História Nevoeiro - Capítulo 11


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Gay, Lesbian, Lésbica, Lgbt, Nevoeiro
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Palavras 3.030
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, LGBT, Luta, Misticismo, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Manu


Fanfic / Fanfiction Nevoeiro - Capítulo 11 - Manu

O real interesse da minha mãe não era saber como eu estava, depois de praticamente ser expulso de casa. Ela só queria saber aonde eu estava e se estava em boa companhia.

Alguns dias depois... 

Era sexta-feira, havia ido em casa mais cedo, no horário em que minha mãe estava no trabalho e pego mais algumas roupas. 

Estava ficando na casa da Bethany, até a poeira abaixar, ou ao menos, a Kassie ir embora. 

Continuamos nossas rotinas normais, fomos a escola, voltamos, almoçamos e cada um foi para o seu respectivo trabalho. 

Havia um garoto novo em nossa sala, era alto, e bonitinho. Não falava com ninguém, fazia suas lições e ficava quieto na sua. De vez em nunca, notava alguns olhares oportunos dele em mim.

 Arthur ainda estava em Portland, havia avisado Hermione sobre suas faltas e ela nem ligou. 

Ganhavamos por dia de trabalho, se ele não trabalhou, não ganha, aliás, nos dias em que ele faltou, o movimento ficou muito baixo, quase nulo.

 Voltando a falar daquele garoto novo, ele era uma graça, educado, inteligente e muito gentil. Sua voz dedurava sua orientação sexual, não tinha a voz fina, mas também não era grossa. As pessoas o chamavam de Manu, então provavelmente devia se chamar Manuel, ou algo do tipo.

Cheguei na casa da Bethany depois do serviço, tomei um banho e me joguei na cama dela. Apanhei meu celular e notei uma ligação de um numero privado, atendi e logo ouvi a voz da minha mãe.

- Alo?

Digo curioso

- Alex

Disse minha mãe.

- Mãe.

- Precisamos conversar...

Disse ela calmamente

- Não tenho nada pra falar com você...

Digo respirando fundo

- Alex, por favor, sei que eu errei e quero me redimir.

Disse ela, bem baixinho.

- Errou feio..

Digo bagunçando meu cabelo

- Vem aqui em casa, a gente conversa, por favor.

Disse ela, implorando.

- tá.

Digo curto e grosso.

Desligo a ligação e olho para cima, pensando se deveria ou não ir.

Ela havia me dado um tapa na cara, me xingado de tudo... Mas também havia sido difícil pra ela, pensar que o seu “menininho” também gosta de “menininhos”. (Por mais normal que seja hoje em dia, ainda é um choque para os pais).

Me levantei, coloquei uma roupa qualquer e fui até a minha casa.

Bati na porta e logo ela abriu a mesma.

Meu coração ia sair pulando de tanto nervosismo, minhas mãos suavam e tremiam. 

Olhei em seus olhos que já estavam cheios de lagrimas e logo senti ela me abraçar. 

Retribuí o abraço e me sentei no sofá.

- Alex, eu sei que errei feio com você. No momento mais difícil da sua “aceitação” eu me virei contra você, te xinguei e tudo mais. Sei que minhas desculpas não adiantam em nada, mas quero que saiba que eu estou extremamente arrependida da minha atitude, e peço perdão a você.

Disse ela chorando

- Mãe... Confesso que fiquei muito magoado com você, sempre fiquei do seu lado nas suas brigas com o pai, sempre estive com você quando precisou, e quando eu mais precisei você simplesmente deu ouvidos a naja da Kassie.

Digo respirando fundo

- Eu não sei o que fazer com a sua irmã Alex, não entendo o ódio que ela tem por você.

Disse ela olhando pra o quarto da Kassie.

- Ela tem inveja, que eu tenho as rédeas da minha vida e ela não, sonsa do [email protected]#$%

Digo ficando irritado

- Você sabe que não é um desgosto para nossa família, e, se seu pai falar algo, eu te defendo. Você nunca deu trabalho, sempre ajudou aqui em casa... Eu te aceito meu filho, como você é... Você aceita sua mãe, errada, injusta, que só sabe fazer merda, mas te ama mais que ninguém?

