História Never be Alone - Justin e Shawn. - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Palavras 7.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Crossover, Fantasia, Hentai, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA FINALMENTE CHEGAMOS NO CAPÍTULO DE NATAL! Esse é o capítulo mais longo até agora, e eu demorei 3 dias pra conseguir escrever como eu queria, então tenho um carinho especial por ele. Por isso espero que comentem e deixem aqui sua opinião, é importante pra mim! Mudei a capa da fanfic, me digam o que acharam! Boa leitura! Amo vcs!

Capítulo 34 - Natal


Fanfic / Fanfiction Never be Alone - Justin e Shawn. - Capítulo 34 - Natal

Gente, tem avisos importantes nas notas finais! Leiam e comentem por favor! Preciso de vocês!

Ps: essa capa deu tanto trabalho pra fazer, mas eu amei <33 Coloquei ela como capa oficial da fanfic! Gostaram?

POV SHAWN MENDES

Acordei às 8:30 como de costume. Após fazer minha higiene matinal, caminhei até a grande janela do meu quarto que dava pra rua. Era manhã da véspera de natal. Fazia muito frio e a rua estava coberta de neve. Aqui no Canadá eles fazem festivais natalinos durante todo o mês de dezembro, na véspera nossa família sempre se reúne numa grande festa, e amanhã fazemos o almoço de natal. É sempre assim, desde que eu me conheço como gente. Nossa família sempre foi muito unida, então datas especiais como o Natal sempre enchiam nossa casa de pessoas.

Após alguns minutos desci para o andar debaixo onde encontrei meu pai e minha mãe arrumando algumas coisas na sala para receber nossos amigos e familiares. Fiquei observando meus pais sem ser percebido. Era engraçado como os dois se completavam e como eles faziam tudo juntos. É aquele tipo de relacionamento que você vê e sente algo bom no coração, aquela vontade de ter algo parecido. Olhando para os dois eu não pude deixar de pensar em Justin. Onde estaria ele agora? O que será que ele está fazendo? Será que ele vem passar o Natal com a família? Eles são daqui. Mas não sei, a relação dele com a sua família não estava das melhores pelo que ele me falava. O que será que ele ia fazer? Será que ele ia ficar sozinho? Será que ele ia pra alguma festa? Provavelmente. É Justin Bieber. É claro que ele vai beber em algum lugar. Apesar que ele mudou tanto nos últimos meses. O Justin que era meu namorado não parecia ser o mesmo Justin que a gente vê na televisão e na internet. Ele era amoroso, era calmo, era carinhoso. Como será que ele está agora? Será que ele está se sentindo mal por isso tudo? Eu poderia ligar pra ele, ou ao menos responder uma das mil mensagens que ele me mandou. Será que eu deveria?

Não. O melhor pra nós dois agora é ficar distantes. O Justin tem muito o que pensar. Eu também. Eu não tinha parado pra pensar em como tudo isso é uma grande confusão. Em como tudo isso é perigoso. Eu estava tão cego pelo amor que eu sinto por ele que eu não cheguei a cogitar como isso tudo podia dar errado. E pensar nisso agora me faz entender um pouco o que o Justin estava sentindo. Será que nós estamos realmente prontos pra lidar com esse relacionamento em meio a essa vida louca que nós temos? Será que estamos prontos pra correr o risco de toda a nossa carreira, nosso sonho, se desfazer por algum deslize? É claro que isso não muda o fato de ele ter me machucado. É isso. Justin tinha me machucado de uma forma que eu não esperava ser machucado. Ouvir ele dizer que se arrependia de ter me pedido em namoro foi uma facada no peito. Mas isso me fez abrir os olhos pra uma realidade triste, mas que infelizmente é inevitável. Nós não estamos prontos pra isso tudo.

-Sonhando acordado como sempre - meu pai interrompia meus sentimentos enquanto me encarava com um sorriso no rosto. Manuel era um bom pai. Sempre se esforçou pra dar o melhor pra mim e minha irmã. Sempre me incentivou nos meus sonhos e sempre foi meu melhor amigo. Meu pai tem descendência Portuguesa, é um pouco mais baixo que eu e tem uma barba levemente grisalha assim como alguns fios de seu cabelo. Sempre está usando seu óculos de grau que o deixa com uma aparência séria, mas que no fundo é só aparência mesmo. Meu pai é uma das pessoas mais extrovertidas e engraçadas que eu conheço.

-Bom dia Pai, bom dia mãe. Eu só vim tomar café da manhã e vi que vocês já estavam trabalhando aqui, eu ja venho ajudar vocês.

Observei ele e minha mãe me observando. Os dois terminavam de montar a nossa árvore de natal que agora já estava repleta de enfeites e luzes. Minha mãe estava sentada no chão um pouco atrás de meu pai e me olhava também sorridente. Seus cabelos loiros tingidos contrastavam com seus olhos azuis que sempre foram seu maior charme. Também mais baixa que eu, ela era mais ou menos da mesma altura que meu pai. Achava ela mais parecida com a minha irmã do que comigo, que puxei mais o meu pai, exceto pelo sorriso, eu tenho o sorriso da minha mãe. Karen sempre foi muito protetora. Sempre corria preocupada me ajudar quando eu caia ou me machucava nas minhas brincadeiras de criança. Ela sempre me tratou como um bebê, e isso continua até hoje. Não sei como ela lida agora com a minha carreira e eu ficar tanto tempo longe de casa. Sempre fomos muito próximos, grudados pra ser mais exato. Todas as vezes que eu estava triste com alguma coisa eu corria pra ela e ficava lá até as coisas melhorarem.

