História Netuno ¤ YoonMin - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Gay, Hentai, Incesto, Jimin, Jimin Uke, Kyravee, Masoquismo, Masoquista, Min Yoongi, Mingi, Namjin, Namkook, Namseok, Netflix, Ninfomania, Nyah, Nyah!fanfiction, Oral, Park Jimin, Sádico, Sadomasoquismo, Sadomasoquista, Seme, Sexo, Suga, Taekook, Taeseok, Uke, Vhope, Vkook, Yaoi, Yoongi Seme, Yoonmin, Yuri
Visualizações 438
Palavras 4.732
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oieee <3

Capítulo 27 - Estou apenas obcecado por você.


Fanfic / Fanfiction Netuno ¤ YoonMin - Capítulo 27 - Estou apenas obcecado por você.

“Eu te beijo, você me beija, nós nos beijamos e pronto, não temos mais um final feliz.”

 

Meus dedos permaneciam inquietos sobre a mesa circular branca a qual estava uma xícara de café, respirei fundo olhando o papel a minha frente e o lápis a sua frente. Iria escrever uma carta ao meu oppa, já que Namjoon estava atrasado para o nosso “café”.

Pensava, pensava e pensava mais! O que poderia expressar a minha raiva e minha saudade de Min Yoongi? Meu oppa ao menos me enviava mensagens, no meio de todos esses acontecimentos eu pensei que ele se esforçaria em demonstrar apoio ou preocupação, vejo que estava errada. Porém, minha carta estará livre de ódio e revolta, será algo bonitinho que o fará se sentir bem magoado e vier direto para cá me visitar!

 

Olhei as horas, 14:37. Kim Namjoon está atrasado em sete minutos.

 

Besta, ele não vem!

 

Balancei minha cabeça e voltei toda a minha atenção para o papel minimamente amassado sobre a mesa. Melhor iniciar logo a porra dessa carta, vou acabar me estressando!

 

 

Querido oppa!

Como vai o meu baby preferido, além de bonito e bem dotado?

Min Yoongie, sei que deveria estar morrendo de ódio por você me colocar nessa porra de clínica (na real, no momento eu estou em uma cafeteria) e/ou morrendo de raiva por você não ter feito sequer uma ligação de dois minutos. Porém, nesta carta eu tenho um assunto mais importante para tratar...

 

 

Minha inspiração se perdeu quando olhei as horas novamente, 14:41. Arregalei os olhos em forma de expressar minha raiva pelo atraso do maldito, o que resultou em atrair atenção de uma moça que entrava dentro do local. A morena passou direto por mim e se sentou próxima ao balcão. Eu assustei ela ou algo do tipo?

Coloquei meu queixo em minha mão e senti a frustração tomar meu corpo, queria que Namjoon me desce mais uma chance. Nunca o vi rancoroso dessa forma, é assustador!

14:47, dezessete minutos atrasados, Kim Idiota Namjoon.

Volte para a carta, Suk. Tenha concentração!!

 

 

Escrevo para ti mirando no assunto: lua.

Sabia que ela é o satélite natural da Terra, planeta o qual habitamos?

Quando éramos pequenos costumávamos a fazer essas bobeiras, escrever cartas sobre um assunto nada a ver com nós dois. Crescemos, oppa. E quando nos chapávamos escrevíamos poeminhas sobre um assunto nada a ver também. Somos idiotas, Min. Mas... Posso escrever um sobre a lua? Mesmo não estando chapada? Ou seria incomodo demais ler o que a sua saeng escreveu, seu filho da puta?

 

 

Xinguei mesmo, minha cabeça já estava fervilhando em pensar que realmente todos tinham me abandonado. TODOS. Ai minha cabeça...

Fiquei em pé abandonando minha mesa, paguei uma música para tocar para as poucas pessoas que ali bebiam café e comiam docinhos, deveriam ser umas cinco pessoas no total – contando comigo. As notas de violão suavizaram o local, dois garotos olharam surpresos para mim. Ficaram surpreendidos por eu usar uma máquina velha de música ou pela minha expressão melancólica?

