História Never leave me - Capítulo 11


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Categorias Lana Parrilla, Once Upon a Time, Sean Maguire
Personagens Lana Parrilla, Sean Maguire
Tags Evil Queen, Fred Di Blasio, Lana Parrilla, Once Upon A Time, Outlawqueen, Robin Hood, Sean Maguire, Seana
Visualizações 101
Palavras 1.980
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu prometi compensar vocês pelo tempo de sofrimento né? Pois cá estou eu cumprindo minha promessa!
Espero que gostem! Boa leitura 📖
(Perdão por qualquer erro, vou corrigi-los depois!)

Capítulo 11 - Se me permite dizer


Fanfic / Fanfiction Never leave me - Capítulo 11 - Se me permite dizer

-Sean, por favor, fale alguma coisa. Está me deixando nervosa!-A morena disse já aflita frente ao loiro.

-Lana, você... tá falando sério?-Ele se levantou passando a mão pelos cabelos, a mulher apenas afirmou movimentando a cabeça.-Desgraçado! Eu deveria ter acabado com a raça dele. Como ele foi capaz de fazer isso com você?! Por que ele fez isso, Lana?-O homem estava visivelmente nervoso, as veias de seus braços saltavam enquanto ele cerrava as mãos formando punhos, tentando conter a imensa vontade de dar outra surra em Fred.

-Não sei. Não vem ao caso, eu só quero que me escute! -Inevitavelmente seus olhos começaram a tomar uma coloração vermelha e lágrimas teimavam em rolar sobre seu rosto.-Eu não sei o que fazer, e eu não quero ficar sozinha com ele. Não posso ao menos fechar os olhos para dormir, me lembro daquela maldita noite, do sorriso infernal que ele tinha nos lábios... eu não sou mais a mesma pessoa!-Se olharam por breves segundos antes que a mesma continuasse.- Eu tenho medo das pessoas, me afasto delas, não consigo evitar que as memórias daquele terrível dia invadam minha mente toda vez que outro homem me toca, por mais simples que o contato seja! 

-Você precisa denunciá-lo! O que ele fez não tem perdão, Lana!-O loiro disse em tom sério e rígido.

-Eu sei disso! Eu contei pra você porque me pediu pra sermos amigos, mas agora, mais do que nunca, eu preciso que me ajude, Sean! Porque eu não vou conseguir enfrentar isso tudo sozinha!

-Lana... eu... posso te abraçar?-Ele perguntou de forma cautelosa, em vista que a mulher disse não aguentar ser tocada por outro homem, por mais simples que tal contato fosse.

-Pode fazer isso?-Ela disse antes de soltar ainda mais o choro que permanecia preso no fundo de seu peito.

O homem a acolheu em seus braços e afagou seus cabelos de forma carinhosa, Lana não sentira nenhum medo ou repulsa com Sean, pois confiava nele, por mais que o tempo em que se conhecessem fosse mínimo. Ela sabia que nada de ruim partiria dele, nem palavras e muito menos ações. Deixou seu pranto simplesmente sair, sem se importar com soluços e com o quanto vulnerável parecia neste momento. Aquele abraço lhe proporcionou muito mais do que apenas acolhimento e carinho, também proporcionou uma sensação de compreensão, compaixão e uma espécie de segurança.

-Eu vou estar aqui sempre que precisar. Não vou deixar aquele filho da puta chegar perto de você outra vez.-Ele disse depositando um beijo no topo da cabeça da mais nova.

-Sua mãe pode ajudar?-Ela se afastou.-Eu sei que vou me arrepender amargamente de dizer isso, mas eu quero ele fora da minha vida o quanto antes, e também longe dos meninos. Eu não sei o que ele seria capaz de fazer com eles se eu o denunciasse assim, do nada.

-Avise a mãe deles! Deixe que eles passem um tempo com ela e assim você terá tempo para fazer o que é preciso. Vou falar com a minha mãe o quanto antes! Ela vai ajudar de todas as formas possíveis.-Ele acarinhou o rosto assustado da mulher e mais uma vez a aconchegou em seus braços.

Depois de se recompor, Lana e Sean desceram para tomar um café com Dolores e Deena. Ambas perceberam a estranheza estampada no rosto da morena, mas não se atreveram a perguntar o porquê, já que a mesma havia passado por tantas coisas nos últimos dias. 

