História Never Fall In Love With a Vampire - Capítulo 6


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bruxos, Jikook, Kookmin, Lobisomens, Namjin, Sope, Taegi, Taeyoonseok, Vampiros, Vhope
Visualizações 59
Palavras 4.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Capítulo Cinco


Fanfic / Fanfiction Never Fall In Love With a Vampire - Capítulo 6 - Capítulo Cinco

- Nessa madrugada, um corpo foi encontrado com várias mordidas e arranhões na rodovia sessenta e nove – anunciava na tevê o âncora do Jornal local sobre o que havia ocorrido na rodovia que ficava ao lado da floresta central. Perto de sua casa. – Os peritos informaram que foi ataque de animal...

- Puff... Ata – Revirou os olhos desacreditado ainda sentado na poltrona da sala.

- Policiais comunicaram que será muito bom que os cidadãos tomem cuidado ao passar pela rodovia, principalmente a noite, já que ainda não sabem que tipo de animal eles procuram. – Continuava o jornalista. – Estão dizendo que pode ser um urso ou um leão da montanha...

- Esses humanos são tão tolos. Onde já se viu um urso em Busan?... Um leão da montanha então... – Jeon riu se levantando da poltrona indignado por tamanha tolice dos humanos.

Jeongguk foi até uma mesinha que ficava ao lado do balcão da cozinha e pegou um copo de Whisky. Apesar de ter se alimentado a algumas horas atrás, ainda estava com fome.

Parecia que aquela sede era insaciável, e o Whisky ajudava a distrai-lo.

Com o tempo acabou virando um apaixonado por Whisky, principalmente os de Johnnie Walker e toda a linha de Whisky que o mesmo lançou. Jeon tinha um grande carinho por Johnnie quando se conheceram no anos noventa, antes de fabricar a bebida e quando este morreu, não aguentou ficar na Escócia e se mudou para a América.

- Olá Pi – Jeon cumprimentou ainda de costas assim que escutou as passadas e a respiração se aproximando.

- Porque atacou aquela garota? Você disse que conseguia controlar – Ela cuspiu sem ao menos cumprimentá-lo.

- Pietra, você realmente acha que foi eu quem matou aquela garota? – Virou-se para a garota baixinha tomando um gole do seu Johnnie Walker predileto. – Eu consigo conter, ok? Consigo me controlar. Deveria confiar mais no que eu digo.

- Desculpa tio – Abaixou a cabeça. – Eu confio no senhor sim – Ela sorriu de uma maneira fofa. – Mas se não foi o Senhor, então quem foi?

Jeon suspirou sentando na poltrona e encarou o nada.

- Eu não sei Pi... Eu não sei


[…]


Eram quase cinco horas da manhã quando Jeongguk voltou da sua caçada. Apesar de ter bebido quase seis copos de Whisky, sua sede não o deixou em paz.

Desde que uma antiga amiga lhe ajudou a controlar sua sede de sangue humano e não atacar um quando o visse, teve que caçar sua própria comida. Animais indefesos na floresta.

Com animais indefesos quis dizer coelhos.

É realmente uma pena.

Precisava tomar um banho e tirar todo aquele sangue que manchada sua roupa antes de ir a escola.

Aliás, quantas vezes já não fez o terceiro ano? Nas contas de Jeon, era a quinta vez.

Ele tinha a opção de não ir a escola, para falar a verdade, não fazia diferença ele ir ou não. Porém frequentar a escola e ter contado com esses adolescentes melequentos o fazia se sentir mais... jovem?

Não sabia, mas gostava e o fazia se sentir bem.

Para uns, ele até poderia ser um adolescente com cara de dezessete cheio de amigos, mas com seus cento e vinte e cinco anos se sentia solitário. Vendo as pessoas que eram “mais jovem” que si, morrendo e ele ali, vivendo cada século como se fossem anos, cada ano como se fossem dias, cada dia como se fossem minutos. E era difícil ter que olhar no espelho todos os dias e não ver mudança nenhuma. Nenhum pelo, nenhuma espinha, nada.

