História Nesse Apartamento - Taeyoonkook - Capítulo 2


Escrita por: ß

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bottom!jungkook, Bottom!taehyung, Bottom!yoongi, Bts, Flex!jungkook, Flex!taehyung, Flex!yoongi, I Breath Taegi, Jihope, Kookv, Longfic, Namjin, Políamor, Side!jihope, Side!namjin, Sugav, Taegi, Taegikook, Taekook, Taesuga, Taeyoonkook, Top!jungkook, Top!taehyung, Top!yoongi, Vkook, Vsuga, Yoongguk, Yoonkook, Yoontaekook
Visualizações 128
Palavras 4.242
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 2 - Jeon Jungkook conhece os prédios de Seul


Fanfic / Fanfiction Nesse Apartamento - Taeyoonkook - Capítulo 2 - Jeon Jungkook conhece os prédios de Seul

Jungkook sentia-se agradecido pelas horas em que trabalhou na horta com sua avó e pelas sacolas pesadas que seu avô o fazia carregar para lá e pra cá no pequeno armazém que a família tinha em Hahoe. Devia os músculos do seu braço a isso e, pela primeira vez, ele percebeu o porquê era importante ser no mínimo um pouco forte: para poder carregar duas malas pesadas e cheias de roupas, além de uma mochila nas costas.

Apesar de conseguir segurá-las sem muita dificuldade, era diferente ter que levar elas para algum lugar e deixá-las ali e ter que carregar as malditas por duas horas seguidas. Suas mãos já doíam, suas costas estavam tensas e deuses, ele só queria uma cama.

Tudo teria dado certo se ele tivesse ido direto para o apartamento compartilhado, porém aquela quantidade imensa de placas e sinalizações no metrô o confundiram e, bem, Jungkook acabou pegando o metrô para o lado errado.

Depois de — finalmente — conseguir voltar e pegar o certo — ou que ele rezava para ser o  certo —, Jungkook se viu numa estação ainda mais confusa que a anterior. Nessas horas ele via o quanto Hahoe era simples e prática — vá a esquerda e chegue no mercado, vá a direita e chegue na igreja, siga reto e chegue na escola —, e que Seul era enorme comparada ao cubículo que era a vila.

O garoto quase chorou quando achou um banco livre para se sentar na estação, livrando as mãos do peso das malas. Olhou para elas, vendo as marcas vermelhas causadas pelas alças e suspirou alto, as abrindo e fechando para circular sangue.

Depois de ter certeza que ainda sentia as mãos, colocou a destra no bolso e retirou dali um papel dobrado, o abrindo com cuidado.

Era a pequena explicação de como chegar em seu novo apartamento que sua avó havia lhe feito — a senhora Jeon havia escrito passo a passo como que o neto faria para chegar na nova casa, preocupada demais que o mesmo  se perderia na cidade grande.

Sorrindo leve, Jungkook começou a ler as explicações escritas a mão pela senhora Jeon.

Honestamente, ele estava ansioso.

Quando surgiu a ideia de ir para Seul, ele já sabia que não iria conseguir manter um apartamento sozinho, pois além de pagar a faculdade, teria que arcar com o aluguel por conta própria.

Então procurou por quartos compartilhados, em que havia a divisão do aluguel por mais de uma pessoa.

Foi assim que achou Choi Jaehwa, uma velha senhora perto dos seus 60 anos que tinha um quarto para alugar numa pequena república que a mesma mantinha com outros garotos.

Estava com altas expectativas para conhecê-los, mas ao mesmo tempo, sua timidez o deixava preocupado. E se não gostarem de mim? E se tirarem sarro do meu sotaque?

E ele tinha que confessar que isso o deixava extremamente aflito.

Porém resolveu se concentrar em tentar descobrir para onde iria naquele momento, e soltou um suspiro frustrado ao perceber que, mesmo com as explicações feitas com carinho pela sua avó, ele não fazia a mínima ideia de onde estava.

Foi quando tudo pareceu estar perdido, que um anjo apareceu na sua frente — pelo menos será sempre assim que irá se lembrar de seu salvador.

— Você está perdido? — um menino de cabelos roxos perguntou.

