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História Nem sempre a melhor escolha (Repostada) - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Capítulo 10


Harry gostaria de poder esquecer o que vira no espelho com a mesma facilidade, mas não conseguiu. Começou a ter pesadelos. Sonhava repetidamente com o dia do enterro de Christina, e no dia em que Camille foi embora.

-Então, o que descobriu? – Theodore pergunta ansioso após se sentar ao lado dele na mesa da sonserina.

O recesso havia acabado nesse dia, mas os alunos retornaram a Hogwarts no dia anterior. Foram recebidos com um grande banquete que Dumbledore mandou ser preparado; havia peru defumado, purê de batata com molho, pernil assado, rabanada, panetone...

-Descobri que não devemos nos envolver – Harry falou baixinho para Theodore, para que apenas ele pudesse ouvir.

-Por quê? – o garoto perguntou contrariado. Harry nunca diria que achou graça do amigo, que parecia agora uma criança emburrada.

-Porque há um Cérbero do outro lado da porta, protegendo um alçapão. Se ele é a primeira defesa, já que provavelmente há outras, não vale a pena correr o risco. – Harry diz e enche uma xícara com café, e derrama leite em seguida. Theodore estava pálido pelo que ele falou. – Mas se você quiser arriscar, posso sugerir uma série de encantamentos para que...

-Não, obrigado – Theodore falou rápido, e enfiou uma das rabanadas que sobraram do jantar e estavam sobre a mesa para o café na boca. Harry riu do amigo, bebendo um pouco do café.

Estava meio amargo ainda, mas resolveu não pôr açúcar. Assim já está bom.

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Harry estava andando pelos corredores, em direção ao salão principal. Estava na hora do chá da tarde, então teria cerca de duas horas para poder comer algo e voltar para a aula, que agora seria de Transfiguração. Tomaria apenas um chá de hortelã e comeria alguns biscoitos junto a Neville e seus amigos lufanos, que tinham muitos, dados por Justino Finch-Fletchley que havia os trazido de casa no feriado.

Daphne e Theodore resolveram ir até Snape para pedirem autorização para usar o laboratório de poções para aulas extras, mas, é claro, sem a instrução do diretor da Sonserina.

Naquele momento, Neville cruzou aos tombos o corredor. Como conseguira subir a pequena escada que há no desnível do corredor ninguém sabia, porque tinha as pernas grudadas pelo que ele imediatamente reconheceu ser o Feitiço da Perna Presa. Devia ter precisado andar aos pulos como um coelho até ali.

Todo o mundo caiu na gargalhada menos Harry, que andou até o amigo e lançou o contrafeitiço. As pernas de Neville se separaram e ele se endireitou, tremendo.

– Que aconteceu? – perguntou Harry, levando-o para se sentar com ele perto de uma das árvores na área aberta ao lado do corredor.

– Adrien – disse Neville com a voz trêmula. – Encontrei-o na saída da biblioteca. Ele disse que estava procurando alguém em quem praticar o feitiço.

Os olhos de Harry brilharam com grande intensidade. Adrien. O garoto estava o irritando há tempos, com piadinhas e com pequenas sabotagens. Só não havia feito nada porque nenhuma havia lhe incomodado realmente, mas essa definitivamente atingiu essa marca. Ninguém, absolutamente ninguém, pode mexer com seus amigos, nem que fosse o próprio Dumbledore.

Harry apalpou o bolso de suas vestes e tirou um sapo de chocolate, o último dos muitos que Hermione lhe dera no Natal. Deu-o a Neville, que estava com cara de quem ia chorar.

– Você vale doze Adriens – disse Harry. – Você vai reclamar com a prof.ª Sprout, não vai?

Neville não respondeu, apenas balançou a cabeça de um lado para o outro.

-Não quero confusão – o lufano falou.

Harry soltou um suspiro, se levantando. Ajudou o amigo a se levantar e acenou com a varinha, fazendo as roupas, mãos e rosto dele ficarem limpas, e as roupas desamassarem. Ele havia caído bastante até o momento, então estava sujo e a roupa bem amassada. 

--Vá atrás de Ernie, Susan, Ana e Justino. Eles vão lhe dar algo para se acalmar – Harry falou, com o rosto sem emoções mas com a voz macia para o amigo.

--Até depois, Harry... – Neville fala e passa a andar para longe, em direção ao corredor onde fica o Porão da Lufa-Lufa.

Harry observou o amigo saindo, e após ele desaparecer o clima ao redor dele pareceu esfriar enormemente. O frio, que fazia a espiração virar névoa, ficou pior. Os alunos próximos começaram a tremer de frio.

