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História Nem sempre a melhor escolha (Repostada) - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Capítulo 16


Devia ter duas semanas que Harry estava nos Granger. Sr. Granger, que descobriu se chamar Henry, havia cuidado de sua ferida. Não precisou de pontos, felizmente, mas deixaria uma marca. Não exatamente uma cicatriz, mas algo como se fosse uma sombra. Sua pele foi bem machucada no processo, então a regeneração criaria uma completamente nova e de tonalidade diferente do resto. Não reclamou; não ter uma cicatriz já era muito bom.

Foi com uma faixa ainda sobre a ferida com os Granger para o Caldeirão Furado. Era uma quarta-feira, e ele e Hermione marcaram com Daphne de fazerem compras juntos. Theodore ainda estava na França com a família.

Observou o caminho enquanto brincava puxando levemente a faixa.

-Pare de ficar brincando com isso Harry - Hermione falou preocupada.

-Só se você parar de ler - Harry deu sua condição, vendo a garota com a cara enfiada em um livro.

-Pode continuar brincando - a garota disse, o que arrancou risadas de Sophia e de Henry.

-Acho que ela não pararia de ler nem sob ameaças, Harry - Henry falou divertido, vendo o garoto pelo retrovisor.

-Eu temo que isso seja mais verdade do que deveria, Henry - o garoto falou suspirando.

O homem riu novamente, e continuou dirigindo para o destino deles. Harry se acomodou no banco, começando a pensar; estava realizando planos para aquele ano. Ainda estava ponderando sobre a proposta de Aleister, e estava preocupado a respeito de sua marca.

Não se incomodava com ela, é claro; para ele, uma cicatriz ou outra não é problema. Existem milhares de marcas em suas costas da fivela do cinto de Válter, e a muitas marcas das "brincadeiras" de Duda. Sim, uma marca de corte a mais não fará diferença para si; o problema são os outros. Ele não quer olhares de piedade vindo das pessoas ao verem a marca em seu rosto.

-Harry, chegamos - Hermione fala o cutucando no ombro. - Acorda, vamos logo.

Harry piscou duas vezes e balançou a cabeça, voltando para o mundo real.

-Vamos, quanto mais cedo formos poderemos pegar os melhores materiais - Hermione falou enérgica.

-Claro, claro - Harry falou divertido pela animação da amiga. Sophia e Henry olhavam amorosos para ela. Esses olhares o incomodaram por algum motivo.

Entraram no velho e imundo Caldeirão Furado e pediram para Tom abrirem a passagem para o Beco Diagonal. O homem fez muito contente; ele gostava de ajudar estudantes a entrar no Beco.

-Vamos primeiro em Gringotes, para podermos fazer o câmbio das libras - Henry falou após se virar para encarar sua família e Harry. - Tem algum problema, Harry?

-Ah, não, nenhum - o garoto disse. - Na verdade, também tenho negócios a tratar no banco também.

Eles, então, seguiram para o banco. Ele não mudará nada, nem por fará nem por dentro: a mesma fachada branca com placa assustadora, mesmo saguão rico e mesmas mesas altas e mesmo lustre de cristal pendurado.

Andaram até um caixa livre e, no caminho, foram interceptados por um duende.

-Ah, mestre Ragnok, prazer vê-lo - Harry diz suavemente enquanto se curva levemente para o duende, que repete o gesto.

-Prazer em vê-lo, Sr. Potter - o duende fala enquanto se curva também. - Eu tenho algumas questões a tratar com o senhor - e se virou para os Granger. - a sós, de preferência.

-Ah, não precisa; os Granger são de minha confiança. Pode falar para mim na frente deles. - Harry disse, o que surpreendeu os dois adultos. Eles não pensavam que Harry confiava neles ao ponto de permitir ouvirem coisas sobre sua conta no banco.

-Tudo bem, então - o duende falou. - Sigam-me, por favor.

Ele, então, deu as costas e passou a seguir em direção aos fundos do saguão.

-Vocês vem? - Harry perguntou encarando os Granger, que apenas assentiram. Passaram a andar atrás de Ragnok.

