História Never be the same - Capítulo 19


Escrita por:

Postado
Categorias La Casa de Papel
Personagens Ángel, Coronel Prieto, Mãe da Raquel, Professor, Raquel Murillo
Tags Álvaro Morte, El Professor, Itziar Ituno, La Casa De Papel, Raquel, Raquel Murillo
Visualizações 196
Palavras 2.128
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bittersweet.

É assim que eu classifico chegar ao fim dessa história, bem como a experiência como um todo. Bittersweet. Em português seria algo como agridoce; mas não é exatamente isso: trata-se do amargo/doce. É a felicidade e a tristeza ao mesmo tempo; a sensação de completude e vazio. O começo e o fim.

É bittersweet porque estou completamente realizada por ter conseguido chegar até aqui e terminar essa história, do jeito que eu queria, como eu tinha planejado quando eu comecei. A verdade é que eu amo demais essa fic e não escondo isso de ninguém. Eu ter conseguido escreve-la me deixa extremamente feliz. Mas também é triste porque estou me despedindo de algo que só me fez bem e me trouxe coisas boas, pessoas incríveis, amizades inimagináveis. Eu não queria acabar, mas sei que é preciso - por mim, porque preciso de um tempo e pela história, que chegou ao seu fim, ao tão esperado reencontro do nosso casal.

Quando comecei essa história, eu tinha uma boa ideia do que queria escrever, dos personagens que queria trazer e construir. Mas não fazia ideia de outras coisas, como o rumo que ia tomar ou como seria a recepção de vocês, leitores, para ela. Fala sério, uma história de ship sem o ship estar junto?? Por um ano?? Loucura total.

Por isso, aqui vão meus agradecimentos. A todos vocês que leram e acompanharam e comentaram, a melhor parte do meu dia era essa: a reação de vocês - afinal, isso aqui foi a minha menina dos olhos, meu projeto especial. Saber que vocês gostaram e aturaram 12 meses de separação aqui comigo, nossa, sem palavras. Obrigada.

A minha amiga, Nymeria, que me ajudou mais do que qualquer um, não só aqui na história, com várias idéias e surtos madrugada a dentro, mas me ajudou na vida: muito obrigada. Sem você, acho que não teria conseguido. Você é uma pessoa maravilhosa!

E por fim, gostaria de dizer que meu plano era voltar o mais rápido possível a escrever porque se tornou uma terapia e um prazer para mim. Mas a vida, essa coisa louca, tá me puxando pro outro lado do mundo, literalmente. Estou me mudando pra China (sim) em um mês então não sei como vão ser as coisas ainda. Me desejem boa sorte!

Amo vocês. ❤️

Boa leitura!

Capítulo 19 - Never apart


Raquel e Sérgio se olhavam, ainda sorrindo, ainda sem chegarem mais perto um do outro. Raquel sentia o coração bater mais forte do que nunca. Não podia acreditar.

- Você… você está aqui.

Sérgio disse, com a voz embargada e olhos cheios. Ele esticou a mão e andou mais um passo em direção a Raquel. Ela apenas assentiu, não conseguia fazer mais nada.

- Uau. Você realmente veio!

Sérgio caminhou o resto da distância entre eles, para ficar menos de uma braço de distância dela. Sorria feito criança no Natal. Raquel apenas o observava com o mesmo sorriso no rosto, mas parecia não conseguir fazer nada além disso.

- Uau. Oi! - ele disse.

Raquel riu.

- Oi!

- Meu Deus, me perdoe. - ele ajeitou os óculos, visivelmente nervoso. - Eu só não estou acreditando. Você quer beber alguma coisa? Está com fome? Cansada?

Raquel riu novamente do jeito dele. Ele estava desesperado. Só fazia as perguntas, uma em cima da outra, sem dar a chance dela responder.

- Sérgio.

Ouvir seu nome, seu nome real, vindo dela, era sempre uma emoção nova; algo em seu estômago se revirou do mesmo que jeito que aconteceu um ano atrás, quando ela disse pela primeira vez seu nome. Ele sorriu, mais feliz do que jamais havia estado. Porra, ela estava ali!

- Oi. - ele respondeu.

