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História Never forget you - Capítulo 17


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Notas do Autor


Eu iria postar ontem, mas acabei dormindo, então aqui está o capitulo.
Gente se vocês estão achando que a fic está indo rápido demais, me desculpa, porque eu nunca imaginei fazer a história ficar tão longa, ela terá no máximo vinte e seis ou vinte e sete capítulos. Eu achei que havia falado sobre isso no começo da fic, mas vi que não, me desculpe de novo.

Aproveitem e desculpa os erros <3

Capítulo 17 - Pequenas declarações


Fanfic / Fanfiction Never forget you - Capítulo 17 - Pequenas declarações

– Tome um banho, isso fará você se sentir um pouco melhor. – Concordo sem dizer nada, minha garganta está dolorida de tanto que chorei.

Deixo Taehyung na sala e caminho lentamente até o banheiro, sem muita vontade entro debaixo do chuveiro, a água está gelada, mas não estou me importando muito para mudar a temperatura.

Não consigo mais chorar, mas meu coração está doendo só de pensar em perdê-la, balanço minha cabeça para afastar esses pensamentos, enquanto lavo o cabelo toco em uma pequena cicatriz escondida entre meus fios.

Quando criança estava correndo no meio da floricultura brincando com a Jennie, mas acabei escorregando e caindo, bati minha cabeça em um vaso que quebrou, ele era um dos favoritos da ajumma e achei que ela brigaria comigo, mas ao invés disso ela me pegou no colo e me levou até o hospital a pé, com a Kim ao lado dela. Levei uns quatros pontos e a ajumma não saiu do meu lado, nem mesmo quando o médico disse que eu estava bem.

O vaso havia sido dado pelo seu falecido marido e não pode ser restaurado, eu me senti muito culpada, mas a senhora Lee nunca tocou no assunto, ela disse que o mais importante era que eu estava bem, lógico que me proibiu de correr em sua loja novamente, e também fiquei de castigo quando mamãe descobriu.

Nunca esqueço do dia em que a conheci, eu devia ter uns nove anos, havia acabado de sair da casa do meu pai, não aguentava mais ele, a minha madrasta e seu filho, eles sempre me deixavam magoada.

“Estou com a cabeça entre minhas pernas para esconder minhas lágrimas, a noite é realmente muito fria, mas no momento não me importo muito. Ele não veio atrás de mim, não sei porque pensei que por um momento aquele homem se importaria comigo.

– Garota? – Alguém toca meu ombro me assustando, dou um pulo e afasto-me amedrontada. – O que faz aqui fora tarde da noite? – Olho para a mulher em minha frente o que a deixa um pouco assustada, mas depois sua expressão volta ao normal. Ela não parece ter mais do que cinquenta e cinco anos, está usando um avental de um desenho animado antigo e óculos redondos em seu rosto. Não a respondo, apenas me encolho mais. – O gato comeu sua língua por acaso? Por que não me responde?

– O gato não comeu minha língua. – Mostro a língua para confirmar o que falei.

– Então por que não me respondeu? – Dou de ombros. – O que está fazendo aqui?

– Eu fugi de casa. Meu pai e minha madrasta não gostam de mim, e o meu meio-irmão fica puxando meu cabelo toda hora, então eu decidi sair de lá e não voltar nunca mais.

– E onde você irá comer, dormir? Já tem outra casa? – A senhora cruza os braços e se encosta no batente da porta.

– Eu não sei, mas não volto para lá. – O vento fica mais forte me arrepiando inteira, abraço-me ainda mais e acabo dando um espirro.

– Há quanto tempo está aqui fora? – Novamente dou de ombros.

– Algumas horas, eu acho, não contei. – Ela me olha intensamente e não sei dizer se está zangada ou com pena de mim.

– Entra! – Ordena. Acho que era para me deixar intimidada, mas não fico, gostei do jeito dela. – Entra logo, garota, não tenho a vida toda.

Pego minha mochila e me levanto do chão entrando na loja logo em seguida, relaxo meu corpo ao sentir o local todo quente, percebo que estou em uma floricultura, têm diferentes tipos de flores, umas mais lindas que outras.