Desceu três andares, e seguiu por um corredor brilhante. Sobe dois lances de escada, desce um, vira a esquerda, a direita, da uma volta em um corredor, direita, direita, e esquerda. Pararam em frente a uma porta de madeira com letras douradas cravadas nela e formando "Ragnok".

Entraram no local e observaram admirados a sala; bem decorada, e cheia de objetos de ouro e prata incrustada de joias. Haviam também vários quadros com duendes, e uma longa tapeçaria estava pendurada em uma das paredes mostrando a história dos duendes. Harry reconheceu parte da tapeçaria, observando ela atento.

-Guerra dos duendes de 1237? - o garoto perguntou para Ragnok enquanto analisava a costura. Hermione estava ao lado dele, observando junto.

-Sim, Sr. Potter - Ragnok falou orgulhoso. - A maior vitória dos duendes, quando conseguimos vencer os gnomos do Norte e adquirimos controle das suas minas de carvão.

-Ah, sim, eu lembro de ler sobre isso - Hermione falou, com olhos brilhando. - Li que foi a partir dessas minas que os duendes retiraram grande parte do mineral para poderem usar como recurso energético.

-Está certíssima, Srta. - Ragnok falou, com peito estufado. - Agora, acho melhor voltarmos aos negócios.

-Ah, sim, sim - Harry fala e se afasta da tapeçaria, andando até a mesa de Ragnok. O duende já estava sentado atrás dela. - O que gostaria de falar comigo, mestre Ragnok?

-Os Potter selaram seu cofre - o duende falou de forma direta.

Os Granger se entreolharam e encararam Harry, temerosos pelo garoto. Ele, então, não teria dinheiro para comprar seu material desse ano?

-Eu já esperava por isso - o garoto falou baixo, mas todos ouviram. Encararam ele surpresos, menos Ragnok, que sorriu.

-Já esperava isso - o duende falou repetiu. - Interessante, Sr. Potter. Ah, tem mais uma coisa.

-O que seria, mestre Ragnok?

-Eu recebi o pedido do Lorde Potter para que enviasse para ele uma carta caso o Sr. viesse tentar sacar dinheiro no cofre. - Ragnok falou sorrindo de forma assustadora. - Contudo, eu acho que acidentalmente acabei perdendo a carta que deveria enviar.

-Ah, sim, que desastre - Harry falou fingindo pesar. - Deve ter mais cuidado, mestre Ragnok; pode acabar deixando outra carta acidentalmente cair no fogo de novo.

O garoto tirou um moeda estranha e de prata e jogou na mesa do duende, que a pegou satisfeito e guardou no bolso.

-Sim, sim, devo prestar mais atenção nas coisas que faço - Ragnok falou e tirou uma carta de uma das gavetas da mesa, levando até uma das velas do candelabro em cima da mesa e queimando ela, deixando cair em um cinzeiro de prata.

-Ah, também devo tratar outra coisa, mestre Ragnok.

-O que seria, Sr. Potter?

-Gostaria de abrir uma conta em Gringotes, uma conta em que somente eu possa mexer - Harry disse, com seus olhos brilhando.

-Não deseja que ninguém possa acessar além do Sr.?

-Sim, mestre Ragnok.

-Muito bem - o duende disse. - Mas precisa pagar uma taxa extra para isso.

-Ah, não será problema - o garoto tirou uma bolsinha de pano de um bolso interno do casaco moletom que usava e abriu ela, virando-a sobre a mesa de Ragnok.

Vários objetos de ouro caíram em cima da mesa; tinham várias formas. Iam desde talheres e botões até abajures e bandejas.

-Suponho que devo perguntar a origem de tanto ouro? - Ragnok perguntou, encarando Harry.

-Suponho que mestre Ragnok já sabe, e não só isso, também já categorizou como doação de alguns amigos - Harry falou, jogando outra moeda estranha e prateada para Ragnok.

-Ah, sim - o duende disse. - Como ando tão esquecido? Acho que devo parar com o hidromel.

-Agora, mestre Ragnok, poderia me dizer quanto essas peças valem? - o garoto perguntou.

O duende pegou objeto por objeto e avaliou eles. Os Granger observavam embasbacados. Além de nunca terem visto tanto ouro na vida eles presenciaram "lavação de mão" ao vivo.

