História Nem tão hétero assim - Capítulo 11


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys, Geeksmodo!on, Jikook, Não É Crack Fic, Power!bottom, Seokjin, Submissive!top, Super Gay, Vmon, Yoonseok
Visualizações 3.091
Palavras 7.793
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


SE EU TÔ VIVA É PRA VOLTAR COM ATUALIZAÇÃO DEPOIS DE QUASE DEZ ANOS -q

Então meu povo, tô marcando um pequeno mutirão para apedrejar a autora (eu) por falta de atualização. Todo mundo que quiser participar é só levar sua pedrinha e me encontrar nesse endereço --> Nonhyeon-dong, Gangnam-gu, Seoul, South Korea, em frente a Big Hit Enterteinment. É isto. Bjs.

KRL VIADO EU TAVA COM MUITO SAUDADE POHHAAAAAAA!
SÉRIO, QUERIA COLOCAR TODOS VOCÊS NO MEU COLO E DIZER: "iti malia, mamãe vai voltar sim, não se preocupem. Amo vocês".

(perdão por fazer vocês terem que reler a fic pra lembrar das coisas kskskk. Mas o capítulo tá macetão, então eu espero que compense ♡)

Leia o capítulo, ele tá aquela sedução seguida de vergonha alheia. Leiam devagar e depois leiam a nota final porque eu deixei um "presentinho" pra vocês lá ♡

LEIAM A NOTA FINAL!!!! ♡

Capítulo 11 - Pintinho


Fanfic / Fanfiction Nem tão hétero assim - Capítulo 11 - Pintinho

Era uma vez, um cara de vinte e três anos que era super apaixonado pela animação japonesa intitulada como “One Piece”. Esse cara tinha um sonho. Seu incrível sonho era se formar em engenharia da computação para quem sabe futuramente ele pudesse se tornar um programador, ou a porra de um Webmaster Sênior.

Esse cara era culto, vivia sua bela vida com cautela. Viciado em: animes; séries; super-heróis e café. Era muito difícil de irritá-lo. Ele quase não falava palavrão, porque convenhamos, palavrões são uma grande porra.

Mas vejam só, a vida prega peça nas pessoas, implanta situações “engraçadinhas“. Foquem que engraçadinhas realmente precisa de aspas porque esse caralho não tem nada de engraçado mesmo! Então são situações “engraçadinhas”, apenas.

Então esse cara culto virou um lixo não reciclável que as pessoas jogam na rua porque são pessoas sem ética e moral, achando que já utilizaram muito daquilo e que já pode ser descartado como um nada. Ou como o lixo orgânico, aquele chiclete que foi mastigado mais de cem vezes só para ser grudado em algum móvel, ou só para ser jogado no chão pra algum sem noção pisar com o tênis de alguma marca famosa, ou um sapato caro.

Às vezes me pergunto se distimia é meu problema, mas sei que não é… Eu sei qual é o meu problema. O meu problema se chama Jeon Jungkook.

O engraçado é que até mesmo em pensamentos eu não consigo parar o nervosismo e o maldito hábito de falar palavrões que vem junto. E é nesse momento que eu confirmo: Sim, o principal lixo não reciclável da história, aquele que é totalmente azarado. Sim, sou eu. Park Jimin. Eu mesmo. E a pessoa que usa o lixo orgânico e descarta como se fosse um nada é: Jeon Jungkook.

 

Minha nossa… Esse cabelo tá muito ruim. Acho que vai cair.

Choramingo enquanto pressiono o celular contra minha orelha. Levo minha mão livre até a cabeça e verifico as pontas da minha franja na frente do espelho do banheiro.

Claro que não! — Momo nega enquanto ri do outro lado da linha — Está muito ruim assim?

— Hmm, não sei… Parece que uma vaca cagou em cima dele — suspiro pesadamente antes de continuar — E o pior: a merda já secou.

Ela continua rindo bem alto do outro lado da linha. Eu prefiro ignorar enquanto tento, de algum jeito, arrumar os fios ressecados do meu cabelo. Olho para um vidrinho de óleo em cima do apoiador da pia e penso: “Será se devo passar isso no cabelo?”.

Park Jimin, você é oficialmente o cara mais engraçado e sem noção que eu já conheci.

— Obrigado… Eu acho — dou de ombros enquanto sorrio envergonhado.

Como o seu cabelo era virgem, até que é normal. Você só tem que comprar um condicionador hidratante… E, ah! Tenta molhar os fios na água fria.

— Tenho que congelar minha cabeça?

Por que mesmo pintei os cabelos? Ah, lembrei! Porque Momo me obrigou, dizendo que o tipo ideal de Jungkook era o G-Dragon em ‘Let’s not fall in love’. E enquanto ela distraía Jungkook em sua casa, eu fui no salão de beleza que ela me recomendou e acabei pintando o meu cabelo. Como um grande trouxa.

Não exatamente… Só lava ele em uma água menos quente do que a que você provavelmente usa pra tomar banho.

— Ah tá — balanço a cabeça positivamente enquanto volto a refletir se pego o óleo estranho e passo no meu cabelo.

Acho que já vi Jungkook passar isso no cabelo.

Onde o Kookie tá? — ela questiona.

Ah não.

— Provavelmente saiu da faculdade agora, e talvez já esteja indo direto para um território totalmente inaceitável para um garoto como ele, ou seja: um escritório.

Respondo tentando realmente não me preocupar com o fato de que Jeon Jungkook e eu brigamos um pouco antes dele sair para ir à faculdade. E o bastardo ainda frisou que depois da aula ele iria direto para o trabalho, só pra não ter que ter o “desserviço” de ver minha cara.

Ah sim, hoje é o primeiro dia dele — ela exclama e logo prossegue — Preciso ligar pra ele. Te ligo mais tarde, lave o cabelo. Tchau.

— Tchau.


Balanço a cabeça negativamente e logo tiro as roupas, me preparando mentalmente para a água gelada. 

 

Sabe quando você acorda com aquele sentimento incrível de “Hoje é meu dia”? Pois é. Apesar da discussão com Jungkook e o cabelo consideravelmente caindo, eu comecei o dia sentindo que nada poderia me abalar.

 

Nada pode dar errado.

 

 

 

 

 

 

 

 ∆ ∆ ∆

 

 

 

Tudo vai dar errado.