Jeon ao menos podia dormir. Pelas contas, não dormia desde que foi morto, a cento e vinte e cinco anos atrás.

Sentia falta.

Quando encontrasse a pessoa que o transformou, com toda a certeza, a mataria.

Mas... But... Ser vampiro também tinha suas vantagens. Claro que tinha.

Não teria desculpa pra chegar atrasado na escola já que era mais rápido que o Sonic.

Não precisava de dinheiro para viajar já que hipnotizar pessoas era errado, mas nem um pouco ruim.

Não teria pelos, nem cravos e nem espinhas e, apesar de sentir falta, sabia como era horrível.

E outras coisas a mais.

Claro que antes de matar a pessoa que o transformou iria agradecê-la e pensaria até em leva-la ao Brasil para tomar uma caipirinha, não é mesmo?

Depois de tomar um banho gelado e relaxante, colocou uma roupa e desceu até a cozinha pegando mais um copo de Whisky.

- A nós Johnnie – Brindou seu copo a garrafa escrito em letras grandes e dourada Johnnie walker Red Label.


[…]


Assim que deu o horário de ir para a escola, pegou as chaves do Mustang, que já fazia parte de si, e se dirigiu a garagem.

Era sexta-feira feira e amanhã teria aquela festa de começo de ano. Jeon adorava essas festas de adolescentes, tinha bebidas, muitas bebidas e agora tinha mais um motivo para querer ir. Um certo moreno que havia levado metade dos pensamentos de Jeon para si.

Aquele garoto intrigava o Jeon mesmo este não querendo se envolver com humanos. Humanos dão trabalho, sabia disso, mas esse moreno não saía da sua cabeça e isso o irritava.


[…]


Chegou no campus e estacionou em uma das milhares de vagas que tinha naquele pátio. Saiu do carro e pode perceber vários olhos que caíram em si assim que começou a andar.

Uma metade, garotas o olhando com luxúria querendo ter um pedaço de si e a outra metade, garotos que o olhavam com raiva por tirar a atenção das suas garotas.

Não tinha culpa se era um tremendo de um partido, só é uma pena que não gostava da fruta, mas elas não sabiam, nem eles. Então que olhem.

Com apenas um caderno em mãos, foi andando pelos corretores, tinha saído um pouquinho mais tarde que o normal e por isso já estava para bater o sinal.

Entrou na sala de literatura, como sempre arrancando um pouco da atenção para si, e se sentou em uma das carteiras do meio.

Aos poucos a sala foi enchendo, inclusive quem queria ver se sentou na carteira a sua frente, e o sinal enfim tocou fazendo todos os alunos se sentarem as pressas e os atrasados tentarem chegar antes do professor.

- Olá Jimin – Sussurrou rente a nuca do moreno a sua frente. O professor já esta em sala escrevendo no quadro e este odeia barulho. Viu todos os pelinhos da nuca do garoto eriçarem.

- B... Bom dia Jeon – Sussurrou de volta. Jeongguk consegui ouvir os batimentos de Jimin e estes estavam muito rápido.

- Será que você poderia me emprestar uma caneta? Eu sai atrasado e acabei esquecendo a minha – Jimin estava vermelho ou era impressão sua?

Jimin sem nem responder estendeu as presas, praticamente jogando sem nem virar para trás, uma caneta a Jeon.

- Obrigado – agradeceu Jeongguk.

- Eu estou escutando cochichos?! – Gritou o professor parando de escrever e analisando a turma. – Foi o que pensei. – E então voltou para o quadro terminado de passar a literatura inglesa.


[…]


O intervalo chegou e junto a ele, uma sede incontrolável por sangue.

Jeon estava andando pelo pátio do campus quando viu uma garota caindo no chão. Ele foi ajuda-la, até porque Jeongguk mudava de século porém os modos e o cavalheirismo dos anos noventa ainda permanecia em si, se arrependendo amargamente por te feito tal ato quando viu que a garota estava com um corte em um dos joelhos.