Ter vindo pra cá foi a melhor coisa que eu poderia fazer agora. Nessa situação que eu estou, ficar perto dos meus pais me traz um certo conforto, mesmo que eu esteja triste na maioria do tempo por sentir tanta falta de falar com Justin.

Fui até a cozinha e comecei a preparar meu café da manhã. Peguei pão e manteiga, acompanhado do meu café. Me sentei na mesa e comecei a comer enquanto assistia a TV que ficava de frente para o balcão principal da cozinha. Me desconcentrei da televisão quando percebi minha irmã entrando no cômodo com a sua típica cara de sono matinal.

-Bom dia mala - ela disse com voz de sono enquanto caminhava para a geladeira pra pegar seu café da manhã.

-Bom dia irmãzinha - disse direcionando meu olhar pra ela e acenando com a cabeça.

Instantes depois ela se senta com um prato cheio de cereal e leite, e começou a comer.

-Eaí, como estão as coisas? Ta saindo com alguém? - ela me perguntou quase me fazendo engasgar com o meu café.

-E-eu, n-não, não to não - tentava, numa tentativa muito falha, parecer o mais natural possível.

-Hm, sei. Você tá andando muito com o Justin Bieber né? Ele é legal? Como vocês se conheceram? - me perguntou enquanto me encarava fixamente.

-Bom, você deve ter visto em algum lugar que tivemos uma pequena polêmica quando ele disse que não me conhecia numa rádio. Depois disso trocamos tweets e acabamos nos conhecendo nos bastidores de um show, desde então não paramos mais de sair. - respondia tentando parecer o mais firme possível.

-E qual foi o primeiro lugar que você foi com ele? - ela me perguntou novamente, o que ela tava querendo saber com isso?

-A gente foi pra uma espécie de de casa noturna e no outro dia jogamos uma partida de Hóquei no gelo. - comecei a dizer enquanto as lembranças tomavam conta da minha mente.

"Estou caído ao lado de Justin. Só agora eu acordei. Não sei o que aconteceu, mas eu não conseguia sair dali. Aqueles olhos castanhos de Justin olhando diretamente para os meus. Foi como se meu corpo não respondesse mais aos meus estímulos.

Olho pra cima e Justin está com o braço estendido. Seguro a mão dele e me levanto.

Fica um silêncio. Olho pro placar e vejo 4x3 e o tempo zerado.

-EU GANHEI! - grito muito alto - EU GANHEI DE JUSTIN BIEBER!!!!

- Você trapaceou! Quase me matou aqui, veio se jogando pra cima! Não vale!

-Vai chorar agora bebezão! - olho com a sobrancelha arqueada pra Justin, igual ele faz pra mim!

- Tudo bem ,você ganhou. Admito que você é bom! Mas não conte a ninguém que eu te disse isso. Agora vamos tomar um banho! Estou fedendo e grudando.

Vamos em direção ao vestiário. Entramos e ele é enorme. Com vários box separados. Pego minha mala, pego uma toalha e minhas roupas e vou para um box. Justin faz o mesmo.

Estou tomando meu banho e começo a cantar uma música do Ed. Thinking out loud. Estou cantando até que chego no refrão e ouço a voz de Justin do outro lado do banheiro. Ele está fazendo segunda voz. A voz dele é incrível!

Continuamos a cantar, nossas vozes soam em uma perfeita harmonia juntas. O mundo deveria parar pra ouvir isso. Terminamos a música e ouço Justin gritando:

-VOCÊ É INCRÍVEL!

Estou sorrindo.

Termino meu banho e coloco meu shorts. Saio sem camisa."

Instantaneamente aquele sentimento de vazio preenche o meu coração. Pensar no Justin desse jeito, pensar em como tudo começou, isso tudo mexeu comigo e já conseguia sentir meus olhos se encherem de lágrimas. Droga. Ótima hora pra isso acontecer. Rapidamente me levanto, pego as louças que usei e deixo na pia e subo correndo pro meu quarto mais uma vez.

Entro no meu quarto e bato a porta. Agora mais uma vez todas essas lágrimas tomavam conta do meu rosto pela simples lembrança de uma época em que tudo era fácil. Quando eu não pensava em nada que podia nos separar. Quando tudo que importava era o que me unia a Justin.

Deito na minha cama e afundo meu rosto no travesseiro enquanto meu peito se acelera com as lágrimas que já molhavam minha camiseta. Passo a mão no rosto para secar as lágrimas e as lembranças começam a voltar.

"-Vem, quero te mostrar uma coisa - ele sai da piscina e estende a mão para me ajudar. Continua segurando a minha mão e me guiando por uma trilha que dá para um bosque. Entramos nesse caminho e começamos a caminhar por um tempo.

-Jus, onde estamos indo? - pergunto curioso.

-Calma, estamos chegando, você vai gostar.

Continuamos andando até que paramos de frente com uma casa de madeira, muito, muito bonita. Ela é grande, e tem grandes árvores que a envolvem. Seu teto também de madeira está envolto por um tipo de planta que cresce de uma forma muito bonita. Há um caminho de pedras que acaba na porta da casa. Pelo chão em volta existem diversas flores. É um lugar que parece ter saído de um conto de fadas.

Justin se vira pra mim e pergunta:

-Eai, gostou?

-É lindo Jus, é sua?

-Sim, eu costumo vir aqui pra pensar, mas vamos entrar você vai gostar.

Entramos na casa e me surpreendo ainda mais com a parte de dentro. É construída como um loft, sem divisões, apenas um mezanino que parece ser um quarto. Justin pega na minha mão e me leva em direção à escada, indo para o quarto. Quando chegamos lá eu fico boquiaberto, há uma grande janela que abre visão para um lago enorme e lindo.

-Justin, isso é tudo muito bonito, mas por que você me trouxe aqui?