 

Eu sou o ser humano mais azarado desse planeta terra. Se tem um adjetivo masculino para “Azar”, esse adjetivo sou eu. Acho que ser o espermatozóide mais rápido não foi um bônus e sim uma maldição.

— Eu te amo e prometo que vou te recompensar por isso, mas o Jiwon não veio e hoje o movimento tá muito grande. Toma — ele me entrega o desentupidor e logo caminha até a porta — Te amo mesmo, Jimin. Tudo vai dar certo. Fighting!

O ser humano de sexo masculino e ombros super largos, parado na minha frente, diz isso com o seu semblante tranquilo. Seu olhar em minha direção é de puro conforto e compreensão, e mesmo que ele queira me ajudar, eu sei que vai acabar me deixando aqui sozinho.

— Não, por favor, Kim… Jin, Seokjin, Kim Seokjin! Hyung, por favor, não me deixa aqui!

Sim, o ser humano masculino é o Jin. Respiro fundo, corro até ele, me ajoelho no chão e seguro em suas pernas. Implorando pela minha integridade barra dignidade.

— Jimin-ah, vai dar tudo certo.

“Certo”? Ele com toda certeza só pode estar de sacanagem com a minha vida!

— Hyung, por favor, hyung. É excremento! — choramingo dramaticamente e sofridamente, enquanto me mantenho preso nas pernas dele.

— O hyung já limpou muita merda nessa vida, Jimin. Seria muita injustiça se fosse eu de novo... Aguente por nós dois, só dessa vez, hm? Eu confio em você.

E então ele me afasta gentilmente antes de sair do banheiro de vez. E eu? Eu fico ali pela porta, me arrastando como uma lagartixa assustada, pronta para jogar o rabo em sinal de defesa.

— Seu verme! Eu amaldiçoo os antepassados do seu pai! — exclamo erguendo o punho em direção à porta — Seokjin, seu Stormtrooper corrompido do caralho.

Certo. Acho que a partir de amanhã a sorte chega, porque agora a situação realmente não é das melhores.

É o seguinte: o banheiro do café está entupido. E não, não é de xixi que estou falando. Alguém fez o favor de soltar o “barroso” no nosso banheiro e a situação é ainda mais crítica porque o cocô está transbordando pelas bordas do vaso. Maldito cliente sem educação! Só porque o nosso banheiro estava todo bonito, limpinho e cheiroso.

— Cliente, você vai receber a punição suprema, seja você quem for! Ah se vai!

E então eu arregaço minhas mangas e coloco todo o “equipamento” de proteção que Seokjin me deu.

— Que merda você comeu?! — pergunto para a “obra de arte” dentro do vaso sanitário assim que abro a tampa. 

Recobro toda a coragem no meu corpo e pressiono aquele desentupidor no “monte nebuloso”.

O que exatamente fiz para todas essas coisas estarem acontecendo?

Por um momento tento pensar em tudo o que já fiz de errado. Não foram muitas coisas. Quer dizer… Ainda tem o fato de eu ter me envolvido com o Jungkook.

Por um acaso isso é a revolta de Deus por eu ter cobiçado uma pessoa do mesmo sexo?

— Deus, isso é algum tipo de revolta porque agarrei Jeon Jungkook lá na sala no sábado passado? É algum tipo de punição porque eu me aproveitei lambendo os mamilos dele?

Paro dramaticamente em frente ao vaso enquanto olho para o teto, pedindo por algum tipo de resposta que eu sei que não será respondida. Não é como se uma luz divina fosse descer sobre o meu rosto e alguma divindade suprema fosse responder com: “Você está sendo punido a limpar esse monte de merda porque mandou outro garoto chupar seus dedos, seu pervertido”.

— Aish! Por que eu tinha que ter sido tão pervertido daquele jeito?! — choramingo voltando a terminar o “serviço”.

 

Talvez eu só deva tacar fogo em tudo e dar o fora daqui.

 

 

 

× × ×

 

Depois de refletir brevemente, e logo após acabar todo o “serviço” na privada. Eu saí do banheiro fedendo a merda.

Digamos que a vida é realmente cheia de surpresas. Em uma hora você está limpando um monte de cocô e na outra, Jeon Jungkook está te mandando mensagem, pedindo para que você faça o jantar porque ele simplesmente decidiu que quer comer com você assim que ele chegar do trabalho.

— Seu moleque bastardo!

Grito para o celular assim que sento na grama sintética dos fundos do café. A área que é utilizada para os funcionários comerem na hora do intervalo.

— Responde pra ele que você vai pra faculdade hoje e que talvez não dê pra fazer o jantar.

Seokjin traidor — sim, porque agora ele é um corrompido por ter me abandonado com uma montanha de cocô — diz isso enquanto senta ao meu lado. Nós acabamos de trocar os sanduíches e por motivos de “as nuvens estão muito escuras”, eu acho que vai chover.

— Eu até diria… Mas quero comer com ele.

Meu rosto esquenta consideravelmente assim que termino de confessar. Mas só esquenta porque eu pego os olhos debochados de Seokjin sobre mim.

Não é como se eu fosse muito trouxa… Talvez só um pouquinho.

— É, você tá muito ferrado — ele diz.

Ferrado? Eu?

— Por quê?

— Existe uma hierarquia, Jimin…

Seus olhos se focam no nada atrás de mim, e eu tenho certeza que o que ele vai dizer a seguir é a mesma coisa que vive saindo pela boca de Taemin, ou seja: merda.

— Uma hierarquia dos homens que coloca os caras comprometidos lá no topo. Eu vou explicar: existem os caras casados, depois vêm os caras casados, porém, infiéis. Logo abaixo deles tem os noivos, aí os namorados, então os pegadores, os ficantes, os caras dentro do armário, e por último: os caras da zona da amizade. E nem na zona da amizade você se encaixa, Jimin. Você é uma espécie nova e rara de otários por outros caras homossexuais.

Seu semblante é uma mistura de professor de filosofia com bêbado delirante.

— Essa hierarquia é uma grande porr…

Seokjin tapa minha boca e chia no meu ouvido como se eu tivesse acabado de cortar sua maior “vibe”.

— Shh! Nunca fale mal da hierarquia, seu otário! Ela se aplica a todos os homens, até mesmo aos caras homossexuais. Reza a lenda que se você ousar difamar a hierarquia, seu pau nunca vai ser chupado pelo seu parceiro ou parceira.

Acho que na minha vida passada eu fui um grande babaca com todos os meus bons amigos, porque só isso pode explicar Yoongi, Taemin e Seokjin atualmente.

