História Never Be Alone - Capítulo 6


Escrita por:

Postado
Categorias Alexis Ren, Gabriel Jesus, Justin Bieber, Lewis Hamilton, Neymar
Personagens Alexis Ren, Lewis Hamilton
Tags Alexis Ren, Fórmula 1, Guilherme Arana, Lewis Hamilton, Seleção Brasileira
Visualizações 850
Palavras 4.422
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu espero que ninguém tire a fanfic dos favoritos quando ler isso porque 102 favoritos?? MEU DEUS! MUITO MUITO obrigada por isso, é muito bom saberem que gostaram de Never Be Alone á ponto de favoritar, eu acho isso muito válido. Muito obrigada mesmo, ainda mais por não ser uma categoria popular aqui no Spirit e saber que tantas pessoas gostam do Lewis! 💗

E é isto! Hahah Mais um capítulo e espero que gostem.
Boa leitura e me desculpem por qualquer erro! 💕💕

Capítulo 6 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction Never Be Alone - Capítulo 6 - Capítulo 6

2 de outubro, 2017.

                                                             Clara.

 

- Eu não acredito que você fez isso. - minha irmã diz depois de eu contar sobre minha mudança para Paris. 

E não é como se fosse do outro lado do planeta e claro, não é aqui do lado também mas dá muito bem para eles me visitarem quando puderem.

Realmente não faço isso de esconder as coisas das pessoas de propósito, só que as vezes sinto que tenho que ter a aprovação por tudo e dessa vez quis fazer diferente. Eles deveriam me agradecer por eu ter contado agora e não guardado durante meses, foram só três dias e ninguém pode reclamar que fui oculta. Estava me preparando e dando um tempo para viverem tranquilamente antes de começarem a se preocupar comigo, o quê sei que deve acontecer muito em breve. E principalmente por parte de minha mãe. 

- E só está nos contando agora. - Matheus completa. 

Eu resolvi chamar a família toda porque não iria ter como eu contar de um em um. Para não ter problemas, juntei todo mundo antes do meu pai e irmão irem viajar com a seleção e contei de uma vez. Simples, se fosse para eu escutá-los falando por horas, que fosse tudo de uma vez. Mas a pior parte mesmo foi eu mandar a mensagem dizendo que tinha uma coisa muito importante para contar e todos acharem que eu estava grávida. Misericórdia!

- Eu sei que posso ter errado mas eu não queria criar expectativas e no fim dado errado. Não queria decepcionar vocês. - explico calmamente e vejo minha mãe respirar fundo. 

- Você pode fazer muitas coisas erradas e já fez, mas nesse caso não. Você está indo atrás do seu futuro e estou orgulhosa disso, ainda mais que deu certo. - diz com a voz embargada. - E eu ainda estou pensando seriamente em te dar uma coça por ter escondido isso. 

- E também poderia ter nos contado sobre seus planos antes de fazer, teria sido muito melhor do que carregar sozinha. - meu pai se pronuncia pela primeira vez. - Eu sei que não foi sua intenção esconder nada porque sabemos que não faz isso de propósito mas era o melhor a se fazer. 

- Eu sei, eu sei! Mas é só que.. eu também não sabia se queria realmente isso, foi uma coisa de momento e acabou por dar certo. - encolho os ombros. 

- Não sei nem o quê faço com você. - Dona Rose diz e eu sorrio sem mostrar os dentes. Meus irmãos dão risada.

Sério? Quantos anos eles tem? Achei que a fase de rir do irmão enquanto os pais davam bronca ja tinha passado. Nem parece que um já é casado e com filho, e a outra está quase se formando.

- Eu não vou pedir desculpas porque não tem sentido, além de quê já está feito e em poucos meses eu vou embora. 

- Caraca! Daqui a poucos meses já, isso vai ser muito estranho. - meu irmão diz e eu olho de relance para minha mãe que tinha os olhos cheios de lágrimas. 

- Você está chorando?

- Eu acho que ela realmente está chorando. - deixo eles comentando e me sento do lado dela.

- Não acredito, mãe?! Tem pouco tempo ainda mas não precisa ficar assim. - seguro sua mão e meu pai se aproxima. - Mesmo que de longe, eu sempre vou estar aqui. 

- Agora estou entendendo o porque de ter preferido não contar. 

- Sim, um dos motivos porque eu sabia que cedo ou tarde iria acontecer. – ela limpa as lágrimas que caiam e eu sorrio fracamente. 

