1. Spirit Fanfics >
  2. Nemesis, but friends >
  3. Mais uma vez

História Nemesis, but friends - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Me desculpa se minha escrita é ruim, mas eu to me esforçando :D

Boa leitura.

Capítulo 3 - Mais uma vez


Rugidos furiosos ecoavam pela caverna enorme e escura, o barulho dos passos eram algo escandaloso já que todo o chão estava submerso na água escura. Era impossível não saber aonde a criatura estava pois ela se rastejava de uma maneira exagerada pela água, era fácil percebe-la pelas ondas que ela formava.

Era fácil pra Fulmine, que agora estava em cima de uma estalagmite enorme usando a sua visão de calor para não perder a criatura de vista, diferente de Razor que desde o início do combate parecia fraco e exausto e agora ele situava-se escondido em um canto, sentado e sentindo um grande incômodo, parecia se esconder de Fulmine também...

Ele se perguntava como ele tinha parado naquela situação complicada, ah sim, ele sabe muito bem como.

Mais cedo naquele dia os dois tinham combinado de caçarem algo juntos, Fulmine parecia mais determinado que o normal e até forçado se não fosse só a paranoia de Razor, mas claro que ele não  disse nada sobre isso e também não discordou já que não havia motivos pra isso, ele também estava passando pela pior.

Os dois predadores suspeitavam um do outro, como eram "amigos" de loga data eles se conheciam bem, desde o dia em que foram fazer a sua primeira caça Fulmine percebeu que Razor estava muito mais nervoso e irritado do que já era, o mesmo percebeu que Fulmine sempre estava distraído e desanimado, então a ideia de uma atividade juntos seriam uma possível salvação, já que conversar não é algo tão comum entre os dois, isso acabou gerando um relacionamento estranho entre eles, não sabiam se eram amigos ou apenas colegas de trabalhos.

No final da caça Razor tentaria confessar algo pro companheiro, talvez isso fosse abalar Fulmine ou não... Mas ele nunca iria conseguir nem chegar até o colega se continuasse alí!


Ele precisava contar pro amigo o que estava acontecendo, não suportaria perde essa chance. Ele se levanta com cautela já que o lugar tinha ficado silencioso de repente, não se ouvia mais o barulho da água sendo arrastada pela serpente marinha, tinha apenas o som de algum bicho pequeno e voador pairando pela caverna.

O predador já estava com a sua visão de calor ativada, mas sabia que a qualquer momento teria que se virar no escuro. Mais cedo tinha levado um golpe forte da serpente e isso danificou a sua máscara, também era o motivo de estar tão fraco, não teria levado golpe algum se tivesse se concentrado mais no seu oponente, mas era tarde e não tinha tempo pra se lamentar do que aconteceu.

Se preparando pra qualquer coisa ele começa a caminhar com passos lentos e cuidadosos, já que estava andando sobre a água e lidando com uma criatura típica desse ambiente não seria inteligente sair pelo escuro de qualquer jeito. Ele procura por qualquer sinal de vida pela vasta caverna, de canto por canto, nem Fulmine ele conseguiu encontrar, acabou que para a sua infelicidade a máscara desligou a visão de calor o deixando cego naquele lugar.

Frustrado ele tenta prestar atenção em qualquer barulho, mas tudo que escutava eram batidas de asas de pequenas criaturas que passavam vez ou outra por ali. Ele então começa a caminhar mais rápido pelo escuro, aquilo estava estranho de mais.

Ele então para quando escutar atentamente a um barulho baixo, um barulho que era como um sibilo de uma serpente, ele permaneceu imóvel escutando a serpente se movendo atrás dele, sentiu uma grande afobaçã crescendo dentro do peito. Ele tentou sacar uma de suas lâminas com a maior cautela possível, mas no momento em que ele mexeu o braço ele sentiu seu corpo ser esmagado.

A serpente tinha o enrolado em uma velocidade incrível, não era atoa que era um oponente digno para os predadores. Razor se debateu o máximo que pôde, mas quanto mais se mexia mais a serpente o apertava, o yautja sentia que sua cabeça iria explodir a qualquer momento, não podia ter virado um alvo tão fácil assim, realmente as atividades físicas dependiam do emocional...

