História Nerd Love (Camren) - Capítulo 51


Escrita por:

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Harry Styles, Lauren Jauregui, Liam Payne, Louis Tomlinson, Normani Hamilton
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Visualizações 200
Palavras 4.359
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 51 - I Can Believe!


Lauren POV

Parecia que eu estava no paraíso ou algo parecido. Meus olhos fechados fazia tudo parecer irreal enquanto meu corpo relaxado me permitia sentir a calmaria transmitida pelo silêncio. Eu sentia suas mãos se embaraçando em meus cabelos, fazendo um carinho gostoso que me dava um leve sono. Suspirei soltando um sorriso de canto em seguida.

– Parece um bebê desse jeito, amor! - ouvi sua voz.

– Eu sou um bebê. - me aconcheguei mais em seu colo.

– Só se for meu bebê. - senti um beijo na minha testa.

– Seu bebê. - afirmei.

Era um tarde nublada e fria em Seattle. Hoje é sábado, o dia em que fazíamos 5 anos de namoro, é por esse motivo que estamos um pouco mais melosas que o normal. Iríamos sair, mas decidimos ficar em casa mesmo, pelo menos por essa tarde. Eu tinha uma surpresa pra ela só que ela não sabia, deixaria pra mostrá-la mais tarde. Tudo estava bem planejado.

Estávamos na sala, ela sentada no sofá e eu deitada em seu colo. Iríamos assistir séries mas desistimos na última hora, nosso silêncio e carinhos já eram bons o suficiente. Ele foi cortado pelo som da campainha. Eu e Camila nos encaramos pra ver quem iria atender, no final ela cansou de me encarar e me afastou pra levantar, mas a impedi.

– Você não vai atender assim! - reclamei.

– Por quê não? - arqueei minha sobrancelha.

– Amor, você só está vestindo um moletom e uma calcinha. - justifiquei.

– Então vai você! - voltou pro sofá.

Revirei os olhos mas levantei.

– Ou! - me chamou. – Aqui!

Jogou minha camisa, a peguei no ar e a vesti. Eu usava apenas um short, um top e meias.

Fui atender o entregador que estava sorridente, pelo visto era um novo, não era o mesmo entregador de sempre. Dei de ombros entregando o dinheiro e recebendo a pizza. Tranquei a porta e voltei pra sala, me joguei no sofá ao lado da Camz, apoiando a caixa em cima da mesa de centro. Abri a mesma.

– Hmmm! - Camila gemeu em satisfação, pegando uma pizza e a mordendo. – Realmente foi uma boa decisão pedir pizza pro almoço.

Ela foi pro canto do sofá e apoiou os pés sobre meu colo quando deixei minhas costas relaxarem no sofá. Suspirei em gratidão quando mordi uma grande pedaço da pizza, estava morrendo de fome.

– Esqueci! - Camila falou do nada.

– O quê? - franzi o cenho.

– Espera aqui! - se levantou correndo e subiu as escadas.

Fiquei curiosa mas apenas peguei um pedaço de pizza. Segundos depois ela voltou escondendo algo atrás das costas.

– Fecha os olhos. - pediu. Larguei a pizza na caixa e obedeci.

Ela se aproximou e segurou minha mão limpa, já que a outra estava um pouco oleosa por conta da pizza. Abriu e colocou algo quadriculado, tipo uma caixinha.

– Pode abrir. - assim eu fiz, me deparando com uma caixinha realmente.

A olhei desconfiada. Ela me incentivou a abrir.

– Ah, meu…

– Surpresa! - disse sorrindo pra mim. – Gostou?

– Se eu gostei? - me levantei ficando de frente pra ela. – Eu sempre quis ir! Obrigado, meu amor!

A abracei apertado beijando seu rosto diversas vezes. Eu tinha ganhado dois ingressos para o show do The 1975, vulgo minha banda favorita. Eu sempre quis ir em um show deles mas nunca consegui, mas graças a incrível namorada que eu tenho, hoje eu ganhei essa chance. O show seria apenas daqui a duas semanas, o que era ótimo, pois Cheryl e Toni se casariam semana que vem.