A senhora fecha a porta e pede­ – na verdade seu tom era bem mandão, mas não liguei – para que eu a seguisse, assim faço. Subimos uma escada não muito grande até o segundo andar, onde é a casa dela.

O lugar não é muito grande, mas é bem aconchegante, tiro meus sapatos e sinto o chão aquecer meus pés e logo o resto do meu corpo, sem gentileza nenhuma ela pede para eu colocar a mochila no sofá e me sentar na mesa de jantar.

– Você está com fome? – Balanço a cabeça positivamente animada, já faz um tempo em que não como nada. – Como é o seu nome?

– Mirae. – Ela me olha assustada e pisca algumas vezes antes de falar.

– É um nome bonito. Minha filha também se chamava Mirae. – Disse sorrindo levemente enquanto olha distraída.

– E cadê ela? – Pergunto curiosa, mas ao ver um olhar triste aparecer em seus olhos e eles ficarem marejados me arrependo.

– Aconteceu um acidente e meu marido e minha filha acabaram não sobrevivendo, mas não gosto de falar sobre isso.

– Eu sinto muito, ajumma.

– Meu nome é Lee Yangmi.

– Posso te chamar de ajumma?

– Pode. – Levanto da cadeira e vou até ela abraçando sua cintura com força. – O que está fazendo?

– Estou te abraçando, ué! – A ajumma revira os olhos, mas retribui o abraço. Ouço um fungar e sei que ela está chorando, por isso continuo perto até que pare.

Depois de me alimentar a ajumma deixa que eu passe a noite com ela, não perguntei mais sobre sua família e ela fez o mesmo comigo, ficamos as duas sentadas no sofá assistindo alguma novela até que dormi em seus braços”

Nunca mais fiquei longe da ajumma depois desse dia.

Saio do chuveiro ao perceber que fiquei mais tempo que o necessário, meu rosto está molhado, misturando a água com minhas lágrimas.

– Ajumma, fique bem, por favor. – Sussurro mesmo sabendo que ninguém pode me ouvir.

Por estar meio atordoada ainda, sem querer deixo alguns produtos cair e meu perfume que espalha pedaços de vidro por todo canto, Taehyung deve ter ouvido o estrondo, porque logo ouço batidas na porta. Me enrolo em uma toalha e abro a porta.

– Está tudo bem? – Pergunta preocupado olhando para a bagunça no chão.

– Está, eu só deixei cair algumas coisas. – Ele estica a mão para que eu a segure e depois me ajuda a sair sem que eu pise em nenhum caco de vidro.

– Eu arrumo tudo aqui, não se preocupe.

– Não precisa, foi eu que baguncei, eu posso cuidar disso, só vou me arrumar primeiro. – Não espero uma resposta sua e entro em meu quarto vestindo uma roupa confortável, calça de moletom e uma camiseta, depois fico secando meu cabelo para deixá-lo solto mesmo.

Volto para o corredor e vejo o banheiro já arrumado, vou para a sala e encontro Taehyung sentado no sofá lendo um livro qualquer da minha estante, me sento ao seu lado e ele logo para de ler.

– Está se sentindo melhor? – Dou de ombros com um bico nos lábios.

– Mais ou menos. Eu encontrei a ajumma caída no chão hoje, mas agora ela já está hospitalizada e voltarei para lá depois. – Abraço minhas pernas.

– E o que te deixa ainda assustada?

– O pensamento de que quase a perdi. – Taehyung segura uma das minhas mãos e pede silenciosamente para que eu me deite no sofá, acabamos ficando os dois deitados olhando um para o outro. – Eu senti o mesmo quando não o vi no mercado e agora com ela. Eu não quero perder nenhum dos dois, vocês são muito importantes para mim, então me prometa que não vai embora.

– Eu não irei embora. – Levanto meu dedinho e ele o dele, entrelaçamos assim fortalecendo nossa promessa.

O Kim fica fazendo carinho em meu cabelo o que me deixa com sono e em poucos minutos já estou quase adormecendo.

