História Never be alone - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias Emily Rudd, Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Amor, Never Be Alone, Shawn Mendes
Visualizações 48
Palavras 1.638
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - Rommate


Fanfic / Fanfiction Never be alone - Capítulo 22 - Rommate

 

— Entra — A voz firme ultrapassou a porta e veio até mim, arrepiando meus pelos.

Abri a porta com um medo tão grande do que veria a minha frente que tropecei em minhas malas e entrei cambaleando no quarto.

Bela entrada, Leah, parabéns.

Me recompus rapidamente, passando as mãos na lateral da calça jeans. Meus olhos percorreram o quarto. Era médio, com duas camas, duas escrivaninhas e dois armários embutidos, em cada lado. As escrivaninhas eram de marfim e pareciam ser moldadas a dedo. Continham duas gavetas e um notbook, na parte de cima, na parede, três prateleiras, uma embaixo da outra. O guarda roupa era grande e espaçoso, também da cor marfim. Quatro portas e na parte debaixo gavetas. Ao lado da onde supostamente seria o meu guarda roupa, havia uma portinha que devia dar para o banheiro. No lado de Valentina, havia um pequeno frigobar na cor vermelha, com alguns adesivos pregados aleatoriamente pelo móvel.

Fiquei tanto tempo admirando o quarto que me esqueci de Valentina, que estava parada, sentada na escrivaninha com as pernas abertas em cima da cama, me encarando. Ela era linda. Os cabelos loiros longos caiam em seus ombros, nu pelo cropped que usava. A calça jeans de cós alto e rasgada nos joelhos deixavam a desejar no corpo magro, mas malhado. Seus olhos eram preto feito jabuticaba e me encaravam com indiferença.

Eu estava ferrada. Valentina era linda e parecia ser uma daquelas patricinhas insuportáveis que passam a maior parte do tempo dando piti sobre como o cabelo não esta bom e em como não tem roupas pra usar na festa tal, por causa de tal garoto. Eu nunca soube lidar com meninas desse jeito. E nunca aprendi a ser assim também. Podia até parecer ser fofinha, mas por dentro eu não dava a miníma pra essas coisas.

Mas já que iria passar parte da minha vida convivendo com ela, teria que começar bem. Já que não pode com eles, junte-se a eles. Ridiculamente, respirei fundo e abri um sorriso tão forçado que até entortei a cabeça pro lado, fingindo uma delicadeza que eu não tinha.

— Sou Leah! Sua nova colega de quarto… — Tirei o sorriso da cara no mesmo instante, me sentindo nojenta demais.

— É, imaginei — Falou, indiferente, antes de se virar para o notbook novamente.

Em sua escrivaninha, pude notar um porta-retrato rosa com pompom na borda, mas não consegui enxergar a foto. Ao lado, havia uma luminária rosa e suas estantes eram cheias de livros e alguns bonequinhos que também não soube decifrar. Me aproximei lentamente, querendo ter uma visão melhor do lugar. Colado na parede, na parte detrás do notbook havia uma pequena lousa preta, e nela estava escrito a giz branco “Não se esqueça de parar e cheirar as rosas”. Uma seta apontava para três rosas de plástico dentro de uma caneca branca com escritos em preto “Keep Calm and ?”, o que me fez dar uma risadinha.

— Da hora né?! — Valentina falou, me fazendo dar um pulo.

— É sim… — Respondi, me repreendendo mentalmente por ser tão curiosa.

— Steve, meu namorado que fez. — Ah, que coisa mais boa. Será que terei de sair do quarto algumas noites?? Resmunguei mentalmente. — É como se dissesse “Não se esqueça de aproveitar as coisas boas da vida” — Continuou, ainda sem olhar para mim. — É um lance nosso — Deu de ombros.

— São vocês? — Perguntei, apontando pro porta-retratos que eu ainda não consegui ver.

Curiosa!

— Aham — Falou, pegando o objeto e entregando a mim.