 

14:53

 

Volta ligeira que eu to te esperando

eu te pinto um quadro

tu me ensina um tango

mas vem depressa que eu passei café

 

14:57

 

Volta correndo que eu to com saudade

nem bate na porta

sinta-se a vontade

mas vem depressa que eu passei café

 

15:02

 

O que eu estou esperando?

Por que eu corro atrás?

Grande besteira

ela não volta mais

 

-A menina bonita já está com o café frio? – Subi minha cabeça, desviando o olhar do horário. A garota que eu tinha assustado estava em pé a minha frente com dois copos de café, um sorriso sacana no rosto e uma bolsinha preta que lhe dava certo charme. Suspirei e assenti a ela, a morena se sentou na cadeira a frente e empurrou um dos copos até mim. – Por minha conta, moça bonita! – Sorri fraco – Quem espera, Suk?

-Me conhece?

-Sim! Eu sou a recepcionista do Min Yoongi. – Ela estendeu a mão para mim – Prazer, Jiwoo. – Apertei sua mão com um leve sorriso – Então, quem espera?

-Um garoto que eu queria o perdão. Ele me deu um bolo. – Dei um suspiro – Mas tudo bem.

-O que está escrevendo? – Perguntou como se soubesse que cada ação sua daria certo. Ela me lembra eu mesma quando não estava no fundo do poço. – Sua letra é bonita, moça bonita!

-Ah... Uma carta para o seu chefe. – Contive minha extrema vontade de xingá-lo.

-Foi você que colocou essa música, certo?! – A voz demonstrando total confiança em si mesmo. Ela chegava a me irritar e me deixar feliz ao mesmo tempo com toda aquela “pose”. – Volta correndo que eu comprei agave, um pouco de canela, sirva-se a vontade, mas vem depressa vai esfriar o café... – A voz novamente me trazendo irritação e felicidade.

-Volta ligeira o café ta esfriando; a caneca vazia vem se lamentando: faz muito tempo eu não vejo café... – Completei a vendo pegar o lápis sobre a mesa. – O que quer, Jiwoo? – Seus olhos antes abaixados e fixados nas folhas de papel sobre a mesa, subiram encantadoramente até se encontrarem com os meus.

-Escutar seu poema sobre a lua. – Arqueei uma sobrancelha e senti o coração acelerar, ela sorriu “sadicamente”, vamos chamar assim?

-Não está pronto.

-Nem seu destino. – Seu sorriso permaneceu o mesmo – O que fará hoje à noite?

-Está me chamando para sair?

-Talvez. Depende muito se eu gostar ou não do seu poema. – Vadia filha da puta, essa caralha de mulher é igual a eu do passado! – Vou poder ouvi-lo? – Suspirei derrotada, mas com um sorrisinho no canto dos lábios.

-Lua, oh lua. Eles me tiraram de você. Lua, oh lua. Eles não me deixam mais te admirar. Lua, oh lua. Eles me tiraram o seu brilho. Lua, oh lua. Eles não me deixam conversar com você. Lua, oh lua. Eu odeio o fato de não poder te enviar cartas. – Mordi o lábio vendo que tudo tinha se acabado ali – Minha inspiração morreu após esse verso. – Retirei de minha frente a folha que tapava meus olhos de observarem a morena com um sorriso marcante nos lábios, repousei minha mão sobre a mesa esperando alguma reação dela. A maior entrelaçou seus dedos com os meus com um sorriso dominante.

-Sabe... Conheci seu irmão uma vez. – Admiro como ela consegue desviar qualquer assunto. – Foi em um momento bem legal mesmo, do tipo de escutar meu chefe e ele gemendo. – Acabei por rir de seu comentário. A morena a minha frente começou a brincar com meus dedos em suas mãos, seus olhos chegavam a brilhar. – Te busco que horas, onde e quando?

-Quem disse que quero sair contigo?

-Seu mexer de pernas por baixo da mesa. Que horas, onde e hoje?

