História Neve e Sangue - Capítulo 7


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Howard Stark, James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Pantera Negra (T'Challa), Peggy Carter, Pepper Potts, Personagens Originais, Sam Wilson (Falcão), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers, Visão
Tags Bucky, Capitão América, Soldado Invernal, Steve Rogers
Visualizações 127
Palavras 3.278
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Terror


Os passos dela ressoaram pelo corredor, a sua frente o agente da Hidra lhe lançou um olhar de desprezo profundo antes que ela começasse a segui-lo. Os passos dele eram apressados e Claire teve dificuldade em acompanha-lo, mas mesmo quando sua respiração acelerou ela não pediu para que ele diminuísse o ritmo.

Eles caminharam para o elevador que os levou em direção ao primeiro andar da base de operações. Quando a porta se abriu Claire pode ver a luminosidade leitosa da neve entrar pelas janelas altas. Por um momento a garota desejou ter algum relógio, ou celular para verificar as horas.

O agente a sua frente, a levou direto em direção a sala de Alexei, com a ponta dos dedos ele bateu na pesada porta de madeira, e retirou-se sem olhar na direção da garota assim que ouviu a porta destravar.

Ali dentro o ambiente era quente e perfumado. Na moderna lareira localizada no centro da sala, havia um fogo moderado que esquentava o ambiente além de perfuma-lo com o cheiro da madeira. Sentado atrás da mesa de escritório estava Alexei usando um elegante suéter num tom de bege suave, ele mantinha um semblante sério, mas o sorriso que lançou em direção a Claire quando a viu, fez com que a garota se sentisse incomodada.

Com o estômago se retorcendo como um ninho de cobras, Claire caminhou em sua direção. Sentia-se aliviada pelo fato de não ter comido nada naquela manhã, pois do jeito que se sentia nervosa duvidava que seria capaz de manter a comida dentro do seu corpo.

Ela deixou que seus passos a levassem até em frente à mesa de Alexei, o fogo que algum instante atrás havia parecido reconfortante agora fazia com que pequenas gotículas de suor se juntassem atrás de sua nuca.

- Olá senhorita Stuart, espero que tenha tido uma noite agradável. – começou Alexei – Chamei-a aqui para discutirmos sua missão na noite passada, já que você não me entregou seu costumeiro relatório.

Claire desviou o rosto deixando que seu olhar se focasse na ponta de suas botas. Era ridículo ela se sentir intimidada, ou mesmo envergonhada diante daquele homem, quando na noite anterior ela havia visto alguém morrer devido a uma ordem dele.

- Eu não escrevi um relatório, mas talvez eu não devesse perder meu tempo fazendo isso, já que não importa o que eu escrevo. Você disse que não haveria assassinatos Alexei!

Claire ouviu a voz dela ricochetear nas paredes, ela pensou que o homem a sua frente iria se irritar com sua insubordinação, mas o divertimento em seus olhos verdes apenas aumentou.

- Vejo que você está irritada, é claro que você tem seus motivos, a mão da minha irmã pode ser bastante pesada quando ela quer.

- Sua irmã é uma assassina.

- Com certeza, e uma muito boa diga-se de passagem. Anastácia tem um talento excepcional, mas é claro que o gênio dela as vezes acaba ganhando sobre o temperamento.

- Você não pode estar falando sério.... Ela matou um homem ontem à noite a sangue frio!

- Ela cumpriu minhas ordens senhorita Stuart, coisa que você também deveria ter feito. Este homem que você faz tanta questão de ressaltar era um traidor, a Hidra não pode permitir que traidores permaneçam impunes.

Claire fechou com força os punhos, sentindo as pontas de suas unhas se cravarem em sua carne na palma de suas mãos. A sua frente, sentado de maneira displicente Alexei não parecia nem um pouco preocupado, como se eles não tivessem discutindo sobre assassinatos, mas o assunto daquela reunião fosse o tempo lá fora.

- Você não pode me ordenar a fazer isso – respondeu Claire por fim – Eu não sou uma assassina. Eu não vou forçar um homem a matar ninguém porque você assim deseja.

