História Never Say Never - Capítulo 48


Escrita por: ~

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Categorias The Vampire Diaries
Personagens Alaric Saltzman, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Elijah Mikaelson, Jenna Sommers, Katherine Pierce, Klaus Mikaelson, Personagens Originais, Rebekah Mikaelson, Stefan Salvatore
Tags Amizade, Damon Salvatore, Datherine, Elena Gilbert, Katherine Pierce, Romance, Stefan Salvatore, Stelena, The Vampire Diaries, Universo Alternativo
Visualizações 67
Palavras 3.174
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 48 - Under the Bridge


Fanfic / Fanfiction Never Say Never - Capítulo 48 - Under the Bridge

POV Elena

Depois da estranha conversa com Andy, eu e Stefan não ficamos mais totalmente sozinhos. E eu fiquei sem jeito de chamá-lo pra conversar, assim, do nada. Ainda tô aguardando o momento certo. Ou, mentindo pra mim mesma sobre isso, talvez.

A verdade é que tenho medo do que ele pode me dizer, depois de tanto tempo, e agora que tá tudo bem, não quero estragar nada. Hoje, eu até balbuciei umas palavras, quando uma das amigas da Rebekah apareceu. Não a mesma de domingo, outra.

A situação ficou constrangedora, porque ela foi pra cima dele assim que ele saiu da água, e mesmo ele dizendo que precisava se secar antes, a menina não deu uma trégua. Pior foi ela dizendo que a Lizzie falou que ele beija muito bem. A impressão é que elas decidiram fazer um rodízio pra provar. Minha raiva é proporcional a lembrança do nosso beijo, e sim, ele beija bem. Que ódio, podia ser mentira!

Eu quis arrancar ela de perto dele e jogar na piscina. Cheguei a imaginar a cena na minha cabeça, foi lindo. Mas, seria selvageria e eu não sou assim. Stefan apenas sorriu dizendo que precisava tomar banho e foi pro vestiário.

- Vocês... - ela apontou pra mim e pra ele, indo embora – estão ficando?

- Não! - respondi seca e indignada.

- Hum... Então por que tá me olhando com essa cara feia?!

A pergunta dela foi como um tapa na minha cara. Eu queria falar umas verdades, mas nenhuma é adequada. Dei as costas e saí. Como vou dizer pra ela algo que nem eu mesma sei? Ela não tá fazendo nada demais, afinal. Bom, mais ou menos, já que teoricamente, ela é amiga da ex-namorada dele. Porém, nada demais. Ela tá interessada nele e tá mostrando isso. Bem mais do que eu mesma fiz até agora.

O problema é só na minha cabeça, mesmo. O fato d'eu gostar dele e não admitir. A verdade que eu queria responder sim pra pergunta dela e fazer ela voar daqui, em dois tempos, e isso me consome.

Tomo banho rápido, querendo atrapalhar qualquer coisa que possa acontecer entre eles, mas, chego tarde. Assim que saio do vestiário, Stefan está mostrando pra menina que a outra não mentiu. Meu estômago embrulha.

Eu lembro do que Bonnie disse. Eu não falei nada e ele está seguindo a vida dele. Seguro essas palavras na mente pra não me irritar e não estragar meu dia. Subo pra aula. Esbarro com Lexi, ela percebe e pergunta. Conto a verdade.

- Ai, senhor. Outra! - ela suspira, irritada. E me olha, de um jeito protetor.

- Tô sublimando! - respondo, sorrindo. Ela ri também.

- Ei, por que você não faz igual? Em vez de ficar se remoendo, arruma alguém pra beijar também!

Olho assustada. É claro que não, que ideia mais louca. Quando fiz isso com o Joe, me arrependi. Ela continua.

- Você não fala nada, ele também não, vocês continuam cada um numa ponta do abismo esperando o outro atravessar. Pelo menos, aproveita seu tempo livre. - ela dá de ombros e acho graça da sugestão.

- Eu nem sei por onde começar. - respondo, sincera.

