História Never gettin' older - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Monsta X
Personagens Joo Heon, Show Nu
Tags Showheon
Visualizações 44
Palavras 2.962
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


CARALHO EU DEMOREI ANOS PRA ESCREVER ESSA PORRA
Mas entao vamos ao que interessa. Todo mundo aqui conhece Closer dos The Chainsmokers com a Halsey, certo(quem não conhecer, o link vai estar nas notas finais)? Certo. Eu tentei colocar algum vídeo com a letra em português, mas depois de ver um zilhão deles percebi que em todos a tradução estava incorreta em alguns versos, então eu mesma traduzi, vou deixar a letra aqui nas notas iniciais mesmo, nao me matem.
Eu espero também que gostem, porque eu me dediquei muito fazendo essa one e postar ela é tipo uma missão cumprida euehueheu.
Boa leitura ♡
(Ah, e eu tirei os versos da ordem pra história poder fazer sentido.)



Letra:

Ei, eu estava indo muito bem antes de te conhecer
Eu bebia demais e isso é um problema, mas eu estou bem
Ei, diga aos seus amigos que foi bom conhecê-los
Mas eu espero nunca vê-los novamente

Eu sei que isso parte o seu coração
Me mudei para a cidade em um carro quebrado e
Quatro anos, nenhuma ligação
Agora você está [email protected] em um bar de hotel e
E eu, eu, eu, eu, eu não consigo parar
Não, eu, eu, eu, eu, eu não consigo parar

Então, amor, me puxe para mais perto no banco de trás do seu Rover
Que eu sei que você não pode pagar
Mordo essa tatuagem no seu ombro
Agarre os lençóis bem no canto
Do colchão que você roubou
[email protected] sua/seu colega de quarto lá em Boulder
Nós nunca vamos envelhecer

Nós nunca vamos envelhecer
Nós nunca vamos envelhecer

Você está tão [email protected] quanto no dia em que eu te conheci
Eu esqueci porque eu te deixei, eu estava [email protected]
Fique, e coloque aquela música do blink-182
Que nós escutávamos no último volume em Tucson, okay

Eu sei que isso parte o seu coração
Me mudei para a cidade em um carro aos pedaços e
Quatro anos, nenhuma ligação
Agora eu estou [email protected] em um bar de hotel
E eu, eu, eu, eu, não consigo parar
Não, eu, eu, eu, eu, não consigo parar

Então amor, me puxe para mais perto no banco de trás do seu Rover
Que eu sei que você não pode pagar
Mordo essa tatuagem em seu ombro
Agarre os lençóis bem no canto
Do colchão que você roubou
[email protected] sua/seu colega de quarto lá em Boulder
Nós nunca vamos envelhecer

Nós nunca vamos envelhecer
Nós nunca vamos envelhecer

Então amor, me puxe para mais perto no banco de trás do seu Rover
Que eu sei que você não pode pagar
Mordo essa tatuagem em seu ombro
Agarre os lençóis bem no canto
Do colchão que você roubou
Da sua colega de quarto lá em Boulder
Nós nunca vamos envelhecer

Nós nunca vamos envelhecer (não, nós nunca vamos envelhecer)
Nós nunca vamos envelhecer (não, nós nunca vamos envelhecer)
Nós nunca vamos envelhecer (nós nunca vamos envelhecer)
Nós nunca vamos envelhecer (não, nós nunca vamos envelhecer)

Nós nunca vamos envelhecer
Não, nós nunca vamos envelhecer

Capítulo 1 - Stay, and play that blink-182 song


Eu estava na estrada há muito tempo. O som irritante das rodas deslizando sobre o asfaltamento começava a me deixar maluco, a bateria do meu celular tinha caído, esqueci meu carregador portátil na casa dos meus pais, chovia fodidamente e tudo o que eu queria era chegar naquela maldita casa logo, também tinha outro barulho além daquele, mas eu não liguei e continuei dirigindo até a entrada de Gwangju. Então, como se para me testar, o barulho no carro se tornou mais audível e ele começou a fazer sons como o de mini-explosões, para depois de cerca de três minutos de eu não estar entendendo droga nenhuma do que estava acontecendo, parar na frente de um restaurante.

