História Nem tudo que reluz é ouro - Capítulo 126


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Categorias Descendentes
Personagens Carlos de Vil, Chad, Evie, Jay, Mal, Personagens Originais, Princesa Audrey, Príncipe Ben
Tags Amizade, Aventura, Família, Magia, Romance, Vida Escolar
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Palavras 2.588
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Terminando a explicação do líquido misterioso , tinha um pessoal bem ansioso no ultimo então resolvi adiantar xD
Espero que gostem ...

Capítulo 126 - Uma decisão pode mudar tudo parte 2


Emília estava deitada na cama esticada olhando para o teto .  Tocou o lábio com o indicador pensando no beijo daquele dia , ver algo que por tempos foi platônico se realizando parecia um sonho .

Se eu soubesse que ele aceitaria tão rápido não teria passado os últimos três anos planejando como me declarar , pensou e fez um bico , porque não fiz isso antes ? Bem , que importa agora , vou sair com ele amanhã, com isso em mente o sorriso bobo voltou aos seus lábios e lentamente adormeceu.

Do outro lado do oceano , Lilian estava sentada na cama rodeada de livros , em suas mãos uma carta de Kayla com um resumo dos problemas . Embora aquilo aparentasse  ser uma questão de saúde algo lhe dizia que tinha mais aspectos que se podia perceber , sua intuição andava lhe mandando espasmos , mas como provar ? Sua amiga prometeu enviar uma cópia do relatório das amostras ou pelo menos uma explicação do concluído , Evie ficaria alerta em busca de pessoas aliadas a Verônica de acordo com o que Rafael sabia , mas até lá nada poderia ser feito para interromper o processo . 

Mesmo assim , ainda que não fosse a solução , haviam medidas a serem tomadas e um dos moradores da ilha poderia ser de grande ajuda em casos dessa natureza.  Tinha agendado uma reunião bem cedo na manhã seguinte com a regente e sua aliada mas a preocupação latente não lhe deixava dormir . 

Aproveitou a insônia para continuar sua rotina de estudos e quem sabe encontrar uma forma de resolver o problema , só percebeu que tinha amanhecido ao ouvir a tia chegando . 

Morgana ficou descontente ao saber que a sobrinha não tinha dormido outra noite aquela semana mas nada disse , apenas desconsiderou.

Quando chegou na sala do trono , Malévola e Grimhilde já esperavam . Após uma breve introdução dos  assunto aguardou a resposta das demais . 

- Isso me parece uma poção , infusão mágica às vezes não deixa rastro pois não desperdiça mana - falou Grimhilde pensativa - em alguns raros casos nem vestígios em geral , mas é bem trabalhoso , além de poder ser adicionado tanto na água como em alimentos . 

Lilian parou alguns instantes para anotar aquilo em seu bloquinho de bolso antes de prosseguir .

- Se não deixa pistas fica difícil inspecionar , mas como acontece isso ? Questionou .

- Uma poção é feita , pelo menos em muitos casos , de ingredientes que sozinhos não causariam certos efeitos , é como uma química onde a reação deve ser ativada por magia e necessita de energia para se manifestar . - Explicou observando se havia dúvida nos olhos das demais  - Depois que ativada ela geralmente muda de cor, a mana se dissipa como calor e por isso não deixa traço . Quanto a questão da energia , bem , ela usa a do alvo , no frasco é como um mal adormecido que só reage a vida ou específicas vidas , um bom profissional pode fazer com que os efeitos sejam certeiros .

- Então se estiver na água , por exemplo talvez não atinja os peixes ? Retrucou Lilian curiosa e preocupada . 

- Como disse é bem trabalhoso -  torceu o rosto um pouco - mas não impossível . 

- Melhor cortar nossa fonte com o problema - declarou Malévola que até agora tinha apenas observado o diálogo - duvido que em meio a crise estejam verificando o que enviam pra cá . 

- Ainda não podemos descartar a possibilidade de ser uma epidemia - completou a menina - se for o caso nem a barreira vai nos manter imunes dos efeitos . 

- Se o problema chegar a proporções maiores as crianças da ilha retornam pra casa - falou a regente em tom de ordem  - diga ao reino que é minha condição para ajudar na questão , frisou .

- Concordo . - Era uma indireta ordem para comunicar ao reino um quanto antes - quanto a questão da comida , será bom ter independência nesse aspecto , estava no planejamento da diretora mas ainda não começamos - explicou tentando desfocar o assunto da parte pior . - Vou pedir a Hércules que ajude com o preparo do terreno , posso pedir que convoque Jean também ?

- Hoje mesmo ele estará aqui . Disse a de cabelos roxos , pela sua cara o convocaria pessoalmente se necessário . 

- Vamos precisar do Capitão , sem os suprimentos de Auradon a demanda de peixe vai subir , deixo a negociação dele com você ?- disse sem esclarecer a quem pedia , qualquer uma das duas menos ela considerando a chance do padrasto ainda estar guardando rancor .- Eu cuido da minha mãe e da tia Morgana . 

Malévola não gostou disso , tão pouco de precisar da ajuda deles mas em uma emergência era necessário . 

