História Nem Todo Dom É Uma Benção - Capítulo 24


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Descendentes, Historia Original, Mistério, Romance, Supense
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


AAaAAaaaaaAaaaAAa.

se raiva matasse, eu já estava morta a muito tempo.

ta, vamos pular a parte em que me justifico e peço desculpas.

fiquem atentos, amanhã também vai sair capítulo novo provavelmente nesse mesmo horário.

é isto.

BOA LEITURA.

:)

Capítulo 24 - VINTE E QUATRO: Não há outro jeito


Madrugada do dia 03 de agosto; Kotlas, Rússia

Era uma noite de sono como qualquer outra.

Quieta e mansa.

Lukyan dormia sossegado, com o corpo da mulher que ama envolto ao seu. A presença dela, o cheiro e o toque era o que bastava para acreditar no infinito. E no amor. Ele queria que aquilo, essa relação, durasse para sempre. Que o afeto mútuo nunca acabasse, que fosse imortal assim como ele.

Assim como ele.

Imortal.

Eva Dubrov é uma mulher normal, apenas. Sem uma habilidade fantástica ou uma beleza sobre-humana. Comum. Eva é um soldado que segue regras, não uma arma X ultra-secreta e poderosa. Eva é uma humana mortal, e nada para ela será infinito.

No início, isso o incomodava. E estaria mentindo se ultimamente a questão não continuava amedrontando-o. Porque, imaginar Eva definhando de pouquinho aos pouquinhos é o seu maior medo.

Mas, às vezes tenta por de lado esse desconforto e procura aproveitar cada segundo ao lado dela. Cada toque, cada olhar, cada conversa e cada um dos beijos trocados até que ela não esteja mais ali. Até que tudo acabe.

Lukyan gostaria de manipular o tempo, afinal, assim tudo seria mais fácil.

E, bem, naquele momento, ele quis mesmo sabotar os minutos.

Porque tudo aconteceu tão rápido.

Estava encolhido no breu aconchegante quando um tremor abala a estrutura da casa interrompendo seu descanso. Por puro reflexo, seu corpo desenrola-se do cobertor e do peso de Eva, pisando com firmeza no chão. Suas mãos procuram por apoio com certo desespero. Tudo estava escuro e tremendo. Seu cérebro estava só vinte cinco e cinco por cento desperto, portanto seus movimentos eram realizados pelos seus instintos de sobrevivência sempre em alerta. Não havia tempo para raciocinar.

Mesmo atordoado, sabia que era Peter. E sabia que ele estava se colocando em perigo, assim como o restante dentro da casa.

É só mais uma crise, Lukyan tentava se convencer. Só mais uma crise. Calma. Tudo bem. Você consegue.

Cambaleando de um lado para o outro, Lukyan seguiu para fora do quarto. Se agarrava nas paredes e nos móveis, evitando um tombo. Não podia cair. Tinha que controlar Peter. Permanecer em pé. Não precisava de luz para se locomover, conhecia a arquitetura daquela mansão como a palma da própria mão. Sabia exatamente onde estava, mas não sabia onde Peter estava.

A eletricidade não sabia se permanecia ligada ou se desligava. A luz ia e voltava, trêmula e indecisa. Uma das iluminarias despenca do teto bem atrás de Lukyan, que gira o corpo a procura do barulho. Forçava a mente; o que diabos foi isso?

Os móveis e objetos de decoração não paravam de cair e se despedaçar no chão. Os barulhos assustavam Lukyan, que se desfocava da real preocupação. Peter. Mais desorientado do que nunca, Lukyan tenta unir seus passos apressados com a magnitude do terremoto. Seus braços pareciam querer correr mais rápido que as próprias pernas, sempre na frente do corpo o protegendo e a procura de suporte.

Se foi sorte ou não, consegue sentir a textura do corrimão da escada e, sem precisar pensar duas vezes, o agarra com força e lança seu tronco para os degraus. E, por mais que a mansão esteja em um breu instável, Lukyan conseguia enxergar — de alguma forma — os degraus, que, para chegar mais rápido em seu destino, pulava de dois em dois.

