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História Nem sempre a melhor escolha (Repostada) - Capítulo 15


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Notas do Autor


Serão dois capítulos por dia. :)

Capítulo 15 - Capítulo 15


(N/A: Sim, admito, cópia bem foda de Dark Trio, mas vocês tem que prestar atenção nos detalhes.

Acreditem em mim, os detalhes são sempre muito importantes.)

Harry pensou que o clima nos Dursley iria melhorar após aquela noite cantante, mas errou feio. Válter não só voltou ao seu eu desagradável habitual como pareceu ficar ainda mais insuportável, murmurando por aí como Harry achava estar livre só por ter ajudado ele um pouquinho. Harry, é claro, não ligou nem um pouco; já estava acostumado com as reclamações do tio.

Estava cuidando do jardim quando uma coruja apareceu de repente sobre sua cabeça, jogando uma carta em seu colo.

Tirou as luvas que usava e segurou a carta, analisando-a. Era sua carta de Hogwarts; reconheceu pelo lacre púrpura de cera.

Durante alguns minutos fez-se silêncio enquanto lia a cartas. Mandava-o tomar o Expresso de Hogwarts como sempre na estação de King’s Cross, no dia 1 o de setembro. Trazia também uma lista dos novos livros que ia precisar para o próximo ano letivo.

MATERIAL PARA OS ALUNOS DA SEGUNDA SÉRIE

Livro padrão de feitiços, 2ª série

de Miranda Goshawk

Como dominar um espírito agourento

de Gilderoy Lockhart

Como se divertir com vampiros

de Gilderoy Lockhart

Férias com bruxas malvadas

de Gilderoy Lockhart

Viagens com trasgos

de Gilderoy Lockhart

Excursões com vampiros

de Gilderoy Lockhart

Passeios com lobisomens

de Gilderoy Lockhart

Um ano com o Iéti

de Gilderoy Lockhart

Harry fechou os olhos, pensando. Tentava se lembrar que era Gilderoy Lockhart.

Já ouvira falar do homem, ele é um escritor famoso, mas Harry nunca parou para ler nada dele. Ele se interessa por magia, não por histórias que envolvem ela. Uma prova disso é que, embora ele seja um bom aluno de história da magia, ele é muito mais “fraco” nessa matéria que em poções, por exemplo.

Guardou a carta no bolso e colocou as luvas de novo, voltando a cuidar das plantas. Quando encerrou o trabalho ele guardou o material que usou e foi tomar um banho.

Era domingo, então todos estavam em casa; Duda estava fritando os próprios neurônios na frente da televisão da sala, Válter submetia uma das cadeiras da sala a teste de resistência enquanto lia jornal sentado nela e Petúnia limpava a casa.

Desceu as escadas e entrou na cozinha. Esperou até seus tios se darem conta da presença dele (o que demorou um pouco e resultou em um suspiro de susto por parte de Petúnia) e disse:

-Estarei indo passar essas três últimas semanas de férias na casa de um amigo, em Londres – Harry disse impassível. Deu as costas para seus tios e saiu da cozinha, voltando para seu quarto, para arrumar suas coisas.

Ele não havia pedido permissão, mas sim decretado o que faria; sendo assim, os Dursley não podiam negar-se a permitir que ele fosse, já que violariam o acordo.

-Quer uma carona? – Válter pergunta a contragosto. Seus olhos suplicavam para que Harry negasse a oferta.

-Não, obrigado. Irei de táxi, já que preciso parar em um lugar antes de ir para a casa do meu amigo – Harry disse enquanto descia bagagem por bagagem. Levaria tudo seu; não deixaria nada nos Dursley. Seria como se sua existência simplesmente tivesse evaporado daquela casa.

Válter não reclamou (na verdade parecia até feliz), apenas voltou para a cozinha. Duda estava alheio a eles, muito concentrado na televisão.

Foi até a cozinha e ligou do telefone de lá para um posto de táxi, dizendo o endereço da casa. Ficou sentado em cima de um dos seus malões por cerca de sete minutos até buzinas serem ouvidas na frente da casa dos Dursley.

Antes que alguém pudesse ir até lá para ver ele colocou rápido suas coisas para fora, e antes de fechar a porta, falou alto para todos no primeiro andar ouvirem:

-Até o próximo verão!

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Existem algumas razões para Harry gostar de Londres, e uma delas, definitivamente, é a paz noturna. Embora a cidade seja considera uma das Cinco Eternas, a noite londrina é silenciosa e confortável. Harry podia zanzar por aí sem problema, sem passando de lá para cá enquanto gritam umas com as outras.

