética.

Ajeitou-se na cama, puxando a coberta e pondo a mesma por cima de seu corpo.

Mesmo seus olhos não estando mais no livro, seus pensamentos ainda estavam.

“Dante Alighieri... É um nome bem diferente” — Esse pensamento a fez lembrar do rapaz de mais cedo, ele também tinha um nome diferente. — “Como foi que o outro o chamou mesmo...?”

Tentou buscar na memória como o outro rapaz, Jack, chamava o rapaz que tinha salvado, além dos xingamentos, claro. Não demorou muito, mas também não foi tão rápido, para conseguir lembrar o nome dele.

— Yami. — Repetiu baixinho, afim de não esquecer.

Lembrou-se do jeito como ele sorriu enquanto a encava depois dela ter curado sua mão. Ela balançou a cabeça afastando os pensamentos e soprou a vela — Que estava no móvel ao lado de sua cama. —, que iluminava o quarto enquanto lia.

Naquele momento, seus pensamentos não estavam mais no livro, mas sim no garoto estrangeiro. Charlotte adormeceu sorrindo, pensando em como os cabelos negros bagunçados dele estranhamente combinavam com seus olhos âmbar.


Notas Finais


Já perceberam que a Ayla vai ser o Julius da Charlotte, né? Kkkk

Obrigadinha para todos que mandaram mensagens positivas em relação ao meu "probleminha"!!! Eu estou bem melhor e acho que a próxima crise não vem tão cedo.

Ps: A fic que eu citei capítulo passado ainda vai sair, só não saiu ainda por que eu estou com vergonha de escrever.

Ps²: Pra quem ficou curioso sobre o livro que a Lotte estava lendo, é "A divina comédia", recomendo, mó bom.

Ps³: Tô com sono e só vou fazer a betagem quando eu acordar amanhã lá pelas 12:30, vocês que lutem.

Até a próxima!


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