História Never Forget You - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Memoria Perdida, Revelaçoes, Romance
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Palavras 1.935
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpa por ter postado antes, acabei ficando sem tempo. Mas... Está aqui o terceiro capítulo.

Espero que gostem <3 S2 S2

Capítulo 3 - Quem é você?!


Carregar alguém de quase dois metros de altura, pesando apenas quarenta e seis quilos é bem complicado, principalmente se a pessoa que está carregando for baixinha, como é o caso.

Quando finalmente chega em casa, Hyuna o coloca deitado em seu sofá, seu pijama terá que se encontrar com a máquina de lavar, já que a pessoa desacordada em sua frente está coberta de sangue.

– Tem um homem bem na minha sala, coberto de sangue. Deus, o que eu faço? – Por ter uma tia médica, Kim até que aprendeu alguma coisa, e a primeira coisa a se fazer é procurar o ferimento. Ao passar o olho pelo corpo do rapaz encontra na camisa social um rasgo, a tira e além de ver um lindo abdômen, ver também um corte no lado esquerdo do peitoral, ele não possui só o corte, tem ferimentos em sua testa, rosto e mãos, parece que tudo isso é resultado de uma grande briga, existem algumas manchas roxas em sua barriga e braços.

Em que merda esse cara se meteu?

Procura em seu quarto alguma coisa para parar o sangramento e sua caixinha de primeiros socorros, mas para o corte a única coisa que tem para usar é linha e agulha de costura.

– Vai ser isso mesmo. – Ao voltar para sala percebe que ele está acordando. – Não se mexe, por favor. Você tem um corte, vou costurá-lo, mas só para avisar, não sou médica e nem enfermeira. Então morda isso. – Coloca em sua boca um pano e começa a cuidar do corte primeiro.

 

No final de tudo o rapaz já está dormindo e todos os seus ferimentos estão cuidados, Hyuna leva a camisa dele para a máquina de lavar, antes de tomar um banho resolve verificar para ver se ele não está com mais algum machucado ou com febre.

Hyuna não pode negar que mesmo com todos os curativos o homem deitado em seu sofá é muito bonito, parecia até um astro da tevê.

Senta no chão de frente para ele e coloca a mão em sua testa, a temperatura parece normal para ela, isso significa que com febre ele não está, e ao seu ver nem possui outros ferimentos. Seu celular que está em cima da mesinha de centro apitou, ao olhar Kim lembra de ter colocado um despertador caso passasse da sua hora de dormir. São meia-noite e a garota ruiva só falta cair de tanto sono, sem perceber ela acaba dormindo onde está.

 

[...]

 

Ao acordar Kyung Jin não reconhece o lugar e nem a pessoa adormecida em sua frente, tenta se mexer, mas a dor que sente no abdômen é grande, então simplesmente fica encarando o teto, ao fazer isso lembranças da noite passada volta a sua memória, mas ele estranha, isso é a única coisa que lembra.

Não consegue lembrar de onde vem, mas sabe que não morava na Coreia a muito tempo, ao virar a cabeça um pouco para olhá-la, acaba lembrando de algo.

Me ajuda! Por favor.

– Foi ela. – Ao perceber curativos em suas mãos e em seu abdômen recorda de Hyuna cuidando de seus ferimentos e também o trazendo para sua casa.

Antes que a cabeça de Kim tombasse para o lado, ele a segura e sentiu como o rosto da garota é quente.

A garota acaba acordando ao sentir algo em seu rosto, sem querer seus olhos acabam se encontrando com os dela, sorri, mas não recebe um sorriso e sim uma feição perplexa. Tira sua mão do rosto de Hyuna rapidamente, isso faz ele se mexer e sentir uma pontada na parte inferior do tronco.

– Você está com dor? – É perceptível o tom de preocupação em Kim.

– Acabei me movimentando rápido demais.

– Eu vou pegar um remédio para dor, volto já. – Antes que ela pudesse se levantar, Kyung Jin segura seu braço.

– Você sabe quem eu sou?