Claro, há alguns momentos de exceção, como atual, em que Harry corre de dois homens que estavam gritando enquanto o perseguiam.

Ele deveria ter chegado na casa de Hermione há muito tempo, mas resolveu se divertir na cidade por um tempo. Perambulou bastante pela zona Sul e pela zona Leste; se divertia entre os muitos bares e feiras-livres que haviam nos bairros. Demorou bastante em uma na zona Sul, onde ficou brincando com algumas crianças latinas.

(N/A: uma rápida explicação: latinos são todos aqueles de países com línguas descendentes do latim; ou seja, latinos são todos os nativos espanhóis, italianos, portugueses, franceses, brasileiros, moçambicanos, argentinos... e ainda tem alguns de áreas com dialetos como, por exemplo, o galego, que é uma espécie de português arcaico e muito similar ao espanhol.)

Harry havia passado na rua e viu dois homens tentando arrombar uma casa. Ele, com um sorriso muito malicioso, gritou sobre a presença de ladrões na rua e saiu correndo. Os bandidos, com seus planos frustrados pela movimentação repentina que assumiu a rua, começaram a correr atrás de Harry para se vingarem.

O garoto ria enquanto se escondia e corria para longe deles. Usou muito as brincadeirinhas de confusão que usava em Duda neles; correu várias vezes para lugares aparentemente sem saída para poder fugir por algum canto, os fez seguirem uma pista falsa usando passos úmidos e os enganou com o som; ria divertido deles, e como som se move de toda as direções que usou a acústica para dar um local como fonte do barulho. Eles quase bateram em um policial, que fazia ronda.

Brincou com eles por mais meia hora, até que cansou. Tinha que ir para a casa de Hermione logo, e ainda tinha que buscar suas coisas em um local que escondeu.

Quando ia saindo do esconderijo para fugir em silêncio ele pisou em um rato (estava escondido atrás de uma lixeira), que grunhiu alto e chamou a atenção dos homens. Harry amaldiçoou a criatura; ele estava muito perto deles.

Desatou a correr, mas não foi muito longe; não tinha mais vantagem de campo nem vantagem numérica.

-Você não sabe o problema que arrumou, seu merdinha – um dos homens falou irritado. Ele é alto e moreno, e estava o segurando.

--Você faz ideia do que estragou? – o outro perguntou; tão alto quanto o que o segurava, só que loiro. – Planejamos por semanas, e você estragou tudo – sua voz tinha ódio.

Tirou um estilete do bolso e pôs a lâmina para fora. Harry arregalou levemente os olhos.

-Acho que um cortezinho nos seus olhos vai me acalmar um pouco – o homem fala sorrindo malicioso, e em seguida tirou os óculos de Harry, jogando-os no chão e pisando em cima. O “track” foi bem ouvido.

Ergueu a mão com o estilete no ar e começou a descê-la; cortaria horizontalmente os seus olhos. Assustado, o garoto chutou o loiro no estômago, o que o fez recuar e a mão descer um pouco, cortando o meio de seu rosto, criando uma ferida que cortava seu nariz e a ponta das bolsas de seus olhos. Gritou alto, dando uma cabeçada no nariz do homem que lhe segurava, que ficou desorientado por alguns momentos.

Pisou no pé dele e, quando ele pulou de surpresa, virou rápido e, usando forças do além, girou o homem sobre suas costas no chão.

-Porra... – o loiro gemeu, tentando recuperar o ar.

Harry, meio entorpecido pela dor, chutou o homem na cabeça, o que o fez desmaiar. O moreno estava gemendo no chão e Harry chutou a cabeça dele também, o desmaiando. Levou a mão ao rosto e tateou a ferida; larga e feia, ele tinha certeza. Furioso, começou a chutar os bandidos desmaiados com brutalidade. Provavelmente quebrou algumas costelas deles, mas não sabia realmente; reclamavam bastante de dor, mas sempre que ameaçavam acordar recebiam outro chute na cabeça vindo de Harry.

Com a dor se alastrando e fazendo sua cabeça latejar Harry saiu rápido dali, voltando para o parte em que escondeu suas coisas. Havia escondido entre uns arbustos. Mexeu no malão e achou uma das cartas de Hermione e leu o endereço. Localizou-se usando uma das placas do parque e projetou em sua mente o mapa de Londres; estava apenas uns oito quarteirões longe da casa de Hermione.