-Esse lugar é especial pra mim e eu quero que seja pra você também.

Ele diz isso e se aproxima de mim. Eu estou nervoso, nossos corpos ainda estão molhados e eu já estou sentindo a sua respiração próxima ao meu corpo. Eu sei que ele vai me beijar, mas meu corpo está totalmente ansioso por isso.

Ele então faz o que eu mais quero no momento, une os nossos lábios em um beijo calmo."

Droga! Por que isso tudo tinha que doer tanto? Ele tinha que mexer tanto assim comigo? Ele tinha que me deixar tão necessitado dele assim?

Me levanto e vou até a escrivaninha que ficava de frente com a cama, onde eu tinha deixado meu caderno de anotações. Me aproximo, sento, abro o caderno e começo a observar as folhas brancas. Eu sabia o que eu precisava fazer agora pra colocar toda essa dor pra fora. Eu preciso escrever. Preciso colocar isso tudo pra fora em forma de música. Logo pego uma caneta e começo a colocar as primeiras palavras no papel:

You've got a hold of me (Você me tem nas mãos)

Don't even know your power (Nem sabe o tamanho do seu poder)

I stand a hundred feet (Eu me mantenho em pé como um gigante)

But I fall when I'm around you (Mas caio quando estou perto de você)

Era assim que eu me sentia. Justin me tinha em suas mãos. Se tem alguém que poderia me derrubar agora, esse alguém é o Justin. Tudo na minha vida se resume a ele, e se eu quiser mesmo que essa distância funcione, vou ter que me esforçar pra tirar ele dos meus pensamentos, pois o poder que ele tinha sobre mim era muito grande, e eu sabia o quanto eu ficava vulnerável quando ficava perto dele ou apenas pensava nele. Olhei pro papel e continuei a escrever:

Please have mercy on me (Por favor tenha misericórdia de mim)

Take it easy on my heart (Pegue leve com o meu coração)

Even though you don't mean to hurt me (Mesmo que não seja sua intenção me machucar)

You keep tearing me apart (Você continua acabando comigo)

Escrevia esses versos com lágrimas escorrendo nos olhos. Esse era meu pedido pro Justin. Ele podia pegar leve com meu coração. Por que ele tinha que mexer tanto comigo assim pra depois me deixar numa situação como a que estamos? Por que ele tinha me levar até as alturas pra depois me jogar de lá de cima? Droga Justin.

Pego o caderno e num movimento de raiva e tristeza arremesso pelo quarto. Me jogo na cama chorando mais forte ainda. Eu não podia mais deixar ele mexer assim comigo. Foi ele que começou com todo esse pesadelo de não podermos ficar juntos, eu não posso ser fraco agora. Não posso.

POV JUSTIN BIEBER

Passei meu dia todo ajudando meus avós e minha mãe com algumas coisas aqui em casa. Tiramos a neve da frente, colocamos algumas luzes de natal pela casa, montamos a nossa árvore, fomos até a cidade comprar algumas coisas, e logicamente fomos reconhecidos por algumas pessoas e tivemos que voltar logo pra casa antes que tudo virasse uma confusão.

Meus avós não tem costume de fazer nada na véspera de Natal, são tradicionais e fazem o famoso almoço de natal, então vou usar essa noite pra ir falar com o Shawn. Eu não posso mais esperar, não posso mais deixar que a gente fique desse jeito. Ele não respondeu nenhuma mensagem minha, nem atendeu nenhuma ligação. Eu já estou ficando louco aqui por não ter notícias dele, então essa noite vou na casa dele pessoalmente pra dizer tudo que eu tenho pra dizer. Vou lá pra pedir desculpas.

Pickering fica há umas duas horas de carro daqui. Já são 17:30, eu pretendo sair daqui no máximo umas 19:00 pra não chegar tão tarde lá. Pensei em ir hoje cedo, mas seria muito mais fácil ser visto lá durante o dia, e o que eu menos quero é colocar Shawn numa situação complicada. Já não basta o quanto isso tudo é complicado.

Estou no meu quarto colocando algumas coisas numa mochila pra minha pequena viagem, quando acho minha pequena carteira de fotos na minha mala. E ali está uma foto com o Shawn. Tiramos com a minha Polaroid. Ele está deitado no meu peito sorrindo, eu cubro meu rosto com uma mão e com a outra seguro a câmera. Meu coração aperta quando eu olho aquela foto.

"- SURPRESA - entro no apartamento gritando, mas quem teve a surpresa fui eu. Meus olhos não conseguiam acreditar no que eu estava vendo. Isso não pode ser real. Meu coração acelera e minhas pernas começam a tremer e começo a suar instantaneamente com a cena que eu estou vendo. Sinto o nervosismo subindo pelas minhas veias e tomando conta de mim. Isso não pode ser real. Shawn está nú na minha frente, e mesmo que eu já tenha visto antes, não tinha reparado em como seu corpo é bonito e em como ele é perfeito, sério, esse garoto não pode ser real.

-JUSTIN - Shawn puxa a toalha de envolta envolvendo-a na cintura, o que posso dizer que me causou um certo descontentamento. Seu rosto já está todo vermelho de vergonha, o que não deve estar muito diferente do meu. - O que você está fazendo aqu.... pera, o que significam essas flores?

-Oras, são pra você. - digo me aproximando de Shawn, que subitamente da um passo pra trás, tropeçando e caindo no chão. Começo a rir e estendo a mão pra ele - Vai, levanta seu desastrado, não vai me deixar aqui em pé com essas flores né.

-Nossa Jus, eu nem sei o que dizer. Elas são tão lindas. Eu não esperava que você fosse vir me ver, você não deveria estar do outro lado do país fazendo um show?

