História Never be the same - Capítulo 20


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Categorias La Casa de Papel
Personagens Ángel, Coronel Prieto, Mãe da Raquel, Professor, Raquel Murillo
Tags Álvaro Morte, El Professor, Itziar Ituno, La Casa De Papel, Raquel, Raquel Murillo
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Palavras 2.198
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


É só isso, não tem mais jeito, acabou... 🎶

Esse é o fim, gente. 😭 Quero agradecer por tudo, por terem acompanhado, pelos comentários, pelos favoritos, pelo apoio. Por tudo MESMO. Essa história me fez muito feliz e espero que vocês também.
Pela última vez, não deixem de comentar e boa leitura! ❤️

Capítulo 20 - Forever and Always


 727 dias depois do assalto.


Raquel sentava-se na escrivaninha do quarto que dividia com Sérgio. Olhava pela janela que dava diretamente para praia e observava as ondas atingirem a areia e escutava os pássaros voando por cima da casa. Ela se sentia em paz e calma, completamente relaxada. A vida em Palawan era perfeita e ela não poderia estar mais feliz.

Em cima da mesa, estava um pequeno embrulho que iria mandar para a Espanha. Olhou para baixo terminando de escrever uma mensagem para a pessoa que receberia: Cristina. A jornalista havia a ajudado demais, sendo uma ótima amiga por todo, sempre disposta a estender uma mão à Raquel. Por isso nada mais justo do que mandar uma pequena lembrança para ela.

- O que está fazendo?

Sérgio se aproximou dela, colocando as mãos nas costas da cadeira de Raquel, encostando seu queixo no topo da cabeça dela. Ele havia acabado sair do banho e tinha uma toalha enrolada na cintura, o cabelo ainda molhado. Raquel encostou a mão no braço úmido dele e absorveu o cheiro fresco do sabonete que vinha dele.

- É um presente. Gostaria de enviar para a Espanha.

Ela pegou o embrulho e deu para ele. Era um presente simples: uma pulseira de prata com um único pingente - o símbolo do sexo feminino. No bilhete havia escrito “Eu achei que estava procurando… só não posso te dizer onde. ;) Obrigada por tudo, Raquel".

- Posso perguntar para quem?

Ele disse, se afastando e entrando no closet que dividiam para pegar uma roupa. Ela levantou da mesa e caminhou até mais perto dele, se apoiando na porta do armário. Ele derrubou a toalha no chão e ela sorriu. Gostava muito disso, da intimidade, de dividir sua vida com ele.

- Para Cristina.

- A jornalista? - sua voz soava abafada pois estava colocando uma camiseta.

- Sim. Ela me ajudou muito, queria agradece-la. Você consegue mandar para mim?

Ele saiu do closet já vestido em um shorts claro e uma camiseta polo azul. Estava muito bonito na opinião de Raquel - mas ele sempre achava isso.

- Claro. - ele beijou ela nos lábios, levemente. - Mando enviarem hoje mesmo. - mais um beijo, dessa vez na testa. - Agora, vá tomar seu banho que eu vou preparar o café da manhã da Paula.


*--*--*--*--*


Raquel desceu as escadas da casa com os passos leves. Risadas gostosas e divertidas vinham da cozinha, então ela se encaminhou para lá. Pelo caminho, olhou mais uma vez para os porta retratos - um ano atrás, todos vazios e agora todos com as mais diversas lembranças: Sérgio e ela mesma, na primeira semana em Palawan, abraçados sentados na varanda da casa; Paula e Raquel andando pela praia; os três em um barco no meio de um lago, rindo. Algumas fotos eram mais antigas - aquela que Sérgio havia mandado tirar dela e de Paula na Espanha no um ano que passaram separados ou fotos de Paula bebê, nos braços da avó. Havia inclusive uma foto de todos os assaltantes na casa em Toledo. Raquel sorriu, observando cada uma delas. Ainda faltava um porta retrato a ser preenchido - mas era isso que ela faria hoje. Em uma prateleira, estavam também os seis tsuru que Sérgio havia lhe mandado; eles estavam em um lugar de destaque e protegidos. Eram uma lembrança que ela estimava.

Chegou até a cozinha e observou Sérgio e Paula sentados à mesa, colorindo um desenho e dando gargalhadas. Marivi sentava ao lado deles, lendo um jornal e tomando um café. Sorria também.   Paula mandava Sergio pintar de uma cor e ele pegava outra. Assim, a menina ria com gosto e ele se fazia de desentendido, sorrindo. Seu coração se aqueceu a ver a cena; era tudo que ela sempre sonhou, que Paula e Sérgio se dessem bem e gostassem um do outro. E na verdade não tinha sido nem um pouco difícil: Sérgio queria mais do que tudo conquistar a confiança da menina e não tinha medido esforços para isso; ela, por seu lado, estava sentindo falta de uma figura paterna depois da prisão de Alberto e viu em Sérgio a oportunidade perfeita para ter uma companhia masculina.