– Q...Quem você é? Esperava que você respondesse isso. – A solta, que se levantou de supetão. – Então, estou com estranho que não sabe nem o próprio nome? Meu Deus!

– Nam Kyung Jin.

– O que?

– Acho que esse é o meu nome, Nam Kyung Jin. Ouvir as pessoas que me sequestraram falarem esse nome. – Hyuna balançou a cabeça, como se tentasse entender a informação que acabara de receber.

– Ok. Nam Kyung Jin, já é um começo, mas como assim, sequestrado? – Tenta se sentar, o que faz a dor voltar. – Deixa eu te ajudar. – Coloca uma de suas mãos nas costas dele e com a outra pega uma almofada, o ajudando sentar e encostar as costas na almofada, por esse motivo seus rostos ficam próximos. – Pode parar, por favor, estou ficando meio desconfortável.

– Com o que?

– De me encarar. – Fala como se fosse óbvio, mas Jin nem tinha se tocado de que a estava encarando.

– Me desculpe.

Já em uma distância considerável, Hyuna pede para ele explicar a história a sua história e o que tinha acontecido.

– Não sei como vim parar aqui e nem porque, mas sei que não moro na Coreia, só o que lembro é de acordar em um galpão com um ferimento na cabeça e de cinco caras conversando sobre algo que não consegui entender… Acabei sendo ferido ao tentar fugir, quando entrei naquela rua e avistei você, não pensei duas vezes em pedir ajuda. E isso é tudo que lembro. – A ruiva o analisa e além de perceber que ele continua sem camisa, também percebe que ele não está mentindo.

– Não se lembra de nadinha? Pais? De onde veio? Se tem namorada? Pelo menos algum número de telefone? – Nega todas as perguntas, bufou indignada. – Olha, vou tentar te ajudar a recuperar a sua memória, porque não posso ser vista com você aqui no prédio.

– Por que?

– A dona do prédio é uma velha pra lá de chata, e que com certeza contaria a minha tia que têm um homem aqui, com isso eu teria que morar com ela.

– Posso ter perdido a memória, mas sei que estamos no século XXI e muitos casais moram juntos, mesmo antes de casar. – Hyuna franziu a testa.

– Primeiro: Não somos um casal, eu mal te conheço. Segundo: O que ela pensaria se uma garota de dezenove anos saísse de casa com um homem sem camisa? – Ao olhar seu próprio corpo, Jin fica extremamente vermelho, o que faz Hyuna soltar uma risada, que ele acaba achando fofa, mas não diz nada. – Sua camisa está na máquina de lavar, mas não sei se vai dar para usar por conta do rasgo.

– O corte é muito profundo?

– Não sei dizer, é melhor vermos um médico, eu costurei com agulha e linha, mas precisa trocar os pontos. Vou procurar uma camiseta para você, assim podemos ir ao hospital. – Caminha até seu quarto e chegando lá percebe que foi seguida.

– Não deveria está na escola?

– Como sabe que ainda estudo? – Perguntou enquanto revirava seu guarda-roupas atrás de suas camisetas mais antigas. Se lembrava de ter algumas por ali.

– Seu material está espalhado por toda a escrivaninha. – Aponta.

– Não sou muito organizada.

– Percebi. – Sussurrou.

– Disse algo? – O encarou, ele apenas nega. Hyuna dá de ombros e volta a sua atenção para seu guarda-roupas.

Enquanto esperava Kyung Jin observava silenciosamente o quarto da jovem e se perguntava o motivo dela ter escolhido morar sozinha tão cedo, os jovens só fazem isso quando entram na universidade. Ao olhar as paredes do quarto – tinha feito isso na sala também – percebeu que não possui retratos de família, na verdade não existe nenhum retrato, nem com fotos da mesma.

– Achei! – Acaba se assustando, tinha esquecido que ela estava ali. – Essa é uma camiseta da minha banda favorita, na verdade nem sou tão fã hoje em dia, ela é a única que vai servir em você, eu a comprei na área masculina da loja. – Entrega a camiseta para Kyung.