Eu acho que para mim vai ser dez vezes pior e também sei que depois que estiver sozinha vou chorar. E sem contar a parte de quando eu realmente for embora. 

- Não tem como ser diferente, Clara. Primeiro que eu já tinha chorado quando você quis sair de casa, agora vai embora ano que vem. Além da Gabriele que está se formando, quase para sair de casa e o seu irmão que tem a vida com a família dele. - diz chorosa. - Não quero que pensem que não quero a felicidade de vocês, porque é o quê mais quero no mundo! Mas é muito difícil para uma mãe ver seus filhos indo embora para seguirem suas vidas longe de nós, um por um.

- Eu estou me sentindo culpada. - murmuram e eu quase tenho que concordar.

Eu entendo que ela comece a se sentir sozinha. Nosso pai mesmo como técnico está quase sempre viajando, Matheus com a família dele e a Gabriele com o namorado, quase nunca em casa. Agora sem contar eu que já estava saindo de casa, os planos mudaram e eu estou quase me mudando de país.

Dói muito ver ela dessa maneira porém precisa se acostumar, mesmo eu tendo a consciência que é difícil e que não podemos viver embaixo das asas deles para sempre. 

- Se você quiser podemos conversar mais tarde sobre isso, quando estivermos mais calmos. E também antes de eu ir viajar - Seu Adenor diz e os meus irmãos assentem.

Eu sei que eles estão tentando fugir desse assunto e tenho que concordar, por mais que esteja querendo resolver tudo de uma vez, ainda é complicado. Quase parece uma despedida.

- Acho que vai ser melhor assim. E aviso também que estou bem. Isso é só drama de uma mãe que sabe que criou os filhos para o mundo e precisa se acostumar com isso. - suspira pesadamente e se levanta. - Vai dar tudo certo! Vamos aproveitar bastante antes da mudança, que acho que ainda falta muito, certo? - nos encara e mesmo que eu concorde, não tenho muito certeza. - Porém ainda acho que vou precisar de um tempo sozinha para pensar.  Vou ir para o quarto e se precisarem de qualquer coisa é só me chamar. - termina de falar e sobe para o andar de cima.

- É isto! - digo depois de um breve silêncio. 

- Será que ela vai chorar?

- Você conhece sua mãe, ela vai. - confirma e eu suspiro. Já esperava por isso e ainda continuo me sentindo mal. - Mesmo com tudo o quê aconteceu agora, ela ainda não quer mostrar fraqueza na frente de vocês. Achei que se lembravam disso.

Eu achei que tinha esquecido, até o momento, sempre foi dessa maneira e eu deveria ter lembrado. Toda vez que acontecia alguma coisa grave ela iria para o quarto e chorava para que nós não vissemos. O único problema é que ela não sabia que nós sabíamos e também nunca contamos. 

- Não gosto de ver ela assim. - Gabriele diz.

- Eu também não, mas precisava dizer antes que fosse tarde demais. 

- Além de que seria muito pior. - Matheus apoia a mão no rosto, nos encarando. - Ela vai ficar bem! Só precisa de tempo para se acostumar com a idéia da filha mais nova indo morar fora do país, e que não vai ter como segurar. 

Eu realmente não esperava esse clima depois que eu contasse as notícias para eles e sim muitas broncas. 

E também preciso dizer que mesmo com esse começo de mês dramático, tenho a sensação de que será muito diferente. Ou é assim que espero. Vou precisar e contar com a ajuda das únicas coisas boas que me aconteceram em Setembro, Lewis e Esmod.

- Meu Deus! Você vai mesmo morar fora do país, com quem eu vou brigar agora? -  dou risada. 

- Podemos brigar via mensagem ou pode brigar com o Matheus, mas se preferir pode ir me visitar. 

- Te visitar vai ser difícil por conta da faculdade, então pode ser por mensagem e as vezes também pode ser com o Theus mesmo. 

- Eu não, tenho filho e esposa para me preocupar. E aliás, porque você não chamou a Fer? - eu acho que é esse clima leve que precisamos no momento.

- Você não estava com ela?

- Não! Eu saí de uma reunião e a primeira coisa que fiz foi vir para cá, depois de receber sua mensagem. Achei que ela já estava aqui também. - explica e eu aceno, entendo a questão. 

- Eu chamei ela, mas recusou e disse que era coisa de família, MESMO eu dizendo que ela também fazia parte. - dou ênfase, vai que pensam que eu estou tentando boicotar ela. Uma coisa que nunca faria!