Não sabe dizer quando foi que chegou à conclusão de que Peter estava lá encima, mas sabia que estava, afinal lá é o quarto do garoto e ele não poderia ter ido muito longe. Bem, essa era a teoria de Lukyan e ele espera estar certo.

Não soltou o corrimão e nem deixou de encostar na parede enquanto subia a escada, precisava de equilíbrio e Peter não estava ajudando muito.

Ainda no último degrau, Lukyan sentiu à madeira prestes a ceder. E seu corpo congelou. Olhou para baixo vendo a tábua ir de um lado para o outro, sem controle algum de seu material. Lukyan sabia que tinha que se mover, mas não conseguia. Seus ossos travaram e ele mal respirava, com a pressão do ar trancafiado dentro da caixa torácica. Lukyan está tendo um treco, e não sabe chegar a uma conclusão do porque disso.

Até que, por obra do acaso, consegue sair de seu transe momentâneo ao ouvir a voz dela atrás de si. O berro de raiva e medo. Girou o corpo para achar o dela no meio do caos e do breu, e pode ver o brilho no olhar dela, que transbordava seus sentimentos angustiantes. Deu um passo para trás, chegando no piso do segundo andar e esticou sua mão inconscientemente. Eva nada via, nada além de um par de olhos azuis frios. Os olhos dele.

As escada sacudia sem piedade, anunciando sua própria queda. O casal moveu os olhos na direção dos próprios pés, vendo o inevitável declínio. E quando os primeiros degraus começaram a desmoronar, tudo pareceu passar em câmara lenta. O mundo parou. E Lukyan sentiu o corpo ser dominado pelo medo; o medo de perdê-la. Era uma queda grande, ele sobreviveria com facilidade... Mas não ela.

Eva cairia e seria soterrada por tábuas de madeiras pesadas e afiadas. E Lukyan veria e sentiria o cheiro do sangue dela se derramar pelos escombros. A veria morta.

Ele não quer ver isso.

Não pode deixar acontecer.

Se pendura no corrimão e joga o corpo para frente com a mão esticada para o além.

— Eva!? — gritou por seu nome. — Tem que pegar impulso, okay? Estou com a mão esticada. Eu vou te pegar, ouviu? Eu vou te pegar.

Eva ouviu, mas duvidou.

Não tinha tempo para repassar esse recém-criado plano de resgate, vai ter que arriscar e confiar na palavra do amante. Não parece difícil, já fez coisa pior.

Ela puxa o máximo de fôlego que consegue. Dá passos grandes para trás, também agarrada no corrimão que cedia cada segundo mais. E olhou para o horizonte, imaginando a figura de Lukyan ali com o braço esticado por ela.

Fechou os olhos e soltou o ar lentamente, buscando acalmar seus ânimos. E correu. Com o impulso, se atirou para o ar com ambas as mãos erguidas para cima esperando que, a qualquer momento, a mão de Lukyan a apanhe.

Mas esse momento pareceu nunca chegar.

E Eva pareceu estar caindo.

E ela gritou, imaginando seu fim tão próximo.

Então, dedos firmes e calejados agarram seu antebraço com uma força descomunal. Eva grita com dor do aperto, mas se agarra a ele também.

Vê os olhos dele, que, finalmente, cintilava de preocupação. Aquelas orbes gris lhe trouxe tamanho conforto e confiança como jamais antes.

— Eu falei que ia te pegar. — ele falou com esforço.

Puxou o corpo dela para cima, e ele nunca achou que seria tão difícil. Nem sabia que ela era tão pesada assim, e também nem vai comentar nada a respeito. Foi complicado, a ação exigiu muito estímulo para ambos. Mas, no fim, Eva estava pisando no solo firme com o corpo grudado com o de Lukyan.