E aquela quantidade considerável de sangue que escorria pela derme branca só colaborava para a sua fome subir e se não corresse dali o mais rápido possível perderia o controle.

O qual custou para conseguir.

- Dói... Ai – A garota de cabelos castanho-claros resmungava olhando para o joelho com o rosto molhado. – Por favor, você po...pode me ajudar? – Soluçando entre as palavras ela pediu encarando Jeongguk.

- Desculpa mas... Mas eu... Eu não... – Jeon estava perdendo o foco e o pouco de sanidade que tinha.

Encava tão profundamente o líquido grosso num tom vibrante de vermelho que podia sentir o gosto na ponta da língua. Sangue humano nunca pareceu tão apetitoso quanto naquele momento.

Tão doce e tão...

- Os seu olhos... – A garota disse em tom baixo recuando ainda sentada no chão. Olhava para Jeongguk como se fosse um monstro.

Aquilo foi o estopim para que Jeon acordasse e corresse como se fosse a luz. Sumindo das vistas da garota como poeira.

Eu estou louco... Como pude me deixar levar tão facilmente desse jeito?

Me arriscar?

O que teria acontecido com aquela garota caso não tivesse ido embora? O que teria acontecido com Jeon se não tivesse ido embora? Matariam ele se soubesse quem ele é. Ou o que ele é.

Jeongguk parou de correr depois que chegou na floresta que ficava perto da rodovia. Estava com fome. Comeria um boi de tanta fome.

Seus caninos já não estavam mais escondidos e os mesmos maltratavam tanto a boca do moreno que chegava a tirar sangue dos lábios, antes rosados, agora vermelho vivo.

As pupilas dilatadas como nunca. Sua esclera passou de branca para um vermelho escuro quase preto. As bordas dos olhos grandes estavam escuras num tom pretos com veia saltas fazendo um contraste magnífico com a pele branca.

Tão magnífico quanto letal.

- Coelhinhos, hoje vocês serão inúteis.

Jeon sorriu minimamente e sumiu em meio as árvores como se fosse o vento.


[…]


Dez minutos depois Jeongguk já se encontrava andando no campus.

Tinha conseguido sair e entrar na escola sem que ninguém percebesse, e de quebra voltar antes do intervalo acabar.

Estava preocupado. Seu semblante estava rígido. Precisava encontrar aquela garota antes que ela contasse a alguém o que tinha visto, apesar de que ninguém acreditaria nela, certo?

Cadê você?

Se perguntava vagando pelos corredores.

Hm... Talvez na enfermaria.

Mais alguns passos e ele viu a porta branca da enfermaria logo entrando. Ele sabia que não haviam pessoas na sala a não ser a menina, caso contrário, saberia pelos batimentos e pela respiração das outras pessoas se elas estivessem na sala.

Fechou rapidamente a porta assim que entrou. A garota estava sentada na maca com as pernas penduradas. Onde deveria ser o corte estava devidamente enfaixado, porém Jeon ainda podia sentir o cheiro do sangue só não o abalou tanto por já está cheio do alce e bem controlado.

- O...o que faz aqui? – Ela perguntou assustava assim que viu que não estava sozinha. – O que é você? Saía daqui. Me deixe em paz.

-Aish garota, pare de drama – Jeon já está estava sem paciência e a voz irritante da menina não ajudava. – Só vim dizer para não falar o que viu hoje mais cedo.

- E o que eu vi? – Ela perguntou um pouco receosa porque querendo ou não ela não sabia ao certo o que tinha visto.

- O que não devia – Jeon engrossou a voz fazendo a garota recuar assustada.

