História Nêmesis - Capítulo 10


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Categorias TWICE
Personagens Chaeyoung, Dahyun, Jeongyeon, Jihyo, Mina, Momo, Nayeon, Personagens Originais, Sana, Tzuyu
Tags 2yeon, Dahmo, Michaeng, Mohyo, saida, Satzu, Twice
Visualizações 24
Palavras 2.068
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Drama (Tragédia), LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, bem vindo(a) de volta. O que Nêmesis fez dessa vez?

Boa leitura!

Capítulo 10 - Proposta


Fanfic / Fanfiction Nêmesis - Capítulo 10 - Proposta

Bem Antes

A pequena Yoo corre até o colo de sua tia segurando em mãos seu coelhinho de pelúcia; Era pequena demais para entender tamanha tragédia. Tia Bitna acaricia seus longos cabelos negros. Como vou cuidar dela? Ela vai sentir a falta deles, pensa a mulher. Jeongyeon tinha apenas seis anos quando o helicóptero dos pais caiu no mar; Nunca encontraram os corpos. A única pessoa que podia cuidar dela era sua tia por parte de mãe, uma mulher solitária e sem filhos. Tamanha responsabilidade a deixava acordava a noite, preocupada com o futuro que a única sobrinha teria. Bitna e os Yoo eram extremamente ricos, dinheiro nunca foi o problema; A mãe de Jeongyeon era uma famosa atriz coreana, a mais bem paga da Ásia, afirmavam algumas revistas; O pai era um político poderoso e bem posicionado dentro desse mundo, seu cargo era estável e pelo tamanho de sua riqueza haviam boatos sobre esquemas de lavagem de dinheiro e até envolvimento com tráfico humano. Nunca foi confirmado. A Tia Bitna tinha dezenas de boutiques estilosas espalhadas pelo país, era uma mulher muito elegante.

Como dito anteriormente, dinheiro nunca foi o problema para nenhum deles, a pequena Jeongyeon poderia viver o restante da vida sem pensar em trabalhar e ainda deixaria uma boa quantia para seus filhos. O problema real era com que tipo de amor ela cresceria, por quantos traumas ela passaria. Seis anos e nunca mais veria seus pais outra vez. Tia Bitna apesar de gostar da sobrinha, não sabia cuidar de crianças; Nunca levou jeito, por isso preferiu não ter seus próprios filhos. Ela amava o trabalho; A moda; O momento. Jamais deixaria Jeongyeon sem ninguém, cuidaria dela e guardaria a herança deixada pelos pais até que ela completasse dezoito anos.

Jeongyeon cresceu revoltada; Egoísta; Egocêntrica. Tia Bitna tentou seu melhor, amou a sobrinha intensamente mas não foi o suficiente. Sentia falta dos pais, não aceitava o fato deles terem partido. Aos dezenove anos, ficou sozinha e bilionária; Tia Bitna sempre soube que estava morrendo, mas nunca quis lutar contra o que ela chamava de vontade de Deus. Linfoma avançado, ela definhou em poucos meses. Jeongyeon agora tinha a herança dos pais e a deixada pela tia, ali se tornando ainda mais ambiciosa e ignorante. Sempre se achou melhor que todos por ter muito dinheiro, até melhor que a própria namorada às vezes. Ela humilhava algumas das pessoas que trabalhavam na casa e até as que trabalhavam em outros lugares. No fundo, Yoo Jeongyeon só se comportava dessa forma para ser idolatrada; Ela sentia a necessidade de ser o centro das atenções porque nunca foi nem a dos pais e nem a da tia.

— Apenas faça seu trabalho. — ela joga todo o café no chão da lanchonete — Limpe mais e dê menos opinião.

A moça se ajoelha e começa a limpar o chão. Ninguém estava achando engraçado, mas Yoo se sentia satisfeita. Era prazeroso para ela fazer esse tipo de coisa.

Jeong, não precisa falar assim com a pobre coitada. — diz Nayeon.

— Ninguém mandou ela se meter na nossa conversa.

Mas alguém a observava. Um dia você vai se arrepender, Yoo.


 

• • •


 

Antes

— Vamos recomeçar, Senhorita Yoo. — diz o delegado — Você estava na joalheria fazendo o que?

— Eu fui até a joalheria comprar um presente para minha namorada. — conta Jeongyeon — Nós iríamos nos encontrar mais tarde e eu levaria uma jóia para ela.

— Foi então que seu cartão não passou?