– Eu ainda tenho mais duas coisas pra você, mas só vou poder mostrar apenas uma delas. - disse atraindo minha atenção novamente.

– O que é?

Ela apenas tirou os ingressos da minha mão e os deixou na mesa de centro. Segurou minha mão e começou a me levar por entre os cômodos da casa, até que paramos em frente ao estúdio que eu tinha em casa.

– Abre! - incentivou. Segurei a maçaneta e empurrei a porta.

Assim que entrei notei que tinha muito mais coisas ali do que eu lembrava, tintas novas e de diversas cores, telas limpas organizadas no canto da sala acompanhadas dos tripés, pincéis de vários tamanhos dentro de potes enfileirados na estante e pra melhorar, o chão agora era de madeira clara, polida e lisa. As paredes estavam em tom branco neve.

– Você disse que estava precisando de equipamentos novos e de uma reforma, mas nunca tinha tempo pra fazer isso, então…- a olhei. – Fiz tudo pra você.

Deu um sorriso tímido.

– Quando fez isso sem eu ver?

– Quando você viajou pra ir a premiação, eu já tinha comprado os equipamentos antes, apenas escondi tudo no porão. Assim que saiu, eu liguei pras meninas e elas me ajudaram a pintar e a organizar as coisas.

– Foi você que escondeu a chave, não foi? - cruzei os braços e ela apenas assentiu.

– Você não podia ver antes da hora, por isso escondi a chave e fingi que não sabia onde tava.

– Por sua causa eu tive que ficar até tarde no trabalho por uma semana, Camz! - resmunguei.

– Eu sei, me desculpa por isso! - me encarou com aquela carinha.

Suspirei.

– Tudo bem, eu vou esquecer isso só porque foi por uma boa causa. - ela sorriu. – E também porque eu adorei!

A puxei pra mais perto de mim e a beijei demoradamente.

– Eu te amo, muito obrigado! - agradeci e adentrei o meu escritório.

– Eu sei que você me ama! - revirei os olhos em sua direção.

– Sem noção! - resmunguei.

– Eu tô brincando! Eu amo você, Lolo! - me abraçou por trás e me deu um beijo no pescoço.

– Acho bom mesmo! - me virei pra vê-la. – Não vai me dizer qual é a outra surpresa?

Ela negou.

– Por que?

– Porque não, Lo. - deu de ombros.

– Ruim. - acusei. – Só por causa disso não vou te contar o que eu estou planejando.

Saí do lugar onde estava e comecei a voltar pra sala.

– O que você está planejando? - começou a me seguir.

– Se pensou que eu não iria te fazer uma surpresa, pensou errado. - me sentei no sofá voltando a comer aquela pizza maravilhosa.

– Bem que eu suspeitei, você sempre faz surpresa. - se sentou do meu lado.

Ficamos em silêncio por alguns segundos.

3…

2…

1…

– Qual é a surpresa?

Comecei a rir e quase me engasguei, engoli o pedaço da pizza que estava na minha boca e no mesmo instante a tosse apareceu. Fui pra cozinha e me servi com um copo de água.

– Você tá bem? - engoli a água e respirei fundo voltando a rir de novo.

– Eu sabia que você iria perguntar o que era. - me sentei em um dos bancos em frente ao balcão.

– Você sabe que eu sou curiosa e vive me deixando assim. É por isso que eu odeio surpresas!

– Você não odiou nenhuma das que eu fiz. - rebati.

– Porque elas são incríveis, você consegue me surpreender até quando não quer. É um das coisas que eu amo em você. - confessou sem jeito.

– Você ama tudo em mim. - ela revirou os olhos.

– Você sempre tem que ser convencida, não é?

– Eu não falei nenhuma mentira.

– Realmente, você não disse, mas…- se sentou no balcão, cruzando as pernas em seguida. – Tem vezes que eu odeio quando você é chata, sem noção… - me levantei largando o copo na pia e me aproximando dela logo depois.

– E o que mais? - arqueei a sobrancelha.