Samuel sempre teve uma ligação muito forte com a tia, fazendo deles grandes companheiros desde que o garoto era apenas um bebê. Estavam todos na sala, Lana e seu sobrinho se divertindo com uma pista de carrinhos, Dolores, Deena e Sean conversando sobre assuntos aleatórios. O clima logo foi cortado pela campainha que fora tocada.

-Eu atendo!-Lana se prontificou, logo seguiu a caminho da entrada.-O que está fazendo aqui?

-Eu até tentei te ver no hospital, mas seu amigo não permitiu a minha entrada. Acredita nisso? Então eu soube que você foi liberada e não havia outro lugar para você estar a não ser a aconchegante casa de sua mãe!-Fred diz cinicamente.-Não vai convidar o seu marido para entrar, querida?

-Lana, quem está aí?-Dolores foi se certificar do que estava havendo devido a demora da filha.-Fred! Que bom ver você. Não quer entrar?-A mais velha disse.

-Oh, alguém com boa educação nessa casa!-Ele passa por Lana que imediatamente se tortura por não dizer de uma vez à todos o que aquele cafajestes foi capaz de fazer.-Como está, Dolores? Faz um bom tempo que não nos vemos!

-Estou bem, querido! Pena não poder dizer o mesmo de você !-Se referiu aos varios machucados que ele tinha pelo rosto e também pelas mãos.

-Ora, isso não foi nada! Eu estou bem! Foi somente um mal entendido entre mim e o amigo de sua filha.

-Tem certeza que foi apenas um mal entendido?-Sean se aproximou depois que ouviu a voz familiar do homem ecoando pela casa.

-Veja só se não é o pequeno Robin Hood! Não sabia que era bem vindo nesta casa. Ainda mais depois de... bom, me deixar nesse estado sem motivo algum!-Apontou para o próprio corpo.

-Não seja um babaca outra vez, Fred!-Sean sorriu friamente.-Lana me contou o que fez com ela! Então, o que me diz a respeito? Quer dizer que você é a favor do estupro?

A pergunta acertou todos ali presentes de surpresa. Tanto a mãe e irmã de Lana, quanto Fred, que não esperava tal atitude vinda da esposa. Contar coisas de sua vida pessoal para um colega de trabalho? E ainda mais uma mentira dessas?

-Foi isso que ela disse?-Ele direcionou um olhar duro sobre a mulher.-Pois não me pareceu com algo desse feitio. Aliás, eu nunca a ouvi gemer tanto!

-Eu não estava gemendo, seu desgraçado!-Lana se pronunciou com a voz embargada, sentindo que estava perdendo o controle e consequentemente o medo de que todos ali presente soubessem o que ele havia feito.-Eu estava gritando desesperadamente por ajuda! 

-O que nós perdemos aqui?-Deena disse se assustando com as dimensões que a conversa estava tomando.

-É simples, Deena! Fred abusou sexualmente da sua irmã!-Sean disse se aproximando ainda mais do homem a sua frente.-Ou vai negar mais uma vez?

-Eu não abusei de ninguém, seu idiota! Lana é minha esposa. Já ouviu falar em estupro entre marido e mulher? Você é patético! O que disse pra ele, Lana? Parece que estão com muita intimidade de certo tempo pra cá!

-Se foi sexo sem consentimento da parte dela, sim, foi um estupro! Ela não me disse nada mais que a verdade, apenas revelando quem você realmente é! Se acha assim tão esperto, Fred? Sinto muito por você , parceiro!-O loiro sorriu cinicamente, deixando Fred cada vez mais nervoso com a situação.-Estamos sim muito próximos, e ficaremos mais nos próximos meses.

-O que quer dizer com isso?

-Que Eu não vou gastar meu tempo lhe dando outra surra! Pelo contrário, meu presente par você é o tempo! Poderá arranjar um ótimo advogado de defesa, se explicar com seus filhos... e já pensou na decepção deles ao verem o que o perfeito papai fez com a segunda mãe deles? Eu sinceramente não queria estar na sua pele.

-Estão de brincadeira com a minha cara! -O homem riu.- Vão mesmo me acusar de algo que não fiz? Pelo amor de Deus! Não vai dizer nada, Lana? -A mulher permaneceu em silêncio.-Claro que não! Está melhor assim, ao lado do seu amante! Você realmente merecia ser estuprada de verdade, ser tratada como a verdadeira vadia que é. O que eu fiz não vai chegar aos pés do que você está prestes a vivenciar , querida!

