História Nem tão inimigos assim - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Amemvhope, Comoeusofro, Hoseok, Jikook, Meuspais, Namjin, Taehyung, Taeseok, Vhope
Visualizações 162
Palavras 4.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu acho que não demorei dessa vez

Capítulo 4 - Encontramos um Alceu?


       —" A roda do ônibus roda roda roda roda roda roda.  A roda  ônibus roda roda peeeeela cidaaaade! A porta do ônibus abre e fecha, abre e fecha …." 


 Se você é uma pessoa que não encontra dificuldade em lidar com crianças fique sabendo que desejo meus sinceros parabéns. Você é foda, o topper', a coca-cola do deserto, o kamehameha do goku. Quais comparações a mais eu devo adicionar? ah! A contracorrente do Percy Jackson, o Rigby do Mordecai. 


Você é o cara bicho! 


 Eu não me entendo, realmente eu sou todo errado. Existem momentos em que sim, eu sou um amor, eu trato as crianças muito bem, amo elas. Quero mima-las e abraça-las até explodirem ( meio piscicopata essa parte mas ignorem, ou não). Eu estou com essa mesma vontade agora, porém quero que explodam mesmo, mas não de fofura não, não, não, só quero que explodam. 


Ai vocês perguntam: "Nossi Hoseoki porqui vici está dissendi essas coisas seu mostri?" blá blá blá. 


Blá


Espera eu terminar antes de tacarem pedras nesse meu lindo rostinho. 

 Bom, antes de tudo queria dizer que hoje era aqueles típicos dias em que eu acordava muito mal humorado. E olha que para isso acontecer era extremamente raro ao meu ver, visto que sempre acordava impassível ou de vez em quando só as vezes mesmo um pouco feliz. 


 Meu dia começou tão ruim que para terem uma ideia de que não estou apenas fazendo meus típicos ataques de drama; ao me levantar da cama bati com toda a força de Panthro, o meu dedinho na quina da escrivaninha onde costumo estudar. 

 Doeu, doeu muito. 


 E só pra completar a listinha nada agradável de meu dia nada flores e arco-íris — Que no caso ainda estava apenas na metade pois ainda era… era… não sei a hora agora, porém é tarde, no intenso calor onde o sol está no ponto mais alto do céu! Chutaria dizer ser umas duas e meia — Continuando minha narração nada digna de um prêmio. 

Nesta manhã ao descer para tomar café, acabei queimando minha mão no fogão enquanto desligava. 

 Já estava bem estressado e ao sair para ir até minha parada de ônibus o Rottweiler do vizinho havia cismado com a minha cara, correndo atrás de mim até o outro quarteirão. 


Foi muita correria, achei que teria um ataque do coração. Sou sedentário, não garoto fitness. 


E para deixar uma pequena dica, eu aconselho a nunca me convidar para atividades em que eu tenho que, observe minha pequena listinha: 

1)Correr. 

 2)Correr. 

3)A mesma da primeira e da segunda. 

 Sabe acho que vou repensar se ainda serei carinhoso com spaiky — o cachorro —, não mereço isso. 

 

E para quem ainda não entendeu nadinha e principalmente; onde quero chegar com isso, aí vai. 


 Neste exato momento me encontro sentado em um ônibus escolar cercado de criancinhas histéricas cantando inúmeras músicas infantis; as quais havia esquecido conforme fui crescendo, agora sei de có e saltiado. 


Ótimo. Agora elas iriam ficar na cabeça até sabe-se lá quando. Música mais chiclete que girl group tem nome e são as cantigas  de crianças. 


— Estudos afirmam que as pessoas que mantém o rosto enrugado por muito tempo tendem a ter problemas futuros com a feiura. — Era só o que me faltava. 

— Escuta aqui ô — falei me aproximando do loiro o chamando com o dedo. Ele estava em pé em frente ao meu assento no minúsculo corredor, logo o motivo de meu desprezo curvou-se para me ouvir. — Não deveria está lá atrás com as crianças. Seu criança. — ouvi solta um riso soprado. 