-Isto, Sr. Potter - Ragnok fala e entrega um pedaço de papel para Harry após escrever o valor resultante das contas que fizera.

-Ah, é um valor bem adorável - o garoto falou sorrindo. - Bem redondo, acredito.

-Devo depositar tudo? - o duende perguntou.

-Sim, sim. Ah, e transfira seis mil galeões para o Sr. Henry Granger - Harry falou, assustando o pai de Hermione.

-H-Harry, isso é muito dinheiro - o homem falou assustado.

-Você e sua família me ajudaram, Henry, esse é o mínimo que poderei fazer - o garoto falou sorrindo para o homem. - E não abra sua boca, Hermione. Não aceito não como resposta.

A garota, ainda assim, começou a dizer que era muito dinheiro, que ele não precisava. Harry, é claro, a ignorou completamente.

-Poderia cuidar de minha conta, mestre Ragnok? - Harry perguntou ao duende, enquanto Hermione continuava discursando sobre a desnecessidade de seu ato.

-Será um prazer, Sr. Potter - o duende falou.

-Geoi Tende ceunitouenioi toiroacmaacnitou ssoacss baienicheecss ssubaori ssio ceuofori (1) - Harry disse para Ragnok, que lhe encarou surpreso. O garoto se curvou para o duende.

-I geoi Dulei pêoriiniceaac ssio ceacmaeniau (2) - o duende retribui, se curvando para Harry.

Ragnok levou Harry e os Granger de volta para o saguão grandioso. O duende se despediu do grupo e voltou para o corredor de onde saíram.

-Harry, o que foi que você falou para o mestre Ragnok? - Hermione perguntou, muito curiosa. Sua mãe estava igual ela, e Harry percebeu de quem Hermione puxara a curiosidade.

-Foi uma espécie de despedida na linguagem antiga - Harry disse, e andou até um caixa vazio. Pegou cerca de cem galeões, para poder pagar por seu material escolar dessa ano.

-Que língua foi, que língua foi? - Hermione perguntou agarrada em seu braço, se remexendo inquieta.

-Sei lá - Harry disse e deu de ombros. - Não achei informações sobre o povo de origem, mas soube que é uma língua falada por duendes, goblins e gnomos e por outras criaturas semelhantes.

-Onde achou o livro sobre essa língua? - a garota perguntou muito ansiosa. Ela estava em cima dele.

-Sim, sim, onde achou, Harry? - Sophia perguntou tão ansiosa quanto a filha, em cima dele também. O garoto deu dois passos para trás.

-Henry, poderia por favor me...

-Sim, por favor, gostaria de tirar cem galeões de uma conta criada a pouco em meu nome - Henry fala para um duende no caixa próximo. - Sim, sim, Henry Granger...

-Não sei se posso ficar irritado com ele por conseguir se esquivar com isso mesmo após negar tanto o dinheiro - Harry comentou e se virou para as mulheres, que se inclinaram sobre ele, fazendo-o se inclinar para trás. - Tudo bem, tudo bem, mostrarei depois o livro para vocês, agora se afastem, por favor - Harry falou constrangido. A mulheres estavam quase caindo sobre ele.

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Entraram na Floreio e Borrões e Harry pensou, por um momento, que o pandemônio dos arquidemônios fosse uma coisa agradável de se ver.

A livraria estava um inferno; pessoas se espremiam e saiam de todos os lados. Uma barulheira infernal se fazia presente, e o cheiro de várias fragrâncias femininas faziam o local feder horrivelmente.

Os Granger torceram o nariz ao entrarem no local e Harry, o mais sensível de todos a cheiro, se encostou em uma prateleira tentando não vomitar. Era um ar horroroso; perfumes baratos e vagabundos se misturavam a fragrâncias finas, e esse embolado causava algo tão enjoativo que sentiu que vomitaria até o almoço do último sábado.

Respirou profundamente e passou as mãos nos cabelos, para se acalmar. Os Granger o observavam preocupados.

-Ah, Harry! Hermione!

Um já recuperado Harry e uma preocupada Hermione viraram as cabeças, vendo Daphne Greengrass se espremer entre as pessoas para chegar até eles.

-Não se aproxime! - Harry falou, se encostando de novo na prateleira.