– As vezes é ignorante quando tá com raiva, estressante, mandona. - abri suas pernas com agressividade e fiquei entre elas.

– Só isso? - beijei seu pescoço.

– Estúpida, se…sem graça. - alisei suas coxas.

– E? - mordi o lóbulo da sua orelha. Ela me prendeu com suas pernas.

– E uma desgraçada. - ri baixinho e juntei nossos labios em um beijo lento.

(…)

– Nugget! Hey, garotão! - chamei ele que estava dentro da sua casinha no jardim.

Ele veio até mim e ficou andando ao meu redor animado. Coloquei um pouco de ração em uma tigela e água na outra, ele se aproximou e foi direto na água. Fiz um leve carinho em seu pelo cinzento e voltei pra dentro de casa onde Camila estava ajeitando a sala. Ela tinha acabado de tomar banho, estava um pouco arrumada já que iríamos sair com as meninas pra ajudarmos Choni se distrair um pouquinho. Elas estavam agitadas e animadas, mesmo faltando ainda uma semana para o casamento acontecer. Iríamos encontrar todas e faremos uma caminhada, pra relaxar um pouco.

Eu já tinha tomado banho, mas não troquei de roupa então fui fazer isso. Vesti uma calça preta, blusa branca, casaco azul escuro e um tênis qualquer da Adidas. Camila estava quase igual a mim, a diferença era os sapatos. Peguei meu celular e o coloquei no bolso voltando pra sala onde minha namorada esperava sentada no sofá.

– Vamos? - ela assentiu desligando o celular.

– As meninas estão naquele parque perto do restaurante Italiano. Vamos nos encontrar lá. - explicou.

Como era uma caminhada, não precisamos usar o carro, então fomos a pé mesmo. Foi uns 15 minutos até chegarmos no ponto de encontro, todas já estavam lá sentadas em um banco preto do parque. Ri levemente quando notei que Vero estava dando pipoca para os pássaros que estavam ali, ela sempre fazia isso.

– Olha o casal que sempre se atrasa, aí minha gente! - Ronnie sorriu pra nós. – Tudo bem?

– Tudo ótimo! - respondi.

– Oi, garotas! - Camila acenou.

– Podemos tomar um café agora? - Cheryl questionou. Parecia irritada.

– O que deu nela? - questionei.

– Fome. - Toni respondeu.

– Eu também estou, com muita aliás! - Betty comentou.

– Estávamos esperando vocês pra podermos ir até a cafeteria do outro lado da rua. - Lucy apontou pro local.

– Então vamos, oras! - mandei.

Atravessamos a rua com cuidado, já no estabelecimento, pedimos uma mesa pra todas nós. Um garçom arrumou pra gente e assim que sentamos, já foi logo perguntando o que queríamos. Depois de pedirmos iniciamos um assunto.

– Hoje é o aniversário de 5 anos de vocês, não é? - Ronnie apontou pra nós duas.

– Sim, é! - Camila sorriu.

– Felicidades! - Betty desejou. Sorri pra ela.

– Obrigado! - falamos juntas.

– Por quê não me disseram? Eu cancelaria o passeio e deixaria vocês aproveitando o dia. - Cheryl reclamou.

– Viemos ajudar vocês se distraírem, sem problema algum. Ninguém quer que vocês tenham um treco antes da hora. - brinquei. – E vamos sair de noite, não se preocupem.

– Vamos? - Camz me encarou confusa. Dei um sorriso e voltei a brincar com o guardanapo.

– Wow! É aquela surpresa? - Vero perguntou com os olhos levemente arregalados.

– Sim. - afirmei.

– Tipo, aquela surpresa? - foi a vez de Toni.

– Que sur…Ahh! - Cheryl finalmente lembrou.

– Espera aí! Elas sabem e eu não? É isso mesmo? - Camila ficou incrédula. – Isso é um complô?

– Não, isso é segredo. - Lucy deu uma piscadinha.

– Ridículas! - formou um bico nos labios.

– Aqui estão, senhoritas! - o garçom apareceu, entregando nossos pedidos.

– Obrigado! - agradeci. Ele se retirou.