- Ei, Andy... - ela chama, quando ele ia entrando na sala, e pisca pra mim. - Qual filme estreia essa semana?

Abaixo a cabeça, muito sem graça, tentando conter minha risada. Ele responde, normalmente. Andy é fofo. Meio estabanado, um pouco assanhado, mas, fofo. Não seria ruim sair com ele. Marcamos pra depois da aula.

- Ah, não, não posso faltar no abrigo!

- Tudo bem, eu vejo a sessão seguinte. - ele diz. Stefan chega na hora, perguntando o quê, Andy o chama. - Cinema, hoje, bora?

- Hummm - ele resmunga, prendendo os lábios. - Quem vai?

- Nós três. - Andy responde apontando pra mim e Lexi. Eu olho pra ela, incomodada. Uma coisa é aproveitar a diversão, outra é ficar com alguém na frente dele. Eu não quero isso.

- Bora. - Stefan aceita e confirma a hora. - Não vi você subindo, fiquei esperando lá embaixo. - ele diz enquanto entramos.

- Você tava meio ocupado quando eu saí. - ele faz uma careta e se cala.

Entramos pra aula e eu continuo nervosa com a ideia de irmos ao cinema, se ele aparecer com alguma garota e eu... Lexi sussurra pra eu relaxar e tento esquecer me concentrando na matéria.

Depois do treino de hoje, percebi que estou sendo bem otária mesmo. As meninas cercam Stefan de uma forma louca, como formiga no mel. E parece que a “fama” de beijoqueiro se espalhou. Antes da aula, ouvi os comentários no vestiário e queria tacar minha cabeça na parede com raiva de não ter falado com ele ainda. Agora no final, notei que só eu e Lexi estamos longe e Rebekah que sequer olha na mesma direção, indo logo pro vestiário.

Lexi comenta, mas, sem julgamentos. Aparentemente, ele tá gostando do sucesso e ela acha que a distração está sendo boa, pra ele não se afundar na culpa pela morte do pai. Ele brinca com os amigos, entre elas, e faz uma gracinha aqui e ali com algumas delas. Meu estômago embrulha e vou pro vestiário pra me trocar e ir embora logo. Ela fica, controlando os movimentos.

Entro no banho e logo ouço o bafafá. Sempre acontece, das meninas entrarem falando dos meninos, mas, hoje, especificamente, tá me incomodando. Termino meu banho depressa e saio logo.

Tento me manter serena com a imagem que vejo. Lá está Stefan em cima de outra menina, da ginástica dessa vez, pelo menos não é amiga da Rebekah essa. Quando ele me vê, se separa dela, se aproxima sorrindo pra mim e se vira, dando tchau pra ela. Vamos pro abrigo juntos.

- Olha, se não tiver mel nessa boca, nada explica esse monte de mulher pendurada no seu pescoço. - verbalizo meu pensamento, sem querer. Ele ri.

- Ué, você deve saber, já experimentou. - ele me olha rindo e sinto meu rosto queimar de vergonha. Mel não tem, mas que é bom, é. Tento me acalmar pra responder a altura.

- Nah... Normal. Deve ser o efeito da insígnia. - digo, sorrindo e respiro aliviada. Mas, não sei se é uma boa resposta o desdém. Ele brinca e vejo que não fui tão ruim assim.

- Capaz mesmo, Lexi já disse isso. Alguma vantagem em ser o capitão, afinal.

POV Stefan

Desde a semana passada o assédio está sendo grande, mas, ontem e hoje está sendo especialmente alto. Andy falou que eu ter ficado com a universitária aumentou a curiosidade das meninas do colégio e elas estão quase apostando entre si quem vai conseguir minha atenção primeiro. É estranho, mas, eu tô aproveitando, passando meu tempo, me distraindo.

Quando saio do vestiário, esbarro numa menina da ginástica rítmica, sem querer. E ajudo a catar os bastões que derrubei. Ainda não a conheço e me apresento.

- Stefan. - digo, quando termino de guardar o último.

- Salvatore? - ela pergunta, me olhando de lado e sorrindo. Confirmo. - Ah, você tá famoso, ali dentro.