As palavras de Fred deixou cada um ali presente em completo estado de choque, além de confessar indiretamente o que fez, ameaçou a esposa mais uma vez. Sean cerrou seus punhos, pronto para acertá-lo novamente.

-Sean!-Lana se posicionou na frente do loiro.-Não! Isso não vale a pena, e você sabe!

-Tem razão!-Ele se recompôs sem tirar o olhar fuzilador de Fred.-Ele sofrerá mais ainda respondendo de forma justa pelo que fez.

-Fred, saia daqui. Agora!

Sem resistir à ordem da mulher, Fred logo cruzou a porta, deixando o local. Deena e Dolores não sabiam como reagir diante de toda aquela confusão. Apenas perguntaram a Lana como tudo ocorreu e o que ela pretendia fazer a partir daquele instante. Ao esclarecer tudo para os três, já que não havia mencionado os detalhes a Sean, a mulher pediu que a dessem espaço para lidar com aquilo da maneira que conseguisse, que não invadissem seu espaço e por gentileza, deixassem aquele assunto debaixo do tapete, por hora.

-Bom, eu preciso ir. Amanhã tenho que voltar para o Canadá, levanto logo cedo e ainda nem reservei um hotel.-Sean se pronunciou.

-Sean, pode ficar aqui se quiser!-Lana propôs. Soou mais como um pedido do que uma proposta.-Você precisa descansar e além do mais eu também voltarei amanhã! Tenho que repor o tempo que perdi aqui. 

-Eu agradeço , Lana! Mas eu não quero incomodar!

-Não incomoda de forma alguma!-A morena fixou seu olhar nas íris azuis do homem a sua frente.-Fique, estou lhe pedindo!

Após um pouco de insistência , o loiro acabou aceitando. Lana se comprometeu em deixar o quarto de hóspedes arrumado enquanto ele tomava banho. Trocou os lençóis que deveriam estar ali à mais de uma semana, arrumou devidamente os travesseiros e finalmente pegou um edredom grosso no armário, já que a noite estava um pouco fria.

-Não precisava se preocupar! Eu poderia ter arrumado, já estou te dando trabalho demais!-O homem disse saindo do banheiro já devidamente vestido com uma calça de moletom cinza e uma camisa branca que destacava bem seus músculos, o que não passou despercebido pela morena.

-Eu te convidei, não foi trabalho algum!-Ela pegou os lençóis sujos no chão e o encarou por mais alguns segundos.-Bom, eu vou deixar você descansar.

-Lana?!-Ele a chama impedindo que a mesma saia do quarto.

-Sim?

-Pode me responder somente uma coisa?-A mulher concordou então ele prosseguiu.-Por que contou a mim ? Digo, você tem a Bex, Ginnifer, sua irmã... mal me conhece e me contou algo tão pessoal e que tenho certeza que a deixou exposta em todos os sentidos.

-Sinceramente, eu não sei!-Ela deixou os lençóis que estavam em seus braços na poltrona e caminhou até a cama onde o homem já estava deitado,sentando-se na mesma.-Eu sinto que posso confiar em você, não me deu motivos para me afastar ou sequer me envergonhar. Eu me senti livre quando contei tudo aquilo para você, não exposta. Porque você me entende de certa forma, sua mãe passou por coisas parecidas, foi o que me disse. E eu não posso negar que...

-Negar o que?-Ele se inclinou para frente e tocou na mão da mulher incentivando a mesma a continuar.

-Que... Eu sinto uma atração muito forte por você.-Seu olhar estava alternando entre a boca e as profundas íris azuis a sua frente.-O que não tem exatamente nada a ver com o assunto, mas eu precisava que você soubesse, já que estamos sendo sinceros um com o outro.

-Não vou negar que isso me deixou muito surpreso e ao mesmo tempo muito contente!

-Contente?

-Porque o que sinto por você vai muito além de uma simples atração, se me permite dizer.

Sean passeou seus dedos pelo rosto da mulher a sua frente como se pedisse permissão para tal ato. Colocou uma mecha do cabelo escuro atrás da orelha da mulher e selou seus lábios em um beijo calmo, ao ritmo que a mesma permitia, tanto ser tocada quanto acariciada. Ele o fazia com todo o cuidado do mundo, não queria trazer as más lembranças à tona, queria que ela vivesse o ali e o agora, sentindo apenas a conexão de seus corpos quentes e seus lábios se tocando em um beijo molhado.

 



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