História Never Fall In Love With a Musician - Capítulo 24


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Suga
Tags Bangtan Boys, Bts, Chimchim, Comedia, Drama, Felina Studios, Jimin, Jungkook, Jungshook, K-pop, Nossa Senhora Iu, Projeto Sra Bangtan, Romance, Suga
Visualizações 183
Palavras 3.738
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁ! Como vão vocês?

Três coisas:
1- No capítulo passado recebi umas mensagens legais e fiquei MUITO envergonhada >.< obrigada pelo carinho, gente!
2- Pra todo mundo que deu favorito e comentou pela primeira vez, sejam bem-vindos!!
3- Vou continuar tentando melhorar e trazer o meu melhor pra vocês! FIGHTING!

Let's go?

Capítulo 24 - Uma K-noite inesquecível? - Parte I


Min Yoongi.

Percorremos o estacionamento do aeroporto. O vento frio e úmido se choca contra as árvores dos canteiros e nos encolhemos nos casacos. Destravo o carro e Caroline abre sua porta, se acomodando. Dou a volta e entro pela do motorista, colocando o cinto de segurança.

Em pouco tempo estamos de volta ao centro de Seul.

Caroline aperta os dedos uns nos outros, em seu colo. Policio-me para não falar nenhuma besteira, e deixá-la desconfortável, mas ela me pega de surpresa e quebra o silêncio.

- Yoongi? Podemos passar pela confeitaria pra comprar bombas de chocolate? - Puxo a máscara para baixo e faço um bico com os lábios, confirmando com a cabeça. - Hm... Podemos comprar o jantar lá, também. Você vai jantar comigo? - Ela me olha de lado.

- Se pedi um colchão pra dormir na sua casa, é porque vou jantar com você.

- É. É meio óbvio. - Ela faz uma careta, soltando uma risadinha depois. - Gosta de frango frito? - assinto e ela cruza os braços. - Na confeitaria vende frango frito. E é maravilhoso. Hm... Vamos comer isso.

Passamos mais um tempo em silêncio, bem mais confortável que antes. Caroline mantém a atenção voltada para as ruas pelas quais passamos, e uma leve garoa goteja nos vidros. Aciono o limpador quando há muita água acumulada e ligo uma música baixinha.

- Tive uma ideia... - Ela murmura, e eu sorrio.

- Ô. Qual?

- Você já comeu alguma comida do Brasil?

- Já me deram uma coisa de chocolate, mas... não lembro qual era o gosto. Por que?

- Vou fazer comidas brasileiras pra você experimentar. Já comeu coxinha?

- Ôô... Co- o quê? - Pergunto. Ela ri, cobrindo a boca com a mão. Sua risada é tão divertida que também me faz rir.

- Coxinha.

- Co-xi-nha... - Tento pronunciar, e ela ri mais.

- Isso aí.

- E o que é?

- Coxinha? É uma das maravilhas do universo. Todo mundo adora coxinha.

- É tão bom assim?

- Melhor!

- E você sabe fazer? - Pergunto. Estaciono o carro na frente da confeitaria e tiro o cinto de segurança.

- Bom... procuro uma receita na internet. Fazer coxinha não pode ser tão difícil. - Caroline dá de ombros. Tiro a carteira do bolso de trás do jeans e ela me observa. - O que está fazendo?

- Vou te dar meu cartão pra você comprar a comida... É que... - Fito as janelas da confeitaria, que está lotada. - Não posso entrar... ahm... com...

- Ah, entendo. Chamaria muita atenção. - Ela assente, e abre a porta. - Mas eu pago.

- Ê... De forma alguma. Não. Já não basta te obrigar a pedir comida pra viagem, porque não posso ir com você, ainda ser por sua conta? E você ainda vai cozinhar esse tal de... coxim... não sei como se fala isso. Eu pago o lanche. Vamos dividir as responsabilidades. - Falo, para que ela não tenha como contra argumentar, e Caroline ri, pegando meu cartão. Digo a senha devagar, para que ela decore. - E pode passar sua assinatura digital, é liberado nesse cartão. Certo? Jimin usa ele o tempo todo. Tsc.