— Cara, isso não faz sentido algum.

Respondo sentindo meu rosto esquentar de tanta vergonha por ele. A famosa “vergonha alheia”.

— Claro que faz! É a maldição da hierarquia.

Muitas pessoas queriam poder ter um botão de “desver”, e eu só queria um pequeno de “desouvir”.

— Tá ok, digamos que eu acredite nessa droga… É claro que eu me encaixo aí.

— Onde exatamente? — ele questiona com o olhar divertido.

Onde?

— Ah, sei lá… — bagunço meus cabelos preguiçosamente antes de tentar prosseguir — Naquele dos: “caras dentro do armário”, acho.

Ele começa a rir. Seokjin simplesmente começa a rir enquanto se apoia no meu ombro.

— Ah, mas não se encaixa mesmo. Jimin, os caras dentro do armário são aqueles que se fazem de hétero, mas a noite faz sexo até o pênis latejar a ponto de cair da pélvis. O que não é o seu caso.

Ele tinha um pouco de razão… Veja só, eu disse: ‘um pouco’.

— Que se exploda essa droga de hierarquia!

Resmungo baixinho enquanto volto a comer mais um pedaço do meu sanduíche.

— É, agora você realmente está amaldiçoado.

 

 

Amaldiçoado ou não, acertei quando apostei com Seokjin que iria chover. Ganhei trinta won. E isso é o que importa.

 

 

∆ • ∆ • ∆

 

 

 

Eu até poderia cogitar a ideia de estar amaldiçoado, mas é claro que só consideraria caso eu não fosse uma pessoa tão sexualmente inativa. Se tem uma pessoa que não transa há muito tempo, essa pessoa sou eu.

Eu acho que você tem que sair pra algum pub e encher sua cara de soju até ficar louco o suficiente para tirar toda a sua roupa na pista de dança.

Esse é o primeiro conselho que Taemin me dá assim que eu atendo a chamada dele.

— Ainda não sei por que atendo suas ligações, Taemin... Você só fala merda.

Acabei de sair da faculdade e no momento estou dentro do ônibus, sentado, contando as horas para chegar logo em casa e jantar com Jeon Jungkook.

Mas tu é muito otário por macho mesmo. Quem é você e o que fez com o meu primo? Ele esfregou o piru na sua boca? Só pode.

Eu poderia revidar, sério mesmo. Mas não iria dar o gostinho de queimar um neurônio pra ficar discutindo com ele por telefone.

— Taemin, eu vou outro dia, sério — suspiro pesadamente antes de continuar — O dia começou uma merda, literalmente uma merda, então, por favor, aquieta esse fogo no teu rabo e vai dormir!

Vê?! Consegue ver esse demônio que entrou no meu corpo e me fez exclamar a palavra “rabo” no meio de um monte de pessoas desconhecidas, dentro do ônibus?!  Pois é.

— Desculpa, desculpa.

Peço para as pessoas que estão ao redor, me encarando como se eu fosse o cara mais vulgar de toda Seoul.

Por que está se desculpando?

Taemin questiona como se a culpa não fosse toda dele.

— Vou desligar antes que eu cometa um crime de ódio contra você.

Não espero ele responder, apenas desligo e fecho os olhos, descansando todo o peso da minha vida na poltrona do ônibus.

 

Anteriormente, depois de parar pra pensar seriamente nesse papel de otário que com toda certeza estou pagando no débito, é claro que eu decidi que não iria mais fazer nenhuma droga de jantar para Jeon Jungkook.

Eu estava decidido, sério mesmo.

Mas aí ele ligou mais cedo, de novo, enquanto eu estava no intervalo da faculdade. Sua voz molinha pedindo para que eu fizesse uma comida quentinha porque seu chefe pediu para que ele ficasse até mais tarde no trabalho, aqueceu a porra do meu coração! Então é claro que durante todo o trajeto do ônibus, eu me peguei pensando em qual comida Jungkook gostaria de comer.

 

A que nível uma pessoa com esse vírus pode chegar? Tenho certeza que morrerei antes de chegar ao estágio final.

 

 

 

× × ×

 

Tteokbokki*. Esse é o nome do prato que irei preparar para Jeon Jungkook.

Já são onze e dez da noite e ele ainda não chegou. Dizer que estou preocupado, é muito pouco, eu estou é me borrando todo de preocupação, isso sim.

Tá certo que o chefe dele pediu para que ficasse até um pouco mais tarde, mas onze e dez já é tarde demais! E o pior de tudo é que ele não atende a droga do celular.

— Jeon, atende!

É. Ele ainda não atende.

Espero mais alguns minutos na beira do fogão antes de finalmente desligar o fogo. A comida ficou pronta. Ainda não tomei banho, meus ossos doem de preguiça e tudo porque vim direto fazer comida pra ele!

— Jeon, por que você me transformou em um otário?

Murmuro debruçando meu corpo sobre a mesa. E assim eu fico: sujo e divagando sobre minha situação.

Momo me deu dicas de como fazer Jungkook aceitar meu pedido de namoro, mas não sei se essas dicas são tão eficazes como ela deixou transparecer.

Jimin?

Jungkook? Essa voz manhosa é do Jungkook?

 — Jiminnie, eu cheguei.

Sim! Esse é o Jungkook!

Tá. Agora eu definitivamente tenho que fazer cara de paisagem quando ele entrar na cozinha.

A dica número um da Momo era algo como: “Seja como um floco de neve”.

— Tô vendo.

Respondo com aquele ar casual. Como se há dois minutos eu não estivesse morrendo de preocupação por causa dele.

— Que cheirinho gostoso.

Ele se aproxima do fogão e funga a panela com aquele nariz sugador de oxigênio dele. Que raiva que eu tenho desse moleque!

— Fiz qualquer coisa.

Murmuro me apoiando na beirada da pia enquanto cruzo meus braços e faço aquela cara de paisagem que aprendi em um dos filmes do George Clooney.

— Tteokbokki não é “qualquer coisa”, Jimin. Tteokbokki é Tteokbokki.

Por que sua voz parece tão manhosa e suas pálpebras estão bem mais suaves? Aí tem coisa.

— Jungkook, você está bem?

Eu não queria ter saído da minha atuação de “Macho frio”, mas não é como se eu pudesse evitar.

— Estou. Eu só preciso de um abraço, amor e carinho.

