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História Nem sempre a melhor escolha (Repostada) - Capítulo 13


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Notas do Autor


Vou postar agora só amanhã.

Capítulo 13 - Capítulo 13


(N/A: preparem um lenço porque alguns chorarão. Ao menos eu chorei escrevendo. Aliás, é o último capítulo do primeiro ano.)

-Você não vai. – Daphne falou, enquanto puxava Harry pela capa pelos corredores.

-Ah, Daphne, por favor, só terei uma chance dessas na vida – Harry choramingou enquanto tentava se soltar da garota, que segurava firmemente a capa. Theodore estava do lado dela, sem dizer nada. – Ajuda, Theo!

O outro garoto apenas balançou a cabeça negativamente.

-Já se esqueceu que sou sonserino? – perguntou. – Eu primeiro.

-Mione! – Harry choramingou para a amiga que estava do outro lado.

-Sou grifinória, mas não sou burra – a garota falou divertida do lado de Daphne.

-Daph, por favor, é uma chance única! – Harry choramingou novamente.

-Harry, já lhe disse: ver Adrien morrer não é uma forma de entretenimento e não vale a pena se você também puder morrer no processo. – Daphne falou, ainda puxando o amigo, que choramingava.

Haviam a pouco ouvido que Adrien e seus amigos estavam indo invadir a sala proibida do terceiro andar para proteger um pedra (que só Harry sabia do que se tratava), e Harry, que conhecia os perigos, estava determinado em seguir para ver se morreriam ou não.

Harry seguiu todo o caminho até o salão principal choramingando.

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-Hermione, largue esse livro. – Daphne ordenou.

-O que? Por quê? – a garota de cabelos espessos perguntou confusa.

-Os exames já passaram, largue esse livro agora – Daphne falou enquanto tentava puxar o livro das mãos de Hermione. Ver a garota lendo mesmo após os exames dava agonia nela.

-Nunca! – Hermione falou enquanto puxava de volta para si.

O livro escorregou as mãos de Daphne e Hermione começou a correr de um lado para o outro, com a sonserina atrás de si.

-Pare de ficar lendo o tempo todo e vá brincar com algo! – Daphne falou correndo atrás de Hermione com os braços estendidos para segurar a garota.

-Prefiro morrer do que passar menos tempo lendo! – Hermione falou correndo mais rápido.

Theodore deu uma risadinha enquanto via a cena e Harry apenas balançou a cabeça negativamente, com um sorriso no rosto. Eles estavam sentados sob as folhas de uma árvore, que projetavam sombra sobre eles. Estavam descansando e Harry falou para eles sobre o que ouvira na enfermaria quando foi buscar uma poção para dor de cabeça.

Ele disse que viu Adrien e os Potter lá, juntos a Dumbledore e um homem que ele supôs ser Sirius Black. Ouviu apenas parte da conversa, mas percebeu que Dumbledore disse que estava orgulhoso do garoto e mencionou algo sobre apenas alguém que não quisesse usar a pedra poderia obtê-la. Os amigos de Harry não entenderam, mas ele entendeu perfeitamente. Contudo, isso também o deixou intrigado.

Dumbledore tinha um bom plano; ele queria pesquisar que tipo de encantamento o diretor usou no espelho para ter que haver essa situação específica. Ele também ficou curioso; ele queria usar a pedra, então como conseguiu pegá-la?

Então notou; ele não queria usar ela para ter seus privilégios (ouro infinito e vida infinita), apenas queria usá-la para estudar. Um sorriso surgiu em seu rosto; realmente, ele deveria ser um Corvinal.

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– Mais um ano que passou! – disse Dumbledore alegremente. – E preciso incomodar vocês com a falação asmática de um velho antes de cairmos de boca nesse delicioso banquete. E que ano tivemos! Espero que as suas cabeças estejam um pouquinho menos ocas do que antes... vocês têm o verão inteiro para esvaziá-las muito bem, antes do próximo ano letivo.

“Agora, pelo que entendi, a taça das casas deve ser entregue e a contagem de pontos é a seguinte: em quarto lugar Grifinória, com trezentos e doze pontos; em terceiro, Lufa-Lufa, com trezentos e cinquenta e dois pontos; Corvinal, com quatrocentos e vinte e seis; e Sonserina com quatrocentos e setenta e dois pontos.”

E uma tempestade de pés e mãos batendo irrompeu da mesa de Sonserina. Era uma cena muito engraçada, na opinião de Harry.

