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História Neighborly Relations (frerard) - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Capítulo 6


Ele não teve que esperar muito até ouvir a porta da frente sendo fechada e depois passos hesitantes em direção ao quarto. Frank estava sentado na beirada da cama, ao lado da sua coleção de brinquedos, com os braços cruzados e sorrindo. Deus, ele sentiu falta disso. Ele sentiu falta da submissão de Gerard, o misto de medo e prazer em seus olhos, de ter completamente o controle sobre outro ser humano. E o fato desse outro ser humano ser Gerard, de algum modo, fazia tudo ser melhor.

Frank tinha alguma experiência com relacionamentos D/S, e com todos os tipos de coisa; pet, daddy, só falar. E lógico, todos seus parceiros anteriores eram gostosos, tinha sido muito divertido, mas fazer tudo isso com Gerard era definitivamente a maior diversão que ele já teve. Frank não sabia o que fazia de Gerard tão especial, mas certamente havia algo sobre ele que deixava tudo muito mais excitante. Talvez fosse porque o homem era simplesmente adorável ou talvez porque Frank se encontrasse gostando dele de um modo diferente do que um dom deveria sentir sobre seu sub.

Sua linha de pensamentos foi interrompida quando Gerard finalmente entrou no quarto – quase um minuto depois dos quinze que Frank lhe deu, mas ele se sentiu generoso o suficiente para ignorar isso. As bochechas do mais velho estavam coradas, Frank notou que ele estava mexendo nervosamente na bainha da camiseta com as mãos ao lentamente andar em direção ao centro do quarto com a cabeça ligeiramente baixa, onde permaneceu em pé, com os olhos alternando de modo inseguro entre Frank e os utensílios ao lado dele.

"Eu não acho que ficar de pé agora é a posição certa para você, é meu pet?" Frank perguntou, sentindo a satisfação correr pelo corpo quando Gerard instantaneamente caiu de joelhos com os olhos no chão.

"Não senhor." Gerard murmurou baixo. Era tão bom vê-lo assim novamente, mais ainda do que no último final de semana porque agora temia que Bert o roubasse. Mas com Gerard ajoelhado na sua frente e lentamente entrando no espaço submissivo, obediente e arrependido, apenas para Frank, suas preocupações pareciam evaporar. Gerard pertencia a Frank, não Bert, ele tinha certeza que ele também sentia isso. E queria garantir que permanecesse assim.

"Gerard, Gerard" ele falou, levantando-se e estalando a língua. "Você está deixando as coisas difíceis para mim, sabia? Eu tive que sair mais cedo do serviço por sua causa e por isso vou ter que trabalhar algumas horas no sábado. Por que você continua me deixando bravo? É difícil ser um bom menino?" Ele lentamente girou em torno do outro homem, aproveitando como ele estremeceu com suas palavras. "Você tem permissão para falar."

"Obrigado," Gerard pronunciou enquanto mantinha os olhos no chão. Ele tinha entrelaçado os dedos atrás das costas e estava os amassando enquanto continuava a falar. "Sinto muito senhor. Eu... Eu não sei o que estava pensando, tudo aconteceu muito rápido e eu não via Bert há tempos, e então... aconteceu."

"Me conte exatamente o que aconteceu."

Ele assentiu rapidamente e engoliu em seco. "C-claro. Eu entrei na loja e olhei algumas camisetas, então ele me cumprimentou e acabamos conversando. Ele contou como seu trabalho era incrível, e que podia até pegar as coisas de graça porque o chefe dele também era incrível, então eu perguntei se podia ficar com a camiseta do Misfits, e ele- ele..."

"Ele o que, Gerard? Me fala o que ele fez" Frank demandou, ainda girando ao redor do seu sub. Ele odiava o que Gerard tinha a dizer, fazia seu sangue ferver, mas queria que ele continuasse, precisava saber tudo o que aconteceu entre os dois.

"Ele... Talvez eu não devesse-"

"O que ele fez depois??" Frank sibilou, puxando o cabelo de Gerard para fazê-lo olhar em seu rosto. O outro ofegou, pânico o venceu enquanto os olhos cor de avelã encontravam os escurecidos de Frank, que estavam quase pretos agora, cheios de dominância, ciúmes e luxúria.

