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História Neu Starten - Capítulo 11


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Notas do Autor


Olá meus amores, peço perdão pela demora. Segue um capítulo pra vocês!

Capítulo 11 - Elf


Fanfic / Fanfiction Neu Starten - Capítulo 11 - Elf

Dois mil e dezoito


 

A ceia de Natal em minha casa se passou tranquila, todos conversando e interagindo na santa paz do senhor, assim como o tão esperado Ano Novo. Que inclusive passei no Rio de Janeiro, com minha mãe, pai e filha. Algo só nosso. Consegui desapegar um pouco do mundo virtual que estava a milhão. Assuntos como Real Madrid x Grêmio não me deixavam em paz. A mídia e a torcida (do Tricolor gaúcho) não haviam aceitado muito bem os boatos que já se espalhavam sobre a minha possível saída do time.

 

Consegui também ir a praia, escondida e disfarçada mas fui. 

Coloquei os pensamentos no lugar e aproveitei bem a natureza do Rio. Chegamos na cidade no dia 25 à tarde mesmo. 

Hoje dia 02/01/18 eu estava com tudo pronto rumo a Madrid. Toni ainda não sabia sobre a surpresa que eu tinha planejado escondida junto de Clarice e Marcelo para seu aniversário dia 04.

Vou ficar hospedada na casa deles, que farão segredo sobre minha estadia. 

O plano é ficar alguns dias em Madrid, aproveitando a cidade e também acertando alguns detalhes sobre o curso preparatório que eu teria de fazer. Pois sem ele eu não teria como comandar nenhum time espanhol.


 

— Já arrumou as malas amiga? - Clarice adentrou em meu quarto no hotel se jogando na cama.


 

— Estou terminando essa, mas eu vou levar uma só e uma mochila. Pra que tanto? - Questionei a encarando. 


 

— Sei lá, eu por exemplo levo umas três bolsas diferentes no mínimo para poder ficar confortável. - Clarice seguia tagarelando.


 

— HAHAHA eu não consigo ser assim, tento ser prática. - Terminei de fechar a mala, e me deitei ao seu lado.


 

Ficamos quietas durante um tempo, até que o temido assunto Toni Kroos viesse.


 

— Ele não desconfia de nada? - Ela me questionou.


 

— Acho que não, pelo menos ele não deixou transparecer nada. - Falei a encarando.


 

— Amiga, esse é o Toni. Alemão, frio. Despreocupado… - Nos olhamos e caímos juntas na gargalhada.


 

Eu sabia que ele não era assim. Toni se preocupava, me ligava e ficávamos conversando. Ou ele dava um jeito de me mandar várias mensagens durante o dia. De um jeito ou outro ele se tornou parte da minha rotina. E não ter falado tanto com ele, estava sendo um martírio. 

 

Logo mais naquele dia, tomei um banho calmo, coloquei calça, tênis, e uma camiseta confortável. Segui em viagem junto da família Vieira no jatinho deles rumo a Madrid. 

Chegamos em terras espanholas depois de um pouco mais de 10 horas de viagem. Foi cansativo, enjoei, e fiquei bem confusa devido ao fuso horário. Do Rio à Madrid tem uma diferença de quatro horas. Contabilizando isto, já era quarta feira, três de janeiro. 

 

Chegamos na mansão dos Vieira e fui em direção ao meu quarto. O ano mal começou, muita coisa me aguarda e eu simplesmente já estava exausta no terceiro dia. Ri sozinha e resolvi apenas tirar os tênis e me joguei na cama. Era madrugada e aproveitei para dormir mais.

 

Acordei em torno das 11:00 com pulos na minha cama. 


 

— Tia Anne, acorda! - Enzo pulava e se jogava por cima de mim. - Se eu tinha ainda uma coluna saudável, com certeza a vida útil dela acabou naquela manhã. 


 

— Oi tiaaa! - Dessa vez era Liam que falava e se jogava junto. Meu Deus.