Malfoy soltou um grito animado, e Theodore havia se levantando e batia palmas com força. Daphne fingia elegância, mas ela na verdade estava batendo palmas selvagemente. Harry lançou um olhar sobre o resto da mesa e ficou encantado: Aleister estava comemorando baixinho com Flint e outros alunos próximos; a maioria dos primeiranistas estavam eufóricos. Os sétimos anos estavam com sorrisos felizes e orgulhosos. Harry achou uma cena confortável; seus amigos felizes e sua casa animada. Isso era raro, bem raro; no ano inteiro apenas viu uma vez, e foi quando a Sonserina ganhou da Corvinal de forma esmagadora.

Pegou um pedaço de chocolate que tinha em um dos bolsos e comeu, saboreando em dobro pela situação agradável.

– Sim, senhores, Sonserina está de parabéns. No entanto, temos de levar em conta os recentes acontecimentos.

A sala mergulhou em profundo silêncio. Harry virou a cabeça para encarar o diretor.

– Tenho alguns pontos de última hora para conferir. Vejamos. Sim...

Não, ele não faria isso...

“Primeiro: ao Sr. Ronald Weasley...”

O rosto de Rony se coloriu de vermelho-vivo; parecia um rabanete que apanhara sol demais na praia.

– ... pelo melhor jogo de xadrez presenciado por Hogwarts em muitos anos, eu confiro à Grifinória cinquenta pontos.

Os vivas da Grifinória quase levantaram o teto encantado; as estrelas lá no alto pareceram estremecer. Ouviram Percy dizer aos outros monitores: “É o meu irmão, sabem! O meu irmão caçula! Venceu uma partida no jogo vivo de xadrez de McGonagall!”

Finalmente voltaram a fazer silêncio.

– Segundo: à Srta. Catarina Black... pelo uso de lógica inabalável diante do fogo, concedo à Grifinória cinquenta pontos.

Catarina escondeu o rosto nos braços; Harry teve a forte suspeita de que caíra no choro. Os alunos da Grifinória por toda a mesa não cabiam em si de contentes – tinham subido cem pontos.

– Terceiro: ao Sr. Adrien Potter. – A sala ficou mortalmente silenciosa. – Pela frieza e excepcional coragem, concedo à Grifinória sessenta pontos.

A balbúrdia foi ensurdecedora. Os que conseguiam somar enquanto berravam de ficar roucos sabiam que Grifinória agora chegara a quatrocentos e setenta e dois pontos – exatamente o mesmo que Sonserina. Precisariam sortear a taça das casas – se ao menos Dumbledore tivesse dado a Adrien mais um pontinho.

Dumbledore ergueu a mão. A sala gradualmente se aquietou.

– Existe todo tipo de coragem – disse Dumbledore sorrindo. – É preciso muita audácia para enfrentarmos os nossos inimigos, mas igual audácia para defendermos os nossos amigos. Portanto, concedo dez pontos ao Sr. Simas Finnigan.

Alguém que estivesse do lado de fora do Salão Principal poderia ter pensado que ocorrera uma explosão, tão alta foi a barulheira que irrompeu na mesa da Grifinória.

Um olhar traumatizado surgiu no rosto de todos os sonserinos, menos Harry. Ele olhou para seus amigos e viu que Theodore parecia tão chocado que se algo batesse nele ele quebraria, e Daphne estava com uma expressão tão triste e contorcida que parecia querer chorar. Virou a cabeça e viu todo o resto da mesa; muitos sorrisos amarelos dos anos mais velhos, e muitos já choravam. O coração de Harry apertou.

Ele é sonserino; a Sonserina é uma família, onde todos protegem os seus. E tem uma coisa muito cravada na mente e no coração de Harry: ninguém fode com a família dele.

– O que significa – continuou Dumbledore procurando se sobrepor à tempestade de aplausos, porque até Corvinal estava comemorando a derrota de Sonserina – que precisamos fazer uma pequena mudança na decoração.

E, dizendo isto, bateu palmas. Num instante, os panos verdes se tornaram vermelhos e, os prateados, dourados; a grande serpente de Sonserina desapareceu e o imponente leão da Grifinória tomou o seu lugar. Snape apertou a mão da Prof.ª Minerva, com um horrível sorriso amarelo. Seu olhar encontrou o de Harry e o menino percebeu, no mesmo instante, que Snape estava preocupado com as cobras. O coração do garoto vacilou por um momento; Snape se preocupava com eles?