Soltei uma risada ao encarar a foto. Steve estava sentado em uma camionete com os olhos vendados e Valentina estava em pé ao lado dele, seu tronco estava abaixado em direção a ele e suas mãos nos seios, enquanto Steve dava menção de lambê-los. Steve parecia ser um daqueles jogadores, líder do time, que botava pressão na escola inteira e que por onde passava, as meninas babavam. Era loiro, alto e forte. Muito forte. Já comecei a sofrer antecipadamente, achando que teria de lidar com um mesquinho, orgulhoso e metido a besta todas as vezes em que viesse para visitar Valentina e já estava começando a querer sair correndo dali.

— Vocês parecem se dar bem — Comentei, devolvendo a fotografia no lugar.

Valentina apenas balançou a cabeça em concordância.

O silêncio tomou conta do quarto. Mas de todo, não era algo desagradável. Me afastei e comecei a arrumar minhas coisas no guarda-roupa. Trouxe o máximo de roupas que consegui, meus livros e as outras coisas minha mãe teria que mandar depois. Não via a hora de chegar pra deixar o meu lado do quarto todo arrumado e descolado também. Sentei na cama e peguei o celular. O encarei por um tempo antes de desbloquear e abrir na conversa de Shawn.

“Acho que vou sobreviver”

Antes que pudesse apertar o botão de enviar, um estrondo tomou conta de meus ouvidos. Valentina e eu pulamos ao mesmo tempo, enquanto um brutamonte invadia o quarto. Fiquei travada em cima da cama, enquanto apertava os lençóis e olhava em choque para o cara parado na porta.

— Porra Steve! Vai se foder, quer me matar do coração? — Valentina rosnou, pulando da cadeira e indo em direção a ele.

Steve era exatamente igual a foto. Desta vez pude ver seus olhos, claros como água do mar. Os cabelos loiros caiam bagunçados tampando parte da testa. Usava uma bermuda jeans e uma camisa branca que desenhava bem os músculos definidos. Valentina o socou no peitoral quando uma risada ecoou pelo quarto. Steve a abraçou e naquele momento a garota sumiu em seus braços. Apesar do tamanho, Steve a tocava com o cuidado que se toca um diamante.

— Eu vim trazer uma surpresa pra vocêêêêêê — Falou, num sotaque forçado, enquanto a balançava de um lado pro outro. — Fecha os olhos

— Já não consigo enxergar nada, imbecil — Valentina resmungou, a voz abafada pelo peitoral de Steve.

— Vem cara — Steve sussurrou, virando Valentina de costas para a porta.

Nesse momento, outro -quase- brutamonte entrou, os cabelos loiros quase brancos estavam presos em uma maria-chiquinha mal feita, e um laço gigante de embrulho pra presente preso na cara. Steve soltou Valentina, que se virou pra olhar a cena.

— Agora — O mais alto falou, com um sorriso impecável no rosto.

O outro retirou o laço e jogou em direção a Valentina, que se mantinha parada numa posição de tédio, e então, tirou a camisa, revelando as letras escritas no peitoral “Melhor cunhado da Val”. Nem preocupei em olhar a reação dela, fiquei apenas encarando a forma como as letras pareciam se encaixar com as dobras dos músculos do garoto.

— Leah? — Meu nome soou pelo quarto, me obrigando a olhar pra cima, pro lugar de onde a voz vinha. — LEAH! — Antes que pudesse deduzir ou dizer qualquer coisa o garoto pulou em minha direção, se jogando em cima de mim, me deitando na cama com um abraço desajeitado.

— Meu Deus — Falei, tentando procurar maneiras de reagir aquilo. Me afastei um pouco tentando identificar quem era, até que por fim, o garoto me encarou nos olhos. — Jake! — Sorri, animada demais pra alguém que tem namorado.