 

— Bom dia Anne! Aqui em casa é assim. Se for ficar mesmo, não vai ter paz não. Ou trata de trancar a porta se quiser privacidade mesmo. - Marcelo falava tudo calmamente, enquanto eu era soterrada por edredons e pelos dois.


 

— Bom dia, Marcelo! Não estou reclamando, apenas me acostumando com essa rotina de ter dois adoráveis menininhos nas minhas manhãs! - Falei e tratei de roubar beijinho dos dois.


 

— Então tá! Se arruma e desce, o café está servido. A Clarisse pediu que eu te chamasse. 


 

Os meninos saíram do quarto e eu tratei de me arrumar para poder descer, a casa dos Vieira era enorme, estilo mansão mesmo. Desci e tomei café da manhã com eles, Marcelo saiu rapidamente de casa, pois já estava atrasado para a concentração do time, o Real iria jogar contra o Numancia pelas oitavas de final de la Copa del Rey. Fora de casa. Até recebi o convite do próprio Fiorentino, porém se eu fosse a surpresa para o aniversário deToni iria por água abaixo.

Após o café comecei a planejar, junto de Clarisse, o que faríamos. Marcelo ficou encarregado de trazer Kroos e os outros meninos do time pra cá, após voltarem de viagem. Decoramos a sala com fotos de Toni e dos filhos. Algumas fotos dele que ficaram bem engraçadas do ano que passou e uma no centro da parede da sala que é nossa. Essa foto eu não sei quem tirou, mas eu encontrei ela no Google, estou sentada em seu colo e acariciando seu rosto. Foi tirada na festa de premiação da competição. 


 

— Porque vai colocar só uma foto de vocês? - Clarisse se fez presente ao meu lado, assim que terminei de colar a foto na parede.


 

— É a que eu mais gosto, ele está lindo nessa. As outras que eu tenho, digamos que ficaria melhor se somente ele visse. - Falei e pisquei para ela.


 

— Amiga? O que foi que eu perdi hein? Já estão nesse nível? - Clarisse falou e caímos na risada.


 

Eu realmente tenho mais fotos nossas, algumas picantes e outras até que não. Porém como os meninos do clube vão vir também. É melhor não expor tanto nós. Eles sabem que somos um possível casal, mas daqui no máximo dois meses, eu vou estar viajando junto com o clube e assumindo um papel importante. A técnica deles. Não posso jogar na cara de todo mundo que pego o Kroos e ele me pega.

 

O restante do dia foi calmo, brinquei com os meninos no quintal enorme deles. Mesmo que estivesse congelante. Marcava 16°C no lado de fora, porém o vento forte dava a sensação de que estava bem mais frio. 

No jantar decidi algumas últimas coisas para a surpresa no outro dia. Fui deitar cedo, e ainda fiz chamada de vídeo com Sophie, que continuava no Rio de Janeiro com meus pais, aproveitaram para conhecer melhor a região serrana do estado. 

 

Para minha surpresa meu telefone tocou enquanto eu ainda me arrumava para deitar. Era ele. Que saudade de sua voz.


 

— Alô? - Atendi um pouco receosa.


 

— Oi Anne! Como você está? - A empolgação na voz dele era muito fofa.


 

— Estou bem, tirando a saudade. - Fui direta ao ponto.


 

— Eu também estou sentindo sua falta. Amanhã é meu aniversário e eu queria muito que você estivesse comigo. Só nós. - Nossa, ter ouvido isso me cortou o peito. Estou bem mais perto. Mas não posso dizer.


 

— Nem me fala Toni! Seria maravilhoso, somente nós dois. Mas teremos nosso momento, calma.


 

Seguimos nos falando mais um pouco e fomos dormir. Toni é extremamente fofo e eu estou cada dia mais apaixonada por ele, é difícil admitir isso, ainda mais com tantas mudanças que vão vir. Mas eu não quero que isso morra.

 

A noite foi calma, dormi bem e feito uma pedra. Assim que raiou o dia, levantei e fiz minha higiene. Tomei café junto de Clarice e os meninos, e tratamos de olhar o jogo. O primeiro tempo foi bem morno, porém acabou com um gol de Bale.