Os carros que vinham atrás de mim quase bateram no meu, e outros buzinavam loucamente enquanto xingavam, na esperança de que eu andasse mais rápido, mas adivinha só? O carro tinha morrido no meio da avenida e a única coisa que faltava para completar a lista de desgraças do dia era eu sair e ser atropelado.

Se bem que se isso acontecesse, eu até agradeceria.

— O carro morreu, porra! Dêem a volta! — abaixei o vidro e gritei na janela, para logo depois um homem com uma capa de chuva aparecer repentinamente na minha frente e me dar um susto.

— Se acalme, rapaz, nós vamos empurrar pra você, encoste no posto — disse o homem que parecia estar na casa dos quarenta anos e eu olhei para trás, vendo carros com o pisca-alerta aceso e algumas outras pessoas postas atrás do meu Rover.

— Muito obrigado — suspirei. Finalmente a primeira notícia boa do dia todo.

Desliguei o carro(o que não fez muita diferença, já que ele estava ferrado e morto, mesmo) e soltei o freio de mão, sentindo o mesmo começar a andar eu controlava o volante, virando à esquerda e vendo o posto que o homem tinha falado a cerca de doze metros de distância.

Quando o carro já estava debaixo da cobertura do posto dei um soco forte no volante para então fazer uma expressão de falsa felicidade e tomar coragem para descer do carro e agradecer aquelas pessoas que tinham me ajudado, afinal, eles saíram debaixo de um temporal para empurrar aquela grande merda com rodas que eu chamava de automóvel. Desci do carro, aqueles que me ajudaram eram todos homens fortes, na melhor idade e barbudos, pensei até que eram algum grupo de motoqueiros das antigas.

— Obrigado mesmo, eu não sei como agradecer por isso — comecei a quando eles vieram ao meu encontro. Confesso que senti um pouco de medo.

— Não há de quê — o que apareceu na janela sorriu e o medo desapareceu um pouco, ele estendeu a mão e pegou a minha. Agora que tinha luz pude ver que ele era grisalho e usava uma corrente de elos largos no pescoço debaixo da capa e também tinha muitas tatuagens. — Eu sou Sunghan, mas todos me chamam de Lince, nós temos uma oficina perto do Gwangju Palace. Morte, pode chamar o guincho? — Ele se virou para um outro cara que rapidamente pegou o celular.

Engoli em seco. Morte?

— Eu sou Hyunwoo — também me apresentei — vocês ficam abertos durante a noite?

— A gente só trabalha a noite —  Uau, vampiros.

— Que ótimo, olha, eu vou me hospedar nesse Gwangju Palace, eu acabei de me mudar e preciso ir pra casa, por favor, façam o que puderem para consertar meu carro, me liguem e acertaremos o orçamento.

Lince se virou para os amigos e eles conversaram durante alguns segundos. Era no mínimo estranho um grupo de caras barbudos com cara de motoqueiros dos anos oitenta me abordar no meio de uma chuva capaz de destruir o mundo para me oferecer ajuda com um carro morto, mas a verdade é que eu estava pouco me lixando, eu só queria chegar em casa logo e se eles roubassem aquela droga eu iria agradecer aos céus. Eu não entendia bolhufas sobre carros, só aprendi a dirigir porque cansei de ser carregado para cima e para baixo pelos motoristas do meu pai, e se aqueles caras me passassem a perna eu só saberia quando estivessem bem longe com o meu dinheiro, mas eles não tinham a mínima ideia disso, acho que as chances de acontecer eram poucas.

Eles acabaram aceitando, de qualquer modo. Peguei minha mochila com roupas, meu celular e coisas tão importantes quanto e um deles me ofereceu carona até o hotel, mas eu não estava afim de ser sequestrado então recusei.

Eu preferi pegar chuva e me molhar do que meus pais terem que reconhecer meu corpo em algum necrotério.

☆☆☆☆☆

Cheguei à recepção do hotel por volta das dez da noite, molhado e com frio, paguei por dois dias e eles me deram uma toalha para me enxugar e não molhar o caminho até o elevador. Acho que estavam mais preocupados com o chão molhado do que com o fato de eu poder pegar uma pneumonia.

