História Never Enough - Capítulo 2


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Elsa, Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma Swan, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Regina Mills, Romance, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 94
Palavras 2.586
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, LGBT, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meninas.

Bem, o capítulo ficou meio longo e espero que vocês gostem.

Sem mais rodeios... Boa leitura a todas :)

Capítulo 2 - Who are you?


Fanfic / Fanfiction Never Enough - Capítulo 2 - Who are you?

  As nuvens se faziam presente na frente do sol, escurecendo o céu que ainda permanecia nublado pela chuva que havia caído mais cedo naquela tarde. O fim do dia era algo monótono aos olhos de Regina, que observava pela grande janela do escritório do quanto o dia tinha sido cheio para ela. Pensamentos rodeavam sua cabeça, a preocupação era algo que não queria sentir, pois a crise que sua empresa estava enfrentando era de deixar qualquer um que trabalhará conosco preocupados. Do que valia tanto esforço de cada funcionário, incluindo o dela, ser jogado tudo para o alto por um erro que seu pai havia cometido no passado? Justo agora que sentia que estava fazendo um bom desempenho como chefe da maior Editora De Livros de Artes de quase toda Nova York, só de ter uma empresa de grande porte falindo em suas mãos a deixava cada vez mais desesperançosa.

Cada suspiro era um lamento interno, não tinha certeza do que seria da empresa pelos próximos dias, já que tudo estava desmoronando em cima da própria cabeça. Apesar de tudo, se mantinha com a firmeza e postura que havia herdado da própria mãe, a mesma havia lhe ensinado que independente do que se passasse em sua vida pessoal ou profissional sempre era o certo se manter de cabeça firme.

Negando todos os pensamentos que atormentava, sentiu a necessidade de estar sozinha no lugar que sempre gostava de ir. Enquanto ouvia sua mãe falando de trabalho, arquivos, livros e contabilidades que a empresa precisava quis sair pela porta principal, pois já não aguentava sua mãe lhe pertubando a paciência com assuntos que sabia não ter solução naquele momento.

**

 

REGINA

 

– Que merda! – suspiro derrotada. Já era a terceira vez que errava o artigo para semana que vem da empresa, me sentindo exausta com tanto trabalho a se fazer.

– Deveria ir pra casa, já está há muito tempo sentada. – Encarei minha mãe sentada a minha frente, agradecendo internamente por finalmente ela entender minha situação.

– Eu sei, mãe. Mas preciso terminar isso hoje. – Resmungo, sentindo novamente a enxaqueca me atingir.

– Faça isso em casa, se quiser te ajudo.– Ela sorriu, não tinha como negar a ajuda dela, pois fazia dias que não conseguia dormir e nem descansar direito.

– Tudo bem. – Me dei por vencida e levantei da cadeira.

Acompanhei minha mãe até o elevador, pedi que me esperasse em casa porque queria ir ao restaurante aquela noite, precisava de um tempo sozinha.

Me sentei na cadeira novamente, relaxando minhas costas no encosto, suspirando profundamente por ter mais um dia repleto de trabalho, decidi que naquele momento precisava urgentemente de um café quente e cigarro.

**

As ruas estavam molhadas, carros passando com pressa e sem preocupação em molhar as pessoas na calçada. Ignorei a cortesia do meu motorista em me levar até o restaurante, não custaria nada andar dois quarteirões.

Me apertei contra o casaco de pele e segui em direção ao restaurante. Pessoas se apressavam, com os lábios vermelhos e soltando fumaça pela boca, não consegui conter um riso ao olhar uma criança brincando com tal fato.

Apressei meus passos no salto e vi a iluminação de fora do resutarante, estava gracioso e lindo. Senti meu corpo se aquecer um pouco assim que entrei e quase desisti ao ver as mesas ocupadas. Que droga!

– Boa noite, Senhorita... – Um rapaz da recepção saludou, olhei para o mesmo e sorri de leve.

– Mills. – Completei, olhando preocupada ao redor, eu realmente gostaria de ficar, mas estava vendo que era impossivel. – Estão sem mesas disponivel?

– Sim, infelizmente. Mas se a senhorita quiser, podemos conseguir um lugar lá na área de trás.

Respirei fundo e observei aonde havia apontado.

– Não tem problema, podemos tentar. – Dei de ombros e vi um rapaz alto, magro e de terno se aproximar de mim com um sorriso gentil.