- Eu negocio com ele - se pronunciou a mulher de cabelos azuis - tenho uma ideia de como convencê-lo . 

- Pois bem ,espero resultados positivos , disse satisfeita , havia alguma chance da rival aparecer e fazer questão de lhe irritar , pelo menos a seu ver .

- Será que é possível uma expedição para a ilha adjacente ? tem uma grande quantidade de ervas e raízes comestíveis lá .

Sugeriu a menina ao ver a cara descontente da anfitriã , mesmo que pequena era uma boa notícia já que o carregamento daquele dia seria descartado assim que chegasse e mais nenhum viria por tempo indeterminado.

- Jafar estará aqui para o almoço , acredito que será capaz de organizar um grupo. - Falou se acomodando no trono  - agora , vamos ao próximo tópico .

Enquanto na ilha a reunião continuava aquela manhã , Chad estava no seu quarto deitado na cama com um livro , tinha treinado um pouco com o pai bem cedo aquela manhã .

Ainda que olha-se fixamente para as páginas sua mente estava em outro lugar , aquela cena, a conversa com a namorada , suas palavras repercutiam em sua cabeça , aquela ultima reunião deles tinha revelado aspectos apavorantes . 

Se lembrava do quarto , sala e banheiro da casa por visitas anteriores mas nunca tinha ido até a cozinha, aquele dia foi a primeira vez . O cômodo  a primeiro momento parecia normal , mobília padrão e uma mesa alongada sem cadeiras na parede da porta onde haviam potes coloridos como os que se guarda mantimento , ele e Verônica entraram sozinhos enquanto os demais foram executar tarefas . 

- É, agora lembrei ,é a primeira vez que me observa trabalhando , não é ?Verônica disse com ar maternal e olhar assassino . 

- Então é você que está fazendo essas coisas ? Questionou o vê-la colocar  algumas medidas dos diversos ingredientes em um pote pequeno e quadrado . 

- Bem interessante não é ? - fechou a tampa - depois te passo a receita - disse como quem comenta de um bolo - mas eu não faço sozinha e também não fui eu que descobri , só aprimorei - se reclinou na direção dele - curioso?

- Como algumas doses de um frasco que deve ter no máximo 300ml podem contaminar a caixa da escola e fazer tanto estrago ?

- É uma boa pergunta - tocou de leve o nariz dele e se afastou  - a quantidade que te dei ainda faltava adicionar água , então eu calculei pela capacidade do reservatório na metade com margem , ele garantiu que se manteria assim -disse se referindo ao professor - como fazer um suco concentrado . A forma como ela explicava algo tão sério o fez tremer . 

- Isso é veneno ? a viu colocar o pote na bolsa com cuidado . 

- Claro que não  porque eu faria algo assim ? - retrucou como se estivesse genuinamente ofendida - tão divertido - completou mudando bruscamente o semblante para algo mais sombrio - eles não vão morrer , morte é libertação , pessoas chatas não merecem ser livres . 

Aquela declaração o tom de voz tão casual , o conjunto da cena fez o rapaz perder a cor rapidamente ,  mas a curiosidade o fez permanecer além do pavor da reação dela caso a irritasse . 

- Então , porque ?

- Se-gre-di-nho - disse e piscou pra ele - Mas já que foi boa companhia , vou te contar um história e te explicar como meu presentinho funciona - ela sentou na mesa e olhou para cima - Na era dos vilões , antes da fundação de Auradon ,  quando a magia negra era temida e quase impossível de se combater , houve um homem que decidiu fazer algo a respeito . Com o apoio de seu rei ele pesquisou em um porão por vários anos até que obteve a resposta , encontrou hipoteticamente um jeito de resolver o problema mas nunca testou o resultado .

- Então esse líquido é a pesquisa dessa homem ?

- Também - deu um irônico sorriso - quem diria que as trevas as quais ele se empenhou em combater cairiam tão bem na mistura ?Disse e arrumou o cabelo atrás da orelha . 

- Se pretendia fazer isso porque não se matriculou em química ? seria muito mais fácil com um laboratório . 

Ela novamente mudou de tom e semblante , algo mais intelectual . 

- O problema é que muitas pessoas chegariam a essa conclusão fora que psicologia é interessante .-Explicou com dando aula  - bem , continuando, o intuito inicial era fazer um líquido inofensivo que ativasse as propriedades venenosas ao mesmo tempo que a mana do usuário . Pela teoria dele isso não afetaria as pessoas comuns uma vez que não haveria mana ativa , tornando a mistura ineficiente . 

- Eu , não entendi , disse mais baixo . 

- Basta adicionar magia negra que se quebra esse limitador , se ativada com energia sombria podemos gerar efeitos por outras fontes , todos temos energia vital não é ?Na última parte o ar sombrio dela retornou . 

- Então quanto mais energia você gasta mais ativa os efeitos - engoliu seco - venenosos  ? 

- Com não magos , e devida a grande diluição que fizemos,  o efeito é mais brando .Nada além de uma brusca queda na imunidade . Nenhum deles vai morrer , Nathan vai garantir isso e salvar o dia .  Comentou a última parte olhando para a porta . 