 Ele iria retrucar, mas foi contido por Emily, uma garotinha com traços ocidentais loira que usava óculos com armação redonda bem grande para seu rosto pequenho. Era fofa. 


 Ela santava ao meu lado, mas se levantou. Tive que segurá-la para impedir uma possível queda, a pequena se esticou até o loiro e colocou sobre seu boné uma tiara com orelha de gatinhos, tinha em mãos um adesivo de leãozinho e não hesitou em colocá-lo bem na ponta de seu nariz. 


Achei a cena extremamente diabética. 

 Taehyung poderia ter ficado fofo naquilo? Poderia. Isso claro se ele não fosse um dragão. 

 TaeHyung a olhava com ternura, sorrindo pela ação da menina. 

 — Pronto tio Taetae, agora você é oficialmente um leãozinho! — desvencilhou de meus braços sentando no banco novamente. 

 — Oh, e por que eu seria um leãozinho? 

 Porque você é rude e mal educado. Um ogro também seria uma ótima comparação. 

 — Porque você é fofo! — juntou os dedinhos perto do rosto enquanto dizia ficando um pouquinho vesga ao olhar para as mãozinhas perto do rosto. 

Crianças. 


 […] 


— Vamos relembrar algumas regras importantes, ok. Quero silêncio — Ryujin que no momento se postava a frente, ditava regras que precisavam ser seguidas para o bem de todos e para o bem e não ficar esquecido no parque florestal o se perder por aí, que no caso fiz questão de ouvir com toda a atenção possível. 

 Sou lerdo, e me perder era tão fácil quanto Grover encontrar Pã (desculpe a comparação sarcástica, agora não sei se devo rir ou chorar). 


 Do lado de fora do ônibus eu e Taehyung organizavamos as crianças uma ao lado das outras da feita em que a esposa de Ed fazia a chamada, eu e o loiro distribuímos crachás onde se encontrava o nome deles e um número de telefone caso algum emprevisto acontecesse. 

 Só não fazia um crachá pra mim porque sou muito responsável e adulto, embora fosse um adolescente, tenho mentalidade adulta. Não querendo me gabar nem nada meu povo, mas sério é lógico que não me perderia. Meu senso de direção é um dos melhores, fui escoteiro do clube raio de sol na infância e sou praticamente um explorador nato. 

Poderia dizer que nosso grupo estava a salvo se a gente se perdesse ou fosse atacado por um urso. 

 Quais as chances de sermos atacados por um urso? Espero que as mesmas chances de nasce um sexto dedo em alguém. Você não tem um sexto dedo, né? Então vamos fica bem. Eu sou demais.


 Muito modesto eu, mas fazer o que se tenho até hoje todas as medalhas que consegui e ainda por cima todas limpas e polidas. Fasso questão de me exibir. 


 Lógico que tive que me enaltecer para Ryujin e para as crianças antes de partirmos. 

Contava várias histórias sendo acompanhado de brilhos nos olhos de cada pequeno. 

 Pena que a maioria era inventada.  

Porque nada daquilo aconteceu. 

Não comigo, que era como estava narrando, eu era o personagem das histórias, mas na vida real era só algum explorador famoso que eu lembrei de ter visto no Discovery Channel. 

E porque TaeHyung está com essa cara de "ah tá conta outra"? Está duvidando de mim? Ah mais porque não estou surpreso, não? Inveja, pura inveja. Tomara que se afogue nela. 


 […]


Debaixo de algumas árvores espalhei com a ajuda das crianças quatro lençóis grandes um perto do outro. Arrumaram as cestinhas com os lanches tudo bonitinho não tardando a nós empatufar com as comidas. 

— O que você está comendo? — Sun Hee me pergunta.

— Sanduíche de mortadela e você?  

— sanduíche de mortadela também, Hobi. 

 Olhei para o meu e fiquei pensativo. 