- Não tem muito sentido. Ela é casada com o Matheus e mesmo que não fossem, estão juntos á anos, logo a consideramos da família.

- Acho que ela quis dar privacidade para nós com o quê a Clara iria comunicar, o quê realmente não tem sentido. - nosso pai diz, enquanto mexia em alguns papéis em suas mãos.

- Ela é uma coisa né? - diz apaixonado e Gabriele zomba, enquanto Tite - eu tenho a mania de chamá-lo assim as vezes e ele gosta? Reclama mas não se opõe, então eu continuo. -  balança a cabeça. Tenho certeza que deve se perguntar o porque de ter filhos tão estranhos. 

- Quase uma santa por te aguentar. 

- Não é muito difícil essa tarefa, modéstia parte.

- Também acho que não, mesmo que as as vezes seja um pé no saco com esses ciúmes. 

- Essa história de novo?

- Se fosse só da Fernanda que ele sentisse ciúmes. 

- Até você pai? - pergunta incrédulo e eu dou risada. Por enquanto o meu assunto vai ficando para trás e eu agradeço por isso, precisava respirar um pouco. 

- Ele não disse nenhuma mentira. Você tinha e ainda tem ciúmes de quase todo mundo aqui. 

- Nem me fala, todos meus namorados foram praticamente chutados por você.

- Eu só acho que merecem o melhor. - diz como se fosse óbvio e não é! Eu fui a única que sofreu com isso mais do que qualquer outra pessoa.

- Merecemos tanto o melhor que meu único namorado que você gostou foi o único que me traiu. - sorrio falsamente e ele se cala. É muito bom jogar verdades na rodinha. 

- Estava demorando para voltarem nesse assunto.

- E que não merece ser lembrado. - Gabriele completa a frase de nosso pai. Posso dizer que felizmente são sensatos mesmo que eu que tenha iniciado essa quase discussão?

-  Na verdade não era nem para termos começado. 

- Sim, então peço desculpas. - ele semirra os olhos e eu rio. Só estou fazendo isso porque nosso pai está aqui, eu sou orgulhosa demais para tomar qualquer iniciativa.

- Ótimo! Ou parem ou nem comecem.

 Ele não tinha que ir para a concentração? Viajar? Posso ser considerada uma péssima filha por não saber onde é? E eu não estou expulsando ele daqui, se fosse da minha escolha passaria mais tempo conosco do que trabalhando. 

 - Eu ia perguntar se você já sabe como vai funcionar as coisas lá ou se já preparou. - Matheus muda de assunto e eu sei que alguém respirou aliviado. 

- Também estou curiosa para saber. - Gabi se senta ao meu lado. - Sobre onde vai morar, o lugar que vai estudar. 

- Sobre a faculdade o lugar é incrível! Vi algumas fotos e vídeos, pesquisei sobre muitas coisas e tinha certeza que seria ali que eu iria estudar. Se fosse aprovada, claro. 

- Você pesquisou outros lugares?

- Sim, vi por toda a Europa mas estudar em Paris é outra coisa.

- Porque não estudar aqui em São Paulo mesmo?  Tinha que ser em outro lugar?

- Tinha! Não que seja uma completa bagunça mas não tem como comparar as oportunidades que eu iria ter aqui, com as que posso ter lá.

- Você disse também que quer fazer estágio então entendo seu ponto de vista em não escolher fazer aqui.

- É um absurdo a maioria das empresas preferirem dar oportunidade para estudantes que já estão num nível avançado. - balanço a cabeça e eu fico muito indignada mesmo. Como eles querem que tenhamos experiência se eles não dão uma chance para termos?

- Eu me lembro de quando comecei, foi muito complicado também e sorte que o pai da Carol me deu uma vaga no escritório dele. 

- Eu não sei como é isso então não posso opinar. 

- Sabe o quê eu estava pensando? - murmuro para meu pai. - Lembrei que tenho um amigo que está alugando o apartamento dele em Paris e posso ver se ainda está disponível. - se levanta e mexe na agenda telefônica que estava em cima da mesa de centro. Modernidade para quê?

- Mentira?! Eu tenho que ter muita sorte mesmo porque os apartamentos lá são uns absurdos no preço.

- É Europa, né? O mais barato lá deve ser no valor de um apartamento de classe alta aqui. 