Olhou o ambiente e viu tudo vermelho e dourado. Seus olhos brilharam intensamente como faróis de um carro, e a veia da têmpora esquerda e do antebraço direito pulsaram. Sua magia circulava de forma raivosa, e ele estava prestes a explodir alguém.

Voltou o olhar para seus companheiros de casa e suas veias regrediram, mas seu coração apertou com força. Quase todos estavam chorando; inferno, até Draco chorava. Se virou para seus amigos e viu que Daphne e Theodore choravam de cabeça baixa, com as lágrimas escorrendo por seus rostos e pingando do queixo para a mesa. Ninguém notou a tristeza das cobras, com exceção de Hermione (que olhava preocupada para os amigos), Snape (que tinha uma expressão dura mas tristeza nos olhos) e os lufanos, que acharam injusto e estavam preocupados com as cobras.

Harry, nauseado com Dumbledore e com o banquete que surgiu na mesa, se levantou, andando para fora do salão principal. Os sonserinos viram isso e o seguiram, com Aleister sendo o primeiro da fila atrás de Harry.

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Toda a Sonserina retornou para seu salão comunal, e lá todos desataram a chorar. Alguns berravam, como Malfoy, e outros simplesmente choraram em silêncio, como Daphne. Aleister estava murmurando algo com Flint, e o monitor e capitão do time da Sonserina nem sequer parecia perceber; estava com uma expressão muito triste, e não encarava nada além de seus pés.

Harry, que estava muito desconfortável com a situação, deslizou silenciosamente entre os muitos alunos sentados no chão e chorando abraçados e foi até um corredor secreto escondido atrás de uma tapeçaria. Andou pelo corredor e parou em frente a uma porta, que abriu com um Alohomora. Entrou no local e archotes se acenderam nas paredes do local.

Era a adega da Sonserina, criada em 1382 por um diretor da casa para comportar bebidas para comemorações. Todos os anos ela é reabastecida com bebidas, os diretores das casas o fazem. Snape também, pelo que ouviu Aleister falar.

Pegou um carrinho que tinha ali e colocou quinze garrafas de Firewhisky. Ele faria com que todos os seus companheiros afogassem as lágrimas, mesmo que não seja o mais adequado a se fazer.

Andou de volta para o salão Comunal e chamou Aleister, para que ele e os anos mais velhos invocassem copos para todos. O líder da Sonserina nem discutiu, apenas falou para os outros e logo vários copos surgiram nas mãos de cada um.

Harry andou e distribuiu garrafas para todos; em alguns minutos a maioria já estava bêbada. Harry confortava Daphne e Theodore, que também bebiam arrasados.

Os dois amigos avisaram que iam se recolher e assim fizeram, deixando Harry para trás. Ele disse que ia cuidar para que ninguém fizesse besteira.

Bebericava a bebida as vezes; bebeu sozinho uma garrafa. Ele nunca foi tão emocional assim, e ver a sua família sofrendo assim o fazia querer esquecer de tudo. Não ficou bêbado tão facilmente; precisou tomar pelo menos mais três garrafas até ficar meio zonzo.

Aleister o chamou para um círculo de conversa e eles começaram a falar algo; Aleister estava obviamente bêbado, então Harry nem se importou quando o garoto disse que ele abriria uma vaga no time da Sonserina para Harry.

Bebeu mais seis garrafas (o estoque estava se esvaziando rápido naquela noite) e finalmente ficou em um estado de embriaguez. Já havia bebido antes (Londres trouxa era bem mais divertida do que Surrey sugeria), então não estava em um estado total de alteração.

Ajudou alguns alunos a voltarem a seus quartos, e em algum momento foi puxado para dentro de um por uma sonserina do quarto ano. Ela foi até a cama dela e abraçou Harry como se ele fosse uma pelúcia, chorando alto enquanto apertava ele. O garoto apenas a abraçou de volta; ele confortaria o sonserino que precisasse essa noite.

A garota, muito alcoolizada, beijou o pescoço de Harry do dois lados e em seguida na boca, e Harry retribuiu. Ela tentou se afastar após um tempo mas Harry manteve o beijo, até que o ar se fez necessário. A garota ofegava rapidamente, e com o auxílio da bebida ela acabou por adormecer enquanto ainda ofegava.