 — Quer trocar? — Propus 

 — Por que já? — Sun hee riu da minha cara. 

 — Por que o gosto, sempre é diferente. Anda troca logo. — Avá. Vai me dizer que vocês nunca fizeram isso? Eu faço o tempo todo e pra mim o gosto muda sim. E não liguei por possivelmente estar me aproveitando da inocência de Hee já que o meu sanduíche estava na metade e o dela no início ( é meu preferido galera e não tinha mais nas cestinhas não começem ) em minha defesa ela poderia comer os sanduíches de frango depois, já que ainda tinha e bastante .

— Tudo bem. 

 Sorriu brilhante pra mim, eu mesmo tinha mais que um sorriso. Sabem o sorriso de pennywise? De it a coisa? É segue nesse rumo aí, imaginem isso que tudo vai dar certo. 

 Peguei o sanduíche das mãos da pequena, certificando que ninguém mais havia visto. 

 Levantei de onde estava e fui para perto de uma árvore, assim que me sentei e virei meu corpo para minha esquerda pronto para abocanhar meu tão amado sanduíche de mortadela. Isso claro se não fosse impedido por ele. 

 Taehyung me encarava com a cara fechada, olhos semicerrados e os braços cruzados, estávamos a poucos centímetros e distância e me perguntava mentalmente como eu não havia o visto ali.

 Sentado com as pernas cruzadas parecendo aqueles mestres de Kung fu fazendo sua meditação matinal, logo soltou seu mais mortal veneno. 

 — Roubando sanduíches de crianças indefesas Hoseok? Que feio. 


Ainda com a boca aberta quase salivando pelo meu lanche pronto para ser mastigado, não tardei em mudar minha expressão e recuperar minha pose. 

 — Deixa de ser idiota. Claro que não roubei, foi uma troca imbecil. 

 — Sim, sim. Uma troca injusta, você se aproveitou da ingenualidade da menina. 

 — Mi mi mi mi mi — disse mastigando, colocando tudo de uma vez em minha boca, já nem me proporcionava mais prazer em degustar pois certa pessoa havia — como sempre — estragado. 

 — Meninos vocês viram a Emily? — Ryujin surgi com um semblante preocupado. 

 — Ela estava brincando com as outras meninas ali — falei com a mão tampando minha boca, ainda estava cheia, e não cobrir ela seria muita falta de educação, e eu sou um rapaz muito educado. Assim que apontei em direção ao parquinho não havia mais ninguém ali. — Ué

— As outras crianças não viram ela? 

 — Não Taehyung. Elas disseram que não sabem onde Emily está — Ryujin realmente se controlava para não perder a calma. 

 — Ok, eu vou atrás dela, ela pode está brincando por aí pela trilha, não deve ter ido muito longe. 

 Lenvantei limpando a grama de minha calça, observei Taehyung fazendo a mesma coisa. Espero muito que ele esteja levantando para ir até as cestas de piquenique pegar um lanche e relaxar por aí e não fazer o que estou pensando que ele vai fazer. 


 — Eu vou com você. — Mas nunquinha. 

 — Eu sou um explorador nato, não preciso de você — com o peito estufado protestei contra o loiro, novamente me olhava com escárnio, quis socar a cara dele. Ele tá provocando. 

 — Por favor né Hoseok, faça-me o favor! — falou. 

 — Meninos andem logo parem de discutir. 


 […] 


 — Talvez ela tenha ido naquela direção. — O loiro apontava. Quem havia dado a permissão para andar em minha frente? Eu sou o guia aqui. 


 — Querido é óbvio que ela passou por aqui — Apontei para a trilha oposta — Olha! pegadas. 


— Hoseok não se ache o explorador da natureza não, você não é. Vamos por aqui. 

 Que?! Espera.

— Ei! Quem foi que disse que você está no comando seu tonto — Ele riu. 

— Não estou no comando. Olha ali seu babaca. 