-Você venceu. – Murmurei – Pode ser aqui em frente mesmo, às... oito da noite? – ela afirmou – Onde vamos?

-Pra minha cama, se Deus quiser. – Escondi o rosto com uma das mãos, eu realmente não esperava por essa!

-Jiwoo...

-Surpresa. – Respondeu confiante. – Eu vou deixar contigo o meu número caso pense melhor e veja que eu sou trouxa... – Apanhou o meu lápis e uma das minhas folhas – Termine o poema, quero escutá-lo até o fim. – Se colocou em pé e largou minha mão, aproximando com os dedos o papel dobrado. – Até as oito, Sukkie.

A garota saiu pela porta da cafeteria, o sininho tocou e quando ela estava bem longe do lugar eu comecei a sorrir feito boba. Eu tinha um encontro! Oh my God! Eu realmente não estou acreditando que consegui um encontro!

Abri o papel que ela tinha me dado, queria ver se a letra dela era tão bonita quanto o sorriso. Acontece que ao ler o que o grafite do lápis tinha reproduzido, a surpresa me dominou completamente.

 

“Escutei os gemidos de Park Jimin, será que terei o prazer de ouvir os gemidos de Park Suk? Espero que sim, moça bonita! <3 ”

 

-Puta merda.

 

Sussurrei para mim mesma, admito que me arrepiei quando li aquelas palavras.

Bebi o café que ela havia me trazido, após o longo gole um sorriso tomou meu rosto.

 

E eu nem sei por que eu faço café

já é amargo o sabor de te amar

de gole em gole,

eu vou enjoando

vendo o lado vazio do sofá

besteira, já cansei de esperar

de xícara em xícara

eu vou me afogar

no café

 

Me levantei e peguei todas as minhas folhas e utensílios, olhei pela última vez as horas. 15:23. Fitei os dois garotos que antes estranhavam a música, ambos beijavam suas namoradas e pareciam curtir o som que se seguia graças ao meu pedido.

Já me dirigindo a saída do lugar com cheirinho de café, doces e salgados, a figura loira atrasada para um senhor caralho surge desesperado e com um sorriso satânico no rosto.

-SUK FLOR DO MEU JARDIM, VEM COMIGO QUE VAI SER BOM! – Sua voz despertou a calma de todos, fiquei cabisbaixa tentando esconder a vergonha que Namjoon me fez passar. – Eu sei que estou atrasado e o caralho a quatro, me desculpe mesmo, mas é por uma boa razão! – Nam puxou-me pela mão para fora da loja e então para dentro de seu carro. – Você está prestes a ver Jung Hoseok pagando a melhor aposta de todos os tempos! – Kim começou a dirigir feito louco.

-O que? Como assim? 

-Eu e ele apostamos quem conseguia ficar mais tempo sóbrio, advinha quem ganhou? – Ele disse orgulhoso.

-Você? – Kim respondeu com um sorriso – Ok... Que o preço dessa aposta seja bom pra valer o bolo de quase uma hora que me deu.

-Desculpe pelo bolo, querida, prometo que não faço mais!

-Parece até que esqueceu o motivo do nosso “encontro”...

-Não esqueci. – Seu sorriso enfraqueceu – Apenas quero fingir não lembrar. Vamos seguir nossas vidinhas Suk, assim como Jeon Jungkook e Kim Taehyung estão fazendo no momento. Seguindo a vida! – Ele rangeu os dentes.

-Por que os mencionou?