"Eu s-sinto muito, senhor." Gerard gemeu, seu rosto fez uma careta de dor que Frank causou com a mão em suas mechas. "Ele... falou que eu só poderia conseguir com a promessa... de sair com ele-"

As palavras fizeram o estômago de Frank girar e seu aperto ficar mais forte. "E o que você falou?" ele sibilou com os dentes cerrados. O rosto de Gerard lhe deu a resposta, ele desejou que não fosse verdade, sentindo-se cada vez mais irritado.

"Eu- eu cometi um erro," Gerard admitiu, agora à beira das lágrimas, Frank não sabia dizer se era porque estava tão arrependido ou porque puxou seu cabelo um pouco forte demais. "Senhor, eu disse sim, m-mas-"

"Você falou sim?!" Frank cuspiu descrente. Mais ciúmes brotou em seu peito, grosso o suficiente para ser tangível. "Você concordou em sair com outro cara? E que porra fez você fazer isso?"

"Desculpa!" Gerard gritou quando Frank o puxou pelo cabelo e o empurrou em direção a cama. "Eu vou cancelar! Eu não estava pensando, eu só-"

"Eu não quero ouvir essa merda!" Frank interrompeu. Ele estava tão bravo, bravo o suficiente para esquecer das suas intenções anteriores, bravo o suficiente para bloquear tudo, exceto seu ciúmes. "Tira a porra da roupa, vadia. Na cama, de quatro."

"S-sim, senhor," Gerard soluçou secamente quando tropeçou para fora da calça e roupa íntima, depois livrando-se da camiseta em meros segundos. Por um momento, Frank ficou calmo ao ver o pau semi ereto de Gerard brevemente antes do mais velho ficar na posição desejada e ter uma bela visão da sua bunda. Ele permitiu-se aproveitar olhar por um momento, aproveitando a visão dele pálido e sem marcas. Não ficaria assim por muito tempo. Quando Frank terminasse, a pele dele ficaria colorida e machucada.

Frank agarrou a paddle da cama e a posicionou atrás de seu vizinho. "Você vai se arrepender muito disso," ele resmungou antes de usar o utensílio para bater na nádega esquerda de Gerard, forte e sem nenhum aviso.

Gerard arqueou as costas e sibilou de dor, seus dedos afundaram no colchão ao tentar se forçar a permanecer parado e em silêncio. Frank o bateu de novo sem hesitação e até um pouco mais forte do que a primeira vez. De novo, Gerard fez um barulho de dor, sua pele já estava ficando vermelha.

Os dedos do mais novo afundaram no quadril de Gerard enquanto o segurava e usava a outra mão para guiar a paddle. Hoje ele não queria que Gerard contasse ou o agradecesse, na verdade, nem ele estava contando. Ele estava muito bravo para se importar, muito bravo para pensar racionalmente, em algum lugar da sua mente ele sabia que estava sendo irresponsável e um dom nem um pouco bom, mas simplesmente não se incomodou. A paddle colidiu com a pele de Gerard de novo e de novo, o mais velho levou sem nem ao menos uma reclamação, minuto após minuto.

"S-senhor," Gerard gemeu em algum momento entre os golpes. "Senhor, por favor-"

"Cala-a-porra-da-boca, vadia!" Frank gritou com ele, enfatizando cada palavra com um golpe implacável. A bunda de Gerard estava coberta de marcas vermelhas, algumas já ficando violetas, contrastando lindamente com o resto do corpo branco. "Então você pensou que podia me trair, huh? Pensou que podia foder com o Bert para variar? Você é tão puta assim, Gerard, sua bunda é tão desesperada assim por pau?"

"N-não!" Gerard soluçou, os braços tremendo, Frank estava levemente certo de que ele estava chorando de verdade. "Não, senhor, por favor- Isso não é verdade!"