 Olhei para onde ele apontava e Emily estava brincando na grama com seu ursinho, era um campo aberto com poucas árvores, talvez ela nem tenha percebido que estáva longe do grupo.

— Eu sabia que ela estava nesta direção tá. — disse desconcertado.

 Se vocês acham mesmo que Jung Hoseok irá admitir um erro em frente a Taehyung estão muito enganados, meu orgulho só está manhã já foi demais ferido. 

 — Emily, Porque se afastou do grupo? — disse eu. 

 — Oi? 

 – Estávamos procurando você. — Taehyung completou. 

 — Ah. — Começou explicando, dobrando a barra de sua camisa — Eles estavam fazendo muito barulho. Não gosto de barulho; era varias discussões desnecessárias como: "Bill puxou meu cabelo", " não fala mais com ela, ela não gosta de pôneis, prefere pégasos", " o Haejun me bateu professora". É irritante. 


Encontrei os olhos de Taehyung, espantado. Ora, ora tínhamos uma amante do silêncio aqui. Já amo essa guri. 

 — Bom… temos que voltar.


 — Tudo bem, tio Hobi. — suspirou.  


Com as mãos na cintura todo confiante, sustentando um sorriso no rosto passei a analisar todo o verde, meu sorriso desmanchou na mesma hora. 

 Onde a gente tava? 

— Taehyung. — chamei preocupado. 

 — O quê? 

— Onde estamos? 

 Virei-me para eles seriamente perturbado, mas quer saber de uma coisa? Eu sabia, sabia que alguma coisa ia dar errado. 


— Nós viemos por equele caminho — explicou confiante — Ou… seria aquele? 

Ah não… 

Fiquei zonzo, tinha 100% de certeza que desmaiaria. Assim que ele disse isso o pânico nasceu dentro de mim. Comecei a hiperventilar 

— Eu… eu não posso…posso morrer… EU NÃO QUERO MORRER EM UMA FLORESTA TAEHYUNG!! 

— Mais não era você o tal explorador da natureza Hoseok — Me olhava desdenhoso com uma sombracelha erguida e aquela típica pose maioral achando-se o pika' das galáxias com aquele sorriso torto. 

 — Ora seu. 

 Avancei em cima daquele maldito agarrando seu pescoço, caimos no chão devido a força que usei para engasga-lo ,bradei mil xingamentos contra aquele tolo. 

 — Tosco, idiota, eu te odeio. Só estraga tudo! 

 Ele segurou em minhas mãos tentando se desvencilhar dos toques, gritando para eu parar, chutava o ar como se isso fosse adiantar alguma coisa e não iria adiantar muito, eu estava possesso. 

Em um momento de distração ele tirou minhas mãos de seu pescoço e trocou de posição, porém eu estava tão israivecido, logo rolamos no chão de novo. Taehyung ficou por cima de mim, eu gritava para ele sair, estava me machucando, sua mãos apertavam meu pulso com tanta força, sentia meus dedos dormentes. 

 — Você tá louco?! Seu merdinha! 

— Me larga! 

 Tirei força do cu só pode, uma das minhas mãos desprendeu-se. Agora ele me pagava aquele desgraçado. Desferi um tapa no rosto dele, o estalo foi tão alto e tão forte, apenas vi ele virar e cair ao meu lado, novamente avancei nele e quando estava pronto para acerta um soco.

— PAREM JÁ COM ISSO, OS DOIS! — senti uma pelúcia sendo jogada em mim. 

 Olhamos para os lados, Emily estava vermelha devido ao esforço que fez gritando. 

 — Emily? — Perguntei surpreso e assustado. 

 — Hobi e Taetae mal. Andem levantem e pessam desculpas agora! 

Olhei para baixo, ainda estava em cima dele. Os olhos de Taehyung encontraram os meus. 

 — Sai! — Maldito, desgraçado, filho da puta. 

 Ele havia acertado um soco com tanta força sem a criança perceber, em minhas partes. Eu não acredito que ele fez isso, mas não ia ficar assim mesmo. 