Disse ela vermelha de vontade chorar.

- Claro mãe...

Digo indo até ela e a abraçando forte.

Aquilo que ela havia feito pra mim, me deixou muito triste, mas foi um choque de realidade pra ela.

Eu a amava muito, e sabia que ela estava pedindo perdão do fundo do coração, e que aquilo, não se repetiria.

- Já pode voltar pra casa... Por que não chama o Arthur, para um jantar?

Disse ela me soltando e tentando me animar

- Uau, que reviravolta... Ele não está aqui, e nem quero falar sobre isso.

Digo me levantando e limpando algumas lagrimas.

- Entendo... Bom, vai buscar suas coisas, está ficando tarde...

Disse ela se levantando também.

- Vou, já eu volto.

Digo saindo pela porta da sala e caminhando em direção a casa da Bethany.

No caminho, havia uma rua estreita e no qual a luz mal funcionava. 

Minha mãe e minha irmã davam a volta no quarteirão para não passarem ali. 

Caminhei bem devagar quando escutei uma voz vindo de longe.

- Ei viadinho, espera aí, eu vou te dar o que você gosta...

Meu coração acelerou, olhei para trás e comecei a andar mais rápido.

- Espera aí, não corre não, vem aqui com a gente...

Olhei para trás e vi uns 4 homens parados no meio da rua me olhando, voltei a andar devagar e logo eles ficaram para trás.

Meu coração estava disparado, eu nunca havia sofrido homofobia, muito menos sabia como lidar com ela. Arthur não estava na cidade, pra quem eu ligaria? Pra minha mãe? Bethany? Meu pai? 

Continuei andando até que cheguei na esquina da rua, estava olhando pra baixo quando senti uma mão no meu ombro. 

Rapidamente me assustei, me afastei e arregalei os olhos.

- Ei, calma, tudo bem?

Disse Manu, olhando para os homens no final da rua.

- Ah, oi, tudo... É que eu me assustei...

Disse tentando ficar normal

- É, eu vi o que eles fizeram mesmo...

Disse ele encarando os caras.

- O que você faz por aqui, essa hora da noite, não tem medo?

Digo respirando fundo

- Não, eles só enchem o saco, não fazem nada.

Diz ele me olhando nos olhos.

- Te chamaram disso também?

Digo olhando para os seus olhos com um sorriso sem graça

- De viadinho? Inúmeras vezes, são nojentos...

Disse ele me dando alguns tapinhas nas costas.

- É...

Digo olhando para o chão.

- Ei, se eu fosse você, ia pra casa, esquecia isso e relaxava. Não liga para o que eles falam, gente assim nem devemos perder tempo...

Disse ele sorrindo

- É... Vou fazer isso

Digo arrumando meu cabelo

- Você é, né?

Diz ele me encarando

- Sou, você é também né?

Digo te olhando nos olhos

- Ainda tem duvidas?

Disse ele rindo e começamos a andar.

- Esqueci de me apresentar, sou Alex...

Digo sorrindo e estendo a mão.

- Manuel, mas me chame de Manu..

Disse ele me cumprimentando forte

- Bom, obrigado, Manu...

Digo tocando o interfone da casa da Bethany

- Magina, você me segue no instagram, não segue?

Disse ele me olhando

- Não sei, mas vou procurar...

Digo sorrindo

- Tudo bem, até mais.

Disse ele entrando na sua casa, no qual, era na esquina da de Bethany.

Vi Chloe abrir a porta para mim e logo me abraçar.

Sorri forte e a abracei também.

- Acho que posso voltar para casa...

Digo olhando a mais velha

- Sua mãe finalmente entendeu?

Diz ela sorrindo surpresa

- Sim, antes tarde do que nunca...

Disse subindo as escadas, peguei minhas roupas e coloquei dentro da mochila.

Fui até Chloe e abracei forte.

- Obrigado tia, bom saber que eu posso contar com alguém, caso minha mãe me mande embora de novo...

Digo rindo e separo o abraço

- Ô meu anjo, sempre pode contar comigo.

Disse ela sorrindo.

Saí da casa da Bethany e fui reto, iria dar a volta para ir pra casa. Não estava disposto a correr perigo, desta vez sem um “super herói’’.