-Eu deveria, mas acabei o show e peguei um jatinho correndo pra cá. queria te fazer uma surpresa, estava com saudades - digo ainda segurando as suas mãos, percebo que seu olhar se desvia pra baixo meio confuso - você não gostou da surpresa? - pergunto preocupado.

-Não Jus, não é isso. Claro que eu gostei, eu amei. Nunca ninguém fez isso por mim antes. É que você estava distante e eu achei que você estava arrependido de tudo isso, e agora eu estou me sentindo meio idiota por isso.

-Ah, você é um idiota mesmo - digo sério fazendo com que ele me olhe com olhar preocupado - mas eu amo você. e isso nunca vai mudar.

-Eu te amo Jus, agora vem cá e me da um abraç....

-NÃO!!! Você está todo molhad...SHAWWWWWN OLHA O QUE VOCÊ FEZ - ele já tinha me abraçado molhando toda a minha roupa.

-Você é tão fofinho quando está irritado, tenho vontade de apertar e pegar pra mim.

-Mas eu já sou seu, bobo. - digo sorrindo e encarando seus olhos.

-Você é? - ele responde com um sorriso tímido.

-Sou - digo e aproximo nossos rostos o suficiente para que nossos lábios se encontrem iniciando um beijo calmo e apaixonado. Coloco as minhas mãos na nuca de Shawn e ele coloca as dele na minha cintura. Afasto nossos rostos e digo - Na verdade eu tenho mais uma surpresa - digo tirando as passagens para Paris do meu bolso - tenho uns compromissos em Paris, e queria que você me acompanhasse, falei com seu agente e ele disse que tudo bem você ir,  você topa?

Shawn continua me olhando imóvel sem dizer nada, o que me deixa preocupado, será que ele vai querer ir?

-Shawn?

-Claro que eu topo, seu idiota - ele me abraça novamente me tirando um sorriso do meu rosto.

-Perfeito! Mas agora você me deixou com as roupas todas molhadas, ridículo.

-Isso não vai ser um problema Jus - ele se afasta e diz isso com uma voz rouca e sexy - afinal, você não vai  precisar delas por enquanto."

Toda vez que penso no que eu vivi com Shawn, meu coração bate mais forte. Nossa ligação é muito forte. Em pouco tempo ele já tinha total controle do meu coração, e é como se meu corpo precisasse dele pra continuar funcionando. Shawn me deu forças quando eu não tinha mais vontade de viver. Ele me ensinou que a vida merece uma segunda chance. E eu quero mostrar pra ele que nós também merecemos uma segunda chance. Meus olhos se enchem de lágrimas novamente ao pensar no meu garoto.

-Filho? - minha mãe interrompe meus pensamentos aparecendo na porta do meu quarto. Eu rapidamente guardo a foto e me viro pra ela - Eu vim aqui saber se.. calma, você tava chorando? - ela diz se aproximando e me abraçando - o que aconteceu filho?

-Mãe, eu .. - eu não posso falar o que tá acontecendo mãe, você não entenderia, eu acho que não pelo menos - eu sempre estrago tudo com as pessoas. Eu sou um monstro - completo minha frase, agora com lágrimas pesadas escorrendo pelo meu rosto.

-Ei ei, pode parar com isso. Você não é um monstro. Você é um garoto incrível. Todo mundo comete erros Justin. Eu cometi erros com você também, e imagino que você tenha cometido com outras pessoas, mas eu sei que seu coração é bom, e sei que você sempre vai fazer a coisa certa e arrumar tudo. - minha mãe me dizia apertando mais o abraço.

-Eu preciso consertar mãe, eu preciso ... mãe essa noite eu vou ter que ir num lugar, eu preciso que você confie em mim. É uma coisa que eu preciso fazer, mas eu não posso falar onde é.

-Tudo bem filho, se você está dizendo que é a coisa certa a se fazer, eu apoio você! Eu te amo!

-Eu também te amo mãe!

POV CAMERON DALLAS

Eram 20:00 e a festa já estava rolando em casa. Minha mãe faz isso todos os natais. Como ela tem costume de viajar na virada de ano novo, ela faz essa festa na véspera de Natal e convida todo o pessoal da Magcon pra participar, então claro, minha casa está uma zona, tá todo mundo aqui:Matthew, Aaron, Carter, Jack Gilinsky , Jack Johnson e mais todos os nossos amigos e pessoal da equipe. Toda a diversão que as pessoas assistem nos encontros da Magcon, são reais, eles sempre fazem todo o tipo de brincadeira e nossas festas são sempre muito barulhentas e divertidas. Bom, seriam pra mim se eu não estivesse notado a falta de uma pessoa. Um garoto pra ser mais específico. Nash.

-Cameron, cadê o Nash? Você não tinha ido buscar ele em casa? O que esse garoto aprontou? Fiquei sabendo que deu a maior treta e tem até vídeo na internet dele apanhando de um cara. - Aaron me perguntava com a mão no meu ombro.

Pra ser mais exato eu não tinha pensado no Nash desde que chegamos aqui na casa da minha mãe e ele subiu pro quarto de hóspedes. Não sei direito o motivo disso, mas não pensei. Talvez por eu estar bravo e confuso. Nossa briga, beijo que eu dei nele em casa, seguido da saída dele.

"Minutos depois Nash volta com uma mala nas suas mãos e para de frente pra mim, me encarando.

-Cameron, eu vou embora. - ele diz.

-Que? Nash, o que tá acontecendo cara, você precisa conversar comigo pra que eu possa te entender - digo me aproximando mas logo me arrependo assim que ele começa a gritar.

-NÃO TÁ ACONTECENDO NADA! FICA LONGE DE MIM!