- Certo, já volto. - Ela fala animada, e fecha a porta do carro.

***

O sono me venceu depois de tanta comida. Caroline buscou um colchão no armário da mãe e eu afastei o sofá para trás, estendendo-o no chão da sala. Tirei os tênis e me deitei, caindo no sono quase instantaneamente. Solto um gemido frustrado ao acordar com uma dormência no braço, por ter dormido por cima dele. Sinto um cheiro estranho vindo de algum lugar e me sento no colchão em alerta.

Olho por cima do sofá e vejo que a mesa do lanche ainda está posta, com uma toalha branca e os restos de frango frito e suco de pêssego nos pratos e copos. Não há sinal de Caroline, exceto por barulhos que saem da cozinha. É sua voz, que pragueja algo numa língua que eu desconheço.

Deve ser português.

Levanto-me descalço e coço a cabeça, sabendo que meus cabelos estão bagunçados. Esfrego o rosto com as mãos e ando até a porta da cozinha. Prendo a risada, fechando o punho e cobrindo a boca com ele.

Os cabelos dela estão amarrados em um coque mal feito, que deixa algumas mechas escaparem. Sua roupa e seus braços estão sujos de farinha. A pia está cheia de louça suja, e há panelas com marcas pretas de queimado por todo o balcão. No fogão três bocas estão acesas, duas delas com panelas, e uma sem nada. Ela administra uma colher rapidamente em uma das panelas, e pragueja, porque bateu a mão em uma das bordas da panela quente.

- Aigoo... O que está acontecendo aqui? - Ela se vira, derrubando uma gosma amarela no chão.

- Ahm?! - O rosto de Caroline também está sujo de farinha, e há gotas de suor em sua testa. Alguns fios de cabelo estão grudados na pele, e ela suspira, deixando os ombros caírem. - Aproveitei que estava dormindo pra fazer as coxinhas, mas, claramente, deu errado.

- Deu mesmo? - Farejo o ar, que fede a queimado, e faço uma careta. Aproximo-me do fogão, me esgueirando pela gosma que caiu no chão, e fito as panelas. Há pedaços de frango boiando em uma água amarelada em uma delas, e uma massa muito estranha na outra. - Que diabo é isso?

Nós dois rimos.

- Falei que deu errado. Estava tentando consertar, mas tem uns bolões de farinha na massa, e não consigo dar o ponto que dizia no vídeo da receita. - Ela explica, derrotada, e eu rio de novo.

- Desculpa, Carol. Por maior que seja minha consideração por você... não vou comer isso aí.

- Nem eu te obrigaria a isso. - Ela ri, limpando um pouco de farinha da bochecha. - Agora vou ter que limpar a cozinha toda. Vai demorar um século. Não vou poder te fazer companhia. - Ela franze o cenho, com uma expressão desapontada.

- Me fazer companhia?

- É, na sala.

- Moro numa casa com seis homens, e nunca tivemos empregados pra nos ajudar. Sou expert em limpeza. - Ergo as mangas da camisa. - Limpe o chão e o fogão. Eu lavo a louça. Assim a gente termina mais rápido, e pode voltar pra sala. - Caroline pestaneja. Ela me observa por um momento, e suas bochechas ficam avermelhadas. - Ê?

- Você vai me ajudar a faxinar a cozinha?

- Vou. - Falo sem entender a surpresa dela.

- Meu Deus, essa devia ser sua última expectativa quando apareceu aqui pra me ver...

- Ah... - Faço uma careta. - É, mas não tem problema.

- Eu estraguei o encontro, né? - Ela franze o nariz, e eu rio.