O sorriso de Alexei aumentou de maneira predatória, como se ela tivesse acabado de dizer algo que ele achava extremamente divertido. Com toda elegância, ele se levantou, contornando a mesa e ficando em sua frente, as mãos nos bolsos de sua calça, numa postura extremamente descontraída.

- Aí é que você se engana senhorita, você fará exatamente o que eu mandar fazer, isso porque nós somos extremamente parecidos.

- Eu e você não temos nada em comum. – respondeu Claire com desprezo.

- Você faria qualquer coisa pela sua família, por sua irmã, e eu faria qualquer coisa por meus objetivos. Viu não é assim tão diferente.

Claire quis rebater a acusação dele, mas sua língua ficou presa no céu de sua boca. Como ela podia dizer que ele estava errado? Havia aceitado trabalhar para Hidra, para que sua irmã pudesse ter uma chance de voltar a andar, naquela época ela havia dito que qualquer sacrifício valeria a pena. Ela estivera disposta a comandar o Soldado Invernal sem se importar que ele era um ser humano, dizendo que faria qualquer coisa para salvar sua irmã. Talvez no fundo Alexei estivesse certo sobre ela... Talvez eles realmente fossem parecidos.

- A Hidra sempre existiu – continuou ele –A humanidade sempre desejou melhorar, transformar sua realidade, A Hidra nasceu desse desejo, se expandiu cresceu até estar em todos os cantos do mundo. Uma imensa rede disposta a fazer imensos sacrifícios para alcançar grandes façanhas. Eu acredito que cada um desses sacrifícios irá valer a pena, assim como você senhorita que acredita que seu sacrifício ira salvar sua irmã.

As leves batidas na porta interromperam Alexei, sem desviar seu olhar de Claire, ele mandou que entrassem. Claire observou a figura de uma mulher entrar na sala, ela usava um jaleco branco que lhe ultrapassava a cintura, os cabelos que possuíam algumas mechas prateadas estavam presos num firme coque atrás de sua nuca. De maneira eficiente, a mulher caminhou até Claire, Alexei deu um passo para trás para que dessa forma ela pudesse se mover mais tranquilamente.

Sem pedir permissão a mulher ergueu a manga da blusa de Claire, expondo seu antebraço. Ali usando uma pequena pistola metálica ela aplicou na garota um líquido ligeiramente amarelado.

Claire sentiu a picada dolorida, sem dizer uma única só palavra a mulher se retirou da sala, enquanto Alexei voltava a se sentar atrás de sua mesa.

- Você vai me dizer o que ela acabou de injetar em mim? Devo me preocupar?

- Apenas precauções senhorita Stuart, pedi a doutora Oska para fazer os preparativos, depois do acontecimento na noite anterior.

- Do que você está falando? – perguntou a garota sentindo-se completamente deslocada.

- Você passou a noite no quarto do Soldado Invernal, achei necessário que você passasse pelos menos tratamento de alguma de nossas agentes de campo e começasse a tomar anticoncepcionais.

Claire sentiu o coração explodir em seu peito, ela sentiu o rosto quente e mordeu a língua devido a mortificação.

- Não precisa me olhar dessa forma senhorita Stuart. – respondeu Alexei – Isso não é uma crítica. Muitos agentes costumam usar dessa tática para se aproximarem de seus objetivos. Não sei quais foram seus motivos para fazer um movimento como esse, mas eu não me oponho a nada que faça com que o Soldado Invernal, torna-se mais... digamos maleável.

Claire sentiu o asco roçar no fundo de sua garganta. Ela não se importava nem um pouco com o que o homem a sua frente achava dela, mas sentia um nojo tremendo pela forma que ele tratava Bucky, não como um ser humano, mas um animal, algo uma coisa que precisava ser controlada, e qualquer método podia ser usado. Ele não ligava se ela estivesse indo pra cama com ele, desde que dessa forma ele pudesse controla-lo.