Jeon sem paciência alguma segurou um de seus braços e tampou a boca dela com a outra mão antes que arrumasse um escândalo e chamasse a atenção de alguém. Cravou o olhar nos olhos escuros e pequenos da garota e disse:

- Você vai esquecer o que viu mais cedo, ok? – Jeongguk sussurrava. A garota apenas assentiu sem piscar. – Se alguém perguntar o que aconteceu, diga que estava distraída, acabou caindo e se machucando. Depois alguém lhe trouxe para a enfermaria. Você não me viu hoje, entendeu?

- Eu não te vi hoje – Ela repetiu quando Jeon tirou a mão da sua boca e soltou seu braço.

- Boa garota – Ele sorriu e foi em direção a porta logo se virando para a menina. – Espero que você fique melhor logo.

- Ah... Obrigada – Sorriu como se não tivesse acontecido nada. Jeon saiu da enfermaria e logo em seguida escutou o sinal bater indicado o término do intervalo.

Jeongguk odiava fazer o que fez. Odiava fazer merdas e depois ter que apagar a memória das pessoas por problemas que nem eram delas.

Por puro capricho seu.

Se odiava todas as vezes que fazia isso, porém era necessário se não quisesse ser descoberto e morto.

Estava distraído com as mãos nos bolsos da calça jeans escura quando sentiu alguém trombar em si e se espatifar no chão. O estrondo dos livros caindo junto ao corpo pequeno foi alto.

- Oh... Me desculpe – Jeon disse agora vendo quem tinha esbarrado em si. – Segure minha mão. – Sem muito esforço o levantou.

- Obrigado e desculpa – Sorriu sem graça.

- A culpa foi minha Jimin. Eu estava de cabeça baixa. Não precisa se desculpar – Se abaixou junto ao Park para recolher os livros que estava espalhados pelo corredor.

- Obrigado – Jimin agradeceu quando Jeongguk lhe entregou seus livros.

- Aliás, para onde esta indo? Sei que não é da minha conta mas...

- Para a aula de português – Fora interrompido pelo baixinho – E você?

- Português também.

- Então porquê estava indo na direção contrária? – Perguntou o Park meio confuso já que a sala de português ficava no prédio de humanas e eles estavam no de exatas.

- Eu estava indo pegar as minhas coisas – Jeongguk passou uma das mãos na nuca. – Se importa de me esperar?

- Não!... An... Q... Quer dizer... Tudo bem eu espero – Jimin queria se bater naquele momento. Se tivesse um buraco com toda a certeza enfiaria a cabeça.

Jeongguk estava encantado com toda aquela timidez do baixinho. Ele era extremamente fofo e aquelas bochechas grandes e, agora, muito vermelhas faziam o vampiro viajar.

Jeon tinha plena consciência de que não poderia se apaixonar, palavras do próprio Jeongguk, principalmente por um humano.

Humanos não... Humanos morrem. Não vivem para sempre e Jeon não desejaria a ninguém a vida que ele tem. Uma vida imortal.

Não tem coragem de transformar alguém. Não quando se tem uma lembrança horrível de ter transformado a pessoa que mais amava. De ter acabado com a vida dela mesmo que tentando salva-la.

- Agora podemos ir – Sorriu para o baixinho começando a andar lado a lado com o mesmo. O segundo sinal ecoou pelos corredores.

- Deveríamos correr antes que o último toque – Disse Jimin olhando para o Jeongguk.


[…]


Chegaram na sala ofegantes, Jimin para falar a verdade já que era bem difícil Jeongguk se cansar, e sentaram nas carteiras que ficavam mais ao meio. Jeongguk na da frente Jimin na de trás.

- ta’ animado pra amanhã? – Jeongguk se virou para trás para encarar Jimin já que o professor ainda não tinha chegado.

- Não muito – Jimin sorriu sem graça por aquele par de olhos grandes estarem lhe encarando tão intensamente – Não gosto muito de festas e pessoas e barulhos...

Interessante.

Pensou Jeon

- Você é diferente de qualquer adolescente normal – Jeon sorriu tentando fazer com que o garoto olhasse nos seus olhos. Adorava olhar nos olhos do Park, mas este evitava olha-lo.