"Eu aposto que é a porra da verdade, puta do caralho!" Frank afirmou enquanto batia no traseiro de Gerard repetidamente. Como ele se atrevia, como se atrevia? Frank assumiu que só poderia ser culpa de Bert, de falar com ele e fazê-lo rir, até mesmo convidá-lo para sair seria aceitável em algum momento. Presumindo que Gerard falasse não, é claro, e ele enganando Frank de boa vontade era uma coisa que o seu cérebro não conseguia processar.

Não é traição, ele não é seu namorado, ele se lembrou pela segunda vez naquele dia, mas talvez isso não fosse tão importante no momento. A única coisa importante parecia ser fazer Gerard se arrepender de até mesmo ter olhado para Bert, machucá-lo até ele implorar por perdão e perceber como deveria se comportar se quisesse ser sub de Frank.

Frank tinha os padrões altos, ele não iria tolerar esse comportamento.

"Senhor, por favor- por favor para-" ele falou sem fôlego, mas Frank nem considerava parar agora. Gerard ainda não tinha sofrido o suficiente.

"Frank!" Gerard gemeu quando seus braços cederam e ele posou de cara no travesseiro. "F-Frank," ele gemeu, quase inaudível. "Frank porra-c-café. Para porra, por favor!"

Levou um segundo para Frank entender o que Gerard tinha falado. Café. A palavra de segurança deles.

Merda.

Ele abaixou a mão, a paddle escapou do seu aperto e ele simplesmente olhou o que tinha feito. Voltar à realidade pareceu um chute no estômago, quando seu cérebro voltou a funcionar de novo ele respirou fortemente atrás do traseiro maltratado do seu vizinho. Não estava sangrando, felizmente, mas algumas partes pareciam estar prestes a fazê-lo.

"Porra, Gerard, eu-" Ele gaguejou, balançando a cabeça perplexo. "Meu Deus, eu sinto muito, você- você está bem?"

"Estou bem," Gerard falou com o rosto ainda pressionado contra o travesseiro. Sua voz parecia rouca e instável, como se ele ainda estivesse chorando. "Só não- não me bate de novo, por favor, Frank, eu te imploro-"

"Não vou," Frank falou rapidamente. Arrependimento encheu seu coração por um instante, ele tocou cautelosamente a parte inferior das costas de Gerard, fazendo carinho. "Sinto muito, eu não queria te castigar tanto. Eu- eu não sei. Desculpa."

Tanto para tentar fazer Gerard respeitá-lo sem temê-lo, e para fazê-lo querer ser seu sub porque gostava dele. Porra, ele se odiaria agora. Por que ele não pensou na coisa toda? Isso era tão incomum da parte dele. Ele nunca perdeu o controle assim e, honestamente, não sabia o que tinha acontecido.

Geralmente Frank planejava seus castigos cuidadosamente, e as recompensas também, é claro. Ele nunca fazia nada apenas intuitivamente, ele sempre tinha uma intenção, um objetivo, não apenas fazer seu sub sentir o máximo de dor possível. O que ele tinha feito era pouco profissional e irresponsável, e ele, honestamente, não sabia o que falar agora, o que também era incomum.

Nunca nenhum sub tinha dito a palavra de segurança antes. Nunca.

"Tudo bem," Gerard falou amargamente num tom que quebrou um pouco o coração de Frank. Exausto, ele levantou-se da cama para ficar desajeitadamente ao lado de Gerard, implorando silenciosamente que ele o perdoasse.

De repente, tudo o que Gerard tinha feito, pareceu desaparecer, mas Frank era o único a se desculpar.

Levou um minuto ou dois até Gerard se sentir capaz de se movimentar. Ele trocou o peso até deitar de lado, cuidadosamente para não tocar em nada com a bunda dolorida. Frank sabia que ficaria doendo por pelo menos meia-semana, talvez mais. Ele mordeu a língua para se impedir de soltar um soluço de auto-piedade, sem querer deixar Gerard ver o quão desesperado ele de repente estava.

"Eu..." ele começou, então decidiu deixar por enquanto até Gerard se recuperar um pouco mais. "Eu vou fazer um chá para você," ele falou em vez disso, já apressando-se para a cozinha. "Você quer açúcar? Alguma coisa para comer?"