Harry saiu da cama dela com cuidado enquanto limpava a baba que escorria do canto da boca. Não estava envergonhado ou se sentindo mal; ele não é um garotinho qualquer para se sentir envergonhado com algo assim, e foi a garota que o beijou, então não tem porque se sentir mal.

Cobriu a menina com um dos lençóis e saiu do quarto dela, fechando a porta.

Voltou para o salão Comunal e viu que já estava vazio, com apenas muitas garrafas de Firewhisky vazias e com algumas pessoas desmaiadas no chão. A maioria era de primeiranistas, mas haviam também quintanistas e sextanistas. Harry reconheceu cada um e os levou para seus respectivos quartos. Ele comeria a própria língua antes de dizer que pôs Draco na cama dele e o cobriu.

Voltou e arrumou a bagunça, usando um feitiço de limpeza para fazer as garrafas sumirem, juntamente as pequenas poças de fluidos espalhadas pelo chão pedregoso do local e do magnífico tapete. Era difícil distinguir baba de Firewhisky e de lágrimas.

Andou para seu quarto e se trancou nele. Tirou apenas os sapatos e se jogou na cama, adormecendo.

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Harry se levantou bem devagar, coçando os olhos. Se levantou e no instante em que saiu completamente da cama seu corpo fraquejou. Caiu sentado na cama, com as pernas moles e com a cabeça latejando violentamente. Suspirou; lembrou porque não bebe tanto.

Fez força e foi para o banheiro. Tirou a farda que usava e torceu o nariz; ela fedia a bebida. Dobrou ela e colocou em cima da pia. Pegou uma toalha dentro do armário embaixo da pia e a pendurou em um cabide, entrando no box e fechando a porta. Entrou na banheira que estava um pouco a frente e tampo o ralo dela, pondo-a para encher. Fechou o registro e ficou ali de molho, aproveitando a água quente.

Depois de mais ou menos vinte minutos ele se moveu na banheira e tirou a tampa do ralo, deixando a água ser sugada. Se levantou e colocou a tampa na pedra do lado esquerdo da banheira (que é retangular mas com as bordas meio curvadas) e saiu dela, tomando um banho embaixo do chuveiro ao lado dela.

Abriu a porta e pegou a toalha, se secando e enrolando a toalha na cintura. Pegou a farda e saiu do banheiro. Pegou uma sacola plástica dentro de sua mala (trouxera várias para caso precisasse) e colocou a roupa nela. Lavaria quando chegasse em Surrey.

Foi até seu guarda-roupas na parede final do quarto e vestiu o único conjunto que ainda estava lá: uma camiseta azul-marinho, uma calça moletom preta, meias pretas e um tênis cinza. Havia também um suéter masculino verde-limo, que vestiu por cima da camiseta. Todas as outras roupas estavam guardadas em seu malão.

Amarrou o coldre no antebraço esquerdo e guardou a varinha nele. Escondeu com a manga do suéter.

Jogou a sacola com a farda suja no seu baú e viu se tudo estava em ordem. Notou que estava tudo certo e pegou seu malão e seu baú, saindo do quarto com eles. Foi até o salão comunal e viu uma mesa cheia de frascos de vidro contendo um líquido amarelo em seu interior.

Observou essa mesa com frascos enquanto seguia até um canto onde tinha “bagagem do primeiro ano” escrito em uma placa pendurada na parede, deixando seu malão e seu baú lá. Não havia mais nenhuma bagagem ali, nem abaixo das outras plaquinhas com os outros anos. Apenas uma tinha um baú grande, que era no sexto ano.

Harry se virou meio rápido para poder voltar para analisar o conteúdo nos fracos e soltou um baixo gemido de dor. A ressaca ainda estava presente, ele apenas se esqueceu.

-Beba.

Harry virou a cabeça rápido e gemeu novamente de dor. Viu Aleister atrás de si sorrindo, enquanto estendia um dos frascos com líquido amarelo.

-É uma poção para curar alguém da ressaca. Snape trouxe ainda pouco para a gente. – Aleister falou e Harry pegou o frasco da mão do líder, bebendo tudo de uma vez e soltando um suspiro. A dor desaparecera em alguns segundos.

Harry se virou e observou a pilha. Snape deveria ter aquilo em estoque. Um sorriso apareceu nós lábios de Harry; o professor de poções se preocupa tanto assim com os sonserinos para criar um estoque de poções para eles?