- Anda, Caroline. Começa a limpar. Apaga as bocas do fogão, antes que você coloque fogo na casa.

Volto a sala de jantar e junto os copos e pratos, além das caixas de comida, levando-os para a pia. Tiro a toalha da mesa, dobrando-a como Caroline a pegou mais cedo, devolvendo para o armário ao lado da porta da cozinha. Pego um avental e luvas, e separo a louça suja, começando a limpar. Caroline lava o chão, passando um esfregão.

- Você não brincou quando disse que era rápido no serviço. - Ela fala ofegante. Lavo mais um prato, colocando-o no escorredor. - Minha mãe vai adorar saber que você me ajudou a limpar a cozinha.

- Então conte pra ela. Quero causar boa impressão. - Falo sem pensar. Passo água em uma panela, e esfrego a bucha na superfície queimada. Então penso: Aonde estou levando essa relação com Caroline para querer causar boa impressão para sua mãe?

- Pode deixar.

- Carol. - Viro um pouco de lado, e ela para de esfregar o chão, me olhando. - Quando você vai voltar ao Brasil, mesmo?

- Hm... falei com minha mãe mais cedo, porque quero... ficar... sabe? Ficar por aqui. - Ela encolhe os ombros, e um sorriso surge no canto da minha boca. Viro-me para a pia e continuo meu trabalho, baixando a cabeça com o sorriso teimoso nos lábios.

- Ficar de vez?

- É, morar com minha mãe. Já estou no último ano do colégio, e estou atrasada por causa desse vai-e-vem, então... acho que prefiro ficar em Seul, agora.

- E seu pai?

- Acho que ele não vai se importar... Provavelmente vai me pedir pra voltar pra casa, mas não vai se opor.

- Pais costumam tentar impor sua vontade, sem se importar com o que os filhos querem. - Comento, colocando a panela no escorredor. Pego um copo para lavar.

- É, mas acho que até pra começar uma faculdade aqui na Coréia seria melhor pra mim. - Sua certeza é inabalável.

- Ô... Seus pais se importam com sua opinião. - Sinto uma cutucada nas costas e olho por cima do ombro. - Ê?

- Tem uma nuvem negra em cima da sua cabeça agora mesmo. - Ela fala, e eu desfaço a seriedade, rindo. - Está se desmanchando. - Meneio a cabeça e volto para a louça. - Minha criação foi diferente da sua.

- Já ouvi falar que os hábitos no ocidente são muito diferentes. Nem imagino como é ter voz e opinião dentro de casa. Como filhos, devemos ouvir e respeitar, e acatar tudo que nossos pais dizem, sem pestanejar ou argumentar. Para cada transgressão que um filho comete em casa, o castigo é maior.

- E eu não imagino como é não poder fazer minhas próprias escolhas e lidar com as consequências delas, por piores que sejam. Posso até meter os pés pelas mãos, mas tenho o direito de viver a experiência. Claro que já sofri com alguns castigos, por ter agido errado, mas porque tenho que me responsabilizar por minhas escolhas.

- E ainda dizem que não há beleza na cultura ocidental. - Concluo, e Caroline ri.

- A gente é mais liberal. - Ela começa a limpar o fogão. - Mas está tudo bem com seus pais, não está?

- Sim, sim. - Confirmo com a cabeça. É um alívio saber que meus pais estarão comigo, se eu precisar. Mas isso eu não digo com palavras. Não porque ache que Caroline não pode saber, mas porque é difícil confessar em voz alta. - Estou acabando. E você?

- Também. - Ela passa um pano com desengordurante sobre a superfície de metal. - Preciso de um banho. Estou podre. - Caroline diz, e esfrega uma parte do fogão. Eu rio, meneando a cabeça. - Não me olhe, você pode se assustar.

- Tarde demais. - Nós dois rimos. - Ah! - Finjo um susto, e Caroline ri com as bochechas coradas. Terminamos de arrumar a cozinha, e deixamos tudo organizado. Saímos do cômodo, e eu suspiro. - Nunca mais tente cozinhar, está bem?