- E mesmo assim eu ainda faria qualquer coisa para morar lá. - pego meu celular e vejo algumas mensagens, incluindo uma de Lewis.

"Está podendo conversar agora? Queria te perguntar uma coisa muito importante."

Meu coração acelera. Coisa importante? Espero que não tenha acontecido nada grave. Porém pensando bem, ele disse que tinha um convite para me fazer e eu mal posso esperar para saber o quê é!

- Eu odeio quando você começa mexer no celular e não escuta mais o quê estamos falando. - ouço Matheus e tiro meus olhos da tela, apenas para vê-lo me encarando seriamente. 

- Já sei até com quem é. 

- Lewis Hamilton. Sim, todo mundo já sabe. - continuo olhando para ele que dá de ombros. - Achou mesmo que iria se tornar amiga dele e ninguém iria me contar?

- Não acredito que a Gabriele já contou para a família inteiro. - dou risada. E vou esconder porquê?

- Não tem como segurar uma bomba dessas e inclusive, já estou me convidando para o GP do Brasil.

- Eu nem sei se vou estar falando com ele até lá.

- Dá um jeito e se vira! Quero andar pelo paddock e conhecer os outros pilotos. 

- E que pilotos! - suspiro.

- Não entrem nesse assunto, eu imploro. E acho que já está na hora de eu ir embora.  Você já contou tudo o quê tinha para contar, não já? Ou tem mais alguma coisa que não sabemos? - sorrio fracamente porque sei que ele está doido para voltar para a família dele. 

- Pode ir, não tenho mais nenhuma loucura para contar. - ele assente e sobe para o andar de cima, provavelmente indo se despedir da nossa mãe. 

- É o Lewis mesmo que você está conversando agora? Ou é aquele Pedro? 

- Ele mesmo. Na última vez que falei com o Pedro ele estava sem bateria e voltando para São Paulo. - explico e ela balança a cabeça lentamente. Arqueio a sobrancelha. - Pergunta logo o quê você quer perguntar. 

- Está rolando alguma coisa entre você e esse Pedro? 

- Eu acho que vou deixar vocês conversarem em paz e vou para o escritório. - sorrio sem graça quando lembro de nosso pai na sala e Gabriele ri.

Também lembro do meu pai quando ela contou sobre Lewis. Eu juro que achei que ele faria uma palestra mas foi tranquilo, só disse para ter cuidado com esses famosos. Se ele soubesse os cuidados que eu realmente preciso tomar..

- Porque todo mundo me pergunta isso? Não estamos e nem vamos ter nada. - volto a reponder quando ouço a porta do escritório se fechar. 

Meu celular vibra novamente e eu arregalo os olhos, lembrando que tenho que responder Lewis.

"Quando você puder falar, me chame rapidamente. O quê estou querendo pedir ou melhor, convidar, tem hora marcada."

Hora marcada? O quê esse homem está aprontando porque vir para o Brasil não é uma opção já que acabou de sair da Malásia - com mais uma vitória, parece que alguém está pronto para ganhar outro campeonato mundial. - e provavelmente deve estar no Japão ou chegando. 

Rio mentalmente. É engraçado eu falar dessa maneira, sabendo de toda sua agenda mas o quê posso fazer que se quando ele não me conta alguma coisa - o quê é bem difícil porque ele me conta sobre tudo - eu pesquiso sobre.  

- Que cara é essa? - desvio meu olhar e olho para Gabriele que me encarava com uma ruga na testa. 

- Cara de que?

- Misto de preocupação e curiosidade. 

- Ah! O Lewis mandou uma mensagem dizendo que queria falar comigo e para quando eu visse a mensagem o chamasse rapidamente. - encolho os ombros.

- E você está esperando o quê?

- Eu ia responder mas você me interrompeu. - digo como obviedade, enquanto estico as pernas e coloco em cima da mesa de centro.

- Me conta o quê é porque também fiquei curiosa. - Volto a pegar o IPhone e retorno sua mensagem.

"Oi! Desculpa demorar para responder, estava em uma reunião familiar. Me conta o quê aconteceu, você está bem?"

Não passa muito tempo e recebo sua resposta.

"Contou sobre a faculdade? Deu tudo certo? E não aconteceu nada comigo, estou bem. Mas como já tinha avisado antes, queria te fazer um convite."

- Estou começando a ficar preocupada. - murmuro.

Apesar de já ter sido notificada, passei o final de semana inteiro pensando sobre isso.

- O quê foi?