Após dar a volta, cheguei em casa, subi as escadas e dei de cara com Kassie.

- Olha quem voltou...

Disse ela rindo baixo

- Voltei, desta vez assumido, e você? Se assume quando? Me chama pro evento, quero espalhar também.

Disse esbarrando nela, entrei no meu quarto e bati a porta.

Havia uma mensagem do Arthur, avisando que voltaria logo. 

Sorri ao ler aquilo e logo olhei no espelho.

- Qual seu problema Alex? Estava apaixonado no garoto e agora nem sente a falta dele...

Digo olhando pra mim mesmo, aproveito e aperto uma espinha.

Ouvi o bip do meu celular e apanhei o mesmo em mãos. Era o grupo do nosso time de vôlei da escola, estávamos sem levantador, e nosso campeonato estava chegando (amanhã).

Breno : Não tem mais ninguém que jogue vôlei da escola?

Diogo : Que eu saiba não...

Natan : E agora?

Cleber : Tem o garoto novo, aquele alto, da sala do Alex. Ele joga, não joga?

Eu : Joga, mas não sei se ele toparia um campeonato em cima da hora assim...

Breno : Tenta chamar pelo menos...

Eu : vou tentar.

Digo saindo do WhatsApp e procurando ele no Instagram.

Eu : Manu, é... Você joga vôlei né?

Enviei e fiquei meio receoso.

Manu : Oi, jogo, por que?

Eu : Sei que isso parece estranho, mas tivemos problemas... Você joga em qual posição?

Manu : Tô curioso, jogo de levantador.

Eu : Você não toparia um campeonato amanhã, em Portland, com o nosso time?

Manu : Se eu disser que topo, você vai se assustar?

Eu : Eu vou te agradecer eternamente

Manu : Tudo bem, me passe o horário e fechou.

Informei o horário, local e tudo mais para ele.

Avisei o time, que ele iria jogar. Fiquei um pouco receoso dele ficar estranho comigo, já que no primeiro dia que conversamos, ele me defendeu de um grupo de homofóbicos, e eu simplesmente chamo ele para jogar comigo...

Ignorei esse pensamento e coloquei minhas roupas de volta ao roupeiro.

Assim que terminei, apanhei meu livro e continuei minha leitura.

Estava lendo cidade do fogo celestial, de Amanda Brendley.

O livro consistia em dois melhores amigos, eram sozinhos no mundo, e ninguém mais importava. Até que esse garoto se apaixonou por um cara, a menina vendo tal ato do menino, decidiu também se assumir, e assumir sua paixão por uma garota.

 Dizem, que no final do livro, os dois sofriam um acidente, mas nunca me contaram se esse acidente seria fatal ou não. 

Continuei lendo o livro até que comecei a bocejar, guardei o mesmo dentro do criado mudo de madeira que ficava ao lado da cama. 

Caminhei até o banheiro e escovei meus dentes. Havia combinado com o Manu, de se encontrar em frente a casa dele, ou seja, eu aproveitaria para passar na Bethany.

Me deitei e logo, adormeci.

No outro dia, cedo. 

Acordei com o despertador azucrinando no meu ouvido e logo resmunguei.

 Coloquei uma calça jeans, um tênis esportivo e uma camiseta colorida da Harvard. Por cima, uma blusa de moletom totalmente preta, no qual, era muito quente.

Arrumei minha mochila, desci e tomei meu café. Escovei meus dentes e fui para a casa da Bethany.

Era 07:00, o sol estava mostrando sua força agora, havia inúmeras nuvens na frente, impossibilitando o mesmo de trabalhar.

Fui até a casa da mesma, eu sabia que ela não estava acordada, mas nós tínhamos combinado de eu passar lá antes de ir.

 Sua mãe já havia saído para trabalhar, apanhei minha chave e abri. 

Subi as escadas e vi a mesma dormindo.

- Acorda dorminhoca, BOM DIAAAA

Digo abrindo a cortina e logo a claridade atinge o rosto dela.

- Vai pro inferno, me deixa dormir...

Disse a mesma virando pro canto.

- Ain, assim você me machuca

Digo rindo e vejo Manu saindo da casa dele e encostar na parede, estava me esperando.