- Normal é chato – Jimin torceu o nariz fazendo Jeongguk se contorcer por dentro tamanha a Fofura.

- Concordo – Enfim o Park o olhou. E porra... Park Jimin tinha os olhos mais bonitos que já teve o prazer de olhar em todos os seus anos de vida. E olha que é muito tempo. – Seus olhos... São lindos.

Jeongguk jamais falaria aquilo em sã consciência, mas que se foda também. Nunca disse algo tão verdadeiro na vida. Quer dizer... Não só os olhos do Park que eram bonitos.

Jimin assim que raciocinou o que o Vantablack acabara de dizer, ficou completamente vermelho, vermelho não, roxo, verde, azul. Todas as cores da bandeira LGBT e mais algumas ainda.

- P...pare com isso – Choramingou escondendo os rosto corado nas mãozinhas. – Eles são ridículos e muito pequenos – Disse abafado.

- Olha esses dedinhos que fofos! – Agora Jeon não pode se segurar. Segurou as mãos do Park encarando seus dedinhos gordinhos encantado.

Jimin só faltava desmaiar tamanha vergonha. Estava trêmulo, Jeongguk estava segurando suas mãos e ele estava sentindo uma sensação estranha. Estranha mas não ruim.

- Jeon – Não sabia o que fazer. Acho que era mais fácil pendurar o Park em uma balada esse já que estava de todas as cores possíveis.

- Desculpa, mas é realmente fofos – Sorriu para o garoto a sua frente e vendo como o mesmo estava, soltou-lhe as mãos. – Eu me exaltei desculpa.

- Tudo bem só não faça de novo, ok? Você me assustou – Sorriu ainda sem graça olhando para qualquer lugar menos para frente.

- Ok... Mas ainda é fofo – Gargalhou vendo Jimin lhe encarar com os olhos espremidos. – Ok ok desculpa.

- Prestando atenção primeira série! – Gritou uma mulher baixinha e gordinha na porta. – O Professor de português de vocês não pode vir hoje, por motivos pessoais, então todo mundo ‘pra quadra agora e voltar para a última aula. Não quero ninguém no pátio.

A sala foi ao delírio fazendo tanto Jeon que tinha a audição aguçada, quanto Jimin que odiava barulhos tamparem os ouvidos.


[…]


Jeon estava sentado na arquibancada. Estava sozinho já que Jimin disse que iria ao banheiro e não tinha voltado.

Alguns alunos estavam jogando basquete na quadra enquanto outros estavam nas arquibancadas apenas olhando, assim como Jeon, ou apenas conversando entre si.

- Posso? – Jeongguk estava tão imerso em seus pensamentos que não escutou quando o moreno baixinho chegou.

- Claro – Respondeu Jeon assim que percebeu o garoto apontando para o lugar ao seu lado. Observando até demais Jimin enquanto este sentava.

Eles ficaram alguns minutos em silêncio, Jimin não se importando muito de ficar em silêncio ao contrário do moreno alto ao lado, este que já estava ficando inquieto.

- Jimin... Eu posso te perguntar algo? – Jeongguk achou fofo a forma como ele tinha parado de batucar os dedos para prestar atenção.

- Pode sim – Jimin sorriu minimamente voltando a olhar pra frente já incomodado com aqueles olhos lhe encarando.

- Quantos anos tem? – Perguntou Jeon ainda o encarando.

- Hum... Dezoito – Ótimo... Sou um pedófilo. Quer dizer, levando em consideração que faltava um ano pra ele ser maior de idade, não seria pedofilia. Jeon acabou rindo alto do seu próprio pensamento. – O que?

- Desculpa. Não é nada. – Agora tinha que inventar uma desculpa. – Acabei lembrando de alguém. Foi só isso.

- Hmm... – Jimin ajeitou os óculos no rosto. - Namorada?

- O que?

- Nada não...