-Eu mantenho minha palavra. – Aleister falou, tirando Harry de seus pensamentos.

-Sobre o que? – o garoto perguntou.

-De abrir uma vaga para você entrar no time da Sonserina.

Harry fechou os olhos, pensando. Ele mudou sua opinião sobre o esporte; ele percebeu que era divertido. E, é claro, também poderia lhe abrir algumas oportunidades depois de Hogwarts.

-Vou pensar – Harry murmurou.

Ele ficou conversando com Aleister por um tempo até que o líder saiu dizendo que deveria falar algo com Snape. Harry suspirou e ficou na sala comunal, esperando os outros saírem. Deveria ser por volta de sete horas quando Harry chegou no salão, e deveriam ser nove quando os sonserinos começaram a sair de seus dormitórios e irem para lá.

Harry distribuiu os frascos com as poções entre seus companheiros para ajudá-los. Alguns cuspiram a poção, que tinha um gosto amargo, mas Harry os fez beberem mais. Não aceitou as reclamações de ninguém. Após ver que todos já haviam bebido e ido para o salão principal tomar café, Harry empilhou os frascos vazios na mesa e saiu do local, indo para o salão principal comer com os outros.

Se sentou na mesa da sonserina e tristeza brilhou em seus olhos; todas estavam de cabeça baixa, e a maioria brincava com a comida. Theodore nem se mexera, assim como Daphne.

Soltou um suspiro, tirando a varinha do coldre em seguida. Fez um aceno e vários doces surgiram na frente de todos, na beirada dos pratos com comida para o café.

-Não fiquem assim – Harry disse alto o bastante para todos na mesa ouvirem. – Ganharam esse ano, mas ainda temos o próximo, não? Não fiquem assim. Comam e alegrem-se. Os grifinórios somente ganharam por trapaça e favoritismo, mas nós nos esforçamos. Sintam-se felizes com isso, pois mostra que não precisamos trapacear para podermos ser os primeiros.

Todos ainda estavam bem tristes, mas o discurso de Harry retirou um pouco toda a nuvem tensa que flutuava sobre a mesa da Sonserina. Comeram os doces, e muitos soltaram suspiros. Harry sorriu; ele invocou esses doces de um baú secreto que estava escondido em seu malão. Ele tinha centenas de doces finos que comprou na Londres trouxa pouco antes de vir para Hogwarts. Eles não eram enjoativos como a maioria das coisas trouxas para ele.

O salão foi se enchendo aos poucos; os lufanos chegaram logo após os sonserinos, os corvinais a seguir e os grifinórios por último. Os leões cochichavam entre si divertidos, e alguns apontavam para os sonserinos com expressões de deboche. Harry viu pelo canto dos olhos Hermione envergonhada e gesticulando “desculpa” para ele.

A nuvem tensa voltou a flutuar sobre os sonserinos, mas ninguém deixou de comer ou voltou a brincar com a comida. Muitos estavam em silêncio, mas também haviam conversas.

Harry observou o salão e ergueu uma sobrancelha ao ver o olhar horrorizado de Lilian e James na mesa dos professores.

-Daphne, por que James e Lilian estão me encarando daquele jeito? – perguntou para amiga ao lado, que se virou para encarar os adultos na mesa dos professores e em seguida virou a cabeça para ver Harry. Ela ia falar algo, mas quando viu o garoto ela soltou risadinhas, que atraíram a atenção de alguns sonserinos.

-Meu caro Harry, já viu seu pescoço? – a garota perguntou.

-Não. Tem algo de errado nele? – Harry perguntou, com um pouco de preocupação.

-Aqui, use isso – Pansy Parkinson fala enquanto lhe entrega um espelho de bolso que tirou de um dos bolsos de seu vestido negro. A garota estava na frente dele e sorria maliciosamente, assim como alguns outros próximos dela.

Harry pegou o espelho e o abaixou na altura do pescoço, analisando o reflexo. Jugular, pele, alguns pelos, chupões...

Harry fechou os olhos, e se lembrou; a garota do quarto ano beijou seu pescoço várias vezes, e puxou algumas vezes sua pele.

--O que você fez, Harry? – Tracey Davis perguntou com um sorriso malicioso. Ela estava ao lado de Pansy, e a garota compartilhava esse mesmo sorriso.

-Nada demais, apenas consolei alguém que precisava – Harry disse e deu de ombros. As garotas arregalaram os olhos, assim como os garotos que ouviram. Harry não mentiu, mas ele acha que eles entenderam errado.