-Harry? O que foi? - a amiga perguntou preocupada.

-Esse cheiro... Esse maldito fedor que está grudado nessas pessoas! - o garoto falou verde. - Inferno, Daphne, por que passou entre eles? Agora está fedendo como esses... Esses... Essa gentalha! - o garoto falou, choramingando.

A garota, por sua vez, corou violentamente.

-Isso não é jeito de se falar com uma garota, Harry. - Sophia o repreendeu sorrindo meiga para Daphne.

-Você fala isso porque não tem um olfato sensível - Harry disse choramingando. Daphne, já recuperada das palavras de Harry, chutou-o com força nas canelas. - Ai, Daphne!

-Isso é por me chamar de fedorenta - a garota falou, com as bochechas vermelhas.

Conversaram por um tempo, e logo Harry seguiu para o balcão para pedir seus livros, com os amigos atrás de si. Daphne perguntara sobre a faixa em seu rosto, e ele apenas disse que havia sofrido um acidente. Não conversaria sobre o que houve em público.

Ergueu a mão para chamar o atendente, e quando este o viu nem permitiu que falasse algo, apenas o segurou pelo braço com certa grosseiros enquanto dizia:

-Não, não, não, se quiser um autógrafo do Gilderoy Lockhart vá para o fim da fila como todo mundo - o atendente falou de forma mal humorada, segurando o braço de Harry com força.

O garoto, irado pelo toque não permitido e completamente sem educação, bateu com força no pulso do homem, que soltou um bem audível "Ai". Deu uma cotovelada no nariz do homem e o puxou pela gravata que usava, ficando com seu rosto próximo ao dele.

-Não dou a mínima para quem está autografando - sibilou para o homem, o empurrando. Os Granger o observavam chocados, e Daphne estava impassível. Ela já vira Harry assim; houve um dia em que um corvinal tinha tentado lançar uma azaração em Harry após ele ter se saído melhor que ele em uma aula de feitiços.

Naquele dia a sonserina quase perdera quarenta pontos, só não perderam pois Snape se encarregou de cuidar da situação.

Harry respirou fundo e passou as mãos no cabelo de forma nervosa até se acalmar.

-Por favor, desculpem o que viram, Henry e Sophia - Harry pede e abaixa a cabeça para os Granger adultos. - Eu gostaria de dizer que essa reação não é habitual minha, e que nunca a fiz na presença de sua filha. Peço que perdoem meu ato. - ele disse, ainda de cabeça baixa para eles.

-Acho que tudo bem - Sophia falou, sorrindo gentil para Harry. - E você - falou e se virou para o atendente, que apertava o nariz com dor naquela região. -, trate de não agarrar as pessoas e ser grosseiro com elas. Não é assim que se atende alguém. - a mulher falou ríspida.

--S-Sim senhora - o homem falou assustado.

-Agora, vá buscar nossos livros - Harry ordenou e entregou a lista de livros para o homem. - Traga três exemplares de cada, para cada um de nós. - disse e apontou para si, para Hermione e para Daphne.

-Certo, certo - o homem se foi apressado atrás dos livros.

Harry suspirou de forma cumprida e voltou a conversar com os Granger e Daphne. Perguntou onde estavam os pais dela, e ela apenas apontou para o andar de cima, onde estavam com Lucius Malfoy conversando sobre algo.

-Eles não vão arranjar problemas com Lucius caso ele veja que você está conversando com uma nascida-trouxa e seus pais? - Harry perguntou, preocupado. Não era egoísta ao ponto de querer ficar com a amiga e permitir que a família dela entrasse em desacordo com Malfoy.

-Ah, não a problema - a garota disse, sorrindo meio presunçosa. - Você acreditaria se eu dissesse que Lucius Malfoy apreciou Hermione?

O queixo de Harry caiu, e Hermione estava confusa, assim como seus pais.

-Como isso é possível? - Harry perguntou, ainda muito surpreso.

-Aparentemente Draco falou para ele sobre nossa amizade com a Hermione - Daphne disse, quase zombando. - Acho que ele acredita que a nossa amiga de cabelos espessos aqui é um pouco mais que uma simples nascida-trouxa.