- Ah é?! E o que dizem?

- Pela sua cara, você já deve saber. É verdade? - ela pergunta sorrindo e não me controlo.

- Você vai ter que experimentar pra ter certeza. - me aproximo, aguardando o sinal verde. Ela ri.

- Você é meio arrogante, né?! - Opa, já ouvi essa frase antes. Mas, sorrio, ainda me aproximando.

- Um pouco, sim. Mas, você não tá curiosa? - ela levanta a sobrancelha, me olhando desconfiada, mas, não se afasta.

- De verdade? - aceno com a cabeça, ela responde, cruel. - Nenhum pouco.

- Ouch! - ela sorri. - Eu não acredito. - Apoio a mão na parede, ficando mais perto dela, que me encara. Esse é o sinal que eu esperava, chego mais perto, ela permanece imóvel. Vejo Elena saindo do vestiário. - Tenho que ir, a gente se esbarra. - Ela sorri e me chama de arrogante. Viro e dou um tchauzinho, confirmando.

Elena brinca sobre essa situação e eu fico tranquilo por estarmos bem de novo. Respondo no impulso de arrogância que tive com a outra menina e acabo me arrependendo. Mas, ela não se intimida, me responde da mesma forma e sorri. Foi por isso que me apaixonei, essa segurança e inteligência. Meu coração dá aquela acelerada costumeira quando ela sorri pra mim e concordo com o que ela diz.

Vamos pro abrigo falando sobre o livro da semana, é incrível como o assunto entre a gente sempre flui fácil. É tão bom conversar com ela, é sempre uma troca. A hora passa rápido. Vamos direto pro cinema e Andy e Lexi nos esperam na porta. Tomamos sorvete na saída e a noite está extremamente agradável. Uma pena que amanhã é dia de aula. George chega pra nos pegar e vai deixando todo mundo pelo caminho de casa. Elena, Andy e Lexi. Chego em casa, leve. Deito e adormeço lembrando do sorriso da Elena.

POV Elena

Apesar de ter passado o dia controlando minha raiva, a noite foi especialmente boa. Mesmo com a insistência da Lexi, eu não consegui destravar minha cabeça pra ficar com o Andy não, ainda mais com Stefan do lado. Quando ele disse que ia, já imaginei que iria acompanhado, e aí talvez, eu usasse essa tática, pra não ficar tão irritada. Mas, pra minha surpresa, ele foi comigo, direto do abrigo.

Conversamos tanto no caminho. Claro que se a Bonnie tivesse aqui, estaria dizendo que, de novo, eu perdi a oportunidade de ter falado o que eu sinto. Só que, me sinto bloqueada. É como se minha língua prendesse e as palavras não se formassem, coerentes. Medo, isso, eu sei.

Chego no treino, ele não está. Troco de roupa e esbarro com ele na saída do vestiário. Esse sorriso é uma ótima maneira de começar o dia. Faço meu alongamento, ele vem em seguida. Logo, aparecem duas meninas sentando na arquibancada. Agora é isso, todo dia. Dou minhas braçadas, sublimando tudo, projetando minha raiva na minha velocidade.

Saio da piscina, tomo meu banho, Stefan me espera no banco, lendo, sozinho. Acho isso tão lindo. Ele tá sempre com um livro na mão, dessas coisas que a gente têm em comum. Estranho as meninas não estarem e me controlo pra não fazer nenhuma piada, mas, tô muito curiosa pra saber onde elas foram parar. Não me aguento e pergunto.

- Suas fãs não quiseram esperar?

- Hum? - ele levanta a cabeça.

- As meninas que estavam aqui. Imagino que estavam por sua causa.

- Não, acho que não. - ele responde, se levantando. - Nem sei quem eram, não falaram comigo não.

- Hum...

- Você e Lexi estão exagerando um pouco, também não é assim, vai.

- Talvez eu esteja exagerando, mesmo. É que... - o Elevador abre e perco a coragem quando vejo alguns alunos. Ele me olha, esperando. Eu aponto a porta aberta e entramos.