E o mais estranho ainda; o chão parou de tremer. Isso foi uma surpresa. Uma onda de arrepios transcorreu o corpo de ambos de puro alívio. A eletricidade da mansão voltou, ainda instável. Com ela, os dois puderam ver a destruição que o terremoto causou no segundo andar. Totalmente devastado. Tudo que existia lá encima para ser quebrado, foi quebrado. Quadros, espelhos, criados-mudos, abajures e jarros de plantas mortas. Rachaduras cobriam as paredes até o teto, e no chão não era diferente. Tudo estava um caos.

Lukyan não sabe porque o terremoto terminou assim tão de repente, mas não descartou a ideia de averiguar Peter. No fim das costas, pode ter sido só um pesadelo.

— Ele está piorando. — Eva diz num sopro, tão baixinho. Ainda assustada com tudo que acabou de acontecer.

É, ele está.

Porque, de todas as crises que Peter teve até agora, nenhuma foi nessa magnitude. Suas crises eram apenas surtos de gritos raivosos e choros compulsivos, nada assim.

Entrelaçam as mãos e seguem caminho até o quarto do garoto, como se nem tivessem escapado da morte pouco tempo atrás. Estavam agindo com uma normalidade estranha, o normal que conseguiam ser. Ignorando o passado e toda a sua destruição. Passaram a borracha por cima, como se nem fosse tão relevante ou assustador.

Afinal, tudo está bem novamente, certo?

Errado.

A paz nunca foi de ficar muito com eles.

O abalo não começou fraco e intensificando aos poucos. Não. Apareceu tão forte, que com a determinação que tinha poderia rachar a mansão ao meio. E a casa balançou com tanta veemência, que, por Deus, Lukyan achou que morreria ali mesmo.

Seus joelhos dobraram e firmaram no chão, tentando resistir a potência do tremor em derrubá-lo.

O aperto de mão que ambos trocavam se intensificou, e as unhas de Eva cortaram a pele de Lukyan, que mal notou porque ele também fez o mesmo. Tentavam amenizar o medo um do outro, dizendo que tudo ficaria bem. É só mais uma crise.

E ponha-se a correr pelo extenso corredor. Lukyan ia na frente e puxava o corpo de Eva para alcançá-lo, ainda de mãos dadas.

Eles ouviram gritos. Gritos de dor e terror. Mas, ao que parecia, não era só Peter que se esgoelava. Tinha mais alguém com ele.

Lukyan se desesperou. Não podia, de hipótese alguma, deixar alguém se machucar nas mãos irracionais de Peter Witte. Não podia.

Então, finalmente, chegou no bendito corredor. O ápice de todo descontrole. Não sabe dizer em que momento largou a mão de Eva para correr até Peter, ele só sabe que a soltou sem nem pensar duas vezes. Seus olhos estavam tão cegos diante o medo e a responsabilidade, que mal observou o ambiente a sua volta e nem procurou pela segunda pessoa que fazia companhia a Peter. Ele apenas se jogou para cima do corpo atirado no chão, o corpo de Witte.

Prensou suas duas mãos no rosto molhado e vermelho de Peter, e se deixou sentir. Com os olhos cerrados, Lukyan absorveu a energia e tudo de ruim dentro do mais novo. Sorveu a energia pura e destruidora do dom do garoto, a raiva no coração e as lágrimas de dentro dos olhos. Lukyan sentiu tudo aquilo, e, droga, como era forte e machucava. Agora, Lukyan sabe como o menino se sente; extraviado, irreparável, confuso e perdidamente louco.

Sem conseguir impedir, lágrimas escorrem de seus próprios olhos denunciando sua angústia. Era muita coisa para comandar, muita informação e pouco controle. Como Peter lidava com todas essas emoções?

É ai que tá.

Peter não consegue. Ele fingi, isso ele sabe fazer muito bem. Mente com uma facilidade, que nem ele parece notar. Mas não consegue deixar de sentir, e muito menos organizar essa bagunça emocional.

O rosto dele perde a cor, e, por um minuto, pareceu um cadáver. Sem consciência e sem domínio do próprio poder.