Os olhos de Alexei se voltaram para a tela do seu computador, ele parecia ter perdido todo o interesse nela, com as mãos ainda fechadas em punho Claire resolveu que não ficaria nem mais um minuto ali dentro com aquele homem. Estava abrindo a porta quando a voz dele a alcançou:

- Antes que eu me esqueça senhorita, pedi ao agente Ivan para lhe ajudar com algumas noções básicas de combate. Me preocupo com a sua segurança de um modo geral nas missões, e espero assim lhe dar pelo menos uma chance no seu próximo encontro com minha irmã.

Claire não respondeu as unhas rasparam na madeira escura da porta, mas ela conteve seu instinto infantil de bate-la com força ao deixar a sala. Ela não queria mais dar nenhum um motivo para aumentar o sorriso nos lábios daquele homem.

 

***

Sentada na cama em seu quarto Claire fechou o celular pelo que parecia ser a centésima vez. Ela já havia lido todas as mensagens da irmã que estavam em sua caixa postal, e saudade parecia uma farpa afiada em seu coração.

 Haviam se falado poucas vezes pelo telefone, e cada uma delas havia sido uma tortura. As mentiras pareciam reais demais, pesadas como chumbo contra sua língua. Do outro lado do telefone Connie parecia estar bem, animada com o tratamento médico e com as sessões de fisioterapia, e essa era a única razão que fazia com que Claire continuasse suportando o peso das mentiras que ela mesma havia criado. Enquanto a irmã estivesse bem então ela conseguiria seguir em frente, sem olhar para trás, sem se arrepender...

A mãos que secavam os cabelos úmidos pararam por um instante. Claire ergueu seus olhos encontrando seu reflexo refletido seu espelho, mas em sua mente não era seu rosto que ela enxergava, e sim o de outra pessoa. Olhos azuis e gélidos. Ela fechou os olhos tentando afastar a imagem dele de suas lembranças, mas o rosto do Soldado Invernal a assombrava como um fantasma.

Sua respiração tornou-se acelerada ao lembrar que ela estivera ao lado dele na cama aquela manhã. O calor e o peso do corpo dele contra o dela. A atração que sentia por ele estava se tornando incontrolável e ela sentia-se como se estivesse na beira de um precipício, prestes a saltar em direção ao completo desconhecido.

Ela não queria sentir-se daquela forma em relação a Bucky, ele era um prisioneiro da Hidra, e ela havia concordado em ser sua carcereira, não havia a menor possibilidade de qualquer coisa entre eles acontecer, muito menos algo sentimental. A vida de ambos estava despedaçada demais para que eles lidassem com aqueles sentimentos. Mesmo assim sua mente parecia não se importar nem um pouco com isso, havia uma parte dela e Claire não sabia com certeza qual era a extensão que desejava aquele homem com todas suas forças, mesmo ciente do perigo que esse desejo poderia lhe trazer.

Uma batida brusca na porta tirou a garota dos seus pensamentos, ela deixou a toalha sobre a pia e caminhou até a porta do seu quarto. Do outro lado havia um agente da Hidra. Ele vestia-se todo de preto, os braços assim como o tronco eram musculosos, a cabeça estava completamente raspada, havia uma cicatriz irregular que cortava sua sobrancelha que adornavam olhos castanhos. Embora nunca tivesse visto aquele homem Claire não gostou nem um pouco de como o olhar dele percorreu seu corpo.

- Eu sou Ivan – disse o agente com um forte sotaque russo – Você deve ser a garotinha do Alexei, ele falou que você ia treinar comigo.

Claire sentiu a saliva se acumular dentro de sua boca, por um longo momento a única coisa que ela desejou foi fechar a porta do seu quarto e permanecer ali dentro, bem longe da presença do homem a sua frente. Ela sentiu a mão direita agarrar com força a fechadura metálica, sabendo que aquilo era a última coisa que ela poderia fazer. Ela não estava numa posição que pudesse contrariar as ordens de Alexei.

- Eu vou pegar meu casaco.

Sentindo o coração afundar no peito, ela voltou para dentro do seu quarto, a blusa de moletom preta estava sobre sua cama. Ela vestiu aquilo embora não sentisse tanto frio, mas preferia usar qualquer camada de proteção extra lembrando-se do olhar asqueroso que o homem lhe dera alguns minutos antes.