- OK. - Ela concorda. - Vou tomar banho.

- Quer ajuda? - Pergunto, e ela se vira para mim com os olhos arregalados.

- Como é que é?!

***

Jeon Jungkook.

Os trovões retumbam na colina e o céu desaba em uma chuva torrencial, criando uma cortina diáfana que dificulta a visão. O céu escurecido pelas nuvens mescla tons de cinza e roxo, nos últimos momentos do dia. Jade corre entre as poças que se formam na grama do jardim e sua sandália escorrega, voando para longe. Eu rio e corro atrás dela, muito mais rápido e seguro.

Avanço sobre ela sem medir a força e empurro seus ombros.

Ela escorrega e dá com os braços no ar, prestes a cair. Estendo um braço em ato reflexo, a agarro pela cintura e a puxo para perto de mim. Jade bate as costas contra meu peito e ofega. Solto-a rapidamente e dou um passo desajeitado para trás, com o rosto quente. A chuva se torna ainda mais forte, e mais relâmpagos cortam o céu, quase todo escuro. Jade se vira para mim, afastando as mechas de cabelo que grudam em seu rosto e pescoço, e sorri.

Sua pele fica ainda mais pálida sob a luz azulada do início da noite.

- Perdi meu chinelo. - Ela levanta o pé sujo de lama.

- Eu vi. - Rio, aliviado por ela não estar aborrecida com o que fiz. - Meus dedos estão nadando dentro das botas. - Mexo os dedos dos pés e passo a mão pela testa, penteando os cabelos molhados para trás.

- Quer entrar pra se secar? - Ela pestaneja e eu meneio a cabeça.

- Você ainda se balança naquele pneu? - Aponto para o balanço, e sugo o lábio inferior, para retirar o excesso de água da chuva. É inútil, porque a chuva é muito forte.

- Faz muito tempo... Sozinha é chato. - Jade cruza os braços, o que me faz olhar para baixo por instinto. Percebo que sua blusa está ensopada e grudada no corpo, quase transparente. Engulo em seco e volto a fitar seu rosto, tentando me concentrar nele.

- Quer que eu te balance?

- Não somos crianças, Jungkook. - Ela ri, cobrindo o rosto com as mãos numa atitude fofa.

Não olhe para baixo, Jeon. Não olhe para baixo. Não resisto e meus olhos caem sobre o colo dela, perfeitamente contornado pelo tecido molhado e transparente. Volto ao seu rosto, balançando a cabeça, para que o pensamento suma. Contudo, o que sinto é uma onda de calor excitante subindo pelas costas e pelo peito, até a garganta. Limpo o excesso de água das sobrancelhas, tentando me concentrar em algo que não seja o corpo dela.

Vocês são amigos, Jeon. Não pode pensar esse tipo de coisa com ela. Jade é sua amiga, lembre-se. Sua amiga.

- Vai dizer que não é melhor ser criança de vez em quando? - falo acima do barulho da chuva, e a puxo pela mão. - Vem!

Jade ri de mim e me segue. Chegamos ao balanço embaixo da árvore e solto seu pulso, parando atrás do pneu pintado de branco. Faço um sinal para que ela se sente, e Jade ri. Sob a árvore a chuva não passa de uma neblina. Os refletores dispostos nos cantos da casa se acendem, dando contornos brilhantes para os riscos de gotas que caem do céu.

As poças brilham na grama.

- Você vai mesmo empurrar? - Ela pergunta e eu confirmo. Jade senta hesitante no balanço e se segura no pneu. Toco seus ombros frios e a empurro. Ela vai e volta, e eu a empurro outra vez. Escuto sua risada e sorrio. Ela volta, e eu a empurro mais uma vez, mais forte. Jade abre um braço no ar e solta um "uuuhhhllll", quando volta. Eu rio. - Mais alto! - Empurro com mais força, e dessa vez ela balança até mais longe e volta. Jade se agarra ao pneu, aterrorizada, e eu rio alto.