Gritei saindo de cima da barriga dele rolando no chão que nem um cão coçando as costas. 

 — Argh seu… 

— Seu lindo? Disso eu sei florzinha. — Caçoou. 

— O que você fez tio? — Emily veio até nós com um bico, parecia aqueles gnomos raivosos e desconfiados. 

 — Eu? Nada bebê. Só um agrado no tio Hobi. 

 — Então já se desculparam? 

 — J-Já — Disse com dificuldade, por mais que fosse mentira, me recusava a aceitar ordens de uma criança, ainda mais se for pra pedir desculpas ao otário. 

 Quando enfim consegui levantar do chão foi apenas tempo o suficiente para as árvores estremesserem e fafalharem incessantes agitando as folhas, em seguida espantando alguns pássaros. Fiquei em silêncio, em alerta a qualquer sinal de alguma coisa. 

  Quando um rugido alto feroz e esganiçado de arrepiar as espinhas ecoou pelo local, soube na hora que algo estava errado. 

O loiro pegou Emily no colo se afastando dando passos para trás. 

 — Vamos sair daqui. 

— Aham. — Concordei puxando o tecido de sua camisa andando atrás dele. 

Eu roia nervosamente as unhas imaginado mil monstros possíveis lembrando vagamente em ter visto em alguns filmes de terror. 

 E se fosse o minotauro? Sinistro, sinistro. Não quero pensar nisso, ah!

 

[…] 

 — Hoseok está tudo bem? 

 — Está sim, por que a pergunta? Eu estou ótimo e você? — Sussurrei.

— Você está puxando demais a gola da minha camisa, está me sufocando — disse com um pouco de dificuldade. Rápido soltei. — e porque está sussurrando? 

 — Não é óbvio? Tem um monstro andando a solta por aí, não vou arriscar. 


Eu andava, mas onde esbarrava poderia ser uma folha ou um simples galho que já estava soltando o berro. Emily parecia nem está preocupada pois ria de minhas reações, vez ou outra me assustando quando passava aquele galho seco que segurava, em meus braços. 

 Quem brinca em um momento crítico como esses?! Eu estava quase puxando de suas mãos aquilo. Tem sorte e está sendo carregada pirralha. 

 — Já passamos por aqui. 

 — Não, não passamos. 

 — Fala sério, já é a quinta vez que eu vejo aquela pedra em forma de bumbum. Estamos andando em círculos TaeHyung! 

 — Forma de bumbum — Emily rir. 

— Que saber Hoseok? Cansei. Você quer a direção certa? É so segui aquela trilha bem ali, dobrar a esquerda depois a direita que logo você chegará na puta que pariu, sem erro. 

— Kim Taehyung! — gritei cobrindo os ouvidos da Emily — Não diga palavrões perto dela. Uma criança apenas. 

 — Ah, gps humano porque não diz para onde temos que ir então, use suas habilidades de trovão de sei lá o que — protestou irritado. 

 — Primeiramente, é raio de sol segundamente, eu não sei. Então eu vou te ignorar pelo resto da tarde, pegar essa frutinha bem aqui e — falei tocando na frutinha enquanto olhava para ele. 

 — H-Hoseok… 

 Por que a frutinha estava umida? E por que ela estava bufando? 

 Taehyung puxou Emily para trás de si afastando lentamente, engoli em seco. Não queria, mas precisava. Olhei para trás receoso já rezando o pai nosso mentalmente. 

 Céus é um ciclope! É polifemo, tenho certeza! 

Minhas pernas tremeram.

Não

Levou uma fração de segundos para meu cérebro perceber o que estava acontecendo e antes que ele desse pane pelo pânico, eu corri. 

 Droga, eu odeio correr. 

 Mas verdade seja dita quando se trata de livrar minha cara ou meu corpo de uma surra ou uma enrascada em que me meto, sou capaz de invocar o ser mais rapido desse planeta, a adrenalina corre solta. 