— Sim. Na hora de finalizar a compra apareceu "não autorizado" e eu fiquei preocupada, isso nunca tinha me acontecido antes. — ele continua anotando seu depoimento — Eu resolvi entrar na minha conta pelo celular mas estava dando "senha incorreta", nesse momento eu corri para o meu banco e chegando lá eles me disseram que a conta estava vazia, que eu não tinha mais nada.

— Quanto você tinha ao todo?

— Eu não sei, talvez uns dois bilhões. Não é tanto, mas era tudo o que eu tinha.

— Desculpe? — o delegado segura o riso — Senhorita, estamos falando de dois bilhões de wones, é um roubo bilionário. É muito dinheiro.

Jeongyeon se ajeita na cadeira dura e desconfortável da delegacia. Só queria saber quem e como roubou toda sua herança, não podia esperar um ou dois dias, ela queria respostas naquele minuto.

— O senhor pode fazer algo para recuperar meu dinheiro? — pergunta irritada — Já tem todas as informações que precisa?

— Ainda não.

Alguém bate na porta. Está aberta, entre. A filha do delegado adentra a sala levando uma xícara de café para o pai. Sana visitava o pai na delegacia sempre que podia. Ele não gostava quando ela atrapalhava seus interrogatórios, mas precisava de um café. Estava sendo uma longa tarde tentando descobrir o que aconteceu com a herança bilionária de Yoo.

— Obrigado, Sana. — ele diz.

Minatozaki e Yoo se olham, mas não tinham nenhum tipo de amizade. Sabia que ela tinha uma história complicada com Chaeyoung e Mina, ainda na época que Son andava junto com as japonesas e Dahyun. Nunca teve nenhum tipo de inimizade com Yoo, mas nunca quis chegar perto de alguém tão rude. Se perguntava o porquê dela estar na sala de seu pai numa tarde de quarta-feira.

— Bem, quanto a Nêmesis, você tem alguma ideia de quem possa ser? — ele pergunta.

Sana estala os olhos enquanto deixa a sala. Nêmesis? Estava atrás de Jeongyeon também? Não podia conter sua curiosidade sobre; Ela caminha na direção de Im Nayeon que esperava ansiosa no corredor.

— O que aconteceu? — pergunta Minatozaki.

— E é da sua conta, Sana?

— De certa forma sim. — ela mostra seu bilhete — Ela recebeu um desses, não recebeu?

— Quem é essa pessoa? — Im toma o bilhete em mãos — Levou todo o dinheiro dela, tipo, toda a herança deixada pelos pais e pela tia. Não sobrou nada no banco.

— Meu Deus. — Sana coça a cabeça — Antes estávamos lidando com provocações, agora está expondo as pessoas e às roubando. Não é só uma vingança, essa pessoa é profissional, ela tem tudo planejado.

— Do que mais você acha que essa pessoa é capaz?

— Eu sinceramente não sei mais. — ela coloca a mão no ombro de Im — Mas eu te diria pra ficar atenta e se cuidar, não dá pra saber quem vai escolher como próxima vítima.

Minatozaki Sana se afasta, deixando Nayeon paranóica sobre isso. Dentro da sala, Jeongyeon recontava a mesma história para o delegado, que não conseguia encontrar quaisquer pistas sobre o dinheiro.

— COMO DOIS BILHÕES DE WONES SOMEM SEM DEIXAR RASTROS? — Yoo sai revoltada da sala do delegado — BANDO DE INCOMPETENTES!

Jeong. — Nayeon corre até ela — Fique calma, está tentando ser presa?

— Não posso nem me dar ao luxo, não tenho dinheiro para pagar a fiança.

Im a abraça, assistindo novamente a namorada cair no choro. Era para ter sido uma tarde feliz para as duas.Jeongyeon entrou naquela joalheria determinada a encontrar a jóia perfeita para Nayeon; Não podia ser qualquer coisa, tinha que ser a melhor.

— É para você? — pergunta a vendedora enquanto mostra os anéis.

— Para minha namorada.

Ia pedi-la em casamento, estava certa de que queria passar o resto de sua vida com Im Nayeon. Você aceita ser a Sra. Yoo? Ela quase podia assistir a cena em sua cabeça, Nayeon pulando para todo lado eufórica com o pedido. Diamantes, sim, ela pediria sua mão com um anel de diamantes. Escolheu a jóia que mais tinha a cara da namorada; A maior; A mais brilhante; A mais cara. Jeongyeon quase ia saindo da loja com a mercadoria quando a vendedora corre em sua direção.

Senhorita Yoo, me desculpe mas seu cartão não passou.

— O que? Está de brincadeira?