Dou um passo para trás, e espero o balanço ficar mais fraco, para voltar a empurrá-la.

Um relâmpago ilumina o céu escuro, e todas as luzes ao nosso redor se apagam. Os refletores, os postes da iluminação pública e até mesmo as luzes da cidade, em algum lugar do horizonte oposto ao mar. Não consigo ver um palmo a frente do nariz, e ergo os braços.

- Esposa? - Não há resposta, e me preocupo. - Jade? - Falo mais alto, sentindo a garganta arranhar.

- Estou aqui. Ainda estou balançando, não consigo parar, espera. - Ouço sua voz abafada pela chuva. Tateio o ar à procura dela, e começo a ver silhuetas, com a visão mais acostumada. Seguro seus ombros quando a encontro e faço o balanço parar. - Obrigada. - Ela fala mais baixo. - Me dá uma mão aqui pra eu sair. - Ela segura minha mão e faz um esforço para sair do balanço, parando de frente para mim.

- O que vamos faz...

- Ô HYE JADE! PRA DENTRO, AGORA! - A voz da mãe de Jade corta o barulho da chuva. Vejo um foco de luz de lanterna na porta da casa.

- Acho que nosso banho de chuva acabou, né? - Pergunto e espirro. Jade assente.

- Vem.

Jade solta minha mão e caminha rápido na direção da luz. Fora da cobertura da árvore a água continua a despencar com força, um temporal ainda pior que antes. Subimos os degraus da varanda e o vento sibila entre as folhas e grades, se chocando contra nós, gelado. Cruzo os braços trêmulos e solto o ar pela boca, espirrando mais uma vez.

- Vocês querem adoecer?! Onde já se viu tomar banho num temporal desses? - A mãe de Jade a cobre com uma toalha pesada e quente, depois vem até mim e me envolve com outra. - E você, mocinho? Essa bota encharcada? E as meias?! Tsc. - Ralha comigo, e eu prendo o sorriso, porque ela me trata como uma criança, ou seu próprio filho. - Entrem e se sequem. Estou fazendo uma sopa.

- Calma, mãe...

- Calma, nada! Pra dentro agora, os dois! - A mãe de Jade entra em casa e deixa a lanterna sobre um aparador na sala. - Vou buscar uma roupa pra você, rapaz. E, Jade. Vá se trocar. - Ela tateia a parede do corredor e sobe as escadas lentamente.

Jade passa a toalha pelo rosto e me olha, com um sorriso constrangido. Mesmo na penumbra, consigo ver que está corada. Encolho os ombros e tiro o excesso de água do cabelo, chacoalhando os fios.

- Me desculpe pela minha mãe... Ela grita com todo mundo. - Jade murmura, e um trovão forte ecoa pela casa.

- Minha mãe também grita de vez em quando. Não se preocupe. - Sorrio, para que ela não se sinta culpada pelo comportamento de mãe que a mãe dela teve. Espirro e fungo. - Pensei que só morassem você, sua mãe e sua avó.

- E somos só nós. - Ela fala, passando a toalha pelo cabelo.

- Sua mãe disse que ia buscar uma roupa pra mim.

- Ah... Deve ser alguma coisa no armário do meu irmão mais novo. Mas ele não mora aqui, está servindo ao exército.

- Entendi. - Jogo a toalha sobre o ombro e me abaixo para tirar as botas. Espirro mais uma vez.

- Ô JADE! - A mãe dela grita lá de cima.

- Já volto. - Ela diz para mim, e também desaparece pelas escadas.