 Corri o mais rápido que consegui bem mais que hoje de manhã, quando o cachorro do vizinho me perseguiu. 

Era um alce. Que raios um alce fazia nos perceguindo tão irritado desse jeito? 

 — Socorro Deus eu vou morrer! 

 — Tio Hobi, rápido ele está perto! 

— Obrigado por me avisar — Aish, que irritante. Isso só fez eu apertar ainda mais os passos.

 Taehyung corria com Emily mais a frente a todo vapor. Cada vez mais me via com aquele bicho com chifres enormes me encurralando jogando-me para o alto e matando o pobre e medroso magricela barra eu.

 — Então eu vou te ignorar pelo resto da tarde, pegar essa frutinha bem aqui e nha nha — Taehyung provocou com um pingo de ironia, choro e desespero. 

 — Cala a boca a culpa não foi minha! 

 — Claro que nã- Aahhhhhh! 

 — Tae- 



 Havíamos caído em um buraco, buraco de quase dois metros de altura. Minhas costas doem, mas eu tenho certeza de que Taehyung está muito pior. Emily grudou mesmo, como um bicho preguiça, até com a queda ainda está abraçada nele. 

Apesar de não ter uma aterrissagem tão terrível quanto Taehyung — obrigado mundo— porém, não foi uma das melhores, estou em cima das pernas dele, espero não ter quebrado nada em mim. 

 — Emily você se machucou? — Perguntei. 

 — Não. 

 — Que bom — suspirei e ajudei ela a levantar. 

 — Hoseok — Taehyung murmurou — Acho que quebrei alguma coisa. 

 Virei para fita-lo e ainda estava jogado da mesma forma no chão, andei até ele para ver o que tinha. Respirei fundo, céus, eu tenho pavor de sangue. 

— Meu Deus Taehyung, isso tá enorme! — Sua testa estava sangrando, me senti zonzo pela segunda vez em um curto espaço de tempo — Eu… eu… 

— Que isso Hoseok, seja homem e me ajude. 

 — Okay okay.

 Rasguei um lado da manga da camisa do loiro para estancar o sangue. 

acharam mesmo que eu iria rasgar da minha? Hã hã. 

 — Ai! Cuidado está doendo! 

 — Seja homem — Repeti venenoso suas mesmas palavras, seu semblante mudou e eu adorei — Agora cale a boca.  


[…]


 Meia hora… era o tempo em que estávamos ali. Poderíamos sim ter saído, mas o alce ainda estava rondando a área. Como tínhamos tanta certeza? 

 Simples, vez ou outra ele ia até o buraco onde estávamos somente para bufar e jogar mais terra em cima de nós.  

Eu queria muito saber o que ele falava para a gente quando fazia isso, será que seria: "Otarios tão pensando mesmo que vão sair daqui?" Ou " Vamos maricas, subam até aqui para levarem uma chifrada e um coice" 

 — Hoseok, pare de dublar ele — Taehyung me acertou uma pedra. 

 Qual é a do TaeHyung? Não tem nada para fazer aqui em baixo, estou com fome, estamos perdidos — o que já é motivo demais para levar em conta de que piqueniques em parques florestais não são do bem — e ficar olhando pra cara de pão mucho dele não era uma opção. Vai se foder Taehyung. 

 — Eu estou com fome, queria meu sanduiche agora — Emily falou. 

 — Oh talvez alguém tenha roubado e você nem percebeu — Taehyung… como sempre, Taehyung. Perece desconhecer a palavra silêncio. 

Olhei furioso para o mesmo.


 […]

 O alce tinha acabado de vir aqui no buraco, jogou terra novamente, dessa vez acertando Taehyung. Eu ri, da cara que ele fez. Pricipalmente por antes ele ter me acertado uma pedra, mas eu tinha que concordar com Emily, minha barriga começou a roncar.

 Ela estava sentada reclamando de ter deixado seu ursinho lá em cima. E foi quando meu celular tocou que eu percebi que estava com ele esse tempo todo no bolso. 


