História Neo Sekai - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Tags Aventura, Drama, Mundo Pós Apocaliptico, Originais, Revelaçoes, Romance
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Palavras 2.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shounen, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorou mas chegou! Essa semana tá sendo beem longa e cansativa mas felizmente consegui ter um tempinho pra postar o novo capítulo, aproveitem!

Capítulo 6 - Quem é essa garota? Então o nome dele é..?


Fomos descobertos. 

- F-Foi mal... - Ikuy disse cabisbaixo.

– O que fazemos agora? - Perguntei para Iahiko.

– Saímos. - Sussurrou Iahiko.

Estávamos tentando sair do lugar enquanto o garoto continuava a perguntar se tinha alguém alguém no local.

– Gente..! A-Acho que vou espirrar de n-novo! - Gritou Ikuy.

– SHHHH! Não grite Ikuy! - Eu e Iahiko dissemos em uníssono.

Peguei meu dedo e tapei o focinho de Ikuy, mas ele tirou meu dedo do lugar.

– AA...A-ATCHIM! - Ikuy havia novamente espirrado, mas dessa vez fora muito mais alto. 

– Quem for que esteja me espionando; aprenda a ser mais silencioso. - Falou o encapuzado.

No mesmo instante uma corrente que pegava fogo cruzou por nós, acertando uma árvore que estava do nosso lado. Ficamos imóveis.

– Eu... - Tentei falar.

Um garoto loiro muito bonito mostrou-se, ele tinha um dos olhos verdes e o outro azul. Ele parecia estar surpreso por nos ver, logo ele puxou sua corrente de volta.

– Iahiko e a garota..? Por que estão aqui? 

- Ah! O Iahiko estava te- 

Ikuy tentou denunciar Iahiko.

– Nós ficamos preocupados com os barulhos que estavam vindo daqui, fomos ver o que estava acontecendo. - Respondi.

– Mais ou menos isso.. - Disse Iahiko.

– Hm.. eu estou apenas treinando, nada demais. Por.. por favor, podem sair? - Pediu o garoto.

– Mas Hitoshi..! Você anda muito quieto, mais do que o normal... você e Zura estão agindo um pouco diferente. - Disse Iahiko.

Então o nome dele é Hitoshi..?

– Por favor. - Pediu Hitoshi.

– ...Tudo bem. - Iahiko compreendeu mas permanecia cabisbaixo.

– Até mais. - Disse Hitoshi.

– Vamos, Harumi.

– Sim.. - Concordei com Iahiko.

- Mais um esquisitão. - Ikuy comentou emburrado.

Viramos de costas e começamos a andar, mas algo estava me incomodando demais. Eu resolvi olhar para trás, procurar por esse garoto chamado Hitoshi.

– Até mais, Hitoshi...? - Olhei para o lugar onde ele estava, ele estava indo para o lado totalmente oposto do nosso.

                                            ● ● ● 

Levamos Ikuy até a enfermaria para ele poder se recuperar, o remédio foi tão forte que ele acabou dormindo. 

– Pronto, ele só vai precisar de algumas horas para melhorar. - Disse a enfermeira.

– Claro, obrigada. - Agradeci. - Bom.. Iahiko, o que tá acontecendo com a Zura? Quem exatamente é Hitoshi? 

– Ah... Zura anda suspeitando muito de Ryotaro, ela não quer me dizer o porque, ela sempre me disse tudo, eu consigo entender ela apenas com seu olhar. Hitoshi.. ele de verdade não é tão mal-educado quanto parece, ele só não tem costume de conversar com os outros integrantes. Mas tem algo me preocupando, ele está se afastando de todos, inclusive de mim e ele aparenta estar muito inquieto.

– Se eu puder ajudar em algo.. - Falei.

– Sim, sim! Obrigado. - Iahiko sorriu.

Mais uma vez, Iahiko parecia ser uma garota. Eu não consigo entender como eu consigo ver ele como se fosse dois em um.

– Ahnn..nhaa..hm? O-Onde eu estou?! - Ikuy pulou da cama.

– Ei, ei! É pra você descansar. - Falei.

– Hahaha! Como se eu obedecesse você! - Falou Ikuy.

–...Que? - Perguntei.

– Er..nada.

Iahiko olhou para a janela.

– Parece estar bem tarde. Se importam se eu for jantar?

– Eu tô com fome.. - Ikuy olhando para mim.

– Por que não  vamos ao refeitório? - Perguntei rindo.

- Ótima ideia! - Ikuy comemorou.

- Então vamos. - Iahiko sorriu.

Saímos da enfermaria e fomos direto para o refeitório. Quando chegamos já estava bem vazio, então pegamos a pouquíssima comida que restou.

- Olha só quem está ali! - Iahiko sorriu acenando para uma certa mesa.

Yusuji e companhia estavam lá.  Nos sentamos com eles.

– Hey.. desde quando vocês são tão próximos? - Perguntou Amai.

– Ah.. desde sempre..? - Respondi com um sorriso amarelo.

– Hm.. tudo bem. 

Senti que Amai estava desconfiada. 