– Eu estou apaixonada por você, Taehyung. – Digo piscando para me manter acordada.

– Eu também estou apaixonado por você, Mirae.

 

Uma semana depois...

A ajumma recebeu alta depois de uns dois dias e parecia melhor do que antes, estava toda sorridente, mas claro que sua grosseria não foi embora, porque ela é Lee Yangmi e ser ríspida é uma característica marcante sua.

Chorei bastante quando ela acordou, mas logo parei quando a ajumma falou que seus ouvidos já estavam doendo de tanto ouvir minhas ladainhas, mesmo sendo tão difícil eu amo essa mulher.

Hoje é um dia como todo os outros para mim, estou terminando de desenhar alguns figurinos para quando eu abrir meu atelier, tenho esse sonho a muito tempo, porque sempre gostei de desenhar as roupas das minhas bonecas e as minhas também.

Sou surpreendida por um beijo na bochecha, viro a cadeira e encontro um Taehyung muito sorridente, não sei o motivo do sorriso, mas também sorrio ao vê-lo.

– Por que está tão feliz? – Pergunto.

– Porque hoje é um dia especial, não é? – Olho para o calendário atrás de mim e vejo que circulei a data de hoje e escrevi feliz aniversário para mim mesma, faço isso todo ano, mesmo não comemorando, mas hoje acabei esquecendo.

– Havia esquecido, não costumo comemorar meu aniversário faz alguns anos.

– Por que? – Dou de ombros.

– Não sei, cheguei na fase adolescente e falei para a minha mãe que não queria mais festas. – Taehyung se aproxima de mim e segura a minha mão deixando um selar nela.

– Sei que no momento não posso te dar nenhum presente, mas eu gostaria de passar esse dia com você. – Ele diz sorriso e não consigo dizer não para nada que o Kim pedir.

– Tudo bem, eu aceito. Para onde iremos?

– Podemos ir a um parque, hoje o sol está até que quente, mesmo estando frio. – Concordo.

– Podemos também fazer um piquenique, eu preparo a comida e você pode me ajudar. – Levanto segurando ainda sua mão e vamos juntos para a cozinha.

– Eu não sei cozinhar. – Resmunga.

– Mas hoje é o meu aniversário e quero a sua ajuda. – Coloco meu avental e o ajudo a colocar o dele. Antes de iniciarmos o surpreendo com um beijo. – Você fica vermelho tão rápido, Taehyung-ssi. – Debocho tocando suas bochechas rosadas.

– Só eu? – Sua mão rodeia minha cintura aproximando nossos corpos me fazendo virar o rosto para a direção oposta e inflar as bochechas quando as sinto formigarem.

– O que está fazendo?

– Provando que também a deixo vermelha. – Viro o rosto para olhá-lo e sou surpreendida por um beijo seu.

No começo era apenas um tocar de lábios, mas rapidamente sua língua adentra minha boca aprofundando mais o beijo e me deixando quente, tenho a mesma reação desde que nos beijamos pela primeira vez, o que me faz sorrir.

– Você parece feliz. – Comenta com os lábios próximos aos meus.

– E estou. – Dou-lhe um último selar antes de começarmos a cozinhar.

Até que dessa vez não deu nada errado, porque a única coisa que o Kim fez foi preparar o suco e pegar os ingredientes para mim, não pedi que fizesse isso, mas ele mesmo preferiu assim ou botaria fogo na cozinha, palavras dele.

Quando terminamos de arrumar a cesta, colocado os alimentos e a toalha, eu vou me arrumar e mais velho faz o mesmo, falei para que ele me esperasse do lado de fora do prédio, porque eu não iria demorar tanto.

Me olho no espelho pela terceira vez para ter certeza de que estou bonita, já faz tempo que eu não saio para comemorar algo, e também esse passeio irá contar como o meu primeiro encontro com o Taehyung, quero ficar realmente linda.

Estou usando uma blusa de manga longa preta e fina, por cima um vestido de alças finas quadriculado, decido deixar meu cabelo solto, arrumo minha franja e por fim passo um brilho labial.