-Porque eu estou tentando ficar feliz só que ontem eu tive de aguentar um almoço em família, Suk, facas quase voaram e caíram nas bolinhas de gude de Kim Taehyung e seu namoradinho Jeon Jungkook. – Disse apertando o volante – Ainda tinha um Seokjin pregando a palavra do senhor, minha mãe parabenizando Taehyung pelo namorado novo que sorria para mim sarcástico já que mamãe não sabe da traição, a vadia ainda me serviu como prato principal camarões frescos com os hashis especiais de prata dela, aqueles hashis quase foram a arma do crime, Suk, meu pai ainda por cima ficou ainda mais orgulhoso pelo filho estar finalmente com alguém que não beba ou se drogue, eu podia ter estragado todo aquele almoço naquele instante provando a ele que a porra do Jungkook se chapa mais que o Hoseok, ex do meu querido irmãozinho,  mas fiquei calado observando a família nada estranha em que minha mãe é chifrada pelo meu pai com uma moça da igreja, eu fodi meu meio irmão que prega a palavra de Deus, parabenizei meu outro irmão por estar namorando meu ex namorado que me traiu com ele e por fim, depois de tanto observar a família feliz onde todos os planos dão certo, eu chamei Jung Hoseok para lá e isso foi um tapa bem dado na cara daqueles filhos da puta do caralho! Enfim, Sukkie eu juro ontem foi o pior dia da minha vida!

-Uow... Muitas informações... Por favor, não seja rapper enquanto fala comigo. – Ele estacionou o carro e repousou o corpo na cadeira.

-Desculpe... – Fechou os olhos e suspirou – Desculpe pelo furo que dei hoje, eu devia ter ligado ou algo assim. Realmente estou tentando esquecer tudo, Suk. Desde ontem Hobi tenta me ajudar e eu não consigo receber ajuda! Está tudo ruim... Desculpe, desculpe, desculpe... – Acabei por suspirar, massageei sua coxa o trazendo de volta a si. – Vem... Vamos logo ver o Hoseokão montado de drag! Ou devo dizer... Hoseokea.

-Deus... Não... Vocês não iam embora ou algo assim?

-Íamos. – O loiro saiu do carro e eu segui seus passos até a boate onde a Queen trabalhava. – Na verdade, Nygioo nos convenceu a esfriar a cabeça antes de agirmos. E digamos que eu preciso dela para que todo o meu plano funcione.

-Que plano?

-Matar um padre que deveria ter as bolas cortadas e socadas na própria boca e em seguida na bunda.

 

 

...***...

 

 

Novamente me sentei em uma cadeira pouco confortável daquela boate, Namjoon se posicionou ao meu lado e pediu bebidas sem álcool. Sua ansiedade estava tão evidente quanto sua preocupação. Devo dizer que a Queen fez bem em faze-los esfriarem a cabeça um pouco. Eles merecem um pouco de descanso de tudo isso.

O silêncio dele já começava a me preocupar, minha única reação foi acariciar suas costas e depositar um selar delicado em seu pescoço, ato que o fez sorrir e corar. O loiro fechou os olhos, respirou profundamente e botou um sorriso que poderia facilmente salvar a vida de quem o visse.

-Me desculpa pelo bolo? – Assenti – Está feliz demais para alguém que ficou quase uma hora tomando café e esperando o ex.

-Eu tenho um encontro. – Sorri para ele – Consegui ele graças ao seu furo comigo.

-Hum, um encontro! – Exclamou animado, bebendo um coquetel de lima. – Quem é a mocinha que caiu na sua conversa?

-Digamos que fui eu que caí na conversa da garota... – Nam desviou o olhar do palco e o dirigiu a mim, seu sorriso se desmanchou e ele demonstrou ainda mais interesse pelo que eu falava.

-Como é?

-Uma menina sentou na mesma mesa que eu pagando um café, começou a conversa comigo e de repente ela estava indo embora e eu sorrindo por ter um encontro.

-Qual é o nome da “Suk 2”?

-Jiwoo. É a recepcionista do Yoongi. – Namjoon arregalou os olhos e sorriu sacana. – Que foi?

-Nada! É uma boa garota, irá gostar muito dela!

-Eu conheço esse sorriso... – Murmurei – O que sabe que eu não sei?

-Vamos ver se descobre essa noite ou em outra. – Falou bebendo um pouco do drink – Confie em mim, é uma boa garota! – O olhei de soslaio e mirei para o palco – Agora sim, Suk! Um motivo para sorrir!