-NÃO TÁ ACONTECENDO NADA? VOCÊ ACHA QUE EU SOU IDIOTA? OLHA COMO VOCÊ ESTÁ! - grito me aproximando cada vez mais dele, apontando o dedo em sua cara - Quer saber? Foda-se você então! Eu não vou mais ficar insistindo nisso, não vou mais ficar correndo atrás de você. Se você quer ser um idiota, então seja um idiota, mas some daqui. Se você vai continuar fazendo as coisas e depois fingindo que não aconteceu nada, eu não vou mais permitir que você fique aqui. - digo virando as costas para o garoto moreno que estava na minha frente.

-Fazendo o que? Do que você ta falando Cameron? - ele diz e logo sinto o nervoso subindo pelas minhas veias. Se ele não consegue se lembrar de nada então eu vou ajudar, mesmo que isso custe um soco na minha cara. Eu to cheio desse jogo, to cheio de ficar correndo atrás dele.

Me viro rapidamente e começo a andar lentamente na direção de Nash que apenas me segue com o olhar, assustado. Me aproximo mais, e mais, e mais, até que não há mais espaço entre nós e uno nossos lábios segurando seu rosto.

Me afasto e encaro o garoto que agora tinha um olhar misto de susto e tristeza.

-Isso, Nash, é disso que eu to falando. - digo com meu olhar já cheio de lágrimas. - Eu não aguento mais isso!

Nash continua me olhando, sem dizer nada. Apenas se abaixa, pega sua mala e sai pela porta do apartamento me deixando sozinho."

O que será que ele tava pensando? Será que ele realmente não se lembra de nada? Não lembra da noite que dormimos juntos e nos beijamos? Será que ele lembrava e só estava fingindo esquecer pra brincar comigo? Não importa também! Não vou deixar mais ele mexer assim comigo. Não vou mais deixar ele me colocar pra baixo como estava colocando.

-Sei lá cara, ele deve estar lá em cima - depois de um tempo pensando respondo Aaron que continuava na minha frente com um olhar já carregado de bebida.

-Vai lá chamar ele então!

-Eu não, vai você, to de boa aqui, preciso ficar de olho nas coisas aqui! Se ele não quiser descer, o problema é só dele. - disse e saí de perto indo para a cozinha ver se minha mãe precisava de alguma coisa. Gina, minha mãe, é uma pessoa incrível. Ela e minha irmã Sierra são as minhas melhores amigas, e eu não vejo a hora de poder contar tudo isso pra elas, sei que elas vão me entender e me apoiar, como sempre fizeram. Sabe, em casa nós sempre aprendemos a respeitar a sexualidade de cada um, e aprendemos que as pessoas são como são e não precisam mudar por isso. Acho que isso tudo me ajudou na minha auto aceitação. Eu sei que o Nash deve estar confuso com isso tudo. Se ele realmente sentir algo por mim, deve ser assustador pra ele, que cresceu e teve uma educação muito tradicional.

-Oi mãe - me aproximei dela, que estava na cozinha ainda cozinhando as mil coisas que ela faz nessas festas, é claro que ela tem ajuda na cozinha, mas ela gosta de coordenar tudo. Minha mãe é mais baixa que eu, tem cabelos castanhos escuros, olhos castanhos e um grande sorriso, que muitos dizem ser parecido com o meu. Mas no geral eu sinto que somos muito parecidos.

-Oi filho, pode ficar tranquilo, tá tudo sobre controle. Como tá a festa? O pessoal ta gostando?

-Tá sim mãe, só o Nash que ainda tá naquele quarto. - respondo desviando o olhar.

-O que ele tem? Desde que vocês chegaram ele ficou lá e eu não vi vocês conversando, aconteceu alguma coisa que você precise me contar?

Fico encarando os olhos profundos da minha mãe, pensando se devo contar agora. Mas ela está muito preocupada com as coisas, não quero que ela tenha uma dor de cabeça hoje, e nem tente resolver nada. Pra falar a verdade eu nem sei se quero mais resolver alguma coisa com ele.

POV SHAWN MENDES

20:00. Nossa casa já está cheia. Família, amigos, amigos de amigos, família de amigos. Sério, tá muito cheio aqui. Tento dar um pouco da minha atenção pra cada um, já que todo mundo quer conversar comigo e saber como é a minha vida agora, saber quem eu conheço, quem eu já peguei de famoso, e blablablabla, aquelas coisas típicas numa reunião de família, a única diferença é que eu sou um cantor famoso agora. Tento resumir tudo pra todo mundo, e claro, ocultar algumas partes que eles não podem saber, mas muitas das perguntas foram sobre Justin. Onde eu o conheci? Como ele era? Se ele usava drogas? Bla bla bla bla. A minha maior vontade agora é de gritar: EU NÃO QUERO FALAR SOBRE JUSTIN BIEBER!

E como a vida não podia ser mais imprevisível e desgraçada, meu celular vibra. Coloco a mão no bolso e tiro o aparelho de dentro. Desbloqueio a tela e lá está. Uma nova mensagem de Justin Bieber. Devo abrir agora? Devo ignorar? Tá vai, não custa ler só uma mensagem.

Vou até o aplicativo de mensagem e meu coração dispara. Ali está a mensagem dele, com todas as letras: Sai aqui fora, to na frente da sua casa!

Droga, droga, droga, droga, droga! Como assim na frente da minha casa? O que ele está fazendo aqui? Justin tá ficando louco, só pode. É isso, ele está totalmente louco ou drogado.

Calma, e se ele estive drogado? E se ele estiver bêbado? Droga, Justin. Eu preciso sair antes que ele faça alguma idiotice e todo mundo perceba que Justin Bieber está na frente da minha casa.