"Não, estou bem-" Gerard teve que falar um pouco mais alto para Frank escutá-lo, um corredor os separava. "Na verdade eu não quero nada, eu só... preciso descansar."

Frank balançou a cabeça e ignorou Gerard enquanto preparava o chá rapidamente, também pegando uma maçã fresca e uma jarra de biscoitos para seu vizinho. Ele voltou para o quatro dentro de apenas 3 minutos, oferecendo um sorriso de desculpa enquanto colocava a comida ao seu lado e a xícara no criado-mudo. "Por favor, coma isso. Eu quero que você melhore," ele falou fracamente, sentando-se na borda da cama. Frank assegurou-se de deixar um espaço entre eles. Ele temia que Gerard não desejasse mais seu toque, não depois do que aconteceu.

"Eu... obrigado," Gerard falou, parecendo derrotado. "Se o senhor quer."

Frank arregalou os olhos de choque quando percebeu que Gerard estava achando que ele ainda estava lhe dando ordens. "Ah não, não- nós não estamos... Não precisa me obedecer mais, Gerard. Não foi uma ordem- Eu cometi um erro, eu não deveria ter feito você passar por isso. Eu sinto muito, não quero que você sinta que ainda estou te dominando. Isso nunca deveria ter acontecido."

Ele abaixou o olhar e manteve os olhos na virilha, sentindo-se incapaz de olhar para Gerard. Seu vizinho não falou nada por alguns minutos, o coração de Frank batia irregularmente, ele sentiu que não conseguia mais respirar direito quando um bolo se formou na sua garganta, enviando uma dor para seus olhos, ele estava certo que estava prestes a chorar.

"I-isso significa que você não é mais meu dom?" Gerard então perguntou, a voz tremendo. "Tipo, não mesmo? Nunca mais?"

"Eu... eu sinto que falhei. Isso nunca aconteceu antes, eu- eu me sinto horrível por ter te machucado assim. Porra, eu- você não merece isso."

Gerard pensou por um segundo. "M-mas e se eu quiser que você ainda seja meu dom?"

Frank olhou para cima, estremecendo quando fizeram contato visual pela primeira vez desde quando a punição tinha começado. "Por que você iria querer isso?"

"Porque eu gosto de você," Gerard começou, a cabeça de Frank estava estranhamente vazia, mas ao mesmo tempo pesada. "Eu acho que está fazendo um ótimo trabalho... me dominando."

"Um bom trabalho?" Frank repetiu descrente. "Gerard, um bom dom pensaria nas suas ações com antecedência, não bateria no seu sub até ele falar a palavra de segurança. Não me entenda mal, eu fico feliz que tenha falado, eu não quero realmente te machucar, sabe. Obrigado por me parar. Eu- eu perdi o controle, eu apenas..." Sua voz ficou mais silenciosa a medida que se encontrou incapaz de continuar quando o bolo em sua garganta cresceu.

"Okay, então você perdeu o controle," Gerard ofereceu, parecendo muito melhor agora. "E dai? Você é apenas humano, está tudo bem. Eu vou ficar bem. Eu realmente acho que você está indo muito bem. Você está planejando suas ações, não vem me falar que não, eu posso ver. Por favor não fala que acabou, porque me faria muito falta."

"Pra mim também," Frank admitiu enquanto se forçava a devolver o sorriso que Gerard estava lhe dando. "Eu gosto de você também. Eu só... não sei, estou decepcionado comigo mesmo. Podemos conversar sobre isso mais tarde?"

Gerard assentiu, agora abrindo a jarra de biscoito na sua frente. "Claro. E você teve motivo para exagerar, Frank, eu te entendo."

"Queria não ter perdido o controle," Frank falou. "Na verdade, eu tinha outra coisa planejada. Eu não queria fazê-lo chorar-"

"Tudo bem, pode parar agora. Você teve suas razões."

Frank suspirou, mas assentiu, sem querer parecer auto compassivo, nem começar uma discussão. Ele engoliu forte e forçou o bolo a descer, apenas escutando Gerard comer um biscoito por um minuto.