Ao entrar no quarto, fui direto para o chuveiro e tomei um banho quente, refletindo que eu tinha conseguido o que sempre sonhei, apesar de aquilo ter acontecido de uma maneira bem ruim, não tinha sido o fim do mundo. Eu finalmente tinha conseguido minha casa própria,  me mudei para outra cidade, longe do dinheiro e da superproteção doentia dos meus pais, e foda-se se eu tinha feito isso com um carro quebrado, se eu tinha pêgo chuva no caminho, e um grupo de coroas tivesse provavelmente me roubado. Eu estava verdadeiramente realizado por ter conseguido aquilo com meus próprios esforços, e só por esse motivo eu resolvi que, ao invés de descansar da viagem, eu iria descer para beber algo no bar do hotel que o panfleto sobre o criado-mudo do quarto informava.

E, olha, pra um bar de hotel quatro estrelas, que são famosos por não saberem dar eventos aquele estava muito bem organizado e interessante. Se tivesse a galera dançando loucamente e se pegando no meio da pista, aquilo poderia ser facilmente confundido com uma boate. A música era boa e não tocava tão alto, ajeitei o boné em minha cabeça e acenei para a garçonete, sinalizando que me sentaria em uma mesa e eu a ouvi dizendo que já me atenderia. Suspirei ao sentir o conforto do banco estofado, peguei meu celular pela primeira vez em quatro horas, já que a bateria tinha caído antes de eu chegar à cidade e eu tinha colocado para carregar enquanto tomava banho e me arrumava, vendo nos registros de chamada que minha mãe tinha me ligado vinte(repetindo, VINTE) vezes com intervalos de dois minutos e meu pai, por sua vez, tinha me ligado quatorze vezes.

— Eu não tô acreditando nisso… — Suspirei jogando o aparelho na mesa, revirando os olhos e pegando o cardápio que repousava sobre a mesma. Eu já tinha vinte e seis anos! Como eles conseguiam ainda me tratar como um adolescente de doze? Tudo bem que eu tinha me mudado para outra cidade, longe dos olhos deles, mas os dois já sabiam que aquilo iria acontecer mais cedo ou mais tarde, já tínhamos conversado sobre, por que eles ainda insistiam em querer me sufocar daquele jeito?

A garçonete de antes chegou à minha mesa, perguntando o que eu iria querer enquanto eu divagava sobre o quão sem noção os meus pais eram. Pedi uma porção pequena de queijo gorgonzola e uma cerveja. Aquele bar estava muito agradável, eu fiquei tão surpreso que comecei a olhar em volta e reparar em tudo. Era um pouco escuro, com luzes meio apagadas, dando um ar aconchegante, a música tocava em um som quase ambiente e algumas garotas que estavam há três mesas de distância me olhavam já há algum tempo, elas eram bem bonitas, na verdade. E tomei uma nota mental para ir até lá depois que pegasse outra cerveja no balcão, já que a minha tinha acabado.

Mas foi um cara de costas pra mim, com roupas totalmente brancas, postura despreocupada e um copo de alguma bebida escura na mão que me chamou atenção ali. Não, não podia ser ele. As coxas grossas, os cabelos castanhos eram os mesmos, será possível?

Em um impulso puxei o ombro da camisa social que ele usava para baixo, revelando uma regata também branca por baixo.

— Mas que porra é essa?! — Disse visivelmente surpreso e irritado. Não era pra menos.

Quando vi aquela tatuagem no ombro que eu costumava morder e o rosto bochechudo com lábios cheios e rosados e olhos pequenos, tive a certeza. Ele estreitou os olhos e pareceu ter me reconhecido.

— Hyunwoo? — perguntou visivelmente perplexo, assim como eu. Por que, de todos os lugares do mundo, eu tinha que encontrá-lo justo naquele? — O que está fazendo aqui e por que tá me deixando pelado no meio do bar?!

Queria responder àquela pergunta de um jeito rápido, curto e grosso. Aquele desgraçado era Lee Jooheon, simplesmente o cara que apareceu na minha vida do nada e fez a estadia nela um dos melhores tempos que eu já tinha vivido, pra, também do nada, sair dela como quem nunca tivesse entrado. Ele plantou esperanças de algo mais sério dentro de mim, e quando eu acordei no outro dia sem ele do meu lado na cama, percebi que ele tinha arrancado com a raiz a pequena plantinha de amor que crescia forte no meu peito. E então, depois de quatro anos sem nenhuma ligação, eu o encontrava todo pimpão no bar do hotel que eu estava hospedado.