Haviam apenas duas dançarinas em pequenos palcos assistentes, no palco principal a Queen adentrava arrancando gritos dos homens bêbados, homens sóbrios, mulheres bêbadas, mulheres sóbrias, e suas colegas de trabalho. A dona da boate – SHHH – a aplaudiu com um sorriso orgulhoso no rosto.

Nygioo trajava um salto alto preto brilhoso, sua peruca ruiva possuía cachos e uma cor viva, a cinta-liga prateada que levava até um belo collant preto aveludado, sua maquiagem estava extremamente mais ajeitada do que das outras vezes. Sinistro tudo isso, não entendo porque tantos aplausos e o motivo de seu desfile no lindo palco. As luzes foram atraídas para ela, e absolutamente todos gritaram “Call me daddy”. Sinto cheiro de pornô ao vivo!

Fitei Namjoon por poucos segundos, o mesmo tinha um sorriso maior que a cara e os olhos vidrados para o centro do palco. Suspirei e observei Queen sorrir para todos enquanto apanhava o microfone. A ruiva olhou para mim antes de tudo, aumentou seu sorriso e piscou para o Nammie. Eu tô pressentindo algo!

-Senhoras e senhores, daddy’s e mommy’s, queridos babys, eu sei que gostariam mais de ver o corpinho da mamãe aqui brilhando ao som dessa música maravilhosa... – Sua voz estava simplesmente radiante – Mas há alguém que veio, definitivamente, para quebrar esse lugar! – Eu tô sentindo, eu tô sentindo, eu tô sentindo! – Vem Hobi!

 

 

Meu Deus.

Isso é miragem.

Não é ele ali.

Não.

Meu Deus.

 

 

Lá vinha Jung Hoseok com uma peruca negra ondulada, roupa estilo Carmen Carrera ou seja, não há roupa. Um lindo tecido vermelho vinho executava uma espécie de calcinha estilosa, como ele escondeu o...? Subindo um pouco o olhar ele possuía um sutiã que me iludia de Jung Hoseok ter peitos. Carmen Carrera pura. A maquiagem estava fabulosa e o andar também. Acho que não é a primeira vez que meu oppa usa saltos.

Depois de muito tempo com minha atenção tomada pela dança nada máscula – obviamente – do Hobi, vejo Namjoon com os olhinhos brilhando e batendo palmas. O sorriso não é o mesmo que ele sempre tinha quando ganhava alguma aposta, quando via o sofrimento engraçado de algum amigo. Era outro sorriso.

 

 

-Você gosta do Hobi. – Sussurrei não baixo o suficiente que Namjoon não pudesse ouvir, descolou as orbes escuras por mínimos segundos do ruivo/moreno sobre o palco.

 

“Namjoon... não quer mais transar com... a Suk porque está apaixonado por outra pessoa, você não pode contar à ela, tá?!”

 

-Desgraçado filho da mãe... – Murmurei, entretanto, um sorriso pequenino tinha saído de minha face. Suspirei e voltei a apreciar o show daquele maldito lindo!

 

Namjoon gosta do Hoseok. Ele não se deu nem ao trabalho de negar. Agora tudo faz sentido! Oh God! Namjoon mais Hoseok, igual a fantasia perfeita de fujoshi. Namjoon gosta do Hoseok. Hoseok gosta do Namjoon.

 

Fiquei paralisada com um sorriso confuso no rosto repetindo a mim mesma todas as informações adquiridas por tanto tempo, que quando voltei ao mundo real Nygioo estava sentada ao meu lado enquanto Kim Namjoon estava colocado em uma cadeira sobre o palco com Jung Hoseok lhe pagando um lindo lap dance.

-Queen... – a ruiva se aproximou enquanto bebia o drink do Nam. – Isso é NamSeok?

-Exatamente.

-Como a dona desse lugar permitiu esse “show”?

-Namjoon já produziu seis eventos para ela nos anos passados, todos foram um sucesso por ele ter contato com muita gente. Então, ele só pediu um favor e ela achou que seria divertido.

-Vai responder qualquer pergunta que eu fizer?

-Sim, bebê! Estou feliz em ver que não sou eu dançando no colo de um cara, para variar um pouco!

