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História Neon lights - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capitulo 2


Capitulo 02

Kurumadani Zennousuke.

Era esse o nome que o shinigami mencionara antes de bater o punho da espada em sua testa, como se Karin fosse tentar se recordar. Observou enquanto as pessoas passavam por ela olhando curiosas.

Se havia alguma noção em sua mente de onde estava? Nenhuma. O lugar onde se encontrava era estranho e lembrava muito o museu da era Edo, que havia visitado junto de Yuzu.

O céu não devia ser bonito? Cheio de nuvens gordinhas e fofinhas?

Balançou a cabeça tentando ignorar os pensamentos idiotas na sua cabeça. Aquela devia ser a Soul Society, mas em que lado daquele lugar se encontrava era um mistério indecifrável para ela.

- Ei menina!

Girou-nos próprios pés, percebendo que uma senhora de estatura mediana se aproximava dela com um sorriso gentil nos lábios. As roupas que utilizava no corpo miúdo se assemelhava a dos outros que ali estavam. Quimonos, quimonos e mais quimonos.

- Está perdida?

Assentiu, sem ver o porquê de responder a uma pergunta tão obvia.

- Acabou de chegar não é mesmo? – Continuou à senhora, sem se importar com sua falta de resposta. – Como é o seu nome?

- Kurosaki Karin.

Dizer seu nome foi apenas a primeira parte, logo a senhora de aparência frágil e bondosa lhe puxava pelas ruas poeirentas. Enquanto era rebocada, aproveitou para observar o local e percebeu que realmente havia voltado algumas décadas no tempo ou aquele lugar não havia acompanhado as evoluções tecnológicas.

Qual é? Na minha imaginação fértil, o céu tinha ate aeronaves.

- Onde estou? – Perguntou ainda deixando que a senhora lhe levasse a reboque.

- Esta em um dos distritos de Rukongai.

O nome do lugar para Karin era indiferente. Deu de ombros ainda sem compreender muito sobre sua outra vida ou sobre sua morte, apenas gostaria de saber se conseguiria se encaixar na era Edo.

 

Uma semana. – Distrito 80

O céu não tem aeronaves, mas tem pessoas mal educadas.

Sentada próxima a um rio que passava por Rukongai percebeu varias coisas que seu irmão mais velho nunca pensou em lhe contar.

Ajeitou os cabelos negros de qualquer jeito em seus ombros, antes de listar em sua mente tudo o que Ichigo não falou sobre a Sociedade das almas. Mas de todos os fatos o único que irritava e a deixava em maus lençóis era que as almas naquele lugar não tinham fome ou sede.

Outro fato bem interessante é que aquele lugar era divido em números e eles iam diminuindo quanto mais as casas se aproximavam dos enormes muros que cercavam Sereite. E, portanto, quanto mais alto era o número mais barra pesada era o bairro.

Logico que sim!

- Devo agradecer ao velho agora por me deixar fazer caratê? – Questionou a si mesma enquanto jogava pedrinha no rio.

Se já havia arranjado encrencas por aquelas bandas? Varias. A senhora que lhe acolheu ficava de cabelos em pé, mas não tinha por que já que Karin sempre vencia com alguns hematomas logicamente.

Não sou obrigada a ver aquelas escorias tratando mal as crianças – Foi o que gritou após a primeira briga que teve, ganhando um olhar carinhoso da mulher, que amável lhe disse que ela lembrava a seu neto.

Não, não sabia quem era o dito cujo que havia conquistado o posto de neto da mulher amável, mas quem quer que fosse era muito adorado pela mesma e para dizer a verdade nunca se interessou realmente em perguntar quem era.

Suspirou alto, antes de escutar seu estomago reclamar pela falta de comida e mais uma vez sentia que sua batalha se aproximava. Evitava comer muito, já que era algo que as almas comuns abominavam, tentava inutilmente, não mostrar que sentia fome.

Ira ficar doente se não comer Karin-chan. – Sorriu assim que as palavras doces da senhora chegaram as suas lembranças.

- Realmente aqui não é o melhor lugar para se viver, mas ainda tem pessoas que valem a pena. – Murmurou para o rio, abrindo um sorriso feliz.

Seretei

- Eu preciso encontrar a minha irmã. – Kurosaki Ichigo berrou.

Todos observavam o ex-substituto de shinigami andar de um lado a outro na sala, mostrando um mapa de todas as áreas que deviam buscar em Rukongai.

Fazia exatamente uma semana, que Karin havia morrido e ninguém encontrara sua alma no mundo humano. Para todos havia ficado claro, que seu espirito tinha sido enviado para o lar das almas e então o problema maior apareceu.

Para qual distrito da gigante Rukongai?

Capitães, Tenentes e shinigamis comuns foram reunidos pelo Kurosaki para buscar sua irmã. E mesmo com muitos querendo ajudar estavam aos poucos perdendo as esperanças. Parecia loucura e impossível.

- Ichigo é como procurar uma agulha no palheiro. – Começou Rukia temerosa da reação do rapaz. – Há 320 distritos em Rukongai.

- Sabemos que quer encontra-la e nos também, mas nem mobilizando um esquadrão inteiro seria possível cobrir toda Rukongai. – Completou Momo Hinamori ajudando a agora Capitã do decimo terceiro esquadrão.

Ninguém conseguiu preencher o silencio, após a expressão do agora Capitão do oitavo esquadrão torna-se destruída.

- Ainda tem as admissões para a Academia. – Comentou Renji tentando trazer o amigo de volta. – Karin sempre possuiu um grande poder espiritual.

- Tem grande chance que ela seja admitida. – Ajudou Hitsugaya lembrando-se da incrível reiatsu de Karin. – A qualquer momento alguém irá dizer a ela sobre a academia.

- Exatamente Hitsugaya-Kun. – Animou-se Momo sorrindo para o amigo de infância, antes de levantar-se e caminhar até Ichigo. – As admissões ficarão sobre minhas atenções e irei pessoalmente verificar qualquer mulher com o sobrenome Kurosaki.

Ichigo não evitou sorrir para a moça que lhe fazia tão bem. Karin iria adorar Hinamori, assim como Isshin e Yuzu a amaram, quando lhes apresentou no funeral de sua irmã, com direito aos abraços carinhosos de sua irmã e o choro de Isshin por ter ganhado mais uma filha.

Já havia algum tempo que desejava apresentar sua escolhida para sua família, mas a correria do esquadrão não permitiu que levasse Momo para eles conhecer e então decidiu que seria naquele final de semana, mas Karin morreu antes que conseguisse fazer o encontro acontecer.

Sabia que todos esperavam que finalmente assumisse com Orihime. E, no entanto nunca conseguiu ver a mulher como mais do que amiga, por isso quando surgiu a primeira oportunidade para fugir da pressão que seus amigos faziam a agarrou com todas as forças. Tornou-se capitão e sua aproximação com a Tenente do quinto esquadrão foi inevitável.

Era engraçado que havia fugido de Orihime para encontrar-se apaixonado por uma mulher tão doce quanto Inoue. Entretanto Momo conhecia e vivia muito mais seu mundo do que a ruiva.



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