- Ele disse que quer me fazer um convite. 

- Eita! Vai pedir troca de nudes, certeza. - faço careta e ela ri. - O quê?

- Eu não quero falar disso com você.

"Contei e apesar de todo o drama deu certo sim, obrigado por perguntar :). E já pode me falar o quê é, confesso que pensei muito sobre isso."

"Espero que não se assuste! Queria saber se não quer vir assistir a corrida aqui no Japão? Louco, sim? Na realidade, não seria bem a corrida, EU quero te ver pessoalmente. 

Comprei duas passagens para você não precisar vir sozinha e elas são para amanhã.. Estou quase pousando e vou deixar você pensar, quando eu voltar espero que já tenha respondido. Se a resposta for negativa eu juro que vou entender, você tem uma vida e realmente não sei quantas horas é daí do Brasil até aqui. E se for positiva vou ficar contente pra caralho em saber que finalmente vou te ver pessoalmente."

- Puta merda! - murmuro e jogo meu celular no sofá, enquanto passava a mão pelo rosto. Eu estou realmente chocada e ele está totalmente certo quando diz que não sabe quantas horas de viagem são do Brasil até o Japão!

- O quê foi? Eu estou curiosa. - jogo meu celular em sua direção que agarra e começa a ler a mensagem. - Mas que diabos?! Ele está achando que o Japão é ali no Rio de Janeiro? - pergunta incrédula mas logo em seguida começa a rir. 

- Não sei o quê pensar.

- Apesar da idéia ser completamente louca, maluca e sem noção, você deveria aceitar. - me entrega o aparelho de volta e eu releio a mensagem.

- Aceitar? Você acha que eu sou tão louca á ponto de sair do Brasil amanhã e passar quase um dia inteiro dentro de um avião para ficar apenas um final de semana no Japão? Que é só do outro lado do mundo! - quase grito e ela me encara como se eu realmente deve-se aceitar a proposta. 

- Quer saber? Acho! Pelo amor de Deus, você já fez coisa pior do que viajar para o outro lado do mundo para encontrar um piloto mundialmente famoso.

- Então cite uma coisa que eu possa considerar que essa idéia é completamente normal. 

- Posso começar pela parte em que você fugiu de casa com dezessete anos para ir a uma festa? - reviro os olhos. Não foi bem uma fuga e eu ainda fui muito castigada por isso. 

- Eu só fui em uma festa que nossos pais não queriam me deixar ir.

- É mesmo? E o resto da história? Você disse que ia para casa de uma amiga, foi pra essa festa, a polícia apareceu lá e levou todo mundo para a delegacia? E sem contar a parte em que voce estava bêbada e com identidade falsa. 

- É, isso foi demais e eu me arrependo muito do que fiz, além de que já paguei por isso. - e tirando algumas outras coisas, eu também nunca mais fiz nada parecido. Agora também não iria ter nenhum problema porque já sou maior de idade e não que vá significar muita coisa porquê ainda sou sustentada por eles.

- É claro que sim! Levou um sacode da nossa mãe, até eu. - ri e eu acompanho. Na época não foi nada engraçado mas parar para pensar agora é outra coisa. E sempre que todo mundo tem a oportunidade jogam essa história na minha cara. 

- Não, tudo bem! Essa parte não conta porque eu agi por impulso, tem que ser uma válida. E acho que não teve mais nenhuma loucura para ser comparado para ir para o JAPÃO! - eu vou frisar muito essa palavra porque é tão surreal, não por viajar mas sim porque é um final de semana. Quase um bate-volta, como dizem por aí.

- Tem certeza que não? E quando você perdeu a virgindade com seu professor de história? - arregalo os olhos e olho em volta só para ter a certeza que não tem ninguém por perto.

- Você está louca? Primeiro que eu não gosto de falar essas coisas com você e segundo que ninguém sabe que foi com ele - murmuro quase irritada. 

Essa história é uma das que nunca vou poder esquecer. Começando pela parte que perdi minha virgindade, ninguém esquece, sendo ela ruim ou não. E ainda mais se for com o seu ex professor, claro, professor de história na época. Eu passei o ano inteiro flertando - ainda se usa essa palavra? - com ele que nunca me dava uma olhada diferente. Acho que ele tinha mais ou menos uns vinte e cinco anos, enquanto eu estava para completar dezoito - as meninas sempre me diziam que eu estava atrasada e nunca tive coragem para perguntar com que idade elas perderam as delas para estarem falando isso - não que isso faça alguma diferença, porque é totalmente errado, e mesmo assim fiz. E não me sinto mal em dizer que não me arrependo de nada porque depois disso eu terminei o colégio e nunca mais vi ele.