- Oi. - ela riu, mais uma vez. Estava sentindo uma colegial que ria à toa. - Precisamos parar de falar “Oi". Estamos parecendo um disco arranhado. Sim?

- Sim! Sim! - ele se aproximou ainda mais dela. Raquel abaixou a cabeça, colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha.

- Ótimo. Eu estou bem, obrigada. Não quero nada, não estou com fome nem cansada. Podemos conversar…? Talvez em um lugar mais… humm, tranquilo? - Raquel disse, um tanto hesitante.

- Sim! Claro. Vem comigo?

Sergio esticou o braço para que ela pegasse-lhe a mão. Raquel olhou para a mão dele esperando por ela e no mesmo instante que segurou nela, sentiu uma eletricidade percorrer seu corpo. Uma sensação que só havia sentido um ano atrás.

Eles andavam em silêncio de mãos dadas e Raquel não pode evitar sentir-se leve, feliz, completa. Finalmente. Ela olhava as mãos deles entrelaçadas e sorria; era tudo que conseguia fazer. Caminhavam pela beira da praia, não exatamente na areia, mas muito próxima dela. Ela ainda não acreditava que não era um sonho; tudo parecia indicar que sim, estava apenas dormindo e iria acordar em breve: o mar ao seu lado era calmo e límpido como nenhum outro que já tinha visto, o ar a sua volta era caloroso e a envolvia como uma abraço, e Sérgio… Sérgio estava ali, vestido em um terno claro e de chapéu e a mão dele estava na sua, ele a guiava para algum lugar desconhecido, mas ele estava ali. Ela o tinha encontrado. Definitivamente não podia ser real. Ele parou finalmente em frente a uma casa.

- Gosta?

Ele perguntou, com a voz baixa e mais uma vez ajeitando os óculos. Aquela era uma característica dele, não de Salva, Raquel percebeu. Isso lhe agradava muito, não sabia exatamente porquê. Talvez por acreditar que ele tinha sido sincero com ela, em algum aspecto, mesmo tentando se esconder por trás de seu personagem. Ela sorriu, e olhou para ele.

- Claro que sim. É sua?

Ele ajeitou os óculos mais uma vez, abaixando a cabeça e colocando as mãos no bolso logo em seguida.

- Bem, comprei pensando em você… e que um dia podia ser… bem, nossa.

E então, com aquelas palavras, ela não podia mais aguentar. Com algumas lágrimas nos olhos, ela se aproximou dele e nas pontas dos pés o beijou. Beijou seus lábios lentamente, quase hesitante. Ele então a segurou pelas cintura e aprofundou o beijo. Era um encontro cheio de saudades, de desejo, de falta: era um beijo depois de um ano esperando por aquilo. As mãos de Raquel passeavam pelo cabelo de Sérgio e as dele subiam e desciam por suas costas. Quando já não tinham mais ar, se separaram mas ainda mantiveram os rostos ligados pela testa, Sérgio ainda envolvia o corpo todo de Raquel com seus braços. Ele riu.

- O que foi? - ela perguntou.

- Bem, eu fiquei com medo de você estar vindo até aqui apenas para falar que não iria ficar comigo, para eu te esquecer. - ele deu um selinho nela. - Acho que esse beijo provou o contrário.

- Eu imaginei que talvez você não estivesse mais aqui… acho que estávamos ambos errados.


*--*--*--*--*


Sérgio abriu a porta da casa, deixando que Raquel entrasse primeiro. Ela adentrou e observou tudo a sua volta, sem conseguir reprimir o sorriso: a casa era perfeita, em todos os seus detalhes. A luz do sol entrava pelas janelas abertas, deixando todo o ambiente iluminado e caloroso, com um ligeiro tom amarelo; ela conseguia escutar o mar mesmo já estando dentro da casa. Era simplesmente incrível. Ela também reparou em todos os porta retratos vazios que havia nas paredes; se perguntou o porquê daquilo.

- Tem certeza que não quer nada para comer ou para beber? Eu tenho tudo…

Sergio perguntou para Raquel, já andando em direção à cozinha. Ela o parou, segurando em seu braço, antes que ele se afastasse.