— Não estou, Senhorita.

— Você sabe quem sou eu? Yoo Jeongyeon! Meu saldo no banco é o suficiente para comprar essa loja de merda inteira!

— Senhorita, podemos tentar uma outra forma de pagamento.

— Eu não quero mais! — ela larga a sacola — Não quero nada que venha dessa loja ridícula, podem esperar pelo meu processo.

Jeongyeon saiu da loja rindo de raiva. Pelo telefone a jovem toma um susto ao ver que não conseguia acessar sua conta. O que? Não, isso está errado, eu não mudei a senha recentemente. O banco mais próximo ficava há duas quadras dali; Ela entra na limusine prateada e desce na porta do banco. Lá dentro, ela passou por um dos piores momentos de sua vida. Tem que estar aqui, não é possível! Nem mesmo eles entendiam o que tinha acontecido, o dinheiro simplesmente sumiu, não restava um mísero centavo. Apenas em casa, em cima da mesa, ela avista o bilhete.

Quanto vale a vida de alguém? Você pagaria cada centavo que você tem para trazer de volta quem você ama? Se é que você sabe o que é amar, ninguém nunca te deu isso, certo? Você se tornou a pior face do que o dinheiro traz e é por isso que você não é nada sem ele.

Como você se sente agora tendo o mesmo que aquela garçonete tinha? Talvez seja sua vez de se ajoelhar agora.

Você não vale o preço que te dão, Yoo Jeongyeon.

Nêmesis, somos.

 

A garçonete, não gostava de pensar sobre aquele dia. Era uma das coisas que se arrependia amargamente de ter feito e só tomou consciência disso o dia que soube que a moça se jogou na represa. Eu sinto muito, Myoui, eu sinto muito Mina. De nada adiantavam suas desculpas àquele ponto? A garçonete não voltaria e muito menos seu dinheiro.

Nayeon, me leve pra casa? — ela limpa os olhos — Enquanto eu ainda tenho uma.


 

• • •


 

Momo chega no final da tarde após um longo dia na faculdade. Havia usado alguns livros e dados para fazer algumas pesquisas relacionadas a Nêmesis. Descobriu que se trata de uma deusa chamada de "a inevitável" e era conhecida por personificar o destino, o equilíbrio e a vingança divina. Nêmesis também tinha um significado na astronomia, sendo uma hipotética estrela que faz companhia ao sol, conhecida como sua gêmea maligna. Ainda, Nêmesis poderia significar inimigo ou aquele que causa medo. Por extensão, seria a pessoa que pune o oponente aplicando penas iguais às que recebeu. Era perfeito, se encaixava. A pessoa acreditava, no fim, que estava fazendo justiça por algo que foi feito a ela; Equilibrando os dois lados; Controlando o destino de cada um que cruzou o seu. Hirai passou boa parte da tarde nisso, sem se tocar que estava ficando tarde. De volta, em casa, ela nota Jihyo sentada inquieta no sofá.

— Oi, meu amor. — ela se aproxima com um sorriso — Eu andei pesquisando sobre Nêmesis e você não vai acreditar, é tudo tão planejado que assusta!

Hirai tenta beijá-la mas Park vira o rosto.

Hyo, o que houve?

— Precisamos conversar, Momo.

Ela se afasta para o lado e pede para que a namorada se sente no sofá também. Hirai não entende o que há de errado, seria porque ficou a tarde toda fora e não lhe fez companhia?

Hyo, desculpa ter ficado fora, eu me empolguei-

— Não é isso. — afirma ela.

— O que aconteceu?

— Meu pai me ligou, Momo.

— Sério? O que ele disse?

— Ele quer que eu volte para casa.

— Meu Deus, isso é muito bom, eu sabia que ele ia perceber que você é incrível-

Momo. — Park a interrompe — Ele me fez uma proposta.

— Proposta? Que proposta?

— Ele disse que me deixaria voltar para casa se eu deixasse de te ver e voltasse a me dedicar a vida religiosa.

— O que? — Hirai solta uma gargalhada — Esse velho é impressionante, ele consegue ser pior a cada dia que passa.

Momo.

— Não fique triste por ele ter dito um absurdo desses, ouviu? — ela tenta se aproximar mas Jihyo se afasta — Hyo, por que você tá se afastando?

Momo, eu vou embora.

— Espera. — ela se coloca de pé — Você não tá pensando em aceitar a proposta, está?

— Eu já aceitei, Hirai.


Notas Finais


R.I.P Mohyo.

Obrigada por ler e até o próximo capítulo!


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