Era alto, a pele levemente bronzeada num tom de pardo chamativo e diferente, que combinava com a cor de seus cabelos.

Jungkook estava tão emocionado com alguém vindo lhe oferecer ajuda que nem ao menos percebeu que seus olhos começaram a lacrimejar, sozinhos.

— Uou, calma. — O outro riu, sentando-se no banco ao seu lado. — Está tudo bem?

O Jeon estava tão envergonhado e emocionado ao mesmo tempo, que nem ao menos conseguiu olhar para o lado, se sentindo extremamente bobo.

— Eu não faço a mínima ideia de onde estou — murmurou, encarando seus pés.

— Nós estamos em Jungnang-gu — o outro respondeu de maneira suave, o que deixou Jungkook confortado de certa forma. — Você não é daqui?

— Não — disse, sentindo o rosto esquentar. — Eu nunca andei de metrô na minha vida, na verdade. E eu não sei como eu faço para ir pro lugar que eu preciso. E não sei onde estou…

Jungkook começou a tagarelar, nervoso demais para falar algo coerente. Ele nem sabia porque tinha acabado de admitir para um total estranho sua ignorância em relação aos metrôs, e até achou que ele riria de si, mas o outro tinha um sorriso gentil no rosto.

— Nunca andou de metrô? — perguntou, impressionado. — Olha, se acalma. Para onde você precisa ir?

Pegando o papel com as explicações, agora levemente amassado, o entregou para o de cabelos roxos, olhando com curiosidade para sua expressão.

O garoto deu uma pequena risada, e foi quando Jungkook pensou que essa seria a hora de ele descobrir que na verdade eu nunca vi um prédio de perto na minha vida, mas o outro apontou para o papel.

— Você está indo para Ttalgi? Tipo, a república? TTalgi? — perguntou, com um pouco de riso na voz.

— Sim… Por quê? — Olhou-o confuso, porém um pingo de esperança começou a crescer dentro de si; talvez ele não fosse ficar perdido nas ruas de Seul, morrer de fome e frio. — Você sabe como chegar lá? — perguntou, os olhos implorando uma resposta positiva.

Isso fez o outro rir de novo.

— É seu dia de sorte. — Apontou para si mesmo com o dedão. —  Eu moro lá, também.

Jungkook arregalou os olhos, o encarando, e um sorriso surgiu em seu rosto, junto com um alívio em seu peito.

— Oh — foi o que ele conseguiu dizer.

— Você, na verdade, está no caminho certo, agora — disse, antes de estender sua mão em direção ao Jeon. — Kim Namjoon, aliás.

Então, Jungkook sorriu, sentindo um alívio em seu peito.

— Jungkook. Jeon Jungkook.

 

[...]

 

Era a primeira vez que Jungkook andava em um ônibus tão grande daquele jeito. Hahoe tinha pequenos bondes que ajudavam a transportar as pessoas de um lado da cidade para o outro, mas não era como se Jungkook o usasse — preferia ir de bicicleta ou a pé — e, definitivamente, não se comparava com a imensidão dos transportes públicos e a tecnologia dos mesmos em Seul.

O Kim foi o caminho inteiro explicando sobre como funcionavam os ônibus, dando-lhe dicas, e ainda o explicou como utilizar o metrô, o que deixou Jungkook aliviado por ser um pouco mais fácil do que ele imaginava — mesmo que ele soubesse que provavelmente se perderia várias vezes nas primeiras semanas ali.

— Então, quando você ver aquele mercado ali… — Namjoon apontou para um mercado pequeno que ficava na esquina de uma das ruas, e Jungkook abaixou-se levemente para vê-lo de dentro do ônibus. — Você aperta o botão.

Jungkook olhou enquanto o mais alto alcançava o botão levemente avermelhado do ônibus, um pequeno som preenchendo o ambiente quando o mesmo foi apertado. O Jeon se abaixou para pegar suas mochilas, que estavam no chão, e surpreendeu-se quando o Kim pegou uma delas e a colocou nos ombros, sem ao menos falar algo.

O mais novo apenas o encarou, levemente perplexo, querendo murmurar que não precisava, porém aliviado ao mesmo tempo por ter uma das mãos finalmente livres.