Então ele sai de perto do fogão e me abraça com aqueles braços fortes. Seu terno continua alinhado, mas seu colarinho parece meio úmido. Sem contar que ele está fedendo a suor. Mas quem se importa realmente? Meu coração está batendo como um louco!

— Tá bem mesmo?

Sopro a pergunta bem perto de seu ouvido. Seu corpo parece meio mole também.

— Não... Não está nada bem!

E então seu rosto sai do meu ombro e eu consigo ver suas bochechas vermelhas e seus olhos que estão muito marejados.

— Hm? — murmuro tentando não demonstrar o susto que levei.

— Ser secretário é uma grande porra. Eu odeio, odeio.

E então o maluco me abraça e chora no meu peito. Por um momento fico sem reação, mas aí lembro que foi só o seu primeiro dia de trabalho.

— Shh, vai ficar tudo bem.

Sussurro enquanto afago seus cabelos e beijo seu pescoço.

— Não vai não, meu chefe é um escroto do caralho — ele diz apertando meu corpo ainda mais — Eu tô muito mole e cansado, Jimin. Esse demônio em forma de gente me obrigou a sair nas ruas o dia inteiro... Só quero um pouco de carinho e massagem nas costas.

Eu poderia dar o carinho e também a massagem nas costas que ele tanto queria, mas por incrível que pareça, acabei lembrando o porquê estava tentando usar todas as dicas da Momo. Eu não posso ser fraco. Não agora.

— Err, eu preciso tomar um banho. Pode começar a comer sem mim.

 

Se eu fugi da cozinha como o Superman foge da kryptonita? É claro que sim.

 

Depois de ensaboar minha pele pra caramba e pensar no que faria a seguir em relação à Jungkook com cansaço no corpo, eu apenas me enxuguei, coloquei uma calça moletom e vesti a minha blusa do Blue exorcist para cobrir a parte de cima.

Por que eu tinha que gostar dele tanto assim?!

 

 — Jungkook? — chamo surpreso assim que entro na cozinha.

Ele está sentado, seus cabelos estão úmidos, parece recém saído do banho. Seus olhos estão sobre os dois pratos vazios em cima da mesa. Assim que sento a sua frente, ele me encara.

— Sim? — murmura.

— Você ainda não comeu? — sussurro deixando o pote de gel, que estava na minha mão, ao lado do meu prato. 

— Não, estava esperando por você — ele responde.

Minha nossa, não querendo admitir, mas meu corpo está a um passo de dar um ataque de fanboy por ele. Puta que pariu Jeon Jungkook! 

— Por quê? Você estava com fome, poderia ter comido logo. Não precisava me esperar.

Modo “macho floco de neve” ativado.

— Ah, mas eu queria comer junto com você.

Ok. Acho que morri só um pouquinho por dentro. Minhas bochechas estão queimando que nem uma desgraça. Sou obrigado a virar o rosto sutilmente e colocar as mãos sobre os lábios para que ele não me veja sorrir como uma garotinha de quinze anos apaixonada.

— Ah sim, e-eu vou colocar a comida pra nós dois então.

Sim, eu estou gaguejando como um belo otário.

— Como foi seu dia?

Por que Jeon Jungkook está sendo tão adorável comigo?! Porra! Assim fica difícil usar as dicas da Momo.

Seja um cara sexy e frio”. Um cara sexy e frio!

— Bacana.

Eu respondo, mas no fundo queria dizer: “o dia foi uma merda, limpei cocô de algum desconhecido pela manhã e passei o resto do dia pensando no que preparar para você jantar”.

— Ah — ele solta baixinho.

Coloco a comida para nós dois e volto a me sentar. Ele está me encarando, Jungkook está me encarando fixamente! Meu coração está batendo tão rápido que tenho quase certeza que ele pode ouvir.

— Bate uma foto. Dura mais tempo.

Viu? Eu acabei de dizer isso. Estou atuando, mas por dentro estou morrendo de vontade de abraça-lo e dizer: “iti neném, por que está me olhando assim? Você é lindo demais, um grande neném. Quer mamar? Eu te dou leitinho”... Vamos fingir que isso não soou totalmente pervertido da minha parte.

— Ah, ah. E-eu não estava fazendo nada.

Seus olhos se voltam para o próprio prato e ele franze o cenho. Suas bochechas estão vermelhas e eu quero chorar porque ele realmente é a coisinha mais linda que já vi… Ok. Esse não sou eu. Estou infectado.

— Aham, eu acredito — respondo encarando seu rosto.

Jungkook continua corado, mas seu olhar se ergue e ele o mantém preso no meu. E é tão bonito, mais tão bonito que eu me sinto com falta de ar. Alguém me dá o maior prêmio de otário do milênio? Estou aceitando, obrigado.

— A comida tá muito boa — ele elogia baixinho.

— Obrigado.

E assim nós ficamos; comendo e nos encarando como gato e rato, mas sem a parte em que o gato quer comer o rato, é claro.

Assim que acabamos de comer, Jungkook me encara por mais alguns segundos antes de tirar seu prato da mesa e levá-lo até a pia.

— Pra quê o gel?

Ele questiona se referindo ao pote de gel que eu trouxe e coloquei em cima da mesa.

— Ah, o gel? — murmuro envergonhado — É pra massagear suas costas.

— Err… Obrigado.

 

Seria estranho se não fosse cômico nós dois estarmos indo para o quarto dele com nossas mãos entrelaçadas uma na outra. Mas Jungkook simplesmente segurou minha mão e nos guiou.

 

— Você quer que eu tire minha blusa?

Ele pergunta assim que se senta em seu colchão. Meu rosto esquenta enquanto aperto meus dedos no pote de plástico. Por que estou tão nervoso?!

— Ah, sim, sim. Seria bom… Quer dizer, porque assim o gel não pega na sua blusa e… Você entendeu — sussurro envergonhado por ele estar rindo de mim.

— Entendi sim. Eu vou tirar.

Então ele se vira e tira a blusa. Suas costas são lindas. Como eu nunca havia reparado nelas antes? São largas, definidas e tão claras que eu automaticamente me imagino fazendo várias marquinhas nela, sem contar com os sinais que parecem ter sido colocados perfeitamente só para completar todo seu charme.

— Jimin? Já tirei. O que você tá esperando?

— N-Nada, desculpa.

Rapidamente abro o pote de gel e me foco em começar a massagear suas costas.

— Essa quantidade é boa pra você?