De longe quem assistia a tortura de Razor era Fulmine, que estava esperando o momento certo pra dar um bote perfeito. Ele aproveitou que a serpente estava se contorcendo muito e se aproximou o mais rápido possível, vendo que a serpente tinha parado e mirado para outra direção ele se preparou pra atacar.

Com um grande pulo ele cai em cima da serpente e abraça a sua cabeça, ela em defesa começa a se jogar contra o chão, arrastando o yautja na água e nas pedras, mas isso não foi o suficiente pra fazer Fulmine a largar, muito pelo o contrário, assim que a serpente levantou a cabeça o yautja se equipa com suas lâminas e as crava contra o pescoço da criatura, em resposta um guincho horrível foi solta seguido de mais reações violentas, mas Fulmine estava determinado pra acabar com aquilo ali e agora, então com todas as suas forças ele arrasta a lâmina pelo pescoço da serpente, fazendo ela soltar um último rosnado antes de cair morta no chão submerso da caverna.


...


- O que você acha? - Fulmine se virou para seu colega, ele estava usando um colar com vários dentes de diferentes formatos, cada um representando um oponente que enfrentou - Meu nível de prestígio está subindo rápido!


Razor estava sentado no canto da nave, ainda não tinha se recuperado do ataque violento da serpente e provavelmente nem teria resistido se Fulmine não tivesse o salvado e cuidado dele. Estava aliviado que no final as coisas foram bem sucedidas, apesar de se sentir mal por não ter ajudado muito e provavelmente as coisas só iriam piorar dalí pra frente.

O porquê que as coisas iriam piorar... Ele precisava contar algo para seu colega e talvez amigo. Fazia um pequeno, mas um bom tempo que escondia isso e talvez fosse um pouco tarde demais para aquilo, mas precisava.

Razor se levantou e se aproximou de Fulmine, que parou de mexer em seu bracelete para o encarar - Hm, algum problema?

Não era algo muito difícil de contar, ele podia fazer isso e estava determinado, ele tinha, precisava e ia fazer...

- Fulmine, tem algo sério que eu preciso que saiba... Eu não sei como você vai reagir, mas eu quero que não me desconsidere, esse é o meu último pedido...


- Último pedido? Do que você está falando Razor?...


- Eu me sinto estranho... - O yautja encostou a cabeça no ombro do companheiro, estava péssimo, mas mesmo assim continuou - Eu acho que não tenho muito tempo Fulmine e isso é culpa minha.


- Muito tempo? Eu não entendo o que você quer falar...


- Aquele dia, lembra? Quando pedi para voltarmos para o planeta quem que tivemos nossa primeira caça... O ninho, lembra?


- O que isso tem?...


- Naquele dia eu queria voltar para descobri se eu tinha alguma salvação da minha morte, eu não vou gastar seu tempo amigo... A primeira vez que pisamos naquele lugar eu senti que algo muito ruim ia acontecer, mas não sabia se era comigo ou com você... A primeira coisa que encontrei foi uma caverna repleta de ovos, eu encontrei o ninho, confesso que não fui inteligente ao me aproximar demais...


- Espera... Ovos? - Fulmine se lembrava do alien toda vez que pensava naquele planeta e se existia dois deles... Existia algum lugar de onde eles saíram - Razor, os ovos não eram de... ?... Mas se eram, então como a sua máscara...


- Quando aquela coisa desgrudou de mim eu voltei para a nave esperando te ver lá, mas não foi isso que aconteceu, queria ter te contado naquele dia só que senti que não fosse necessário, então disfarcei todo esse tempo o meu... "Problema"...


Razor se afastou do colega, ambos usavam máscaras, mas sabiam que por dentro estavam com medo e desesperados. Era esse o motivo de todo aquele comportamento? O estresse excessivo de Razor não era mal humor ou fase dele, mas sim desespero. Se passou um tempo desde a última viagem deles para aquele planeta e Razor conseguiu suportar a merda de um parasita dentro de seu corpo por todo esse tempo, sempre descontando nas caçadas e as vezes em Fulmine.

E agora ele tinha que dizer adeus para o seu único amigo, tinha que aceitar que iria morrer tão cedo... 


Fulmine não disse nada, apenas encarou o amigo com toda a compaixão, iria sim permanecer ao seu lado até a sua morte.