Já fora do veículo, os dois se encontravam numa rua menos movimentada, com poucos carros passando em volta.

— Então... é bem fácil. Duas ruas para frente, esquerda e direita. Pronto, você chegou na nossa querida casa.

— Oh — murmurou, olhando com toda a atenção que podia pela região, tentando gravar cada mínimo detalhe para que não se esquecesse.

 

Após uma caminhada lenta, quando finalmente chegaram, Jungkook abriu a boca num perfeito “o”. Lá estava ele, mais uma vez se sentindo impressionado com pouca coisa.

Era um prédio azul bebê, com três andares. A frente era decorada com várias flores, o que agradou Jungkook, visto que se lembrou do pequeno jardim que mantinha junto com sua avó. Uma pequena escadaria dava para a entrada do local, com no máximo 10 degraus, os quais Namjoon subiu sem hesitar.

O mais novo continuava parado, encarando o pequeno prédio, como se tudo fosse um sonho. Ainda se lembra quando estava procurando apartamentos em seu computador velho com seu avô — e tentando explicá-lo como funcionava o google maps e que sim, vô, é atualizado, não vô, eles não usam isso para te espiar dentro da sua casa — e viu a foto do apartamento.

Nunca imaginou que o dia realmente chegaria. Ele estava realmente no prédio Ttalgi, como havia sonhado.

— Jungkook? — Ouviu a voz de Namjoon, percebendo que o outro já estava com a porta de entrada aberta. — Vamos?

Dando um sorriso, o Jeon andou em passos apressados, subindo de dois em dois degraus sem hesitar.

— Então… A senhora Choi, Choi Jaehwa, a dona do prédio, não está aqui hoje… Ela saiu de férias e só volta daqui alguns dias. Mas acho que você falou com alguém do seu quarto, não?

— Sim… Ah… — Jungkook gaguejou, pegando com pressa o papel amassado em seu bolso para ler as anotações. — Kim… Kim Seokjin. Eu falei com ele.

— Oh, Seokjin-hyung? Você é o novo filho dele, que nem ele estava falando? — Riu baixo.

Olhando confuso para o mais alto, o Jeon inclinou levemente a cabeça.

— Novo filho?

— Não ligue. Seokjin gosta de adotar todo mundo que vai morar no apartamento, mesmo ele tendo só 25 anos — respondeu, começando a subir as escadas.

— Heh… Você também mora com ele, Namjoon-ssi?

— Pode me chamar de hyung. E não, eu moro no quarto de cima. Nós temos três quartos aqui… Jaehwa-noona mora no térreo, e aí tem um no primeiro andar e outro no segundo.

Tão logo começaram a subir as escadas, logo já chegaram no andar. O Kim andava na frente do mais novo, indo em direção à uma porta com um pequeno “bem vindo” na frente, bordado em rosa num tecido branco.

— É aqui. — Apontou levemente para a porta. — Eu vou subir para o meu quarto... Qualquer coisa, é só ir até lá, tudo bem?

— Certo — sussurrou, afastando-se um pouco para abaixar o tronco, numa reverência exagerada. — Muito obrigado, hyung.

— Não precisa agradecer. — Riu, dando um leve tapinha no ombro do mais novo.

E assim, Namjoon sumiu, os passos do mesmo podendo ser ouvidos enquanto ele subia as escadas.

Jungkook apenas permaneceu ali, estático, encarando a porta de madeira marrom claro, enquanto respirava fundo e engolia em seco. Nada podia dar errado, certo?

Depois de suspirar alto e contar até dez — mais de cinco vezes —, ele finalmente tomou coragem de estender o braço direito e deixar com que a destra batesse na porta.

Três batidas.

Toc, toc, toc.

Aguardou um momento, sentindo o coração bater forte e bombear o sangue por todo o corpo. Porém, talvez porque estivesse muito nervoso, não percebeu quanto tempo ficou ali, mas sabia que era o suficiente para alguém vir o atender.

Então, bateu mais três vezes, um pouco mais forte dessa vez.

Nenhuma resposta.

Tirou seu celular de dentro de seu bolso da calça, vendo que eram um pouco mais de sete da noite. O combinado era chegar as sete, então ele esperava que tivesse alguém ali dentro.

