História Never be the same - Capítulo 12


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Categorias La Casa de Papel
Personagens Ángel, Coronel Prieto, Mãe da Raquel, Professor, Raquel Murillo
Tags Álvaro Morte, El Professor, Itziar Ituno, La Casa De Papel, Raquel, Raquel Murillo
Visualizações 228
Palavras 1.941
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como prometido, não demorei pra voltar! 💛
Obrigada por tudo e não deixem de comentar! 😍😍😘😘

Capítulo 12 - Destroy the man


Mês 8 parte 2

Raquel estava decidida a acabar com Alberto. Já tinha dividido seu plano com Cristina e ela também já havia concordado em participar. Tudo estava indo bem… até Alberto decidir não ir mais até a casa da ex mulher. Seu plano inicial era fazer ele entrar na casa e de algum jeito ele confessar o que tinha feito à ela. Agora não sabia o que fazer. Não se encontravam socialmente (Graças a Deus), não trabalhavam mais juntos. Seria difícil vê-lo. Mas precisava resolver isso: a audiência para a decisão da guarda de Paula se aproximava e ela queria que a matéria já estivesse sido publicada quando isto chegasse.

- Raquel, eu odeio essa ideia que eu vou dar, porque acho que pode ser perigoso e acho que você vai aceitar… mas não estou vendo outra solução.

Raquel havia entrado em contato com Cristina Villa. A ex inspetora estava desesperada e sabia que a jornalista era criativa e poderia ajudá-la.

- Pois diga! Estou aceitando qualquer coisa, nenhuma ideia é ruim.

Cristina suspirou e começar a lhe contar sua ideia.

- Ótimo. É o que farei. - afirmou quando a outra mulher terminou.

- Aí Raquel. - Cristina abaixou a cabeça. - é muito perigoso, não acha? Você quer se arriscar assim?

- Cristina, o que pode acontecer? Eu consigo aguentar. Só não posso deixar ele sair impune por tudo que ele me fez passar. - disse, séria.

 - Ok, mas eu vou com você. - Raquel abriu a boca para protestar, porém Cristina ignorou. - Como forma de proteção. Aproveito e tiro umas fotos também.

- Obrigada, Cristina. Por tudo.

Raquel assentiu e sorriu para a outra mulher. Estava pronta.


*--*--*--*--*


Raquel se arrumava a frente ao espelho. Ela nunca se sentia totalmente bem de decote, mas não podia negar que estava atraente. Estava vestido um vestido preto simples, mas com um generoso decote e um tanto mais curto do que estava acostumada e salto alto preto. Para finalizar, um batom vermelho. Se olhou a última vez no espelho antes de descer as escadas. Respirou fundo. Seja o que o universo quiser.

Era o dia que colocaria a ideia de Cristina em prática. Era perigoso, talvez, mas ela sabia que daria certo. Precisava que desse certo. Era sua cartada final contra Alberto, aquela que finalmente o faria pagar por tudo. Não podia falhar. Então, por mais perigoso que fosse, ela estava disposta a arriscar.

Cristina havia observado Alberto nos últimos dias. Ela disse que ele ia quase todas as noites até um bar e que passava pelo menos três horas lá se embebedando até voltar para casa. Era o lugar perfeito para a execução do plano. E era para lá que ela estava indo.

- Uau. Matadora! - Cristina a esperava na sala da casa de Raquel. Havia insistido para ir junto e esperar do lado de fora do bar.

- Obrigada - ela sorriu, encabulada. - Você não precisa ir…

- Mas eu vou. Estarei lá. Sem discussões.


*--*--*--*--*


Raquel respirou fundo e empurrou a porta do bar. Pôde ver alguns olhares para cima dela. Ao canto, em uma mesa escondida e solitária estava Alberto, sua presa. Ela fingiu que não o viu e seguiu direto ao balcão. Pediu uma água com gás com limão: queria aparentar que bebia álcool, mas manter a cabeça sã. Lembrava-se de todos os detalhes do plano, só precisava manter a calma que tudo daria certo.

- Ora, ora, quem está aqui…

Raquel escutou a voz de Alberto em suas costas. Ele já soava um tanto embriagado. Ela se concentrou. Hora do show.

- Alberto… - fez cara de poucos amigos. Não precisava fingir nem um pouco. - O que faz aqui?