Harry estava muito furioso, e a sua magia estava reagindo a isso. Uma veia em sua têmpora esquerda saltou, e pulsava. Passou a andar em direção a biblioteca. Se Adrien ainda estiver lá ele vai ser jogado da janela do local, que está no segundo andar.

(N/A: a biblioteca de Hogwarts está na verdade localizada no primeiro andar, mas eu resolvi colocar no segundo. Vou olhar os outros capítulos e se tiver algum erro de concordância eu vou corrigir.)

Entrou na biblioteca e cumprimentou Madame Pince, que lhe mandou um sorriso e balançou a cabeça. Ele é um frequentador da biblioteca, e quando tem algum período vago ele ajuda Pince a organizar o local. Ela o aprecia muito, junto de Hermione Granger, que possui um grande amor pelo lugar, tão grande se não maior que o da bibliotecária.

Harry procurou rapidamente e localizou Adrien, que estava sentado em um canto da biblioteca com Weasley e uma garota de cabelos negros que ele demorou para reconhecer, mas logo percebeu ser Catarina Black, filha de Sirius Black e uma grifinória excepcional. Ele não havia notado a garota até antes do feriado. A garota é uma ótima aluna; notas acima da média, boa aptidão mágica e comportamento mais ou menos exemplar (muito acima dos outros grifinórios, pelo menos). Ele não a via muito, mas notou que ela fazia parte do grupelho de amigos de Adrien. A imagem dela enfureceu Harry.

Ele havia procurado sobre Sirius Black, já que o homem era seu padrinho e poderia ter cuidado dele ao invés de ser enviado para os Dursley. Olhou sobre a carreira do homem no Ministério da Magia, com a ajuda de Theodore e Daphne, que conseguiram material sobre. Viu que o homem tinha uma carreira bem ativa, e que participava de muitas missões. Harry chegou a conclusão de que o homem não poderia ficar com ele, já que com tanto trabalho não deveria sobrar muito tempo para cuidar de uma criança.

Contudo, achou um artigo que falava sobre o casamento de Sirius Black com uma sangue-puro alemã, chamada Belinea Von Bellini. Toda a compreensão que tinha sobre a falta de tempo do homem foi por água abaixo, e quando leu que ele teve uma filha com a mesma idade dele toda consideração desapareceu completamente. Ele agora desprezava firmemente o homem. Ver que ele também tivera mais filhos além de Catarina cresceu a raiva dele de forma geométrica.

Harry andou em direção ao trio, mas recuou quando Adrien pulou de supetão.

– Encontrei! – Adrien murmurou, animado. Harry deslizou para detrás de uma estante, para ouvir. Viu que o irmão segurava algo, que reconheceu como sendo a parte da embalagem dos sapos de chocolate com a figurinha. – Encontrei Flamel! Eu disse a vocês que tinha lido o nome dele em algum lugar. Li-o no trem a caminho daqui. Escutem só isso: O Prof. Dumbledore é particularmente famoso por ter derrotado Grindelwald, o bruxo das Trevas, em 1945, e ter descoberto os doze usos do sangue de dragão, e por desenvolver um trabalho de alquimia em parceria com Nicolau Flamel.

Catarina arregalou os olhos, e pegou sua bolsa, que estava ao lado do sofá em que se sentava. Abriu-a e revirou seu interior, até puxar um livro grosso que jogou em cima da mesa entre eles. Os garotos (incluindo Harry) pensaram que a mesinha iria quebrar, mas não houve nem o barulho do baque.

-Eu levei esse livro para poder me distrair durante o feriado – Catarina falou, enquanto abria o livro.

– Distrair? – perguntou um chocado Rony, mas Catarina mandou-o ficar quieto, enquanto procurava alguma coisa e começou a folhear as páginas do livro, ansiosa, resmungando para si mesma.

Finalmente encontrou o que procurava.

– Eu sabia! Eu sabia!

– Já podemos falar? – perguntou Rony de mau humor. Catarina não lhe deu resposta.

– Nicolau Flamel – sussurrou ela teatralmente – é, ao que se sabe, a única pessoa que produziu a Pedra Filosofal.

A frase não teve bem o efeito que ela esperava.

– A o quê? – exclamaram Adrien e Rony. Harry quase bateu na própria testa. Até trouxas sabiam sobre a Pedra Filosofal.

– Ah, francamente, vocês dois não leem? Olhem, leiam isso aqui.

Ela empurrou o livro para os dois, que leram:

O antigo estudo da alquimia preocupava-se com a produção da Pedra Filosofal, uma substância lendária com poderes fantásticos. A pedra pode transformar qualquer metal em ouro puro. Produz também o Elixir da Vida, que torna quem o bebe imortal.