 Aqui deixo uma reflexão: Se você for lerdo que nem eu, quando você se perder por ai é ser perseguido pela cópia do Alceu, de Alceu e dentinho — só que em sua forma evoluída —. Cheque seus bolsos, para ter certeza de que está com o celular, porque vocês não vão querer ter um Taehyung furioso vindo em sua direção parecendo o demônio pronto para te matar. 

 Minha única reação foi me agachar e cobrir minha cabeça, que nem um ouriço, sou muito corajoso — sóquenão — nunca fui um cara violento. Meu ataque naquela hora foi apenas por… bom, pra tudo tem um limite né e Taehyung havia abusado dele, por isso o ataquei, mas agora eu voltei a ser o covardão de sempre.

 — Atende isso! 

 — Tá, tá. Tô atendendo calma, que estresse. Oi. 

 — Hoseok? onde vocês estão? Encontraram a Emily? 

 — Sim nós a encontramos — ouvi ela suspirar aliviada — Mas meio que nos perdemos. 

 — Mas isso é óbvio, estão sumidos há três horas. Onde estão? 

 — Eu não sei, caímos em um buraco. Um alce estava nos perseguindo. 

 — Eu sei onde fica esse lugar senhora — Ouvi uma voz diferente pronunciar do outro lado e linha — Eles estão em época de acasalamento, ele deve ter sentido-se ameaçado. 

— Fiquem aí ok, não saiam daí — Ryujin falou. 

 Claro até porque teria bastante lugar para irmos mesmo. Pensei 

 A ligação foi encerrada. 


 […] 

 Era noite. Mas eu não sabia as horas.

 Por um momento achei ter visto o Alceu andando por entre as árvores, mas só para certificar de que eu não seria morto hoje, apertei com certo desespero o botão que travava a porta do carro onde estava.

 Emily dormia no meio, entre mim e Taehyung, babando em meu braço e minha camisa. Maravilha. 

 O guarda florestal iria levar nós três até o ônibus escolar, mas antes do moço da partida no veículo entregou-me o ursinho de pelúcia que Emily havia deixado cair. 

 Na rádio tocava uma música chiclete, e isso até que tinha um lado bom, porém também tinha o lado ruim, pois fez eu esquecer as cantigas, mas agora essa música iria ficar no lugar delas. Eu me odeio. 

 Chegamos no final da trilha, avistei o ônibus, mas só depois que eu fui perceber o que se passava ali naquele cenário. 

 Ryujin estava no telefone com o semblante preucupado, Ed conversando com um guarda e também tinha uma viatura da Polícia. 

 Mas gente pra que tudo isso? 

Ignorei e sai do carro andando a passos pesados para dentro do ônibus, sentei em um banco desacreditado em como aquelas pessoas estavam caindo na lábia de Taehyung. 

Ele tava dando uma de herói na frente de todos dizendo que ele salvou Emily e que caiu de propósito no buraco pois sabia que o alce não iria nos atacar. 

 Ah tá, contra outra. Ele é tão abusado. 

 Vislumbrei ele entrando e com todo seu sinismo sentou ao meu lado, me limitei a não protestar, afinal de que adianta? é um insolente mesmo, apesar de merecer eu queria mesmo era ir embora. 

Com o canto dos olhos vi ele pegar sua mochila, e colocar o fone de ouvido. enfim quieto, não me encheu a paciência até darem partida. 

 Mas é claro que o dia de Jung Hoseok não poderia terminar simplesmente assim né. Meu dia tinha que terminar com chave de ouro. 

 Parece que teríamos que ficar mais algumas horas aqui. 

 — Pessoal! — Ryujin exclamou — O pneu furou.   


Notas Finais


Algumas explicações rápidas aqui em algumas palavras que apareceram no Cap.


Polifemo: Ele é um Ciclope.
Panthro: É um personagem dos Thundercats, caso alguém não tenha lembrado. :3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...