- Ei, eu vou indo, beijo, depois passo aqui.

Dou um beijo no rosto dela e desço as escadas.

Aproveito que um caminhão estava passando e apareço do nada, como um simples raio de sol.

- Oi, desculpa a demora.

Digo rindo

- Não atrasou, combinamos 07:30, são... 07:30

Disse ele rindo e olhando no celular

- Sou pontual, vamos?

Digo sorrindo e começamos a andar.

- Vamos...

Conversa vai, conversa vem, até que tocamos no tão falado assunto.

- Posso te perguntar uma coisa?

Disse ele me olhando

- Claro, diga

Digo sorrindo e ficando nervoso

- Quando descobriu, que era gay?

Disse ele meio tenso.

- ah, acho que eu sempre fui, só não queria me aceitar...

Digo rindo e me sentei no banco do ponto de ônibus.

Não era um ponto de ônibus comum, ônibus não paravam ali, mas era o local de encontro com o resto do time.

- E você?

Digo te olhando nos olhos.

- Eu descobri, quando meu melhor amigo me beijou, aí eu gostei...

Disse ele rindo

- Uau, que romance.

Continuamos conversando até que o resto do time chegou, a rodoviária era próxima, caminhamos até lá e todos garantiram sua passagem. 

O resto do time acolheu ele como um veterano, sorri com a atitude deles, já que eram chatos.

Todos conversavam com ele, brincavam, e para não sair da rotina, Natan sempre de olhos nele. 

Ri baixo ao reparar isso e vi o ônibus chegando.

Subimos no mesmo e ouvi Manu me cutucando

- Posso sentar com você?

Disse ele indo se sentar no fundo

- Pode, se você não sentar, eu vou sozinho.

Nos sentamos juntos e fomos para Portland.

Ao chegarmos, caminhamos até a escola que iriamos jogar, fomos até os banheiros e nos trocamos. 

Esperamos os outros meninos irem primeiro, para depois utilizar. 

Fomos nos trocar, tirei minha camiseta e ele tirou a dele. Tentei focar em colocar meu uniforme, mas meus olhos corriam até seu abdômen, no qual, era magro como o meu.

Entrei em transe quando vi aquele abdômen, logo, ele viu meu olhar o secando. 

Desviei o olhar rapidamente e logo meu rosto ficou vermelho. 

Abaixei a cabeça e coloquei meu short mole, ele se aproximou.

- Não precisa ficar com vergonha, olhar não arranca pedaço...

Disse ele rindo

- É, desculpa...

Digo ainda com vergonha, olhei no espelho e coloquei minha joelheira.

- Você tem um corpo bonito viu...

Disse ele sorrindo simpático

- Obrigado, é... Você também.

Digo rindo e logo me soltando.

Fomos nos aquecer, fizemos dupla juntos e logo o jogo ia começar.

 Não me gabando, mas eu era o melhor ponteiro (posição de jogador de vôlei, sendo assim, atacante) e ele, o levantador.

Entramos em quadra, o melhor de tudo, era que eu não ficava nervoso com esse tipo de competição.

Ouvi um “psiu” vindo de perto e olhei para trás, lá estava ele, Arthur.

Estava sentado, na primeira fileira com um balde de pipoca e refrigerante. Estava sozinho, e me parecia muito animado.

- Oi, o que está fazendo aqui?

Digo sério e me aproximando

- Eu vi no cartaz que Denver ia jogar aqui, contra Portland, achei que fosse você, e vim conferir.

Disse ele sorrindo

- Entendi, quando você volta?

Digo sério e o encaro.

- Domingo a tarde... Esse short te deixa com a bunda maior...

Disse ele sorrindo safado

- Arthur... que vergonha

Digo rindo e te dou um tapinha

- Vai lá, vai começar o jogo... Arrasa, você é o melhor mesmo...

Disse ele roubando um selinho de mim e me soltando.

- Você é lindo.

Digo saindo de lá e indo pra perto de Manu, que logo me cutucou.

- É seu namorado?

Disse ele curioso

- Não...

Digo rindo

- Ué, vocês deram um selinho, algo deve ter...

Disse ele rindo

- Ah, não sei o que temos.