Começo a andar pela casa em busca do meu casaco, e vou indo lentamente, sem chamar a atenção de ninguém para a porta principal. Coloco a mão na maçaneta e respiro fundo. Atrás dela estava o garoto responsável pela minha maior alegria, maior tristeza, maior tudo. Vai Shawn, coragem.

Abro a porta.

Ali está ele. Vestido com um moletom claro, calça preta do tipo skinny, um par de vans nos pés, e uma touca por cima de seus longos fios loiros. Ele me encarava com uma expressão confusa no rosto. Uma mistura de felicidade com medo, talvez?

-Oi - ele disse abrindo um leve sorriso tímido no rosto.

-Oi - respondo descendo a escada da entrada e indo em sua direção. Cada passo que eu dava era como se eu estivesse caminhando pro meu pior pesadelo, ou meu melhor sonho, não sei definir.

-Desculpa aparecer aqui, Shawn, a gente precisa conversar, eu não aguento..

-Justin, você não pode ficar aqui, se alguém te ver a gente tá ferrado, vai sair em todo lugar. - corto o que ele estava falando, tentando ser o mais direto possível, mas com muita dor no coração por ter que fazer isso.

-Shawn, por favor, eu só preciso de alguns minutos, eu juro, não vou mais te incomodar. Só alguns minutos e eu te deixo em paz.

Como assim me deixa em paz? Não, eu não quero que você me deixe em paz. Ou quero? Droga Justin, será que dá pra parar de me deixar tão confuso assim. Continuo encarando o garoto loiro na minha frente. Meu coração já batia acelerado enquanto eu fixava meu olhar naquele par de olhos cor de mel. Lia todo o rosto do Justin, e cada traço dele implorava pra que eu dissesse sim pra isso. Ok, a gente precisar.

-Ok Justin, mas não aqui. Calma - digo enquanto pego meu celular e abro a conversa com minha irmã.

"Aaliyah, eu vou precisar dar uma volta, preciso que você me cubra aí, se alguém perguntar fala que fui resolver umas coisas e já volto, segura a bola pra mim, depois eu explico tudo, por favor"

Justin continuava a observar cada movimento que eu fazia. Guardei meu celular e voltei a encará-lo.

-Pronto, vamos. - disse e comecei a caminhar, sendo seguido por ele.

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Após alguns minutos andando pelas ruas da minha cidade, estávamos nos aproximando de um grande parque, que estava todo iluminado por luzes de natal. Não falamos nada durante o caminho. Apenas o barulho do vento e dos nossos passos. Algumas vezes pegava Justin olhando pra mim enquanto caminhava. Seu olhar pesado mostrava a mesma tensão que eu estava sentindo.

-Aqui é lindo - Justin cortou o silêncio.

-É, eu costumava vir aqui com meus pais quando eu era mais novo.

-Você devia adorar né? - ele me dizia sorrindo, mas um sorriso que parecia ter sido muito calculado antes de ser executado.

-Sim,era ótimo.

-E como seus pais estão? Como eles ficaram com a sua chegada? - me perguntava enquanto entrávamos no parque e andávamos com certa dificuldade por entre as árvores cobertas de neve.

-Eles estão ótimos, está sendo ótimo estar em casa outra vez. E você, o que veio fazer aqui? Está com seus avós?

-Sim, minha mãe também veio pra cá. Mas não foi esse o motivo que me trouxe pro Canadá. Eu acho que você sabe disso - ele disse desviando seu olhar para as árvores do outro lado.

Fiquei em silêncio.

Caminhamos mais um pouco até que chegamos em uma espécie de estufa, toda iluminada com luzes de natal também. A neve depositada no telhado dava a tudo um ar de filme. Continuamos andando até que estávamos dentro dela. Dentro ela tinha muitas flores e no centro uma longa árvore que saía pelo teto. A árvore também estava toda iluminada por luzes, mas do contrário do lado de fora, lá não estava coberto de neve, permitindo que nos sentássemos, e assim fizemos.

-Aqui é lindo. - eu disse cortando o silêncio que se tinha feito presente entre nós.

-Sim é lindo, assim como você. Você é lindo Shawn - Justin dizia olhando no fundo dos meus olhos.

-Justin... eu acho melhor a gente..

-Shawn, para, eu só quero aproveitar esse momento com você. Eu senti sua falta, de verdade - ele disse colocando a mão em cima da minha. Encarei por alguns segundos nossas mãos, e acabei permitindo que ele entrelaçasse nossos dedos.

-Eu também senti sua falta Justin - comecei a dizer - eu senti muito a sua falta.

-Eu to aqui agora, é o que importa - ele disse enquanto se aproximava mais de mim e deitava a sua cabeça no meu ombro. Encostei a minha cabeça em cima da sua e respirei fundo. Por alguns instantes esqueci todo o resto e me permiti sentir a felicidade que aquilo me transmitia. Estar perto do Justin naquela noite.

-Eu sou um idiota -Justin disse.

-Sim, você é - completei - você é um idiota Justin Bieber.

-Shawn, me perdoa - Ele começou a falar com voz de choro, logo percebi que seus olhos estavam cheios de lágrimas, e automaticamente os meus também se encheram delas.

Olhei nos fundos de seus olhos cor de mel. Todo meu corpo se aquecia naquele momento. Todo o parque parou pra ver aquela cena. Justin me olhava com seus olhos marejados, com seu rosto carregando um semblante triste, semblante que não combinava com aquele garoto que tinha um sorriso lindo. Sorriso que fazia meu coração bater mais forte. Ele segurava minhas mãos com força, enquanto brincava com a corrente no meu pulso. Corrente que ele me deu no dia que me pediu em namoro. Logo as lembranças tomam conta dos meus pensamentos:

"E então, Justin chega no último refrão, parando de tocar violão e cantando em falsete, com uma voz suave e leve que soa mais como um sussurro no meu ouvido "E pegue um pedaço do meu coração e faça dele todo seu, dessa forma quando estivermos separados você nunca estará só, você nunca estará só" Justin termina a música e então eu vejo que seus olhos já estão cheios de lágrimas também. Ele abre um sorriso e a primeira coisa que eu consigo fazer é abraça-lo. Abraça-lo o mais forte que eu consigo, sentindo todo o calor do seu corpo indo para o meu.