Ficamos por lá um bom tempo. Comendo, conversando e principalmente distraindo o casal Choni. Foi uma tarde divertida. Quando estava ficando um pouco tarde, decidimos ir embora. Já em casa, fomos recebidas pelo Nugget com a sua animação infinita. Camila ficou brincando com ele enquanto eu abria a porta de casa, acendi as luzes e deixei as chaves na mesa de centro.

– Nope! Nem pense, levanta! - falei quando Camila se sentou.

– Ué, por quê? - apontei pro relógio na parede.

– Que horas são, Camz?

– 19:45.

– Exatamente. - tirei meu casaco e o deixei na poltrona. – Vá se arrumar!

– Pra quê? - seu tom arrastado demonstrou seu cansaço.

– Não quer saber qual é a sua surpresa?

– Tem que ser agora? - assenti.

– A não ser que você quer que eu cancele tudo, eu…

– Não! - quase gritou. – Eu esperei pra descobrir o que era o dia todo, não vou desistir agora.

Se levantou.

– Vamos tomar banho? - sugeri.

– Juntas? - franziu a testa.

– Se quiser. - ela deu de ombros.

– Por mim tudo bem! - beijou minha bochecha e puxou para o quarto.

Tomamos um banho rápido, entre beijos e brincadeiras que resultou no meu olho ardendo quando Camila sem querer deixou cair sabão nele. Ela se desculpou um bilhão de vezes enquanto lavava ele com água, só calou a boca quando eu a beijei e disse que estava tudo bem.

Fomos juntas para o quarto. Camila como sempre começava com a maquiagem, por isso, seguiu para o closet e saiu de lá com um roupão enquanto secava os cabelos com a toalha. Eu fui escolher uma roupa, indo pra lá também. Eu iria usar um vestido mas o mesmo iria me atrapalhar em um certo momento, então simplesmente coloquei um short soltinho da cor verde musgo e uma blusa preta. Uma bota com salto, da cor preta, nos pés e uma jaqueta da mesma cor.

Deixei meus cabelos partidos ao meio, eles estavam com algumas ondulações. Peguei meu kit de maquiagem que estava entre minhas roupas e me maquiei ali mesmo, com o espelho que tinha no canto do closet. Pra finalizar, passei um batom vermelho e sorri pra minha imagem no espelho.

Saí do closet e encontrei Camila terminando de ajeitar o cabelo em frente ao espelho. Quando me olhou ficou paralizada por alguns segundos e ficou me olhando de cima a baixo várias vezes. Soltou um sorriso em seguida.

– Uau! - sussurrou. – Você tá linda!

– Obrigado! - mordi o lábio inferior. – Você também está.

– Eu nem me arrumei ainda, meu amor! - dei de ombros.

– Você é linda de qualquer jeito. - afirmei.

– Não acho, mas tudo bem. - deu um sorriso sem graça e voltou ao que fazia.

– Vou te esperar lá embaixo, ok? - ela assentiu. Eu saí do quarto.

Fui beber um copo de água antes de voltar pra sala e me sentar. Camila apareceu alguns minutos depois. Usava uma saia lápis da cor preta e um cropped apertado vermelho sangue. Nos pés, um salto alto e nas mãos uma bolsa pequena que eu apostava que era onde estava seu celular.

– Depois vem falar que eu que estou linda. - comentei me levantando.

– Mas você está mesmo. - se aproximou.

– E você mais ainda.

– Para! Nós duas estamos.

– Tudo bem. Vamos?

– Vamos!

Tranquei todas as portas da casa e tirei o carro da garagem. Antes de dar a partida peguei uma venda que estava no porta luvas e coloquei sobre seus olhos.

– Por que está me vendando, amor? - terminei de amarrar.

– Porque você fica incrível desse jeito. - brinquei em um tom safado. Ela notou e me deu um tapa.

– Tarada. - rimos.

– É apenas pra que não veja aonde eu vou te levar. - ela assentiu.

– Certo. - lhe dei um selinho e dei a partida.

O caminho foi um pouco longo o que deixou ela um pouco inquieta e mais ansiosa do que já estava antes. Estacionei o carro no estacionamento perto dali e desliguei o veículo.

