1. Spirit Fanfics >
  2. New >
  3. Na biblioteca...

História New - Capítulo 8


Escrita por:


Capítulo 8 - Na biblioteca...


Fanfic / Fanfiction New - Capítulo 8 - Na biblioteca...

-Ella!- neta bateu na porta.

-Calma!- eu gritei pegando a bolsa.

Abri a porta e ele bufou descendo as escadas, cocei a cabeça e ajeitei minha saia enquanto descia as escadas.

Entrei no carro e Jessie deu uma barrinha de cereal, eu agradeci e quebrei metade comendo no carro, a outra metade iria comer no intervalo.

Após uma semana de aulas nos não sabíamos como ajeitar aquele alarme, então estávamos no celular mesmo.

Porém. Ainda assim acordavamos atrasados, e como o colégio demorava trinta minutos de casa, era difícil arrumar tudo em alguns minutos.

Jessie parou e logo eu estava arrumando a gravata enquanto andava pelos corredores do colégio com pressa.

Assim que o sinal tocou eu entrei na sala correndo.

Mas quando cheguei na sala e sentei em una das cadeiras percebi o quão eu tinha sido burra, extremamente burra.

Tinha trazido o diário para a escola, isso era muito arriscado, ainda mais quando tinha tanta gente que né odiava e podia usar isso.

Mesmo assim, eu tirei os livros e fechei a bolsa até o último botão colocando nas minhas pernas, teria que proteger com sete chaves.

A aula começou e eu só conseguia pensar no diário que estava nas minhas pernas, seria um dia longo, até por que eu teria que ficar duplamente atenta.

💫

Aparentemente Nate agora queria fazer todos os trabalhos que dessem hoje, na biblioteca, e Jessie então, também.

Mas não contava com aquelas duas meninas com eles, então eu sentei na mesa do outro lado da estante enorme e peguei um livro.

-Ainda está aqui?- Mary sentou ao meu lado.

-Só posso ir quando Nate ou Jessie terminarem.- murmurei entediada.

-Minha mãe está chegando, posso perguntar se ela pode deixar você em casa, acho que é no caminho.- ela pegou o celular.

-Isso seria fantástico.- sorri agradecida.

Ela assentiu e falou que iria ligar para a mãe, por isso saiu da biblioteca, outra coisa que eu ficava em duvida.

Podia usar computador, algo que também tinha internet, mas não podia usar o celular, todas essas regras eram muito confusas.

Enquanto esperava Mary ligar coloquei o livro na mesa e logo eu, descuidada como era, derrubei a bolsa espalhando os livros.

-Ella...- Mary chegou.- Ela deixou, quer ajuda?

-Sim.- me agachei juntando os papéis e livros.

Mary colocou tudo bagunçado dentro da bolsa assim como eu e corremos, a mãe dela trabalhava em una empresa jornalística, logo ela teria que voltar para a tal empresa.

Corri sem pensar em nada e entramos no carro, a mãe de Mary sorriu quando eu coloquei o cinto.

-Finalmente conheci você.- ela começou a dirigir.

-É um prazer, Sra.Smiths.- sorri.

-Por favor, me chame de Olga.- ela virou a esquina.- Seus irmãos sabem?

-Falei a uma hora atrás que estava em casa pelo celular e nenhuma deles ligou.- eu resumi.

-Pelo menos chega em casa mais cedo, sobre tempo para fazer as tarefas...

-Eu faço tudo no intervalo.- coloquei o cabelo atrás da orelha.- Me poupa tempo em casa.

-Bom, isso é inteligente.- ela assentiu.

-Obrigada.- sorri.

-Pronto, está entregue.- ela parou.- Vá em casa um dia desses.

-Tudo bem.- eu saí.- Obrigada pela carona.

Ela partiu e eu comecei a procurar as chaves nós meus bolsos, achei e comecei a abrir a porta, ouvi o som do aspirados.

-Ella, você já chegou?- a cozinheira passou pela sala que estava sendo aspirada.- Almoçou, quer que eu faça algo?

-Não, obrigada, Gil.- agradeci.

-Parece magra, eu vou fazer um sanduíche.- ela voltou para a cozinha e eu ri.