Calço meu allstar e antes de sair de casa pego um sobretudo e uma bolsa de lado, passo pela minha escrivaninha e vejo minha câmera fotográfica, quando adolescente eu adorava fotografar, não importava as horas, era o meu passatempo favorito. Coloco a câmera em minha bolsa e caminho para fora.

Taehyung está me esperando enquanto segura a cesta e chuta algumas pedrinhas no chão, está vestindo uma camisa cinza de gola alta, seu sobretudo e uma calça estilo social, seu cabelo está levemente se movendo por causa do vento, não perco tempo em pegar minha câmera e fotografá-lo distraído.

– Vamos? – Apareço atrás dele que ao se virar deixa um enorme sorriso aparecer.

– Uau! Você está linda! – Coloco uma mecha de meu cabelo atrás da orelha e inflo minhas bochechas vermelhas.

– Obrigada.

– Você tem uma câmera fotográfica? – Assenti.

– Era algo que eu fazia antes. – Ele deixa a cesta no chão e pega a câmera da minha mão.

– Sorria, irei tirar uma foto sua. – Nego com a cabeça. – Por favor, Mirae, você está linda demais para não ser fotografada. – Sorrio com elogio e ouço o primeiro ‘click’.

– Taehyung-ssi, nós temos que ir.

– Ok, vamos. – Pega a cesta e a segura junto com a câmera em uma mão só, com a outra ele entrelaça nossos dedos.

Enquanto andávamos Taehyung não largou nenhuma vez a minha mão, as vezes dava um beijo em meu dorso e não deixava que o sorriso em seu rosto morresse, eu não estava diferente.

Caminhamos pelo parque até encontrar um lugar mais afastado, ele escolheu uma árvore bem grande para ficarmos debaixo, o local não é muito movimentado, por ficar longe dos quiosques, e aqui tem muito mais árvores.

– Está com fome? – Pergunto assim que nos sentamos em cima da toalha. O Kim encosta as costas no tronco da árvore e eu fico de frente para ele.

– Um pouco. – Tiro da cesta as embalagens com comidas e as distribuo na toalha. – Esse lugar é muito bonito.

– É mesmo, mas nunca vim aqui. Costumo ficar mais perto dos quiosques, lá tem bastante gente.

– Gostei daqui, é bem mais silencioso e aconchegante. – Pego um kimbap e dou para o mais velho provar. – O aniversário é seu, mas sou eu que recebo comida na boca. Gostei do tipo de comemoração daqui. – Reviro os olhos, mas deixo um sorriso bobo escapar.

– Está gostoso?

– Sim, igual a todas as suas comidas.

Estou comendo um morango distraída olhando duas crianças correram um pouco longe da gente quando ouço um barulho de flash, viro e vejo Taehyung tirando fotos minhas.

– O que está fazendo, Taehyung-ssi? – Semicerro os olhos para ele.

– Acho que é meio óbvio. – E do nada outro ‘click’.

– Para de tirar fotos minha distraída, não fico bonita.

– As imagens aqui dizem ao contrário. – Tento pegar a câmera, mas ele estica o braço para cima dificultando.

– Me dê isso, Taehyung-ssi. Se você pode tirar fotos minhas, eu posso tirar algumas suas também.

– Você já tirou. Acha que eu não vi? – Diz sorrindo.

Aproveito que está distraído e consigo tirar a câmera de sua mão, mas acabamos ficando perto demais, Taehyung coloca a mão em minhas costas e faz com que eu encoste minha cabeça em seu peito, por ele está encostado na árvore.

– Vamos ficar assim por um tempo. – Concordo. Sua mão alisa minhas costas e me aconchego mais nele, colocando a câmera ao seu lado e abraçando sua cintura. – Qual foi o melhor momento da sua vida?

– Hum? – Levanto a cabeça para olhá-lo.

– Qual momento você nunca irá esquecer? – Volto a deitar a cabeça em seu peito.

– O momento que nunca vou esquecer? O dia em que conheci minha mãe, Kang Sunhye.

– Como?! – Ele se ajeita fazendo com que eu fique sentada ao seu lado, não mais deitada.