- Acho que ouvi meu nome - comentou com ar orgulhoso e arrumou o cabelo - Já terminamos por aqui .

Ela mordeu o lábio com uma cara de satisfação .

- Fase um concluída com sucesso , disse e riu alto e demoradamente , os demais membros foram aparecendo animados com se em uma comemoração enquanto Chad ficou com olhar mórbido encarando o assoalho polido . 

Depois dali eles se dispersaram , cada um pra seu destino . 

Chad saiu da cama , tentando limpar a mente das lembranças , deixou seu livro para trás e foi até seu banheiro . Lavou o rosto e ficou encarando o reflexo . 

como eu saio dessa agora ? sussurrou ainda apoiado na bancada . 

Mais tarde na ilha ,Marie . Lilian , Úrsula e Gancho estavam reunidos na sala de jantar do navio .

- Me dê um bom motivo pra ajudar já que eu não preciso deles pra sobreviver e nem da ilha , sabe que poderíamos simplesmente ancorar todos na divisa da barreira por tempo indeterminado se quiséssemos, não é ?

A mulher já estava ficando cansada de ter problemas por tabela para lidar , queria um pouco de paz ou um válido motivo pra ser incomodada com tanta urgência . 

- Sem suprimentos , sem café - disse a menina a encarando séria - tia Morgana sem café por alguns meses , quem sabe até conseguirmos cultivar por aqui .

Os adultos no recinto trocaram olhares , não era segredo o quanto ela gostava de café e a grande quantidade  que consumia , era a pequena felicidade diária dela e a mantinha relativamente calma . 

- Nós podemos negociar - disse a mulher - mas até resolvermos o problema estamos sem café, pelo menos pra mim . - Comentou aborrecida - vou deixar minha parte pra ela, mas se demorar muito a resolver , temos uma semana e depois ?

- Podemos dar  umas férias em casal pra aqueles dois - sugeriu o homem - deixamos os dois ancorados sozinhos perto da barreira. 

- Se ele não jogar ela pra fora do barco na primeira semana tem meu respeito , disse a mulher com ironia . 

- Não tem ideia de quanto os dois tem temperamento difícil - comentou Gancho e coçou a barba - Se aqueles dois retornarem antes de se estapear ou quebrar metade da mobília é amor verdadeiro . Apesar tom sério havia um fio de sarcasmo e deboche em seu olhar .

- Porque estou imaginando a cena , disse a de olhos roxos enquanto a irmã ria baixinho . 

Gancho levantou da mesa e sinal para a filha . 

- Digam a Grimhilde que vou procurá-la segunda no final da tarde , vocês duas me encontrem no cais depois da escola. Falou as meninas e saiu com Marie deixando as duas para trás . 

- Vou ser breve mas dessa vez preciso que siga a risca , ouviu ? - Falou a mulher em tom sério - não ponha os pés no reino até que eu deixe , tenho um pressentimento ruim a seu respeito, nem se a sua bola de cristal aparecer nos sonhos .-  Segurou a mão da filha firme - sua tia está com o mesmo sentimento martelando desde ontem , se eu precisar te trancar no quarto pra isso eu vou , entendeu ? 

- Está bem - respondeu confusa e descontente , tinha planos pra resolver no reino - mas a distância eu ainda posso ajudar , certo ?

- Não faço isso por mal , sabe disso , mas quanto mais de um membro da família tem isso geralmente é algo bem grave  . Quando houve o problema de Hades foi sutil , talvez ele não tenha planejado desde o início usar você . Dessa vez tem alguém realmente direcionando pra você nem que seja parte do plano .

- Porque ela causaria tanto estrago só pra me atingir ? Perguntou a menina inconformada . 

- Tem pessoas que não ligam pra ninguém então quantos vão pagar é só um detalhe , há outros que gostam de fazer isso , pode estar unindo o útil ao agradável . 

- Se ela cair na ilha não vai andar entre nós - disse adquirindo uma aura sombria , seus olhos foscos - se a culpa for dela vai se juntar a Claude . 

No castelo de Auradon duas meninas morenas vestindo roupas do deserto estavam diante do rei com outros , todos usuários de magia. 

- Obrigada por responderem tão rápido ao chamado - disse o homem - descansem e fiquem a vontade ,  assim que todos que confirmaram a presença estiverem presentes vamos começar a reunião .

A menina se entreolharam , pretendiam passear pelo castelo , mas no primeiro corredor encontraram uma menina de cabelos azuis  carregando uma prancheta . 

- Zaira e Najila , certo ? - perguntou às encarando fixamente mas tom gentil - estava pensando se não gostariam de fazer um tour pelo castelo , soube que vão participar da brigada mágica permanentemente - estreitou os olhos - o que acham ?

Quem passava por trás apenas ouvia a gentil forma como a menina as abordava mas aquele olhar desconfiado , a forma segura como falava , foi tudo um alerta que talvez ela soubesse mais do que aparentava.

 


Notas Finais


Capítulo que vem temos o encontro da Emília


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