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História Nem mesmo na velhice - Capítulo 1


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Notas do Autor


OIE MEUS BEBES, TUDO BEM? QUAL A BOA? TUDO EM CIMA? E AS AULAS?
Gente, trouxe outra Ereri eles sendo idosos. Que coisa fofa!
Foi desafio pra mim! Mas amei em fazer! Muito obrigada pelo carinho. @Hirohiko amou, riu e gostou muito. Já disse que a minha esposa é o ser humano mais lindo que conheci?

Capítulo 1 - Capítulo Único


Naquele finalzinho de tarde, Eren Jaeger estava sentado em um banquinho com o seu melhor amigo, Armin Arlet. Os dois idosos jogavam conversa fora, falando de qualquer assunto que surgisse. 

— Onde está o seu marido, Eren? — perguntou Armin.

— Foi na capital resolver a matrícula dos nossos filhos na faculdade. Eu iria, mas devido a dor na minha coluna, a catarata em meu olho esquerdo está horrível e a minha bexiga está mais frouxa que uma torneira aberta. Então, o Levi disse que era melhor eu ficar em casa, ainda mais com esse vírus circulando.

— Ele vai demorar muito?

— Tem cinco dias que ele foi com os gêmeos. Levi iria providenciar uma casa alugada, fazer o mercado, abrir uma conta no banco pros meninos e realizar a matrícula deles na faculdade. Hoje pela manhã quando ele me ligou, disse que ficaria por mais uma semana.

— Você sabe que não pode sair de casa, não é Eren? Você é do grupo de risco, a sua saúde também não está quando você tinha os seus vinte anos. Você já tem setenta anos, Eren. 

— Virou o meu marido? Armin, você também não é um garotão de quinze anos. Pelo o que eu sei, você tem sessenta e cinco anos.

Armin não disse mais nada, os dois ficaram vendo as pessoas passeando na rua. Naquele horário era normal sair para fazer um exercício físico ou fazer alguma compra no mercadinho. Eren começou a falar sobre o futebol que passou ontem na televisão. O Jaeger criticava que os jogadores estavam se arrastando no campo, pareciam que nem tinham comido feijão, os jogadores jogavam igual uma lombriga, aos olhos de Eren. Armin também concordou com o amigo, já que torciam para o mesmo time, mas a conversa foi interrompida por Sasha e Jean.

— Sua múmia, você não devia estar em casa? — Jean disse para Eren.

— Você não deveria estar em um asilo para cavalos? Virou o meu filho, foi?

— Seu saco de ossos, sabe que todos nós somos do grupo de risco, não? Acha que é o Harry Styles? Você está mais pro Elton John. — retrucou Jean.

— Seu saco de ossos, vai caçar uma cova, vai! 

Os dois começaram a discutir, não seria nenhuma novidade que os dois idosos viviam discutindo desde de que eram jovens. Era uma velha e boa amizade. Enquanto eles batiam boca, Sasha se aproximou de Armin com a sua bengala em mãos.

— Vamos comer bolo? Eu acabei de fazer um bolo e passar aquele café. Você quer? — disse a senhora.

Toda a vizinhança sabia que a velhinha gentil e carinhosa tinha diabetes, e ela não poderia comer nenhum doce. Por mais que seu marido, os filhos e os netos tentassem impedir dela comer algum doce, era impossível. Sasha dizia que era melhor morrer pela boca de tanto comer, do que morrer de infarto. 

— Quero. — disse o idoso.

— Você quer bolo e café, Eren? Posso pedir para algum dos meus netos ou o capeta do meu marido para trazer para você. — Sasha olhou para Eren que ainda discutia com Jean.

— Por que não?

— Sua assombração, vim chamar você para jogar um dominó na pracinha. — falou Jean para o moreno.

— Vou sim, apenas para jogar na sua cara que ainda sou o melhor jogador!

— Vai coçar as suas frieiras, Eren! 

Após essa situação, os quatros velhinhos foram na casa de Sasha comer um bolo, depois caminharam para a pracinha do bairro. Os idosos querem apenas jogar um dominó, baralho e o jogo do bicho sem nenhuma preocupação com as contas ou algo do gênero.