- O que estão fazendo? - perguntou para todos a mesa.

- Pintando, mamãe! Olha! - a menina correu até ela com o desenho na mão.

- Está lindo. E por que tantas risadas?

A menina jogou a cabeça para trás, dando risada e correu de volta a mesa, sentando ao lado de Sérgio novamente.

- O papai Sérgio, mamãe! Ele não sabe as cores! - ela ria com gosto.

Sergio fez uma cara engraçada, revirando os olhos e levando a mão a testa. Paula soltava risadas altas, colocando a mão na barriga. Raquel, mais uma vez, ao escutar Paula chamar Sérgio de papai, sorriu e o coração disparou. Era algo tão natural agora (e era sempre papai Sérgio, e papai Alberto quando falava do pai biológico), mas ela sempre se sentia feliz quando a menina expressava isso. E ela sabia que Sérgio também - ele era doido por Paula e ser chamado de pai por ela, era incrível.

- Já terminaram o café? Por que não vai brincar lá fora um pouco com a vovó?

A menina assentiu e levantou-se da mesa, dando um beijo na bochecha dele e levando o desenhos e seus lápis de cores embaixo do braço. Marivi também se levantou, dando um beijo na filha e seguindo a neta até o fundo da casa, onde Paula passava a maior parte do seu tempo, brincando no balanço que Sérgio havia colocado ali para ela.

Ele se levantou e caminhou até Raquel, colocando suas mãos na cintura dela e sorrindo. Ele a beijou levemente nos lábios.

- Está se lembrando que dia é hoje?  - ele perguntou.

- Hum, dia 22? - ela sorriu.

- Sim, mas que dia? - ele insistiu, ainda com as mãos em sua cintura.

- Não sei, que dia?

Ela sabia do que ele estava falando, porque estava sendo tão insistente: era o aniversário deles como um casal. Bem, não exatamente; eles apenas haviam decidido escolher o dia 22 como esta data - na verdade era o dia que marcava o primeiro beijo que deram. Decidiram consideram que aquele primeiro beijo no galpão de fachada no meio do assalto tinha sido o início do seu relacionamento - e realmente fora, mas escolheram esquecer o ano que passaram separados. Raquel estava apenas provocando Sérgio. Ele sempre fora mais romântico e atento a datas do que ela. Mas não era como se ela tivesse simplesmente esquecido aquela data tão especial para ambos - só gostava de provocar ele.

- Você… você não se lembra mesmo? - ele se afastou, ajeitando os óculos no rosto.

- Bem, não. - ela tentava não sorrir, mas a cara que ele fazia era quase impossível resistir. Por isso caiu na gargalhada.

- Você… você é má, inspetora Murillo. Não sei se está merecendo seu presente… - ele se afastou dela e disse com ironia.  

- Ah, comprou um presente para mim, Professor?

Era meio ridículo, mas eles ainda faziam isso, se chamavam por seus codinomes; agora, havia quase uma piada entre eles, algo que só faziam quando estavam sozinhos ou quando queriam provocar o outro. Ela gostava, na verdade, que eles tivessem conseguido resolver seus problemas e conflitos e, apesar do começo complicado e cheio de mentiras, eles estavam juntos depois de todo aquele tempo e conseguiam fazer piada deste fato.Ela cruzou os braços em frente ao peito, com um sorriso nos lábios.

- Sim, é claro. Não é todo dia que fazemos um-barra-dois anos juntos… Mas não sei se você está merecendo o presente.

- Ah sem problemas, eu também comprei algo para você, mas como não vou ganhar o meu… 

Raquel deu de ombros e começou a andar para fora da cozinha, ainda com um sorriso nos lábios; ela sabia que ele não demoraria para alcançá-la. E antes mesmo que ela chegasse até o meio da sala de estar, Sérgio já estava abraçando-a por trás, dando um beijo do lado de seu rosto e quase a derrubando. Ela deu uma risada gostosa e virou-se para o encarar, colocando seus braços ao redor de seu pescoço.

- Isso quer dizer que eu vou ganhar meu presente, Sr. Marquina?

- Sim, Sra. Marquina.

Mesmo não sendo oficialmente  casados e nunca podendo ser, eles se consideravam assim; não precisavam de um papel para registrar aquilo,  o amor que sentiam um pelo outro era suficiente. Ele, tirou do bolso uma pequena caixa e entregou para ela. Raquel sorriu e abriu a tampa da caixinha; dentro estava um lindo colar de ouro com um pingente. Era ele que deixava tudo tão especial: o penduricalho era um pequeno tsuru, exatamente igual aqueles que Sérgio mandou para Raquel.

- Meu Deus, é lindo, Sérgio. - ela tirou da caixa e entregou para ele, para que pudesse colocar em seu pescoço.