- Eu sei que não estou o cara mais certinho, - ele começa, baixinho - mas, também não sou nenhum escroto. Não tô enganando ninguém. Elas estão até apostando. - ele diz, se defendendo e sorri, sem jeito. Se eu já tinha perdido a coragem, agora tenho menos ainda.

- Eu sei. Não precisa se defender. - sorrio. Não precisa mesmo. Depois de tanto pensar, eu entendo. Não gosto, mas, entendo. Ele abre mais o sorriso e saímos do elevador, indo em direção ao armário.

Na hora do almoço, demoro um pouco pra sair da sala. Avisto Lexi sentada com Andy, no refeitório, ela acena e me junto a eles depois de pegar minha comida. Estranho a ausência de Stefan, mas ele chega em seguida, com uma caixa imensa de chocolates.

- Ganhei. - conta, rindo e orgulhoso. Ele abre a caixa e tem dezenas de bombons de diversos formatos e sabores.

- Nossa, essa investiu pesado. - Lexi diz, pegando um pra ela.

- Quê? - ele fala de boca cheia, confuso.

- Essa sua admiradora. Acertou em cheio. Na sua barriga enorme e faminta! - todos rimos.

- Hum... não, é de Yale. Souberam da minha entrevista pra Columbia e minha carta pra Harvard. - confesso que respiro aliviada em saber que não é de nenhuma garota. Curiosamente, depois do treino de ontem, eu não vi mais nenhuma por perto.

- Você mandou carta pra Harvard? Por quê? - Lexi comenta.

- Sei lá, depois do que o reitor falou sobre opções, achei que seria uma boa. E, bom, você vai estar lá, né?! - ele responde sorrindo, eu não consigo lidar com esse sorriso.

A amizade desses dois é uma das coisas mais lindas que eu já vi nessa vida. São irmãos de alma, dessas que se esbarram em milhares de anos. Continuamos conversando sobre as faculdades até que o tempo acaba e voltamos pra sala.

POV Stefan

Chego no treino e vejo Elena saindo, sem roupão, gosto de saber que a vergonha se foi.

- Bom dia! - Sorrio e caminho pra me trocar.

Assim que saio do vestiário começo a me alongar e vejo duas meninas da outra turma, conversando. Elas sorriem quando me veem. Finjo que não conheço. Na realidade, não conheço mesmo, nem sei os nomes. Eu já não sou muito bom nisso e esses dias tem sido pior. Os rostos vêm e vão sem nenhuma identificação oficial. Elas chegam em duplas, pra ver quem ganha. Tô começando a achar isso ridículo.

Saio da piscina com Elena, mas, como sempre, me arrumo mais rápido. As meninas estão me esperando. Pego meu livro e me sento, sem dar atenção, elas acabam indo embora, frustradas. Me cansei de ser o prêmio da aposta entre elas.

Elena sai e, depois de alguns minutos, pergunta sobre as meninas. Disfarço, sei lá, não quero que ela tenha essa impressão de mim. Eu não sou assim. Ela começa a falar e para. Aproveito pra me defender.

Eu não estou enganando ninguém, prometendo nada. Elas aparecem querendo algo, eu dou o que elas querem. Mas hoje me dei conta que isso é tão vazio, não quero mais ser um brinquedinho.

Não só isso, a noite de ontem foi tão incrível, divertida. A ida pro abrigo, nossa conversa, tudo parece tão natural, perfeito, não acho que quero outra distração. Elena é a melhor companhia. Cada coisa que ela diz parece mágica, cada coisa que ela faz parece que se encaixa perfeitamente no que eu penso. Eu tô tão apaixonado que só de olhar pra ela já basta.

Ela parece entender o que eu disse e fico contente. Uma sensação boa me invade e seguimos pra aula, falando do livro que eu tava lendo.

Na hora do almoço, o reitor me chama na sala dele e fico meio tenso. Acho graça do presentinho que a adm de Yale me mandou. Não sei se andaram me sondando, mas, se queriam me comprar, acertaram em cheio! Comida é algo que me ganha muito fácil.