Já no segundo tempo, um jogador do time adversário deu uma entrada forte em Toni. O lance ao meu ver foi bem banal, mas revendo junto ao Var, eu fiquei chocada. Percebi que Toni já havia marcado o mesmo várias vezes, e eles até discutiram. Porém neste lance o adversário deu um carrinho em Toni, que até conseguiu se levantar, mas fez sinal de que queria ser substituído.

Tentei não demonstrar junto a Clarice, que me olhava de canto. Mas claro, foi impossível. Fiquei realmente bem preocupada. 

Kroos saiu de campo, e se sentou no banco de reservas. Tirou a chuteira e colocou um saco de gelo em seu tornozelo esquerdo. Nem percebi que quem entrou em seu lugar foi Dani Ceballos. 

 

O restante do jogo foi um pouco mais intenso, o Real teve 70% de posse de bola. E como previsto, ganharam o jogo. Teve mais gols. Um de Isco e outro de Mayoral. 

Assim que terminou a partida, eu corri para o quarto e liguei para Toni. Minha preocupação estava me matando. Tentei duas vezes e deixei mensagem. Ele não me atendeu, eu entendo. Pós jogo é um inferno, ainda mais se ele se machucou. 

 

Desci um pouco e me joguei no sofá. Clarice recém havia falado com Marcelo pelo telefone. Me disse que eles iriam sair de lá as 17:00.

Como o jogo tinha terminado às 14:00 ainda era cedo. Voltei ao meu quarto, e resolvi dormir um pouco. Estava sem sono, porém em seguida consegui dormi. Me acordei bem as 17:00 com o despertador. 

Assim que abri os olhos, dei de mão em meu celular. Havia uma mensagem de Toni, pedindo desculpas por não ter atendido o telefone. E informando que eles já estavam voltando a Madrid. Dei um pulo da cama, e tomei um banho rápido. Coloquei um vestido preto, um pouco colado. Botas sem salto, meia calça e um casaco de couro por cima. Na maquiagem resolvi deixar a boca em um tom nude, porém os olhos eu deixei bem escuros. Fiz o contorno preto.

 

Assim que desci, Clarice acertava os últimos detalhes sobre a comida, com a empregada. Estava tudo lindo, confesso que fiquei nervosa. Não sei qual seria a reação dele, se iria gostar ou não. Resolvi fazer um dry martini pra mim. Tomei duas taças e confesso que já estava alegre, quando Clarice informou que eles estavam adentrando na mansão. Fiquei sem reação.

Apagamos as luzes, e resolvi ficar em frente a mesa na sala. Acredito que eu estava me tremendo toda. A cada barulho que vinha do lado de fora, meu coração parecia que iria pular pelo peito. Pelo que vi Marcelo abriu a porta, e acendeu a luz da sala. A única coisa que eu consegui entender, foi ele dando os parabéns a Toni. Que assim que adentrou, ficou completamente sem reação me olhando. Mas assim que fixou os olhos em mim, abriu um sorriso verdadeiro.


 

POV’S Toni 


 

Eu estava completamente morto, a partida foi foda. E ainda me machuquei no jogo. Apenas queria chegar em casa e me jogar na cama. Dormir até o outro dia. Mas Vieira queria muito que eu fosse até sua casa, disse que tinha uma surpresa pra mim. Entendo a preocupação dele, Marcelo sempre foi assim. Principalmente depois que terminei com Jess. Resolvi ir apenas por consideração à ele e sua família.

Adentramos pela porta, e meu coração parou no momento em que vi ela. Mas como assim? Como isso foi escondido de mim? Ali estava, Anne estava completamente linda, sorrindo de orelha em orelha. Veio em minha direção e sussurrou em meu ouvido um parabéns. 

Resolvi abraçar, dei a volta com meus braços em seu quadril. A saudade já era imensa. Eram poucos dias, mas ter ela por perto era incrível. Como senti sua falta.


 

— Você veio! Não estou acreditando! - Falei a encarando.


 

— Você realmente achou que eu não viria? - Anne falou rindo, me encarando nos olhos.

 



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