-Justin, você é perfeito, eu não consigo nem...

Então acontece o que eu nunca imaginei. Justin se põe de joelhos na minha frente e tira uma caixinha do bolso. Ele a abre e revela uma corrente, com um pingente redondo, como se fosse uma aliança, porém mais fino e delicado. - Há algum tempo atrás eu não imaginava que estaria aqui, cantando para um garoto, sobre o quanto eu o amo e o quanto eu quero ficar com ele. Eu sei que pode parecer precipitado mas você mudou a minha vida Shawn. Tudo que eu faço agora é pensando em você e em estar com você, e tudo que eu quero agora é ficar com você. Então eu gostaria de saber se você me daria a grande honra de ser meu namorado.

E nesse momento meu coração já bate acelerado como se fosse sair do meu peito. Minhas mão estão suadas e meus olhos estão cheios de lágrimas. Eu nunca imaginei que alguém, muito menos um menino, faria eu me sentir desse jeito. E ali estava ele, ajoelhado na minha frente, fazendo a coisa mais linda que já fizeram por mim em toda a minha vida. Ali estava o cara que é dono dos meus pensamentos e do meu coração. O cara que mudou a minha vida, o cara que me ensinou o que é amar de verdade. Ele estava bem ali, e era só meu.

-É claro que eu aceito, eu te amo! - Eu digo e então ele abre um sorriso e coloca a corrente no meu pulso  Ele se levanta e então une os nossos lábios no beijo mais apaixonado que eu já vi em minha vida. Lentamente seus lábios úmidos preenchem os meus e em uma sintonia o nosso momento se torna como uma canção. Eu o amo."

Meus olhos agora estavam cheios de lágrimas, com diversas delas escorrendo pelo meu rosto. Justin continuava me encarando, mas dessa vez ele estava se aproximando. Cada vez mais perto. Cada centímetro que ele se aproximava meu coração batia mais forte.

Ele chega perto o suficiente e olha no fundo dos meus olhos. Envergonhado olho pra baixo, mas ele coloca a mão no meu queixo e levanta minha cabeça novamente, e dessa vez me beija.

Seus lábios imploravam os meus com urgência. Meus lábios também imploravam os dele com a mesma necessidade. É como se nosso corpo necessitasse disso pra continuar funcionando. E assim demos início num beijo lento e suave, suave como o vento que batia em nossos rostos, como as músicas que ele cantava pra mim no violão, suave como sua voz quando acordava do meu lado. Nossos corações agora batiam em uma só sintonia.

POV CAMERON DALLAS

Faltavam alguns minutos pro Natal. E todos estavam na sala conversando. Até Nash tinha descido e ficado do lado de Aaron o tempo todo.Falavam sobre várias coisas. Seus relacionamentos, planos pro futuro, suas famílias. Eu fiquei quieto o tempo todo. Ficava observando Nash, e em alguns momentos nossos olhares se cruzavam mas logo os dois desviavam.

Alguns minutos depois, assim que o relógio bateu 00:00, nos levantamos e demos as mãos. Minha mãe começou a falar:

-Bom, agora é oficialmente Natal. Eu sei que cada um aqui tem a sua crença e eu não quero entrar nesse ponto aqui. Mas gostaria de lembrar que o Natal antes de tudo significa a renovação dos nossos relacionamentos, das nossas amizades, dos nossos votos, é a celebração do amor, e é por isso que eu faço questão que vocês estejam sempre aqui. Eu sei o quanto isso é uma família pra vocês, e eu sinto o amor envolvido nisso tudo. Então o que eu desejo pra vocês é isso, muito amor! - minha mãe terminou de dizer e foi recebida com muitas palmas.

Após isso todos começaram a se abraçar e desejar feliz natal. Alguns choravam, outros riam. Mas todos ali se abraçavam e demonstravam o quanto se amavam. Após eu abraçar todos percebi que Nash não estava mais ali. Ele não veio falar comigo. Aquilo me feriu. Nós somos amigos, antes de tudo somos amigos, e ele simplesmente ignorou isso. Meu coração estava apertado.

Me distanciei discretamente e fui em direção a sacada da casa. Parei em frente a cerca e me apoiei observando a rua iluminada. Meus olhos estavam cheios de lágrimas.

-Feliz Natal Cam - ouvi a voz grave e rouca de Nash atrás de mim. Me virei e ali estava ele. Parado na minha frente, me olhando com um olhar confuso.

-Feliz Natal Nash - respondi tentando disfarçar as lágrimas nos meus olhos.

Ele se aproximou e ficou do meu lado encostado na cerca. Agora os dois olhavam pra rua. Em silêncio.

-Me desculpa - ele começou a dizer - você não merece passar por nada disso. Eu estou sendo um idiota. É que eu não consigo entender nada disso que está acontecendo comigo. Mas a verdade é que eu me lembro de tudo, Cameron. Me lembro da gente se beijando, me lembro da gente dormindo junto. A verdade é que ... - ele interrompeu e desviou o olhar pra longe de mim.

-Nash... eu ..

-A verdade é que eu gosto de você Cameron! Eu realmente gosto de você!

Meu coração disparava. Meu peito sentia a maior felicidade que eu me lembro de ter sentido. Olhava pra ele fixamente agora. Seus olhos percorriam todo o meu rosto, me analisando com cuidado.

