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História Nemesis, but friends - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Cara é muito divertido escrever essa história, queria poder me sentir assim em relação as outras.

Boa leitura-

Capítulo 2 - Retribuindo


Fulmine se encontrava com Razor, seu companheiro, em um planeta diferente em que acabaram de conseguir mais troféus. Razor sempre impressionava Fulmine com as criaturas que conseguia matar, sempre tinham aparência bestial e eram maiores que Razor, com certeza aquilo iria fazer com que seu cargo subisse muitos degraus.

Já Fulmine se importava mais em achar oponentes inteligentes, gostava de ter uma boa luta antes de matar sua caça.


Ambos estavam sentados na grama roxa daquele planeta, estavam se alimentando da carne que traziam com eles já que não podiam simplesmente sair por ai comendo qualquer tipo de bicho sem saber se poderiam ou não digerir aquilo. Os dois estavam muito calados, não é por falta de intimidade, mas é por eles estarem estranhos mesmo e eles perceberam isso um no outro.

Razor estava mais ignorante e Fulmine muito distraído. Os yautjas perceberam que algo estava acontecendo e não podia deixar isso passar em branco.


- Hey... - Fulmine levantou a cabeça e encarou Razor, que parecia que queria muito conversar - Se lembra daquele planeta que a gente foi? Encontrei um ninho, apesar de ser errado atacar algo que não possa se defender eu ainda queria explorar aquele lugar, será que podemos voltar? 


Fulmine concordou de imediato com a cabeça, era justo isso que ele queria também, voltar. Desde seu encontro com aquele alien ele precisava saber como ele estava, esse novo sentimento era repugnante para ele e preferia pensar que só queria terminar aquela luta. Era apenas isso, queria matar o alien e acabar com esse assunto mal resolvido.

Os dois determinados à irem, terminam suas refeições e vão para a nave, programando a mesma para ir até o planeta que tinham ido anteriormente, o planeta em que fizeram sua primeira caçada.


Demorou para que chegassem e quando chegaram pousaram em outro lugar, agora estavam em um pico alto, de acordo com Razor era o mais próximo que podiam pousar do ninho, caso se aproximassem um pouco mais seria um problema.


- Se importa em ficar aqui esperando?

- Não, pode ir...


E assim foi, Razor desceu com uma incrível agilidade do pico alto e sumiu na névoa lá embaixo. Fulmine ficou por um tempo alí em cima, pensando se seria burrice ir ver a situação do alien... Claro que era e por isso ele foi.


...


Lá estava ele no mesmo lugar em que empurrou o xenomorfo, deixando ele preso lá. O lugar estava silêncio, exceto pelo barulho da água caindo. O yautja olhou em volta para ter certeza de que não iria ser pego desprevenido que nem antes e logo foi se aproximando da beira lentamente.

Algo dentro dele tinha medo de olhar para baixo e não ver o alien, pois sua dedução seria que ele deve ter caído tentando subir...


Um sibilo baixo, foi a primeira coisa que ele escutou, sim, o alien que ele apelidou de Dingo ainda estava lá, preso, mas ele parecia mais calmo que antes e quase nem se mexia, ele permanecia sentado olhando pra cima.

Os dois ficaram se encarando.


- Não me olhe assim, você com certeza vai me atacar se eu te tirar daí - Pra sua surpresa o alien reagiu com um rosnado - Acha mesmo que eu vou cair nessa de novo?


O alien balançou a cauda de um lado para o outro e Fulmine respondia o questionando sobre não confiar em Dingo, sim, eles estavam de alguma forma conversando. O yautja usava palavras e o xenomorfo seus sons característicos e no fim ambos se entendiam de alguma forma ou eles achavam que estavam se entendendo.


- Sabe, a sua raça é uma das mais traiçoeiras, nem acredito que estou conversando com um de vocês! 


Ficou silêncio novamente e os dois estavam se encarando, o yautja não sabia ler as reações do alien já que parecia que ele não tinha e acontecia o mesmo com o xenomorfo pois Fulmine usava uma máscara.


- Se eu te tirar daí, nós iremos seguir caminhos diferentes e nunca mais nos encontrar, feito? - Ele não obteve respostas de imediato, o alien para uma criatura não tão inteligente parecia pensar e então ele responde com um grunhido se levantando logo em seguida - Trato feito, se tentar alguma coisa saiba que eu não hesitarei em te jogar ai de novo e dessa vez não irei voltar!