-Namjoon mencionou que precisa de você para matar o... – Ela indicou que eu não mencionasse o nome do padre. – Por que precisam da sua ajuda e eu achava que eles te odiavam, o que mudou? – Seu corpo foi inclinado e sua boca estava próxima ao meu ouvido.

-O “cara” não fugiu de PyeongChang como a polícia pensa. – Ela suspirou – Ele trabalha aqui na boate e Namjoon descobriu isso aquele dia em que você foi batizada de novo. Nam veio me procurar porque queria agradecer por eu ter cuidado de você, pensou ter visto o “cara”, e mano, ele já decorou o rosto do velho! Não sei como Namjoon ainda não pulou em cima da drag! – Ela pigarreou – O velho não está aqui hoje, por isso Hoseok e Nam estão aproveitando. Eles precisam de um pouco de sossego... – Voltei meus olhos para o rebolado de Hoseok sobre o colo de Namjoon.

-É... Precisam descansar.

 

 

...***...

 

 

Passei minhas mãos trêmulas pela saia de renda preta que Jimin havia me presenteado antes de ir para Taean Haean. Ela era extremamente transparente, mas querendo ou não, na reabilitação ou não, eu sou a Park Suk! Esperavam o que? É o meu estilo e eu não vou abandonar ele por causa de velhos assoviando e sendo nojentos!

Minha calcinha certamente estava a mostra, era um conjunto lilás que meu irmão também havia me dado. Trajava uma camisa preta que eu cortei as mangas, estava bonita como regata! Estão pensando que eu vou falar sobre um lindo salto 15, preto mostrando que sou dark? Querido, aqui é all star, quase cinza de tanto usar! Bom, minha maquiagem foi feita pelo pai do Yoongie, então está nos tons neutros, porém ela colocou brilho.

Espero que Jiwoo goste.

 

-Boa noite, moça bonita!

A voz doce acompanhada com um aroma forte e marcante atraiu minha atenção. Jiwoo tinha o mesmo sorriso “sacana” de hoje cedo, vestia uma regata lilás com desenhos em preto e detalhes em branco, seu shorts era da mesma coloração que os detalhes de sua bela camisa, calçava um salto alto da mesma cor que a camisa e após uma longa observação e admiração de meus olhos, foquei em sua face, o gloss brilhante levemente vermelho e a linda maquiagem. Coisa pouca. Apenas florezinhas violetas e níveas contornado seus olhos.

Tremi na base. Fodeu muito.

-Não vai me responder, Park Sukkie? – Pisquei algumas vezes para ter certeza que aquele momento estava acontecendo.

-Desculpe, minha boca estava ocupada ficando aberta e produzindo saliva. Boa noite, Jiwoo! – A maior arqueou uma sobrancelha e pegou em minha mão – Tão direta...

-Terminou o poema? – Indagou enquanto caminhávamos para nosso destino, o qual eu não sei. Balancei a cabeça negativamente. – Queria escutar o final.

-Você vai. – Seu sorriso não se desmanchava. – Para onde está me levando? – No fundo eu estava começando a me irritar com a garota, não tinha captado nenhum olhar perverso para os meus seios ou para a minha saia quase inexistente.

-Você vai comer sushi hoje no melhor lugar da cidade! – A encarei confusa – É um ótimo restaurante com pista de dança e sem drogas!

-Não usa drogas? – Ela assentiu – E álcool?

-Não preciso. – Ela murmurou, por um instante jurei que ela iria ao menos dar uma olhadinha pra minha calcinha. Mas que raiva dessa piranha! Olha pra minha buceta pelo amor de Deus, vagaranha! – Pra que se chapar quando você é retardada e louca naturalmente?

-Para encontrar paz de espirito?