O solo se estabiliza, sem mais precisar seguir as ordens de um dono totalmente enlouquecido e selvagem. A luz, dessa vez, permanece acesa, porém, bem fraca. E, agora, que tudo se mantéu calmo, Lukyan pode sentir uma corrente de ar invadir o ambiente. Ergueu o queixo para cima e conseguiu ver um buraco enorme no teto, e através dele viu um céu azulado cheio de estrelas pequenininhas. E seguiu sua linha de destruição, vendo uma pilha de tijolos e da calha. Pior ainda, sentiu o cheiro de sangue invadir suas narinas. Não era de Eva, porque ela estava encima dos escombros. Então, de quem poderia ser?

Jane...

Todo o oxigênio que acomodou-se dentro de seu pulmão, evaporou como se acabasse de levar um potente chute no peito. Lukyan já sentiu medo, mas esse era diferente. Não era Eva. Não era medo de si próprio. Era Jane. Isso muda tudo.

Abandona o corpo de Peter e parte em direção ao morro de pedra, tendo como um e somente um objetivo: tirar o cadáver de Jane de baixo dele. Teria demorado horas sozinho, mas a cavalaria chegou valente e afobada. Todos falavam de uma vez, fazendo questionários e expressando agonia. Lukyan nem ouvia. Tinha que tirar Jane de lá.

Suas mãos não paravam quietas, sempre se livrando de um pedaço pesado de pedra. Elas tremiam e escorriam sangue escarlate que não era seu, mas que era sua culpa.

Devia ter chegado antes.

Devia ter impedido.

Devia protegê-la.

Devia...

 

... Socar a cara desse filho da puta.

Enquanto que desenterravam Jane, outros levaram a pressas — sob ordens de Ary Funken — Peter para o quarto e o imobilizaram, com os pés e os pulsos acorrentados. Ary não perdeu tempo e misturou seu sangue alaranjado no soro e dopou o garoto.

Ele parecia estar tendo um sono tranquilo, e isso encheu Lukyan de raiva. Como ele pode dormir depois de ter assassinado Jane? Como?

Claro que Jane não está morta, não definitivamente, irá despertar daqui algumas horas, mas não é motivo para desconsiderar o ato. Peter a matou, não à sangue frio como um assassino que é, mas sim por falta de controle de si mesmo. Peter é um perigo eminente, não há como negar, não depois disso.

Precisam resolver isso, tipo, sei lá, deixá-lo confinado nesse exato estado no porão não parece má ideia. Lukyan até acha que ele merece, por ser um menino mal nesses últimos dias. Principalmente depois do que fez com Jane. E essa meio que seria sua vingança pessoal, só tinha que convencer os outros de que é o certo a se fazer. Não parece difícil.

A porta do cômodo volta a se abrir, revelando a identidade de Czar Vydrina, que, para surpresa de todos, não tinhas seus ternos limpos e elegantes colados no corpo. Aquilo parecia ser um pijama, e era estranho no corpo de Czar, já que em todas as ocasiões ele veste tecidos finos e caros. Uma camiseta preta comum com uma calça xadrez escura comum, mas, ainda sim, esquisitas. Por cima de tudo isso, um roupão cinza escuro.

Veio caminhando até onde o irmão caçula estava; bem de frente a cama de Peter. Aproximou-se com cautela, e tocou-lhe o ombro, um aperto firme. Lukyan esquivou o olhar do garoto, e encarou o rosto velho e cansado do irmão. Ele se questionou, de repente, quando foi que o mais velho começou a envelhecer tão depressa.

Czar cumprimenta o irmão com sua costumeira educação e formalidade. Também pergunta se está tudo bem, mesmo sabendo que não está. Conhece Lukyan, dá para ver nos olhos cintilantes dele.

— Como ela está? — Lukyan pergunta sem medo de deixar transparecer suas emoções. Estava com o irmão, tudo bem abaixar a guarda de vez em quando.

— Está bem. — garante Czar. — Foi só uma convulsão. — diz com normalidade, como se dissesse que é só uma gripe.

— As coisas não podem continuar desse jeito.

— Do que está falando?

— Do Peter. — ele diz como se fosse óbvio. — Não podemos ignorar o que acabou de acontecer. Ele matou Jane. Suas crises pioram a cada dia. Ele está perdendo o controle de si mesmo. Não podemos deixá-lo se movimentar na casa quando bem quiser, isso é perigoso, Czar!