- Não, não foi minha namorada – Jeon respondeu e Jimin acabou concluindo que Jeongguk tinha uma namorada. Para falar a verdade nem estava surpreso já que era quase impossível um garoto bonito como ele não ter uma namorada. – Para falar a verdade eu não tenho uma namorada.

Agora Jimin estava surpreso.

- Sério? – O Park acabou perguntando alto demais. – Quer dizer... Você é bonito, achei que tinha.

- Me acha bonito? – Jimin só agora tinha se dado conta do que tinha dito ficando tão vermelho quanto a logo da Coca Cola.

-Não... Eu... An... Quer dizer... Aish – Faltava se bater de tanta vergonha. Só sabia gaguejar e ficar vermelho. Jeon achou graça daquilo.

- Relaxa – Disse Jeongguk ainda rindo. – Seu segredo está guardado comigo. – Sussurrou citando uma frase que viu em um filme.

Jimin o encarou, ainda vermelho, reconhecendo aquela frase de algum dos filmes que tinha assistido recentemente com Taehyung.

- Eu conheço es... – Jimin iria falar quando uma das garotas que estava do outro lado do arquibancada lhe interrompeu.

- Você vai na festa de amanhã? – Perguntou a garota diretamente ao Jeon com uma voz muito irritante para o gosto de Jimin.

- Talvez – Respondeu Jeon curtamente.

- Eu adoraria que você fosse – A garota começou a enrolar a ponta do cabelo nos dedos. – Se caso você for e não tiver nenhuma companhia... – Enfiou a mão livre dentro do decote da blusa rosa tirando de lá um pedaço de papel e antes de entregá-lo ao Jeon, beijou o papel deixando a marca do batom vermelho. –...me liga que eu ficarei honrada em te acompanhar.

- Que gentil da sua parte – Jeon pegou o papel e desdobrou. Tinha o número e o nome da garota – Mas eu já tenho uma companhia.

Olhou de relance para Jimin este que estava olhando para baixo.

- Tenho certeza que seria melhor que ela, mas ok? – A garota sorriu falsamente para Jeon e foi embora toda empinada. Parecia que tinha algum problema de coluna, Jeon pensou.

- Porque só acontece comigo? – Jeon sussurrou apenas para si. – Toma... Vai precisar mais do que eu. – estendeu o papel para Jimin que inda estava de cabeça baixa.

- Porque acha isso? – Perguntou Jimin não pegando o papel da mão de Jeon, que ainda estava estendida.

- Não gosta? – Jeon era direto quando queria. Algumas pessoas com quem conviveu diziam que era um defeito, ele não achava. Jimin percebeu o sentido em que aquele gostar fora dito, não era burro nem inocente a esse ponto.

- Não me julgue, por favor. – Jimin evitou encarar Jeongguk. Jeon percebeu o desconforto do baixinho.

- Porque julgaria?

- Todos julgam.

- Não sou todo mundo. – Jeon se irritou um pouco por ser comparado a todos, mas suavizou-se assim que viu o rostinho amuado de Jimin. Jeongguk tocou o rosto gordinho e o levantou, fazendo-o lhe encarar. – Porque eu julgaria algo que eu sou.

Jimin não sabia o que fala ou o que fazer.

Abrira e fechara a boca várias vezes, mas nada saía.

- Eu não... – Realmente não sabia o que dizer. – Desculpa, eu só não esperava.

- O quê? Que eu fosse gay? – Perguntou Jeongguk apenas por perguntar. Sabia que as pessoas ficavam surpresas quando descobriam sua sexualidade.

- Que você admitiria algo assim... Logo de cara. Sei lá – Jimin ainda estava um pouco surpreso. Não que, necessariamente alguém precise ter cara ou jeito de gay, mas nunca saberia que aquele garoto alto de cabelos negrumes era gay. Não apenas olhando.

- Então já esperava que eu fosse gay? Estava de olho em mim Park? – Jeon sabia brincar com o psicológico das pessoas quando queria. Isso era fato.