– Chegamos?

– Sim, moça bonita. - ela riu.

– Está muito engraçadinha hoje. - acusou. Saí do carro e fui abrir a porta pra ajudar ela a fazer o mesmo.

– Sempre fui. - tranquei as portas com o controle.

– Realmente.

Tirei sua venda.

– Fez esse mistério todo por um restaurante?

– Nope! O restaurante é só o lugar onde vamos comemorar. - justifiquei entrando no local com a mão na sua cintura.

– Você só atiça cada vez mais minha curiosidade.

– Boa noite, senhoritas! - o rapaz nos cumprimentou. – Tem reserva?

– Sim. Lauren Jauregui. - me identifiquei.

– Oh, senhorita Jauregui! Por favor, me acompanhe! - começamos a caminhar pelo restaurante. – Já deixamos tudo do jeito que pediu.

Passamos por uma cortina pra ter acesso a outro canto do restaurante. Subimos umas escadas até chegarmos onde eu queria.

– Aqui estão senhoritas, aproveitem! - abriu as portas de vidro e se retirou.

– Lauren…- Camila me encarou. – Você reservou uma parte do hotel só pra nós duas?

– Sim, a melhor parte dele.

– Odeio quando você faz isso! - meu sorriso sumiu.

– Então… - cocei meu braço. Uma mania minha quando fico nervosa. – Você não gostou?

Meu receio ficou evidente e ela notou.

– Não, amor, eu adorei! - segurou meus ombros. – É só que, não precisava disso tudo.

Suspirei aliviada.

– Eu pensei que tinha odiado. Meu coração até voltou a bater. - ela riu.

– Desculpa não ter me explicado melhor antes de falar! - dei de ombros.

– Tudo bem! - a puxei até a única mesa que tinha ali. – Sente-se.

A parte que eu reservei, é bastante privada. Só podiam entrar garçons pra nos servir, falando nisso, já tinha um ali parado ao lado da porta, ele ficaria conosco até irmos embora. Estava acompanhado de uma banda de jazz que tocava um música relaxante e em baixo tom. Tinha também uma varanda com vista pro mar e para as estrelas, era lindo. Tudo era bem iluminado.

Chamei o garçom que veio até nós. Olhamos o cardápio e decidimos pedir o prato do dia e uma garrafa de vinho tinto. Bom, na verdade eu tive que escolher por nós duas, Camila nunca sabia o que escolher, já que ficava perdida ao ler nomes de comidas um pouco mais exóticas. Mesmo tendo provado algumas delas.

– Eu nunca imaginei como seria jantar observando o mar, a lua cheia e as estrelas. - suspirou olhando pro céu.

– É lindo, não é? - assentiu.

– Ainda mais em uma data tão especial quanto essa. - fez carinho em minha mão por cima da mesa. – Obrigado! - agradeceu de repente.

– Pelo quê? - questionei.

– Por isso, por tudo que já fez por mim. Por ser essa pessoa incrível que você é. - deu de ombros. – Por me fazer feliz.

Sorri.

– Eu prometi que eu iria te fazer feliz até meu último suspiro, não prometi? - ela concordou sorrindo também.

– Sim. Obrigado também por cumprir suas promessas!

– Aqui está, senhoritas! - o garçom trazia junto a si um carrinho onde tinha dois pratos, uma tigela minúscula com um molho, vinho, taças, copos e talheres.

Ele nos serviu. Antes de tudo eu tentei a qualidade do vinho, o girei na taça, senti seu aroma e tomei um gole, aprovando no final e o pedindo pra colocar mais em nossas taças. Com esse anos em que eu comecei a tomar vinho– apenas de vez em quando e sem exagerar– eu aprendi a classificar qual era o melhor, qual tinha uma boa qualidade etc. Já fui em bastante lugares que tentavam me enganar com vinhos baratos, não querendo ser soberba ou algo assim, mas eu não estava lá pra tomar qualquer coisa. Até porque eu estava pagando.