-Isso eu encontro quando me masturbo. – Ri minimamente ao escutar isso. – Não preciso de drogas, Suk. – Disse firme parando seus passos e fitando meu rosto. Jiwoo eu curto que esteja olhando pra mim, mas desce o olhar e diz algo sobre a minha saia completamente sexy! – Jura que dança comigo essa noite? – Afirmo – A noite inteira? – Assinto – Ótimo! Assim os garotos não vão tentar te comer viva ao verem que está comigo. Temos que proteger sua saia, querida. – Em outros tempos eu diria um “finalmente”, mas Jiwoo tem tanta atitude que o finalmente sequer passou pela minha mente. Não tive como a responder após isso. – Suk, pode se virar... – Ela riu – Já estamos no nosso destino.

 

 

A noite foi totalmente agradável. Jiwoo sabia como desenvolver um clima e uma conversa legal, e mesmo que a música Pumped Up Kicks nos lembre o Massacre de Columbine, a gente dançou essa como se fosse o último dia de nossas vidas! A maior me girava e ria das minhas falhas tentativas em segurar minha saia no lugar certo.

Enfim, a noite teve tanto acontecimento bom que por seis horas seguidas eu esqueci tudo. Quando ela surgiu em frente a cafeteria esqueci que Yoongie me evitava. Quando entrelaçou minha mão a sua para que pudéssemos fazer o pedido ao atendente, esqueci o perdão do meu oppa que eu tanto buscava. Quando Jiwoo brincou com os sushis para enfim coloca-los em minha boca, esqueci a clínica, a medicação, os enfermeiros, o cheiro de hospital. E quando ela me arrastou para a pista de dança foram duas horas que pude esquecer de tudo!

Finalmente nos sentamos em nossa mesa novamente, era madrugada de sexta-feira e havia pouco movimento no local, mas o bastante para o tornar agradável. Respirei com cuidado, pular e girar são duas atividades cansativas que se unidas te deixam com ataques de asma prolongados.

-Então Suk... Está gostando? – Balancei a cabeça freneticamente enquanto bebia um liquido da cor vermelha. Suco de morango. – Então... Pode me explicar por que parece tão frágil?

-O que? – Eu ri – Eu estou feliz e não frágil. – Sua expressão firme permaneceu – Não te entendo.

-Está frágil, eu noto as coisas. Me diga. O que aconteceu? – Desviei meu olhar do seu, visei três casais indo embora e um outro grupo que dançou conosco se retirando.

-Volto para a clínica amanhã de manhã. – Disse vendo, novamente, seus dedos brincarem com os meus sobre a mesa – E essa noite foi o mais perto que consegui de liberdade e felicidade ao mesmo tempo! – Jiwoo sorriu sinceramente e moveu sua cabeça positivamente. Colocou-se em pé e apanhou a bolsa, já tínhamos pagado a conta. Ela estendeu a mão para mim. – Já vamos...?

-Volta “amanhã” para a reabilitação, certo? – Suspirei – Então... Tive uma ideia... – Seu corpo se inclinou levemente sobre o meu, senti seus dedos deslizarem calmamente sobre minha coxa. – Vou te dar um presente! – Só pelo seu olhar e pela forma que sua voz soou eu entendi o motivo do sorriso do Namjoon mais cedo quando disse que tinha um encontro com ela.

 

Ela é ativa.

 

E eu não costumo muito inverter o meu “trabalho”.

 

...***...

 

-Está mais quieta, Suk. – Cortou nosso silêncio enquanto o vento gélido da madrugada batia contra nossos corpos. – Por que está calada?

-Não quero estragar tudo. – Um sorriso de lado foi expressado por ela.

-Não tem como estragar. – Arqueei uma sobrancelha – Por que está com medo de estragar tudo? – Perguntou antes de entrarmos dentro do elevador. Larguei sua mão e tombei a cabeça para trás em um suspiro longo, encarei o teto e decidi que o melhor era admitir.

-Eu não sou passiva, Jiwoo. – Fixei meus olhos nos seus, vi a mesma sorrir e voltar a pegar a minha mão. – Você me ouviu? – A moça sorriu e afirmou com os olhos entregando gentileza. Deu um passo à frente, com a mão liberada apertou um dos botões do elevador, o parando. – O que foi, Jiwoo?

-Não é passiva. – Murmurou rindo – Escolhe um número: 1 ou 2?