Harry encarou Henry e Sophia e viu preocupação nos rostos deles. Não os culparia; acabaram de ouvir que sua amada filha estava sendo observada por um bruxo que, pela conversa, tem preconceito com nascidos-trouxas.

-Não precisam se preocupar - Harry falou, o encarando. - o Sr. Malfoy realmente é uma pessoa poderosa, mas ele não é louco de fazer algo abertamente sendo que é sabido que ele está vendo.

Um pouco de alívio lampejou nos olhos de Sophia, mas ainda havia bastante preocupação. Henry ainda estava tenso, mas não parecia querer falar algo.

Os livros pedidos logo chegaram, e Harry pagou por todos, até o de Daphne. Tentaram reclamar (Henry disse que ele já estava exagerando na consideração para com a família dele), mas Harry os ignorou.

Guardaram seus livros (todos tinham algum compartimento expansível e com leveza embutida) e passaram a olhar as prateleiras da biblioteca. Quer dizer, Hermione e Sophia olhavam, Harry, Daphne e Henry apenas as seguiam.

Após terminarem de ver tudo no primeiro andar começaram a subir para o segundo, vendo os livros nas prateleiras da escada. Harry estava respirando melhor, já que ali o odor nojento das pessoas não chegava direito (o que ele achava estranho, já que pela física o ar deveria ir sempre para cima, com os odores indo junto).

-Harry!

Alguém gritou às costas de Harry, mas antes de se virar completamente e ver quem gritou seu nome ele foi surpreendido por um abraço de uma mulher morena e de olhos âmbar. Empurrou a mulher para longe de si.

-Quem é você? - perguntou nervoso. Não gosta de ser tocado sem permissão ou sem intimidade.

Ela o encarava com um sorriso besta, sem parecer ter sido incomodada pelo empurrão. Harry olhou para atrás dela e viu um homem alto e moreno, de cabelos grandes e barba. Ao lado dele havia um homem mais alto que ele, de cabelos castanhos e com o rosto marcado. Reconheceu-os: Sirius Black e Remus Lupin. Crianças vinham atrás deles, juntos a uma mulher de cabelos arroxeados.

Reconheceu o primeiro de uma artigo enquanto pesquisava sobre sua família biológica, e reconheceu Remus pelas descrições de Hagrid.

-Ah, olá, Harry - Sirius o cumprimentou sorrindo. - Como está, filhote?

-Filhote? - Harry perguntou com uma sobrancelha erguida.

-Harry - a mulher de olhos âmbar o chamou. - Eu sou Belinea Black, e esse é meu marido, Sirius Black - apontou para o homem moreno. - E esses são meus filhos, Peter, Joseph e acredito que você já conhece Catarina.

-Mamãe, por que estamos falando com ele? - a garota perguntou, choramingando. - Eu já não lhe disse que ele me fez cumprir detenção com Adrien e Rony?

-Eu não tenho culpa de vocês terem sido idiotas o bastante para serem pegos - Harry falou friamente, enquanto encarava a garota como se fosse um pequenino inseto. Bem, para ele, ela era.

-Olá, Harry - a mulher de cabelos arroxeados o chamou, sorrindo. - Eu sou Ninfadora Tonks, e sou esposa de Remus. Esse é nosso filho, Ted Lupin.

Harry viu um garotinho de cabelos castanhos como os de Remus se esconder atrás da tal Ninfadora, tímido. Harry sorriu para o garoto de forma gentil. Ele não implicaria com crianças, independente se seus pais fossem repugnantes.

Ele ainda se lembra de Hagrid lhe falando sobre Remus; o homem falava com saudade, como se tivesse perdido um amigo. Harry sentia nojo sempre que falavam de Remus; francamente, permitir a porra de um lobisomem frequentar Hogwarts? Somente um débil mental (ou Dumbledore) permitiria isso, pondo tantas crianças em risco desnecessário.

Não que tivesse preconceito com lobisomens; não, ele não ligava. Era só mais uma criatura mágica qualquer. Contudo, ele via como estupidez permitir que um vivesse em Hogwarts. Que o ensinassem em algum outro canto, mas não em uma escola cheia de crianças, que ficam trancadas com ele em dormitórios em casas seladas por magia.