O jogo começou, o time adversário também não se abalava com a pressão, no qual, jogaram muito bem.

Finalmente, o intervalo.

Estavamos a um ponto de fechar o set, e eles a três. (24x22).

O primeiro set ganhamos, o segundo eles, terceiro também eles, o quarto e o quinto, nós. 

Por fim, a vitória decidiu permanecer ao nosso lado, todos os jogadores do outro time jogavam muito bem, eram fortes e soltavam cada pancada que só Breno para defender mesmo. 

Para finalizar, Manu confiava em mim e deixava para eu virar. No ultimo ponto, virei meu pé muito forte, assim que o time ganhou, caminhei até o banco e me sentei.

Eu tinha que ir lá receber a medalha, mas mal conseguia andar. Doía muito, muito mesmo, caminhei com uma cara de dor até junto a eles e o cara entregou minha medalha. 

Só iriamos embora mais tarde, Arthur estava me esperando na arquibancada. 

Chamei Manu e fomos os dois lá.

- Arthur, Manu, Manu, Arthur.

Disse os apresentando e me sentei ao lado de Arthur. Tirei meu tênis e vi meu pé muito inchado.

- Meu deus, você virou agora?

Disse Arthur preocupado

- No ultimo ponto né? Eu vi...

Disse Manu olhando com uma cara feia para o meu pé.

- Gente, já que passa, relaxa.

Disse sorrindo e Breno veio até nós.

- Ei, o treinador disse que vamos voltar agora, vamos?

Disse ele nos olhando.

- Ok, já to indo.

Digo sorrindo.

- Eu te espero na van, guardo lugar pra você. Prazer Arthur.

Disse Manu, muito educado e saindo andando.

- Ok... É, acho que eu tenho que ir...

Disse olhando Arthur e logo abaixei a cabeça

- Chegando na sua casa, põe gelo e descansa. Amanhã vocês vão voltar de van, ou ônibus?

Disse ele fazendo uma massagem milagrosa no meu pé.

- Amanhã, ônibus...

Digo soltando um suspiro de alivio, a dor estava passando

- Então eu vou voltar com vocês, que horas é o jogo amanhã?

Disse ele sorrindo.

- Amanhã é as 21, tarde pra caramba...

Digo rindo e me levanto. Coloco o pé no chão tentando apoiar e faço uma cara de dor.

- Alex... Eu te levo até na van...

Disse ele segurando minha mochila e entrando debaixo dos meus ombros, para me ajudar a andar.

- Obrigado... Ei, senti sua falta.

Digo chegando a uma parte em que não havia ninguém, seguro em seu rosto e te beijo.

Ele retribui, mas logo paramos.

 Ele me levou até a van, chegando lá, dei tchau e entrei na mesma.

- O que vamos fazer, o O’Connell virou o pé...

Disse o treinador, um tanto nervoso.

- Ei, eu tô bem, fico bem até amanhã...

Digo sorrindo e me sento ao lado de Manu com dificuldade.

- Fica o dia todo de repouso, colocando gelo, pomada e fazendo massagem

Disse Manu olhando meu pé.

- Vou fazer isso.

Continuamos conversando e fomos pra Denver.

 Ao chegar lá fingi que não estava sentindo dor alguma, Manu ficou em sua casa e eu entrei na de Bethany. Me sentei na escada, morrendo de dor e chamei a mesma.

- Yang...

Disse em meio a um gemido de dor.

- Harmon, o que houve?

Disse ela vindo até mim

- Virei meu pé, no jogo.

Digo com uma cara de dor

- Meu Deus, e agora? Amanhã tem jogo...

Disse ela nervosa

- Eu fico bem até amanhã, liga pra minha mãe, vê se ela pode vir me buscar...

Digo tentando segurar a dor, mas doía muito.

- Ligo

Disse ela ligando para minha mãe, que assim que ficou sabendo do ocorrido disse que estava vindo.

- Vamos também, já que eu não vou poder sair, se você quiser, vai em casa, a gente vê filme de terror, come lanche...

Digo sorrindo fraco

- Vamos!

Disse ela enviando uma mensagem a mãe dela, a avisando.

Minha mãe logo chegou de carro, fomos nós três para minha casa.



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