Czar sabia que era, mas o que ele podia fazer?

A porta do banheiro, que dividia espaço no quarto é aberta. Por ela, Ary Funken surge secando seus utensílios médicos com o próprio tecido da camiseta. Veio andando com a cabeça abaixada, totalmente focado na atividade que realizava, tanto que nem reparou a presença dos irmãos Vydrina.

Lukyan aproveitou comparência do especialista para colocar seu plano em ação.

— Não existe outro jeito?

Ary não se assusta, apenas congela seus movimentos ao perceber que não estava sozinho. A voz grave e determinada de Lukyan o faz se lembrar dos mercenários que exterminaram sua família. E Ary morde a língua para não xingá-lo e ameaçá-lo. Não estava aqui por ele, nem por nenhum Vydrina. Era Peter quem precisava dele. Peter era sua maior responsabilidade desde então.

Por precisar de um tempo para se acalmar, sua resposta foi ficando pra depois. Os dois irmãos ainda esperavam um pronunciamento de Funken, enquanto que ele apenas tentava entender a pergunta.

— Continuamos sem notícias do outros? — Ary é quem pergunta, ao mesmo tempo que organizava suas ferramentas no criado-mudo ao lado de Peter.

Lukyan diz que sim.

— Já faz quase noventa e seis horas desde a última chamada. — quase quatro dias inteiros, complementa em sua resposta.

— Talvez haja um. — Ary responde aquela pergunta, no mesmo instante que a porta da suíte volta a se abrir, dessa vez contando com a presença de Mark. — Não vai mudar muito a situação dele, mas podemos colocá-lo em coma.

— Como é? Em coma? — Mark expressa sua confusão.

 

Mas é claro, Lukyan concorda. É muito melhor do que ele tinha imaginado.

— Como vamos fazer isso? — Lukyan pergunta interessado.

— Não, não é assim que funciona. — Mark nega. — Você não pode decidir as coisas pelo meu filho.

— E quem vai decidir? Você? — Lukyan ergue a guarda, querendo passar medo. — Peter não está melhorando. Ele matou Jane, fez metade da Rússia desmoronar e quase nos levou junto. Peter é perigoso!

— Peter está doente! — Mark grita. — Ele não sabe distinguir o que é real e o que não é. Ele não quis matar Elisabeth, sabe disso. Peter nunca seria capaz de fazer isso.

— Mas ele fez. E por isso ele é uma ameaça para todos nós.

Czar Vydrina entrou no meio, com uma mão no peito do irmão o afastando de Mark. Os dois se fuzilavam com rivalidade e superioridade, mas Czar repreendeu o caçula com um olhar severo.

— Acalmem os nervos. — Czar pede. — Vamos discutir sobre o assunto.

— Não tem nada para discutir! — Mark continua com sua teimosia. — Peter não entrará em coma!

— Você é um ignorante mesmo, viu? — Lukyan acusa empurrando o braço do irmão para longe. — Peter é perigoso, será que não dá para entender isso? Ele vai acabar nos matando se não fizermos nada.

— Não seria má ideia.

— Já chega! — Czar Vydrina grita, calando os dois.

Passa as mãos no cabelo ralo, e respira profundamente. Se vira na direção de Ary Funken, que apenas encarava a situação com uma cara engraçada. Ele estava gostando de vê-los um contra o outro. Também apreciava o caos, isso seria uma semelhante entre eles?

— É possível? — Czar questiona, mais calmo agora.

— É fácil. Com o meu sangue dentro do organismo dele por vinte e quatro horas sem parar, não há chances dele despertar tão cedo. E isso seria uma vantagem, até que os outros cheguem com o antídoto.

— Não vai fazer mal a ele? — Mark pergunta, preocupado.

— Não. — responde sincero. — Acredite, vai ser melhor assim.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Lukyan Vydrina acaba de entrar na categoria de Melhor Ator no Oscar de 2020.

até amanhã, compade e cumade.


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