- Não!... Quer dizer... Aigoo, pare de me colocar em situações constrangedoras – Jimin deu um leve tapa no braço direito de Jeon. E ele pode sentir, com apenas um tapa, os músculos bem durinhos no braço do garoto.

Porra. Que músculos.

- Eu estou apenas brincando – Jeongguk sorriu sem mostrar os dentes como de costume.

Jimin ficou imaginando como deveria ser o sorriso de Jeon, já que este mal sorria.

- E respondendo sua pergunta... – Jimin se pronunciou depois de um tempo em silêncio. Jeongguk estava o encarando de mais e já estava ficando incomodado. – Eu não esperava e não estava de olho... Em você.

- Poxa.

Era impressão sua ou Jeon Jeongguk estava dando mole pra ele?

Ficaram um bom tempo em silêncio apenas olhando os outros alunos na quadra e arquibancada. Uns jogando, outros conversando em grupos e outros, assim como eles, apenas observando.

- Posso perguntar quantos anos tem? Já que perguntou quantos eu tinha – Um pouco vermelho, por não estar acostumado a puxar assuntos, proferiu.

- Dezessete – Jeon demorou mais do que pretendia pra responder.

- Então sou o seu Hyung? – Jimin sorriu de uma maneira fofa. Pensamentos do próprio Jeon.

-Er... Tecnicamente sim – Encantando com o sorriso lindo do baixinho que acabará de descobrir ser o seu favorito, completou. – Sou um ano adiantado nas escola. Culpa dos meus pais.

- Hm... Queriam se livrar de você? – Jimin brincou.

- Eu acho que sim – Passou uma das mãos nos fios negros, esses que voltaram ao lugar tão uniformes quanto antes, e Jimin perceberá que no dedo médio da mão direita Jeongguk tinha um anel. Era o único que o moreno tinha, mas que lhe chamou a atenção.

Ele era todo detalhado e abstrato cheio de voltas. Era prata com uma pedra grande roxa escura na forma oval em cima.

Jimin ficou bastante curioso para saber o que significava.

- Para falar a verdade eu nem era tão bagunceiro assim – Continuou Jeon tirando Jimin dos seus pensamentos.

- Aham...sei – Ainda estava intrigado com o anel e não ficaria quieto até descobrir alguma coisa. Era curioso, isso ele tinha que admitir. – Belo anel.

Jeon olhou para a mão direita encarando o anel. Agora Jimin poderia ver que no meio da pedra roxa tinha esculpido, em prata e bastante trabalhada nos detalhes, a inicial maiúscula T.

Magnífico

Pensou o Park

- Ah isso? – Jeongguk passou o dedo da outra mão por cima do anel como se estivesse desinteressado. – É um anel antigo de família. Nada de mais.

- hm... – Jimin ainda não estava satisfeito. – E porque o T? Nome de alguém da família?

- Não necessariamente. – Encarou o Park que encarava o anel com olhos curiosos. – Na verdade é o significado da minha família. Meus descendentes.

Jeongguk ficou alguns segundos em silêncio, que na opinião de Jimin foram como minutos ou até horas, e este já estava prestes a perguntar o significado da letra quando Jeon se pronúncia antes.

- O T é de Tenebris, sobrenome antigo da minha família que foi se pendendo com o tempo. – Jeon agora encarava o anel. Jimin pode jurar que já tinha visto aquele nome em algum lugar.

- Me soa familiar – Disse Jimin.

- Talvez. É um nome antigo na verdade – Jeon encarou Jimin, este que até então estava de cabeça baixa. Por vacilo de Jimin, Jeon consegue capturá-lo com os olhos, esses que tanto tem evitado olhar. – Tenebris está em Latim e em coreano... – Jeon intensificou ainda mais o olhar e Jimin podia jurar ver cada uma das estrelas do céu concentradas em apenas uma lugar. Nas orbes negrumes do Vantablack. - ...significa escuridão.


Notas Finais


Quem tiver duvida em como o anel do Jeongguk é... Eu meio que me inspirei no do Stefan porem no lugar o S é um T


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...