"Então," Gerard falou. "sobre o Bert-"

"Você não precisa-"

"Eu quero," Gerard interrompeu. "Eu quero esclarecer o que aconteceu. Nós namoramos alguns anos atrás, e para ser honesto, foi meio sério. Mas foi há anos, eu segui em frente, e ele também, e apesar de ter me chamado para sair, eu tenho 100% de certeza que não vamos voltar a ser nada de novo. Acabou, tivemos nosso tempo, agora é um novo momento da minha vida. Um momento que eu prefiro passar com... você. É por isso que eu não vou vê-lo amanhã, eu não quero ele. Eu quero você, confio em você."

"Wow," Frank exalou, atordoado. "Você tá falando sério?"

"Claro que estou. Eu não estaria na sua cama, pelado e comendo biscoito, se não estivesse falando sério. E realmente não me importaria se você... deitasse ao meu lado," Gerard falou, dando uma risadinha e pegando outro biscoito enquanto Frank assentia e o acompanhava na cama, levantando um braço para que ele colocasse a cabeça em seu ombro, abraçando-o sem ter que se mexer muito. "Eles são muito bons, a propósito."

"Eu sei," Frank falou, sorrindo como um maníaco e pegando um biscoito para si também. "Obrigado."

"Por elogiar os biscoitos que você comprou?" Gerard brincou com a boca cheia de migalhas.

"Por confiar em mim," Frank falou mais sério agora enquanto o olhava nos olhos, o sorriso caloroso que Gerard esboço nos lábios em retorno o fez se sentir alegre, feliz; de repente teve certeza que tinha se apaixonado pelo homem.

*

Eles ficaram assim por algum tempo, abraçados, conversando, se perdoando incondicionalmente. A bunda de Gerard ainda doía pra caramba, mas com Frank ao seu lado, fofo e perfeito do jeito que era, a dor era fácil de esquecer. Ele perdeu noção do tempo em algum momento quando se concentrou completamente em Frank, na sua voz, calor e cheiro. E todas as dúvidas que teve, cada energia negativa, desapareceram para nunca mais serem lembradas de novo; agora ele estava com Frank, agora estava feliz.

E, finalmente, Gerard estava recebendo muita atenção. Ele desculpou-se várias vezes, e apesar do quanto Gerard gostava dos seus cuidados e do quanto o bem estar de Gerard parecia importante, ele começou a se perguntar se Frank realmente era tão alheio de como ele gostava ser seu sub. Se isso não tivesse os levado para a posição confortável que estavam agora, Gerard até se arrependeria de dizer a palavra de segurança e, embora Frank tenha lhe assegurado múltiplas vezes que foi o certo a se fazer, Gerard sentiu-se envergonhado por ter sido tão fraco. Assim como Frank se sentiu um péssimo dom, Gerard sentiu-se um péssimo sub por não resistir à punição. Mas seu cérebro não estava funcionando direito naquela hora, bloqueado pela imensa e repetida dor que fez até mesmo sua ereção desaparecer. Geralmente, ele gostava de ser espancado, e isso até o excitaria mais, mas hoje as coisas foram diferentes por algum motivo. As palavras de Frank lhe assustaram, e a palavra acabou da saindo da sua boca antes que ele pudesse ter parado.

Então sim, ele estava decepcionado, mas também muito feliz por aproveitar a companhia de Frank sem qualquer tensão sexual entre os dois. Frank preocupado era realmente fofo; fez chá para ele, trouxe comida, deu uma pomada que fez sua bunda instantaneamente sentir melhor, o abraçou com amor e até acariciou seu braço o que, honestamente, foi uma das melhores sensações do mundo.