– Por aqui, senhorita. – me deixou passar primeiro e me guiou pelas mesas. Nada. Não havia mesa nenhuma. Revirei os olhos. – Temos só aquela ali, mas como pode ver, já tem uma moça lá.

Virei meu rosto para onde havia me dito e paralisei. Os cabelos loiros se iluminavam pelas luzes que a cercavam, os lábios levemente vermelhos parados contra xícara que levará até a boca, mas por algum motivo desistiu de o fazer, pois seu olhar acabou cruzando com os meus. Verdes, intensos, indecifravéis e quase impossíveis de observar se estava receosa por eu me aproximar ou curiosa em ver qual atitude tomaria dali em diante. Mas de repente seu olhar se desviou. Não deixei de perceber que vestia um vestido preto de couro, o que deixava a pele branca destacada sobre a cor. Era realmente muito linda.

– Acho que não tem problema. – Decidi e caminhei firmemente até a mesa da estranha a minha frente, vi a mesma corar violentamente ao vê o quanto eu podia intimidar as pessoas. Oh querida, você não imagina o quanto.

Esse era o meu pequeno defeito, intimidar as pessoas sem que eu queira totalmente.

– Desculpe. – Digo me aproximando devagar e abro diante dos seus olhos um sorriso, ela me olha fixamente. Foi como levar um choque na espinha, se espalhando pelo corpo todo. Quem era aquela mulher? Ignorando meus pensamentos imediatamente, segui com o meu pedido amigável.

– Posso me sentar aqui? – Pergunto cautelosamente.

Houve certa relutância da parte da loira, me deixando com a ideia de que provavelmente ignoraria meu pedido.

– Claro. – respondeu com um sorriso, a voz aveluda, calma e levemente rouca atingiu meus ouvidos. Não pude evitar o alvoroço que causou em meu estômago.

Por que?

Suspirei aliviada e tirei meu casaco de pele, recebendo a ajuda do garçom que havia me acompanhado até ali, me sentei a sua frente e encarei fixamente. E o silêncio se fez presente.

 

**

 

Os olhos verdes encaravam aqueles castanhos que tanto lhe despertava curiosidade.

– O que vai querer Srta Mills? – Emma despertou e desviou os olhos da estranha a sua frente, surpreendo-se ao ouvir o pedido da mesma em seguida.

– Quero o mesmo que a moça, por favor.

Emma a olhou e não pode deixar de sorrir assim que Regina lhe sorriu. Viu a mesma tirar da bolsa uma caixa pequena de cigarros e um esqueiro que nunca pensou que ainda existiria de cor dourada. Parecia que os anos 50 estava presente e não resistiu em soltar uma leve risada, o que deixou Regina intrigada.

– Qual a graça? – Regina perguntou enquanto preparava para acender o cigarro entre os lábios.

– Nada, só estou surpresa com o esqueiro que tem em mãos.

– Ah.

A loira engoliu em seco assim que viu o modo como Regina fumava. Os dedos segurando na ponta graciosamente, as unhas vermelhas de cor vinho dando um toque de sensualidade, os lábios vermelhos sugando quase todo o maço e soltando entre os lábios lentamente.

– Como se chama? – Soltou a pergunta de repente, olhando os olhos castanhos com curiosidade.

– Regina. E o seu? – A morena lhe observava com um leve sorriso de canto.

– Emma Swan. – Respondeu num sussurro, causando algo estranho dentro de Regina.

– Em-ma... – Repetiu devagar e roucamente. – É bonito! – Soltou novamente a fumaça, fazendo a loira ficar internamente inquieta do quanto havia sido afetada por apenas ouvir seu nome naquela voz que já adorava ouvir.

– Obrigada.

– Espero que não esteja te incomodando com isso. – Apontou para o cigarro, enquanto tirava o masso para poder fumar novamente. – Isso me relaxa.

– Você está tensa agora? – Emma arqueou a sombrancelha fazendo Regina soltar uma risada longa e baixa. Não negou a si mesma que era lindo vê a morena rir.

– Não, só preocupada. – Deu de ombros. Apoio os antebraços na mesa, se curvando sobre a mesa para olhar Emma mais de perto, viu o como a loira corava com facilidade e sorriu com tal observação. – Sabe... – Começou, Emma sentiu o corpo ficar tenso de repente assim que sentiu o cheiro de maça que Regina exalava, mas não ousou em desviar os olhos da mulher. – Venho quase todos os dias aqui e nunca vi você.