Numa última tentativa, o Jeon bateu novamente.

Sem resposta, ele suspirou alto e se encostou na porta, deixando com que suas costas deslizassem pela madeira, e se encontrou sentado no chão, encarando o teto.

Estava cansado e, sinceramente, só queria algum lugar para dormir. Não se importaria, na verdade, de dormir ali mesmo no meio do corredor, mas também não queria causar má impressão para os novos companheiros de quarto.

Não sabia exatamente o que sentir.

Talvez estivesse esperando que tudo corresse às mil maravilhas, que já estivesse em seu quarto conhecendo o novo apartamento e que as pessoas dentro do mesmo fossem extremamente simpáticas com ele, que virassem como família.

Mas elas nem ao menos estavam ali para recebê-lo.

Estava com fome, sede, sentia vontade de dormir, suas costas doíam, seus braços latejavam pelas longas horas segurando aquelas malditas malas pesadas e, por um momento, ficou pensando em sua vida em Hahoe.

Mas apenas por um momento.

Batendo com as palmas das mãos nas bochechas, tratou de acordar.

Era apenas o primeiro dia ali, ele nem ao menos tinha conhecido as outras pessoas para reclamar, e ainda teria outros dias para as coisas melhorarem. Ele não podia julgar que as coisas estavam ruins só pelas primeiras horas que passou ali.

E, novamente, parecia que Kim Namjoon era o seu anjo da guarda.

— O que está fazendo sentado aí? — Ouviu a voz do mais velho e, ao levantar a cabeça, encontrou o mesmo no meio da escada.

— Heh?

— O que está fazendo sentado aí? — repetiu, soltando uma risada.

— Acho que não tem ninguém...— murmurou, coçando a cabeça, sem graça.

— Que estranho. Deve ter acontecido algo no trabalho do Jin-hyung p’ra ele ter saído. — Desceu o restante dos degraus, parando em frente do mais novo. — Aposto que ele queria te esperar com uma festa.

Dando um sorriso fraco, Jungkook deixou sua cabeça tombar para o lado.

— Bem… Eu vou esperar ele voltar… — murmurou, baixo, já pensando no que faria nas próximas horas.

— Você não quer subir pro meu quarto? — Namjoon perguntou tão casualmente que Jungkook até pensou ter entendido errado.

— Heh?

— Você não quer subir pro meu quarto? — Riu de novo. Jungkook já havia o feito repetir as coisas que falava diversas vezes.

— Eu… Não vai ser incomodo?

— Claro que não, Jungkook. — Abaixou-se, pegando em mãos uma das malas do mais novo. — Vamos, eu te ajudo a levar as malas.

 

— Então, o que você veio fazer em Seul? — Namjoon perguntou, trazendo uma xícara de chá para a mesa da sala de estar.

Jungkook olhava ao redor, analisando os detalhes do apartamento. Era um pouco bagunçado — havia algumas roupas largadas em vários lugares, louças sujas fora do lugar, livros jogados —, mas nada que incomodasse Jungkook, pois acima disso, parecia um ambiente confortável e aconchegante.

— Ah… Os meninos gostam de deixar as coisas fora do lugar — Namjoon murmurou quando percebeu que o outro olhava o apartamento, levemente envergonhado. — Não somos as pessoas mais organizadas, como pode ver...

— Ah… Não. Não é isso. — Desculpou-se, sentindo seu rosto se avermelhar. — Aqui parece ser aconchegante, só isso...

— Aconchegante? — perguntou, sentando ao lado do Jeon, que estava no sofá, e alcançando para o mesmo uma das xícaras em sua mão.

— É… Como se você pudesse ficar a vontade? — falou, levemente inseguro, mas sua atenção foi chamada para outra coisa. Um cheiro diferente e que lhe trazia certas memórias. Cânfora. Ele tinha certeza que era cânfora. — Que cheiro é esse?

— Incenso. Um dos caras que mora aqui… — Fez uma careta. — Diz que isso ajuda ele a dormir ou coisa do tipo.

— Eu conheço esse cheiro. Cânfora... — diz, inspirando o ar em volta de si e deixando que memórias que aquele cheiro trazia irrigassem sua imaginação. — Meu melhor amigo usava isso para dormir, também.