Esperando ser enganado novamente ele joga uma corda, que estava levando com ele desde sempre e começou a puxa-lá quando o alien já estava segurando firme nela. 


Enquanto puxava Dingo ele percebeu que algo estava errado, que alguma coisas ia acontecer.

Ele não ignorou isso pois era um instinto de caçador, mas apesar de esperar por algum ataque, nada acontecia.

No momento que ele procura em sua volta por alguma coisa suspeita ele é atacado por trás. O ataque faz ele soltar a corda para que pudesse se defender, quando ele tenta se livrar da criatura ele escuta aquele silvo.

No momento em que ele se vira para encarar o seu oponente ele se depara com um xenomorfo, mas aquele era maior e mais claro. O yautja não teve chance nenhuma contra ele e em questões de segundos ele foi imobilizado pelo seu inimigo. Ele procurou em volta por ajuda ou por algo, mas o alien prendia seus braços pois devia saber das suas lâminas.

Não adiantava nada o que ele fazia, o alien era mais forte e estava prestes a lhe atingir com sua submandíbula, o yautja já estava se preparando para receber a mordida, mas ele e o alien foram surpreendidos com um rosnado. Dingo tinha conseguido subir e agora estava alí, desafiando aquele alien que era maior que ele, já que Dingo e Fulmine tinham praticamente o mesmo tamanho.

Ambos os aliens ficaram trocando sons um para o outro enquanto se encaravam, pareciam conversar e passaram um bom tempo nisso. Até finalmente o alien maior soltar Fulmine e se afastar dele, o predador se levantou rapidamente, vendo que não podia fugir ele permaneceu imóvel.

Ele olhou diretamente para Dingo, que estava o encarando também, sua cauda estava agitada e estava rosnando, claro, mais uma vez ele enganou o yautja e dessa vez não podia escapar, se ele jogasse o alien de volta pro buraco ainda teria o companheiro dele que era ainda mais forte. Fulmine foi obrigado a permanecer imóvel enquanto via o alien se aproximando dele lentamente.


Ambos já estavam muito próximos, o yautja sentia a pequena rajada de vento que a cauda agitada do alien fazia pelas laterais, na frente dele estava o seu maior erro e agora a causa de sua morte, mas esse não era o problema, no fundo sentia um aperto que não sabia descrever e isso o deixava frustrado.

O Fulmine as vezes tinha a impressão de ouvir risadinhas ao seu lado, provavelmente era o outro alien. O seu colega logo calou-se quando Dingo rosnou agressivamente, ele chicoteou a cauda violentamente e o perfurou... 

Um sangue verde fluorescente jorrou queimando o local em que caiu. Fulmine estava paralisado, tentando entender o que acabou de acontecer enquanto alien ainda estava o encarando , provavelmente esperando alguma reação do yautja.

Dingo havia perfurado o seu próprio parceiro, que agora era só um cadáver preso na ponta de sua cauda. O alien percebendo que o yautja não ia reagir começa a recuar andando pra trás e se afastando, assim que ele fica longe dele ele se livra o corpo do outro e começa a ir embora, mas antes de sumir entre a vegetação ele olha pra trás e solta um silvo imitando uma despedida.


- Adeus... - Corresponde baixinho, ainda confuso. O yautja não ousou ficar ali por muito tempo e foi embora, direto para a nave.


Então esse era o fim? Estavam kits e caso se encontrassem novamente iriam se tratar como rivais, como se nada tivesse acontecido, tudo agora vai voltar ao normal, um iria tentar matar o outro agora... Mas por que o yautja se sente tão vazio e frustrado em relação a isso? A solução de suas antigas preocupações é saber que o alien estava bem e saber que estavam bem, agora ele não era mais um erro e sim apenas um caso, mas se é assim porque ainda se sente péssimo?


...


Quando chegou até a nave viu que Razor estava alí e pelo seu comportamento ele estava ausente por muito tempo.


- Aonde estava? - Razor pergunta muito irritado.


- Resolvendo alguns problemas, nada demais, pra que tanta raiva o que aconteceu no ninho?


- Vamos embora - Respondeu de uma maneira hostil e saiu pisando fundo. Parecia algum tipo de capitão ditando ordens.


Fulmine não viu motivos pra contrariar o parceiro e o obedeceu, ambos entraram na nave e assim foram embora do planeta.


Razor estava estranho e Fulmine preocupado com seu amigo, mas não só com ele como também com Dingo, o alien que teve conflitos...


Notas Finais


Desculpa os erros, o app do Spirit é muito travado.


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