– Não consigo me lembrar direito de quando era criança, meu passado é muito confuso, não lembro da minha mãe biológica, mas meu pai me contou que ela fugiu quando eu tinha seis anos, não recordo de nada antes dos seis. Meu pai se casou novamente e eu sofria muito na mão dele e da minha madrasta, eles tiveram um filho e quando vi que ele era mais amado do que eu decidi fugir de casa.

– Eu sinto muito. – Diz segurando minhas duas mãos e as beijando.

– Não sinta. No mesmo dia que fugi conheci a ajumma e alguns dias depois conheci minha mãe, esse foi o melhor dia da minha vida. Ela não podia engravidar e seu marido tinha acabado de se separar dela, quando me viu ficou tão feliz, a ajumma já a conhecia e ela sempre ia me visitar até que perguntou se eu queria ser sua filha, e eu disse sim.

– Não sabia que você havia passado por tanta coisa. – Acaricia minha bochecha.

– Eu estou bem.

– E a sua mãe biológica, você nunca mais a viu?

– Não, eu queria poder lembrar dela ou encontrá-la só para perguntar porque me abandonou, mas ela nunca voltou.

– Eu sinto muito. – Fala novamente. Dou-lhe um sorriso.

– Eu já disse para não sentir, eu estou bem, não sinto falta dela. É estranho sentir algo por alguém que você não lembra, por isso meu sentimento em relação a ela é indiferente.

– Mesmo não tendo muitas lembranças agora, tenho uma que eu sei que nunca vou esquecer.

– Qual? – Taehyung se aproxima de mim deixando seu rosto bem perto do meu, nossas respirações acabam se misturando e quando inspiro ele expira.

– O dia em que entrei naquela rua e vi você. Nunca irei esquecer do seu olhar de preocupação mesmo não me conhecendo, é por sua causa que estou aqui agora, eu posso agradecer todos os dias e ainda sentirei que não é o bastante para recompensar o que você fez.

– Taehyung-ssi, assim você me deixa sem graça. – Ele ri antes de juntar nossos lábios em um beijo apaixonado.

– Eca! – Ouvimos duas crianças e nos separamos, olhei para elas que estavam com uma expressão de nojo no rosto antes de saírem correndo.

– Quando crescerem eles saberão o quão bom é beijar. – Comenta e dou uma risada.

– Taehyung-ssi! – O repreendo.

– Olha ali! – Ele aponta para o céu. – Quer assistir ao pôr do sol comigo?

– Claro. – Nos sentamos um ao lado do outro, deito minha cabeça em seu ombro.

– O pôr do sol sempre foi lindo, mas hoje está incrivelmente lindo, talvez seja por sua causa.

– Como assim? – Passo a encará-lo.

– É simples, você é tão boa que até o sol sabe disso, e hoje ele está partindo lindo desse jeito porque é um dia especial, a noite será ainda mais linda para combinar com você. – Não consigo não rir pelas coisas que ouço.

– Você está falando confuso igual a um bêbado.

– Talvez eu esteja bêbado. Bêbado de amor por você. – Volto a rir e o Kim pega a câmera.

– Chega! – Tampo meu rosto com as mãos para impossibilitá-lo de tirar a foto.

– Nós não temos nenhuma foto nossa juntos, precisamos de uma. – Concordo tirando as mãos do rosto e me aproximando. Ele vira a câmera e dá o primeiro ‘click’. – Só mais uma. – Taehyung fala.

O mais velho pede para que eu me aproxime mais e assim faço, ele coloca um tempo de cinco segundos depois de apertar o botão, assim que aperta Taehyung me encara, mesmo sem entender faço o mesmo, deixo um sorriso surgir e ele também, ouço o barulho de que a foto foi tirada.

– Ficou perfeita. – Comenta olhando para a fotografia.

– Verdade, ficou bonita. – Olho para o céu que já está escuro. – Está na hora de irmos, eu quero jantar naquele restaurante que fomos na feira, o que acha?

– Perfeito. – Taehyung me ajuda a levantar e arruma as coisas colocando-as na cesta.