-Nash, eu também gosto de você, e eu sinto isso há um bom tempo já. Eu só não sabia como..

Ele me interrompe selando nossos lábios. Nash estava me beijando. Dessa vez sóbrio. Ele me puxou com seu braço mantendo nossos corpos mais colados. O beijo era urgente, tinha força, só nos separávamos quando o ar se fazia necessário. Nash me beijava como se essa fosse a última coisa que ele fosse fazer no mundo.

Após alguns minutos ele para de me beijar e encosta a testa na minha me encarando.

-Feliz Natal! - ele diz e abre um sorriso pra mim.

POV SHAWN MENDES

Após um bom tempo decidimos que estava na hora de eu voltar pra minha casa. Ficamos lá todo aquele tempo sem fazer nada. Apenas conversávamos, nos olhávamos, Justin fazia carinho no meu cabelo enquanto eu estava deitado em seu colo. Não precisamos ficar se beijando, apenas aproveitávamos a presença um do outro.

Depois de alguns minutos andando, nos aproximamos da minha casa. Diminuíamos a velocidade dos passos conforme íamos ficando mais perto de casa. Assim que nos aproximamos o suficiente, paramos um de frente pro outro. Olhei nos olhos de Justin e eles estavam novamente cheios de lágrimas. Ele sabia que agora teria que ir embora.

-Justin...

-Shawn me perdoa, eu sei que eu fui um idiota. Eu sei que eu falhei com você. Sei que não cumpri as promessas que eu fiz. Eu sei que eu disse aquelas coisas horríveis pra você. Mas eu te amo muito cara, não consigo mais viver sem você, minha vida não faz sentido. O que a gente tem é tão lindo, eu não consigo ficar longe de você, eu não consigo viver sem poder te ter todas as manhãs, eu preciso de você Shawn. - ele dizia entre as muitas lágrimas que rolavam no seu rosto. Agora as lágrimas já rolavam no meu também, pesando a minha respiração num choro pesado.

Encarava o garoto na minha frente. Olhava no fundo de seus olhos e sentia que ele estava falando a verdade. Podia ver que ele estava arrependido pelas coisas que tinha me dito. Mas logo que cogitei pensar em nós dois juntos novamente, as lembranças dos meus questionamentos se fizeram presente. Quanto tempo isso ia durar? A gente tava preparado pra enfrentar tudo isso? A gente tava preparado pra arriscar tudo assim? Será que o que o Justin disse é uma verdade que não queremos acreditar? Será que estávamos apenas mentindo pra nós mesmos pra não ter que encarar a realidade que nos separa?

Eu chorava muito enquanto Justin segurava as minhas mãos com força.

-Eu te perdoo Justin - dizia entre as lágrimas - eu te perdoo por isso tudo, eu sei que você está arrependido. Eu entendo o que você estava sentindo. - meu choro estava cada vez mais forte e meu peito doía. - Eu te amo também Justin.

-Isso quer dizer que ..

-Não Justin, eu te perdoo sim. Mas a gente não pode mais ficar junto. - meu coração apertou e agora eu chorava mais forte ainda, acompanhado pelo garoto loiro na minha frente.

-Shawn por favor não faz isso com a gente! Por favor - ele me implorava em meio ao choro desespeado.

-Desculpa Jus, eu te amo muito, eu te perdoo, mas eu não consigo mais acreditar que isso vai dar certo. Eu te amo muito, mas eu abri os olhos pra realidade, e essa realidade nos impede de estarmos juntos. Eu não quero te ver sofrer mais ainda lá na frente. - eu dizia enquanto nós dois chorávamos mais forte e ele segurava a minha mão com força.

-Shawn por favor.. eu te amo cara - ele dizia desesperado. Seu rosto estava vermelho pelo choro. Seus olhos tão vermelhos quanto, com lágrimas escorrendo por toda a sua cara. Me puxou forte e me abraçou. Desabei. Todos os meus sentimentos, toda a minha tristeza veio pra fora agora. Apertava forte o abraço pois sabia que teria que deixar aquilo ali e partir.

-Eu te amo Jus, me desculpa. - Soltei o abraço e corri pra casa.

-SHAWN! - ouvia Justin gritando e chorando. Parei em frente a porta e respirei fundo. As lágrimas caiam com força. Me desculpa Shawn, eu te amo, era tudo que eu conseguia pensar. Coloquei a mão na maçaneta e abri a porta, deixando pra trás o meu maior amor.

LEIAM AS NOTAS FINAIS! TEM AVISOS IMPORTANTES! PRECISO DE VOCÊS!


Notas Finais


Ai! Aconteceu! Eu esperei muito pra escrever esse capítulo pois ele já estava planejado desde o começo da história. Eu sei que muitos de vocês estão me odiando agora, mas eu preciso ser sincero comigo mesmo e com a história, e deixar ela correr como ela deve correr. Daqui pra frente muita coisa vai mudar na fanfic e eu espero o apoio de vocês em algumas decisões. Apenas peço pra vocês lembrarem que ainda não acabou e tem MUITA coisa pra acontecer. Meu planejamento tem mais de 100 capítulos! Então relaxem e não me matem!
Sobre a parte que ele escreve Mercy, vocês gostaram? Vou tentar colocar um pouco do processo das letras do Illuminate (Album do Shawn) e as músicas vão dizer muita coisa pra vocês.
Enfim, Eu sei que estão tristes, eu também estou. Mas como eu sempre digo, tudo tem um motivo!
E sobre nosso casal Nash e Cameron finalmente acontecendo <333
Enfimmmm, espero que tenham gostado e não me matem tanto!! Amo vcs


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