***

Visto um calção de moletom cinza e uma camisa branca que a mãe de Jade me entrega, e me sento no sofá da sala, com os braços cruzados. A temperatura caiu drasticamente depois de uma hora de chuva, e os dedos dos meus pés estão gelados. Só agora, lembro-me do meu celular, e o pego, conferindo as notificações. Há duas ligações e uma mensagem do meu pai, além de quinze mensagens de Ludy. Fito o teto escuro e suspiro, espirrando.

Retorno a ligação do meu pai e espero que ele atenda.

- Filho! Estava preocupado. Onde está?

- No sítio que...

- Ainda? Já passa das 7. Houve uma queda na força por causa da tempestade e metade da cidade está sem energia. E esse temporal não vai parar tão cedo. O lugar que você está é vazio e acidentado. Conheço a estrada, é perigosa. Ainda mais no escuro e toda molhada. Você nem tem o hábito de dirigir.

- É...

- Bom. - Há uma pausa. - Sua namorada apareceu aqui em casa pouco depois de você sair. Não dei o endereço do sítio porque você parecia muito ansioso pra fazer essa visita, e ela estava decidida a ir atrás de você. Não queria que atrapalhasse.

- A Ludy está em Busan? Ela está aí em casa?

- É. Chegou aqui em casa se apresentando como sua namorada. Eu sabia que tinha um interesse nela, mas não sabia que o relacionamento de vocês era tão... íntimo. - Meu pai parece contrariado. - Ela é um pouco... aish... intrometida. Quis ver os álbuns de família, fez todo tipo de pergunta pra sua mãe, e agora está enfiada na cozinha com ela, querendo saber o que você gosta de comer, segundo ela, para fazer quando você for dormir lá. Você dorme com essa moça, Jungkook?

Bato a mão na testa, com o corpo quente de raiva e vergonha. Espirro, cobrindo o nariz e a boca com a mão.

- Vou falar com ela, está bem?

- Me responda. - Ele fala mais severo e eu faço uma careta. - Jeon Jungkook, não é porque mora sozinho e se sustenta que não me deve respeito. Dorme ou não?

- Sim, appa. - Murmuro, com a voz embargada de tanta vergonha.

- Jungkook! Não acredito! - Baixo a cabeça, a ponto de explodir, de tão dolorida. - Já esqueceu o que conversamos sobre isso?

- Não...

- Teremos uma nova conversa quando chegar em casa. - Passo a mão pela testa, que lateja, e encolho o corpo no sofá. Espirro mais uma vez. - Por que está espirrando tanto? Está resfriado?

- Acho que sim...

- Aish! Como vai dirigir resfriado nesse temporal? O pai do seu amigo está aí? deixe-me falar com ele. Você não pode dirigir nessa chuva. Vou pedir pra que ele te dê acolhida essa noite. Ficarei mais preocupado se pegar a estrada nessas condições.

- Pai... Não é um amigo que vim visitar, e sim uma amiga. - Há uma pausa, e meu pai não diz nada. - E, bem, ela mora com a avó e a mãe. - Me preparo para um novo sermão.

- É uma amiga, ou outra namorada com quem você dorme?

- Pai! Só tenho uma namorada. - Passo a mão pela testa, sentindo-a suada, mesmo que eu esteja com frio. - Jade é só minha amiga. Só uma amiga. Nunca tivemos, nem teremos nada. - Não posso ser desrespeitoso com Jade. Por mais que esteja confuso com meus sentimentos por ela, desde que a conheci, ela já me afirmou que somos amigos. Assim, não posso ser nada além disso. - Eu nunca dormiria com ela. - Falo mais baixo, e espirro, franzindo o cenho.

Ergo os olhos e vejo que Jade está parada ao pé da escada, escutando toda a conversa.

Engulo em seco.

***


Notas Finais


E AGORA? Até sábado!

Link do meu livro com a @Lina_B: saraiva.com.br/triangulo-de-4-lados-8908522.html
Isso é tudo, pessoal!!
Ass.: Fê.


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