Falou-se muito da Pedra Filosofal durante séculos, mas a única Pedra que existe presentemente pertence ao Sr. Nicolau Flamel, o famoso alquimista e amante da ópera. O Sr. Flamel, que comemorou o seu sexcentésimo sexagésimo quinto aniversário no ano passado, leva uma vida tranquila em Devon, com sua mulher, Perenelle (seiscentos e cinquenta e oito anos).

– Viram? – disse Catarina, quando Adrien e Rony terminaram. – O cachorro deve estar guardando a Pedra Filosofal de Flamel! Aposto que ele pediu a Dumbledore que a guardasse em segurança, porque são amigos e ele sabia que alguém andava atrás dela, esse é o motivo por que Dumbledore quis transferir a pedra de Gringotes.

– Uma pedra que produz ouro e não deixa a gente morrer! – exclamou Adrien. – Não admira que Snape ande atrás dela! Qualquer um andaria.

– E não admira que não conseguíssemos encontrar Flamel em Estudos dos avanços recentes em magia – disse Rony. – Ele não é bem recente, se já fez seiscentos e sessenta e cinco anos, não é mesmo?

Eles então passaram a conversar sobre como roubar a pedra. Harry afastou-se em silêncio, com um sorriso malicioso beirando seus lábios. Ele também estava com vontade de rir. Como eles acham que Snape que quer roubar a pedra?, Harry se perguntou.

Snape já odeia a vida, e não precisa se preocupar com dinheiro, já que o salário de professor de Hogwarts é ridicularmente alto e ele também produz poções para St. Mungus.

Harry agora ficou pensando sobre a Pedra. Mística, antiga e com propriedades muito especiais. O elixir da vida é bem misterioso, e pode conter vários segredos não só mágicos mas como físicos e químicos. Harry não precisa se preocupar com dinheiro, afinal, ele tem um cofre cheio de ouro só dele, mas também deseja criar um pouco para ver a diferença entre ouro normal e artificial.

Estava muito curioso, muito interessado em saber também do que a pedra é feita. Ela parece ser muito interessante e, mesmo que não use com a mesma finalidade usual (viver para sempre e enriquecer), ele pretende adquirir a pedra para poder estudá-la.

Outro sábado logo chegou, e com ele outra partida de Quadribol. Dessa vez era Grifinória contra Corvinal.

Os sonserinos estavam organizados na área esquerda da arquibancada, na ponta direita. Na outra ponta estavam os grifinórios. Entre eles estavam os lufanos e corvinais, sendo que os lufanos estavam ao lado dos sonserinos e os corvinais ao lado dos grifinórios.

Harry estava no alto da arquibancada, com Theodore e Daphne ao seu lado. Estavam sentados nos últimos assentos, o que evitava que alguém pudesse bloquear duas visões ou gritarem em suas nucas. Malfoy era danado para fazer isso com os outros, comemorando enquanto assistia algum jogo. Theodore mencionou que ele quase se irritou tanto com o loiro (que nem sequer parecia perceber o que fazia) que quase o lançou da arquibancada no campo, mas que não o fez porque sabia que receberia uma detenção grosseira, e se acontecesse o que ela queria (Draco se quebrar em quatro no chão) ele seria expulso. Harry apenas achou graça do amigo, e Daphne balançou a cabeça negativamente.

--Por que você veio mesmo, Harry? – Daphne pergunta curiosa.

-É que da última vez quase mataram Adrien – Harry disse, enquanto encarava com seus binóculos os times entrarem em campo com madame Hooch os esperando no meio dele. – Quero estar presente caso dessa vez haja sucesso. – falou e observou Flint e Wood apertarem as mãos de forma grosseira e agressiva.

-Você não tem jeito – Daphne fala e suspira. Harry sorride forma inocente para ela.

A partida seguiu, e Harry logo ficou carrancudo. Não durara nem cinco minutos e Adrien já havia pego o pomo dourado. Malfoy estava chutando a proteção da arquibancada, furioso. Os grifinórios gritavam do outro lado, comemorando sobre estarem agora em primeiro na corrida pela taça de Quadribol.

-Inferno, por que o Quadribol não tem alto risco de morte? – Harry perguntou resmungando, enquanto descia as arquibancadas em direção ao castelo de novo. Theodore também estava carrancudo, mas não pelo mesmo motivo que ele. Daphne apenas os encarou impassível. Ela estava sem expressar nada porque se ela permitisse algo sair ela iria rir deles.



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