Mas enfim, voltando pra refeição– que estava uma delícia – iniciamos uma conversa um pouco aleatória, quer dizer, um pouco não, bastante. Começamos a falar sobre países, tipo, do nada. Mas pensando bem, era bom falarmos nesse assunto.

– Qual país você gostaria de conhecer? - perguntei.

– Eu gostaria muito de conhecer a França. - perdeu o olhar pra vista lá fora. – Já vi algumas fotos de lá e tem paisagens lindas, principalmente a Torre Eiffel, mas eu também gostaria muito de ir visitar meu país natal novamente. Sinto falta da cultura de lá.

– Cuba? - assentiu. – Podemos ir algum dia se quiser.

Sugeri. Ela me olhou.

– Não temos muito tempo livre, Lo! - bebeu vinho. – Temos nossos empregos, nossa casa, nosso cachorro. Temos responsabilidades.

– Esqueceu que estamos de férias? - retruquei. – Podemos escolher um dia e ir pra lá. Nem que fiquemos dois ou três dias, podemos fazer isso quando quiser. O Nugget pode ficar com uma das meninas.

– Tem certeza? - assenti.

– Absoluta.

– Se é assim, ótimo! Podemos ir depois do show do The 1975. - concordei.

– Ótimo!

Não demoramos muito na refeição, depois da sobremesa ficamos apenas no vinho. Quando olhei as horas me assustei um pouco, eu iria atrasar tudo se não fosse mais rápida.

– Hey, vocês! - chamei a atenção do garçom e dos músicos que pararam de tocar. – Podemo nos deixar a sós, por favor?

Eles assentiram. O garçom levou tudo, deixando apenas o vinho e as taças. Camila me olhava agora curiosa por conta da minha ação, me levantei e estendi a mão pra ela que pegou. A direcionei até a varanda e ficamos ali apreciando a vista.

– É agora que vem a surpresa. - sussurrei em seu ouvido. Ela se arrepiou um pouco.

Beijei seu ombro e a abracei. Apontei pro céu e ela olhou.

– Presta atenção, e não desvia o olhar de jeito nenhum. - ela assentiu.

– O que você está aprontando?

– Você vai ver. - garanti.

Olhei as horas novamente e sorri quando deu o horário.

Um fogo de artifício verde explodiu no alto seguido de um azul. Logo depois alguns vermelhos que formou a palavra "Eu Te Amo."

– Awnt! Eu também te amo, Lolo! - falou.

– Agradeço por isso. Agora presta bastante atenção, sério. - ela assentiu sem virar pra me olhar.

Os fogos continuaram, era uma explosão de cores pra todo lado. Até que parou por alguns segundos e voltou depois com um fogo de artifício da cor roxa, formando a letra "C". Depois formou um "A" e assim por diante, finalizando com um "S" e um "A" de novo.

– Casa? - seu tom de dúvida ficou evidente.

– Não acabou.

Aí veio o "C", "O", "M", "I", "G", "O" e o ponto de interrogação ora completar a pergunta. Me afastei um pouquinho pra poder me ajoelhar pegando a caixinha com o anel no bolso.

– Foi impressão minha ou…- ela se virou. Parou de falar quando olhou pra mim naquela posição, segurando aquele objeto na mão. – Lo…