[...]

Quando Levi recebeu várias fotos de Eren, que foram enviadas por Mikasa, o idoso queria esfolar a cara enrugada do seu marido no asfalto. O Ackerman estava dando duro em resolver a situação dos seus filhos, para Eren ficar na vagabundagem com o grupo da terceira idade. O mundo estava enfrentando uma pandemia e o esposo deveria ficar em casa. Quando você envelhece, ganha diversas doenças. O seu marido não era um garoto de vinte anos que exalava macho alfa, era um idoso de setenta anos com os dois pé na cova.

— Aquele velho sem vergonha! Eu vou matar o pai de vocês! — disse Levi enfurecido.

— Papai, se acalme. Talvez, o pai tivesse saído de casa para dar uma volta na rua. — disse Eren Júnior. 

— Não venha defender aquele traste, Eren. Ele pode ser seu pai, mas, ainda é meu marido e posso quebrar o que ele chama de coluna com o cabo de vassoura!

Os gêmeos acabaram se olhando, sabia que quando Levi ficava furioso era melhor sair correndo e nem dizer nada, caso não queria algo sobrando para eles. Rivaille se aproximou do pai, rezando para que não fosse conhecer Jesus pessoalmente.

— Pai, por que você não liga? — perguntou Rivaille receoso.

— Não! O safado do seu pai vai acabar me enrolando. Sabe que me preocupo com a saúde dele, não quero nem imaginar a minha vida sem o seu pai. Vocês e ele são as pessoas que eu mais amo no mundo.

O casal tinha cinquenta anos de casados, os dois tinham muita história para contar. Há vinte anos atrás eles decidiram que era a hora de ter filhos. Foi um longo processo para adoção dos seus meninos. Rivaille Ackerman-Jarger e Eren Ackerman-Jarger Junior são gêmeos univitelinos. Quer dizer que os irmãos são idênticos, chegando até a confundir quem são na época da escola por seus colegas. Eles foram aprovados em uma universidade federal, sendo que era na capital e eles moravam em um pequeno município do estado de Rose.

Levi veio resolver as situações burocráticas para os seus meninos. O Ackerman já tinha alugado um bom apartamento que era perto da faculdade e com bom acesso para o mercado e a farmácia. O idoso tinha dito para o seu marido que voltaria daqui uns dias, sendo que o Ackerman retornaria no dia seguinte. O ex-militar já tinha resolvido quase tudo para os seus filhos, ele só não queria ter que se despedir dos seus filhotes. Levi e Eren eram bastante apegados com os seus meninos. Tanto é que foi difícil para os dois deixarem os meninos fazerem faculdade na capital, por mais que soubesse que era para o futuro deles. 

O casal foi bem sucedido em suas carreiras, Eren como um dos melhores médicos do município e Levi como capitão do exército, que realizou muitos feitos. Devido terem uma boa situação financeira, eles investiram muito na educação dos seus filhos. Colocando nas melhores escolas e fazendo tudo o que é preparatório. Rivaille queria seguir os passos do seu pai Eren, o mesmo passou em medicina, enquanto Eren Júnior foi para o direito. 

— O senhor vai fazer o que? — perguntou Rivaille, enquanto temperava um suco para o seu pai. 

Uma coisa que os seus pais ensinaram, foram para ser independentes. Devido a essa criação, os gêmeos sabiam fazer diversos trabalhos domésticos. Ainda mais que Levi possui TOC. Os meninos sabiam arrumar a casa, cozinhar, cuidar das plantas, mexer na eletricidade, fiação e os canos da casa.

— Chutar aquela canela seca do seu pai! 

Os meninos não disseram mais nada, tinham muita coisa para organizar e aproveitar a presença com o seu pai que iria embora no dia seguinte.

[...]