Kim não pode não reparar novamente no peitoral dele enquanto se vestia, desde do seu término, que foi a quase dois anos, não teve muito contato com o sexo oposto. Bong Soon até a levou para um encontro a cegas, mas não deu muito certo, Hyuna não gosta de coisas desse tipo.

– Acho que já podemos ir.

– Não deveria trocar de roupa primeiro, ainda está com sangue. – Ao se olhar no espelho, Hyuna percebe que não é só sua roupa que está suja de sangue, mas suas mãos também. Ao olhar para elas uma lembrança embaçada invade sua mente, a assustando.

Têm uma criança com as mãos sujas de sangue e alguém caído no chão, não consegue ver nenhum dos dois rostos e nem em que lugar estão, mas o que vê já é demais para fazer ela fechar os olhos com força e balançar a cabeça, tentando apagar.

– Está tudo bem? – Assentiu, mesmo não estando. Nunca gostou de incomodar as pessoas com seus problemas, principalmente pessoas que não conhece.

– Se estiver com fome, têm alguns biscoitos na cozinha. Vou tomar um banho rápido para sairmos. – Corre até o banheiro e se tranca, respirando fundo. Essa lembrança acabou a deixando atordoada.

 

[...]

 

Após terminar de amarrar os tênis, Hyuna volta a se olhar no espelho, não consegue reviver a lembrança, bufou frustrada. Sem muita paciência para essas coisas, já que têm que cuidar de um homem sem memória, deixa seu cabelo solto mesmo e apanha uma mochila pequena cheia de buttons de diversos desenhos.

Hyuna nunca gostou de coisas simples, então suas bolsas são as mais criativas possíveis, não só elas como também, seus cadernos, canetas, e até algumas blusas. Ela gosta de não seguir o padrão.

– Acho que agora podemos ir. – Ao chegar na cozinha Hyuna não o encontra. – Aonde ele pode estar? – Ao se virar para a sala o vê em sua sacada, ele parece concentrado em algo. Se aproxima silenciosamente e encosta sua mão em seu ombro, fazendo ele se virar rapidamente e segurar seu pulso com força. – Calma! Sou eu.

– Me desculpe, é que foi assim que eles me sequestraram, por trás. – Fala enquanto ainda segura o pulso de Kim, isso faz com que ele se lembre de que ela não é apenas um sonho, seu medo é que do nada acorde e está preso naquele galpão.

– Se isso o incomoda, não farei novamente. Me desculpe. – Ele continua a encarando, isso faz com que ela fique nervosa, vermelha e começa a soluçar, reações que Hyuna evitava sentir a todo custo. – Vou ter que me acostumar com você me encarando, porque vi que não vai parar. – Deu um sorriso torto.

 

Que sorriso lindo! Ele fica muito lindo sorrindo.

Mas… Isso é complicado.

 

– Melhor irmos. – Se afasta e solta seu pulso. – Depois do hospital vamos ao shopping, tenho que comprar algumas coisas, tudo bem para você? – Dá de ombros.

– Sim. Não tenho para onde ir mesmo.

Ao sair do apartamento e trancar a porta, Hyuna observa ele indo em direção ao elevador, isso faz ela estremecer.

– Vamos? – Aponta para elevador, para Kim entrar.

– Vai na frente, esqueci algo em casa. Ao chegar no hall, me espere na porta de entradas. – Assentiu e entrou no elevador.

A ruiva observa até o elevador está no quarto andar, começa a descer as escadas correndo, ao chegar no hall, o avista na porta, espera um pouco antes de ir para recuperar o fôlego.

– Você correu? – Ela franziu a testa.

– Por que acha isso? – Hyuna achou que sua respiração já estava normal.

– Sua testa está molhada de suor. – Passa a manga da blusa limpando o lugar falado.

– Estava calor no elevador.

– Eu achei a temperatura normal.

– Eu sinto muito calor, agora vamos, porque já enrolamos mais que o necessário. – Depois de comprimentar o bondoso porteiro, os dois saem para pegar o ônibus.

 



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