Mordeu uma barra de chocolate e saboreou; doce e saboroso. Não comia um doce trouxa bom assim faz tempo.

Uma mão pousou em seu ombro, e por instinto ele a afastou imediatamente com um tapa. Virou a cabeça e viu Lilian Potter parada atrás de si, com James ao seu lado e com Adrien e Jasmine juntos. James e Lilian tinham olhares de repreensão.

-O que significa isso, Harry James Potter? – Lilian perguntou nervosa enquanto apontava para o pescoço dele.

-Pele marcada, eu acredito. – Harry disse calmamente, se virando no banco e ficando de frente para os Potter. Todos encaravam atentos, e Aleister estava com os olhos semicerrados.

-E o que tem a dizer em sua defesa? – Lilian perguntou, com as mãos na cintura. Ela parecia quase que uma mãe, na mente de Harry.

-Digo que o que eu faço não lhe diz respeito e que foi só um beijo. – falou enquanto cruzava as pernas de maneira elegante, como Daphne lhe ensinou e apoiou a cabeça em uma mão com o cotovelo na mesa. Estava inclinado.

-Harry, você tem apenas onze anos! Não deveria beijar ninguém! – Lilian falou ouriçada. – Podem ter perdido a taça das casas, mas isso ainda não é desculpa para fazer isso!

Alguns sonserinos abaixaram a cabeça, e Harry viu. Seu olhar endureceu e soltou um suspiro longo. Descruzou as pernas e se virou de novo no banco, voltado agora para a mesa.

-Não dê as costas para a sua mãe! – Lilian falou e quando ia tocar no ombro de Harry para fazê-lo virar para ela o garoto disse:

-Saia de perto de mim agora – Harry disse baixo, mas todos puderam ouvir. Ele virou a cabeça e encarou os Potter friamente com seus olhos verdes brilhando intensamente. – Você não é minha mãe. Pode ter sido a mulher que me gerou, mas definitivamente não foi e nem é uma mãe para mim. Suma da minha vista.

Lilian ficou chocada com o que o filho disse e saiu correndo do lugar. James a seguiu apressado, e Adrien parecia furioso com Harry, mas apenas saiu atrás da mãe. Jasmine, que não entendia nada, apenas seguiu o irmão.

Quando eles sumiram Harry respirou fundo, e em seguida soltou o ar de forma lenta.

-Esqueçam ela – Harry falou baixo para que os sonserinos o ouvissem. – Ele é só uma grifinória idiota, as palavras dela não nos afetam. Lembrem-se: eles são trapaceiros fracassados, nós somos vencedores por mérito.

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-Prometem escrever? – Hermione perguntou quase chorando.

-Prometo. – Harry disse sorrindo. Daphne e Theodore também prometeram, e cada um recebeu um abraço de Hermione.

-Tchau pessoal – a garota falou e correu até seus pais, que esperavam mais a frente a garota sorrindo. Eles sorriram para os amigos dela.

-Vocês tem meu endereço, não tem? – Harry perguntou para Theodore e Daphne, que assentiram.

Eles andaram pela estação, se separando em seguida. Acenaram um para o outro, dizendo “adeus”. Sonserinos não demonstram suas emoções tão facilmente em público, então pareceram apenas conhecidos se despedindo. Harry andou pela estação em direção ao fim dela, onde Válter o esperava com Petúnia e Duda.

Viu os Potter caminhando na direção dele com sorrisos no rosto. Pareciam ter se esquecido do que houvera mais cedo.

Contudo, antes que chegassem nele, foram parados por um Lucius Malfoy que conversou com James sobre algo haver com política, que Harry não se interessou em saber. James, não querendo parecer mal educado, entrou na conversa de Lucius. Vários repórteres surgiram de algum canto e passaram a entrevistar eles. Harry viu pelo canto dos olhos Draco balançar a cabeça para ele e piscou de forma lenta para o garoto, como se assentisse com os olhos.

Ele havia ajudado Draco na noite passada; o garoto retribuiu o favor agora.

Andou até os Dursley, que observavam James e os Potter serem entrevistados com cara de asco, e Harry foi com a família trouxa. Eles não falaram nada no caminho para Surrey, e Harry não falou nada também.

Pensou que eles iam falar algo sobre ele voltar para os Potter, mas nem mencionaram.



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