- Olha, eu que deveria te perguntar isso. - ele a olhou de cima a baixo. Raquel sentiu enojada, mas precisava aguentar. - Aonde pensa que vai assim tão… gostosa?

Ela respirou fundo e se controlou para não dar um tapa na cara daquele homem e jogar todo o plano para o alto. Ele tinha um sorriso maligno nos lábios.

- Não te devo satisfação nenhuma, Alberto. Caso não lembre, você é meu ex marido. E apenas isso.

Ela sentiu a respiração do homem ficar mais rápida e próxima. Estava dando certo. Estava o deixando nervoso - ótimo.

- O que você quer que eu diga, Raquel? Você aparece aqui, vestida assim - coisa que nunca fez durante nosso casamento - e não espera que eu tenha uma reação?

- Não espero nada de você. Na verdade, espero que vá embora. - ela olhou em volta, como se procurasse por alguém.

- Ah então é isso. - ele tomou um gole de sua bebida. - Está aqui para ter um encontro.

Raquel não respondeu. Apenas tomou um gole de sua água. Aquilo também era parte do plano: alguém viria se encontrar com ela, simulando realmente um encontro amoroso, mas a intenção era apenas provocar Alberto. Ela sabia que funcionaria, ela ainda a via como se fosse sua propriedade.

- Raquel ?

Quase como se tivesse ouvido, um homem se aproximou. Ele vestia uma blusa preta e usava óculos - assim como Cristina disse que estaria. Ele era bonito também. Raquel quase riu da escolha da jornalista: ele, na realidade, lembrava Sérgio. Essa mulher não dormia em serviço.

- Pedro, oi. - ela sorriu, se aproximando do homem e dando um abraço. - Como vai?

- Bem e você? - ele sorria e encostava levemente os dedos em seu braço. - Aceita mais uma bebida?

- Na verdade, que tal irmos para outro lugar, talvez mais… tranquilo?

Ela sentiu a reação de Alberto ao seu lado. Ele se moveu de uma maneira muito dramática, se afastando dela. Sabia que tinha ganho. Colocou sua bebida no balcão do bar e acompanhou o homem até a saída. Não fazia ideia do nome real dele, era apenas um ator. Olhou para trás, por meio segundo e avistou o ex marido terminando sua própria bebida o mais rápido que conseguiu e os seguindo para fora.


*--*--*--*--*


Raquel andava pela rua em frente ao bar, lentamente para que Alberto a alcançasse. Conversava animadamente com “Pedro” sobre nada. Na verdade, não conversavam mas fingiam muito bem o interesse mútuo um no outro. Viu o carro de Cristina parado do outro lado da rua e parou. Sabia que ali as fotos que a outro tiraria ficariam perfeitamente claras. Se aproximou de Pedro, sorrindo e o beijou levemente.

É então, sentiu ele se afastar muito bruscamente. Abriu os olhos e viu que Alberto estava prestes a socar o homem.

- Que porra é essa, Alberto? - Raquel gritou.

- Some daqui, seu pivete pervertido. 

Alberto disse para o pobre homem. Raquel acenou levemente com a cabeça, para que ele fosse. Ele ficaria por perto, de qualquer forma. Era esse o combinado. Ela viu o homem fingir estar assustado e correr para longe da visão do embriagado Alberto, mas permanecer suficientemente perto para intervir se fosse necessário.

Raquel sentiu seu coração acelerar. Aquele era o momento da verdade.

- Que porra é essa? Quem você acha que é, Alberto?

Ela usou a mesma frase que ele sempre usava contra ela. Para faze-la se sentir diminuída, suja, ruim. Ele percebeu isso.

- Não tem mais medo de mim, Raquel? - ele se aproximou. - Olha o jeito que fala comigo…

- Ou o que? Vai me bater? Como antigamente?  - ela desafiou. Conseguia sentir o coração quase sair pela boca.

- Raquel… você sabe que merecia. Você sabe… você me provocava! - ele cheirava a bebida. Raquel podia vomitar ali mesmo, pelo cheiro e nojo que sentia. 

- Provocava como, Alberto? - ela tremia. Ele estava caindo como um patinho.

- Exatamente como fez agora! Com homens! Andando por aí de mini saia… se mostrando para outros homens! Você é minha, Raquel! Não entende isso? Minha e só minha.