Pergunto mostrando pra ele o gel em meus dedos.

— Coloca só mais um pouquinho.

Pego mais um pouco e respiro fundo antes de passar o produto gosmento nas costas dele. 

— Ok — concordo deslizando minhas mãos pela sua espinha dorsal.

— Ji… Ah… Isso faz… Ah.

Jungkook está gemendo.

Eu quero morrer.

 — O quê? — sussurro tentando manter o autocontrole.

— É muito gelado.

Sua voz está baixa e trêmula. É um clima calmo, calmo até demais… E sugestivo também. Balanço a cabeça negativamente, tentando espantar todos os pensamentos impuros. A pele dele é tão macia, meus dedos se movem sobre ela com tanta facilidade que chega a ser relaxante. Poderia massagear por horas.

— Suas mãos são tão gostosas.

Por que ele fala essas merdas pra mim?!

— Shh, cala a boca.

Continuo esfregando e pressionando. É simplesmente viciante. Por um momento consigo escutar pequenos ofegos e suspiros vindos da parte dele. Seus ombros são tão bonitos… O que aconteceria se eu os beijasse?

— Ji… Jimin?!

Pressiono meus lábios suavemente em seu ombro direito, tentando sentir a textura de sua pele. Jungkook continua suspirando fortemente e sua cabeça casualmente se inclina para a esquerda.

Eu automaticamente interpreto sua ação como um pedido mudo para explorar todo o seu pescoço, então nada mais justo do que me aproveitar.

Deslizo meus lábios para cima e para baixo em sua derme, enquanto uma das minhas mãos envolve sua cintura e a outra levo até seu pescoço, pressionando seu pomo de adão com delicadeza.

— Eu vou chupar o seu pescoço — sussurro rente ao seu ouvido.

Jungkook geme contido enquanto desliza sua mão para trás, agarrando meus cabelos com certa possessividade.

— Pode chupar o que você quiser hyung.

Se o meu pênis já estava todo ereto, dessa vez ele colocou chinelos para sair correndo de dentro da minha calça.

Repreendo a mim mesmo por estar pensando tanta perversidade assim, mas de todo jeito não consigo parar minhas ações.

Continuo beijando e chupando a pele dele como se fosse um maldito vampiro viciado em sangue.

 — Por que sua pele tinha que ser tão boa de abusar?!

Sei que minha pergunta não teve coerência, mas Jungkook está rindo. Ele ri enquanto suspira, e isso já é o suficiente pra mim.

— A sua língua é tão gostosa.

Seu comentário me deixa envergonhado e ao mesmo tempo excitado. Fecho os olhos e continuo a pressionar sobre sua pele, chupo e mordo como um cachorro faria caso tivesse um osso. Estou acabado, completamente preso no charme dele.

— Quero sentir sua língua na minha.

Ele simplesmente diz isso enquanto vira seu rosto em direção ao meu. Seus olhos são tão lindos e profundos que sinto como se estivesse me perdendo totalmente dentro deles. Apesar do pedido consideravelmente vergonhoso, eu o encaro por alguns segundos antes de finalmente inclinar meu rosto e tomar seus lábios. É um selo singelo, lento, apenas um pressionar de lábios que me permite sentir a textura de sua boca, que ainda se encontra fechada. Não sei quem foi o primeiro a tomar iniciativa, mas o selo se transformou em um roçar. Um roçar com seus suspiros suaves se envolvendo aos meus e agraciando meus ouvidos. Não sei em que momento ele se virou, mas no segundo seguinte seu corpo se moldou perfeitamente em meu colo.

Nosso pequeno roçar de lábios se transformou em um beijo envolvente, com nossas línguas se acariciando da melhor forma que eu poderia imaginar. É claro que em algum momento Jungkook iria ficar totalmente eufórico como só ele consegue ser, e esse pensamento se concretizou assim que seu quadril passou a se mover, começando  a rebolar sutilmente sobre meu colo e minha ereção...

— Você já tá tão duro e eu nem te beijei direito.

Droga, ele está certo. Nem nos beijamos direito e já estou duro como pedra. A vergonha é grande, mas não tão grande quanto a malícia dele ao falar isso.

— Você só vai ficar falando ou também vai agir?

Sim. Eu perguntei isso.

Que merda estou dizendo agora? Foi totalmente involuntário, reação imediata, resposta espontânea. Eu sou um otário, estou com tanta vergonha que sinto como se fosse morrer.

Ok, só não posso deixar transparecer isso pra ele.

Jungkook me encara assim que escuta minha pergunta ousada. Ele está me encarando de uma forma bastante ameaçadora.

— Não acredito que disse isso — murmura.

Respiro profundamente e arrepio por completo assim que sua língua desliza lentamente no meu pescoço. Meu coração está batendo muito rápido e eu sei que é porque gosto muito dele.

— Você é muito cheiroso.

Ele diz fungando meu pescoço, minhas mãos continuam firmes ao redor do seu quadril. Nos encaramos por mais alguns segundos, antes dele afastar meus braços e deslizar seu corpo calmamente sobre minhas pernas.

Por um breve momento meu cérebro se torna uma caixinha de interrogações quando seu rosto para bem em cima das minhas coxas. Eu consigo ver sua bunda arrebitada perto dos meus pés. Sua posição é própria para engatinhar… Por que sou tão pervertido?!

— Jungkook… O que você está fazendo?

Por que caralhos Jungkook está com as duas mãos no elástico da minha calça moletom? Não quero dizer que estou me tremendo todo de nervoso, mas é exatamente isso que está acontecendo.

— Fecha os olhos, Jimin... Vai ficar tudo bem.

Não sei se deveria fechar os olhos, Jungkook é doido demais para que eu apenas confie nele cegamente, mas como um grande otário que sou, os fechei.

Consigo escutar quando ele solta um riso nasalado, com certeza está se divertindo com toda essa merda. As mãos dele puxam o laço que fiz no elástico, fazendo minha calça ficar consideravelmente mais frouxa. Sua respiração se torna levemente desregular quando sobe mais um pouco sobre minhas pernas e seu queixo se apoia na minha virilha. Estou tremendo como um gato depois de sair do banho.

— Hmm, você está tão armado, parece até que vai atirar em mim.

Ok. Não estou no inferno, mas meu rosto está pegando fogo. Já é vergonhoso demais estar tão duro por ele apenas ter sentado no meu colo, então não precisava mesmo lembrar que ainda estou apontando para cima como uma flecha pronta para ser lançada.