Final da aula, segui de novo com Elena pro abrigo. Conversamos sobre o filme de ontem, a aula de história de hoje e o assunto não acaba. Ela sorri pra mim e meu coração se aquece de uma forma inexplicável. Pode parecer egoísta, mas, eu queria mesmo ser o motivo desse sorriso. Seguimos pra casa, ainda cheios de assuntos.

- Meu Deus, eu tô faminto. - digo, entrando no metrô. - Me acostumei a jantar cedo. - ela ri.

- Calma, a gente já chega.

Chegamos rápido, entramos no prédio ainda conversando, alguém segura a porta do elevador, quase fechando.

- Oi Elena! - uma voz sorridente cumprimenta ela e meu corpo congela. Puta merda.

- Oi Caroline! - Elena responde, no mesmo tom contente.

- Stefan, oi. - Caroline fala comigo ainda feliz, mas, fica bem confusa quando me vê no canto e nota meu uniforme. Eu não previ isso nem nos meus piores pesadelos.

- Oi. - respondo, me controlando. Ela franze a testa e me olha, como se me fuzilasse. Sinto meu coração disparado com a tempestade que vem chegando. Não só por ela estar descobrindo minha mentira, mas, por Elena ficar sabendo de tudo.

- Vocês estudam juntos? - ela pergunta, sacudindo o indicador. Elena responde.

- Sim, na mesma sala. - abaixo a cabeça. Que merda! Como eu não previ essa desgraça?

- Hum... - Caroline resmunga, virada pra mim. - E quando você ia me contar isso?

Parece que o elevador não chega no 12 nunca mais. Na verdade, podia abrir um buraco aqui debaixo dos meus pés e me arrastar dessa situação. As duas estão olhando pra mim e eu não sei o que dizer. Caroline me cobra uma explicação e Elena me olha tentando entender.

- Não ia. - respondo, sincero. Ela me olha indignada. O elevador para, finalmente, e abre a porta. Caroline segura, antes de sair.

- Você é menor de idade! Você! Não acha que deveria ter me dito isso, sei lá, no primeiro dia que a gente transou? - Ela fala e sai, espumando de raiva.

- Como é que é? - Elena solta, me olhando assustada.

- Caroline, espera! - Olho pra Elena, confuso, eu realmente não sei bem o que fazer neste momento. - Eu...

- Vai! - Elena responde, me enxotando. Vou atrás da Caroline tentar resolver, me desculpar pelo menos.

- Caroline, espera. - consigo chegar antes dela fechar a porta. Ela me impede de entrar. - Me desculpa, eu não... bom, eu sei lá, eu tava meio tonto, naquele dia... E, bom, você nunca me perguntou, também.

- Ah, agora a culpa disso é minha? Seu moleque canalha! Eu conheci você numa festa fechada, numa boate pra maiores de 18. MAIORES. Você estava lá, ou seja, você mentiu desde esse dia! Quando chegou aqui naquele dia da minha festa, você mentiu de novo, fingindo que tinha “negócios” a resolver. Não foi no dia da morte do seu pai a única chance que você tinha pra me contar, você teve outras chances e não contou! - eu tento me defender, mas, ela não dá uma pausa e eu nem sei o que dizer mesmo. - Aliás, você teve várias outras chances depois também, não é?! Nesse dia, NESSE DIA ESPECÍFICO, você também fingiu. Argh! Que imoral! - ela se sacode, com raiva, como se se limpasse de mim. - Sai da minha frente, garoto, antes que eu chame seu irmão pra te botar de castigo!

- Garoto, mas bem que você gostou e ainda pediu mais! - digo, irritado, e me dou conta da escrotice quando sinto a mão dela queimando na minha cara. Ela fecha a porta e eu sei que mereci.

- Me desculpa! - grito, com a porta fechada. Eu sei que tô muito errado. Coloco a mão no rosto no mesmo lugar do tapa, me virando pra subir, quando vejo Elena parada, na porta do elevador, de braços cruzados, ouvindo tudo.


 



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