Armin, Eren, Jean e Sasha estavam na pequena pracinha do bairro. O grupo de idosos foram para jogar um dominó, mas eles estavam apostando com dinheiro. No momento, Jean e Eren jogavam as peças sobre a mesa, enquanto Sasha e Armin comiam bolo de cenoura com cobertura de chocolate. A glicose dos dois gritava mais que sapo com dor de barriga. A velhinha sabia que não poderia comer nenhum doce ou salgado, os seus médicos receitaram comer somente verduras, legumes, frutas e sopa sem sal. 

Sasha sabia que logo a morte viria buscá-la, por isso que ela aproveitava comendo. O satanás do seu marido, Connie vivia repreendendo a sua mulher. Porém ela apenas mandava ele se lascar e os filhos ela ameaçava dar umas chineladas nas suas costelas. Armin era um senhor de idade viúvo, a sua esposa tinha falecido há cerca de dez anos, deixando ele com três filhas. As suas duas meninas já eram casadas e moram com os seus maridos, a sua filha caçula decidiu que cuidaria do seu pai. Por mais que Armin falasse que não precisava de cuidados, sendo que as suas filhas sempre davam um jeito em aparecer em sua casa ou ligar para ele.

Jean é casado com Mikasa, cunhada de Eren, o casal tinha dois filhos. Sendo que a sua filha mais velha morava em outro país por conta dos estudos e o caçula ainda morava com os pais, já que ele era responsável pela oficina mecânica dos pais. Mikasa era uma senhora muito  reservada, quase não saindo de sua casa. Sendo que Jean gostava muito de passear com os amigos na pracinha, porém o mesmo tinha hora para voltar para casa. Se não chegasse no horário combinado, a Ackerman buscaria o seu marido com um galho de goiabeira em mãos.

— Perdeu mais uma vez, Matusalém. — zombou Eren para o seu amigo.

— Você que roubou, sua sucata! — retrucou o outro. 

— Melhor você trocar os seus óculos por garrafas de vidro, pois você não está vendo a sua derrota. 

— Vamos de novo! Dessa eu ganho!

— Ganha outra derrota… — A fala de Eren foi interrompida por outra pessoa.

— Posso saber o que você está fazendo aqui, Eren Ackerman-Jarger? 

Os quatros idosos olharam para o baixinho que não parecia estar de bom humor. Levi estava de braços cruzados, os olhos acinzentados afiados e sua expressão cansada mostrava o seu desânimo e fúria. 

— Oi, meu pedacinho de estresse. Como foi a viagem, meu cajuzinho? — Eren sentiu que poderia morrer a qualquer momento. O seu marido não estava com bom humor. 

Dizem que na velhice, você sofre bastante alterações de humor. Aos olhos de Eren, Levi não teve nenhuma alteração de humor, já que desde que eram jovens o seu marido tinha o temperamento de um javali. 

— Eu estava em outra cidade, resolvendo os assuntos dos nossos filhos, morrendo de preocupação com você e o bonito fofocando. Sabia que estamos em uma pandemia e todos nós aqui somos do grupo de risco?!

— Xuxuzinho…

— Eren, você não pode morrer agora. Ainda tem que pagar a faculdade dos seus filhos e ver os dois se formarem. Se você inventar de morrer, eu trago você de volta! Agora vamos para casa, caso contrário, jogo uma panela de pressão na sua cara!

O Jaeger não disse mais nada, simplesmente se levantou e foi seguir o seu marido.

— Vocês acham que são imortal? Vão cuidar de levar às suas cuecas. — Levi disse para Jean e Armin. 

Sasha apenas ria da situação, até a sua dentadura acabar caindo no chão. Enquanto iam para a sua casa, Levi dava bastante sermão em Eren e ameaçava quebrar o que ele ainda tinha de costelas com um galho de graviola. O idoso de olhos verdes queria encher o seu marido com beijinhos em seu rosto enrugado. 

No final, Levi repreendia o seu marido. Eren apenas se sentia feliz em ouvir o baixinho brigando consigo, pois sentiu muitas saudades do seu velhinho rabugento. 


Notas Finais


Eu amo os meus bebês. Muito obrigada por tudo amores. A TITIA gosta de vocês.
Um abraço, se cuidem e até mais!


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