Suas mãos seguram nas laterais da minha calça e ele logo tenta puxa-la para baixo, mas eu o impeço de continuar.

— Jungkook! O que acha que está fazendo?! — questiono em um tom de repreensão, seguido de um suspiro indignado de sua parte.

— Eu não pedi pra você fechar os olhos?

Essa é única coisa que ele diz. Claro que como um idiota medroso eu só o encaro desconfiado e nego com a cabeça.

— Relaxa, não vou fazer nada de mal com você, agora solta minhas mãos e relaxa aí.

Me dando por vencido, fecho os olhos novamente, solto suas mãos e apoio minhas costas nos travesseiros que estão arrumados na cabeceira da cama. Jungkook está próximo demais do meu membro, não tem como relaxar, não mesmo. Então eu apenas finjo que estou relaxando e tento não ter mais uma síncope. Sua respiração se torna mais pesada quando desliza suas mãos para minha calça novamente e começa a puxá-la para baixo.

— Sem cueca?… Que safado, Park Jimin.

Meu rosto esquenta mais um pouco e eu agradeço mentalmente por estar de olhos fechados. Qual é? Eu não sabia que ele iria tirar meu moletom, e dormir de cueca é a pior coisa do mundo, o pano amassa todo o pênis. Então é claro que eu não iria dormir com uma droga de cueca. Não mesmo!

— Não me diga que minha falta de cueca te assustou?

Ok. Agora eu sou o senhor ousadia que joga perguntinhas totalmente ousadas. Detalhe: ainda não abri meus olhos para encará-lo porque sou medroso demais.

— Claro que não. É sempre bom ver o seu pau duro logo de cara.

Se meu pênis já estava duro, agora ele saiu voando. Sabe quando você não está acostumado com palavras impróprias e quando alguém às diz você fica com um sentimento estranho na boca do estômago? Não foi exatamente o sentimento de choque que senti, foi… Tesão? Estou confuso.

— Não diz essa palavra.

Sim, esse sou eu: ofegante e pedindo para que Jungkook tenha consciência das palavras, mesmo que na verdade eu tenha ficado ainda mais excitado em ouvi-lo. Em meio ao sentimento de choque e tesão, fui obrigado a abrir os olhos, agora estão terrivelmente abertos para ver qualquer expressão que Jungkook faça.

— O quê? A palavra “pau”?

— Aham… Hmm…

Sua mão agarra na base do meu pênis com certa força e eu não consigo não gemer porque simplesmente é uma sensação gostosa demais.

— Então como quer que eu o chame? Pênis? Membro? Mastro? Pinto ou talvez “pintinho”? Tá bom pra você assim? Te parece melhor se eu disser: “seu pintinho tá bem duro, goza na minha cara”?

E então ele aperta minha ereção um pouco mais forte e em seguida esfrega minha glande em sua bochecha lisinha. Se os meus olhos não saltaram para fora do globo ocular, é tudo graças as veias interligadas para que eles continuem dentro do meu crânio, porque… Porra! O que ele acabou de fazer? Esfregou o meu pênis no rosto?! Em todos esses anos de existência, eu nunca tinha visto pessoalmente uma coisa tão sensual e pervertida como essa.

— Ah… Ahh.

Estou gemendo contido enquanto minhas mãos apertam os lençóis da cama dele.

— Você não gosta da palavra, mas não é o que parece, já que está “chorando” de emoção.

Ele diz e em seguida pressiona a ponta de sua língua na fenda da minha glande, por onde terrivelmente está saindo uma quantidade inadequada de pré-gozo. A palavra que ele utilizou foi boa, mas acho que meu membro se encaixa mais em “derretendo” do que “chorando” de emoção.

— Ahh… N-Não faz isso…

— Por quê? Por um acaso você vai gozar se eu fizer isso?

Então o bastardo lentamente resvala sua língua mais uma vez sobre minha glande. Estou tremendo, não sei se vou conseguir me segurar por muito tempo, e pelo bem dele, é melhor que nem continue.

— Não! Você apenas… Apenas p-pare de fazer isso.

Estou hiperventilando, tenho certeza que meu rosto está ridiculamente corado. Jungkook continua respirando pesadamente sobre todo o meu comprimento. Estou tremendo. Ele sabe o efeito que causa sobre mim e tenho certeza que deve gostar disso. Provavelmente está se divertindo.

— Hyung, eu queria saber... Estou em dúvida sobre uma coisa.

Seu rosto assume uma falsa inocência enquanto tenta parecer confuso. Até mesmo coloca sua mão livre debaixo do próprio queixo, tentando completar todo seu teatrinho “inocente”.

— O que é? — pergunto com a voz trêmula e rouca.

— Eu posso lambuzar todo seu pau com minha língua? Sabe, lamber ele todinho e deixar molhadinho?

Eu o odeio pra caramba.

Como pode pedir uma coisa dessas sem um pingo de vergonha na cara? Tenho certeza que se eu não soubesse segurar, teria gozado com o que ele disse.

 — Err, eu… Ahh.

Não consigo terminar de falar. Não consigo falar, apenas gemer. Jungkook simplesmente decidiu fazer uma linha da base até a glande do meu pênis, detalhe: usando a sua língua quente. Ele faz isso em todos os lados possíveis do meu membro.

Estou tremendo, a sensação úmida de sua língua me faz expelir cada vez mais pré-gozo. Tento contar mentalmente até dez, mas nem isso ajuda mais. Estou no meu limite.

— Jungkook, você tem que parar agora.

Peço desesperado. Ele continua me encarando enquanto passa sua língua verticalmente sobre as veias já salientes do meu pênis.

— Por quê? Se eu continuar você vai gozar? Já? Tão rápido assim? Não sabia que tinha problema de ejaculação precoce, que pena.

Ah esse moleque bastardo!

— Não, não é isso… Você não entende.

— O que é que não entendo?

Ele me encara seriamente, ainda utilizando uma falsa inocência.

Meu corpo está pulsando. Uma de suas mãos começa a bombear meu falo duramente enquanto a outra desce até meus testículos, massageando de uma forma tão gostosa que não consigo explicar. Ele é tão bom nisso.

— Eu não vou poder me segurar.

— Hm?… Sabe de uma coisa Jimin? Dizem que os homens são melhores do que as mulheres em fazer sexo oral em outros homens. Sabe por quê?