— Hmm… De onde você veio, Jungkook?

— Hahoe.

— Oh, uou. — Deu uma leve risada. — Você deve estar estranhando bastante aqui, então.

— Digo, eu acabei de chegar… Mas é realmente diferente. Tudo. — Sorriu fraco. — Respondendo sua pergunta de antes, eu vim estudar artes.

— Você desenha? — Namjoon perguntou, curioso.

Passando a mão livre nos cabelos, o Jeon os bagunçou de modo nervoso. Sempre ficava envergonhado quando pediam para ver seus rabiscos, como ele mesmo chamava.

— Eu tento.

— Me mostre. — Pediu, o olhar implorando para que o mais novo dissesse sim. — Se você quiser, lógico.

Jungkook suspirou fundo. Abaixou-se, após colocar a xícara branca em cima da pequena mesa em frente ao sofá, e tirou com lentidão o sketchbook de capa preta de dentro da mochila.

Ele o entregou com receio para o Kim, que pegou rapidamente. Folheando as primeiras páginas, o mais velho não lhe disse nada, o que fez Jungkook se sentir ainda mais nervoso, mexendo na barra da camisa com os dedos longos.

— Jungkook, isso é- — Virou o sketch para o outro, e Jungkook reconheceu o desenho que havia feito ano passado. — Isso é Seul? Você já veio aqui antes?

— N-não… Eu via muitos vídeos  e fotos na internet e- — Começou a gaguejar, sentindo a garganta secar. — Bem, eu gosto muito de paisagens urbanas e-

E antes que o Jeon começasse a balbuciar coisas sem sentido, Namjoon começou a rir, folheando mais.

— Você desenha muito bem. Sério. ‘Tô impressionado.

— Obrigado. Não é nada demais… — sussurrou, seu rosto esquentando pela quinquagésima vez naquele dia. Por que tinha que ser tão tímido?

— Não é nada demais? — perguntou, dando uma risada irônica em seguida. —Você poderia vender isso, Jungkook.

— Obrigado-

Por mais que quisesse completar a frase, eles foram interrompidos pela porta do apartamento abrindo e sendo fechada com uma violência enorme, o som infiltrando o local e fazendo ambos os meninos pularem de susto.

Logo, uma figura esguia rapidamente adentrou o ambiente, abrindo uma das portas à direita. Mas Jungkook nem teve tempo de vê-lo direito antes que o mesmo sumisse, se trancando no quarto onde havia entrado.

Namjoon suspirou alto, chamando a atenção do mais novo. O Kim balançava a cabeça em negação com um pequeno sorriso nos lábios.

— Acho que você já pode descer. Jimin chegou.

Jungkook tinha muitas perguntas naquele momento: Quem acabou de entrar? Ele está bem? Como você sabe que Jimin chegou? Quem é Jimin? E é por isso que o que saiu de seu cérebro confuso foi:

— Como é Jimin chegou? — Namjoon olhou o confuso, e Jungkook queria se jogar da janela. — Quem é Jimin? — Corrigiu, tentando fingir que não havia acontecido nada.

— É um dos meninos do apartamento de baixo.

 

Jungkook desceu as escadas com lentidão, as mãos suando de maneira anormal, enquanto ele ia em direção à porta do apartamento. E se eles não gostarem de mim? E se eles me odiarem? E se eu não gostar deles? E se na verdade eles forem pessoas más que querem roubar meu dinheiro? Ou pior, as verduras que eu trouxe comigo dentro da minha mala? E se eu estiver no lugar errado e na verdade tudo isso for um sonho?

Sacudiu a cabeça para os lados levemente, tentando acordar de seus devaneios, parando em frente à porta. Respirou fundo, batendo levemente na madeira.

Um, dois, três.

Engoliu em seco, pois agora conseguia ouvir barulhos dentro do lugar. Passos e alguns grunhidos não identificáveis.

Perguntou-se se a pessoa dentro não havia o escutado por conta da demora, então acabou batendo mais três vezes e quase caiu para trás quando ouviu um “EU JÁ ESTOU INDO!”.

Vovó, eu posso ir embora agora?