– Que estranho, até agora não vimos o Ryotaro e a Zura. - Disse Kaguya.

– Verdade, o que será que houve? Hoje mais cedo ela parecia estar realmente séria. - Comentou Kura.

– Olá garotas! - Cumprimentou Yusuji.

– Yusuji! - Gritou Iahiko.

– Eu..?

– Resolveu colocar aquele caderninho no lixo? 

– Nunquinha.

– Sabias palavras! - Aplaudiu Belshi.

Belshi estava ao lado de Yusuji, pelo o que eu vi eles tinham acabado de fazer suas brigas cotidianas.

– Zura.. - Sussurrou Kaguya.

– Hm? O que foi Kaguya? - Perguntou Syter.

– Ah? N-Nada! Se me derem licença.. - Kaguya se levantou e foi em direção a saída.

– E-Ei! Kaguya! - Syter foi atrás de Kaguya.

– Então.. Kura, Amai, quando vocês dirão sobre o que vocês descobriram? - Perguntei.

– Ora, ora.. - Amai sorriu.

– Ah! Harumi! Eu e Kura queremos te contar algo. - Yusuji piscou para Amai e me empurrou até à saída do refeitório, atrás dele estava Kura que estava puxando Hakufuu pelos braços.

– Bom...é o seguinte: Já fazia cinco semanas que eu havia entrado na guilda, eu e o Kura estávamos conversando sobre.. uma garota.. que era da guilda, digamos que o Hakufuu tinha uma queda por ela, mas depois ela resolveu sair da guilda. A gente sempre conversava sobre com o Hakufuu  e isso o fazia ficar irritado. Fim! - Dizia Yusuji.

– Tá mas por que vocês falavam dela justamente com o Hakufuu? - Perguntou Ikuy.

– Ah.. sei lá. - Respondeu Kura.

– Boa resposta hein. - Falou Ikuy.

– Que história mais.. comovente.. eu acho. - Falei.

– E qual a finalidade dessa história? - Ikuy perguntou. 

- Nenhuma! - Yusuji sorriu.

– Mas.. quem é essa garota que você disse que o Hakufuu tinha uma quedinha? Essa cidade tem pouquíssimas pessoas morando, talvez eu conheça. - Comentei.

– Nem me fale dela! Como dizem: o amor é cego. - Respondeu Hakufuu.

– Nossa..

– Mas, as vezes ela faz falta.. - Kura disse cabisbaixo.

– Kura. - Yusuji chamou sua atenção.

– Eu sei.

– Oi gente? Podem falar algo que faça sentido? - Disse Ikuy.

– Terminaram a conversa? 

Olhamos para trás e vimos Amai, Belshi e Iahiko.

– Acho que.. sim? - Respondi com uma certa incerteza.

– Harumi, podemos conversar? - Perguntou Amai.

– Er.. tudo bem. - Respondi.

– Então meninos, poderiam sair um pouquinho? - Pediu Amai.

– ...

– Ok, nós saímos. - Disse Yusuji.

Todos os garotos saíram, inclusive Ikuy que ainda estava sob efeito do remédio.

– Então.. sei que várias coisas estão preocupando você, me desculpe por não ter te respondido. Mas, por enquanto eu não vou contar, tudo bem? - Falou Amai. - Eles devem ter te contado qualquer baboseira para evitar que você me fizesse mais perguntas, eu sinto muito.

– Tudo bem! - Respondi. - Mas tem outras coisas que estão me preocupando..

– O quê? - Perguntou Amai.

– A Kaguya.. por que ela disse o nome da Zura? Você conhece um garoto chamado Hitoshi..?

- Hahaha! Você é bem curiosa né?

- Me desculpa.. mas eu me sinto como se estivesse no meio de uma enorme confusão. Não sei porque. - Confessei.

– Ah... bom... eu não sei exatamente sobre isso da Kaguya mas, Hitoshi..? Acho que já ouvi falar deste nome... Ah! Você se refere ao  Hitoshinn?! Ele é fofo!

Amai pegou um bonequinho de pelúcia, não sei exatamente de onde ela tirou ele, mas, ele era totalmente diferente de Hitoshi.. eu acho.

– Não... mas, por que você tem um boneco dele? - Perguntei.

– Então.. sempre quando eu leio a lista de nomes dos integrantes da guilda eu faço um boneco ou uma boneca para cada integrante, mesmo eu não sabendo sua aparência verdadeira, hehe! - Amai falou com um certo orgulho de si mesma.

– Ah, entendi. Mas voltando ao caso, Hitoshi.. sabe aquele garoto que estava encapuzado na reunião quando eu me tornei integrante da guilda? - Perguntei.

– Espere..ah! Eu sei sim quem é! Hitosh-

– A conversa de vocês deve estar boa mesmo.

Zura estava se aproximando de nós.

– Oi, Zura! - Acenei.

- Zura! Que bom! - Amai acenou para Zura. - Já estava preocupada!

– Olá, meninas.

– Zura, pelo o que eu vi os garotos estão cada vez mais angustiados com... aquele acontecimento. - Disse Amai.