– Venho aqui sempre que tenho oportunidade. – Disse e pegou a xícara para tomar mais um pouco do café que começava a esfriar, passou a língua entre os lábios finos molhados. Regina deglutiu ao olhar sem querer os lábios da estranha, o que não passou despercebido pela loira. – Talvez a senhorita não seja tão observadora. – Acusou com um sorriso brincalhão nos lábios.

– Que calúnia. – Fingiu-se de ofendida e sorriu para Emma. – Mas dou razão, ando muito desatenta as coisas ao meu redor.

– Incluindo as pessoas? Que pena.

Era muita audácia da parte de Swan agir daquela maneira, mas não negava que seus instintos estavam espontâneos demais, incluindo o seu modo. Regina riu do quanto Emma era direta.

– Você não perde uma. – Arqueou a sobrancelha e fumou o resto do cigarro que havia no cinzero e soltou devagar. O assunto foi cortado com a aproximação do garçom que servia a xicará de café que Regina havia pedido. Tomou um gole e encarou Emma novamente. – Canela... Interessante.

– Eu gosto.

– Por que está aqui sozinha?

A pergunta deixou Emma meio insegura, na verdade não havia motivos de estar sozinha ali ou não, era necessidade que sentia todas as vezes que ia ao lugar.

– Gosto de ficar sozinha. – Respondeu, levando o resto do café que havia na xícara até os lábios. Olhou para Regina que a observava com curiosidade. – E você?

Regina olhou para aqueles olhos verdes que lhe intrigavam silenciosamente, se passando segundos Emma notou os olhos castanhos mudando aos poucos, na verdade havia uma interrogação para toda aquela intensidade.

– Precisava ficar sozinha, tive um dia cheio de trabalho e precisava disso.

– No que trabalha? – A pergunta saiu sem querer.

 

A morena a encarava sugestivamente.

– Sou chefe de uma editora de livros de arte. – O sorriso que habitava em seu rosto foi se desfazendo, deixando um desânimo pairar, Emma não soube como agir. E como se nada do que acabará de dizer tinha acontecido, ergueu a postura e voltou a olha-lá. – E você, Emma?

– Escritora nas horas vagas e dona de uma banca de livros. – Respondeu orgulhosa e Regina lhe sorriu admirava, tinham algo em comum. Seus olhares se penetraram por uns segundos, deixando ambas desconcertadas.

– Deve amar o que faz. Digo, aparenta isso, sinto isso de você. – Comentou pensativa e Emma abriu novamente um sorriso enorme.

– Sim. – Murmurou.

Depois de um tempo conversando coisas banais, acabam por decidir jantarem juntas. Regina pediu um prato simples, o que fez Emma seguir o mesmo cardápio. Enquanto comiam, nenhuma das duas se atrevia a falar algo. Os olhares não deixavam de se cruzar a cada minuto sendo acompanhado por um sorriso que ambas trocavam.

– Sua empresa é aqui perto? – Emma se pronunciou, não queria que o silêncio fizesse morada ali entre as duas.

– Sim, há dois quarteirões daqui. – Regina a encarou e sorriu. – E você?

– Moro um pouco longe daqui. – Respondeu meio pensativa e encarou o relógio no pulso, já se passava das dez e precisava ir para casa. Ambas não tinham se dado conta do tempo passando. – Merda! – Resmungou a loira desanimada e Regina estranhou.

– Você já vai? – Na verdade já sabia a resposta, no fundo a morena queria desfrutar da presença dela ali conosco, estranhamente isso a confortou e fez esquecer dos problemas que tinha que enfrentar no dia seguinte.

– Sim. – Desapontada, Swan pegou sua bolsa e começou a se preparar para ir embora, mas outro resmungo se fez presente. – Oh droga. – Esbravejou.

– O que foi?

– Minha carteira, esqueci na banca. Que merda! – Um suspiro derrotado e Regina riu de tal situação.

– Relaxa, fica por minha conta. – Sorrio majestosamente e Emma a olhou sem acreditar.

– Não!

– Por que? Não vejo problema, Emma.

– Ficarei te devendo. – A loira riu.

– É o mínimo que posso fazer, já que roubei sua mesa também. – As duas sorriram  uma para outra. Emma agradeceu a estranha desconhecida a sua frente e por algum motivo, sentiu que não queria ir embora.