Subi as escadas e joguei a bolsa na escrivaninha enquanto ia até o banheiro, coloquei o uniforme no chão, primeiro final de semana depois da escola, era um milagre.

Coloquei a roupa para lavar e fui até a pia lavando meu rosto e pegando meu blusão e meu short de moletom.

Sentei na mesa e comecei a abrir meu computador e o livro de medicina desse ano dos internos.

Meus pais pegavam os livros mais explicativos e com mais exercícios para eu e meus irmãos fazermos, e a cada final de mês tínhamos que apresentar uma pesquisa sobre um capítulo, iria começar a fazer a minha.

Talvez fizesse sobre alguma coisa relacionada a coração ou ao cérebro, se eu realmente me tornasse médica não iria querer seguir a sknrs dos meus pais.

Minha mãe era cirurgiã plástica, a melhor do ranking mundial, e meu pai era o melhor cirurgião geral do ranking também.

Então como eu era do meu jeito faria cirugia cardiotorácica ou neurocirurgia, talvez pediatria, mas crianças não eram meu forte.

Comecei a marcar a as partes importantes que eu podia usar de azul, marques as fontes com rosa e fui fazendo isso de acordo com o que eu achava interessante.

Logo já tinha una base legal para fazer qualquer um dos dois, mas não queria fazer igual meus irmãos, então eu faria os dois e descobriria qual eles fariam, assim eu iria me destacar.

Não gostava de medicina, não me interessava por isso, mas quando era hora de competir, eu queria ser a melhor, em tudo, minha mãe dizia e cirurgia era isso, que era essa competitividade, eu acho que poderia aprender a gostar.

💫

Gil serviu o jantar e Jessie puxou una cadeira, gostávamos de saber com que morávamos já que nossos pais não estavam sempre.

-Não, eu posso comer na cozinha.- ela sorriu.

-Venha logo.- sorri.

Ela sentou colocando o prato dela em cima da mesa e come do conosco, Nate era o mais social, então começou a perguntar sobre as famílias que ela já tinha trabalhado.

Era bom ouvir Gil falando, ela tinha uma voz boa e calmante, e encarando aquela sopa meus olhos se arregalaram lentamente.

-Ella?- Nate tocou meu ombro.

-Ela está tendo um derrame?- Jessie analisou minhas pupilas.

-Eu preciso subir.- levantei.- Como mais tarde.

Eles não falaram nada e eu subi as escadas com rapidez, e tudo que eu tinha medo de acontecer estava acontecendo.

Por que na bolsa da escola, não tinha um diário de capa dura de couro, e não estava em nenhum lugar, eu procurei.

Por todos os cantos, até meu quarto estar um estrago tão grande que eu não me reconhecia mais como organizada.

-Merda.- chutei o pulfe.- Merda. Merda. Merda!

Sentei na cama e coloquei a cabeça entre as mãos, fechei os olhos, na biblioteca, eu tinha perdido na biblioteca.

Não podia fazer nada agora, estava tarde demais, deviam ter achado, visto que não deveria ser aberto e colocado no achados e perdidos.

Eu só poderia entrar na biblioteca na segunda, antes mesmo da aula ela não estava aberta, então teria que ir depois da aula, ou seja, mais tempo para o diário ficar longe de mim.

Respirei fundo acalmando minha pulsação e tentando saber como eu ficaria tranquila até segunda de tarde, era quase impossível com minha ansiedade.

Chutei novamente o pulfe e impulsionei para trás caindo na cama, era um desastre, tinha quebrsdi a regra número um, a regra principal.

Regra N° 1: Nunca tirar o diário da gaveta a não ser para escrever de noite. No quarto!

Mas não era para ficar preocupada, se alguém achasse e visse o diário iria deduzir que não era para ser aberto.

Mas como o ser humano é, a pessoa que encontrasse tem e iria querer abrir instigado pela curiosidade.

Era um desastre, sim, agora eu percebia, tinha sido burra, e agora muitos segredos meus estavam nas mãos de alguém.

Deveria ser confiante, o diário podia estar debaixo de uma mesa ou estante, e ninguém tinha visto, iria ficar tudo bem, segunda eu o encontraria intacto e meus segredos estariam seguros.





Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...