-Ahn... – What? – 2?

-Agora escolhe uma mão, esquerda ou direita? – Que?

-Hum... Direita. – A morena sorriu. – Pra que essas perguntas estranhas? – Vi o risinho pervertido da menina a minha frente.

-Fecha os olhos? – Os fechei estranhando suas ações. – Conta até 10.

O ar que saía por seus lábios eriçou meus pelos, mordi o lábio criando coragem para fazer contagem que ela havia solicitado.

-Ahn... Ok... Um... – Minha calcinha deslizou por minhas pernas. – D-dois... – Seus dedos sentiram o quanto eu estava úmida. – Trêêês... U-uh... – Minha voz tremeu. Meu interior foi dominado por seus dedos quentes. – Quatro. – Meus pés não sentiam mais o chão, minhas costas tinham como companhia a pouca temperatura da parede do elevador. – C-cincoo... – Eram quatro dedos agindo dentro da minha “intimidade”. – Seeeis... A-ahn... – Vai e vem, vai e vem, vai e vem. – S-sete! U-uh! P-puta-a meerda! – O calor dominava toda a minha pele, o meu corpo e a minha boca. – Oito! – Minha mão agarrou seu braço, minhas unhas puderam o maltratar. – N-nove... Jiwoo... – Murmurei manhosa ao sentir sua mão livre subir por minha saia. – D-deez! – Abri os olhos, a morena possuía um sorriso sádico nos lábios e seus olhos entregavam todas as suas intenções.

-Geme meu nome de novo. – Abaixei a cabeça no intuito de desviar nosso contato visual, mas acabei deslumbrando de sua mão tão delicada e macia se movimentando dentro de mim. Minhas coxas estavam erguidas e minha calcinha estava na atura de meu tênis. Levantei minha cabeça, era terrível ter que olhar para ela, e ao mesmo tempo eu precisava olhar. – Geme. – Suspirei ao sentir sua locomoção mais lenta do que antes.

-J-Jiwoo... – Sussurrei com a voz completamente manhosa. – Jiwoo... – Murmurei rente aos seus lábios, eu não sentia meus pés ou minhas pernas, o que eu conseguia sentir era a formigação dominando meus órgãos pouco a pouco e os meus olhos entreabertos. A morena removeu os dedos de dentro de mim – N-não... – O que saiu de minha boca foi um fio de voz completamente manhoso.

-Seu gemido é perfeito. – Seu timbre saiu baixo – Como ousa achar um problema você não ser passiva? – Pelos meus olhos entreabertos a vi lamber os dedos usados – Até seus suspiros são perfeitos... – Passei minha mão direita, já enfraquecida pela ação inesperada da Jiwoo, por seu pescoço e quebrei o mínimo espaço.

Senti o sabor docinho de seus lábios, o gostinho perfeito de sua saliva, a temperatura gostosa de sua boca, com minha língua pude finalmente explorar cada pedacinho seu, mesmo que a dança de nossas línguas fosse totalmente lenta, foi tão intensa que os arrepios que antes me percorriam, aumentaram e me deixaram levemente bamba – mais bamba.

 

 

 

Lua, oh lua.

Eles me tiraram de você.

Lua, oh lua.

Eles não me deixam mais te admirar.

Lua, oh lua.

Eles me tiraram o seu brilho.

Lua, oh lua.

Eles não me deixam conversar com você.

Lua, oh lua.

Eu odeio o fato de não poder te enviar cartas.

Lua, oh lua.

Eu te ensinei a ler, e mesmo assim não poderá ver a minha letra.

Lua, oh lua.

Eles não me deixam te beijar!

Lua, oh lua.

Eu sei que não pode me visitar.

Lua, oh lua.

Eu enlouqueci.

Lua, oh lua.

Eu sei que não irá me abandonar!

Lua, oh lua.

Eu sinto sua falta!


Notas Finais


Música: O Lado Vazio do Sofá - Rodrigo Alarcon
(vai ter música nacional sim! não gostou? me come)

Reta final, bb's <3


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