Eu nego com a cabeça. Nego porque não estou no meu raciocínio perfeito. Tenho certeza que meus testículos vão explodir se o punho dele continuar a me masturbar desse jeito apertado.

— Porque eles também têm um pau. Eu sei como você tá se sentindo agora, sei que está morrendo de tesão, sei onde te tocar e sei onde te chupar… Mas acho que isso é mentira, não importa se é homem ou mulher, o importante é saber chupar direito. E isso é uma coisa que eu com toda certeza sei fazer muito bem.

Então ele desce os lábios em formato de “o” até minha glande e em seguida a chupa com força. Eu grito, grito contido e aperto seus cabelos fortemente. Agora minhas duas mãos estão presas em seus fios de cabelo, puxando e mantendo sua cabeça parada no lugar.

Sua boca continua encaixada em mim, sinto sua língua trabalhando para me lamber e chupar como se fosse um pirulito. É tudo muito intenso, sua mão continua me masturbando firmemente e eu só consigo gemer, estou suando de ansiedade. O barulho das sucções me deixa totalmente excitado.

Se eu tinha um limite, ele morreu de vez.

Com um estalo na minha mente, eu puxo seu cabelo com força e o faço inclinar a cabeça para trás, um fio de saliva desliza pelo canto de sua boca, seu rosto está corado e seus olhos parecem esbanjar luxúria. Sua mão continua se movendo em mim, mas eu a impeço para repousa-la sobre minha coxa.

— Eu te pedi pra parar, não pedi? Agora você vai ter que aguentar — sussurro em meu tom ameaçador — Abre a boca.

Seus olhos se comprimem quando aperto seu cabelo fortemente. Eu sabia que iria acontecer. Sabia que meu cérebro iria “estalar” por deixa-lo comandar meu corpo.

Seguro na base do meu pênis, o guiando para frente e em seguida o esfregando nos lábios abertos de Jungkook. Ele parece surpreso, mas não diz nada, apenas continua me encarando fixamente. E em um rompante eu o puxo com tudo até sua boca engolir meu pênis por inteiro.

 

Eu já havia notado o quão dominador tenho me tornado quando fico extremamente excitado. Será se Jungkook já havia notado também?

— É tão quente dentro da sua boca.

Ofego as palavras enquanto o mantenho parado, exatamente na posição em que eu almejava. Suas bochechas estão vermelhas, não sei se é de vergonha ou excitação, mas quando se trata de Jungkook, é quase impossível que seja de vergonha.

— Quente e úmido.

Sussurro as palavras lentamente. Gosto do efeito de impacto que elas causam.

Aperto seus cabelos mais uma vez e puxo sua cabeça para cima, fazendo-o deslizar sua boca lentamente sobre todo o corpo do meu membro. Seus olhos se fecham, suas bochechas se tornam ainda mais vermelhas e eu tenho certeza que esse aperto no meu peito é mais do que somente excitação. É fora do comum. O sentimento é estranho, mas é uma sensação gostosa. Tento afastar os pensamentos repentinos e me foco apenas em sua boca. Pressiono seus cabelos firmemente enquanto movo sua cabeça para cima e para baixo, sua língua timidamente pressiona o comprimento do meu pênis. É impressionante como sua respiração continua falha, mas mesmo assim ele não pede para eu parar.

— Você é lindo como a Barnard 33*.

É. Eu acabei de sussurrar isso. É totalmente ridículo que até mesmo quando tem alguém me chupando, eu ainda consiga fazer algum elogio assim. Mas é inevitável.

Repreendo a mim mentalmente, mas sigo movimentando a cabeça dele para cima e para baixo, é uma felação gostosa. Para todos os efeitos eu concluí que sua boca é a boca mais maravilhosa desse mundo, quero ficar para sempre dentro dela.

De repente Jungkook abre os olhos e me encara intensamente. Não sei se é uma reação ao meu elogio, ou ao comando das minhas mãos em sua cabeça, mas o importante é que eu gosto desse olhar dele. É um olhar diferente, carrega algum tipo de sentimento que não consigo identificar.

Deslizo uma mão até sua bochecha esquerda e acaricio sua pele, seu rosto está tão quente.

Nos encaramos por um tempo, não sei se passaram-se segundos ou minutos entre a troca de olhares, mas a imagem de um Jungkook corado e a respiração falhando por conta do meu pênis em sua boca, iria ficar cravado para sempre na minha mente.

— Eu pedi pra você parar — sussurro sem muito sentido ou quebra ao clima.

As ondas do orgasmo se aproximam fortemente quando seus dentes raspam no meu falo. Prendo a respiração assim que uma de suas mãos sobe até a minha mão que está na sua cabeça, ele a pressiona para que eu continue puxando seu cabelo ainda mais forte. E eu não faço questão de me conter. Seguro seus cabelos com as duas mãos e o faço ir mais rápido, mas justo, repito os movimentos por um longo tempo, sem parar, sendo duro com sua boca. Meu orgasmo se aproxima, consigo sentir ele chegando das pontas dos dedos do pé até o meu último fio de cabelo. Seus dentes raspam novamente na minha base e esse é meu fim. Tombo minha cabeça para trás enquanto tento afastar Jungkook. Vou gozar… Mas não posso fazer isso dentro da boca dele, meu consciente diz que é errado, por isso tento afasta-lo, mas Jungkook não parece concordar muito com a ideia, suas mãos afastam as minhas e ele continua tentando me abrigar dentro de sua boca.

— Kook… Ahh! E-Eu vou gozar.

Ele parece não querer ouvir, até mesmo fecha os olhos e continua a mover a cabeça mais rápido enquanto lambe e chupa com mais força. Não posso segurar mais, não quando além de continuar, ele também geme no meu pênis, geme trazendo vibrações magníficas que se espalham por todas as partes, principalmente minha virilha. Meu corpo treme e as sensações do orgasmo são retiradas de mim através de jatos fortes e quentes dentro da boca de Jungkook. Ele geme junto a mim, estou tremendo fortemente e pela primeira vez na noite eu invisto de verdade meu quadril contra a boca dele, tentando prolongar o efeito do orgasmo. Jungkook engole tudo, seu rosto está muito vermelho e seus olhos se mantêm totalmente fechados.

Meu peito formiga quando vejo uma lágrima solitária descer até sua bochecha.

Acho que essa é a expressão mais linda que já vi no rosto dele.

 

— Desculpa, desculpa, desculpa.