— Por que você… — engoli em seco, não acreditando no que perguntaria à ele — por que você me deixou?

☆☆☆☆☆

Nós tínhamos acabado de voltar de um passeio pela praia com os amigos dele. Eu sempre fui um cara muito educado, então não demonstrei o quão irritado eu estava por aquele grupo de delinquentes ter me infernizado o dia todo, eu apenas assentia ou sorria quando me perguntavam algo, não participei do assunto que eles conversavam em momento nenhum e me agarrava à Jooheon a todo momento. Ele percebeu isso e logo deu um jeito de voltarmos para a casa dele.

— Depois diga aos seus amigos que foi bom conhecê-los — comecei quando finalmente nos deitamos na cama para descansar, ele deitado no meu peito, e mesmo sem olhar pro rosto dele, sabia que ele tinha se iluminado com aquela minha declaração — mas eu espero não ter que vê-los nunca mais.

— Você é um idiota, sabia? — Tentou demonstrar indignação, mas a conexão que nós tínhamos me permitia saber que ele pensava o mesmo e até mesmo tinha vontade de rir.

☆☆☆☆☆

— É mais complicado do que parece. Você não entenderia meus motivos… — tínhamos voltado à minha mesa, ele tentava explicar a merda que fez com desculpas esfarrapadas, eu aposto.

— Por favor, tenta — eu estava tão impaciente!

— A gente só transava e você estava a ponto de dizer “eu te amo” pra mim, cara! Eu nunca fui um cara do tipo que fica com alguém mais de quatro meses, e as coisas estavam difíceis pra mim na época.

A gente só transava?! Você entrou na minha casa, deu a entender que nunca me deixaria e pegou intimidade com meus pais, depois simplesmente sumiu, sabe o quão difícil foi explicar pra eles por quê você não aparecia mais pra almoçar? — Minha indignação era evidente e eu me segurava para não começar a gritar ali — Qualquer um que nos visse desconfiaria que éramos namorados, e você vem me dizer que a gente só transava?

Jooheon suspirou e parou de beber, me olhando com uma expressão indecifrável e balançando negativamente a cabeça.

— Eu disse que você não entenderia. Olha… eu tive problemas, okay? Eu sempre tive, e isso não te interessa, de verdade, mas eu não quero falar sobre mim — ele deus mais um gole, aquela bebida não acabava nunca? — o que você tem feito nesses últimos quatro anos?

Agora era a minha vez de balançar a cabeça negativamente. Jooheon era o tipo de pessoa que, não importava quanto tempo se passasse, sempre seria a mesma, sempre tentando pagar de malandro, sempre querendo sair bem dos buracos em que se enfiava. Eu o conhecia bem.

— Bom, depois que você me largou — obviamente eu fiz questão de dar ênfase àquele ocorrido quantas vezes foram necessárias — eu me afundei na merda. Eu bebia demais e isso foi um erro, mas eu estou bem, agora.

— Quem diria que o bebezinho de porcelana dos Son fosse se meter em uma dessas, hein? — E pela primeira vez naquela noite, eu ri baixinho. “Bebezinho de porcelana” foi um apelido que ganhei na escola pelos garotos que me zoavam por eu ser superprotegido pelos meus pais, foi uma época fodida, mas eu aprendi a rir dela quando cresci, e contei uma vez à Jooheon enquanto ainda estávamos juntos, ele ainda se lembrava, afinal. — Você parece tão bonito quanto no dia em que te conheci

Ele colocou o copo vazio sobre a mesa e se aproximou minimamente, mas o suficiente para que o hálito alcoolizado se fizesse presente e inebriasse meus pensamentos. Aquela boca rosada e cheia… Ah, ela já fizera as coisas mais inimagináveis, e parecia incrivelmente convidativa àquele momento. O pouco álcool que bebi me deixava ciente do que estava prestes a acontecer ali e me alertava onde iria acabar, mas eu não sabia qual mel aquele maldito tinha que me fazia completamente refém de suas artimanhas.

Porque, pense bem: um leão esfomeado ataca um grupo de antílopes para ter o que comer no almoço, e se aquele mesmo grupo de antílopes continuar no lugar em que foi atacado da primeira vez, o leão obviamente voltará para pegar sua janta. Jooheon poderia ser facilmente  comparado à um leão. Era inteligente e tinhoso; enganava a todos com sua beleza majestosa e atraía-os com ela, para então devorá-los até que se sentisse satisfeito e jogasse fora suas carcaças vazias. Apesar de ter me mudado, eu ainda permanecia a mesma pessoa de quatro anos atrás.