- Fulmine, antes dessa coisa nascer, eu queria que você aceitasse ir comigo para a minha última caçada... Você topa?


- Razor eu... Não teria motivos pra discordar, nunca tive amigo... Os outros vão ficar orgulhosos, você vai embora com mais troféus que eu - Disse com um tom um pouco humorado, não podia deixar aquilo o abalar.


Podia não tocar no assunto em seus pensamentos, mas inconscientemente sabia que estava sentindo a mesma coisa quando viu Dingo, aquele mesmo alien traiçoeiro, partir depois de matar outro da própria espécie apena para salvar a vida de seu inimigo. Mas agora não era um alien qualquer que ia partir, era seu amigo e companheiro, era Razor.


- Escuta Fulmine, eu quero me livrar daquele ninho... Código de honra não funciona contra aqueles vermes, eles precisam serem dizimados desde os ovos até a rainha!


Por que não estava surpreso? Mais uma vez ter que voltar para quele lugar, Fulmine não sabia descrever o que mais o assustava naquele momento, se era a mudança de humor repentina em Razor ou se eram as altas probabilidades de reecontrar o alien, ou melhor, Dingo quando voltasse. Sim, as duas coisas eram assustadoras e imprevisíveis, mas não ia abaixar a cabeça ainda.


- Então se que quiser dizimar todo um ninho é melhor irmos cedo - Sugeriu desconfiando se Razor iria perceber o seu desânimo abrupto.


Pra seu alívio Razor nem ligou e foi direto para o painel da nave, programando novamente o tal planeta como próximo ponto de aterrissagem, mas para a sua preocupação ainda teria que voltar para aquele lugar


...


- Estamos mais uma vez aqui - Ouviu Razor sussurrar de seu lado enquanto observava mais a vista daquele planeta.


Já haviam chegado, pousaram no mesmo pico que parecer não ter mudado nada desde a última visita. Razor já foi na frente, sua determinação era demais para alguém que ia morrer tão cedo, Fulmine admirava isso demais no amigo, mas ele achava que isso as vezes poderia ser apenas imprudência.

Eram apenas dois jovens ainda inexperientes indo atacarem um ninho, eles não atacam ninhos, isso vai contra o código de honra, eles atacam apenas quem é potencialmente mortal para eles, mas Razor seguia a lógica de que mesmo sendo apenas ovos, ainda carregavam uma ameaça, xenomorfos.

Durante o caminho Razor não parava de mencionar que queria que Fulmine matasse a criatura que saísse dele, não suportava a ideia de ter seu corpo como receptáculo para um filhote de um de seus piores inimigos, com certeza Razor estava cego de ódio, algo um tanto preocupante.

Mas enquanto Razor passava metade do caminho se mordendo de ira, Fulmine pensava longe, ele tinha a sensação de estar sendo observado. A sua paranoia só aumentava, as vezes confundia barulhos da água com outros sons característicos do lugar e isso estava o deixando nervoso demais. Ele queria muito rever o alien, mas sabia que caso isso ocorresse, ambos entrariam em uma luta novamente e dessa vez seria até a morte, ao seu ver matar à sangue frio vários animais e criaturas não era o suficiente para o deixar menos sentimentalistas, se é que o quê sentia pelo alien podia ser algum sentimento e ele preferia que não fosse.


...


- É aqui, o ninho - Razor exclamou, fazendo o colega sair de seus pensamentos - Vamos destruir o que mais aquele alien ama, seus filhotes.


Tinham parado na frente de uma caverna subterrânea, a entrada era um buraco estreito no chão e de longe dava pra ver os ovos aninhados.


Óbvio que Razor como sempre foi na frente, o yautja ainda estava assustado em como o seu colega pode ser sanguinário, ele entende que ele está frustrado por morrer dessa forma, mas nunca tinha visto ele agir assim. O tempo muda mesmo as coisas.


Não demorou para que Fulmine se juntasse a Razor e que agora ambos estivessem destruindo os ovos e facehuggers daquele lugar. Parecia que quanto mais destruiam aquelas criaturas, mais delas surgiam, para Razor estava sendo divertido matar filhotes ainda não gerados, já Fulmine sentia a paranoia crescer.