- Sim, Sérgio. - ela riu. - Podemos só nos sentar? - ela indicou o sofá da sala, que parecia muito confortável a seus olhos.

Ele assentiu e a guiou até a sala, deixando que ela se sentasse primeiro. Ele então sentou-se um pouco afastado dela; queria deixá-la à vontade e respeitar seu espaço.

- Pode se sentar mais próximo, eu não mordo. - ela disse e bateu no assento ao seu lado no sofá. Ele sorriu e se aproximou. - Ótimo. Obrigada.

- Espera! - ele se levantou em um pulo.

- O que foi? Está tudo bem? - ela também se levantou, levando uma mão ao peito.

- Sim. Sim! Fica aqui. - ele colocou as mãos nos braços dela e a posicionou novamente sentada. - Fica aqui. Não sai daqui, por favor.

Raquel assentiu, um pouco assustada. Sérgio saiu correndo, escada acima; o que ele poderia estar mantendo lá em cima que era assim tão urgente? Antes mesmo que pudesse completar seu pensamento, ele já estava de volta. Tinha um pequeno papel a amassado nas mãos. Ele abriu o papel, ajeitou os óculos no rosto, sentando-se ao seu lado novamente.

- O que é isso? - Raquel olhou intrigada do papel para seu rosto.

- Respostas. - ele lhe deu um sorriso maroto.

- O que? - ela sorria, com o cenho franzido.

- Respostas. Para as perguntas do seu primeiro recado para mim.

Raquel sentiu seu queixo cair.

- Ah então realmente escutou aquele recado? - ela abaixou a cabeça, coçando a testa, um tanto envergonhada. - Aquela ligação bêbada? 

- Claro! Foi adorável na verdade. Não vejo a hora de ficarmos juntos daquele jeito que você estava. - ele riu, mas ela ainda estava encabulada. - Recebi seu último recado também, aquele que… - ele hesitou, parecendo incerto e triste por um segundo.

- Que eu disse que tinha desistido de você. - ela completou, com os olhos cheios de lágrimas. - Bem, parece que eu menti não é? - ela tentou sorrir, apesar do choro.

- Depois desse recado, eu fui até a Espanha de tão desesperado que eu fiquei, Raquel.

- Você o que? - ela se levantou, surpresa. - Você foi até a Espanha? - ela circulou pela sala, incrédula. - Aquele… aquele dia, no carro. Era você mesmo!

- Bem, sim. Eu precisava te convencer a vir comigo, a não desistir. - ele olhava para  ela, ainda de pé, ajeitando os óculos a cada três palavras. - Mas Cheguei lá, você estava brincando com a Paula, tao feliz, - ele  sorriu com a lembrança. - e eu já tinha destruído sua vida uma vez, não podia fazer isso de novo…

Raquel se sentou ao lado dele com a boca entreaberta, tentando assimilar tudo aquilo que ele havia dito.

- Sérgio, você foi até a Espanha?! Por mim?! E se você fosse preso? Reconhecido?

- Isso pouco importa. Só você me importa, Raquel. Não ligo de ser pres…

Ela não o deixou terminar de falar; colocou sua boca na dele, jogando os braços em volta de seu pescoço, o beijando intensa e calorosamente. Aquele homem! Ele tinha se arriscado, ido até Espanha para tê-la de volta, chegou lá e a viu feliz e tinha desistido? Meu Deus. Ele tinha se arriscado, apenas por ela e mais ninguém. Ele era incrível, inacreditável. Ela nunca havia se sentido tão feliz. Ela separou seus lábios dos dele. Ele ajeitou os óculos, pela sabe-se-la qual vez.

- Ok, ótimo. Respostas. -

Ele olhou para baixo, esticando mais uma vez o papel amassado, um tanto tímido, dada a intensidade dela. Raquel amassou o papel e jogou longe; ele olhou para ela sem entender.

- Achei que quisesse respostas…

- Eu quero, mas não agora. Agora eu só quero uma coisa. - ela se aproximou ainda mais dele, quase sentando em seu colo. - Você.

- Mas…

- Sérgio. Cala a boca. - ela o beijou mais uma mais vez. - Agora… onde é o quarto?