Antes que pudesse dar meia volta e pegar o primeiro trem para Hahoe, a porta se abriu. À sua frente havia uma figura baixa, esguia, cabelos loiros e olhos grandes; a boca era carnuda e levemente rosada, as bochechas fofas que lhe davam um ar infantil e jovial. Usava uma camisa de manga comprida branca, e uma calça de moletom cinza que parecia extremamente quente. Com os olhos vidrados no outro, nem havia percebido que o mesmo falava consigo.

— Ei, você ‘tá me ouvindo? — perguntou o loiro, irritado.

— Hm? — Engoliu em seco.

Mesmo sendo mais alto que o garoto à sua frente, o loiro continuava sendo intimidador.

— Quem é você? — Levantou uma sobrancelha. — Qual seu nome?

— Jeon Jungkook — disse num fio de voz.

— Ah, Jin-hyung falou sobre você.

Então, Jungkook tentou seguir as dicas da sua avó: sorria e se apresente, agradeça a hospitalidade. Mas antes que o Jeon pudesse fazer qualquer uma dessas coisas, o garoto loiro — que ele julgava ser Jimin —, já havia virado de costas.

— Essa é a sala. — Apontou para a direita, andando rapidamente para frente. Jungkook fechou a porta, e pegou suas malas, andando apressadamente enquanto o mais baixo sumia, apontando para lugares que o mais novo não conseguia apontar. — Ali é o banheiro. Aqui é a cozinha.

O loiro já adentrava um pequeno corredor, e Jungkook quase tropeçou nos próprios pés tentando o seguir.

— Você vai dividir quarto comigo. É esse aqui. — Ouviu a voz de Jimin quando, vendo um pedaço do seu pé sumir ao entrar em um quarto à esquerda.

Com pressa, o moreno foi até lá, as malas sendo seguradas de maneira desajeitada em suas mãos, e ao entrar, seus olhos se arregalaram levemente.

Em Hahoe, Jungkook tinha um quarto somente para si, mas sua avó não o deixava estilizá-lo do jeito que ele queria — deixe as paredes limpas, tire esses posters, Kook-ah!

Então, o quarto que tinha na frente de si o fez ficar impressionado.

Havia duas camas, uma em cada canto do quarto; duas mesas, um grande armário à esquerda. Uma das camas — que Jungkook esperava ser de Jimin — estava bagunçada, e na parede atrás da mesma, um grande quadro azul claro estava pendurado, com diversas fotos presas por imãs. Ao lado desse mesmo quadro, posters espalhados pela parede indicavam que Jimin era, com certeza, fã de algum grupo de folk que o Jeon não conhecia.

Uma parte do armário estava enfeitada com diversas figurinhas de desenhos infantis e a mesa, que Jungkook também julgava ser de Jimin, continha diversos cadernos em cima, além de coleções de livros.

Teria olhado mais e prestado mais atenção nos detalhes, mas só foi colocar suas malas ao chão que ouviu um barulho ao lado. O loiro havia se jogado no colchão, afundando o rosto no travesseiro que havia ali.

— Agora, eu vou deitar aqui e fingir que não existo pelo resto da semana. — Jungkook ouviu a voz abafada do mais baixo, seus braços e pernas estendidos na cama cheia de cobertores.

Jungkook o olhou por alguns segundos, talvez na esperança de que ele falasse mais algo, mas tudo o que se ouviu foram grunhidos da parte do Park — ou quem Jungkook achava ser o Park, visto que ele nem ao menos se apresentou para ele.

E claro que, antes que Jungkook pudesse sair do quarto — apesar de querer arrumar suas coisas e deitar em sua cama, estava com medo demais de Jimin para ficar ali —, o loiro fez questão de falar:

— Feche a porta quando sair.

Então Jungkook o fez, tentando fazer o mínimo de barulho possível, com medo de que Jimin fosse o estrangular caso ele fizesse qualquer coisa que o loiro não gostasse.

Depois de encarar a porta por quase cinco minutos e pensar no que diabos acabou de acontecer ali, ele andou pelo corredor em passos lentos, até chegar na pequena sala de estar, pouco iluminada naquele momento.