- O que? Do que está falando? - ela insistia. Ela precisava que ele falasse as exatas palavras.

- Sim, eu te batia. Te batia porque você merece, Raquel. Porque você não sabe se comportar como uma mulher casada e de bem. Te batia porque você é um lixo, que ninguém além de mim quer.

Ele se aproximou dela, pegando-a pela cintura, beijou-lhe violentamente os lábios. Ela sentiu o estômago revirar. Ela o empurrou o mais rápido possível e com mais força que conseguiu juntar naquele momento. Seu corpo inteiro tremia, de raiva e alívio: ele havia admitido e ela havia gravado.

- Se afasta de mim! - lhe deu um tapa na cara. - Nunca mais encosta em mim, seu verme nojento.

Raquel cuspiu no chão. Antes que pudesse impedir, Alberto avançou sobre ela e lhe deu um tapa no rosto, próximo a boca. Ela sentiu o gosto metálico do sangue. Porém, não sentiu dor. Sentia euforia. Aquele homem finalmente pagaria por tudo.

Ela levantou a cabeça e sorriu, olhando para o ex marido.

- Você está tão fudido… - ela afirmou, limpando com a mão o sangue que escorria da boca.

Do outro lado da rua, Cristina chegava com sua câmera fotográfica e o ator de óculos se aproximou, apenas para a proteção. Raquel abaixou mais o decote, lhe mostrando o microfone ali escondido.

- Você acabou de confessar um crime. E agora, eu tenho provas. - ela riu. - Você está tão fudido.


*--*--*--*--*


Todo dia que marcava o fim do assalto era motivo de alerta para Raquel. Ela sempre parava por alguns minutos e avaliava sua vida nestes dias. Uma certa ansiedade se abatia sobre ela, pois se questionava como um evento de tão pouca duração - e agora, há tanto tempo atrás - ainda poderia estar afetando sua vida e escolhas. Não que achasse que aquele assalto tinha sido regular, pequeno. Não, não era isso - apenas pensava se estava tomando as decisões certas depois dele.

Sua visão do que era certo ou errado haviam mudado. Agora, ela seguia o que seu coração lhe dizia - e ele estava calmo, sereno, com tudo aquilo. Ainda não estava completo ou curado plenamente - ainda faltava Sérgio.

- Mamãe, mamãe! Olhaaaa!

Paula a tirou de seus pensamentos. Acabava de pegar a menina da escola, então ela estava muito agitada, eufórica. Assim que desceu do carro quando Raquel parou em frente à casa, correu para a porta. Agora ela voltava, correndo novamente, trazendo algo às mãos.

- Olha, mamãe. Mais um passarinho! - a menina sorria de orelha à orelha. Pegava no papel com todo cuidado.   

O coração de Raquel disparou. Com tanta coisa na cabeça, ela tinha se esquecido disso. Os origamis. Agora chegava o terceiro - Sérgio estava criando uma tradição entre eles. Ela sorriu e pegou o pequeno passáro das mãozinhas da filha. Ele era rosa desta vez.

- É tão bonito, mamãe. - a criança olhava com admiração.

Ela assentiu, sorrindo para a filha.

- Quer pegar a flor também, Paula?

A menina nem mesmo respondeu, apenas correu para pegar a flor. Raquel andou até lá, e colocou as coisas da filha ao lado da porta, sentando-se ao degrau em frente à casa. Paula sentou-se ao seu lado, passando-lhe a flor. Era um lírio, também na cor rosa. Pelo menos ele tinha bom gosto para flores, nada clichê - ela não gostava de rosas.   

- Posso ficar com o passarinho, mamãe? - a menina olhava para ele, esperançosa.

Raquel acariciou o rosto da filha, com todo o carinho. Ela estava encantada com o origami - e o fato dele ser rosa era perfeito: era a cor favorita da menina. 

- Pode sim, Paula. Mas você precisa prometer para mim que vai ter cuidado com ele. É muito especial para a mamãe, ok?

- Eu prometo. - Ela pegou ele com as duas mãos e entrou dentro de casa.

Raquel precisava que Paula gostasse de Sérgio. Ela suspeitava que ele também sabia disso e que aquele origami, em especial, não era para a mãe e sim para a filha.




Notas Finais


E aí? 💛
Mês 9 vem em breve!


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