- Gostou? - ele abotoou o colar em volta do pescoço dela, dando-lhe um beijo na nuca.

- Muito. É lindo! Obrigada! - ela se virou e beijou-lhe os lábios.  - Quer ver o seu?

Sergio assentiu e ela pegou na mão dele. Ela o guiou pela casa até o escritório dele. Era uma sala simples, com uma parede coberta por uma estante cheia de livros, uma janela enorme de um lado, com poltronas confortáveis à frente e ao fundo uma mesa com computador e dois porta retratos. Um deles era seu presente.

- Olha! 

Ela disse pegando o porta retratos na mão e entregando para ele. O queixo de Sérgio caiu e seus olhos encheram de lágrimas. Na foto, estavam ele e Andrés, ainda adolescentes, sorrindo para a câmera, abraçados. Ele se lembrava daquela foto, mas não fazia ideia como Raquel a tinha conseguido.

- Como…? Como…?

- Eu também tenho meus meios e contatos, Sérgio. - ela sorriu, ironicamente. - Eu percebi que você não tem nenhuma foto com o seu irmão e achei que pudesse gostar. Fiz errado?

Ele não a deixou terminar a frase: apenas a abraçou e beijou. Algumas lágrimas saltaram por debaixo dos óculos, mas ele não se importou, apenas chegou seu corpo perto de Raquel e a segurou ali.

- Meu Deus, Raquel. Isso… isso é lindo. Muito obrigado. O que eu fiz para te merecer? - eles ainda estavam abraçados, e ele sorria apesar das lágrimas.

- Também não sei. - ela piscou um olho e sorriu.


*--*--*--*--*


Sérgio sentava-se na varanda da casa e observava Raquel e Paula correr pela areia da praia. Ao fundo o sol estava se pondo, deixando tudo com um tom etéreo e surreal.

- Oi, irmãozinho.

Andrés de Fonollosa saia de dentro de casa, com um terno claro e uma mão no bolso. Sentou-se ao lado do irmão, e cruzou as pernas. Sergio não respondeu, apenas observou Berlim.  Este olhou para a praia e viu Raquel e a filha.

- Não disse que ela vinha?

Sérgio ainda nada respondeu. Ainda estava extasiado em ver o irmão; precisava absorver também que estava em um sonho. Aquilo parecia tão real, como qualquer fim de tarde de Palawan.

- Sim.-  disse.

- Ainda bem que decidiu me escutar, não é? - Andrés sorria, sarcasticamente. Sérgio assentiu e olhou do irmão para a cena na praia; Raquel ainda estava ali.

- Gostaria que tivesse conhecido a Raquel, Andrés.

- Irmãozinho, eu a conheci. Quando  ela entrou na Casa da Moeda… esqueceu?

- Não, mas eu quis dizer realmente conhecê-la. Aquela que você viu foi a inspetora, não a Raquel real.

Sérgio viu a mulher entrar na água com a filha, ambas sorrindo e correndo, tão reais e verdadeiras que era quase assustador pensar que estavam em um sonho.stá realmente apaixonado, não é? - Berlim perguntou e o irmão mais novo apenas assentiu. - Feliz? - ele apenas assentiu novamente.

Ficaram em silêncio por alguns minutos. Os únicos sons eram as risadas  de Raquel e Paula e o barulho das ondas do mar.

- Bem, eu já vou, irmãozinho. - Berlim levantouse.

- Já?

- Você não precisava mais de mim. Sua felicidade está ali. - indicou com a cabeça a praia, onde Raquel e Paula agora estavam sentadas na areia. - você está completo agora.

- Vou sentir sua falta, mesmo assim. - Sérgio disse se aproximando do irmão.

- Não seja sentimental, Sérgio. Está tudo bem. Estamls finalmente bem, eu e você. E Raquel vai cuidar bem de você. E você, cuide dela. - ele entrou na casa. - Até mais, Professor.


*--*--*--*--*


Sérgio acordou em um pulo. Sentou-se na cama, colocando os pés de lado para fora dela.

- Teve um pesadelo? - Raquel colocou a mão em suas costas.

- Não, não. - ele se virou para ela. - Está tudo bem. Na verdade, um amigo veio me visitar. - ele sorriu, e beijou a mão dela. - Volte a dormir.

Ele se levantou e foi até a cozinha beber um copo de água. Na volta, passou pelo quarto de Paula; a menina dormia abraçada com uma pelúcia de elefante que ele havia lhe dado. Ele sorriu, encostando a porta. Caminhou sem fazer barulho até o quarto que dividia com Raquel. Ele parou na beira da cama, observando-a. Ela estava esparramada na cama, ocupando bem mais do que metade dela. Tinha o cabelo bagunçado e a boca levemente aberta. E para ele, nunca esteve mais linda. Berlim tinha razão: sua felicidade estava finalmente completa. E ele não podia pedir por mais nada.

FIM




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