Antes que eu desse meu primeiro passo o Kim para em frente ao tronco da árvore e começa a fazer algo nela com uma faca, eu tento espirar, mas ele impede me deixando curiosa.

– O que está fazendo? Por que não posso ver? – Cutuco sua costela.

– Calma, já vou deixar que veja. – Um bico de indignação forma em meus lábios, cruzo os braços e olho para a direção oposta à da árvore. – Pronto!

Viro para o tronco e vejo nossas iniciais dentro de um coração, cubro a boca com a mão emocionada, passo meus dedos pelo desenho delicadamente.

– Taehyung-ssi, isso é lindo. Obrigada. – Continuo admirando a ‘nossa’ árvore.

– Quando vier aqui sozinha saberá como encontrar essa árvore.

– Eu não quero vir aqui sozinha. – Meus olhos enchem de água ao me imaginar vindo aqui sem ele, não deixo uma lágrima cair e também não viro para olhá-lo, não quero que ele me veja assim, já chorei muito em sua frente.

– Se depender de mim não virá. Vamos? – Faço que sim com a cabeça e passo as mãos em meus olhos.

Depois de jantarmos Taehyung me leva até o terraço, fico apoiada na sacada vendo a cidade iluminada, não sei o que ele está fazendo, mas ouço toda hora ele entrando e saindo de dentro do quarto.

Enquanto voltávamos para casa a sensação de que tinha alguém nos vigiando me deixou aflita, mas consegui parecer calma para que o Kim não desconfiasse, acho que isso é tudo coisa da minha cabeça, talvez seja o medo de perdê-lo, esse medo está me deixando meio paranoica.

– Já posso olhar? – Pergunto ansiosa.

– Pode. – Taehyung fez uma espécie de cama com cobertores e travesseiros.

– Para que tudo isso?

– Como não posso te comprar nada pensei em ficar vendo as estrelas e conversando idiotices com você, aceita.

– Eu aceito, e só uma curiosidade, prefiro momentos a presentes.

Eu e ele tiramos os sapatos e os sobretudos antes de deitar, está frio então logo Taehyung me cobre, deito minha cabeça sobre seu braço e a outra está em minha cintura, eu também o cubro e nenhum dos dois olham para o céu.

– Gosto das suas sardas, mesmo não aparecendo muito, elas só fazem te deixar ainda mais linda. – Ele passa sua mão pela minha bochecha e depois meu nariz.

– Gosto da pinta em seu lábio inferior, te deixa mais sexy.

– Quer dizer que você me acha sexy? – Um sorriso malicioso surge em seus lábios me deixando envergonhada, por que eu disse aquilo?

Eu apenas falei verdades, não foi?

– Por que gosta tanto de me ver vermelha?

– Talvez seja um fetiche meu. – Escondo meu rosto em seu peito e escuto uma risada sua. – Você também é sexy, Mirae. Principalmente quando não se esforça nenhum pouco para isso, você atrai qualquer pessoa apenas sendo você mesma.

– Esse foi o meu melhor aniversário, obrigada Taehyung-ssi. – Levanto minha cabeça para que minha voz não saia abafada.

– De nada, fico feliz que tenha gostado. Irei confessar que quando me emprestou o notebook pesquisei para que eu não fizesse nada de errado.

– Eu sei, você esqueceu a página aberta. – Ele fica surpreso.

– Então você já sabia de tudo?

– Não de tudo, eu sabia do parque por isso dei a ideia do piquenique e o jantar, mas as iniciais na árvore e aqui em cima não, por isso gostei tanto. Você consegue me surpreender até quando sei das coisas. Não quero que esse dia acabe nunca. – O abraço escondendo meu rosto em seu peito novamente, ele retribui o abraço depois de cobrir ainda mais nós dois.

– Eu também não quero. Você é a melhor coisa que me aconteceu, Mirae. – Ele alisa meu cabelo. – Eu quero passar todos os seus aniversários juntos, eu tentarei fazer isso, por favor, não se esqueça de mim.

– Eu não vou me esquecer, Taehyung-ssi.

 

 

 


Notas Finais


Até <3


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