Razor tinha acabado de matar o último facehugger que apareceu, mas assim que jogou o corpo inerte da criatura para o lado um rugido estridente foi ouvido fora da caverna. Os dois sabiam muito bem que era uma mãe furiosa com os invasores que acabaram de aniquilar seus filhotes.


- Temos que voltar para a nave Razor - Correu até o amigo que tinha acabado de cair de joelhos no chão - Vamos, não me diz que...


- Chegou a minha hora Fulmine...


Antes que pudessem conversar, Razor abraçou forte o próprio corpo e se deitou no chão se contorcendo, Fulmine ficou paralisado observando o seu colega morrendo enquanto uma criatura tentava sair de dentro dele, estava esperando o momento para que pudesse matar aquilo que tinha acabado de nascer, irônico não? Se Razor vai morrer jovem, por que não o pequeno alien receber o mesmo destino?

Bem, porque Fulmine não podia esperar ele nascer, não tinha tempo para isso já que ali estava ela, uma xenomorfo rainha, ele havia chegado no ninho o mais rápido que pôde e agora estava alí, encarando o nascimento de um de seus filhotes, era um oponente enorme e muito poderoso comparado à qualquer criatura que já enfrentou, Fulmine não podia contra ela.

Sua sorte era que ela estava focada em ver o chestburster sair, isso foi uma ótima válvula de escape para o yautja, tinha pedido desculpas mentalmente para Razor, já que não iria matar a criatura que lhe tomou a vida, não podia contra um filhote e sua mãe.


Se esgueirando pelo canto com a ajuda de sua camuflagem, ele consegue chegar até uma pequena passagem para cima, sem dificuldades ele consegue sair para a superfície e não perde tempo em se distanciar. Ficou admirado que a rainha não ia vingar a morte de seus filhos, mas iria manter um que teve a sorte de viver. Xenomorfos eram traiçoeiros e muito vingativos, mas parece que eles também tem sentimentos, nem que seja apenas entre eles.

Espera... O yautja estava mesmo admirando um xenomorfo? O que diabos aconteceu com ele agora? Uma daquelas criaturas acabou de matar o seu amigo, sem contar as outras vezes que também foi atacado por um deles e ainda pensa em algo assim? Fulmine se sentiu ainda mais frustrado, ele era defeituoso ou o quê?


Sua frustração foi tanta que ele não percebeu que pegou um caminho errado e acabou batendo de frente com uma parede, ao olhar melhor ainda estava no bosque e tinha chegado a algum tipo de lugar sem saída, as paredes se estendiam  de uma maneira absurda e também eram íngremes demais para escalar. Como não percebeu isso?


- Droga...


Ele deu uma boa olhada no local, para ver se não tinha nenhum caminho extra por ali, mas parecia que não. Ainda  estava usando sua camuflagem e não sentia a presença de ninguém por perto, poderia voltar o caminho e dessa vez não ia errar, era isso que pretendia.


Mas assim que Fulmine se virou, ele foi comprimentado com um rosnado familiar. O que ele mais queria, mas também o que tanto tentava evitar tinha o encontrado mais uma vez, sua camuflagem nunca tinha o enganado desde que se encontraram e dessa vez não foi diferente.


Uma felicidade sutil encheu o peito do predador, deixando ele mais confuso, já que seu cérebro já tinha o deixado em alerta. No final a sua paranoia estava certa, ele sempre esteve o acompanhando e o observando de longe e isso vem acontecendo desde a primeira vez que se enfrentaram, era como se ele soubesse todas as vezes que o yautja voltava pro planeta.


Isso deixava Fulmine impressionado, não sabia que um alien poderia se destacar assim. Mas apesar de toda essa admiração e estranho sentimento pelo xenomorfo a sua frente, sabia que ainda era uma criatura imprevisível e que provavelmente não tinha esse mesmo respeito por ele...

Já que Dingo não parecia nenhum pouco feliz, estava rosnando e sua cauda estava muito agitada, seja lá o motivo da raiva com certeza o yautja estava no meio de alguma forma.


...


Notas Finais


Me perdoem pelos erros, está tarde e estou morrendo de sono, mas eu me dediquei e me mantive acordado!

Qualquer crítica construtiva é bem aceita, já que essa fic é mais para aprimorar minhas habilidades de escrita K-


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...