*--*--*--*--*


Eles entraram no quarto; ele a segurava pela mão, guiando -a até o quarto que seria, dali para frente, deles. Ela observou a cama, grande com lindos lençóis brancos e sorriu. A luz do sol de Palawan entrava pela janela, bem como uma brisa leve, com cheiro de mar. Estava tudo perfeito. Ela sentou-se na cama fofa. Sérgio ainda olhava para ela, de longe, mas com um sorriso.

- Sérgio, faz amor comigo.

Ele não respondeu. Ele andou até a cama, já retirando o paletó e o deixando pelo chão. Chegou perto dela, sentando-se ao seu lado, acariciando o seu rosto iluminado pelo sol, olhando cada detalhe dela. Beijou-lhe os lábios com cuidado, carinho, segurando-a pela nuca. Ele então, afastou sua boca da dela, e foi trilhando um caminho de beijos até chegar ao pescoço de Raquel. Ela tinha ambas as mãos perdidas em seu cabelo. Ele voltou a beija-la, ao mesmo tempo que tirava a sua roupa, lenta e cuidadosamente. Ela desabotoou sua camisa, com os dedos ágeis. 

- Sérgio. Eu não sou de vidro, não vou quebrar.

Quase como se não precisasse ouvir duas vezes, ele jogou o corpo por cima dela, deitando-a na cama, pressionando sua cintura contra a dela. Eles sorriram um para o outro, maliciosamente. Raquel desceu as mãos até o cinto de Sérgio, removendo suas roupas, para que não houvesse mais nada entre eles; ela só queria senti-lo, sua pele contra a dela e nada mais. Beijavam-se agora com mais desejo, vontade. Não era urgência, pois não havia pressa - era apenas falta, um desejo de sentir um ao outro que ficou adormecido por um ano. Aquele era o momento de aplacar tudo aquilo.

Sérgio mais uma vez separou sua boca da dela, dessa vez desenhando uma trilha de beijos até a intimidade de Raquel e quando chegou lá fez questão de demonstrar todo seu desejo e amor por ela - ela só conseguia sentir tudo aquilo, deixando-se levar, apreciando todas as sensações que ele estava lhe proporcionando. Quando chegou ao seu ápice, sussurrou o nome dele, ao que ele respondeu subindo para beijar-lhe mais uma vez com seu desejo por ela reacendido.

- Não acredito que está aqui, Raquel.

- E eu não vou a lugar nenhum.

Sérgio então, deitou- se sobre ela mais uma vez, seu corpo pesando sobre o dela, mas de uma maneira boa. Beijavam-se como se fosse a primeira e a última vez. E depois 365 dias, realmente sentiam-se assim, e desejavam eternizar esse momento. E então, olhando-se nos olhos, uniram seus corpos como se fossem apenas um, e eram de fato, e nunca mais nada os separaria. Se amaram sem pressa.Não tinham mais porque fugir. Haviam se encontrado mais uma vez. E agora, nada os separaria.


*--*--*--*--*


Raquel estava quase adormecida, deitada sobre o peito de Sérgio. Sua cabeça subia e descia junto com a respiração dele e seu coração era sua canção de ninar. Estava em paz, calma, feliz. Sérgio tinha as pontas dos dedos em suas costas nuas e subia e descia a mão ao longo de sua espinha. Ela tinha a mão sobre o peito dele, sentindo o ritmo de seu coração. O quarto já não estava mais inundado pela luz solar, mas já entrava na penumbra do fim de tarde. Tinham ficado horas ali, perdidos um no outro. Raquel então ergueu a cabeça e olhou para ele; percebeu que Sérgio a encarava.

- Que foi? - ela perguntou, sorrindo, voltando a colocar a cabeça em seu peito.

- Nada. Só… você é linda.

Ela riu e sentiu as bochechas corarem como resposta.

- Você é. E… eu… eu te amo, Raquel.

Ela ergueu mais uma vez a cabeça, apoiando o queixo sobre o peito dele. Procurou pela mão dele, e entrelaçou os seus dedos nos dele. Sorriam um para outro.

- Eu também te amo.




Notas Finais


A boa notícia é que vai ter o epílogo 2. Logo menos ele sai. Aí sim será o fim... 😭
Não deixem de comentar!! ❤️❤️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...