Sem dizer uma palavra, ela foi até Ivan que a aguardava parado no corredor e eles caminharam até a sala de treinamento.

Claire tentou conter o nervosismo, estava sendo infantil em relação ao homem a sua frente. Talvez isso fosse um reflexo do que acontecera na noite anterior. Seu rosto ainda estava marcado graças a Anastácia, ela provavelmente iria demorar um longo tempo até sentir-se confortável novamente em relação a outro agente da Hidra.

Com passos rápidos Ivan levou até a sala de treinamento que ficava no terceiro subsolo. Ela era maior e mais equipada do que a sala onde ela havia ficado pela primeira vez a sós com o Soldado Invernal. As lembranças explodiram na mente de Claire rápidas como fogos de artifícios, e ela as empurrou para o fundo do seu cérebro, aquele era um péssimo momento para ficar perdida em devaneios.

Havia algumas pessoas ali, a maioria eram agentes que se exercitavam nos equipamentos de musculação, ou treinavam em duplas algum tipo de arte marcial. Claire sentiu o coração desacelerar um pouco o ritmo, quando percebeu que ela e Ivan não estariam sozinhos, mas assim que os outros agentes viram Ivan, eles deixaram o local imediatamente.

Parada em frente o tatame, a garota sentiu as garras do medo apertarem seu estômago. Ela foi deixada ali sozinha com um mal pressentimento correndo por suas veias, enquanto seus pés pareciam ter criado raízes no chão.

Ivan caminhou para o centro do tatame, ele balançou os braços como se estivesse se aquecendo, quando virou-se de frente para Claire havia um sorriso irônico em seus lábios.

- Me mostre garotinha o que você sabe fazer.

Claire sentiu os dentes rangerem em sua boca, por um momento o desconforto foi substituído pela raiva, ela sabia que o homem a sua frente estava apenas tentando irrita-la, e o fato de que ele havia conseguido a deixava ainda mais nervosa.

- Eu não sei o que o Alexei falou pra você, mas eu não sou uma agente, eu não tenho nada pra te mostrar.

- Da pra perceber isso pelo seu rosto – respondeu Ivan, seu sotaque se engrossando, talvez ele não gostasse de ser questionado – Apenas então tente me dar um soco e começamos daí.

Claire pisou no tatame desconfortável sentindo que todo aquele teatro não passava de uma grande perda de tempo. O pai havia tentando lhe ensinar na adolescência algumas lições básicas de autodefesa, mas a verdade era que ela nunca havia reparado nas lições, achando que nunca estaria numa situação onde precisaria usa-las, é claro que suas previsões não podiam estar mais erradas.

Ela caminhou na direção de Ivan, pensando onde poderia soca-lo, o rosto dele ficava pelo menos trinta centímetros acima de sua cabeça, e o peito parecia ser uma massa compacta de músculos. Claire pensou que tudo aquilo não passava de uma grande perda de tempo, mais do que nunca ela queria desobedecer às ordens de Alexei. Ela fechou o punho direito pensando em soca-lo de qualquer maneira, talvez ele percebesse a falta de vontade dela em fazer aquelas estúpidas aulas e a deixasse em paz.

Claire socou o peito dele, ela colocou toda a força que possuía, mas quando Ivan levantou a sobrancelha direita ela percebeu que seu golpe não poderia ter incomodado mais do que a picada de um mosquito. Os olhos castanhos do agente da Hidra, tornaram-se vazios ele agarrou o pulso dela com a mão direita dizendo:

- Você chama isso de  soco?

Sem estar preparada ele a empurrou com toda sua força, Claire perdeu completamente o equilíbrio enquanto seu corpo batia com um estrondo contra o tatame. O ar foi expelido completamente dos seus pulmões assim que suas costas bateram no chão, ela tentou se levantar, mas suas pernas pareciam moles demais, quando finalmente conseguiu respirar direito ergueu os olhos para encontrar a figura de Ivan acima dela.

Claire sentiu os dedos dele arranharem seu coro cabeludo, ele agarrou seu cabelo com força erguendo seu rosto na direção dele dizendo:

- Regra número um vadiazinha, nunca subestime seu adversário.