Uma pena para mim e com certeza sorte para ele, ótimo transar com sua aluna e nunca mais precisar olhar para ela porque era o último ano no colégio e ainda por cima em uma festa, a de despedida da classe. Ponto para ele! E para finalizar, nem preciso dizer o quanto ele era maravilhoso, certo? Eu chorava - mentira - quando as meninas babavam nele e ficava preocupada em saber se fui a única.

Quando Gabriele vai provavelmente rebater, passos são ouvidos na escada.

- Estou indo embora meninas, vão ficar bem? - Matheus entra falando na sala e se aproxima de nós, estalando um beijo em nossas cabeças.

Apesar de tudo, sempre fomos muito carinhosos um com os outros e mesmo com o passar do tempo, acho que isso só melhorou o nosso convívio. 

- Sim! Pode ir tranquilo. 

- E antes de você ir, a mamãe está bem? - pergunto ao invés de levantar do sofá e ir ver ela, mas se pediu para ficar sozinha não posso desrespeitar sua vontade. Já fiz demais por muito tempo.

- Mais ou menos, ela ainda está um pouco mal porque não é todo dia que escuta sua filha mais nova dizer que vai morar fora do país, em poucos meses. - suspira, passando a mão no cabelo. 

- Ela vai ficar bem. Só precisa de um tempo para se acostumar, se é que é possível.  - Gabi completa e eu balanço a cabeça, sem saber mais o quê falar.

- Eu tenho que ir agora. Vou ficar com a minha família antes de ir viajar, fiquem bem e qualquer coisa me liguem.

- Manda um beijo para eles e avisa para a Fer que vou visita-los amanhã. - assente e se despede mais uma vez, saindo pela porta da frente.

- Como assim você vai ir ver eles amanhã? Achei que iria ir pro Japão. - arregalo os olhos minimamente, me lembrando da questão. Eu já sou um pouco louca e ainda colocam essas idéias da minha cabeça, boa coisa não vai sair.

 - Eu ainda não sei se vou. É muitas horas de viagem, preciso arrumar mala, procurar hotel e ainda tem o Pedro. - listo nos dedos e faço careta.

Também tinha me esquecido dele que me mandou mensagem combinando de sairmos na sexta feira e agora me aparece essa. Eu estou perdida porque tenho medo de magoar as pessoas, um problema que eu deveria resolver o mais rápido possível.

- Para de arrumar desculpas. - revira os olhos. - Ele já deve ter programado tudo, não iria te chamar atoa! - faz uma pausa e se arruma no estofado escuro. - Além de que mala você arruma em um minuto e esse Pedro pode esperar a próxima vez. - paro para pensar e não me parece tão mal, parece? 

Na realidade eu realmente sinto como se estivesse arrumando desculpas mas não é tão simples. Você conhece um famoso pela internet - a história para de ser simples nessa parte -, passam a conversar e ele te chama para ir conhecê-lo no Japão! Sei lá quantas horas de viagem ou até dias.

Suspiro pesadamente. Eu estou em uma batalha interna na minha mente. E ainda tem Pedro, eu gostei de conhecer e conversar com ele, não acho que seria legal cancelar nosso “encontro” de última hora. 

Eu também sei exatamente quais são as intenções dos dois e não estou reclamando. 

- Para de pensar tanto e toma uma decisão logo. - sou tirada de meus pensamentos e olho para Gabriele que balançava meu celular. - Pega esse celular e manda mensagem para os dois. Cancelando um e aceitando o outro, ou negando um e confirmando o outro. - era para ajudar?

Suspiro e pego meu celular de sua mão, mandando as mensagens e torcendo com todas as minhas forças para que eu não me arrependesse da escolha. 

 


Notas Finais


Então? Eu espero de verdade que não me xinguem pela minha idéia MALUCA!! hahaha Eu juro que tem uma boa intenção atrás dela.
Em breve resumo: Eu não sabia quando seria o encontro deles e estava assistindo a corrida no Japão, então tive a brilhante idéia haha Minha primeira escolha era os EUA, mas até lá algumas coisas tem que acontecer..

Falei demais haha, espero que tenham gostado e comentem! 💕

😘 https://www.instagram.com/clarabachi/


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...