Gerard tinha uma enorme paixão por Frank que temia que seu coração pudesse pular para fora com o homem tão perto. Frank era uma pessoa tão incrível, ele continuou perguntando sobre a semana de Gerard, como ele tinha passado, contou como sentiu sua falta, mas realmente não conseguiu encontrar tempo para falar com ele por causa do trabalho, e que aproveitou a oportunidade para testar quanto tempo Gerard aguentaria sem vê-lo, mas se desafiando ao mesmo tempo, porque sim, estava meio desesperado para encontrá-lo de novo, e como mal resistiu a isso. Gerard então contou como foi sua semana, seu humor terrível no serviço, como ficou cada vez mais triste sem vê-lo; contou sobre seu dia, como o trabalho tinha sido especialmente horrível com seu chefe gritando e ele derrubando café em um colega. Ele admitiu ter se masturbado, mas fez um esforço para apontar que foi apenas uma vez na semana, Frank apenas sorriu e falou que ele era tarado para caralho por fazer isso no trabalho; não castigaria Gerard por algo tão pequeno depois do que tinha feito.

"Eu apenas aceitei sair com Bert porque me senti sozinho, Frank," Gerard disse a ele, provavelmente pela terceira vez porque realmente se sentia mal sobre isso. Em contraste com o que Frank estava pensando, o castigo o colocou de volta no lugar, fez ele perceber o que Frank significava e como definitivamente não queria que ele fosse substituído por Bert. Então, basicamente, Frank de algum jeito tinha feito as escolhas certas, alcançado seus objetivos. "Eu pensei que você tinha me esquecido, eu só- eu queria algum tipo de distração, sabe, essa semana foi horrível e eu simplesmente-"

"Está tudo bem," Frank interrompeu, plantando um beijo na testa do outro homem. "Tudo bem. Não vamos mais falar sobre isso, ok? Vamos esquecer."

Gerard sorriu quando os lábios de Frank tocaram sua pele, doce e curto, diferente do que Gerard conseguiu ver dele até agora. "Okay," ele respondeu baixo, pressionando o peito um pouco mais perto no corpo de Frank e acariciando sua bochecha com o polegar. "Nunca mais me deixe esperar tanto, okay?"

"Nunca," Frank prometeu. "sinto muito, eu devia ter passado rapidinho. Eu não devia-"

"Não vamos falar sobre isso também, então," Gerard falou com um sorriso. "Se você não quer ouvir minhas desculpas, vai ter que parar de se desculpar também."

Um sorriso divertido brincou nos cantos das boca de Frank. "Faz sentido, eu acho. Tá bom então, querido."

Durante um tempo, eles permaneceram assim, ambos sorrindo e se beijando quando sentiam vontade, Gerard estava bastante seguro que isso não era mais apenas uma foda casual, o que eles tinham era mais do que isso. Ele tinha sentimentos pelo mais novo há várias semanas, e parecia que Frank se sentia do mesmo jeito, especialmente agora. Gerard esperava que isso não fosse apenas ele ainda preocupado e arrependido por ter perdido o controle, o que poderia ser de fato, mas pensaria nisso mais tarde. Ele descobriria alguma hora, talvez não hoje, talvez não amanhã, mas certamente queria acreditar que poderia haver algo entre os dois.

Claro que ele gostava de fodido por Frank, dominado, só isso já estava o deixando feliz, um de seus maiores sonhos se tornou realidade. Inferno, era exatamente o que ele precisava, mesmo que isso significasse hematomas na bunda e ter que esperar uma semana para vê-lo de novo, mas mesmo assim, o deixava feliz. Talvez fosse estranho deitar ao lado da pessoa que te tratou do jeito que Frank tinha o tratado, pacificamente e abraçados, mas Gerard estava feliz, e pela primeira vez na semana realmente se sentiu incrível.

A cama que estavam deitados guardava muitas memórias, apesar de Gerard não ter podido ver devido à venda nos olhos durante metade do tempo, mas nessa cama Frank o fez se dedar para ele, nessa cama tinha cavalgado no pau dele, e também o fodeu em tantas outras posições, forte e duro, do jeitinho certo. Gerard sentiu as palmas ficando suadas e mordeu o lábio para lutar contra a sensação de uma ereção surgindo; Frank notaria imediatamente porque, apesar do cobertor que os cobria, ainda estava pelado, e sua virilha estava perigosamente perto de Frank. Mas aquelas memórias, Deus, era exatamente a mesma coisa do sábado de manhã, apenas com a leve diferença de que agora havia muito mais o que repetir na cabeça, memórias que não iam embora, inevitavelmente o deixando excitado, apesar de não querer uma ereção agora, queria apenas aproveitar o momento. Ele nem sentia o desejo de fazer sexo, mas quanto mais pensava sobre isso, mais percebia que sim, merda, ele queria fazer sexo, queria ser fodido no colchão e no chão, não importa, queria ser sufocado e machucado, sem sequer ser importar com a bunda dolorida.