O chute dele acertou suas costelas e Claire sentiu a onda de dor viajar por todo seu corpo, ela caiu novamente no chão se contorcendo sobre si mesma os braços em volta da barriga, mas então ela sentiu seu corpo ser erguido. Dessa vez Ivan a segurava pela gola de sua blusa, o rosto dele tão próximo ao dela que ela podia sentir o hálito em seu rosto.

- Você é fraca – ele disse, sua voz um resmungo quase irreconhecível – mas, ao menos nós podemos nos divertir.

Claire sentiu a mão dele deslizar pelo lado do seu corpo, até alcançar suas nádegas, a onda de pânico e nojo que a invadiu lhe deu forças para que ela tentasse escapar do seu agarro. A garota fechou a mão e tentou soca-lo no rosto aproveitando a proximidade, mas ele foi mais rápido bloqueando seu golpe. Claire tentou gritar pedir ajuda, mas com a mão que ele havia deslizado por seu corpo, ele calou seus gritos.

A garota se debateu contra ele, tentando puxar as mãos e os braços do seu agarre, ela ergueu uma das pernas para tentar chuta-lo, mas ele a empurrou contra o tatame, usando seu corpo para imobiliza-la. O nojo arranhou sua garganta como unhas, a bile deixou um gosto amargo em sua língua, enquanto os cabelos entravam em seus olhos e as lágrimas pinicavam suas pálpebras. Ela lutou com todas as suas forças, mesmo quando uma parte de seu cérebro percebeu que ela não seria capaz de vencer a força dele.

Ela ouviu o som de tecido se rasgado, então sentiu o ar gelado contra seus ombros e sobre seu peito. Ela tentou cravar os dentes e as unhas no homem sobre ela, por um momento o mundo havia se transformado num borrão escuro, o ar não parecia estar chegando até seus pulmões, então ela ouviu um som que nunca mais seria capaz de se esquecer, metal esmagando carne, e sentiu de uma só vez quando o homem sobre ela foi levantado como se não pesasse nada.

O braço metálico do Soldado Invernal chocou-se novamente contra o rosto de Ivan, o som de carne e ossos sendo triturado embrulhou ainda mais o estômago de Claire, de maneira débil, ela rolou seu corpo para o lado, observando a cena ao seu redor.

Ela não sabia como o Soldado Invernal chegara até ali, mas ele havia a salvado, deitado no chão já inconsciente estava Ivan, o rosto transformado completamente.

- Bucky – chamou Claire, sua voz sendo abafada pelo som continuo dos golpes dele – Bucky, você vai mata-lo!

Claire tentou alcança-lo, mas seu corpo parecia não ser capaz de obedece-la, ela ergueu seus olhos tentando dessa forma chamar a atenção do Soldado Invernal, mas o rosto dela era uma máscara de fúria enquanto ele continuava a desferir golpes contra o agente da Hidra.

- Pare! – pediu Claire sua voz soando como uma suplica – Bucky por favor... BUCKY!

O grito dela ressoou nas paredes e no espaço aberto e foi devolvido como um eco, pela primeira vez desde que chegara até ali o Soldado Invernal ergueu seu olhar para encontrar com o dela. O azul de seus olhos havia escurecidos ficando revoltosos, como nuvens de tempestade. A garota sentiu o fôlego ficar preso em sua garganta como se não houvesse ar o suficiente naquele lugar para expandir completamente seus pulmões. Com uma calma ferina ele levantou-se deixando o homem inconsciente para trás, e caminhou em sua direção. Os braços dele rodearam seu corpo, ele a ergueu delicadamente, deixando Claire completamente desnorteada, os mesmos braços que haviam destruído completamente a mandíbula de um homem agora a seguravam com uma delicadeza inconcebível. Sem dizer uma palavra, o Soldado Invernal a levou embora dali.


Notas Finais


Voltei! E aqui está mais um capítulo! Espero que tenham gostado!
Quero agradecer todo mundo que está acompanhando a fanfic! Me digam o que vocês estão achando porque isso me incentiva demais a continuar com essa história!
Obrigada mais uma vez


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