O silêncio foi interrompido por sua barriga roncando alto.

Não havia comido nada desde que chegou e não tinha como ir no mercado que Namjoon o mostrou porque não tinha a chave do apartamento e não teria como voltar depois. Sabia que tinha algumas guloseimas em sua mochila, mas teve o azar de deixá-las dentro do quarto e o Jeon não tinha coragem nenhuma de voltar lá naquele momento.

Então, sentindo o corpo cansado e as pernas doerem, os músculos de seu braço latejarem levemente, ele se sentou no sofá bordô que havia ali, deitando-se, mesmo que ele fosse pequeno demais para Jungkook.

Talvez, apenas talvez suas expectativas tivessem ido por água abaixo, e ele não podia negar que estava decepcionado.

Então, com o silêncio do apartamento e seus pensamentos a mil, não demorou muito para seus olhos começarem a se fechar, o cansaço da viagem finalmente o devorando. Não sabia nem que horas eram,  nem se era cedo demais para dormir, mas seu corpo não aguentou.

 

[...]

 

Se tinha algo que Kim Taehyung odiava era quando o acordavam abruptamente. Ele, sinceramente, não ligava caso alguém viesse com beijinhos ou um abraço para lhe despertar. Porém, deuses, se barulhos altos e gritos não eram as coisas que mais o deixavam irritado.

Então, quando o alto estrondo de uma porta batendo com força o acordou de seu sono, a primeira coisa que o Kim pensou foi: “Quem foi o filho da puta?”.

Grunhindo enquanto se levantava, sentiu o aroma do incenso que havia acendido mais cedo. De certa forma, o cheiro de cânfora sempre o relaxava e o fazia dormir melhor. Inspirou o ar, deixando que seus músculos relaxassem um pouco, antes de se levantar da cama e se dirigir até a porta, a abrindo com certo cuidado.

Mesmo irritado por terem o acordado, tinha medo do que podia estar acontecendo do lado de fora do seu quarto, então olhou para os lados com certa cautela, encontrando a figura de Namjoon com um copo de água na mão.

— Hyung — chamou, fazendo o outro o olhar com curiosidade. — O que aconteceu?

— Não sei. — Deu de ombros. — Hobi chegou e se trancou no quarto.

Taehyung revirou os olhos. Jung Hoseok estar irritado só tinha uma explicação, e essa nome e morava no andar de baixo: Park Jimin.

Em passos largos, o Kim mais novo foi até a porta do quarto ao lado, batendo levemente na madeira, e falando de forma manhosa:

— Hobi-hyung… — Colocou o ouvido encostado na madeira, para que conseguisse ouvir o garoto que estava dentro do quarto. — — Destranca a porta.

— Vá embora, Taehyungie. — Ouviu a voz chorosa do Jung.

— Hyuuung… — Pediu de novo, como uma criança. — Por favor?

— Não.

— Eu te faço uma massagem?

Sem resposta.

— Eu… limpo seu quarto por uma semana. — Novamente sem resposta. Taehyung revirou os olhos, e suspirou alto. — Ok. Eu pago um jantar no seu restaurante favorito para nós três se você abrir a porra desta porta.

Cinco segundos depois, um Hoseok descabelado e com os olhos inchados apareceu, abrindo a porta com timidez.

— A gente pode jantar agora?


Notas Finais


PEÇO DESCULPAS PELA DEMORA
minhas aulas voltaram e eu tive que ficar fazendo mil coisas e mil fics E EU TO CHEIA DE IDEIAS enfim
porém eu to muito empolgada com essa, de verdade
o plot tá todo na minha cabeça
MAS MIYUSHU N TEVE INTERAÇÃO NEM TAEKOOK NEM TAEGI NEM YOONKOOK OQ VC QUER FAZER CMG
calma meu pessoal, teremos taegi no prox capitulo e yoonkook vai ser +qd+ no começo eu prometo
tudo vai ser de mais
ENFIM espero que tenham gostado do cap
jungkook do interior é meu novo conceito favorito
amem jungkook do interior por favor #salvemosvegetaisdojunkook

OBRIGADA PELOS FAVS, AMO VCS, O PROX CAP JA TA NA METADE, VAMOQ VAMO


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