"Sabe de uma coisa," Frank falou baixinho, interrompendo Gerard na linha de pensamentos, Gerard não pôde deixar de olhar um pouco culpado, como se tivesse sido pego no flagra. "Devíamos fazer isso mais vezes. Apenas conversar, digo, eu gosto de passar o tempo com você. Não que eu não goste de transar com você, mas isso é muito bom também. Seria cruel pedir... pra você ir ao cinema comigo amanhã?"

Gerard corou com as palavras dele, encontrando-se incapaz de responder por cerca de dez segundos. Esse homem era ouro. "Eu- yeah. Quer dizer, não, não seria cruel, claro. Eu, quero dizer, sim, eu adoraria ir ao cinema com você, eu-"

Frank sorriu e o fez parar de gaguejar com um beijo curto nos lábios. "Ótimo. Mas tenho que trabalhar amanhã, e você também, né? Eu posso sair por volta das 3. Quando você acha que pode?"

"Hum, eu chego em casa por volta das 4. As 5 parece bom?"

"Sim! Isso é ótimo, baby." Frank concordou e beijou a testa do outro de novo.

Gerard corou, sentindo-se um pouco estranho por ficar excitado enquanto Frank estava pensando algo tão adorável. "Estou ansioso."

"Eu também," Frank afirmou com uma pequena risada antes de beijar os lábios de Gerard, por mais tempo dessa vez, apaixonado. Gerard sorriu no beijo, respirando o aroma de Frank e deixando seus pulmões de encherem com ele, os dedos de sua mão direita passaram pelos cabelos do outro gentilmente ao perceber o que tinha acabado de acontecer.

Ele tinha um encontro com Frank Iero.

Frank se preocupava com ele. Frank queria levá-lo em um encontro.

Sentindo-se encorajado, decidiu pular para cima de Frank, sem se importar que agora ele definitivamente notaria sua ereção. O mais novo ficou surpreso no começo, mas ajudou Gerard puxando-o suavemente, sem desconectar os lábios nenhuma vez. A bunda de Gerard doeu com o contato, mas a pomada que tinham passado mais cedo ainda refrescava sua pele, então não era tão ruim.

Demorou um segundo para Frank perceber que o pau de Gerard estava duro, Gerard sabia que ele tinha percebido quando começou a sorrir no beijo e afundou os dedos na pele de seu quadril um pouco mais forte. "Alguém gosta da ideia de passar mais tempo comigo?"ele provocou, sua voz ligeiramente rouca.

Gerard assentiu, lentamente girando os quadris na virilha de Frank. A dor atravessou seu corpo quando o jeans esfregou contra as marcas na sua bunda, apenas agora percebeu o quanto ainda doía, ele sibilou de dor e rapidamente parou o movimento.

"Você tá bem?" Frank perguntou, preocupado, e interrompeu o beijo.

"Eu- estou bem," Gerard ofegou, desesperado para sentir novamente os lábios de Frank.

"Tem certeza que quer- quero dizer, sua bunda-"

"Só me beija, por favor," Gerard demandou com um gemido meio suprimido, "por favor, eu preciso de você."

Frank assentiu e parou de discutir, completamente indulgente em beijá-lo agora. Gerard gostou de estar no comando por uma vez; ele iniciou alguma coisa, ele estava em cima, ele tinha basicamente ordenado que Frank o beijasse. No entanto, se sentiu estranhamente fora do lugar, e enquanto continuava rolando os quadris, muito mais cuidadoso agora, esperava que Frank entrasse novamente em seu papel de dominante.



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