O meu grupo de antílopes continuava no mesmo lugar, e, bem, Jooheon havia voltado para pegar sua janta.

Quando dei por mim, estava no quarto em que tinha me hospedado com ele sobre o meu corpo, me beijando e passando as mãos por todos os lugares possíveis. Seus toques deixavam um rastro de formigamento em minha pele, os dedos frios tocando meu rosto. Senti seu polegar empurrar meu lábio inferior para baixo, e sua boca entrando em contato com a minha pela enésima vez, logo nossas roupas estavam fora de nossos corpos.

Aquela era a noite em que o início da história se repetia.

Ou pelo menos eu achava.

☆☆☆☆☆

Estávamos no banco de trás do meu carro, que estava encostado na margem da rodovia, era um ambiente bem fresco e confortável por causa das árvores. Os coroas da oficina me ligaram explicando basicamente tudo o que tinha acontecido com o carro, tinham o consertado e ele não fazia mais o barulho. Eu paguei o preço do conserto com o cartão, e fui buscar o automóvel que já não era mais tão inútil na oficina perto do hotel no dia seguinte.

— Eu senti tanto a falta disso — ele comentou em meu peito — senti tanto a falta de você me puxando para perto nesse carro que eu sabia que você não podia pagar — me lembrou da época em que eu me meti a besta a comprar um carro com o dinheiro que consegui trabalhando. Se não fosse uma ajuda financeira e secreta do meu pai, eu o teria perdido para as dívidas.

Eu ri, mas precisava falar sério com ele.

— Jooheon, olha pra mim — pedi e ele se levantou me encarando com aqueles olhos hipnotizantes — eu quero que você fique.

— Hyunwoo, eu…

— Me deixa terminar, caramba — o interrompendo, coloquei uma mecha daquele cabelo castanho para trás — eu quero que você fique e a gente escute aquela música da blink-182 no último volume. Quero dormir contigo e acordar do seu lado, quero que esqueça o que aconteceu no passado e a gente recomece.

Ele abaixou o olhar e se sentou sobre o meu colo, mais uma vez me encarando e me fazendo perceber que eu nunca tinha visto ele tão sério quanto naquela hora.

— E-eu não sei o que dizer, ninguém...ninguém nunca me pediu algo do tipo — suas mãos descansavam na minha barriga, pela primeira vez desde que eu o conheci, eu o vi nervoso e inseguro — eu quero muito, mas e se não der certo? Eu te contei sobre os meus problemas…

— A gente dá um jeito, mas você tem que prometer que não vai me deixar de novo — segurei suas mãos entrelaçando nossos dedos, e um sorriso pequenino brotou em seus lábios. Aquele era o jeito dele de dizer “sim”.

Naquele momento, percebi que talvez estivesse errado. Talvez Jooheon não fosse a mesma pessoa e talvez eu também não fosse afinal, o Hyunwoo de quatro anos atrás nunca iria para a cama com ele novamente e nunca, em hipótese alguma, o daria uma nova chance, e o Jooheon de quatro anos atrás também nunca prometeria nada para ninguém, nunca me olharia com sentimentos a mais que luxúria e desejo.

E nós dois estávamos fazendo tudo aquilo.

Talvez eu nunca tivesse deixado de gostar dele, talvez ele nunca tivesse realmente me esquecido, e um pensamento que sempre compartilhamos foi o de que tudo na vida acontece por uma razão, e, provavelmente, assim como eu, ele também achava que tínhamos nos encontrado depois de anos no lugar mais inimaginável por uma razão, qualquer que fosse ela.

Com essa conclusão, lembrei de uma frase que sempre dizíamos, ele com seus dezenove anos de idade e eu com vinte e dois, quando um precisava da confirmação do outro, para qualquer situação.

Nunca vamos envelhecer?

Ele me olhou e sorriu mais uma vez.

Não, nunca vamos envelhecer.


Notas Finais


Closer - The Chainsmokers ft. Halsey: https://youtu.be/0zGcUoRlhmw

Me digam o que acharam e até mais <3


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