Eu peço desesperado assim que meu corpo se recupera do efeito do orgasmo. Jungkook só se mantém me encarando, depois de alguns segundos ele solta um riso rápido.

— Por que está se desculpando? — questiona se sentando do meu lado.

— Eu... Eu gozei na sua boca — sussurro envergonhado, fazendo-o rir mais uma vez.

— Jimin, você só gozou na minha boca porque eu deixei. Eu queria.

Não sei como reagir a isso. É vergonhoso. O encaro por mais um tempo e logo me dou conta de algo... Eu deveria fazê-lo gozar também?

— Jungkook... Você não go...

— Shh... Sim.

Sussurra com um de seus dedos sobre meus lábios, me impedindo de continuar.

O quarto fica estranhamente silencioso. Nossos olhos não se desgrudam um do outro.

— Você não precisa se preocupar... Eu gozei — confessa timidamente.

Então meus olhos descem imediatamente e eu consigo observar a grande mancha formada na sua calça moletom, bem na área da pélvis.

Ele gozou apenas por me chupar?

—... Você...

Não consigo concluir. Meu rosto está quente, estou nervoso e envergonhado por ele ser sensível demais. Eu só queria poder toca-lo.

— Tudo bem. Agora preciso tomar um banho.

Essa é a última coisa que ele diz antes de dar um pequeno selinho em meus lábios e ir direto para o seu banheiro.

Fico por mais alguns minutos em sua cama, estático, até me dar conta de que preciso trocar de calça.

 

Faço tudo muito rápido no banheiro da cozinha, me arrumo mais uma vez no meu quarto e depois sorrateiramente vou para o quarto de Jungkook. Deito em sua cama e me embrulho. Ele ainda está no banheiro.

Sei que faz tempo que não dormimos juntos e faz tempo que ele me evita, mas eu gostaria que pelo menos essa noite ele me deixasse ficar.

Assim que escuto a porta de seu banheiro se abrindo, eu viro para o lado contrário e me agarro firmemente no lençol, esperando que ele não me encare e que não queira me mandar ir embora para o meu quarto.

Suspiro fortemente enquanto fecho meus olhos e escuto seus movimentos, alguns minutos se passam até que ele finalmente se deita ao meu lado.

O silêncio me deixa inquieto, consigo ouvir perfeitamente sua respiração pesada se misturando a minha.

— Você... Você pode me abraçar?

É um questionamento baixo. Na verdade sua voz está muito baixa.

Meu coração está tão acelerado quanto um atleta correndo nas olimpíadas.

— Aham.

Concordo enquanto viro para abraça-lo por trás. Nossos corpos estão frios por causa do banho, mas logo se esquentam quando eu o aperto um pouco mais forte e fico beijando seu pescoço suavemente.

 

Não sei quando ele dormiu, ou quando eu dormi, não lembro claramente. Mas o importante é que pela primeira vez eu senti como se fosse à coisa mais certa do mundo. Estarmos deitados juntos é uma coisa que eu queria fazer para sempre.

 

E, definitivamente a maldição da hierarquia que Seokjin disse, não funcionou comigo.

 

 

 

 

Eu não queria levantar tão cedo, mas infelizmente precisei levantar como um ninja da cama só para não acordar Jungkook, já que a porcaria da campainha da nossa porta começou a tocar como se a pessoa do outro lado estivesse desesperada para fugir de um ataque zumbi.

— Já vai! Demônios!

Exclamo irritado, mas logo me arrependo amargamente ao abrir a porta.

“Demônios”?

Ela repete o que eu falei e me encara como se fosse fuzilar meu rosto. Meu corpo trava. Por um momento acho que minha alma saiu do corpo e voltou de novo só para presenciar a tragédia seguinte.

— Você falou “demônios”?

M-Mãe?

Isso mesmo, esse demente gaguejando sou eu. Estou encarando minha mãe na porta como se ela fosse uma própria portadora de Mirai Nikki pronta para me matar.

— Sim.

— O que faz aqui? — questiono tentando evitar fazer contato visual direto com ela.

Eu vim passar um tempo com você.

 

É oficial, sou o cara mais azarado desse mundo.


Notas Finais


*Tteokbokki: é uma comida feita com rolinhos de arroz macio e molho doce de pimenta vermelha.
*Barnard 33: é uma nebulosa escura na constelação de Orion (na minha opinião ela é a nebulosa mais linda que existe).

Uau. Jimin e Jungkook são os únicos tontos da fanfic que não conseguem ver que já agem como um casal. Alguém por favor dê um prêmio pra esse “não-casal”?
Nasci pra escrever Jimin geek apaixonado e na fossa :’).


Bicho, eu tava com muita saudades de vocês, tu é loko. A saudade era tão grande que nem cabe nesse meu peito.
Eu estava passando por vários perrengues doidos que nem compensam ser ditos aqui de tão infelizes que foram, então eu só posso agradecer por vocês me darem força, estarem sempre comigo e por serem maravilhosos nesses meus momentos ♡

A mensagem abaixo foi postada em Dead Inside, mas eu preciso postar ela aqui também:

Fazer perfis e roteiros é uma coisa íntima minha que me mantém ainda mais próxima das minhas fanfics e permite que eu não me perca na estória, e por isso eu tinha vergonha de até mesmo PENSAR em divulgar os perfis com vocês, mas hoje eu me sinto bem mais segura pra me permitir fazer isso.
Se lembram que eu contei que tinha perdido todos meus roteiros e perfis no docs? Eu consegui refazê-los com ajuda da minha agenda (eu anotava tudo lá).
E como um presente em agradecimento aos 4k de seguidores, eu vou compartilhar o perfil da minha fanfic com vocês ---> https://drive.google.com/file/d/1zPaf4892hnEAAqSDnq8I_i-mVuX5PlJ3/view?usp=sharing
Tentei fazer tudo com carinho, é simples(pode até ter alguns errinhos), mas é assim que são os meus perfis, espero que tenham gostado ♡ (se quiseram comentar o que acharam do perfil, fiquem a vontade).

Qualquer coisa, se você quiser ver o perfil das minhas outras fics que estão em andamento, é só vir no meu jornal --> https://www.spiritfanfiction.com/jornais/gift-profiles-13888099 e acessar os links.
♡ Beijos, SENTI SAUDADE PÁ CARAÍ ♡ ♡

É isso, até a próxima atualização seus lindos ♡


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