Ele também ouvira falar sobre essa Ninfadora Tonks; ela é uma prima de segundo grau de Sirius. Soube que ela sabia havia sido uma auror de peso, aprovada por Alastor Olho-Tonto Moody.

-Harry, o que houve com seu rosto? - Belinea pergunta preocupada, encarando Harry.

-Não houve nada - o garoto falou ríspido, virando o rosto e subindo a escada. Daphne e os Granger estavam em silêncio, os observando.

Antes que pudesse subir muito aqueles que mais faziam barulho chegaram: os Potter e os famigerados Weasley.

-Ei, Sirius, vamos logo - James falou para o grupo de amigos. - Adrien acabou de tirar fotos com Gilderoy, que declarou ser o novo professor de DCAT.

Harry observou o grupinho da amizade de perfil, e logo notou o olhar de Lilian em si. Ela estava preocupada.

-Harry, o que houve com seu rosto, filho? - sua voz saiu com muita preocupação.

-Nada que lhe interesse - o garoto falou, mais ríspido do que quando respondeu Belinea.

-Ora, ora, ora, o que temos aqui?

(N/A: Oogie Boogie: Papai Cruel? Uuuuuh! Mas que horror!)

Uma voz áspera, arrastada e zombeteira é ouvida no topo da escada. Todos viraram suas cabeças para ver quem falara e viram Lucius Malfoy, os observando com seus olhos azuis frios e um sorriso sarcástico. Sua bengala negra com uma cabeça de cobra de prata estava lhe servindo de apoio.

-Vejo que resolvemos todos comprar no mesmo dia - o homem disse sorrindo. - Quer dizer, a maioria de nós; acho que os Weasley vieram esmolar o material. - disse ácido. - Ah, olá, Sr. Potter, Srta. Greengrass e Srta. Granger.

-Bom dia, lorde Malfoy - Harry falou sorrindo de forma educada, e de forma puro-sangue.

-Lorde Malfoy - Daphne lhe cumprimentou com um leve balançar de braço no ar.

-Lorde Malfoy - Hermione o cumprimentou e realizou um gesto puro-sangue meio arcaico, dobrando levemente os joelhos.

Sirius, Belinea e James a encararam surpresos. Aquele era um cumprimento considerado de alta classe, que caiu em desuso devido a "moda" de cumprimentos puro-sangue mudar. Lembraram-se de suas mães, que faziam muito aquilo.

Lucius encarou Hermione com um sorriso satisfeito, e se virou para os pais dela. Ele parecia desprezá-los até na raiz do cabelo.

-Lucius Malfoy - disse enquanto estendia a mão para Henry, sob o olhar surpreso dos Potter, Black e Lupin.

-Henry Granger. É um prazer conhecê-lo, Sr. Malfoy - Henry falou sorrindo de forma educada. Ele pode não ser o que se chama de rico, mas sua família é tradicional; não em costumes, é claro, sempre foram muito progressistas, mas em modos. Fora educado sob o regime da etiqueta do cavalheiro britânico perfeito por sua avó, que não aceitava nada menor que o "Galahad".

Lucius pareceu gostar dos modos de Henry, embora ainda parece o achar desagradável.

-Madame. - o loiro disse, enquanto pegava a mão de Sophia que estava estendida e dava um suave beijo nas costas dela.

-Sophia Granger. Muito prazer em conhecê-lo, Sr. Malfoy. - Sophia falou em um tom muito soberbo. Harry se surpreendeu com isso.

A mulher era filha única de uma família de um banqueiro e uma sufragista. Cresceu em um ambiente abastado, que só ruiu pela crise que assolou o país no início dos anos 70, onde foram forçados a morar com os parentes de sua mãe no subúrbio de Londres, na zona norte. Lá ela conheceu a família de seu esposo, Henry, e ambas, sua família e a dele, desenvolveram uma boa relação. Ela continuou sendo a princesa da casa e posta em muitos ciclos de educação (com apoio de ambos os pais), e encontrou seu príncipe ainda bem pequena: o pequeno de expressão meio séria e de sorriso encantador Henry Granger.

Lucius pareceu gostar da reação da mulher, e se curvou levemente para ela. Todos, incluindo Daphne e Harry, o encararam surpresos. Henry encarava atento, não confiando em Malfoy com sua esposa.