– Eu sei... tanto que a minha conversa com Ryotaro foi sobre ela. - Dizia Zura. - Pelo menos a metade.

– Vocês estão falando daquela garota que o Hakufuu gostava? 

– ...Sim. - Responderam.

– Vocês podem me explicar o que está acontecendo? Pelo visto mais cedo ou mais tarde eu vou acabar descobrindo. - Pedi. 

Amai e Zura se olharam e assentiram com suas cabeças.

– Por enquanto só vamos explicar a metade, ok? - Falou Amai.

– Ok. 

– Essa garota era uma total encrenqueira. Simpática?  Mais ou menos.. isso era algo que raramente ela era, normalmente ela fazia pequenos conflitos com outras guildas, acampamentos...emfim, teve um certo dia que.. ela exagerou. - Disse Zura.

– Hm.. tudo bem, obrigada por me dizer uma pequena parte, pelo menos já posso entender um pouco..

– Não entenda mal, tá? Por enquanto não podemos te contar tudo.. eu me sinto mal por isso. - Disse Amai.

Será que eu conto para Zura que Kaguya queria vê-la? Não.. acho que não.

– Bom.. obrigada garotas... eu vou indo.

– Até. - Disse Zura.

– Harumi, não esqueça de levar o Ikuy junto! Espionando como sempre não é..? - Amai estava com um sorriso parecido com o de Zura, ela havia pego Ikuy.

– AAAAAH! COMO VOCÊ ME DESCOBRIU?! - Gritou Ikuy.

– Vamos logo Ikuy! 

– ..Ok. - Concordou.

Peguei Ikuy no colo e saímos do lugar, nós estávamos andando até que eu bati de frente com Belshi. Caímos no chão e por incrível que pareça, Ikuy estava dormindo no chão (o efeito do remédio era poderoso mesmo).

– MAS QUE... espera.. Harumi? - Belshi perguntou enquanto se levantava.

– Sim..? - Me levantei e peguei Ikuy.

– Ah, é você mesmo. Kaguya queria falar com você. 

– Nossa, eu estava procurando por ela... onde ela está agora? - Perguntei.

– E eu vou saber? Procura ela ué.

Belshi evitou me olhar.

– .... que simpático você, hein. De qualquer jeito, obrigada. - Eu estava prestes a ir embora até que Belshi falou.

– ..ela tá na cabana dela.

– Obrigada. - Sorri.

                                           ● ● ●

– Harumi! - Uma garota de cabelo rosa acenou para mim.

- Kaguya! - Acenei.

Reparei que seu cabelo estava solto, ficava realmente bonito assim.

– Podem entrar?

– Claro! 

Entramos na cabana.

 Como ela havia dito, a cabana é separada por uma corda, um lado é para o Syter, o outro para Kaguya. No lado da Kaguya as coisas são organizadas, por incrível que pareça o lado de Syter também é - mais organizado que o meu pelo menos.

– Olá Harumi! E.. Ikuy? - Disse Syter.

– Oi! - Acenei. - Ele tá sob efeito de um remédio.

- Ops, desculpa. - Syter riu.

– Bom.. Harumi, você viu a Zura? - Perguntou Kaguya.

– Sim, ela e Amai me explicaram algumas coisas.

– Será que elas falaram sobre a... .... ? - Kaguya sussurrou para Syter, não consegui ouvir direito o que ela sussurrou para ele.

Ikuy me olhou com um rosto confuso.

– Er.. era sobre uma garota? - Novamente Kaguya perguntou.

– Sim, mas elas não me falaram o nome, de qualquer jeito elas nem se quer me explicaram direito. - Falei.

– Ah.. entendo. - Falou Kaguya.

– Harumi, pode me fazer um favor? - Perguntou Syter.

– Sim, qual?

– Entregue esta carta para o Ryotaro, eu não estou com tempo para entregar para ele. - Syter disse entregando a carta para mim. - Pode fazer isso? Por favor!

– Tudo bem, vou entregar agora mesmo, boa noite! - Falei.

– Ah, e não esqueça de cuidar deste pequeno gato falante. - Disse Kaguya.

Sorri para Kaguya.

Nós saímos da cabana de Kaguya e de Syter. Durante o caminho Ikuy acordou. Depois de um tempo de caminhada vimos um banco e então decidimos descansar. 

– Ahh! Por que o Chalé de Ryotaro tinha que ser.. um pouco distante?! - Resmungava Ikuy. - Mas..ei.. o que está escrito aí?

Ikuy olhou para a carta que estava em minhas mãos.

– Bom..

De: Syter

Para: Mestre Ryotaro.

É sobre ela, algumas coisas estavam me incomodando então, decidi pesquisar mais sobre a situação, Kaguya também ficou curiosa, abra a carta por favor. "

– ... - Ikuy suspirou. 

– Melhor não abrirmos, acho que já descansamos o bastante né? Vamos ir entregar a carta.

– S-Sim!

Eu e Ikuy nos levantamos, estávamos prestes a andar até que vimos um vulto.

– Oh.. Harumi?



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