E eu realmente estava feliz. Feliz pelo fato de Jake fazer parte daquela “turma”. Por ser alguém que eu “conheça”, de certa forma. Talvez não me sentisse tão deslocada assim. Juro que naquele momento nem me importei com a intimidade de Jake pra cima de mim, aliás, eu até me sentia bem perto dele. Aquele ar brincalhão, despreocupado com a vida. Era tudo que eu precisava pra me soltar um pouco mais.

— Como você chega, semi nu, com uma coisa ridícula escrita nesse peitinho de frango, e agarra minha colega de quarto? — Valentina resmungou, dando um tapa na nuca de Jake

— Sai fora, tripinha. Aposto milzão que você nem chegou a perguntar o nome da garota — Provocou, passando a mão aonde tinha levado o tapa.

— Talvez eu tenha perguntado — Valentina deu de ombros, fazendo um biquinho.

— Uma ova! — Jake riu, aquela risada brincalhona e foi pro lado de Valentina, apertando-a em um abraço e a tirando do chão.

— Senti sua falta, seu ridículo. Achei que nunca fosse entrar pra faculdade! — A garota retribuiu, me deixando surpresa pela primeira demonstração de afeto.

— Sou Steve — Se apresentou, esticando uma mão em minha direção.

Sorri, me recompondo do abraço anterior e me levantando.

Ele realmente era enorme. Eu precisaria subir no ombro de outra Leah pra poder encará-lo nos olhos.

— Eu sou Leah — Respondi, apertando sua mão.

— Isso foi por ter escondido de mim — Valentina deu um peteleco na orelha de cada um dos dois.

— Queríamos fazer uma surpresa — Falaram em uníssono, os dois tampando a orelha, feito crianças que levam bronca da mãe.

Comecei a rir e parece que toda aquela tensão de minutos atrás haviam passado. Talvez eu não estivesse tão perdida assim. Por um momento me senti em casa e toda a primeira impressão errada que eu tive, sumiu. Eu podia não conhecê-los tão bem assim, aliás, não os conhecia nada. Mas naquele segundo, um sentimento de paz me invadiu, como se me dissesse que tudo ficaria bem. Era como se a vida me desse um tapa na cara forte o suficiente pra me embriagar e fazer meu corpo formigar. E eu sorri, porque apesar de tudo, a sensação era ótima. Sorri, porque agora Steve estava com os braços envolta da nuca de Valentina, enquanto sussurrava sem pudor para Jake: - Você nunca vai conseguir pegar ela, bro

E Valentina me olhou, fazendo um movimento com a cabeça indicando para que eu pudesse ir com eles. Jake se pôs a minha frente, sorrindo, aproximou o rosto de mim, seus olhos me encararam com profundeza, me fazendo afastar por impulso. - Você pode pelo menos dizer pro Steve que eu tenho uma chancezinha? - Sussurrou baixinho.

Balancei em a cabeça, rindo. Logo indo atrás do que seriam meus futuros amigos.


Notas Finais


Hoje é um dia muito especial e importante pra mim e eu não poderia deixar passar sem postar um capítulo. A um ano atrás eu estava enfiando minha cara na coragem e postando essa história. Postando a primeira história da minha vida. A um ano atrás eu estava aqui, criando uma coragem absurda e tentando ignorar o medo que todos nós escritores temos ao tornar nossos sentimentos públicos. O medo de rejeição, o medo de ninguém gostar. Só medo.

Mas foi completamente diferente. Enquanto eu morria de medo, vocês estavam ali, com os braços esticados almejando amor pra todos os lados e vocês não sabem o quanto eu fico feliz com isso. Fui recebida com muito amor, carinho e atenção de vocês e as vezes eu me pergunto se eu realmente mereço isso.

Mas isso não importa. O que importa é que hoje completamos 1 ano de NBA. E eu queria agradecer e dedicar toda a minha escrita a vocês, meus companheiros de caminhada, meus amores e meus motivos para continuar.

E bem, eu estou com vontade de chorar, porque meu orgulho é tanto que nem sei como descrever...

OBRIGADA! EU AMO VOCÊS!

PARABÉNS PRA NÓS!


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