(N/A: antes que pensem merda, deixem-me dizer que ele teme que ele faça algo de mal, não que faça algo libidinoso.)

--Ah, Daphne, já comprou tudo? - Sra. Greengrass pergunta, se aproximando deles.

-Sim, mãe. - a garota responde.

-Certo, certo. Acho que devemos agora só ir buscar as coisas de sua irmã. - a Sra. Greengrass fala. - Ah, Harry, querido - ela encara o morrendo sorrindo. - Prazer conhecê-lo. Gostaria de ir tomar ir almoçar conosco? Ah, família Granger - a mulher os encara, sorridente. - Minha filha falou muito bem da sua, Hermione. Gostariam de ir conosco? Podemos conversar mais.

Eles, então, ficaram conversando sobre o almoço, pensando em onde iriam. Lucius desceu as escadas, e parou seu olhar em uma garotinha ruiva, com características óbvias de um Weasley. Enfiou a mão no caldeirão nos braços dela e tirou um livro de capa desgastada e marrom.

-Ah, vejam só - zombou. - Diga-me, Arthur, esse é o melhor que pode pagar? Mesmo com todas as batidas que vem ocorrendo?

O Sr. Weasley ficou com as orelhas muito vermelhas.

-Não sente vergonha de permitir que sua filha vá para a escola com coisas como essas? - Lucius perguntou sorrindo. Seus olhos brilhavam de forma sádica.

Harry observou o que se desenrolou quase sorrindo; Arthur Weasley se jogou em cima de Lucius, e ambos saíram rolando o resto da escada enquanto se estapeavam. Sirius e James gritavam para Arthur acertar Malfoy, e Remus falava para ele parar.

Harry se cansou rápido daquele showzinho, então pegou uma garrafa d'água dentro do saquinho de pano que estava guardado em seu bolso e a abriu. Jogou o líquido nos dois homens que rodavam no chão, se agredindo.

-Se acalmaram? - perguntou sarcástico aos dois homens, que se levantaram. O lábio inferior de Lucius estava cortado, e uma marca roxa se formava no olho esquerdo de Arthur. - Sr. Malfoy, peço desculpas pela água, mas foi o jeito que encontrei de acalmar os ânimos. - Harry disse, fingindo se sentir mal pelo homem, que pareceu não notar.

-Ah, está tudo bem, Sr. Potter - o homem disse, recobrando a compostura. - Tome de volta. - disse e jogou os livros velhos de volta no caldeirão da garota Weasley.

Saiu apressado da livraria, sob o olhar de Harry. Todos os outros se viraram para ajudar Arthur (quer dizer, seus amigos se viraram para isso) e Harry subiu as escadas de novo, enquanto guardava a garrafa no saquinho de pano de novo.

-Acho melhor deixarmos esse almoço para outra dia, Sra. Greengrass - Harry falou sorrindo para a mulher. - Temos um compromisso em Londres, e precisamos ir em um lugar em até vinte minutos.

-Me permite saber o que farão? - Sr. Greengrass perguntou. Ele havia a pouco se aproximado deles, e conversava com os Granger com sua esposa.

-Vamos levar Harry em um oculista - Henry disse, chamando a atenção dos Potter e associados.

-O que seria isso? - Sra. Greengrass perguntou curiosa.

-É uma pessoa que projeta óculos para as pessoas - Sophia disse.

-É um tipo de curandeiro? - Sr. Greengrass perguntou.

-Ah, não. Ele na verdade é uma pessoa que recebe as ordens de um médico, que é o curandeiro trouxa. Ele projeta óculos pelo gosto das pessoas e usa as prescrições do médico para projetar as lentes. - Henry explicou.

-Sim, e temos apenas quinze minutos para chegar nele - Hermione disse.

Todos se despediram as pressas (Harry ainda marcou um almoço com os Greengrass antes das férias acabarem) e saíram apressados.

Os Potter e amigos ainda tentaram segurá-los, mas não tiveram espaço; saíram muito apressados.

(1) "Que Tende continue derramando suas bênçãos sobre seu cofre"
(2) "E que Dulei preencha seu caminho"



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