Soltou um gemido; não haviam mais táxis por perto nessa hora, e não tinha celular para poder ligar para chamar algum de algum posto vinte e quatro horas. Respirou fundo e concluiu que ia ter que levar tudo.

Empilhou suas coisas e agradeceu enormemente por ter lançado um feitiço de leveza em sua coisas pois embora a pilhagem seja alta ainda é leve. Soltara Edwiges, e a coruja levava a própria gaiola, voando acima de Harry.

Andara com dificuldade (a pilha de malas atrapalhava sua visão), mas seguiu andando pelas ruas. Chegou em uma rua de classe média alta e procurou a casa de Hermione. Seu rosto fervia e perdia uma quantidade meio assustadora de sangue, que manchava suas roupas; a febre já estava alta, queimando seu corpo.

Localizou a casa da amiga e andou com sofreguidão até ela, pondo suas coisas no chão. Estava tudo escuro; provavelmente já haviam ido dormir.

Tocou a campainha várias vezes e então uma luz dentro da casa de acendeu. Harry abaixou o rosto e colocou um pano sobre a ferida, pressionando (não fizera até agora por estar levando coisas). Edwiges ainda voava acima de si com sua gaiola.

--Sim? – uma voz masculina pergunta após abrir a porta.

-Com licença, aqui que mora a família Granger? – Harry pergunto, ainda encarando o chão e pressionando a ferida. Sua cabeça estava latejando, e não queria assustar o homem.

-Sim, por quê? – o homem perguntou meio desconfiado e analisou o garoto.

-O Sr. é pai de Hermione Granger?

-Sim, eu sou – o homem confirmou. – E você, quem é?

-Eu sou uma amigo dela, da escola... De Hogwarts... – Harry falou meio embargado. Sua mente estava girando naquela altura.

Sentiu sua orientação desaparecer e caiu no chão, desmaiado por conta da febre.

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Harry acordou após sentir algo líquido entrando na sua orelha esquerda. Piscou várias vezes para se acostumar a luz e viu um teto branco. Havia um pano molhado em sua testa, e uma das pontas tocava sua orelha esquerda, que explicava o porquê da água ter escorrido para dentro dela.

Tentou se levantar, mas foi impedido por alguém que o segurou pelos ombros.

-É bom não se levantar agora – uma suave voz feminina disse, enquanto tirava o pano da testa dele. – Meu marido cuidou de sua ferida. Noite meio agitada, não?

-Ah, sim. Acabei vacilando. – Harry falou e suspirou, gemendo de dor. A ferida estava coberta com um pano, mas ardia e doía muito.

-Poderia me dizer o que houve? – a mulher perguntou.

-Bem, algumas pessoas tem péssimo senso de humor – falou divertido. – Francamente, a pessoa tem paciência para destravar uma fechadura e não tem para uma brincadeirinha?

-O que houve? – a mulher perguntou curiosa.

-Eu vi uns caras tentando roubar uma casa... Comecei a gritar sobre a presença de ladrões na rua, e eles me perseguiram furiosos – Harry disse e soltou um suspiro. – Francamente, eles não poderiam ter fugido como pessoas normais fariam?

-Acho que pessoas normais não roubariam – a mulher comentou.

-Detalhes técnicos – Harry disse sorrindo.

-Apenas espero que não acabe correndo de ninguém e trazendo bandidos para minha casa – a mulher falou, sorrindo. – Me chamo Sophia, por sinal.

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-Seu idiota! – Hermione falou ouriçada enquanto entrava no cômodo em que ele e Sophia estavam. A mulher trouxera um pouco de comida.

O pobre do Harry acabou por quase cuspir o pedaço de pão que ainda estava em sua garganta quando Hermione lhe apertou com força em uma abraço.

-O que houve? – a garota perguntou preocupada, encarando a faixa no rosto do amigo.

-Digamos que eu me meti entre algumas pessoas e o dinheiro fácil – falou para a amiga, batendo no peito para o pedaço de pão terminar de descer.

-Acho que pode ajudar ele a comer, Hermione – a Sophia fala divertida. Ela achou muito engraçado a forma como os olhos de Harry pareceram querer sacar durante o abraço de sua filha.

-Tudo bem, mãe – a garota respondeu, vendo junto a Harry a mulher sair do cômodo e fechar a porta. – Me explique tudo direitinho. – ordenou.

Harry sorriu. Sentira falta desse tom mandão. Esperava logo se encontrar com Theodore e Daphne também.



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