– Eu não sei como fazer um discurso romântico e também não preparei nada, mas, eu vou dizer o que meu coração acelerado no momento está me fazendo sentir. - suspirei. – Eu, nunca na minha vida, imaginei um dia estar assim com alguém como você. Meu jeito nerd e esquisito de antigamente nunca me deu a oportunidade de me imaginar dessa forma, com um par romântico como desses filmes de Hollywood. Mas a vida nos surpreende de diversas formas e então, veio você. - seus olhos marejaram. – Eu não entendia como seu sorriso conseguia me fazer feliz mesmo nos dias mas chatos da minha vida. Não entendia como você deixava meu coração acelerado toda vez que te via e, não entendia como você podia ser tão linda a ponto de parecer apenas um sonho no qual eu acordaria a qualquer momento e visse que era só uma ilusão. - rimos levemente. – Eu não entendia o que você fazia comigo até eu perceber que eu tinha me apaixonado. Até que sua felicidade se tornou a minha, até que seus sonhos se tornaram os meus, até que todos os momentos da minha vida eu imaginasse você do meu lado pra tudo. - suspirei quando meus olhos arderam. – Até que eu percebi que eu não conseguia mais viver sem você. - abri a caixinha. – Por isso eu estou aqui agora pedindo uma chance pra que isso seja pra sempre, porque eu quero viver até morrer do seu lado, aproveitar cada momento e não me arrepender de nada disso. Deus, eu quero ter filhos com você, Camz! - ela soluçou tapando a boca com a mão. – Eu quero simplesmente vê-los crescer e sempre poder dizer que eu sou a pessoa mais feliz do mundo por ter eles e você na minha vida. Mas isso só vai ser possível se você quiser também. - tirei o anel da caixa e a fechei. – Quer casar comigo?

Ela tentou respirar por estar soluçando muito.

– Sim. - fungou. – Claro que sim! Com toda certeza!

Sorri entre as lágrimas e me levantei, segurando sua mão e colocando o anel em seu anelar direito. Ela me abraçou com força e chorou junto comigo.

– Eu te amo! - falou abafado por estar com a boca no meu pescoço. – Eu te amo demais, amor!

– Eu também te amo bastante, Camzzii! - funguei a apertando mais em meus braços.

Os fogos voltaram, mas agora sem frases. Estavam normais.

Camila se afastou e me olhou. Seu rostinho estava vermelhinho, limpei suas lágrimas e beijei a ponta do seu nariz e logo após sua bochecha. Ela me abraçou de novo, o que me fez rir.

– Isso é real, não é? Diz que não mais um dos meus sonhos.

– Você sonhava em casar comigo, é? - e me encarou e assentiu. Sorri. – Não é um sonho, é muito real.

Afirmei. Ela juntou nossos labios em um selinho antes de virar um pouco a cabeça pro lado e enfiar a língua em minha boca pra fazer o beijo se encaixar melhor. Abracei sua cintura e isso fez ela ficar mais perto de mim, suas mãos se moviam dos meus braços até os ombros. A levantei no ar a girei, ela riu interrompendo o beijo.

– Como fez o negócio dos fogos? - a coloquei no chão de volta.

– A Vero e a Toni que me ajudaram. - expliquei. – Falando nisso, são elas que ainda estão soltando os fogos.

Ela olhou pro céu novamente e eu a abracei de novo.

– Não consigo acreditar! Eu estou noiva do amor da minha vida.

– Eu sou o amor da sua vida? - ela assentiu.

– Pensei que já tinha deixado isso claro.

– E deixou, mas eu gosto de quando você diz.

– Você é o amor da minha vida. - repetiu.

– E você é o meu, Camz!

– Bom saber disso.

Iria ficar em silêncio mas lembrei de uma coisa.

– Qual é a minha outra surpresa? - ela se virou para mim e deu um sorriso meio provocador.

Ah, não!

– Vamos pra casa e você descobre. - sussurrou no meu ouvido, levando minha mão até sua coxa por dentro da saia.

Não, ela não não estava com…

Oh, Meu Deus! Ela estava com cinta liga.

– E aí? - nossos olhares se encontraram. – O que me diz?

Dei um sorriso de canto.

– O que ainda estamos fazendo aqui mesmo? - indaguei.

Ela riu.

– Eu também não tenho ideia!

Saímos dali depois de pagar a conta e entramos no carro. Dei a partida.

Hoje está sendo a melhor noite da minha vida!


Notas Finais


I'm back, peoples!

Eae, galerous! Tudo bom?

Sei que demorei, mas valeu a pena não, é?

O capítulo tá grande, e tivemos um momento super fofo. Me amem.

Estamos quase no fim, o casamento é o que realmente dá a reta final e logo depois vem alguns capítulos, mas fiquem tranquilos, vou detalhar algumas coisas por aqui ainda.

Espero que tenham gostado, perdoem os erros caso tenha.

Abraços e Tchauzinho!


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