– Preciso ir. Foi um prazer, Regina. – Sussurrou suavemente, deixando a morena desconcertada, quase ofegou ao ouvi-lá dizendo seu nome pela primeira vez na noite.

Olhos claros e escuros se encaravam como se fosse a útlima vez. Emma tomou a iniciativa e estendeu a mão em direção a Regina, mas quase se arrependeu. O toque dos dedos e o aperto que ambas trocaram foi o suficiente para despertar uma carga elétrica que se expandiu em todo corpo, estavam estáticas e paralisadas. Ambas coraram com o acontecido, sorrindo sem jeito uma para outra.

– O prazer foi todo meu. – Sussurrou a morena em um tom rouco e ameno. Despertando todas as borboletas que Emma não imaginava que tinha no estomâgo. Estranho, curioso até demais.

Seus passos foram se afastando devagar da mesa, deixando apenas a morena ali que observava a loira se afastar a cada passo e quando se virou para sentar novamente, ouviu Emma.

– Regina?

Seus olhares se cruzaram novamente e o sorriso que Swan expandiu deixou Regina assustadoramente encantada.

– Espero te ver novamente.

E saiu dali.

 

**

 

EMMA

 

– Finalmente!

Mal tinha entrado em meu apartamento e via uma Elsa nada amigável.

– Calma, já cheguei. – Estendi as mãos para cima em redimento.

– Mais um pouco e ficaria preocupada.

– Estava no restaurante. – Sorri abertamente, o que não passou despercebido por Elsa que me encarava com aqueles olhos azuis que eu tanto tinha adoração.

– Foi só isso mesmo? – Me olhou interrogativa, enquanto colocava as mãos na cintura.

– É. – Dei de ombros e deixei minhas coisas no sofá. Me jogando sobre o mesmo e descansando os pés na perna da minha amiga.

Moramos juntas há quase cinco anos, conheci Elsa no final do semestre da faculdade e decidimos seguir nossos sonhos juntas. Além de ser minha amiga, companheira de quarto e quase irmã, eramos sócias da banca de livros e assim se seguiu até hoje.

– Tem algo diferente em você. – Me encarou desconfiava, tratei de tapar meus olhos para não ter que aturar suas irônias.

– Não há nada, Elsa. Só... conheci alguém. – Soltei sem querer e me assustei com o grito que veio em seguida.

– O QUE?!

– Está vendo? Não dá pra contar nada a você, toda histérica. – Reclamei já me levantando para ir pro quarto, mas fui impedida no caminho por grandes par de olhos azuis e cabelos platinados.

– Raridade isso. – Riu, revirei os olhos e segui até ao meu quarto, percebendo que a curiosidade em pessoa estava me seguindo. – Quem é? Como ela é?

– Elsa, agora não.

– Fala Emma.

– Amanhã, está bem? Realmente preciso descansar, amanhã temos muito que fazer  e você sabe disso. – Apontei o dedo e a vi revirar os olhos.

– Ok. – Se rendeu. – Mas amanhã você não escapa de mim.

E saiu do quarto fechando a porta.

Segui até o banheiro e tomei um longo banho. Ainda sentindo toda a tensão empregnada em meu corpo. O que havia tanto naquela mulher para me causar tantos sentimentos de uma vez? Me nego acreditar que seja atração física ou qualquer outra coisa.

Eu mal a conheço. Completamente desconhecida.

Suspirei pesadamente e me vesti assim que sai do banheiro. Deitando na cama e me aconchegando ao travesseiro, tinha mania de abraçar contra o corpo todas as noites, era o único jeito confortável que me deixava dormir sossegada. Fechei os olhos e recordei de tudo que havia passado naquela noite. Regina, seu cheiro, a sua voz, o jeito que sorrir, o modo gracioso que fuma, me sentia desconfortável em ver alguém fumando e com a morena de olhos castanhos incrivelmente intensos não me senti dessa maneira. E o arrependimento se fez presente assim que abri os olhos novamente.

– Por que não pedi o número dela?

 

 

 

 


Notas Finais


Ai ai Emma...

Espero que tenham gostado :) Se conhecerem alguém que faça capas lindas para fanfic, me indiquem por favor aqui no twitter: @alyblanchett. Ficarei muito feliz.

Aguardo vocês no prox capítulo

Bjos


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